Principais fatos sobre o transtorno bipolar

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  1. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou o transtorno bipolar como uma das principais causas da redução do tempo de vida e saúde na população entre 15-44 anos de idade, ultrapassando causas como guerra, violência e esquizofrenia.
  2. O transtorno bipolar provavelmente afeta até 2,4 milhões de pessoas no Reino Unido, cerca de 12 milhões nos EUA e 254 milhões no mundo inteiro.
  3. O transtorno bipolar aumenta a taxa de suicídio em até 20 vezes.
  4. Mesmo em países desenvolvidos, esse transtorno é muito pouco identificado. O tempo médio entre a aparição dos primeiros sintomas e a procura por ajuda é de cerca de 4 anos e meio. Uma pesquisa realizada nos EUA mostrou que leva dez anos (em média) para se chegar ao diagnóstico e tratamento corretos.
  5. A mesma pesquisa constatou que, antes de se chegar ao diagnóstico correto, são feitos em média 3 vezes e meia diagnósticos equivocados.
  6. Após o início dos primeiros sintomas, pessoas com transtorno bipolar passam cerca de 50% de suas vidas com sintomas significativos (principalmente a depressão), mesmo com os atuais tratamentos “não ideais”.
  7. Outra pesquisa nos EUA constatou que cerca de 70% dos psiquiatras não tinham conhecimento das diretrizes de tratamento indicadas pelos especialistas da Associação Americana de Psiquiatria sobre o transtorno bipolar.
  8. Em um estudo realizado na Austrália a partir de pessoas com transtorno bipolar que morreram por suicídio, 60% receberam tratamento inadequado. Muitos sequer receberam algum tratamento.
  9. Um bom tratamento estende a expectativa de vida em 6-7 anos e faz a taxa de mortalidade retornar ao seu padrão normal (índices de empresas de seguro costumam ajudar na avaliação dos riscos).
  10. Comparado a outros problemas de saúde que têm impacto semelhante ou menor na qualidade de vida, o tratamento do transtorno bipolar é dificultado pelo grave estigma social e pelo financiamento inadequado para a pesquisa.
  11. A bênção e a maldição? Já é quase certo: os genes que, de um lado, podem dar origem à grave e incapacitante doença bipolar, podem, do outro, ter vantagens – “a vantagem bipolar”. Isto pode explicar porque algumas pessoas excepcionalmente criativas e bem-sucedidas têm parentes com transtorno bipolar, depressão grave e histórico de suicídio em suas famílias. Isso também pode explicar por que muitas pessoas com transtorno bipolar são dotadas.

Fonte: http://www.bipolar-foundation.org/bipolar-disorder/#sthash.2iT9WI2U.dpuf

Tradução livre – ABRATA

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10 Comentários

  1. Wilton Correa 12 de fevereiro de 2017 às 11:16 - Responder

    Ola…excelente artigo. Faço tratamento para TAB. Acontece que o tratamento com remédios me deixa incapacitado….Como fazer para trabalhar? Posso pedir auxílio doença?Posso entrar com aposentadoria por invalidez?

    • Equipe Abrata 12 de fevereiro de 2017 às 16:24 - Responder

      Prezado Wilton.

      O transtorno afetivo bipolar, em geral, não é caso para aposentadoria, salvo os casos onde os episódios se apresentem com muitos sintomas psicóticos (F 31.2 / F 31.5 / F 06.3) e durante um período muito prolongado, sob supervisão médica.
      Outro problema essencial, é que para pedir a aposentadoria, você precisaria estar trabalhando (ao menos 12 meses), pois nesses casos, primeiro você entra com o pedido de auxílio-doença, que depois será convertido em aposentadoria por invalidez.
      Quando o tratamento médico é feito em posto de saúde, o estado fornece o medicamento. Caso não haja, você pode solicitar o formulário 13, para medicação de alto custo. Caso seu medicamento não esteja na lista, você pode constituir um advogado e entrar com uma ação judicial junto ao estado para que o medicamento seja fornecido gratuitamente.
      Um abraço
      Equipe ABRATA.

  2. Gabriel 14 de fevereiro de 2017 às 02:04 - Responder

    Deveria ter mais estudos diferenciando o TAB do transtorno borderline, porque eu estou nesse fogo cruzado
    Fui diagnosticado há 3 anos com transtorno bipolar por um médico.
    Porém, na terapia, minha psicóloga vê traços do transtorno de personalidade.. . desde minha última crise, eu fiquei tão mal que estou até confuso com isso.

    • Equipe Abrata 15 de fevereiro de 2017 às 17:59 - Responder

      Olá Gabriel.

      Há estudos que mostram as diferenças entre o Transtorno Bipolar e o Transtorno de Personalidade Bordeline.
      Sugerimos que conheça os vídeos publicados no canal YouTube. Endereço: https://youtu.be/Vepi2kOz53I, https://youtu.be/Vepi2kOz53I.
      Agora, leve em consideração o diagnóstico médico, pois o psiquiatra é quem está apto a fazer o acompanhamento apropriado de acordo
      com o diagnóstico.

      Postamos, ainda, algumas informações do Departamento de Psiquiatria do Hospital Sírio-libanês:

      Transtorno de personalidade borderline pode provocar euforia e depressão num mesmo dia.

      Fonte: Dr. Sérgio Ricardo Hototian, psiquiatra no Hospital Sírio-Libanês e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (Unisa) Publicado em 07/06/2016

      Em inglês, a expressão borderline refere-se a algo que está na fronteira, no limite ou é incerto. Isso ajuda a definir o transtorno de personalidade borderline, também conhecido por transtorno de personalidade limítrofe. Trata-se de um problema de saúde que envolve as áreas de psicologia e psiquiatria, muito difícil de ser diagnosticado. As pessoas que têm esse tipo de transtorno alternam atitudes de forma impulsiva, podendo ter surtos de ódio e, em casos extremos, até tentar o suicídio.

      No geral, os surtos relacionados ao borderline referem-se a relações interpessoais após situações de crise no trabalho, pressão da família e brigas com amigos, conta o dr. Sérgio Ricardo Hototian, psiquiatra no Hospital Sírio-Libanês e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (Unisa). “O ambiente muda muito o humor dessas pessoas, que, em geral, reagem mal quando são contrariadas”, comenta. “Quando a crise é acompanhada de forte paranoia, elas podem chegar a cometer violências físicas contra outras pessoas”, acrescenta o médico.

      Uma característica marcante dessa síndrome é a idealização da imagem de algumas pessoas, que pode ir de amor intenso ao ódio, explica o dr. Hototian. “É comum elas gritarem e ofenderem amigos e familiares, por exemplo, mas na sequência comportarem-se como se nada tivesse ocorrido”, comenta.

      Em casos extremos, quando chegam a se cortar propositadamente durantes os surtos de depressão, as pessoas com transtorno de borderline também se arrependem assim que se deparam com o ferimento. “A intenção desses pacientes nunca é ser efetivo, mas apenas se penalizar ou mesmo se aliviar”, observa o médico.

      Outras características das pessoas com transtorno de personalidade borderline são:

      Carência — Costumam pedir afeto e carinho. Muitas delas tratam grupos de pessoas sem tanta intimidade como se fosse sua família.
      Rebeldia e excessos — Tendem a desrespeitar as regras, abusam de álcool e outras drogas e têm dificuldade de obedecer às hierarquias no trabalho. Alguns também costumam dirigir em alta velocidade, têm avidez pelo perigo e vivem na “adrenalina”.
      Instabilidade — Mudam de humor constantemente, passando de situações extremas de alegria para depressão num mesmo dia.
      Autoflagelação — Podem se cortar, se apertar e fazer machucados pelo corpo como medida de punição.
      Depressão — Geralmente apresentam padrão de humor depressivo leve.
      O que leva ao desenvolvimento do transtorno de personalidade borderline?

      As crises de personalidade borderline se manifestam quando essas pessoas passam por conflitos emocionais difíceis ao longo da vida, como mortes, separações, brigas e abuso sexual, sobretudo na infância. Por isso, o auge das crises é a adolescência e a juventude, com tendência de diminuição a partir da fase adulta.

      Em muitos casos, o transtorno de personalidade borderline está associado a pessoas que cresceram em ambientes conturbados, explica o dr. Hototian. Segundo o médico, muitas pessoas que têm esse transtorno receberam uma educação caótica e afetos desarmônicos num misto de permanente carência afetiva. “O indivíduo borderline acaba se expressando como uma vítima desse ambiente complicado”, avalia o psiquiatra.

      Qual a diferença entre o transtorno de personalidade borderline e a doença bipolar?

      Por conta das mudanças no humor, o transtorno de personalidade borderline é muitas vezes confundido com a doença bipolar. No entanto, a alteração entre humor extremo e depressão nas pessoas com transtorno borderline geralmente ocorre dentro de horas ou dias, enquanto que na doença bipolar pode durar semanas ou meses.

      A doença bipolar também costuma apresentar crises mais intensas que o transtorno de personalidade borderline, impossibilitando muitas vezes que os pacientes bipolares cumpram suas tarefas cotidianas.

      Como é o tratamento e o diagnóstico do transtorno de personalidade borderline?

      Outra diferença entre o transtorno de personalidade borderline e a doença bipolar está no tratamento. Medicamentos que fazem a estabilização do humor podem ser efetivos para as pessoas bipolares por vários anos. Já o transtorno de personalidade borderline exige diferentes cuidados, conforme cada crise. Em alguns momentos, esses pacientes podem precisar de medicamentos estabilizadores de humor, em outros, de antidepressivos, ansiolíticos ou até antipsicóticos. A psicoterapia também é imprescindível para a maioria dos pacientes.

      O transtorno de personalidade borderline, assim como a doença bipolar, não tem cura, mas com diagnóstico correto e tratamento adequado pode ser controlado, garantindo boa qualidade de vida para as pessoas que têm essa síndrome.

      No Brasil ainda há poucos estudos para estimar a quantidade de pessoas que sofrem desse transtorno, mas nos Estados Unidos, dados oficiais apontam que de 1% a 6% da população adulta vive com o transtorno de personalidade borderline.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  3. Juliana Oliveira 23 de março de 2017 às 12:43 - Responder

    Artigo esclarecedor, tenho uma dúvida: desde Fev/2016 estou em tratamento com TAB, como faço para requerer o auxilio doença, estou com CID 31.5,?

    • Equipe Abrata 25 de março de 2017 às 10:06 - Responder

      OLá Juliana.

      Como o nome já revela, o auxílio-doença é voltado para pessoas que sofrem de uma doença ou por algum acidente que a torne incapaz para o trabalho. Para receber o benefício o segurado do INSS deve, portanto, estar incapacitado de cumprir sua função.

      Para conseguir o auxílio-doença é preciso imprimir o requerimento gerado pelo sistema do Ministério do Trabalho e Previdência Social e levá-lo ao INSS no dia da perícia médica. O documento deve ter a assinatura carimbada da empresa.
      A perícia médica será marcada por uma agência da Previdência Social escolhida pelo trabalhador. É possível requerer o exame no site da Dataprev. Se o trabalhador não puder comparecer à perícia médica no dia e hora marcados, deverá pedir pela remarcação com uma antecedência de, pelo menos, três dias pelo telefone 135. O direito de remarcar a data só é válido uma única vez.
      No caso de o trabalhador necessitar de acompanhante na perícia médica, ele poderá requerer a companhia através de um formulário de solicitação de acompanhante e leva-lo no dia da consulta. Porém, é preciso esclarecer que o pedido será analisado pelo perito médico e poderá ser negado (se a presença de uma terceira pessoa possa interferir no ato).

      Condições para o auxílio-doença:

      Então, em caso de acidente ou doença, o trabalhador poderá solicitar o benefício, obedecendo os seguintes requisitos:
      -Comprovar incapacidade de trabalhar por doença;
      – Possuir uma carência mínima de 12 contribuições (a carência é, basicamente, o número mínimo de meses – ou competências pagas ao INSS para que o cidadão, ou em alguns casos o seu dependente, possa ter direito de receber um benefício).
      – Para empregados de empresas, é preciso estar afastado por mais de 15 dias corridos (quando intercalados, dentro do prazo de 60 dias).

      Documentos a serem apresentados para conseguir o benefício:
      Durante todo o processo para o requerimento do benefício, o segurado do INSS deverá apresentar alguns documentos e formulários exigidos pelo governo, que são:
      – Documento de identidade válido com foto;
      – Número de CPF;
      – Carteira de trabalho, carnês de contribuição e documentos que comprovem pagamentos ao INSS;
      – Documentos médicos que confirmem a causa do problema de saúde, o tratamento de saúde necessário e o período sugerido para afastamento do trabalho;
      – Declaração assinada e carimbada pelo empregador que diz o último dia trabalhado.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  4. William de Moura 11 de julho de 2017 às 13:42 - Responder

    Gostaria de saber se uma pessoa com Bipolaridade sem tratamento com constante crise (ciúme, quebra de objetos, e discurso de suicídio) é aconselhado viajar sozinha para fora do país. Essa pessoa fala que não viajar vai cometer o suicídio.

    • Equipe Abrata 25 de julho de 2017 às 05:28 - Responder

      Prezado William,

      Uma pessoa com transtorno bipolar deve sempre se tratar para se manter saudável e com controle sobre os riscos que a doença acarreta.
      Se um portador de transtorno bipolar não está em tratamento, ele não deve viajar ao exterior pois corre o risco de ter crises da doença (o que também pode ser desencadeado por mudanças de fuso horário) com todos os problemas que isso traz, não somente o risco de suicídio. Mesmo que a pessoa diga que não vai se matar, isso não é garantia de que ela não vai adoecer. Nem mesmo é garantia de que ela cumpra o que prometeu, pois numa crise bipolar o indivíduo fica muito impulsivo e ele age impensadamente. Acrescente a isso o fato de estar num outro país, sem conhecimento e acesso aos recursos de saúde locais.
      Recomendamos enfaticamente que a pessoa procure um psiquiatra que faça uma avaliação do seu estado e institua o tratamento adequado ao caso.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  5. Filipe Quin 9 de agosto de 2017 às 13:26 - Responder

    Me encaixo em todos os sintomas , sofro com esse problema há bastante tempo , e ninguém nunca entendeu nem mesmo eu entendia até fazer pesquisas sobre os assunto. Graças ao transtorno bipolar já perdi muitas amizades, já tive 9 empregos em um ano pelo fato de não suportar as crises e sair, já marquei com a psicóloga para o dia 1 /09, será a primeira vez que vou expor todos os problemas em uma consulta , pois já tentei o suicídio por diversas vezes e, por causa dos picos de Mania onde a gente perde a noção do perigo, tive relação com vários sem proteção , acabei contraindo o Vírus HIV. Estou passando pela fase de depressão, já tentei suicidio três vezes no período de 2 meses e decidi procurar ajuda , mas Abrata, qual a melhor maneira de relatar tudo?

    • Equipe Abrata 11 de agosto de 2017 às 10:25 - Responder

      Caro Filipe.

      Para o controle dos sintomas do transtorno bipolar é essencial o uso de medicamentos combinado com psicoterapia.
      E a adesão ao tratamento medicamentoso é a única maneira para ficar estabilizado. Procure um psiquiatra.

      O psiquiatra é um profissional com formação em Medicina e com especialização em Psiquiatria. Após a faculdade, então, faz
      residência em instituições de saúde mental, clínicas e hospitais psiquiátricos.
      Os conhecimentos desta área e especialidade médica concentram-se nos comportamentos que fogem à “normalidade”. Desta forma,
      o médico psiquiatra está preparado para lidar com os mais variados transtornos mentais (depressão, psicoses, etc). Ele faz
      uso do sistema de diagnóstico baseado em manuais como CID10 – Código Internacional de Doenças e DSM-IV – Manual Diagnóstico e
      Estatístico dos Transtornos Mentais. E a principal forma de intervenção utilizada por este profissional é a prescrição de
      medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos e outros psicofármacos.

      Psicólogos não prescrevem medicamentos – a não ser que, além do diploma em psicologia, também sejam médicos.
      No máximo, a psicoterapeuta o encaminhará a um psiquiatra caso avalie que há necessidade.
      Porém, podem prescrever atividades que auxiliem o tratamento, sobretudo para melhorar sintomas que você esteja vivenciando.
      Com base em estudos validados cientificamente, o psicólogo poderá prescrever-lhe começar uma atividade física para melhorar
      sintomas depressivos, por exemplo, assim como poderá ensiná-lo algumas técnicas que aliviam os sintomas de ansiedade.

      Apesar de em alguns tipos de terapia o psicólogo assumir uma postura neutra e reservada, é seu direito entender como se
      dará o processo de terapia. Sinta-se à vontade para perguntar o que achar necessário: desde a lógica do tratamento até a formação
      do profissional e a capacitação dele para atender casos como o seu.

      Em caso de persistência de ideação suicida, entre em contato com o CVV – Centro de Valorização da Vida:
      O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e
      precisam conversar, sob total sigilo pelo telefone 141, e-mail, chat e Skype 24 horas todos os dias.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

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