Novo teste de sangue poderá detectar transtorno bipolar e esquizofrenia

Teste foi desenvolvido pela Unicamp em parceria com a Unifesp. É uma esperança para pacientes que ainda sofrem com falta de diagnóstico. Segundo pesquisadores, no Brasil, um paciente demora, em média, dez anos para ser diagnosticado com bipolaridade.
Novo teste de sangue poderá detectar transtorno bipolar ou esquizofrenia (Crédito: Divulgação)

       Novo teste de sangue poderá detectar transtorno bipolar ou esquizofrenia

Por Daniella Laso

Depois de cinco anos sem tratamento adequado, convivendo com os fortes sintomas da doença, finalmente um diagnóstico: transtorno bipolar. O filho da psicóloga Neila Campos teve uma primeira crise quando foi estudar fora de casa, aos 19 anos, mas somente cinco anos depois é que ele soube o que tinha realmente.

O administrador Roberto passou pelo mesmo problema. O diagnóstico dele demorou 20 anos. O impacto dos transtornos afetivos na incapacitação é tão forte quanto um câncer ou as doenças cardiovasculares. Em média, os pacientes perdem um terço de duas vidas, segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Uma das prioridades é conseguir ter um diagnóstico mais preciso dessas doenças. Da forma como os diagnósticos são feitos hoje, a esquizofrenia atinge 1% da população mundial e o transtorno bipolar 2,5%, conforme dados da organização mundial de saúde. Atualmente, o diagnóstico é feito pela avaliação dos pacientes, com entrevistas feitas em consultórios. Por causa dessa subjetividade, segundo a psiquiatra e pesquisadora da Unifesp Elisa Brietzke, ainda há muito erro na distinção do tipo de transtorno.

Agora, uma pesquisa inédita da Unicamp e Unifesp teve um resultado promissor por conseguir um modelo satisfatório de teste de sangue para diagnosticar esquizofrenia e transtorno bipolar. O trabalho analisa moléculas ligadas ao metabolismo. Foram utilizadas amostras de sangue três grupos de pacientes: 50 pessoas com transtorno bipolar, 50 com esquizofrenia e 50 saudáveis, chamado grupo controle.

As amostras dos pacientes passam por uma ressonância magnética e seus compostos são analisados e catalogados. Um programa de computador foi desenvolvido para catalogar os resultados. A pesquisa está no começo. Uma patente foi criada e agora aguarda o interesse da indústria para o seu desenvolvimento.

O kit com o teste só deve estar disponível nos laboratórios em dez anos, e funcionaria com um acessório para o diagnóstico e também o acerto da medicação, porque ajuda a monitorar o efeito dos remédios. A pesquisadora Ljubica Tasic veio da Sérvia e há 12 anos é professora na Unicamp. Ela participa do trabalho e diz que o que falta é só ampliar a amostra de testes, com diferentes populações.

No mundo todo há pesquisas em andamento para tentar entender, controlar e mapear os transtornos afetivos. Até agora, o licenciamento do teste de sangue da Agência Inova Unicamp, em parceria com a Unifesp, já foi oferecido para oito empresas farmacêuticas nacionais e internacionais, e os pesquisadores aguardam as respostas.

Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/ciencia-saude/2016/09/24/NOVO-TESTE-DE-SANGUE-PODERA-DETECTAR-TRANSTORNO-BIPOLAR-E-ESQUIZOFRENIA.htm

SÁBADO, 24/09/2016, 06:00

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36 Comentários

  1. Liana Pereira Gonçalves 23 de setembro de 2016 às 20:20 - Responder

    Gostei da nova descoberta. Levei mais de 5 anos para descobrirem que sou portadora de Transtorno Bipolar do Humor, depois de 5 internações.

    • Equipe Abrata 2 de outubro de 2016 às 18:44 - Responder

      Liana
      Agradecemos os eu comentário.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  2. Rafael Mouchaileh 24 de setembro de 2016 às 16:44 - Responder

    Eu fui diagnóstico em menos de um ano com transtorno bipolar e atualmente faço uso contínuo do depackote 250ml será q minha psiquiatra se precipitou?

    • Equipe Abrata 2 de outubro de 2016 às 18:43 - Responder

      Caro Rafael

      Podemos lhe dizer que o depakote é uma medicação de referência utilizada para a estabilização do humor. Quanto ao exagero ou não da psiquiatra, somente uma consulta ou parecer de um profissional, neste caso um psiquiatra para fazer esta análise. Se vc está com duvidas em relação a prescrição da medicação, sugerimos que procure ouvir a opinião de outro psiquiatra.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  3. Nídia 26 de setembro de 2016 às 14:49 - Responder

    GOSTARIA DE SER VOLUNTÁRIA NESTA PESQUISA

    • Equipe Abrata 2 de outubro de 2016 às 18:37 - Responder

      Nidia

      Infelizmente não sabemos lhe informar como candidatar-se a voluntária nesta pesquisa. Sugerimos entrar em contato com a CBN que divulgou a noticia ou com a UNICAMP.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  4. Aline 30 de setembro de 2016 às 09:57 - Responder

    Olá

    Como eu faço pra fazer esse exame?

    • Equipe Abrata 2 de outubro de 2016 às 18:29 - Responder

      Prezada Aline
      O exame ainda está em fase conclusiva aguardando o licenciamento para liberação.
      Infelizmente esse processo é demorado e levará ainda alguns anos. Mas nos deixa com amis esperanças.
      Mais novidades. vamos publicar. Acompanhe.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  5. JOSIANE PIREZ 5 de outubro de 2016 às 03:54 - Responder

    Quais exames posso fazer para ajudar identificar corretamente o Transtorno Bipolar…? Sofri por muitos anos até descobrir esse Transtorno, embora minha vida melhorou muito até mesmo posso dizer que transformou com o tratamento, gostaria muito de ter certeza do diagnostico.
    Fiz uma ressonância, através dela consegue- se identificar algo que possa ajudar num diagnostico mais preciso?
    Grata

    • Equipe Abrata 30 de janeiro de 2017 às 19:38 - Responder

      Prezada Josiane,

      Até o momento atual, não existem exames complementares que façam a identificação do Transtorno Bipolar. O diagnóstico é clínico e se baseia na entrevista psiquiátrica realizada por um profissional treinado e capacitado para reconhecer os sintomas e investigar os casos de maior dificuldade de caracterização. Por isso, é fundamental fornecer ao psiquiatra, durante a consulta, todas as informações disponíveis, para que ele possa reconhecer quando se trata do transtorno bipolar e quando se trata de outro problema. Muitas vezes, podem ser necessárias várias consultas e, inclusive, acompanhar a evolução a determinado tratamento para que surjam novos elementos que facilitem no diagnóstico. A participação da família é muito importante para complementar com informações sobre o desenvolvimento do paciente, sobre comportamentos que a própria pessoa não percebeu, etc.
      Durante o tratamento, são pedidos muitos exames laboratoriais, de sangue ou de imagem, ou consultas a outros especialistas. Isso se faz para se investigar outras doenças que coexistam com o transtorno – as chamadas comorbidades – que são muito frequentes e devem ser tratadas em conjunto para que o transtorno fique plenamente controlado.
      Mas, queremos acrescentar que sua pergunta é muito comum e muito importante. Conhecer o transtorno é tão importante que se considera seu ensino uma parte do tratamento. Quem conhece o que tem se trata melhor e fica mais controlado, com mais qualidade de vida.
      Recomendamos que você converse abertamente com o psiquiatra que a acompanha para aprender como o transtorno bipolar se manifesta em você. Além disso, sugerimos que você participe dos Encontros Psicoeducacionais da ABRATA e dos grupos de apoio mútuo para ampliar seus conhecimentos sobre o assunto e para desenvolver novas maneiras de lidar com as dificuldades que o transtorno pode acarretar.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo de portadores. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h,
      Os Grupos de Apoio Mútuo /GAMs são constituídos por pessoas com depressão e bipolaridade ou familiares cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      No site vc também poderá baixar o livro em PDF – Manual para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  6. luciano do prado silva 18 de outubro de 2016 às 14:39 - Responder

    MEU FILHO FOI DIAGNOSTICADO PELO MEDICO COMO UM ADOLECENTE BIPOLAR ANTES DOS EXAMES DE TOMOGRAFIA ,ESTAVA FAZENDO USO DE REMEDIOS COMO RESPIRIDONA E CINETOL ..O RESULTADO DA TOMOGRAFIA DEU TUDO NA DEVIDA NORMALIDADE ..MINHA PERGUNTA E COMUM MEDICO PASSAR REMEDIOS COMO RESPIRIDONA 2ML E CINETOL ANTES DA COCLUSAO EXAMES TOMOGRAFICOS …OBRIGADO AQUI LUCIANO DO PRADO

    • Equipe Abrata 30 de janeiro de 2017 às 19:27 - Responder

      Olá Luciano
      Obrigada por entrar em contato com a ABRATA. Ainda não temos um exame de imagem que defina o disgnóstica de bipolaridade. São utilizados exames para apoiar o tratamento. O diagnóstico do Transtorno Bipolar ainda é clínico.
      Utilizamos exames de imagem para realizar diagnóstico diferencial, quando há indicação. Exames de sangue apesar das notícias divulgadas ainda estão em teste.
      Assim, é possível medicar antes do resultado da Tomografia, até porque as vezes, este exame demora a ser marcado.
      Abs
      ABRATA

  7. Izi 21 de outubro de 2016 às 19:21 - Responder

    Sofro há muitos anos com meu marido pois até hoje o psiquiatra dele não acertou a dosagem correta dos medicamentos. Ele vive entrando em surto psicótico, e não aceita a internação nem nenhum tipo de tratamento, ele nãoconsegue ter uma vida social nem estabilidade em nenhum emprego. Estou tão cansada e tão frustrada em busca de diagnóstico correto e tratamento para ele. A convivência esta quase impossível, já perdemos tanto pela impulsividade dele. O que eu mais queria para nós era uma vida normal.
    Espero conseguir esperar até que vocês liberem esses exames para o tratamento dos pacientes com essa doença.

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 19:23 - Responder

      Prezada Izi.

      Não existe uma cura para o distúrbio bipolar, mas o tratamento é eficaz em muitas pessoas. O tratamento funciona melhor quando é ministrado de forma contínua, sem interrupções. No entanto, podem ocorrer alterações de humor mesmo quando o tratamento não sofre interrupções. Os pacientes devem manter uma relação aberta com os seus médicos sobre o tratamento. Conversar sobre o efeito do tratamento pode ajudar a torná-lo mais eficaz.

      O preenchimento de uma tabela diária de sintomas, tratamentos, padrões de sono e acontecimentos, pela pessoa ou pelos membros da sua família, pode ser bastante útil. Esta tabela pode ajudar os pacientes e os médicos a monitorizar a doença. Os médicos podem utilizar a tabela para tratar a doença de forma mais eficaz.

      Como os medicamentos para o tratamento do distúrbio bipolar podem provocar efeitos secundários muito sérios, é importante que os pacientes consultem os seus médicos com regularidade para monitorizar quaisquer alterações perigosas no organismo.

      Em algumas pessoas, o tratamento medicamentoso demora mais tempo para dar uma resposta positiva. O profissional médico pode ir modificando a tabela
      de medicamentos até ajustar adequadamente o medicamento e a dose.

      O fundamental é que o paciente não pare de se tratar, as consequências podem ser muito graves,senão vejamos:
      – mais chances de recorrência de crises;
      – menos intervalos entre os episódios depressivos e eufóricos;
      – aumento da intensidade de eventuais crises.

      Bem, Izi, se você estiver insegura quanto ao tratamento, talvez seja interessante procurar outro profissional.

      Os médicos especialistas em transtorno bipolar têm insistido no acompanhamento médico combinado com a psicoterapia.

      Talvez seja a hora de tentar.

      Leia o livro que indicamos sempre: GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR. Baixe-o gratuitamente pelo endereço:
      http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  8. Belize 19 de novembro de 2016 às 20:52 - Responder

    Fiquei muito feliz com essa notícia… Tenho transtorno bipolar, e sofri muito preconceito no meu ex-trabalho. Mesmo trabalhando em uma organização social cheia de assistentes sociais e psicólogos, ninguém me compreendeu… ou melhor, ninguém acreditava em mim! Eu era vista como a funcionária que fingia que estava doente para não ir trabalhar… Fui demitida de forma ilegal, e estou há 3 anos lutando na justiça do trabalho para ter meu emprego de volta… Exclui todos meus ex-colegas, todos me deram as costas, o advogado da instituição de uma forma muito anti-ética postou no seu facebook uma frase tipo “Como um médico diagnostica uma pessoa com depressão? Pelo relato dela… ou seja, o que o paciente fala, o médico acredita”… em suma, para ele somos pessoas que inventamos doença para não trabalhar… Quem bom que um dia haverá exame: no futuro vai ser mais difícil nos chamar de mentirosos!

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 10:10 - Responder

      Prezada Belize.

      Agradecemos imensamente a sua mensagem.

      Um grande abraço.

      Equipe ABRATA.

  9. Sidney Tedesco 26 de dezembro de 2016 às 10:38 - Responder

    Olá, quero ser voluntário, e definir na minha vida se sou esquizofrênico ou bipolar. Tenho todos os sintomas das duas doenças mentais. Minha medição é SAPHRIS 10g e LAMICTAL 100mg. Me socorra.

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2017 às 18:21 - Responder

      Caro Sidney

      Somente o seu me´dico poderá lhe dizer se vc tem bipolaridade ou esquizofrenia. Os sintomas das duas doença em algumas sintomas aprecidos e podem confundir. Mas o psiquiatra no decorrer das consultas conseguirá realizar um diagnóstico diferencial.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos portadores de bipolaridade e depressão. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h.
      No site da ABRATA vc também encontrará vários folhetos informativos. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com os sintomas da doença em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

  10. Ricardo 18 de janeiro de 2017 às 12:57 - Responder

    Faço tratamento há 12 anos, já tomei todo tipo de medicamentos, mas no final nenhum deles realmente fez efeito. Fiz até um exame de DNA que ajudou a identificar alguns níveis em meu sangue , mas é muito sofrido. Hoje 12 anos depois, me sinto exausto e isolado gostaria de participar dos testes para ajudar quem está enfrentando está barra.

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 11:01 - Responder

      Olá Ricardo.
      A que testes você se refere?
      Se quiser, complemente a sua mensagem e nos reenvie.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  11. sandra maria kowaleski 8 de fevereiro de 2017 às 15:33 - Responder

    Boa tarde, meu nome é Sandra, tenho 52 anos, fui diagnosticada como bipolar aos 24 anos até hoje sigo tratamento e não vejo melhora. Gostaria de saber se há uma instituição que pudesse esclarecer mais este diagnóstico, pois resido em Canoas, Rio Grande do Sul. Obrigada

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 16:15 - Responder

      Prezada Sandra.

      Podemos esclarecer vários pontos sobre o transtorno bipolar porque oferecemos apoio psicossocial a pessoas com transtorno bipolar
      e depressão.
      Veja bem: O transtorno bipolar é um transtorno mental frequente (acomete de 1% a 8% da população mundial, que acarreta sofrimento
      aos portadores e às suas famílias.
      Caracteriza-se por alternância do humor: episódios depressivos alternando-se com episódios de euforia (ou mania). Os episódios de
      depressão e euforia podem apresentar diferentes graus de intensidade, e a ocorrência de episódios mistos, caracterizados pela
      presença de sintomas de depressão e de euforia de forma concomitante. O tratamento mais indicado é a combinação de medicamentos e
      psicoterapia. Um tratamento apropriado com acompanhamento correto pode ajudar o portador do transtorno bipolar a ter uma vida
      produtiva, com qualidade e satisfação.
      Enfim, se você quiser ler mais a respeito, acesso o site da ABRATA em artigos, e também conheça as matérias postadas no Blog e no
      Facebook.
      Encontramos um endereço em Porto Alegre onde você pode solicitar mais informações porque não conhecemos o trabalho que executam.

      PORTO ALEGRE – GAPB (grupo de apoio aos parentes e pacientes bipolares), no Hospital de Clínicas de PORTO ALEGRE. A reunião será às terça, 19 horas na sala 160 (em frente ao Banco do Brasil). Não é necessário retirar senha, mas chegar 15 minutos antes do início.
      Grupo de Apoio a pacientes com Transtorno Bipolar (GAPB)
      Reuniões mensais na terceira terça-feira, às 19 h – Sala 160, térreo
      Informações: http://gapb.wordpress.com/
      Telefone: (51) 3359.8846
      e-mail contatogapb@gmail.com
      O que? Reunião GAPB: “Mas afinal, o que é o Transtorno Bipolar?“
      Quando? Dia 13.05.2014 às 19h
      Onde? Sala 160, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (Rua Ramiro Barcelos, 2350).
      Quanto? a palestra é gratuita;
      Como? Basta chegar 15 min antes das 19h, apresentar-se na recepção central do hospital (em frente ao Banco do Brasil) e pedir para ser direcionado para a reunião do GAPB – na sala 160.
      Atenção: Não é necessário inscrição e não fornecemos certificado.
      Contato: 51 3359-8846, e e-mail contatogapb@gmail.com.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  12. Carla 17 de fevereiro de 2017 às 22:50 - Responder

    Oi, fui diagnosticada com tdah há uns 8 anos.. passei a tomar Ritalina, mas agora a psiquiatra que eu fui disse que eu sou bipolar..
    Estava vendo na internet os sintomas e parece q bipolaridade tem um período de euforia e um de depressão.. eu nunca tive períodos de meses assim, eu passo apenas tudo num mesmo dia, dependendo da situação.. eu tendo a ter um temperamento impulsivo, explosivo quado é com conhecidos, mas ao mesmo tempo me acalmo uns 20 min depois.. eu queria saber se há algum laboratório já realizando esse exame porque a psiquiatra me passou uma medicação que eu estou com medo de tomar e cortar a medicação q eu já conheço os efeitos colaterais.. eu acho apenas que sou intensa, de rir e chorar e depois ter acesso de risada apenas.. mas não creio, sinceramente, que eu seja bipolar.. alguém aí saberia dizer algo sobre um pouco do meu comportamento?

    • Equipe Abrata 18 de fevereiro de 2017 às 13:19 - Responder

      Olá Carla.

      O exame de sangue para detectar o transtorno bipolar ainda não está disponível para os interessados.

      – O diagnóstico é realizado preferencialmente por médico psiquiatra e se baseia na obtenção da história da doença, nos antecedentes pessoais e familiares, no exame físico, no minucioso exame mental. O diagnóstico é feito com base em parâmetros aceitos mundialmente, como o CID (código internacional das doenças) e o DSM, classificação americana.

      Você pode procurar uma segunda opinião, até se convencer do que é ideal para a sua vida.
      Às vezes, o diagnóstico do transtorno bipolar pode ser rápido … outras vezes, pode levar de 5 a 8 anos para ser fechado com segurança.

      Lembre-se que a confiança no médico é muito importante. A partir de uma relação baseada na ética e na confiança, mais fácil se tornar a formulação do diagnóstico.

      De outro lado, a psicoterapia também é um elemento fundamental no controle de algumas situações próprias de pacientes.

      A psicoterapia é um recurso para ajudá-lo a entender melhor a si mesmo, às pessoas ao seu redor e aos seus problemas e pode auxiliá-lo a encontrar formas de enfrentar as dificuldades pelas quais todos nós passamos em determinados momentos da vida.

      Nesse processo, o cliente e a psicóloga examinam áreas emocionais e sociais que o estão afetando no dia-a-dia ou em situações específicas.

      Muitas pessoas procuram a psicoterapia porque estão preocupadas com os relacionamentos com a família, com amigos, com colegas de trabalho. Isso acontece porque os relacionamentos são uma parte muito importante de nossas vidas.

      Essas pessoas procuram psicoterapia porque querem entender melhor seus relacionamentos, o que está dando errado neles e pensar em como melhorá-los.

      A psicoterapia é uma ferramenta que ajuda as pessoas a compreender e, a buscar soluções para seus problemas interpessoais e emocionais. Mas também é uma oportunidade para que cada pessoa possa conhecer seus desejos e sentimentos mais íntimos, aqueles que, muitas vezes, são incompreendidos pelas outras pessoas. É conhecendo mais intimamente a nós mesmos, que podemos desenvolver nossos relacionamentos e potencialidades.

      O objetivo da Psicoterapia é auxiliar as pessoas em momentos de sofrimento emocional ou mesmo, em seu desenvolvimento pessoal.

      Se você identificou-se com o objetivo da Psicoterapia, busque um profissional qualificado em sua cidade. A indicação de amigos e familiares é sempre uma boa alternativa para buscar um profissional. O profissional também poderá avaliar e fazer indicações de outros psicólogos especializados, se achar necessário.

      • Carla 5 de março de 2017 às 13:01 - Responder

        Oi.. acabei optando por começar a nova medicação.. por enquanto, está sendo boa, parei de comer doces impulsivamente e estou conseguindo dormir no horário, o que sempre achei uma tarefa árdua, passava 30 horas acordada e dormia 16 para compensar depois..
        Ainda estou preocupada de não ter a ritalina mas, segundo a psiquiatra, o meu transtorno de atenção é uma consequência da bipolaridade.. ela comentou de haver vários episódios num mesmo dia.. disse que eu me encaixava nesse, que as emoçôes vêm do nada e vão embora.. ela conversou com meu irmão e minha mãe sobre minhas manias..
        Eu estou querendo fazer a psicoterapia, porém nao tenho convênio onde eu moro.. por enquanto eu desabafo com meus animais.

        • Equipe Abrata 6 de março de 2017 às 07:51 - Responder

          Olá Carla.

          Estabilização da Doença Bipolar

          De que tipos de crises (acessos ou fases) sofrem as pessoas com Doença Bipolar? Com que frequência voltam a ter recorrências, a sofrer novas crises?
          Algumas pessoas têm um número igual de crises de euforia ou excitação irritável (mania) e de depressão. Outras têm principalmente crises de um tipo, de depressão ou de euforia. Em média, uma pessoa que sofre de Doença Bipolar tem quatro crises durante os primeiros 10 anos da doença.
          Embora possa haver um intervalo de anos entre duas ou três primeiras crises, a sua frequência é maior se não se fizer o tratamento estabilizador apropriado. As crises podem corresponder às mudanças de estação em padrões variáveis, no “rebentar” e no “cair” da folha, no Inverno e no Verão. Algumas pessoas têm crises frequentes ao longo do ano, por vezes, mesmo, ciclos ininterruptos de euforia e depressão. As primeiras crises podem ser desencadeadas por factores emocionais ou stress, mas à medida que a doença evolui, se a pessoa não fizer o tratamento estabilizador (preventivo), as crises podem surgir com maior frequência e sem factores precipitantes dignos de relevo.

          As crises podem durar dias, meses ou mesmo anos. Em média, sem tratamento, as fases de mania e hipomania (euforia leve) duraram poucos meses, enquanto as depressões arrastam-se muitas vezes por mais de seis meses.

          Os medicamentos mais importantes no tratamento dos sintomas da Doença Bipolar são os estabilizadores do humor e os antidepressivos. Mas o médico pode ter necessidade de receitar outros medicamentos, como os antipsicóticos, os ansiolíticos e os hipnóticos. Para a prevenção das crises e a estabilização da doença são essenciais os medicamentos designados, com toda a propriedade, estabilizadores do humor. É importante agora dar algumas informações sobre estes últimos medicamentos.

          Bem, após tais informações, sugerimos que você procure o CAPS de sua cidade a fim de verificar a possibilidade de fazer terapia.
          Enquanto aguarda, mantenha o tratamento à risca para ter uma vida normal, com qualidade.

          Abs.
          Equipe ABRATA.

  13. Emily 3 de março de 2017 às 17:14 - Responder

    Fui diagnosticada há 5 anos. Tenho fases boas e ruins, mas na minha cidade não tem nenhum grupo de apoio. Não consigo me adaptar à psicoterapia. Estou totalmente isolada e sem rumo. Se eu quisesse participar desses testes em universidades, como seria? Teria que procurar a instituição? Quem sabe assim pelo menos minha vida faça algum sentido!

    • Equipe Abrata 4 de março de 2017 às 06:50 - Responder

      Olá Emily.

      O Programa de Transtorno Bipolar (PROMAN) no Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, desenvolve pesquisas clínicas voltadas para o estudo do transtorno bipolar em adultos e crianças. Desenvolvemos projetos de pesquisa em tratamento do transtorno bipolar, bem como em entender a fisiopatologia deste transtorno. Utilizamos modernos métodos de neuroimagem, de genética, de investigação de marcadores periféricos de doenças psiquiátricas, e de neuropatologia em nossas pesquisas. Também mantemos colaborações com centros de pesquisa internacionais para projetos de pesquisa no tratamento farmacológico da prevenção das recorrências dos episódios de humor do transtorno bipolar. Além disso, mantemos colaborações interdepartamentais dentro e fora da USP com grupos de pesquisa interessados no estudo do transtorno bipolar.
      O PROMAN é composto por uma equipe de cerca de 24 profissionais, incluindo médicos psiquiatras, psicólogos, neuropsicólogos, biólogos, enfermeiras, estudantes de graduação e pós-graduação, e pesquisadores colaboradores, todos atuando na execução de projetos de pesquisa.
      Central Telefônica Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP – Informações gerais sobre o IPq, podem ser obtidas pelo tel.: 11 2661-8045, diariamente, das 7h às 19h (inclusive sábados, domingos e feriados).

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  14. Sidirley de araujo junior 20 de abril de 2017 às 04:05 - Responder

    Gostaria de participar desse exame

    • Equipe Abrata 21 de abril de 2017 às 10:17 - Responder

      Olá Sidirley.

      A tecnologia estudada pela UNICAMP E UNIFESP ainda está na fase de obtenção do licenciamento para uso.
      Aguardemos.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  15. Janaína de Oliveira mitre 30 de agosto de 2017 às 08:43 - Responder

    Por favor me ajudem! Eu pago esse exame, mas preciso saber a verdade! Não tenho vício nenhum sou uma pessoa de bom relacionamento! Só passei por momentos muito difíceis. Por favor trato de pacientes há muito tempo. Posso ajudar nessa pesquisa. Obrigada

    • Equipe Abrata 11 de outubro de 2017 às 10:44 - Responder

      Olá Janaína.

      Veja bem, o teste para detectar transtorno bipolar e esquizofrenia através do exame de sangue ainda não está disponível. Saiba o porquê.
      Uma pesquisa inédita da Unicamp e Unifesp teve um resultado promissor por conseguir um modelo satisfatório de teste de sangue para diagnosticar esquizofrenia e transtorno bipolar. O trabalho analisa moléculas ligadas ao metabolismo. Foram utilizadas amostras de sangue três grupos de pacientes: 50 pessoas com transtorno bipolar, 50 com esquizofrenia e 50 saudáveis, chamado grupo controle.
      As amostras dos pacientes passam por uma ressonância magnética e seus compostos são analisados e catalogados. Um programa de computador foi desenvolvido para catalogar os resultados. A pesquisa está no começo. Uma patente foi criada e agora aguarda o interesse da indústria para o seu desenvolvimento.O kit com o teste só deve estar disponível nos laboratórios em dez anos, e funcionaria com um acessório para o diagnóstico e também o acerto da medicação, porque ajuda a monitorar o efeito dos remédios. A pesquisadora Ljubica Tasic veio da Sérvia e há 12 anos é professora na Unicamp. Ela participa do trabalho e diz que o que falta é só ampliar a amostra de testes, com diferentes populações.
      No mundo todo há pesquisas em andamento para tentar entender, controlar e mapear os transtornos afetivos. Até agora, o licenciamento do teste de sangue da Agência Inova Unicamp, em parceria com a Unifesp, já foi oferecido para oito empresas farmacêuticas nacionais e internacionais, e os pesquisadores aguardam as respostas.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  16. Diuly 13 de setembro de 2017 às 14:39 - Responder

    Gostaria muito de participar de pesquisas, já são 18 anos de tratamento e há seis estou improdutiva na vida. Tive uma meningite atópica com o uso da lamotrigina e não me adapto com mais nada.

    • Equipe Abrata 16 de setembro de 2017 às 07:55 - Responder

      Olá Diuly

      Solicite informações no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
      Contato: (11) 2661-7801, email imprensa.ipq@hc.fm.usp.br

      Abs.
      Equipe ABRATA

  17. Luciana 13 de junho de 2019 às 15:08 - Responder

    Moro no Rio de Janeiro, sou bipolar e é a primeira vez na minha vida que consigo admitir isso. Fiz uso de antidepressivo durante mais de 15 anos, e sempre me senti deprimida. Estou atualmente usando Lamotrigina, Quetiapina e Bupropiona, pois estou enfrentando uma grave crise depressiva. Não sou de ciclar , meu transtorno é predominantemente depressivo. Me sinto muito só, e sei que preciso melhorar pois tenho uma filha de 09 anos para cuidar. Faço terapia e tenho um psiquiatra, mas sinto necessidade de conversar com pessoas que enfrentam o mesmo transtorno para entender que eu posso sair dessa. Quando a crise vem é como se eu não enxergasse uma luz no fim do túnel. Queria saber se o antidepressivo pode piorar o meu estado mesmo sendo utilizado com estabilizador de humor e antipsicótico? E aonde posso procurar uma associação de apoio aqui no Rio de Janeiro? Grata

    • blogabrata 14 de junho de 2019 às 08:46 - Responder

      Cara Luciana, agradecemos a sua mensagem.
      Que bom que você está se tratando! Quanto à medicação utilizada como antidepressivo, converse com seu médico.
      Entre em contato com a dra. Evelyn Vinocur que coordena, até onde temos notícia, grupos de apoio mútuo para
      pessoas com transtorno bipolar. Segue o endereço e e-mail.
      Dra. Evelyn Vinocur
      Psiquiatra no Rio de Janeiro
      Endereço: Boulevard 28 de Setembro, 389 – 221 – Vila Isabel, Rio de Janeiro – RJ, 20551-030
      Horário:
      Fechado ⋅ Abre às 09:30
      Telefone: (21) 2576-5198
      E-mail: evelynvin@hotmail.com

      Abraços
      EQUIPE ABRATA

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