TRANSTORNO BIPOLAR – informações básicas

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O transtorno bipolar (TB) se caracteriza pela ocorrência de dois tipos de crise: a mania e a depressão. Na mania estão presentes as seguintes alterações: alegria ou irritabilidade excessiva; sensação de aumento da energia corporal; aumento da libido; desinibição do comportamento; gastos financeiros excessivos; aumento da autoestima; agitação e agressividade; fala excessiva e acelerada; diminuição da necessidade de sono; entre outras. Durante um episódio maníaco, o indivíduo pode até se sentir melhor do que quando está normal – situação ímpar na medicina – e comumente não se acha doente, apesar de, aos olhos de qualquer outra pessoa, estar nitidamente fora do normal. Na depressão, encontram-se os seguintes sintomas: tristeza e choro fácil; fraqueza, desânimo ou falta de energia; perda da libido; pessimismo; baixa autoestima; ideias de culpa; perda do apetite e emagrecimento (ou aumento do apetite e do peso); insônia (ou hipersonia); desesperança; pensamentos ou atos suicidas; entre outros. Pode haver também episódios mistos, nos quais sintomas maníacos e depressivos ocorrem ao mesmo tempo, além de episódios de hipomania, em que os sintomas maníacos são mais leves e menos numerosos.

Durante o curso da doença, os episódios de mania e de depressão, que em geral duram meses, se alternam, havendo entre eles frequentemente períodos de normalidade, chamados de eutímicos. Na maioria dos casos, os episódios de depressão são mais numerosos e duradouros do que os de mania. É mais comum que a primeira crise seja de depressão. Com o passar do tempo, os episódios podem se tornar cada vez mais frequentes, especialmente se não é realizado o tratamento adequado. Em paralelo às alterações na energia vital e no humor, no TB observam-se importantes alterações cognitivas, afetando a atenção, a memória e as funções executivas.

O diagnóstico do TB é baseado unicamente em critérios clínicos, ou seja, na observação do comportamento do paciente e no estudo de sua história, já que não existem exames complementares que possam confirmá-lo. Suas causas são desconhecidas, mas sabe-se que o TB está relacionado a fatores genéticos, bioquímicos cerebrais, neuroendócrinos e psicológicos.

O TB afeta mais de 1% da população. As mulheres e os homens têm probabilidade equivalente de desenvolver a doença. Esta aparece mais comumente na adolescência ou no início da vida adulta, mas pode começar em qualquer idade. O TB altera enormemente o comportamento do indivíduo, afetando sua capacidade para o trabalho ou estudo, assim como o relacionamento com as outras pessoas. Trata-se de uma doença grave e crônica, que, em mais de 10% dos casos, especialmente nos episódios depressivos ou mistos, leva ao suicídio. O TB não tem cura, mas pode ser controlado satisfatoriamente através de tratamento adequado, psicoterápico ou medicamentoso.

O tratamento do TB consiste em três momentos diferentes: a mania aguda, a depressão aguda e a eutimia, durante a qual é realizado o tratamento de manutenção. Na mania aguda, utiliza-se um estabilizador do humor – lítio, ácido valpróico (ou divalproato) ou carbamazepina –, ou um antipsicótico, preferencialmente um antipsicótico atípico – como olanzapina, quetiapina, risperidona etc. –, ou ambos associados.

Na depressão bipolar aguda, empregam-se a quetiapina e a combinação olanzapina-fluoxetina, mas o lítio a lamotrigina também são úteis quando associados entre si ou a outros medicamentos. Antidepressivos, principalmente os tricíclicos e a venlafaxina, devem ser evitados, pois comumente induzem virada para a mania.

Todavia, nos casos mais graves, eles podem ser utilizados, sempre em associação a um estabilizador do humor ou a um antipsicótico atípico, nunca em monoterapia.

Tanto na mania como na depressão a eletroconvulsoterapia é uma opção nos casos refratários à medicação, ou quando há baixa tolerabilidade aos efeitos colaterais dos psicofármacos, e ainda quando o risco de suicídio é iminente. Quando há sintomas psicóticos na mania ou na depressão, os antipsicóticos são prescritos em associação aos demais medicamentos.

Como tratamento de manutenção, o lítio é a droga de primeira escolha, sendo também prescritos o ácido valpróico (ou divalproato), a carbamazepina, a olanzapina, o aripiprazol, a risperidona e a lamotrigina. Esta última é mais eficaz na prevenção de episódios depressivos do que de maníacos, enquanto que, com os demais, acontece o oposto. Outra opção é o uso da quetiapina associada ao lítio ou ao ácido valproico.

Em qualquer fase do tratamento, está indicada a psicoterapia, seja de base analítica ou cognitivo-comportamental. Muitas vezes a internação psiquiátrica, de curto prazo, é necessária, especialmente nos casos de depressão em que o risco de suicídio é significativo, e ainda nos casos de mania em que há pouca ou nenhuma consciência de morbidade e quando o comportamento do paciente coloca em risco as outras pessoas ou a si próprio. O TB é crônico e não tem cura, mas pode ser adequadamente controlado com o tratamento, o qual deve compreender toda a extensão da vida do paciente.

Autor:  Dr Elie Cheniaux – Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro  www.eliecheniaux.com    –   echeniaux@gmail.com

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2018-02-02T17:10:54+00:00 25 de novembro de 2014|Categorias: Blog, Depressão, Transtornos do Humor - Conceitos|Tags: , , , |12 Comentários

12 Comentários

  1. Deise 25 de novembro de 2014 às 18:05 - Responder

    Parabéns pela clareza e precisão do artigo. Com relação à adesão ao tratamento , uma dificuldade que encontro é de precisar ao médico meu histórico de vida dado que existe importantes alterações de memória de acordo com o curso da doença. Avaliações do passado variam conforme o momento ou fase da doença e a autoavaliação também. Por exemplo, a auto estima em alta está alicerçada em memórias de sucessos e realização individuais, baixa auto estima em memória e supervalorização dos fracassos. Sentidos de orientação espacial também são muito prejudicados de acordo com a fase da doença. Execução fica muito difícil. Dificuldades de explanação também.

    • Equipe Abrata 27 de novembro de 2014 às 20:01 - Responder

      Olá Deise

      Agradecemos o seu retorno em relação ao artigo.
      Durante as reuniões de Grupo de Apoio Mútuo também ouvimos relatos parecidos com o seu. A dica que pessoas trazem são de fazer anotações para superar a dificuldade da memória. Alguns portadores mantém um caderno exclusivo para estas anotações e quando vão ao médico levam as anotações para facilitar durante a consulta. Outros mantém um espaço no computador para fazer anotações sempre que se lembram de um evento, de uma ocorrência, dos sintomas da medicação, etc.. como se fosse um diário. Outros portadores também relatam que tiveram melhoras quanto passaram pela Reabilitação Cognitiva que é um procedimento de tratamento. Converse com o seu médico sobre isso.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  2. Regina 26 de novembro de 2014 às 10:29 - Responder

    Como convencer o paciente de que ele precisa de ajuda profissional?

    • Equipe Abrata 10 de dezembro de 2014 às 11:52 - Responder

      Prezada Regina

      Escutamos diariamente nos Grupos de Apoio Mútuo essa pergunta. E é uma pergunta de difícil resposta! Mas também sabemos que a força maior vem do próprio portador em querer se cuidar, em tratar de uma doença crônica e reconhecer que tem uma doença ainda sem cura que somente com o tratamento medicamentoso e rotina de vida poderá ter uma qualidade de vida.
      Sabemos também que há muitas razões por que os portadores evitem começar o tratamento para transtornos do humor. Infelizmente, ainda existe vergonha ou estigma em torno desses transtornos, mesmo reconhecendo que tenham uma causa biológica, assim como em pacientes com diabetes ou asma. Embora a sociedade está, gradualmente, se tornando mais informada sobre a depressão e transtorno bipolar, medo, preconceito e equívocos ainda existem e fazem algumas pessoas relutarem em admitir que têm um transtorno de humor. Elas temem que as pessoas irão discriminá-los. Os portadores podem até acreditar que, se eles buscam tratamento evidenciam que fracos de vontade, com defeito, ou até mesmo “louco”. Infelizmente, muitas pessoas com essas crenças incorretas preferem sofrer do que procurar tratamento. Algumas portadores pensam que eles merecem se sentir mal, outro sinal de prejuízo no julgamento. Eles também podem se sentir culpados sobre as questões para as quais não são responsáveis. Outra razão que as pessoas evitem o tratamento tem a ver com os sentimentos e crenças que fazem parte da doença. Aqueles que se sentem horríveis, que estão sempre cansados e acreditam que eles sempre vão se sentir mal não pode ter a energia para empurrar-se para obter ajuda.
      Vc poderá se informar um pouco mais no site da ABRATA onde encontrará o livro online que se chama GUIA PARA CUIDADORES DA PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR. Este livro além de informa sobre a doença, ele traz dicas para os familiares lidar com o portador em diversas situações. Link:http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Também poderá assistir vídeo com depoimentos de portadores e familiares. Link http://www.abrata.org.br/new/video.aspx
      No Youtube ABRATA, assista ao vídeo Qualidade de vida do portador, também poderá ser útil para ampliar os seus conhecimentos sobre o assunto e poder encontrar um caminhos de convencimento ao tratamento. Link: http://www.abrata.org.br/new/video.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

  3. Magê. 15 de fevereiro de 2017 às 04:32 - Responder

    Como saber se meu diagnóstico está correto se meu psiquiatra mal me ouve?

    • Equipe Abrata 7 de março de 2017 às 17:22 - Responder

      Olá Magê

      Infelizmente nos deparamos com profissionais que não deviam estar no lugar que estão, principalmente quando trata-se de um profissional da área da saúde. Se vc não está satisfeita, ou sente-se insegura com o diagnóstico recebido, sugerimos que procure ouvir a opinião de outro profissional, de outro psiquiatra. Vc não precisa contentar-se somente em ouvir esse profissional que “mal lhe ouve”. Busque uma segunda opinião. É o ideal.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  4. Carlos Alberto Santos de Sousa Lima 10 de abril de 2017 às 19:04 - Responder

    O que existe em estudo no mundo científico a nos dar esperança de se identificar com mais precisão o Transtorno Afetivo Bipolar? Acho muito difícil chegar a uma sintonia fina para ajustar o “Combo” terapêutico sem afetar o pensamento natural de cada um de nós. Atualmente faço uso de Pristiq 100 e Lamitor 100.

    • Equipe Abrata 22 de abril de 2017 às 11:33 - Responder

      Caro Carlos Alberto.

      Uma das maiores autoridades brasileiras em Transtornos Afetivos é a Dra. Doris Hopfeld Moreno, médica psiquiatra e coordenadora dos
      estudos e pesquisas do GRUDA – Grupo de estudos de transtornos afetivos, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da
      Universidade de São Paulo, explica o que é o transtorno bipolar.

      O transtorno bipolar é um distúrbio psiquiátrico que afeta cerca de 1% da população mundial em sua forma mais grave. Como em outras doenças afetivas, ele provoca uma mudança drástica na personalidade do indivíduo, que chega a afetar seu convívio social. Uma pessoa com a doença alterna fases de forte depressão (inclusive chegando a alcançar momentos suicidas) com outras de momentos maníacos, de alta e incontrolável euforia. Apesar de não ter cura, o diagnóstico do distúrbio não equivale a uma sentença de morte.

      Uma das maiores dificuldades dessa doença é que, apesar de não ser rara, ela não é facilmente diagnosticada. Como não existe nenhum exame que possa detectá-la, o diagnóstico é feito através de avaliação clínica durante entrevista com um psiquiatra. O perigo é que as pessoas com o distúrbio passem grande parte da vida não diagnosticadas ou tendo seus sintomas explicados por causas erradas – “não é rara a confusão entre o transtorno e a depressão clínica ou o uso de drogas” , afirma a psiquiatra Doris Moreno, responsável pelo ambulatório de pesquisa do Grupo de Estudos de doenças Afetivas (Gruda) do Instituto de Psiquiatria no Hospital das Clínicas. Desse modo, é importante saber reconhecer os sintomas característicos e como lidar com alguém que é portador.

      Segundo Doris, “o transtorno bipolar não prejudica necessariamente o trabalho, mas sim o relacionamento”. O problema, de acordo com a psiquiatra, é que a irritabilidade da pessoa com o distúrbio pode comprometer seu convívio com outros durante trabalho. Para lidar com os sintomas é preciso ter paciência e compreender os seus sintomas.

      Um indivíduo com a doença também tem propensão a ser mais distraído e interpretar a realidade à sua própria maneira. Por isso, é essencial que quem trabalha com ele confirme se tudo o que foi dito foi entendido. Da mesma maneira, a objetividade também é importante, já que não se pode dar margens para muitas interpretações.

      Doris Moreno também reitera que os pacientes com o distúrbio tendem a hiper-reagir e são mais sensíveis a álcool, drogas e falta de rotina. Por isso, tem de haver um cuidado com as “noitadas” depois do trabalho e no próprio horário de expediente, pois essa pessoa precisa de uma certa regra de cotidiano: “São pessoas que não podem, por exemplo, dar plantão”, conta a psiquiatra.

      Uma maneira importante de se ajudar o colega com transtorno bipolar é reparar nas possíveis mudanças de comportamento de um paciente em tratamento. “O transtorno é uma doença crônica. Ela não tem cura, mas pode ser tratada com medicamento e mudanças de hábito ajudam a controlar os sintomas”, afirma Doris. Entretanto, a doutora explica que não é raro o paciente acreditar que já está “curado” e deixar de tomar o remédio. O tratamento é assunto bastante delicado com quem tem o distúrbio, e muitos pacientes têm dificuldade de ouvir sugestões e críticas de seus próprios familiares. “Nesses casos, pode haver no ambiente de trabalho uma certa pressão para o empregado tomar remédio, manter um sono regular e uma certa rotina”, completa a psiquiatra.

      O diagnóstico do transtorno bipolar muda a vida de uma pessoa. Por um lado, ela passa a receber o medicamento que vai controlar seus sintomas e permitir que ela conviva normalmente em um ambiente social. Entretanto, o paciente precisa se adaptar com um novo estilo de vida e, para isso, precisa de um sistema de apoio não só familiar como também em seu trabalho.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  5. Wilcilene 23 de outubro de 2017 às 01:13 - Responder

    Meu esposo foi diagnosticado bipolar e faz tratamento. Teve uma crise no meu resguardo e foi muito difícil passar por aqueles momentos, pois acabava de ganhar um bebê. Gostaria de saber como lidar com isso tudo pois para mim é muito difícil, às vezes quando você menos espera a pessoa explode com você, passa algumas horas ele já está todo carinhoso como se nada tivesse acontecido….me sinto um bomba relógio ….

    • Equipe Abrata 23 de outubro de 2017 às 09:36 - Responder

      Prezada Wilcilene.

      O tratamento do transtorno bipolar é bastante complexo. Em alguns casos, pode funcionar muito bem por um período, mas não resistir
      a episódios graves de estresse. Situações como, por exemplo, brigas, luto, desemprego, cansaço ou até mesmo uma alteração na rotina,
      podem provocar uma crise depressiva ou maníaca.
      No caso de manifestação de um episódio, há necessidade de revisão do tratamento para eventual adequação nas doses dos medicamentos e até
      mesmo de substituição por outros. Mesmo assim, podem ocorrer recaídas.
      A psicoterapia ajuda a melhorar a percepção do paciente sobre os outros e sobre si mesmo, entendendo os efeitos do transtorno e suportando
      melhor as frustrações. O profissional pode auxiliar a criar estratégias para lidar com o estresse, aprender sinais de alerta de novos episódios
      e reduzir os sintomas da depressão e mania. A combinação da medicação com programas adequados de tratamento psicológico favorece a adesão ao
      tratamento, previne recaídas e recorrências, reduzindo sintomas e melhorando a qualidade de vida.
      Bem, sugerimos a você algumas ações importantes:
      – Prepare-se para as crises. É importante ter um plano de ação para controlar a evolução de uma crise. Tenha em mãos o contato de familiares próximos
      que possam ajudar e o número do médico responsável Não guarde essas informações apenas em seu celular, pois a bateria pode acabar. Tenha os números
      anotados em papel e com você o tempo todo, como na bolsa ou na carteira. Dê uma cópia para seu ente querido; vocês podem até elaborar este plano juntos
      quando ele estiver calmo e receptivo.
      – Preocupe-se com a sua própria saúde mental. Cuidar de um ente querido com transtorno bipolar pode causar estresse e sintomas de depressão. Lembre-se
      de que só é possível ajudar alguém se você mesma estiver em dia com sua saúde física e mental. Esteja alerta para seus próprios comportamentos e sentimentos
      a respeito de seu ente querido.
      – Considere ajuda profissional. Pode ser benéfico fazer terapia caso a lida com a pessoa com transtorno bipolar esteja difícil. Há evidências de
      que fazer terapia familiar e não apenas se informar (especialmente pais e cuidadores) pode ajudar a conviver com uma pessoa com esse transtorno.
      – Considere fazer psicoterapia individual.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  6. Elene 21 de novembro de 2017 às 19:47 - Responder

    Sou profissional da saúde e por mais de vinte anos fiz tratamento com profissional da área para depressão unipolar . Recentemente, por conta da utilização de novos antidepressivos (brintellix, valdoxan ) e uma irritabilidade fora do comum e rótulo de depressão crônica refratária como diagnóstico , parti para uma segunda opinião . Esta foi favorável ao transtorno bipolar ( virada para mania em função dos antidepressivos ) e novo tratamento.
    Estou menos irritada mas tenho muito sono. Estou insegura e assustada . São tantas drogas no mercado , inclusive blog para lamotrigina que fiquei curiosa acerca da sua diferença de uso clínico com a quetiapina . Há como responder ? Obrigada .

    • Equipe Abrata 29 de novembro de 2017 às 08:25 - Responder

      Prezada Elene,
      Os medicamentos indicados a você são para o tratamento da depressão bipolar. No entanto, a resposta a uma e à outra medicação variam de pessoa a pessoa, e também pode demorar para se conseguir uma resposta adequada, especialmente quando a pessoa tem uma história de vários episódios tratados de forma inadequada (no seu caso, depressão unipolar).
      É muito importante que você tenha paciência e converse com seu psiquiatra sobre suas dúvidas e reações aos medicamentos para que ele possa avaliar os resultados e fazer os ajustes necessários. A paciência e persistência no tratamento é a atitude que garante os melhores resultados. Isso é especialmente importante no caso do transtorno bipolar, pelo fato de ele ser uma condição médica complexa cujo tratamento requer muitos cuidados. Além disso, é muito importante que você se informe sobre o tratamento e, também, participe de grupos de apoio mútuo, como os que a ABRATA promove, para que possa trocar experiências e conhecer mais sobre esse transtorno.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA.

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