Como ajudar alguém com Transtorno do Humor: Depressão e Bipolaridade

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Os transtornos do humor, como depressão e transtorno bipolar, afetam milhões de pessoas. Familiares e amigos também são afetados de alguma forma.

Se um ente querido, um familiar, tem o transtorno de humor, você também pode se sentir desamparado, oprimido, confuso e sem esperanças, ou ainda você pode se sentir magoado, irritado, frustrado e com ressentimentos. Você também pode vir a ter sentimentos de culpa, vergonha e solidão, ou sentimentos de tristeza, cansaço e medo. Todos esses sentimentos são normais.

O Que Você Precisa Saber

  • A doença de um ente querido, não é culpa sua e nem dele.
  • Você não pode curar o seu familiar, mas pode lhe oferecer apoio, compreensão e esperança.
  • Cada pessoa apresenta o transtorno de humor de uma forma diferente, com sintomas também diferentes. Isto é, varia de pessoa para pessoa.
  • A melhor maneira de você saber sobre o que o seu familiar portador do transtorno bipolar necessita, o ideal é perguntar diretamente para ele e buscar mais conhecimentos acerca da doença.

O Que Você Precisa Saber:

  • Informação:  contatos do psiquiatra, terapeuta do familiar portador, o seu hospital local para atendimento, e sobre os membros da família de confiança que podem ajudar em uma crise/episódio e os amigos de contato. (Incluindo os números de emergência médica, caso seja necessário)
  • Se você é ou não é uma pessoa autorizada a falar com o psiquiatra do seu ente querido, sobre o tratamento, e se isso não puder acontecer, o que fazer para receber a autorização.
  • Quais são as instruções especiais para os tratamentos e medicamentos que o seu familiar recebe, quais as dosagens, e quaisquer mudanças necessárias na dieta ou da atividade de vida diária.
  • Quais são os sinais mais prováveis de aviso de que um episódio maníaco ou depressivo se aproxima (tais como palavras ou comportamentos), e o que você pode fazer para ajudar nestes momentos.
  • Que tipo de ajuda pode oferecer diariamente, como apoiar nas tarefas domésticas ou ajudar com as compras.
  • Peça esclarecimentos de coisas que você não entende, de forma tranquila, educada e firme para a equipe de saúde, para cuidadores.  Como também escrever as coisas para se lembrar.

O que dizer para ajudar

  • Você não está sozinho(a) nessa. Conte conosco, conte comigo.
  • Entendo que é uma doença real, que traz pensamentos e sentimentos.
  • Você pode não acreditar agora, mas a maneira como você se sente mudará.
  • Talvez eu não consiga entender exatamente como você se sente, mas eu te amo e quero lhe ajudar.
  • Quando você pensar em desistir, pense que em apenas um dia, hora ou minuto, você poderá aproveitar o sucesso.
  • Você é importante para mim. Sua vida é importante para mim.
  • Diga-me o que posso fazer agora para lhe ajudar.
  • Nós vamos passar por isso juntos.

O que você deve evitar dizer:

  • É tudo sua imaginação.
  • Todos nós temos momentos como este.
  • Você vai ficar bem. Pare de se preocupar.
  • Olhe para o lado positivo.
  • Você tem tantas coisas para viver. Por que você quer morrer?
  • Eu não posso fazer nada sobre a sua situação.
  • Deixe isso.
  • Pare de agir como um louco.
  • E você? Não deveria estar melhor agora?

O que fazer se alguém está em crise

Algumas pessoas são estabilizadas rapidamente após o início do tratamento medicamentoso, outros levam mais tempo e precisam tentar vários tratamentos, drogas ou combinações de drogas antes de se sentir melhor. A psicoterapia pode ser útil para ajudar controlar e entender os sintomas no momento.

Se o seu amigo ou familiar enfrenta desafios no tratamento, apoio e paciência são necessários mais do que nunca. A educação pode ajudá-lo tanto para encontrar opções disponíveis e como ajudá-lo a decidir se você precisa de uma segunda opinião. Ajude o seu ente querido para tomar os medicamentos como foram orientados, e não assumir que a pessoa não está seguindo o plano de tratamento só porque você não está se sentindo 100% melhor.

Há uma esperança

Como amigo ou parente de alguém que está lutando com transtorno bipolar ou depressão, o seu apoio é uma parte importante no processo de melhoria e recuperação. Não perca a esperança! O tratamento para o transtorno de humor funciona, e a maioria das pessoas portadoras podem voltar a levar vidas produtivas e estáveis. Continue trabalhando com seu ente querido, juntamente com os provedores de cuidados de saúde para encontrar os tratamentos que funcionam, e sempre lembrar ao seu parente ou amigo portador que ele tem o seu apoio.

Fonte: http://www.dbsalliance.org/site/PageServerpagename=esp_about_helping

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Destaques

Seja um Voluntário ABRATA

A ABRATA seleciona candidatos para o trabalho voluntário que estão disponíveis para doar seu talento, tempo e trabalho para a prestação do serviço voluntário ao próximo. Não há necessidade de experiência em lidar com os familiares e as pessoas com transtorno bipolar e depressão, basta apenas ter a vontade e o desejo de ajudar.

Campanha “Pode Contar”

A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

2018-02-02T17:09:08+00:00 21 de abril de 2014|Categorias: Blog, Sem categoria|282 Comentários

282 Comentários

  1. maria edna 21 de abril de 2014 às 22:45 - Responder

    É muito importante todas essas dicas pois podem salvar vidas..gostei!

    • Equipe Abrata 22 de abril de 2014 às 13:42 - Responder

      Maria Edna

      Obrigada por compartilhar a sua opinião.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  2. Rafael Sampaio 5 de maio de 2014 às 23:06 - Responder

    Foi falado no tópico sobre pensamentos.
    Isto me intriga muito.
    Passei por um período muito ruim de minha vida, resumindo: após uma relação extra conjugal fiz 3 exames de hiv. O medo era tanto, que eu não conseguia nem me alimentar, foi 1,5 anos de muita angustia, me entreguei ao desânimos por completo, sentia os sintomas da doença em tela, tudo psicológico. Hoje, 2 anos após o ultimo exame (todos deram negativos), não penso mais no assunto, porém, minha mente e pensamentos parecem que estão sempre tentando me levar para atitudes ruins, um mundo surreal, mundo do pânico, mundo este, não condizente com nada que eu tenha vivido ou praticado, muito pelo contrário, sempre fui um grande homem, de caráter boníssimo. Isto tem atrapalhado meu convívio com esposa e filho, assim como também no trabalho.
    Será que isso faz parte e estou vivendo a temida depressão?

    • Equipe Abrata 8 de maio de 2014 às 22:38 - Responder

      Rafael

      Considerando o seu relato, sugerimos que vc procure um médico psiquiatra para vc se consultar e poder saber se os pensamentos, da forma que estão chegando, carcterizam uma situação que necessita de apoio médico ou se são sintomas passageiros, decorrentes, provavelmente de um estresse. Mas, veja, mesmo as situações de estresse, precisam de cuidados e atenção. Somente este profissional poderá lhe oferecer um diagnóstico sobre o que está ocorrrendo com vc.
      Quando mais breve procurar um médico, mais tranquilidade poderá conseguir para resgatar o convívivo familiar e principalmente, saber o que está acontecendo para a ocorrência de pensamentos ruin, como vc relata.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  3. Marina de Mello e Souza 9 de maio de 2014 às 19:28 - Responder

    Sou Bipolar e aprendo muito com a ABRATA. Sempre leio os artigos, que me esclarecem muito, que me ajudam a entender o que acontece comigo, ajuda a eu me entender melhor. As pessoas que normalmente estão a minha volta não compreendem nada e nem querem saber, e isso torna tudo mais difícil. É lamentável que eu não more em São Paulo para participar dos grupo de apoio. Obrigada pelas informações.

    • Equipe Abrata 15 de maio de 2014 às 20:51 - Responder

      Olá Marina

      O seu retorno é muito importante para a ABRATA. Pois nos mostrar que estamos no caminho para o cumprimento da nossa missão: informar e educar a sociedade sobre a natureza dos transtornos afetivos. Apoiar psicossocialmente os portadores de depressão, transtorno bipolar, seus familiares e amigos. Reduzir o estigma e melhorar a qualidade de vida dos portadores de transtornos afetivos.

      Conte sempre com a ABRATA!
      Abraços
      Equipe ABRATA

  4. Mari Cruz 11 de maio de 2014 às 10:36 - Responder

    Cansei…, jogo a toalha. Por quase 10 anos estive sempre presente na vida de uma pessoa da minha família com TB, dei tudo o q podia…paciência, perdão, dinheiro, presente, tempo…Mas deuuu chegaaa…quero distância emocional. Quando a pessoa nao vê e nem reconhece q vc está do seu lado pra ajudar é absolutamente desanimador…Hoje me sinto frustada pq nada do q falei , nenhum conselho foi entendido como ajuda…e sim como “se meter ” na minha vida.

    • Equipe Abrata 15 de maio de 2014 às 21:00 - Responder

      Olá Mari

      Viver com um transtorno bipolar é difícil. Isto é verdadeiro para a pessoa portadora, como para os familiares e amigos. Muitas vezes resultam num comportamento difícil, relacionamentos degradados e grandes dificuldades e restrições para a vida laboral. Infelizmente, a doença também carrega um estigma que pode levar a descrimincação injusta e ao isolamento. Tudo reduz, significativamente, a qualidade de vida. Com os avanços da medicina e das pesquisas os portadores da doença encontram meios para reconstruir a sua vida, mas também constitui um desafio tão grande como tratar a própria doença.

      Mari sugerimos a leitura do livro online, que está disponível no site da ABRATA, “Guia para os cuidadores da pessoa com transtorno bipolar”. Este livro tem muitas dicas de como lidar com as mais diversas situações, como também informações sobre a doença. Segue o link http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Aproveitando a oportunidade, caso vc resida em SP, e convidamos vc e seus familiares para participarem dos grupos de apoio mútuo para familiares e portadores que a ABRATA oferece. Estes grupos acontecem, nas terças, quintas e sábado. Temos também as palestras de psicoeducação. Primeiro vc precisam participar do Grupo de Acolhimento. Veja a agenda deste mes no site. Link: http://www.abrata.org.br/new/agenda.aspx

      Grande Abraço
      Equipe ABRATA

  5. Renata 23 de junho de 2014 às 15:54 - Responder

    Sou bipolar, perdi varias pessoas, oportunidades… Hoje tenho um noivo maravilhoso, mas ele nao sabe como me ajudar… E eu, sem querer, o ofendo e acho que tudo o que ele faz é mentira, tudo o que diz, o que pensa… Nao consigo acreditar em ngm… Muito menos em mim mesma! É bem complicado pq eu vou da raiva a docilidade em segundos!

    • Equipe Abrata 27 de junho de 2014 às 11:03 - Responder

      Ola Renata

      É essencial tanto para vc como para o seu noivo buscarem mais conhecimentos acerca da doença e assim um poder ajudar ao outro. O dignóstico, que é extrema inportância vc já tem, o que já um grande passo. No site da ABRATA, vc encontrará o livro “Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar”. Vc poderá baixá-lo no seu micro e compartilhar com o seu noivo. Ele traz muitas dicas sobre a doença e ainda como lidar nas mais diversas situações. Será muito útil prá vcs. Além de mais folhetos sobre o TB. http://www.abrata.org.br
      Renata saiba que não há duas pessoas com transtorno bipolar iguais. Cada pessoa é um indivíduo único. Cada experiência é diferente. Muitas pessoas portadoras da doença há muitos anos estão recebendo tratamento eficaz. É essencial manter o acompanhamento mensal com o psiquiatra, uma rotina de vida, como dormir sempre no mesmo horário, miníno de 08h, alimentar-se corretamente e se possível fazer um prática esportiva, além da tomada correta da medicação conforme prescrito pelo seu médico.
      Se vcs residem em SP, aproveitamos a oportunidade para convidá-los para participar das atividade de grupo de apoio da ABRATA. São grupos constituídos por portadores de transtorno do humor e de familiares cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções de forma solidária, dando apoio e conforto uns aos outros. Entre me contato e faça primeiro a isncrição para o Grupo de acolhimento. Tel: (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h00
      Grande Abraço
      Equipe ABRATA

  6. Camila FM 17 de julho de 2014 às 16:16 - Responder

    Olá! Sou casada ha 10 meses e meu marido teve o diagnostico de TBP após um grave surto de mania – com comportamento agressivo, tentativa de suicidio, alucinações – há 1 semana, até então, logo após casamento, apareceram diversas mentiras ( dizia que estava em lugares em que não estava, referindo que queria estar sozinho, dizia mal de nosso casamento a muitos amigos, sem eu saber, que não estava feliz e se sentia preso, sendo que comigo era um doce, carinhoso e atencioso como sempre foi! Suas palavras não condiziam com as atitudes, e tinha uma necessidade enorme de atenção e carinho – a ponto de dar bola para outra mulher apenas para ela ficar atras dele! Queria sempre estar sozinho para pensar, teve crises de ansiedade importantes, e foram diversas mentiras perdoadas acreditando no amor que diz sentir por mim e atribuindo a causa das mentiras a imaturidade). Estou completamente perdida! Eu o amo, antes do diagnostico da TBP achávamos que era depressão e sempre estive ao lado dele, apoiando, dando carinho, conselhos e perdoando, mas não sei até que ponto esse tipo de comportamento e da doença ou de carácter. Será que qquer grande acontecimento na vida pode despertar outro surto? O nascimento de um filho, um problema de saúde, um problema financeiro? Não sei o que pensar…

    • Equipe Abrata 2 de agosto de 2014 às 16:17 - Responder

      Olá Camila

      O TBH é um doença que se caracteriza pela alternância de humor: ora ocorrem episódios de euforia(mania), ora de depressão, com períodos intercalados de estabilidade. A pessoa com o transtorno bipolar pode apresentar grandes oscilações no seu estado de humor, atrapalhando significativamente o andamento da sua vida no trabalho, nas relações afetivas e familiares.

      Para reduzir este impactos na vida, reduzir os prejuízos causados pela doença, a pessoa portadora necessita aderir ao tratamento medicamentoso e manter uma rotina de vida, isto é ter uma vida mais saudável, dormir no minimo 08 horas, alimentação no horário e reduzir as chances de estresse.
      Saiba que o impacto do diagnóstico é muito forte tanto para o portador quanto para os familiares. Nenhum deles sabe lidar bem com a situação do diagnóstico, as crises, o tratamento que não pode ser interrompido e que leva algum tempo para se obter o resultado, obter o benefício desejado. Muitas vezes neste período, ocorre a negação da doença, a suspensão do tratamento, o descompasso do apoio familiar, gerando atraso no controle da doença e perda significativa da qualidade de vida.

      A causa do TBH é desconhecida. No entanto estudos sugerem que o problema pode estar situado num desiquilíbrio de substâncias químicas do cérebro. Por isso, sempre ressaltamos e os médicos insistem na importância do uso dos medicamentos para repor estas substâncias.

      É muito importante vc procurar conhecer sobre a doença, assim como o seu marido também deve procurar conhecer para saber o que ocorre com ele. Conhecendo os sintomas e o quais são fatores que podem levar a uma crise, fica mais fácil de prevenir. No site da ABRATA tem um livro online que traz muitas dicas de como lidar com a doença e como lidar com a pessoa bipolar. Chama-se Guia para os cuidadores das pessoas com transtorno bipolar. Segue o link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Camila se o seu marido está fazendo uso dos medicamentos, é essencial conversar com o psiquiatra sobre os sintomas que ele está apresentando. Quem sabe, a medicação necessita de um ajuste. Observe se a tomada da medicação está sendo de acordo com o prescrito pelo médico e nos horários corretos.

      Se vcs residem em SP, aproveitamos a oportunidade para convidá-los participar das atividades da ABRATA. Oferecemos Grupos de Apoio ao portador e ao familiar. Primeiro vc precisa fazer a inscrição para o Grupo de Acolhimento através do telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h.

      Conte sempre com a ABRATA!
      Grande Abraço
      Equipe ABRATA

  7. Anonimo 28 de novembro de 2014 às 00:38 - Responder

    Olá , bom eu tenho um namorado , já namoramos há um bom tempinho , se conhecemos bem até …
    Mais ultimamente ele vem tendo todos os sintomas da depressão , e isso só vem piorando , eu ando muito triste pois ele fica extremamente grosso e ignorante , ele esta viajando e se falamos por telefone bastante , ultimamente ele vem com ideias de “morte” , “vontade de se matar” e isso me preocupa muito , pois sinto firmeza em suas palavras , ando preocupada , não consigo ajudar ele , quando ele fica um tempo sozinho e pensa bastante , ele corre , me liga e me pede perdão por ter agido assim , e me pede ajuda …
    Não sei oque eu faço eu o amo muito , e não vou desistir dele , ele já tentou terminar diversas vezes , mais não consegue , agradece sempre que pode por eu estar com ele , e que isso já o faz muito bem , mais ultimamente ele vem ficando bem pior , me escuta menos , se preocupa menos , vive doente , não cuida da sinusite , e quando pergunto se ele quer desabafar conversar se algo ta incomodando ele , ele diz que a própria respiração o incomoda e que morrer seria o melhor a ele , já conversei sobre ir a um psicologo , mais ele tem trauma , muito medo de agulha , e não suporta hospital , ele não vai de maneira alguma , não adianta oque eu faça oque eu fale , ele não vai , não sei oque eu faço to perdida e preciso de ajuda !
    Por favor se alguém puder me ajudar diga , passo meu email para contato ! (obs: as coisas que eu disse não são nen a metade do que acontece )

  8. hercules diniz 1 de agosto de 2015 às 14:57 - Responder

    EU JÁ NÃO AGUENTO MAIS! Não vejo a hora do FIM.

    • Equipe Abrata 3 de agosto de 2015 às 22:12 - Responder

      Caro Hercules

      Lembre-se:
      Pensamentos suicidas são temporários. O suicídio é permanente. Não se entregue a pensamentos suicidas, você pode superá-los. Seus sentimentos de desesperança não são a verdade. Quando você se sente assim saiba, é a sua doença falando – sua mente está mentindo para você. Lembre-se que os pensamentos suicidas não são a realidade. Se você está pensando em suicídio, é importante reconhecer esses pensamentos pelo que eles são: expressões de uma doença tratável. Eles não são verdadeiros e não são culpa sua. Não deixe o medo, a vergonha ou o constrangimento se interporem no caminho da sua comunicação com o seu médico, com a família ou amigos, fale com a alguém imediatamente. procure uma pessoa da sua confiança e peça apoio e ajude. Converse com um membro de confiança da família, amigo ou outra pessoa de apoio, alguém que você possa falar com sinceridade e confiança. Tente não ficar sozinho quando você se sentir dessa maneira. Isso pode significar sentar-se calmamente com um membro da família ou amigo, ir a um grupo de apoio, ou ir mesmo procurar o seu médico e conversar com ele sobre os pensamentos que estão surgindo. Outro caminho será ligar parao CVV – Centro de valorização da Vida, no telefone 141, do outro lado da linha sempre terá alguém para lhe ouvir.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  9. bruno 6 de agosto de 2015 às 13:34 - Responder

    Queria uma ajuda, estou gostando de uma pessoa, porem ela transtorno bipolar que a deixa depressiva,andei lendo vários artigos pra saber como lidar com ela.
    Ela me pede paciência, porque a convidei pra sair porem ela diz q só vai sair quando se sentir animada, pois ela não controla seus dias, isso tem dificultado algo com ela, a mãe dela apoia ela sair com outras pessoas, namorar pq ela precisa se socializar. Tenho tido todo cuidado pra não a magoar e não a pressionar, as vezes fico sem saber o que falar a ela porque não quero pressionar ela. Queria saber se ela aceitar se relacionar comigo isso pode a ajudar ou prejudicar, pq quero o bem dela e se isso for atrapalhar eu não prejudicar ela. , mas também estou gostando muito dela, sendo paciente e conversamos muito sobre isso e ela gosta de mim porem esta com medo e oscila de mais em seu humor, tem dia que esta quase cedendo e outras q mostra desinteresse.
    Queria muito uma orientação sobre como devo lhe dar com ela.

    • Equipe Abrata 17 de agosto de 2015 às 21:05 - Responder

      Prezado Bruno

      A depressão e o transtorno bipolar tendem a ser de natureza episódica. Estas doenças são tratáveis, mas até agora não pode ser curada. O objetivo do tratamento deve ser para controlar a doença, diminuir a gravidade de episódios depressivos e maníacos e recidivas para manter um nível mínimo. A depressão é também chamada de depressão “unipolar”, porque mudanças de humor de uma pessoa apenas em uma direção – para baixo. Períodos normais são separadas por uma diminuição constante do humor, que se torna cada vez mais baixo. Em contraste, o transtorno bipolar, porque as mudanças de humor variam de baixo a alto (mania) e vice-versa.
      As relações importantes são frequentemente danificados ou tensas, como resultado da depressão ou doença bipolar. Além disso, a pessoa pode muitas vezes estar irritável ou com raiva. A menos que as pessoas próximas a pessoa deprimida entender muito sobre os sintomas da doença, eles podem reagir com mágoa ou raiva. Uma pessoas com depressão necessita saber que alguém se importa, mesmo se ela não pode mostrar qualquer apreciação. Apenas ouvindo o a pessoa demonstra que alguém se preocupa com seus sentimentos e pensamentos. O seu apoio pode ajudar o amiga a procurar tratamento e que é o dom mais importante que você pode dar ou oferecer.
      Leia também o artigo, DESCOBRI QUE MEU COMPANHEIRO(A) É BIPOLAR… E AGORA?. Muito interessante! Link: http://www.abrata.org.br/site2018/?p=1757#

      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares e portadores. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h.
      No site da ABRATA vc também poderá baixar o livro em PDF – Manual para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      ]Equipe ABRATA

  10. Anonimo 13 de agosto de 2015 às 14:17 - Responder

    Olá, tenho um parente na família com transtorno bipolar. Gostaria de saber se depois da fase de euforia eles se lembram do que fizeram ou sentem vergonha.
    Esse meu parente que possui a doença, passa 3 meses(janeiro, fevereiro e março) na fase de euforia e o resto do ano no estado “normal” , apresentando poucos dias de depressão.
    O problema é que ele não aceita o tratamento, é muito orgulhoso.
    É muito difícil!

    • Equipe Abrata 25 de agosto de 2015 às 14:57 - Responder

      Olá Anonimo

      Um dos principais problemas dos portadores de transtorno bipolar é a dificuldade de aceitar a realidade da doença e a necessidade de tratamento. Uma série de motivos está relacionada a isso, mas principalmente o medo do estigma, a dificuldade em se perceber doente, a falta de informação e a falsa crença de que ter um diagnóstico de transtorno mental signifique ser considerado incapaz de levar uma vida útil e feliz.
      Não se trata de que a pessoa não se lembre das crises, mas muitas vezes ela tenta justificar o comportamento como uma reação “normal” diante dos problemas que está passando (muitas vezes, o problema que a pessoa diz ser a causa na verdade é consequência de um comportamento alterado pelo transtorno). Isso é mais comum de acontecer quando a pessoa tem crises de hipomania, onde a agitação, a ativação e a aceleração são mais suaves do que na mania e podem se confundir com um temperamento mais ativo. É mais fácil para a pessoa aceitar tratamento no momento da depressão porque, neste caso, existe sofrimento e esse é o motivo de toda busca de ajuda médica.
      Sugerimos que você converse com seu parente e, mesmo que ele não queira aceitar sua orientação, insista para que ele vá a palestras (como os encontros que a ABRATA promove), ou vá você e leve o material que normalmente é distribuído nesses encontros. Esse é um trabalho de paciência e requer persistência. Mas saiba que cada pessoa tem o seu momento de “cair a ficha” e esse tempo varia de pessoa para pessoa. O melhor que podemos recomendar é que você faça a sua parte mas cuide de si. Recomendamos também a frequência nos grupos de ajuda da ABRATA para familiares porque isso dá a oportunidade de aprender e trocar com quem vive os mesmos problemas e ajuda a não ficar sozinho em desabituações tão complexas.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  11. Anônino 31 de agosto de 2015 às 17:24 - Responder

    Equipe Abrata, boa-tarde.
    Meu irmão tem transtorno bipolar e está em crise novamente.
    No final do ano, estava intoxicado do remédio que viciou – carbamazepina e precisou internar. Agora, está novamente em crise e comprou remédio escondido e tomou. Está desesperado. Acha que a medicação diária não faze efeitos e quando toma o remédio que não pode, fica inconsequente….

    • Equipe Abrata 7 de setembro de 2015 às 20:10 - Responder

      Olá

      Alguma informação em relação ao tratamento do seu irmão não está clara, mas vamos lá. As novas medicações psiquiátricas utilizadas, não “viciam”. Quando há necessidade de retirar a medicação ou alterar uma medicação, será necessário que essa troca ou retirada seja feita somente com o apoio do psiquiatra e retirada devagar e paralelo introduzindo uma nova, se for o caso. Isso não quer dizer que a pessoa está “viciada” na medicação. Mas, que necessita de um período de adaptação para a retirada e introdução ou não de uma nova medicação. Neste momento será muito importante que a família, ou vc e o seu irmão procurem pelo psiquiatra e procurem se informar como a medicação deve ser tomada para não provocar efeitos colaterais em seu irmão ou mesmo se deverá ser introduzida uma nova medicação que provoque menos efeitos colaterais do que as atuais medicações cf vc relata.
      Outra informação importante e que as medicações psiquiátricas levam de 3 a 4 semanas para fazerem efeitos desejados, e devem ser tomadas com rigor, cf recomendado pelo médico obedecendo os horários e todos os dias.
      Tomar medicações sem orientações médicas devem ser evitado, pois poderão provocar efeitos colaterais indesejados além de não retirar os sintomas da doença.
      Procure, o mais breve levar o seu irmão para consultar-se com um psiquiatra.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  12. Anonino 7 de setembro de 2015 às 23:10 - Responder

    Olá Equipe Abrata!

    Obrigada pelo retorno.
    O nome correto do medicamento que ele tomou escondido em excesso é clonazepan.
    Estamos tentando um novo psiquiatra, pois ele perdeu o do posto e ficou em crise com essa perda… Está bem difícil também sem a terapia que tinha no posto e também perdeu.
    Estamos tentando no iansp porque ele servidor.
    Obrigada

    • Equipe Abrata 10 de setembro de 2015 às 10:36 - Responder

      Olá
      Esperamos que a família tenha sucesso na sua busca do apoio e tratamentos ao familiar com transtorno bipolar. Conte sempre com a ABRATA.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  13. ANONIMO 20 de setembro de 2015 às 15:57 - Responder

    Ola, eu acho que tenho essa doença. Ja procurei ajuda da minha familha mais ninguem me ajuda. Ja pensei em suicidio milhares de vezes, inclusive alguns minutos antes de procurar ajuda neste post. Como posso me auto ajudar? Pois nao tenho ajuda nem apoio de ninguem.

    • Equipe Abrata 22 de setembro de 2015 às 11:52 - Responder

      cara Anonima

      Lamentamos muito a falta de apoio dos seus familiares apesar do seu pedido de ajuda. Infelizmente, os familiares, na maioria das situações não desconhecem os sintomas e tem uma visão errada quando a pessoa relata que não está bem, que sentem uma tristeza profunda e muitas vezes não consideram a possibilidade de um suicídio. Saiba que isso não acontece somente com os seus familiares. Muitas vezes, por não saber lidar com a situação, escolhem a omissão.
      Nos momentos que surgirem os pensamentos suicidas ligue para o Centro de Valorização da Vida/CVV, no tel 141. sempre do outro lado da linha terá alguém para falar com você e lhe acolher.
      Será essencial vc procurar por um psiquiatra para se cuidar. faça isso, independente da sua família. Cuide muito bem de vc.
      Conte sempre com a ABRATA.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo para a pessoa com depressão ou transtorno bipolar. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  14. ANONIMO 20 de setembro de 2015 às 15:58 - Responder

    Me ajudem por favor

    • Equipe Abrata 24 de setembro de 2015 às 17:22 - Responder

      Caro(a) anônimo! Sugerimos que procure uma ajuda profissional, (psicólogo ou psiquiatra). Caso queira participar de alguma de nossas atividades, nosso horário de atendimento é de segunda à sexta-feira das 13:30 às 17:00, horas pelo telefone,3256-4831. Você será muito bem vindo(a).
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  15. Carmen 4 de outubro de 2015 às 02:08 - Responder

    acho que sofro desse distúrbio. estou cansada. há dois anos tive um problema com minha aceitação, e acreditava eu, que era uma pessoa com problemas, e que tinha alguma doença ou algo do tipo. mas nada se compara ao que sinto agora. minhas amigas me dizem sobre minha dificuldade em falar coisa com coisa. tem horas que eu estou a pessoa mais feliz do mundo. e horas em que sou e me sinto infeliz, sozinha, aglomero problemas ou crio coisas que não existem. não durmo direito, não consigo dormir mais que 4/5 horas por noite. tenho tido pesadelos em que me vejo sozinha sem amigos, ou sonhos que envolvem obsessão. eu não sei o que está acontecendo. acho que estou doente. minhas amigas não compreendem. nunca tentei dizer diretamente a elas, por que já sei o que vao dizer. não tenho sido uma boa filha, nem uma boa neta e sei disso. estou deixando de ser carinhosa com meus familiares. penso tanto nos problemas dos outros que esqueço de pensar nos meus. tenho uma certa obsessão pelas minhas amigas. aumento a gravidade dos problemas quando vem delas. é complicado. quando elas brigam comigo, ou me alertam sobre minhas atitudes me sinto um lixo. na hora costumo negar tudo que elas falam a meu respeito. mas depois penso e chego a mesma conclusão. eu sou doente. eu era uma pessoa apagada, que nunca falava nada. no meu canto. tive que me adaptar ao jeito das minhas amigas pra que elas não me achassem chata ou algo. eu mudei totalmente meu jeito. as vezes percebo que não é pra mim é que eu não sou desse jeito. mas não consigo me controlar mais. é muito complexo. acho que preciso de ajuda. tenho uma amiga que a mãe está com câncer e a outra que a mãe tentou se matar. e isso é um grande peso sobre mim, por que eu penso que meus problemas são insignificantes, e que não é justo comparar meu problema com os delas. mas eu realmente preciso de ajuda. já não sei mais o que fazer.

    • Equipe Abrata 4 de outubro de 2015 às 19:15 - Responder

      Olá Carmen!
      Sugerimos que procure um médico psiquiatra, e relate à ele tudo o que está se passando com você. Essas poucas horas de sono, a preocupação com opiniões alheias, o exagero nas situações, e tudo que te incomode. Seus problemas não são insignificantes, haja visto que estão comprometendo sua qualidade de vida, e isto é de fundamental importância pra todos nós, daí a urgência em procurar ajuda profissional, para que você tenha um diagnóstico e comece um tratamento, e consiga enxergar o lado bom da vida.
      E por falar em Lado Bom da Vida, é um excelente filme, vale a pena assistir!
      Caso resida em SP, e queira participar das nossas reuniões em grupo, e compartilhar suas experiências, com outras pessoas, você será muito bem vinda!
      Nosso horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas, pelo telefone (11)3256-4831.
      No site da ABRATA, http://www.abrata.org.br, você encontra vários artigos e dicas sobre os transtornos do humor, que ajudam a entender melhor sobre o assunto.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  16. Priscila 29 de outubro de 2015 às 13:38 - Responder

    Amigos estou passando por dificuldade com meu querido esposo…tenho 21 anos e ele tem 23,nós casamos cedo e depois que casamos dui percebendo uma mudança repentina de humor ja faz uns 4 anos e cada vez ele vai piorando nas mudanças….ele fica agredsivo quebre as coisas entre outras atitudes….ja marquei psicólogo e ele não vai…eu tenho a maior paciência e sempre tento conversar com ele q ele precisa se tratar mas se eu começo a falar. Sobre tratamento ele ja fica muito estranho ….não sei mas oq fazer estou tão chateada as vezes me da vontade de desistir..

    • Equipe Abrata 30 de outubro de 2015 às 14:53 - Responder

      Cara Priscila!
      Como você mencionou já ter procurado ajuda profissional,e o seu marido não aceitar, sugerimos que você procure ajuda, que poderá ser psicológica, ou Grupos de Apoio Mútuo. Esta atividade é muito importante, porque as pessoas trocam suas experiências, e aprendem a encontrar novas soluções a partir do contato com quem conhece o problema. Conversar com outras pessoas pode ser uma saída.
      Caso resida em SP e queira participar, é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831 de segunda à sexta-feira das 13:30 às 17:00 horas.
      No nosso site você encontra o artigo,DESCOBRI QUE MEU COMPANHEIRO É BIPOLAR, link: http://www.abrata.org.br. Muito interessante!!
      Estamos a sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  17. Marcia Gomes 2 de novembro de 2015 às 01:48 - Responder

    Minha Mae está com 70 anos e bipolar dês de 1973 foi no após o nascimento do meu irmão. Faz 02 anos teve a crise e perdeu um filho no acidente de carro, ainda mais não tomava a injeção INVEGA 75 mg começou depois desta crise e junto veio a depressão e cada dia está pior. Depressão profunda. Não sei como ajudar tem psicólogo, esta medicada com psiquiatra, depressão medicada com um neurologista. Não reage cada dia está mais longe de tudo, não tem conversa só quer ficar deitada. Não sei como ajudá-la. Tem hora penso que pode ser a injeção inveja ajuda ficar depressiva. Parece que não quer mais viver e muito triste esta situação. Não tem mais esperança. Tenho medo de que ela morra.

    • Equipe Abrata 2 de novembro de 2015 às 18:56 - Responder

      Cara Marcia!
      Como você menciona, sua mãe está sendo acompanhada por vários profissionais, e isto é muito importante. Sugerimos que relate aos mesmos, tudo o que está se passando com ela para que possam se necessário fazer uma nova avaliação, até mesmo na medicação, com o objetivo de ajudá-la a se sentir melhor, e com uma maior qualidade de vida.
      Caso resida em SP e queira participar dos Grupos de Apoio Mútuo, será muito válido. Nesses grupos, as pessoas trocam suas experiências e aprendem a encontrar novas soluções a partir do contato com quem tem os mesmos problemas.
      Caso queira participar, é necessário agendamento pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  18. CLAUCINEIA WOLLMANN 28 de novembro de 2015 às 12:19 - Responder

    Boa tarde!
    Tenho uma irmã que esteve 3 meses internada com transtorno Bipolar, sem poder receber visitas neste tempo.Agora fazem 2,5 que está em casa mas entrou em crise novamente, isso é normal?tem cuidado com os medicamentos, mas mesmo assim teve nova crise. Será que a medicação não está mais fazendo efeito deveria trocar, ou procurar outro psiquiatra?
    Grata

    • Equipe Abrata 29 de novembro de 2015 às 22:00 - Responder

      Prezada Claucineia!
      Sugerimos que relate ao médico que acompanha o caso, tudo o que está acontecendo. Caso não fique satisfeita com a resposta, talvez uma segunda opinião, e uma nova avaliação fará com que se sinta mais segura com relação ao tratamento.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  19. Amiga triste 30 de novembro de 2015 às 18:21 - Responder

    Meu amigo Bipolar me excluiu de sua vida Devo procura-lo e dizer que sinto muito falta da nossa amizade?
    Reencontrei um amigo de infância que tem TBH (Transtorno Bipolar de Humor) e logo me disse que tinha se tornado uma pessoa bem difícil de se conviver .
    Ele é um excelente amigo.. inteligentíssimo, companheiro, divertido, carinhoso e bom conselheiro, mas eu vivia ‘pisando em ovos’.. qualquer palavra mal colocada era motivo para horas de discussões, como eu tenho parente próximo bipolar já estou acostumada a entender os sintomas da doença e procuro sempre ser compreensiva e mesmo eu tendo razão concordo com ele para evitar mais desgastes.. me apeguei muito a essa amizade sendo que temos muitas coisas em comum, enfim.. em uma dessas discussões acabei me irritando e me calei por um tempo.. para ele foi o fim do mundo, me excluiu da vida dele por completo., como moramos longe nossa amizade passou a ser ‘virtual’ então ele me excluiu das redes sociais e outros aplicativos, sem contato, sei que fui a melhor amiga dele, esse reencontro durou pouco mais de um ano..
    Realmente sinto falta do meu amigo, já se passaram dois meses e penso que ele não vai me procurar, como sempre ele me acha a errada e culpada pela discussão.
    Sofro muito com essa rejeição.
    Como devo agir.

    Obrigada

    • Equipe Abrata 30 de novembro de 2015 às 19:20 - Responder

      Cara Amiga!
      Sugerimos que você busque ajuda para você, que poderá ser psicológica, ou Grupos de Apoio Mútuo. Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam suas experiências e aprendem a encontrar novas soluções à partir do contato com quem conhece e convive com problemas semelhantes. Conversar com os outros, poderá ajudá-la a encontrar uma saída.
      Caso resida em SP, e queira participar, é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  20. Renato 22 de dezembro de 2015 às 00:17 - Responder

    Boa noite, tenho 27 anos e atualmente minha mae esta passando por uma
    depressão muito grande, já esta tomando a medicação recomendada pelo
    psiquiatra. Moramos só eu e ela e pra mim esta sendo muito dificil ver ela
    nesse estado, pois sempre foi uma pessoa muito ativa, algumas horas do
    dia ela parece estar melhor, mas outras horas são terriveis. Sei que por mais
    dificil que isso seja, vamos conseguir superar isso, como disse pra ela:
    mãe, nós vamos passar por isso juntos e sempre estarei ao seu lado.

    Gostaria de agradecer ao pessoal do ABRATA pelo otimo material, é aqui
    onde consigo renovar minhas esperanças e sei que nao estou sozinho nessa!

    Muito obrigado! 🙂

    • Equipe Abrata 23 de dezembro de 2015 às 22:43 - Responder

      Prezado Renato!
      Agradecemos o seu contato, e ficamos felizes de saber que sua mãe está fazendo o tratamento psiquiátrico, sendo apoiada por você. Poder contar com alguém neste momento, fará toda diferença pra ela.
      Se residir em SP, e quiser participar dos Grupos de Apoio, poderá compartilhar experiências com quem tem problemas semelhantes.
      Para esta atividade é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  21. luiz carlos mariz de araujo 3 de janeiro de 2016 às 23:47 - Responder

    Minha mulher e bipolar e no dia 29/12/2015 tentou suicídio com medicamentos
    Estou com ela em 6 meses, ela esta em depressão
    Estou muito preocupado e perdido. Ela tem dois filhos de 12 e 6 anos
    Por favor podem me orientar?
    Oque fazer?

    • Equipe Abrata 11 de janeiro de 2016 às 16:26 - Responder

      “Prezado Luiz Carlos,

      Infelizmente, o suicídio é uma possibilidade muito frequente nos transtornos do humor, principalmente no transtorno bipolar. Ficar atento a menções veladas e deixar a pessoa falar sobre seus sentimentos é sempre a melhor saída, pois quando o portador fala de suas ideias e pensamentos suicidas, ele está se dando chance de ser ajudado. À família cabe ficar atenta e procurar sempre ajuda de um psiquiatra para avaliar, cuidar e orientar a família e o paciente. É importante que você saiba que não há uma solução rápida. O que interessa é que o portador do transtorno esteja em tratamento e, em situações de crise como esta que você descreve, haja uma sintonia entre a família, o portador e o profissional responsável pelo caso. É essa aliança que vai permitir conhecer os detalhes de cada caso e tomar as melhores decisões que o momento exigir. Além de manter contato com o médico, também é fundamental que o portador e a família estejam frequentando grupos de apoio mutuo, como os que a ABRATA promove, para que se intensifique a rede de apoio e para que todos possam ser enriquecidos com a experiência de quem já passou por situações semelhantes.

      Um abraço,

      Equipe ABRATA”

  22. Alguem 6 de janeiro de 2016 às 22:28 - Responder

    Uma amiga minha esta passando por um momento delicado. Ela fica facilmente deprimida e fecha se muito em casa. É uma pessoa muito tímida, sendo difícil socializar com ela. Ela conta me tudo que se passa na vida dela, cada episódio de cada dia e eu tento fazer várias perguntas para a manter ativa. Ela fala me de todos os seus problemas. Devo dar conselhos para os resolver ou mostrar que estou ao pé dela ao mesmo tempo que dou conselhos?

    • Equipe Abrata 9 de janeiro de 2016 às 12:03 - Responder

      Prezada!
      Sugerimos que procure ajuda profissional de um psiquiatra ou psicólogo(a), para que tenha um diagnóstico da sua amiga.
      De qualquer maneira é sempre bom podermos contar com alguém quando precisamos, mas ainda assim nada dispensa um tratamento, quando se tem um diagnóstico, que só um profissional poderá fazer.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  23. Marilda garcia 9 de janeiro de 2016 às 17:07 - Responder

    Tenho uma irmã que perdeu seu único filho num acidente de moto este jovem de 22anos era sua vida, ela sofre muito e tenho quase certeza que está com transtorno bibolar pelas atitudes com seus clientes amigos e familiares fui falar com ela que está doente e precisa de ajuda mais não aceita como faço para ajuda-la por favor me de uma ajuda

    • Equipe Abrata 10 de janeiro de 2016 às 21:28 - Responder

      Prezada Marilda!
      Ninguém consegue ajudar alguém, se não se ajudar primeiro, portanto, sugerimos que você procure ajuda pra você que poderá ser psicológica, ou Grupos de Apoio Mútuo. A partir daí, aos poucos, você poderá tentar sensibilizar a sua irmã, a procurar ajuda.
      Nos Grupos de Apoio, as pessoas trocam suas experiências, e aprendem a encontrar soluções, à partir do contato com quem tem problemas semelhantes.
      Se residir em SP, e quiser participar, é necessário agendamento, no telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  24. Gabriela Campanharo 15 de janeiro de 2016 às 01:38 - Responder

    Acho que meu namorado tem o transtorno bipolar, moro em Vila Velha no ES, preciso de ajuda pra tentar ajuda lo.
    Estamos tentando ficar juntos ha um ano, mas ele do nada fica furioso, pega as coisas e vai embora.
    Ele tem muitos dos sintomas que ja li em todos estes foruns e sites.
    Ele tem um super ego, acha que todas as mulheres são loucas por ele e se eu falar qualquer coisa, ele acha que estou com ciumes. Acha sempre que tem alguém contra ele, e que isso ou aquilo foi para atingi lo. Faz planos mirabolantes que fogem da nossa realidade.
    Se entra num posto de gasolina, sai de la com a compra do mês, rs…compra tudo o que vê pela frente. Se irrita facilmente, é extremamente critico, ninguém presta, critica tudo e todos e tudo o que eu faço ta errado, mas não aceita critica nenhuma, fica logo irritado se alguém fala de um erro dele.
    Em contra partida é um homem carinhoso, atencioso. Um pai maravilhoso! Um cristão fervoroso, um cara muito prestativo… Enfim, preciso saber como ajuda lo, pois o amo muito. Sempre soube que suas partidas não eram mal caratismo, e agora lendo tantos relatos estou cada vez mais certa disso.

    • Equipe Abrata 15 de janeiro de 2016 às 17:07 - Responder

      Prezada Gabriela!
      Sugerimos que procure ajuda para você, que poderá ser psicológica ou Grupos de Apoio, para que possa entender melhor todo o estresse pelo qual vem passando, até o momento que se sentirá segura para oferecer ajuda.
      Como mora no ES, procure os CAPS, da sua região, que são Centros de Apoio Psicossociais, às vezes eles tem tratamentos e informações sobre os transtornos do humor.
      Não dá para ajudar ninguém, se não se ajudar primeiro. Vale também estar bem informada sobre a doença. No nosso site http://www.abrata.org.br, você encontra vários artigos e informações.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  25. Thaynara 16 de janeiro de 2016 às 13:39 - Responder

    Boa tarde , a um ano e quinze dias conheci um rapaz e acabei me interessando muito por ele , em alguns momentos juntos percebi que ele sofre de mudanças de humor as fezes passa aqui na minha casa deixa sua mãe e nem olha na minha cara outros dias e todo romântico comigo , bom estudo Pedagogia e estou bem interessada em ser Psicologa , sei que para ajudar a ele preciso de mais informações pois ele não toma remédios e nem tem apoio de sua família. Desde já agradeço por existir este forúm me ajudou bastante

    • Equipe Abrata 16 de janeiro de 2016 às 18:49 - Responder

      Prezada Thaynara!
      Somente um profissional que poderá ser psicólogo(a), ou psiquiatra, tem condições de fazer uma avaliação do caso. A partir daí, o mesmo verá ou não a necessidade de um tratamento.
      Aproveitamos a oportunidade, e a convidamos para participar dos Grupos de Apoio Mútuo, caso resida em SP. Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam informações e aprendem a encontrar novas soluções, através do contato com quem tem problemas semelhantes.
      Se quiser participar, é necessário agendamento, pelo telefone, (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  26. Rosangela 19 de janeiro de 2016 às 21:56 - Responder

    Tenho uma filha com esse transtorno,faz 3 anos q foi descoberto ela parou de tomar medicaçao há8 meses agora stá tendo recaída,sta com psicomania .

    • Equipe Abrata 20 de janeiro de 2016 às 17:20 - Responder

      Cara Rosangela!
      O tratamento para os transtornos do humor, não podem ser interrompidos,a não ser a pedido médico.Sugerimos que tente convencer a sua filha, sobre a importância do mesmo, e os benefícios que ele trará ao longo do tempo.
      Caso resida em SP, e queira participar dos Grupos de Apoio, onde as pessoas trocam informações e aprendem a encontrar soluções à partir do contato com quem tem problemas semelhantes, poderá te ajudar a encontrar uma solução.
      Para esta atividade é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  27. Solange gomes 25 de janeiro de 2016 às 22:45 - Responder

    Estou sofrendo muito tenho magoado muito minha familia. Minhas mudanças de humor esta cada vez mais intensas.interrompi o tratamento
    Meu marido nao sabe do meu problema e por isso nao me intende

    • Equipe Abrata 27 de janeiro de 2016 às 15:35 - Responder

      Cara Solange!
      Entendemos que se você já fez um tratamento, deve ter algum diagnóstico. Seja qual for, não deve ser interrompido, a não ser a pedido médico.
      Sugerimos que relate ao profissional que a acompanha, tudo o que está acontecendo com você, para que o mesmo veja a necessidade ou não de ajustes no tratamento.
      Lembrando sempre que os transtornos do humor, são sempre tratados com muita disciplina e determinação, para que se consiga uma qualidade de vida cada vez melhor. É importante também, ter apoio de um familiar, ou um amigo(a), para que sempre que precisar, poder contar com essa pessoa.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  28. Talya 26 de janeiro de 2016 às 23:53 - Responder

    Minha mãe sofre de depressão a muitos anos, teve uma vida bem difícil com varias perdas e muita rejeição vinda da família da qual não fala mais. Sou filha unica e minha mãe me criou sozinha de uns anos pra cá a partir do momento que eu comecei a me relacionar outras pessoas, comecei a crescer as brigas começaram, nunca ninguém presta e ela sempre me super protege demais, me bate por bobeiras, se enfurece por não achar uma chave e não suporta nenhum dos meus namorados e transforma meus relacionamentos num inferno em minha vida. Ela tem dificuldade em relacionamentos e para ela ninguem gosta dela e ninguém presta tbm.. Ela faz um tratamento mais nda mudou muito, eu cresci assim sempre com medo do que minha mae faria e como eu ia conseguir resolver a situação e ajudar ela, só que eu to crescendo quero ter uma vida, uma família ter amigos e ter minha mãe. Eu não sei mais o que fazer, como agir, me sinto sozinha e triste e ao mesmo tempo sei que tenho que ser forte por ela porque ela só tem a mim. Por favor, o que eu devo fazer ?

    • Equipe Abrata 27 de janeiro de 2016 às 15:53 - Responder

      Prezada Talya!
      Ninguém pode ajudar alguém se não se ajudar primeiro. Sugerimos que procure ajuda para você que poderá ser psicológica, ou Grupos de Apoio. Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam suas experiências e aprendem a encontrar novas soluções à partir do contato com quem vive problemas semelhantes. Conversar com os outros, poderá ajudá-la a encontrar uma saída. O estresse que está passando requer um suporte, para que você processe tudo o que está acontecendo.
      Se quiser participar, caso resida em SP, é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  29. Lucileia Sousa 30 de janeiro de 2016 às 10:54 - Responder

    Estive em um relacionamento de quase 4 anos com uma pessoa muito difícil de lidar, mas que aceitei o seu jeito enfrentei o desafio por amor. Ele tem muitas qualidades, mas que tem momentos de crise extrema de estrese, euforia, ameaça de vinganças tolas, desistia do relacionamento sem motivos nenhum, apenas dizia que não queria mais e que ele era assim eu não mudar. Numa conversa ele nunca consegue entender que as vezes estamos certos e as vezes não e que temos que assumir com cautela esse erro. Mas ele tem consciência do problema que tem, só que ele diz que não consegue mudar. E por esses e outros desafios que passei com ela, através de pesquisas contarei que tem transtorno bipolar, não sei se diagnostiquei errado, mas que de uma coisa eu tenho certeza, ele tem um problema sério. E pra piorar ainda mais a situação eu tenho distúrbio de ansiedade e ele tá querendo voltar, fazendo ameaças de que vai morrer se eu não voltar. O que faço? Me ajuda.

    • Equipe Abrata 1 de fevereiro de 2016 às 18:31 - Responder

      Prezada Lucélia!
      Como você mencionou, ele não foi diagnosticado por um profissional, portanto sugerimos que você procure um, para que possa ter um suporte, e possa processar tudo o que está acontecendo.
      Você também pode participar dos Grupos de Apoio, caso resida em SP. Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam suas experiências, e aprendem a encontrar novas soluções, à partir do contato com quem tem problemas semelhantes.Conversar com os outros, poderá ajudá-la a encontrar uma saída, ficar mais segura e menos ansiosa.
      Se quiser participar, é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  30. sandra 21 de fevereiro de 2016 às 08:44 - Responder

    tenho um sobrinho que mora comigo ha dois meses,ainda tenho meus filhos um de 12 anos e o outro de 18,todos daqui já sabemos que ele se auto semotila,está conosco por conta da faculdade de psicologia que está cursando a pouco tempo. quando está em crise fica sozinho sem querer falar com ninguém e se alguém for perguntar se fecha diz que não estar de bom humor e agente não sabe como ajudar tudo é motivo pra ele se cortar ,tem 19 anos e nos não sabemos como lidar,medo de como agir com ele enfim é muito difícil e ele com ele já faz tratamento com psiquiatra toma remédio e tudo.como agir.

    • Equipe Abrata 22 de fevereiro de 2016 às 21:02 - Responder

      Prezada Sandra!
      Sugerimos que relate ao psiquiatra que acompanha seu sobrinho, tudo o que está se passando com ele,para que o mesmo possa, se for preciso, fazer uma nova avaliação, e se necessário,fazer ajustes no tratamento.
      Se ainda assim não ficar satisfeita, talvez uma segunda opinião, poderá ajudar.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  31. Rosemery 22 de fevereiro de 2016 às 13:13 - Responder

    Bom dia!
    Bom começando do inicio, minha mãe teve uma vida geral muito difícil, me lembro dês de sempre uma grande dificuldade dela em relacionamentos,com nosso pai, nos trabalhos, sempre briga com alguém.
    Com os filhos não e ao contrario, somos em 3 irmãos , sou a do meio ,comigo ate que consigo lidar com ela, sendo muito paciente.
    Porem as vezes ate contra mim ela se volta, para ela sempre as pessoas estão contra ela, falando mal dela, rindo dela. No mesmo dia que esta rindo ótima, fica agressiva, e no fim uma depressão total, e para piorar o quadro tem o álcool que e presente na vida dela. Ela não aceita regras, não aceita que ninguém contrarie suas opiniões, e a sua auto vitimação em modo geral.
    Ela já passou por vários psiquiatras, mais ate hoje não recebemos um diagnostico
    Ou seja nem sabemos contra oque estamos lutando.
    Não temos nenhum apoio, o estado não tem nenhuma politica que funcione , a cada surto dela e nos e Deus.
    Por favor, como eu poderia ajudar ela?
    Qual é o melhor caminho?

    • Equipe Abrata 22 de fevereiro de 2016 às 21:37 - Responder

      Prezada Rosemery!
      Sugerimos que continue na busca por um profissional que acerte no diagnóstico, às vezes isso leva algum tempo, mas que compensará a longo prazo.
      A partir do momento que sua mãe for diagnosticada, e começar um tratamento, a qualidade de vida dela própria e de toda a família, será muito satisfatória.
      Existem alguns profissionais que atendem a preços populares, e que são especialistas em transtornos do humor, se quiser maiores informações, pode ligar no nosso atendimento telefônico, no número (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  32. Joice Matheos Miguel da Rocha 22 de fevereiro de 2016 às 16:59 - Responder

    olá, estou casada com meu marido á 8 anos e ele sofre de transtorno bipolar e depressão mascarada, 8 anos de um casamento fracassado de brigas ameaças, mesmo assim tive uma filha que hoje tem 3 anos, ja levei ele ao psiquiatra iniciamos o tratamento mas ele sempre desiste e diz que não tem nada e as crises voltam, já não sei mais o que fazer, tenho medo de atingir o crescimento da minha filha pois ela presencia algumas crises dele, ele fica euforico grita, ameaça , e ela chora pede pra ele não ir embora, o que faço??

    • Equipe Abrata 22 de fevereiro de 2016 às 21:46 - Responder

      Prezada Joice!
      Sugerimos que participe dos Grupos de Apoio Mútuo. Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam suas experiências e aprendem a encontrar novas soluções, a partir do contato com quem vive problemas semelhantes. Conversar com os outros, poderá ajudá-la a encontrar uma saída, para que aos poucos você consiga ir sensibilizando seu marido a fazer um tratamento regular e continuado, fazendo com que a qualidade de vida dele própria e da sua família seja bem satisfatória.
      Se quiser participar, caso resida em SP, é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  33. Miriam Marques Abreu 23 de fevereiro de 2016 às 16:52 - Responder

    Gostaria de sabeer se há grupos de apoio na Cidade do Rio de Janeiro.

    • Equipe Abrata 24 de fevereiro de 2016 às 18:11 - Responder

      Prezada Miriam!
      Sugerimos que procure os CAPS da sua região, que são Centros de Apoio Psicossociais. Às vezes eles tem tratamentos, e informações relacionadas aos transtornos do humor.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  34. Caroline W 23 de fevereiro de 2016 às 19:00 - Responder

    Olá, tenho passado por um eterno questionamento envolvendo meu pai. Ele há uns 5 anos interrompeu o tratamento de depressão grave, onde chegou a manifestar alterações cardíacas e desmaios provocados por crises depressivas, apos dois anos de tratamento ele parou com toda medicação nunca fez terapias. E desde então ele passa por momentoe de muita irritabilidade, as vezes agressividade em que peofere palavras ofensivas e grosseiras que no dia a dia nao falaria e alega por vezes ser oriundo de dores q sente nas costas ou problemas financeiros. Daí minha grande dúvida ele nega constantemente a possibilidade de ser uma doença e recusa se a ir a um profissional porém está situação já trouxe muita briga com minha mãe, saídas de casa de ambos e não encontro uma solucao para isso já não tenho argumentos !

    • Equipe Abrata 24 de fevereiro de 2016 às 18:18 - Responder

      Prezada Caroline!
      Somente um tratamento regular e continuado, terá eficácia em qualquer transtorno do humor. Daí o motivo pelo qual o mesmo não deve ser interrompido.
      Sugerimos que participe dos Grupos de Apoio, caso resida em SP. Esta atividade é onde as pessoas trocam suas experiências e aprendem a encontrar novas soluções, com quem tem problemas semelhantes. Conversar com os outros, poderá ajudá-la a encontrar uma saída, para que aos poucos sensibilize seu pai a continuar o tratamento.
      Se quiser participar, é necessário agendamento, pelo telefone, (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  35. Marcelo 24 de fevereiro de 2016 às 14:33 - Responder

    Boa tarde, sou diagnosticado bipolar tipo 1, ja venho convivendo com essa doença desde 2007 quando tive a primeira euforia, nao consigo estabilizar minha doença, ja passei por inumeros especialistas dentro e fora do Brasil, tomo Aristab 15mg, Lamotrigina 100mg, sertralina 50mg, tegretol 400 CR, Resperidona 2 mg, ja cheguei a tomar mais de vinte comprimidos por dia somando outros medicamentos, tudo com acompanhamento medico, hoje em dia ando depressivo demais, nao tenho animo nem pra levantar da cama, ja fiz anos de pisicoterapia e nao resultou em nada, sinto que falta algo dentro de mim, tenho tudo falando materialmente, que caminho devo seguir, existem outras formas de terapia ou medicamentos, tomei muitos de ultima geração e de primeira geração, nao sei mais o que fazer, tenho tido pensamentos suicidas, muita ansiedade e angustia e panico, mesmo estando medicado, tenho muitos outros problemas de saude o que nao vem ao caso agora, estou sobrecarregado, perdi meus amigos, meus familiares se afastaram de mim, sinto uma solidão imensa, e nao consigo cofiar em mais ninguém, por favor se puderem me ajudar ficarei imensamente grato, no mais, muito obrigado.

    • Equipe Abrata 29 de fevereiro de 2016 às 21:15 - Responder

      “Prezado Marcelo,

      De fato, o caminho até se conseguir um controle do transtorno bipolar é longo e trabalhoso e demanda paciência e persistência tanto do paciente como do médico. Vários fatores individuais podem dificultar o sucesso no tratamento e somente uma investigação individual criteriosa pode revelar em qual situação você se encontra. Podemos citar como fatores que estão associados com baixa resposta ao tratamento e manutenção das oscilações de humor a falta de adesão, a presença de comorbidades (outros transtornos associados), falta de rotina de sono, alimentação e atividades, a convivência em ambientes altamente estressantes, a presença de outras doenças clínicas, o uso de álcool e outras substâncias psicoativas lícitas ou ilícitas, etc. Somente uma consulta individual pode avaliar se você se encaixa em alguma dessas situações e isso deve ser feito. Mas, devemos alertar você para um fato importante: você está vivendo um episódio depressivo e, consequentemente, você fica com um ponto de vista negativo e pessimista da sua vida como um todo. Assim, sua tendência é a de considerar tudo o que lhe aconteceu como um fracasso e a não acreditar que você pode sim sair desse sofrimento e a melhorar com um novo tratamento. Preste atenção nisso, ficar sem esperança é um sintoma da depressão, decorrente de uma visão de mundo negativa que a doença acarreta. Não baseie suas possiblidades de encontrar sucesso no tratamento a partir dessa sensação. Fale com seu psiquiatra sobre tudo isso e recomendamos também que você faça psicoterapia para potencializar seu tratamento.

      Um abraço,

      Equipe ABRATA”.

  36. Bruna cristan 25 de fevereiro de 2016 às 12:02 - Responder

    Olá, queria saber o porquê de algumas pessoas terem essa doença, e também como devo agir quando a pessoa está em crise e começa a brigar comigo por algo que não tenho culpa, ele precisa mudar de remédio já que faz um tempo que ele toma esse e ainda tem crises? Aguardo respostas, bjs

    • Equipe Abrata 29 de fevereiro de 2016 às 21:30 - Responder

      Prezada Bruna!
      Sabe-se que os transtornos do humor, muitas vezes se dão por causas genéticas, e outras por fatores externos, ou seja alguns eventos da vida que desencadeiam os chamados gatilhos, os quais poderão fazer com que a pessoa desenvolva algum tipo de transtorno.
      Quando houver uma crise, o melhor a fazer, sempre é esperar até que os ânimos se acalmem, nunca confrontar. Caso estas, comecem a ficar muito frequentes e mais intensas, o profissional que acompanha o caso deverá ser avisado, para que se necessário for, possa fazer ajustes no tratamento.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  37. bruna helena 23 de março de 2016 às 17:14 - Responder

    Oi meu namorado tem bipolaridade, e neste momento encontra- se em crise eufórica, ele nao aceita que tem a doença, sendo que já foi diagnosticado pelo médico, eu terminei com ele porque nao aguentei, ele me humilhava muito e me dizia coisas que doía na alma, agora todos as vezes que ele vem falar comigo é para brigar e me humilhar, nao sei mais o que faço, gostaria de um conselho.

    • Equipe Abrata 24 de março de 2016 às 22:23 - Responder

      Prezada Bruna!
      Sugerimos que participe dos Grupos de Apoio Mútuo. Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam suas experiências, e aprendem a encontrar novas soluções à partir do contato com quem vive problemas semelhantes. Conversar com os outros, poderá ajudá-la a encontrar uma saída, e a entender um pouco mais sobre a doença, e como atravessar os momentos de crise.
      Se quiser participar, caso resida em SP, é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Você será muito bem vinda!
      Equipe ABRATA!

  38. Luciana de avelar 26 de março de 2016 às 10:50 - Responder

    Meu marido e bipolar e sempre abandona os remedios qd fica bem ou esta sem dinheiro.isso e com9 se eu fosse casada c uma bomba relogio q pode explodir a qualquer hora!dificil conviver .ja quiz me separar varias vezes.mas gosto muito dele e temos um filho.o q sera q posso fazer?tem um grupo de apoio em bh?

    • Equipe Abrata 26 de março de 2016 às 21:54 - Responder

      Prezada Luciana!
      O transtorno bipolar é uma doença que requer muita disciplina. Somente um tratamento regular e continuado poderá aumentar e muito a qualidade de vida tanto de quem está doente, como dos que estão ao seu redor. Como você menciona que o seu marido abandona o tratamento, isso fará com que ele sempre tenha que começar do zero novamente.
      Sugerimos que procure os CAPS, da sua região que são Centros de Apoio Psicossociais, às vezes eles tem informações e tratamentos relacionados aos transtornos do humor.
      Estamos à sua disposição!
      Equipe ABRATA!

  39. Eleonora 29 de março de 2016 às 13:42 - Responder

    Olhem meu site, estou relatando minhas experiências:
    http://www.avidabipolardeeleonoralublin.com/
    Obrigado

    • Equipe Abrata 6 de março de 2017 às 09:44 - Responder

      Olá Eleonora.

      Agradecemos a sua mensagem.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  40. Alefe Ribeiro Lucas 29 de março de 2016 às 23:45 - Responder

    Pretendo um dia lançar um livro!
    Mas, para isso tenho que me preparar muito.
    Estou conseguindo lidar com esse problema, mas para isso…
    O principal é não deixar de usar os remédios no horário correto.
    Porém, isso é apenas uma gota do oceano de coisas boas que devemos cumprir e entre outras que não devemos fazer.
    Sinceramente, tenho bipolaridade…
    passei três meses da minha vida: surtado.
    Três meses sem dormir corretamente, três meses tomando remédio para Esquizofrenia, três meses sem tomar água corretamente, três meses me alimentar de forma correta, três meses sem saber o que estava acontecendo… três meses de sofrimento!
    Mas sabe o que Eu mais me apeguei, e me lembro bem…

    • Equipe Abrata 28 de abril de 2016 às 17:02 - Responder

      Caro Alefe Lucas

      Agradecemos o seu contato, porém ressaltamos que não divulgamos e-mail dos leitores. Desejamos sucesso na construção do seu filho. Depoimento sempre são essenciais para evidenciar que apesar da presença de uma doença crônica, sempre temos caminhos a buscar.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  41. Alefe Ribeiro Lucas 30 de março de 2016 às 00:54 - Responder

    Como eu faço para editar o meu penúltimo comentário?
    *Eu enviei antes de fazer uma correção ortográfica.
    *Excesso de palavras.
    Atenciosamente: Alefe Ribeiro Lucas.
    Boa Noite!

    • Equipe Abrata 6 de março de 2017 às 09:43 - Responder

      Olá Alefe.

      Não se preocupe com erros ortográficos. Nós fazemos uma ligeira correção ao ler as mensagens

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  42. Lúcia Rocha 15 de abril de 2016 às 10:43 - Responder

    Boa tarde, o meu companheiro é bipolar. De momento tem cerca de 2 a 3 crises por semana. Foi diagnosticado como maníaco-depressivo, mas a psiquiatra receitou-lhe antidepressivos em vez de estabilizadores de humor. Temos um bebé (vai fazer 3 meses), mas ele não se sente seguro em cuidar dele. Ele já me disse que quando ele chora ele só quer calá-lo e imagina-se a sufocá-lo. Alguém, por favor, consegue dizer-me o que faço? Ele só falou comigo sobre o assunto há uns 4 dias…

    • Equipe Abrata 4 de maio de 2016 às 00:48 - Responder

      Querida Lúcia

      A situação relatada por você é muito delicada. Há necessidade do seu marido retornar urgente ao psiquiatra e relatar o que está acontecendo, assim como você nos relata. Procure por um profissional especialista em transtorno bipolar. Seria o ideal. Será necessário avaliar a medicação, talvez fazer reajustes ou inserir novos medicamentos.
      Considere as palavras ditas pelo seu marido em relação aos cuidados do seu bebê. Um bebê recém nascido promove naturalmente provoca estresse no ambiente familiar, e seu marido neste momento, apresenta os sintomas da doença, a sua resistência ao estresse torna-se minima.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  43. MC 17 de abril de 2016 às 11:37 - Responder

    Meu namorado tem transtorno de humor e quando explode ele fica estressado, não quer falar com ninguém e nem ver ninguem. Quando ele fica assim ele fala em terminar comigo por causa da crise, que não me dá atenção, que não é um bom namorado, que eu mereço coisa melhor e por aí vai. Só que a gente se gosta e ele é uma ótima pessoa, quero ajudar ele. Antes de a gente namorar ele fazia tratamento com psicócologo, mas parou. Eu queria saber como posso ajudar. Eu não vou desistir. Tenho esperança que melhore.

    • Equipe Abrata 20 de maio de 2016 às 21:39 - Responder

      MC

      No site da ABRATA vc poderá baixar gratuitamente o livro em – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com a pessoa que tem trantorno bipolar em diversas situações.
      Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Será de grande ajuda.
      Abandonar o acompanhamento terapêutico não foi uma boa escolha para o seu namorado. Pq o acompanhamento do psicologo ajudaria a ele entender a doença, a lidar com os sintomas e co o agir quando aproxima-se uma crise, além de administrar a sua vida pessoal. Se le entrou num episódio bipolar possivelmente não deve estar tomando corretamente as medicações, ou mesmo não estar cuidando da rotina do dia a dia como dormir no minimo 8h diárias, alimentar-se bem e fazer uma atividade física.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares. Traga a sua namorado também para parricipar do grupo para portadores. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das 13h30 às 17h, Nas atividades oferecidas que são de psicoeducação, pretende-se ensinar e discutir sobre assuntos como o transtorno bipolar, seus tratamentos e formas positivas de como gerir a doença e de estar bem.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  44. Maria 22 de abril de 2016 às 10:52 - Responder

    Bom dia amigos,tenho uma irmã bipolar, faz tratamento e hoje ela está em depressão e tem mania. Mas já teve vários surtos fortes, ela desenvolveu diabetes, tem pressão alta e agora foi diagnosticada com linfoma não hodgkin, tem sido uma luta. Hoje ela se encontra em crise de mania e está em outra cidade onde está aguardando o encaminhamento para tratamento, mas não sabe do resultado ainda, e ela tem sintomas de panico, toda noite sente-se mal, aceleração, pânico mesmo, diz vai morrer, tem, é muito maltá bem medos ,está bem difícil ,mudou toda alimentação alem da diabetes e ela não aceita. Por favor nos ajude, como fazer, como lidar. O médico dela mudou o remédio e ela teve uma reação, quase tem um derrame, chegou a ter facial, como lidar, ela vai pra geladeira e come tudo q não pode, e quer voltar para casa dela a todo custo, não sai da cama, e não dorme bem, toma 3 amitripilina de 25mg, carbolitium 300mg hadol fernegam, muito difícil lidar, nos ajudem!!!!

    • Equipe Abrata 3 de maio de 2016 às 23:54 - Responder

      Prezada Maria,

      Realmente, o tratamento de uma pessoa com transtorno bipolar pode ser muito trabalhoso, principalmente no início e quando existem outras doenças associadas (as chamadas comorbidades). É muito comum a associação de transtornos do humor com diabetes, dentre as doenças clínicas. Além disso, como você descreve, durante as crises, podem aparecer sintomas de agitação e ansiedade, além de compulsão alimentar, o que torna o quadro aflitivo tanto para o paciente como para a família. Infelizmente, não existe uma orientação simples para o caso. Se a situação for de urgência e o psiquiatra que acompanha sua irmã não estiver disponível, ela deve ser levada num Pronto Socorro para uma primeira avaliação. Só é possível tratar mediante a avaliação individual, a abordagem varia conforme o caso. No mais, é levar para um psiquiatra avaliar e introduzir o tratamento mais adequado. Lembramos também que pode demorar até a pessoa ficar plenamente controlada e, portanto, é preciso paciência e muita persistência tanto por parte do portador como da família. Além disso, é necessário que tanto a família como o paciente se informem sobre o transtorno e participem de grupos de auto-ajuda e de palestras psicoeducacionais como aquelas que a ABRATA promove.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidar para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares e portadores. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h
      Um abraço,
      Equipe ABRATA”.

  45. Patricia 1 de maio de 2016 às 12:08 - Responder

    Oi.
    Minha mãe está passando pela fase da menopausa, e sempre foi muito nervosa, só que agora está piorando. Ela é muito depressiva, hora está bem, hora mal. Mesma hora que trata bem, já joga uma pedra, ai passa pouco tempo parece que ela esquece o que fez e trata a pessoa como se nada estivesse acontecendo. Ela briga muito com meu pai, minha sorte que meu pai tem muita paciência com ela. Não sei mais como agir com ela. Pior de tudo que ela não aceita ajuda, diz que não tem nada e tal. Quando eu falo para irmos ao médico é motivo de muita briga. :/

    • Equipe Abrata 13 de junho de 2016 às 21:28 - Responder

      Olá Patricia

      A menopausa pode trazer mudanças para a vida da mulher. É natural a mulher sentir-se triste ou desanimada alguns dias. Mas os sintomas mais graves podem apontar mesmo para a depressão, que é uma doença grave que geralmente requer tratamento. As mulheres que tiveram depressão anteriormente, ou têm história familiar, parecem propensas a crises recorrentes durante a menopausa. As dificuldades são maiores quando a pessoa não aceita que possa estar doente. Mas, é importante a família oferecer apoio, e tentar levá-la ao médico, conversar com o médico sobre medicamentos. Procure conversar com ela num momento que ela estiver mais serena e receptiva. Ou tente identificar outra pessoa da família que ela tem confiança para sugerir a consulta com médico, em vez de você, tendo em vista os conflitos que já estão instalados
      Abraços
      Equipe ABRATA.

  46. livia 8 de maio de 2016 às 13:41 - Responder

    olá, minha mãe tem transtorno bipolar, tem tempos que ela decide fazer tudo o que quer de uma vez, viajar, comprar.. mas em outros tempos fica deprimida sem vontade de nada, não quer trabalhar nem sair…. ela fala que ninguém gosta dela e todos falam mal dela.. ela tem muita raiva, fica irritada e nervosa … e eu não consigo lidar com isso, ela não sabe que tem a doença, já aconselhamos ela para ir procurar ajuda mas ela não aceita.. não quer ajuda de binguem diz que esta bem, já falei com meu pai pra ir convencendo ela, mas ele não consegue ter controle com ela, ela vive fazendo dividas compra tudo o que vê… e eu também não sei o que fazer , pois tenho medo dela , ela briga comigo, fica muito brava e depois chora .. quero ajudar de alguma forma… eu não moro em São Paulo.. mas queria ajuda de alguém .. por favor me ajudem

    • Equipe Abrata 2 de julho de 2016 às 20:14 - Responder

      Olá Livia

      Primeiro pedimos desculpas pela demora da resposta. Estamos com demanda muita alta de mensagens.

      Os sintomas que vc relata sobre a sua mãe sugerem que ela está num episódio/crise da doença, isto é, passando pela mania (excesso de compras, gastos compulsivos, excesso de atividades) e depois entra na fase de depressão, fica irritada e mau humorada. Nesta situação o caminho será procurar o psiquiatra para iniciar o tratamento medicamentoso ou dar continuidade, ou mesmo fazer um ajuste na medicação. Infelizmente, enquanto a sua mãe não for ao psiquiatra e também fazer uso da medicação os sintomas da doença tendem a agravarem, dificultando as relações entre os familiares e também prá ela.
      As dificuldades, de fato, são maiores quando a pessoa não aceita ser doente, não aceita a doença, como parece ser o caso da sua mãe. E em caso extremos é necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade. Com o passar do tempo, família e paciente aprendem a identificar os primeiros sinais de uma recidiva, antes que ele perca o senso crítico. Isto é muito importante, porque a intervenção médica precoce possibilita abreviar e atenuar o novo episódio/crise da doença.
      É importante oferecer apoio, levá-la ao médico, e os familiares conversarem com o médico sobre medicamentos, sobre os efeitos colaterais. Caso a sua mãe considere a ajuda uma interferência, lembrar que isto pode ser um sintoma da doença e não uma rejeição aos cuidados de vcs. Será importante também ficar atenta a sinais de suicídio: desesperança, falta de sentido da vida, pensamentos de suicídio. Será essencial relatar ao médico. Nas épocas que a sua mães estiver com bem estar de sem as manias, procure estabelecer regras para sua segurança em caso de piora: como reter cheques, cartões de crédito, chaves do carro. Planejar atividades antecipadamente para que não exceda. Dividir o cuidado da sua mães com outros membros da família, para não sobrecarregar vc e ao seu pai. E após a recuperação, a readaptação leva algum tempo, pq as medicações levam cerca de quinze dias para fazer efeito. Não sobrecarregar, nem super proteger a sua mãe. Auxiliá-la a fazer as coisas – não fazer por ela.
      Sugerimos que veja n o site da ABRATA o livro em PDF – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  47. Liliane 11 de maio de 2016 às 09:05 - Responder

    Bom Dia, tenho um amigo que sua mãe está com depressão, ele está desempregado, mora de aluguel com a esposa e um filho. Me falou que está com muito medo de ficar depressivo, se sente totalmente fragilizado. É uma pessoa muito autosuficiente, racional… Como posso ajudá-lo a não ficar doente?
    Agradeço!!!

    • Equipe Abrata 2 de julho de 2016 às 21:14 - Responder

      Olá Liliane

      Neste quadro que vc relata sugerimos que oriente ao seu amigo para procurar o apoio de um médico psiquiatra. Ele já tem histórico de um familiar com depressão e ainda está passando por um momento muito difícil em sua vida pessoal, conjugal e profissional que provocam fragilidades físicas e emocionais que poderão favorece a doenças oportunistas. O importante neste momento será uma intervenção de prevenção.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  48. Nilcelene Maria de lima 13 de maio de 2016 às 18:54 - Responder

    Minha filha tem 28 anos e ela tem um casal de filhos , um menino de 5 anos e uma menina de 3 anos , o marido a traiu e engravidou a ex namorada , ela aceitou-o , mas a ex incomoda muito . Minha filha tentou se aproximar da outra , mas sem resultados positivos .
    Ela teve crises bipolares na adolescência , indo da euforia para a depressão , mas como os remédios a deixavam muito lerda e apática , quis parar e eu permiti .
    Hoje está em plena euforia , não cuidando direito dos filhos , traindo o marido com muitos homens , usando drogas e ingerindo muita bebida alcoolica , não sei o que fazer , não aceita que é doente , diz que eu sou louca e não ela , esconde meus netos da família , o de 5 anos está muito triste , todos notamos que ele está muito abalado emocionalmente , mas é muito apegado a mãe , não sei que procedimento tomar .
    Me ajudem , estou desesperada , sem solução . Peço que me respondam o mais rápido e omitam meu nome , por favor me ajudem .
    Mente muito , para todos , se desconfia que alguém me contou alguma coisa , briga com as pessoas que a denunciam , xinga .
    Agradeço a atenção , estou no aguardo de uma resposta , pois não aguento mais , só choro , estou com medo de também pirar de tanto que penso no que fazer sem achar respostas

    • Equipe Abrata 13 de junho de 2016 às 21:03 - Responder

      Prezada Nilcelene

      A situação relatada merce muito atenção e cuidados. Os fatos vivenciados pela sua filha, o estresse com o casamento desencadearam um novo episódio de euforia, lamentavelmente. Como vc mesma relata ela está em euforia e neste estado não será capz de cuidar de si mesma e muito menos dos filhos.
      Lidar com a sua filha eufórica requer ao mesmo tempo firmeza e muita paciência da parte dos familiares. É difícil ficar lembrando que a pessoa está doente, fora de seu estado normal e nem sempre a família consegue relevar as provocações, insultos ou agressões. Mas ela precisa ser alertada sobre a inadequação de seu comportamento e os risco que está se colocando.
      As dificuldades são maiores quando o paciente não aceita ser doente, e ela não aceitará isso até pq está com os sintomas da doença e não consegue enxergar a inadequação das suas atitudes. Em caso extremos é necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade até para protege-la. Devido aos sintomas de euforia, por exemplo, como falta de senso crítico, desinibição e hipersexualidade (saindo cm vários homens), energia e otimismo aumentado, ela avaliará a realidade de modo distorcido, achando sempre que tudo vai dar certo. A sua filha não consegue controlar os impulsos sem um tratamento adequado e irrita-se toda vez que alguém a contraria. Além de poderá endividar-se e provocar brigas, durante esse episódio maníaco e ainda pode vir a se colocar em risco, perder o emprego e os amigos, abandonar os estudos, comprometer sua reputação e credibilidade ou arruinar-se financeiramente. Num quadro como este geralmente a família busca intervenção com vistas a internação psiquiátrica até para proteger a pessoa, que nesta situação não aceita o tratamento que possibilitará abreviar e atenuar o sintoma da euforia.
      procure o apoio, mais breve de um psiquiatra e de familiares que possam apoiar você nestas intervenções.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  49. Andreia Nogueira 14 de maio de 2016 às 09:32 - Responder

    Acho que meu marido é bipolar! Não tenho certeza, mas não estou sabendo lidar com a situação! Estou pensando em me separar mais uma vez, pois não vejo solução. Ele se recusa a ir no médico. Marquei um neuro para conversamos e ele não foi à consulta.Tem dia em que ele é um amor. Mas tem dias que ele está um monstro. Tenho medo de conversar com ele. Não me sinto mais à vontade para expor um problema do casal para ele. Ou uma opinião minha. Nem minha filha. Então fico calada e ela também. Marquei uma psicóloga para mim porque se eu me separar novamente não quero sofrer tanto quanto das outras vezes. O quê faço, me ajude! Já não sei se gosto mais dele! Ou se só estou confusa com tantas mágoas que ele provocou! Obrigada!

    • Equipe Abrata 6 de março de 2017 às 09:39 - Responder

      Prezada Andreia.

      É importante que você tenha procurado a psicoterapia.

      Vamos aos benefícios:

      Afinal, o que é psicoterapia?
      O processo psicoterápico é um precioso recurso para lidar com as dificuldades da existência em diferentes formas que o sofrimento humano pode assumir na vida de uma pessoa, como por exemplo, crises existenciais, estados de sofrimento, conflitos interpessoais, transtornos ansiosos e depressivos, dentre outros.

      A psicoterapia oferece um espaço onde o ser humano encontrará recursos favoráveis ao seu crescimento e amadurecimento, é um lugar/tempo/modo de poder encontrar- se consigo mesmo, reconhecer- se como indivíduo e encontrar recursos para romper com padrões estereotipados de ser no mundo e assim constituir uma identidade autêntica, única.

      Em uma sessão de terapia, todos os sentimentos têm o direito de frequentar, alguns deles surgem e dizem logo, “estou aqui” com muita clareza, e outros, por muito tempo, negam-se a mostrar-se, querem ser chamados por outros nomes ou se misturam com outros sentimentos. Mas, com paciência, estes vão chegando, eles todos, e colorindo uma história cheia de sentidos.

      E assim, aquele ser humano que se dispôs a conhecer-se, passa a compreender seus padrões de relacionamentos interpessoais de um novo ângulo, de uma forma diferente e encantadora, pois reconhece nesta, infinitas possibilidades de ser no mundo e não apenas “estar”.
      Dentre estas infinitas possibilidades, destaca-se o desenvolvimento da capacidade de gerenciar a si mesma, de manter diálogos internos significantes para uma transformação positiva, adquirir autonomia, regular estados emocionais, desenvolver habilidades interpessoais como comunicação, empatia, capacidade crítica, encontrar disposição de crescer com as intemperes da vida, resiliência e como resultado favorecer a saúde física e psicológica.

      Terapia é um pouco isto: a possibilidade de dirigir um olhar diferente para a própria existência, e assim, reformular significados, é a oportunidade de poder olhar de novo, para o que foi vivido e passou-ou não passou–, para o que é vivido agora, e autenticar tudo como sendo próprio, e assim, ter a chance de perceber o poder transformador que a vida lhe oferece quando você simplesmente volta o olhar para si mesmo.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  50. nany frança 22 de maio de 2016 às 01:22 - Responder

    Estou casada há 3 meses e tenho no total 7 meses juntos. No início achava que era apenas ciúme, mas a coisa foi ficando séria. Estou desesperada pois meu marido tem surtado muito. Ele não aceita a possibilidade de ir ao médico. É uma ótima pessoa, mas quando surta me ofende com palavras fortes, eu já tentei deixá-lo várias vezes, não consigo porque ele não tem família, só que o problema é que eu também fiquei mal e depressiva. Não tenho amigos e nem ninguém, ele não me deixa nem ir no medico para que eu me cuide da depressão. Agora só penso em me matar. O quê faço?

    • Equipe Abrata 5 de março de 2017 às 10:55 - Responder

      Olá Nany.

      Os pensamentos suicidas podem surgir quando as sensações de desamparo, isolamento e desespero se tornam fortes demais para suportar.
      A sobrecarga da dor pode fazer parecer como se o suicídio fosse o único modo de se livrar do fardo que tem carregado.
      Saiba que é possível conseguir ajuda e lidar com o que está sentindo: entre em contato com um profissional de saúde mental para se recuperar e voltar a experimentar a felicidade, não importa o quanto isso pareça impossível no momento. O fato de você estar lendo este artigo já é um ótimo primeiro passo.

      Caso esteja apresentando pensamentos suicidas e precise de ajuda imediata, entre em contato com o serviço de emergência através do telefone 190 ou experimente uma linha direta de apoio:
      Entre em contato com o CVV – Centro de Valorização da Vida. Os profissionais treinados estão disponíveis 24 horas para conversar com você, seja pelo chat online ou pelo telefone 141.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  51. Flavia Almeida 1 de junho de 2016 às 16:37 - Responder

    Olá. Minha tia foi diagnosticada com transtorno bipolar, ela não assume que está precisando de ajuda. Só diz que está bem, não come mais, reza o tempo todo, lê a bíblia sem parar. Estamos desesperados, ela começou a tomar os medicamentos ontem, hoje ela só vomitou. Tenho medo que minha tia faça alguma besteira, sem contar que vai ficar desnutrida. Não estamos deixando em nenhum momento ela sozinha. Hoje mesmo mandou chamar o padre, por favor me ajude.

    • Equipe Abrata 4 de março de 2017 às 07:55 - Responder

      Cara Flavia.

      Não respondemos à sua mensagem porque estávamos captando voluntários para este blog.
      Vamos lá.

      O transtorno bipolar é uma doença séria, conhecida por sintomas de oscilações de humor, principalmente depressão e ansiedade e, atualmente é a doença psiquiátrica que mais causa suicídio em seus portadores. Quem sofre de transtorno bipolar possui 28 vezes mais chances de cometer suicídio se comparado a pessoas saudáveis.

      Conhecida antigamente como psicose maníaco depressiva, especialistas deixaram esta denominação de lado e adotaram o nome “transtorno bipolar”, pois, a doença não é diagnosticada apenas por dois de seus principais sintomas e, sim, por um conjunto de comportamentos que estão ligados à euforia e a apatia.

      Quem sofre desta doença apresenta ciclos em que a ansiedade ou depressão podem surgir e são nestes momentos, quando os sintomas se tornam mais agudos, que outras características da doença se apresentam. Essa confusão de emoções e sentimentos deixa o indivíduo em situação de sofrimento e também podem desestabilizar a estrutura familiar.

      Um dos principais fatores da piora da doença que agrava este quadro é o fato de não haver apoio familiar ou tratamento adequado. Em razão da doença ser de difícil diagnóstico, o paciente acaba sendo rotulado por suas fragilidades e perfil comportamental, apresentados por euforia ou melancolia em questões gerais.

      Pessoas que têm transtorno bipolar são mais sensíveis em relação às dificuldades e fatores externos que podem agravar seus sintomas e potencializar o paciente para nova uma crise. Mudanças de ambiente, traumas de violência e abuso sexual são fatores que determinam aumento do sofrimento do indivíduo ou podem trazer à tona mais um novo ciclo da doença.

      Entre as crises de depressão e ansiedade, o indivíduo que desenvolve transtorno bipolar pode ficar confuso, tamanho o sofrimento que é gerado pelo excesso de emoções e sentimentos, característicos da doença. O apoio da família aliado a tratamento adequado, além de eficaz, pode ser motivador e ajudar quem está em crise a organizar seus pensamentos e suavizar os seus sintomas.

      Há registros de que 80% das pessoas que sofrem de transtorno bipolar também desenvolvem compulsões. O vício em álcool e drogas é recorrente, o que leva o paciente à confusão mental. O indivíduo passa a agir de forma impulsiva, perde o senso de perigo e, levado pelo excesso de autoconfiança, perde o medo em situações de risco.

      Com o tratamento apropriado, os sintomas do transtorno bipolar são controlados e a pessoa pode levar uma vida normal.
      Leia o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que você pode baixá-lo gratuitamente pelo site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  52. tania regina machado 1 de junho de 2016 às 22:45 - Responder

    Meu marido está em crise, foi preciso interná-lo em um hospital psiquiátrico. Já fazem quinze dias e ele não teve melhoras aparente, continua com idéias fixas, falando que vai realizar coisas impossíveis, seu comportamento esta fora da realidade e eu gostaria de saber como agir, quando visitá-lo, pois vou todos os dias e estou sem esperança.

    • Equipe Abrata 30 de julho de 2016 às 19:51 - Responder

      Prezada Tania

      Possivelmente ao receber a nossa resposta o seu marido já esteja em casa, de alta da internação. Mas será importante informa-la que as medicações psiquiátricas levam cerca de duas semanas, as vezes um pouco mais para fazerem efeito ou mesmo dar a resposta que esperamos, a remissão dos sintomas da doença.
      Não perca a esperança, mantenha acesso esse sentimento em você.
      Nos momentos de internação, na maioria das vezes não sabemos mesmo como nos comportar ou o que dizer ao nosso familiar. O fato de ir vê-lo e poder estar com ele alguns instantes poderá ser algo bom para o seu marido, apesar de apresentar os sintomas da doença. Que tal perguntar para o médico dele como a família deve comporta-se nas visitas. O médico que faz o acompanhamento será um grande aliado neste momento e poderá orientá-los e sugerir como lidar com a situação ou mesmo dizer a partir de quando a visita da família será bem vinda.
      No site da ABRATA vc também poderá baixar o livro Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo. Traga o seu marido também. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  53. Ana 7 de junho de 2016 às 09:24 - Responder

    Minha sogra sempre sofreu de depressão e bipolaridade, porém nunca quis admitir ter. Após o falecimento do marido (de câncer), ela surtou de vez e seus acessos têm sido muito difíceis de lidar.
    Ela chegou a ter problemas intestinais por conta disso. Foi ao médico, que receitou remédios para o tratamento e ajuda psicológica, mas, ainda assim, se recusa a aceitar e se tratar. Parou de tomar os remédios e os florais, disse que não queria viver assim, de remédios.
    Meu namorado e eu não sabemos o que fazer, pois ela não deixa ser ajudada e está sempre cansada, não descansa e não nos quer descansando também. (Ela costuma recusar-se a sair conosco, ver filmes, assistir TV, passar um tempo e depois reclama de não ficarmos com ela; dorme tarde em dias que precisa acordar cedo e reclama que só ela é que não tem direito de descansar. Ela dorme tarde porque fica no Facebook até tarde; ela tem compulsão por limpeza e sempre arranja algo pra fazer, esteja ela bem ou não, mesmo que nada precise ser feito… e então, reclama de fazer tudo sempre sozinha. Nós tentamos ajudar, mesmo assim, mas é o mesmo que não fazer nada; ela está sempre gritando, insultando por motivos banais, como quando o filho dela perguntou se ela queria que ele lavasse a panela de pressão com palha e tudo ou se ela preferir que ele colocasse de molho, porque já era meia noite e todos acordariam às seis… ela surtou.
    Enfim, ela está sempre nos expulsando, mas temos medo de deixá-la sozinha. Não sabemos o quê fazer, mas também não aguentamos essa situação, porque não temos paz, não conseguimos ajudá-la e estamos ficando deprimidos também. Trabalhamos e estudamos o dia todo e somos recebidos com gritarias e desavenças muitas vezes… o que fazer? Como ajudá-la se ela não quer?

    • Equipe Abrata 25 de fevereiro de 2017 às 11:44 - Responder

      Olá ANA.

      Este é um trabalho de pescador, ou seja, é preciso muita persistência e calma.

      Muitas vezes, a pessoa que apresenta algum transtorno mental não consegue identificá-lo como algo diferente de si mesma. Acredita que aquelas características façam parte de sua personalidade. E muitas vezes sentem até um estranhamento, se por conta do uso de medicações aquelas características forem suprimidas. Ou seja, não sabem experimentar a vida de outra forma.

      Antes de mais nada é muito importante uma relação sincera de afeto e confiança para que aos poucos esta pessoa vá quebrando as resistências e se aproximando de um tratamento.
      Veja entre suas relações quem seria a pessoa mais indicada para fazer essas tentativas de abordagem, e também qual o melhor momento.

      Em relação ao tratamento, o ideal seria a combinação de medicamentos e psicoterapia, mas não importa se isso não acontecer de imediato. O mais importante é que o tratamento se inicie e que aos poucos as resistências sejam quebradas.

      Este processo de aceitação e envolvimento pode levar muito tempo, então não esqueça de cuidar de si mesmo e de sua saúde mental, se a convivência for muito difícil.

      E por fim, ainda que o tratamento seja desejável, não podemos interferir no livre arbítrio de cada um. Todo ser humano tem o direito de viver a vida como julgar mais adequado.

      Boa sorte.
      Equipe ABRATA.

  54. Vitória 20 de junho de 2016 às 13:23 - Responder

    Olá, boa tarde! Meu namorado tem sintomas de transtorno bipolar, ainda não foi ao médico para fechar um diagnóstico, mas pelo que estou lendo em outros relatos, é fato que ele tem mesmo…Ele é de outro Estado e veio morar comigo, estávamos muito felizes, muito mesmo, tanto ele quanto eu, mas, de repente, ele começou numa agonia, num desespero… disse que estava achando que estava me prejudicando, que todos da minha família estavam contra ele, tudo coisa da cabeça dele, pq isso ñ é real… ele é muito carismático, educado, todos o adoram… Ele voltou para a casa dos pais, terminou comigo… mas me manda msg todos os dias, sei que está sofrendo tb… Ele diz que me ama muito, mas que mereço uma pessoa melhor… Quando ele fica assim, fica impotente… Eu levo de boa, mas ele acha que não mereço ficar com alguém assim… Mas eu o amo muito, não quero perdê-lo, quero ajudá-lo sair dessa paranóia… Ele mesmo admite estar precisando de ajuda médica, diz se sentir um nada, diz que está muito confuso, que ñ quer mais ficar comigo pq ñ consegue fazer ninguém feliz, essas coisas… tenho falado com a irmã e a mãe dele, elas dizem que ele praticamente ñ sai de casa… Queria muito poder ajudar, ele é uma pessoa maravilhosa e muito especial pra mim… Infelizmente agora ele está longe, tenho conversado com ele, sem insistir, mas tentando passar otimismo e apoio… Tem hora que ele diz que tá morrendo de saudade, que tá sofrendo e tem hora que ele diz que é melhor a gente se afastar… não sei mais o quê pensar… Por favor… preciso de uma sugestão… Será que isso tem solução? Uma pessoa com transtorno bipolar, pode levar uma vida normal? Obrigada

    • Equipe Abrata 24 de fevereiro de 2017 às 11:21 - Responder

      Prezada Vitória.

      Os sintomas do transtorno bipolar podem ser perfeitamente controlados desde que a pessoa faça o tratamento
      medicamentoso associado ao acompanhamento psicológico.
      Sugira ao seu namorado uma visita ao psiquiatra para fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento adequado.
      Seguindo à risca o tratamento, bem como a psicoterapia, ele poderá levar uma vida normal com qualidade.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  55. Suzana lemos 28 de junho de 2016 às 00:11 - Responder

    Boa noite!!!

    O meu marido é bipolar e há 6 meses que ele está tomando medicamentos,ele estava depressivo e agora saiu da depressão, está sem medo mas sem ânimo e vontade de nada, incentivo-o o tempo mas ele diz que esta precisando de um click, que não se sente mais deprimido depressão. já ajustou o medicamento, sua aparência está boa e agora a todo momento estou incentivando, dai ele fala “eu quero ir”mas parece que trava,o que devo fazer para ajudar?

    • Equipe Abrata 24 de fevereiro de 2017 às 11:16 - Responder

      Olá Suzana.

      O tempo do tratamento de depressão, infelizmente, varia muito. Algumas pessoas reagem muito bem ao tratamento com resultados satisfatórios em poucos meses. Outras pessoas, acabam levando mais tempo, podendo durar alguns anos. Isso depende também de como a pessoa segue o que lhe é indicado. Algumas pessoas são bem atentas e rapidamente prestam atenção às necessidades e não perdem tempo: seguem como devem seguir as orientações dadas pelos profissionais que lhe acompanham (psicólogos, médicos, etc). Já outras, sentem mais dificuldade de seguir na direção indicada para a cura e bem estar. O ideal é um diagnóstico adequado e seguir o tratamento da psicoterapia e/ou medicação a risca: os sucessos são garantidos.

      As pessoas com depressão devem ser acompanhadas regularmente por profissionais especializados (psiquiatras e psicólogos). Um episódio depressivo pode durar em média 20 semanas. A psicoterapia tem ajudado no tratamento da depressão: falar sobre as ocorrências que originaram a tristeza ameniza gradativamente a expressão emocional desregulada. À medida que o indivíduo verbaliza suas angústias ao psicólogo, ele passa a ouvir a si mesmo de uma maneira diferenciada e a organização mental se configura. Cada vez que contamos e recontamos uma história estamos inserindo novos elementos cognitivos e a modificando. A psicoterapia direciona essa “conversa orientada” no sentido da compreensão mais clara sobre como a tristeza é gerado e quais os significados de uma existência saudável para que a superação possa então ocorrer.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  56. TATIANA 18 de julho de 2016 às 15:31 - Responder

    Boa tarde
    estou com uma amiga muito querida com depressão , porém precisa urgente de ajuda, mas não aceita que esta com doente não sei o que fazer para ajudá-la a sair de buraco.

    • Equipe Abrata 2 de fevereiro de 2017 às 09:45 - Responder

      Olá Tatiana.
      Como amigo ou parente de alguém que está lutando com transtorno bipolar ou depressão, o seu apoio é uma parte importante no processo de melhoria e recuperação. Não perca a esperança! O tratamento para o transtorno de humor funciona, e a maioria das pessoas portadoras podem voltar a levar vidas produtivas e estáveis. Continue trabalhando com seu ente querido, juntamente com os provedores de cuidados de saúde para encontrar os tratamentos que funcionam, e sempre lembrar ao seu parente ou amigo portador que ele tem o seu apoio.
      Outra coisa: aproxime-se de pessoas que são queridas de sua amiga para ajudá-la no apoio. Outra sugestão: leia os artigos que são publicados em
      nosso site, blog e facebook porque quanto mais conhecimento tiver, mais terá chance de argumentação.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  57. Aldenize Freire 23 de julho de 2016 às 21:19 - Responder

    Sou casada ha 23 anos, e o meu esposo sempre teve depressão e sempre me traiu. Ultimamente foi embora de casa e voltou mais esta muito mal. Peço ajuda de como lidar com isso é falar mais sobre a situação.

    • Equipe Abrata 16 de agosto de 2016 às 15:39 - Responder

      Prezada Aldenize

      A depressão não tem relação direta com a infidelidade conjugal. O fato dele ter depressão apenas indicam que ele deve se tratar desse transtorno, porque ele tem uma doença que, se não for tratada, pode comprometer muito a qualidade de vida e os relacionamentos em geral da vida do paciente.
      A questão que você e o pedido de ajuda que você nos faz é para você. Você está ferida com o que aconteceu no seu casamento e parece estar com dificuldades para lidar com seus sentimentos e para tomar uma decisão sobre o que fazer com o retorno do seu marido depois que tudo aconteceu.
      O que vemos é que você está precisando de ajuda para lidar e elaborar os seus sentimentos em relação ao seu marido e à sua vida e aqui não é possível fazer isso. Você precisa de uma ajuda psicológica para entender o que acontece dentro de você e para encontrar a melhor solução para os seus conflitos.
      Recomendamos que você procure um atendimento com um psicoterapeuta para trabalhar essas questões e conseguir uma atenção individual, que é a melhor ajuda que você poderá ter.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  58. Marco Aurelio 4 de agosto de 2016 às 12:21 - Responder

    Meu companheiro há algumas semana entrou entre crise. Está em tratamento contínuo desde janeiro. Estava percebendo que ia entrar em crise, pois estava ficando muito agressivo. Creio que os medicamentos não estão fazendo efeitos. A última crise foi do ultimo mês de outubro do ano passado e durou até janeiro desde ano. Agora entrou em crise no mês passado. Já tem um retorno marcado ao medico. Quando entra em crise fica eufórico, fora da realidade, se sentindo dono do mundo, muito irritado com pequenas coisa do dia a dia. Sempre que entra em crise, termina o relacionamento, dizendo que não quer mais me ver e que me odeia. O que posso ajudar? Não sei se a culpa é minha em falar alguma coisa que desencadeia a crise.

    • Equipe Abrata 24 de fevereiro de 2017 às 17:32 - Responder

      Olá Marco Aurélio.

      Cerca de um terço das pessoas com Doença Bipolar ficam completamente livres de sintomas com a manutenção estabilizadora apropriada. A maioria das pessoas se beneficiam de uma grande redução no número e na gravidade das crises. O médico poderá ter de fazer um acerto da medicação ou uma outra combinação caso continuem a ocorrer crises de mania ou depressão. Caso a medicação não seja 100% eficaz, não fique desencorajado: a informação rápida do médico sobre sintomas de instabilidade é essencial para um ajustamento terapêutico que previna a eclosão de uma crise. O doente nunca deve recear informar o médico sobre quaisquer mudanças de sintomas, pois dessa informação precoce depende o controle da doença. Se sentir mudanças no sono, na energia (aumento ou diminuição), no humor (alegria excessiva, irritabilidade ou tristeza) e no seu comportamento e relações com pessoas, será melhor contactar com o médico sem demora.
      Recomendamos, ainda, que seu companheiro faça psicoterapia. A combinação com o tratamento medicamentoso tem se mostrado
      muito eficaz.
      Ah, e a culpa não é sua no surgimento de crises. É falta, eventualmente, de adequação da medicação.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  59. PAULO OTAVIO GOMES DE LIMA 8 de agosto de 2016 às 13:41 - Responder

    O meu filho é bipolar quero saber como ajuda-lo.

    • PAULO OTAVIO GOMES DE LIMA 8 de agosto de 2016 às 13:50 - Responder

      O meu filho ele tem transtorno bipolar e toma rispiridona de 2mg e e carbolito de 300 mais, ele saliva muito e tambem fica balançando muito o corpo e do efeito colateral do remedio por favor me ajude nos mas muito obrigado

      • Equipe Abrata 21 de janeiro de 2017 às 18:33 - Responder

        Paulo Otávio

        O seu relato sugere que os sintomas que cita podem ser mesmo efeito colateral da medicação. Mas para confirmar ou não será necessário procurar o psiquiatra do seu filho e relatar a ele o que está acontecendo. Somente o médico poderá fazer um ajuste na medicação, alteração da dosagem, mudança de horários da tomadas ou mudança de remédio. Não faça isso sozinho ou estimule o seu filho abandonar a medicação. A retirada da medicação sem o acompanhamento médico poderá leva-lo a um nova crise da doença.
        Abraços
        Equipe ABRATA

    • Equipe Abrata 21 de janeiro de 2017 às 18:35 - Responder

      Paulo

      No site da ABRATA vc também poderá baixar o livro em PDF – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o seu filho em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

  60. Mary 18 de agosto de 2016 às 12:02 - Responder

    Estou desconfiada que meu esposo sofre de problema psico. Ele cobra atenção praticamente 24 horas, no trabalho não tenho sossego, toda hora manda mensagem e se eu não responder diz que eu “não ligo pra ele”. No momento ele esta desempregado… quando eu chego em caso do trabalho, vou fazer o jantar, vejo tv com ele, janto e depois quero ir dormir às vezes ele reclama porque eu vou dormir e deixar ele acordado (mas ele não tem sono), daí começa briga e ele procura motivo onde não tem, fica fantasiando as coisas, do tipo que no serviço eu converso com as pessoas, ele não aceita que eu frequente a casa da minha mãe na folga, porque meu tempo livre tem quer ser pra ele. Como ele mudou da cidade dele pra minha, ele reclama que ele pode ficar longe da família dele e eu tenho a minha perto… então ele diz q eu também vou ficar sem ver a minha porque eu tenho que “pagar”. Ele já me agrediu por eu não querer discutir e quando eu falo que vou embora ele tranca tudo e diz que só saiu de lá morta e já pegou até uma faca ameaçando me matar. Ele é altamente possessivo e quando fica com raiva ele é agressivo. Estou sofrendo muito e passando por tudo isso grávida. Favor me ajudem, me dê uma direção de como devo agir :/

    • Equipe Abrata 24 de fevereiro de 2017 às 17:16 - Responder

      Querida Mary.

      É difícil fazer uma análise da sua situação porque não fazemos consulta à distância, apenas oferecemos
      sugestões em casos que dizem respeito ao nosso trabalho, que é o oferecimento de apoio e orientação
      sobre os transtornos afetivos – transtorno bipolar e depressão.
      Seu marido poderia se dispor a consultar um médico psiquiatra. Não sabemos se ele aceita tal orientação.
      Também não sabemos se ele foi sempre agressivo, coisa de temperamento. Você que está por perto é quem
      deve saber.
      Enfim, achamos importante que você procure ajuda psicológica, que faça terapia, até porque você está
      grávida e precisa de muito apoio neste momento.
      Não se exponha até que saiba o que está ocorrendo com seu marido. Evite discussões. Se houver agressão,
      procure a sua família.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  61. Janaina M Silva 23 de agosto de 2016 às 14:14 - Responder

    Oi,

    Estou com meu namorado já tem 7 anos e durante os anos de relacionamentos fui percebendo que ele ficava em demasia de mau humor, às vezes ficava semanas sem falar comigo, apenas dizia que não estava se sentindo bem e que não queria conversar, apenas ficar quieto e, frequentemente, ficava com pensamentos de tirar a própria vida.
    Logo quando percebia sempre conversava com ele e sugeria a procurar um profissional para poder ajudá-lo. o começo ele não assumia e dizia que ele não acreditava. Já tem algum tempo que eu descobrir que quando o mesmo tem excesso de raiva, ódio e depressão, ele começa a gastar muito, comprar coisas que não tem, se isola e começa a procurar ( mulheres), foi em um desses momentos que descobri que ele me traia. As traições sempre aconteciam com pessoas de seu passado que retornava ou ele as procurava e sempre com pessoas mais feias em todos os sentidos, ele não é feio mas se acha horrível na frente do espelho, de tudo reclama, do cabelo, rosto, altura, sofreu bullyng quando era jovem. Quando descobri as traições, nós nos separamos e depois de um tempo ele veio me pedir perdão, retornamos, ele me explicou como se sente e aos poucos fui compreendendo, mesmo depois de tudo isso não é todos os dias que ele está bem, sempre se vitimizando, fica com raiva de mim o tempo todo, vive do passado ( quando nos conhecemos fui bem clara com ele, se o mesmo não gostasse podia ir embora, vida que segue) agora fica com isso na cabeça dizendo que não fiz nada por ele, que não gosto dele, que gosto de outras pessoas. Há momentos em que ele diz que quer sair dessa, já aceitou que está doente, mas ainda não procurou ajuda, a sensação que temos ( família) é que ele vive com raiva das pessoas que estão do lado dele o tempo todo… já com as pessoas de fora não é raro. Tem momentos que quero desistir e ir embora e não sei lidar com a situação. Quando ele fica longe de mim devido à raiva ao mesmo tempo eu também fico. Aí depois ele volta e começa tudo de novo, as mesmas questões, e diante desta situação não sei o que fazer, largar ou ficar ao lado para ajudar.

    • Equipe Abrata 1 de fevereiro de 2017 às 11:32 - Responder

      Olá Janaina.
      Você narra em sua mensagem que o seu namorado, em algumas ocasiões, lhe diz que não está bem, que precisa de ajuda, etc.
      Pois bem, são em momentos assim que os familiares e amigos podem sugerir que ele seja consultado por um médico psiquiatra, que é
      uma consulta como outra qualquer. As pessoas com diabetes procuram o respectivo profissional, aqueles que têm hipertensão fazem o
      mesmo,e assim é com aquela pessoa que está insatisfeita com a condução de sua vida.
      Procure ler os artigos que são publicados em nosso site e no blog, pois ajudarão a ter mais elementos para conversar com seu
      namorado.
      Lembre-se que o amor e a paciência são dois requisitos indispensáveis para a argumentação. Entretanto, você não tem que cumprir
      sozinha esse papel, peça ajuda àqueles que são próximos. E não se esqueça de se cuidar também.
      Abraços.
      Equipe ABRATA.

  62. MARIA DO CARMO 26 de agosto de 2016 às 18:31 - Responder

    Tenho uma irmã de 42 anos que enfrenta esse problema mais ou menos há 10 anos. Antes vivia bem, trabalhava, ajudava nas despesas da casa. Há, mais de uns anos até hoje tem mudanças drásticas de humor,usa um linguajar muito feio com palavrões para nos magoar, fala muito sobre a sua infância como sofreu muito desde cedo com agressões do pai e foi obrigada a cuidar de mais duas irmãs na infância e logo engravidou com 20 anos. Sente mágoa, raiva e nos trata muito mal. Só que tem horas que ela muda seu comportamento nos tratando como se nada tivesse acontecido, mais oscila muito seu comportamento, tenho muito medo de sua reação. Nós conseguimos interná-la por três meses,tomou os medicamentos como, por exemplo, haldol decanoato e ficou alguns meses tomando essa injeção normalmente e percebi que seu comportamento tinha melhorado, estava mais calma, mas já vai fazer uns nove meses que ela não quer tomar por conta própria e está cada vez pior. Minha maior preocupação é que ela tem uma filha de 23 anos que, por sua vez, teve um filho que hoje tem um ano de idade e presenciam sua avó passar por esse problema. Gostaria muito da orientação de vocês.

    • Equipe Abrata 23 de fevereiro de 2017 às 18:02 - Responder

      Prezada Maria do Carmo.

      Atualmente, o tratamento do transtorno bipolar inclui a psicoterapia e, em muitos casos, a psicoterapia familiar.
      O envolvimento dos familiares e dos parceiros é de extrema importância no tratamento dos pacientes com transtorno bipolar. A terapia cognitivo-comportamental também é útil, já que auxilia na aceitação da doença e da necessidade do uso de medicamentos, bem como ensina aos pacientes como proteger-se e precaver-se dos danos financeiros que podem advir dos episódios de mania. Estudos mostram que, quando os familiares estão envolvidos no tratamento, a chance de seguimento da terapia proposta é maior.

      Assim, a nossa sugestão é que procurem um terapeuta familiar. Se ela quiser acompanhar você, ótimo!
      De qualquer maneira, ainda que no início somente você participe, poderá encontrar formas importantes para lidar com a sua
      irmã.

      A psicoterapia poderá ajudar no trabalho cognitivo, trabalhando os pensamentos disfuncionais tanto da depressão como da euforia, e oferecendo o máximo possível de equilíbrio para o paciente.

      Como o transtorno bipolar é uma doença de excessos, num dia está caído na cama mas no outro pode estar de festa em festa, um dos pontos principais do trabalho do psicólogo seria ajudar este paciente a identificar qual comportamento é consequência da doença, pois ele pode confundir e considerar que está melhorando, principalmente quando está saindo de um momento depressivo e entrando na euforia.

      Outra ajuda do psicólogo se faz na aderência ao tratamento medicamentoso. A grande maioria dos bipolares precisam manter a medicação por longos períodos, e sem um trabalho de conscientização pode ficar muito difícil manter a rotina.

      Você pode baixar gratuitamente o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR através do site:
      http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  63. PATRÍCIA 1 de setembro de 2016 às 17:22 - Responder

    Olá.

    Meu namorado há 03/04 anos foi diagnosticado com depressão, foi afastado do trabalho onde lidava com alto índice de estresse (após 02 anos afastado, saiu da empresa), durante 02 anos realizou o tratamento com a mesma psiquiatra que trocou por inúmeras vezes a medicação dele. Por não ter sucesso no tratamento, trocou de psiquiatra (no mínimo 3x) e medicação, até agora não obteve sucesso no tratamento e nos últimos 06 meses apresenta um comportamento estranho, possui um nível elevado de ansiedade e fica diversas noites sem dormir (3 a 4 dias “a fio”). Nos últimos 8 meses, para diminuir a ansiedade, começou a utilizar maconha pois diz diminuir a ansiedade e deve um episódio de surto, onde saiu na rua à noite com uma faca dizendo estar vendo pessoas (assaltantes) que iriam entrar no prédio onde residimos. De uma semana pra cá não da cama, só dorme. Estou muito preocupada (desesperada) não sei mais a quem recorrer. Não consigo parar de chorar estou me sentindo perdida, me sentindo muito exausta pela situação, não quero perder as esperanças, sei que precisamos de ajuda. Agradeço a atenção e se possível um retorno.

    • Equipe Abrata 20 de fevereiro de 2017 às 08:57 - Responder

      Prezada Patrícia.

      Cientistas alemães e holandeses, assim como especialistas do Instituto de Psiquiatria de Londres, analisaram o comportamento de 1.900 pessoas, com idades entre 14 e 24 anos, durante oito anos. Os voluntário foram divididos em dois grupos: os usuários da maconha e os não usuários.

      “O consumo de maconha é um fator de risco para o desenvolvimento de sintomas psicóticos”, afirmam os cientistas. Entre os sintomas elencados no estudo, a alucinação se mostrou a mais frequente. E, segundo os dados levantados, quanto mais intenso o uso da droga, mais severos os sintomas apresentados.

      Eis aí os efeitos nocivos da maconha para as pessoas que apresentam quadros de depressão e transtorno bipolar.

      Talvez o uso da maconha tenha reforçado os sintomas de depressão da qual seu namorado é portador.

      Sugerimos que você converse com o seu namorado para que ele não desista do tratamento. Um acompanhamento apropriado, com psiquiatra e psicólogo, podem
      ajudá-lo a retomar a sua vida. Com o tratamento, são reduzidas as chances de novos episódios, de ideação suicida, de redução da intensidade da crise e
      de se alcançar a estabilidade.

      Você, pode, ainda, buscar mais amigos e familiares para ajudá-la nessa tarefa. O problema fica menor quando repartido com outras pessoas.
      Pense nisso.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  64. Sarah Lima 3 de setembro de 2016 às 16:14 - Responder

    Olá… fui diagnosticada com TAB há 15 anos, a cada dia da sendo difícil conviver com isso. Queria entender como contrai esta doença… ela destrói a minha vida a cada dia…

    • Equipe Abrata 18 de fevereiro de 2017 às 14:08 - Responder

      Prezada Sarah.

      Quais as causas do transtorno bipolar?

      O transtorno bipolar é uma doença emocional que afeta muitas pessoas ao redor do mundo. No entanto, o conhecimento sobre este problema é ainda escasso para a maioria das pessoas, o que acaba criando vários mitos. Para explicar se o transtorno bipolar é uma doença de nascença ou que é desenvolvida com o tempo, Patrícia Rizzo recebe nos estúdios da Jovem Pan Online Acioly Lacerda, professor adjunto e chefe da disciplina de Neurociências do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Confira também a primeira parte da entrevista (http://jovempan.uol.com.br/videos/quais-os-mitos-e-as-verdades-sobre-o-transtorno-bipolar-58946,1,0) e a terceira (http://jovempan.uol.com.br/videos/transtorno-bipolar-tem-cura-58944,1,0).

      Assista ao vídeo, é muito esclarecedor.

      Abs. Equipe ABRATA

  65. MARIA ODETE 11 de setembro de 2016 às 13:07 - Responder

    Tenho um namorado que tem características bipolares, não aceita ser contrariado nunca, já é a segunda vez que termina comigo do mesmo jeito e não aceita tratamento de forma alguma.Tem razão em tudo e sempre está certo.Daqui a pouco ele volta e não sei o quê fazer, nada pode o contrariá-lo.Não sei como ajudar ou é melhor desistir.Ele só consegue ver a vida no viés dele.

    • Equipe Abrata 12 de fevereiro de 2017 às 17:20 - Responder

      Olá Maria Odete.

      Sem a oitiva de um profissional da saúde mental (psiquiatra) não é possível saber se seu namorado tem transtorno bipolar ou não.
      Os familiares de pessoa com esse transtorno devem encontrar um momento ideal de conversar com seu ente querido sobre a possibilidade
      de se tratar para ter uma vida saudável e com qualidade.
      Nos momentos de crise, onde a agressividade pode estar presente, é mais difícil convencer a tratar-se.
      Tente o diálogo no qual você pode demonstrar o desconforto que sente com essas oscilações do humor. Uma boa comunicação pode
      até mesmo ajudar na recuperação do doente.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  66. Thabata Santos 11 de setembro de 2016 às 17:01 - Responder

    Olá, tenho 24 anos, e estou tendo alguns problemas para lidar com minhas emoções, às vezes estou muito feliz com vontade de fazer várias coisas, mas depois de uma hora fico irritada demais, não sinto vontade de fazer nada, choro, me sinto a pior pessoa do mundo.
    Eu tenho um sonho de ser uma grande profissional na área da beleza, mas essas variações de sentimentos esta me atrapalhando, porque tenho dúvidas se vou mesmo conseguir atingir meu sonho. Nesse momentos eu me sinto muito insegura e incapaz. No meu relacionamento está sendo constrangedor. Eu não aguento mais passar por isso.

    • Equipe Abrata 12 de fevereiro de 2017 às 17:12 - Responder

      Prezada Thabata.

      É importante que nessa fase de sua vida você procure um psiquiatra para fazer uma avaliação de tudo o que se passa com você.
      Você é jovem, cheia de projetos de vida, e para ter uma vida com qualidade, nada impede que faça um tratamento com sucesso.
      Também pode ser acompanhada por psicoterapia, cuja função primordial é trabalhar as suas emoções e sentimentos.
      Temos certeza que tudo ficará bem … basta seguir essas orientações, se achá-las convenientes.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  67. Marcia Pomarolli 18 de setembro de 2016 às 20:24 - Responder

    Estou casada há dois anos, tenho dois filhos do primeiro casamento. Logo que me casei notei que algo não estava certo. Meu marido ficava brincando com meus filhos, pulando em cima da cama, fazendo pegadinhas um com o outro. Mais de repente isso mudava, se tornava agressivo, dizia coisa sem nexo, falava que não precisávamos dele, ficava incontrolável. Outras vezes entrava pro quarto e ficava quieto, sem querer falar com ninguém.
    Ele aceitou ir ao psiquiatra que receitou lamotrigina e neural.
    No entanto, notei que esses medicamentos nivelam o humor de uma forma ruim, tornando-o apático. Como se não tivesse sentimentos. Já chegou a dizer que não me amava mais.
    Estou muito desorientada pois minha mãe tem depressão e ele também. Penso que se continuar assim eu que vou adoecer. Não estou dando conta. Pelo menos uma vez por mês ele sai de casa e vai para um hotel ou pensão. Depois se arrepende e volta. Não sei como fazer para ajudar. Meus filhos estão no meio disso tudo.
    Mas não quero abandonar a causa. Não é porque veio com problema que vou lançar fora. Não sou desse tipo de pessoa.
    Me ajudem.

    • Equipe Abrata 12 de fevereiro de 2017 às 10:41 - Responder

      Cara Marcia.

      Muitos pacientes que passam por esse período de mania ou hipomania muitas vezes demonstram uma perda da sensibilidade e de sentimentos, uma superficialidade e frieza nas relações antes amorosas e de carinho. Há um distanciamento interior, por mais que os sentimentos exagerados e patológicos estejam à flor da pele. Precisa ficar claro que os sintomas levam a uma perda de liberdade intensos, pois eles são determinados pela doença, não mais pela sua vontade”, explica Doris Hupfeld, médica psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da USP.

      A surpresa fica por conta do contraste desse tipo de comportamento com a ideia geral de que o tratamento medicamentoso é que poderia “mudar a personalidade”. “A medicação não muda a personalidade de ninguém. Ela ajuda as pessoas a deixarem de pensar de modo distorcido, por meio de uma lógica alterada pelo transtorno. É comum os pacientes reavaliarem seus comportamentos após algum tempo do início das consultas à medida que os medicamentos fazem efeito, e passarem a agir de forma mais centrada”, explica a psiquiatra.

      O perigo, então, estaria em interromper um processo que ajuda no equilíbrio do indivíduo, pois isso poderia contribuir para que o transtorno tome outros contornos e que o tratamento, que já é um processo difícil de ser iniciado, se torne ainda mais distante do paciente e que possa trazer mais sofrimento para o cônjuge e para sua família.

      Sugerimos que você procure uma terapia para entender melhor o que se passa com o outro e com você mesma.
      Com esse suporte, você encontrará força para prosseguir com o apoio ao seu marido e com a harmonia em sua família.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  68. Sthefany 21 de setembro de 2016 às 11:59 - Responder

    Olá, eu estou há 8 meses com meu noivo e, pela primeira vez, teve uma crise. Os amigos dele já haviam me alertado que ele sofria do transtorno bipolar. Tudo começou no dia em que eu chamei a atenção dele porque ele estava no celular e nao me dava atenção, de lá para cá ele mudou completamente comigo. Ele está tendo vontades de realizar atividades físicas, coisa que ele não fazia há muito tempo, ficou com raiva por coisa pequena, está cantando e assubiando pelo meu ver para fingir que está tudo bem e que ele está feliz, porém ele não conversa comigo há 4 dias e moramos juntos, ele me ignora o tempo todo, diz que não sabe se vai mais casar mas não tira a aliança do dedo. Por favor me ajudem a c enfrentar essa situação, eu nunca passei por isso é não sei o que fazer. Desde já agradeço

    • Equipe Abrata 11 de fevereiro de 2017 às 12:10 - Responder

      Cara Sthefany.

      Você não esclarece em sua mensagem se seu noivo faz tratamento para o transtorno bipolar. É fundamental que ele seja
      acompanhado por psiquiatra e faça psicoterapia.
      Com essas providências, ele poderá levar uma vida produtiva e satisfatória.
      De outro lado, a não adesão ao tratamento pode causar o aumento dos sintomas.
      Além disto, para um bom resultado do tratamento do transtorno bipolar, é necessário o envolvimento do próprio paciente, pois somente ele é capaz de, após aprender sobre a doença, lidar com ela (com o apoio da família), aprender a identificar novos episódios de humor, se preparar para lidar com conflitos e eventos ruins, aprender a diferenciar sintomas da doença e aspectos de sua personalidade, compreender a importância do medicamento e assim obter um melhor resultado quanto a redução dos sintomas.

      Você pode conversar com ele sobre as consequência do não tratamento para o relacionamento de vocês.

      A importância da adesão ao tratamento está na redução de recorrência de crises e no controle da evolução do transtorno. Explique tudo isso e o ajude a
      procurar acompanhamento médico.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  69. Cinthia 22 de setembro de 2016 às 22:31 - Responder

    Boa noite gostaria de saber se está doença tem cura? Ou a pessoa tem que tomar medicação e passar pelo psiquiatra para o resto da vida? Conheço uma pessoa que foi rejeitada pela mãe e agora pelo marido, ela esta rejeitando seus filhos, e vez ou outra entra em crise, porque não quer tomar seus medicamentos, estamos perdidos sem saber o que fazer para ajudar!

    • Equipe Abrata 3 de outubro de 2016 às 21:23 - Responder

      Prezada Cinthia

      O transtorno bipolar tende a ser uma doença de natureza episódica, isto é com o tratamento e a continuidade promovem a estabilidade dos sintomas das doença. O transtorno bipolar é uma doença tratável, mas ainda não pode ser curada. O objetivo do tratamento é para controlar os sintomas da doença, diminuir a gravidade de episódios bipolares e recaídas para manter a estabilidade e qualidade de vida.
      No site da ABRATA vc também poderá baixar o livro – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com a pessoa que tem o transtorno bipolar em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

  70. ieda andrade moura brandao 28 de setembro de 2016 às 07:29 - Responder

    Meu filho tem 17 anos e está fazendo tratamento com uma equipe multidisciplinar. Eles não fecharam diagnostico, porem, a suspeita é transtorno bipolar. Não sei o que fazer. Ele tem sido agressivo nas palavras. Vive dizendo que não tem apoio e que não tem sentido para viver. Já tentou o suicidio por duas vezes. Nada concreto, mas com tentativas. Eu o amo mas não sei o que fazer…

    • Equipe Abrata 30 de janeiro de 2017 às 19:22 - Responder

      Olá Ieda obrigada pelo seu contato.
      Realmente você esta vivendo uma situação bastante delicada.
      Como ele já esta em atendimento, uma sugestão é conversar com o médico, ou a equipe, sobre suas preocupações e o seu medo em relação as tentativas de suicídio. Muitas vezes os remédios demoram para equilibrar o transtorno, e os familiares e o próprio paciente devem precisam esperar a melhora.
      Incentivar o seu filho a falar do seu quadro, principalmente dos pensamentos de morte podem ajudar nesta fase. Apoio psicoterápico para ele e os familiares também ajudam.
      Uma postura mais próxima e acolhedora, incentivá-lo a dormir regularmente e praticar algum esporte podem ajudar.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares. Também temos grupos para adolescentes. Convide o seu filho. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h,
      Os Grupos de Apoio Mútuo /GAMs são constituídos por pessoas com depressão e bipolaridade ou familiares cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      No site vc também poderá baixar o livro em PDF – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Assista também aos vídeos da ABRATA sobre diversos temas relacionados ao transtorno bipolar, inclusive temos um voltado para os jovens com bipolaridade; https://www.youtube.com/user/abrataorg

      Abs
      Equipe ABRATA

  71. juliana da silva 3 de outubro de 2016 às 17:15 - Responder

    OLÁ SOU JULIANA, TENHO UMA AMIGA QUE AINDA NÃO SEI AO CERTO SE É DEPRESSÃO OU BIPOLARIDADE, MAS SEGUNDO A MÃE DA MESMA QUE VENHO CONVERSANDO HÁ ALGUMAS SEMANAS,ELA ESTAVA SE TRATANDO DE DEPRESSÃO PORÉM OS REMÉDIOS A DEIXAVAM PIOR ATÉ QUE MINHA AMIGA CHEGOU AO PONTO DE COMEÇAR A BEBER SEM PARAR PARA NÃO SE SENTIR SOZINHA.
    MAS NÃO ENTENDO ESTE SOZINHA? EU E OUTROS AMIGOS DELA SEMPRE ESTAMOS AO LADO DELA EMBORA ELA NUNCA FALOU SOBRE REALMENTE POR QUE FAZ O QUE FAZ NEM SE PODEMOS AJUDAR, CREIO QUE AINDA ESTEJA ESTEJA COM DEPRESSÃO OU OUTRA COISA. MAS ESTÁ TÃO DIFÍCIL ELA TENTOU SE MATAR POIS PARA ELA A SAÍDA ERA ESSA MAS ESTÁ COMPLICADO.
    AGUARDO RESPOSTA.

    • Equipe Abrata 10 de fevereiro de 2017 às 12:02 - Responder

      Olá Juliana.

      A melhor maneira de auxiliar a sua amiga é acompanhá-la a uma consulta com psiquiatra a fim de que este médico faça
      o diagnóstico e proponha o tratamento adequado.

      Somente ele é capaz de definir se se trata de depressão ou de transtorno bipolar.

      Converse calmamente demonstrando os benefícios do tratamento.

      Leia os artigos publicados pela ABRATA em seu site, bloge facebook para conhecer melhor os transtornos afetivos.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  72. marcos 20 de outubro de 2016 às 20:26 - Responder

    Oi pessoal, eu descobri há pouco tempo que uma amiga tem transtorno bipolar. Hoje fiquei sabendo que ela estava irritada chateada,e desanimada.O problema que nao tenho contato físico com ela diariamente,estamos sempre nos falando pelas redes sociais.Gostaria de saber como posso ajudá-la mesmo estando longe.
    Aguardo resposta obrigado.

    atenciosamente
    marcos

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 19:44 - Responder

      Olá MArcos.

      O transtorno bipolar é caracterizado pela instabilidade do humor.
      A pessoa apresenta oscilações entre as fases de euforia (mania ou hipomania) e de depressão, intercaladas com períodos
      de estabilidade.
      PAra alcançar essa estabilidade, o paciente deve fazer uso contínuo de medicamentos denominados de estabilizadores do
      humor combinado com psicoterapia.
      Sugerimos que dê força à sua amiga incentivando-a a seguir essa regras e a adotar uma rotina que inclua exercícios
      físicos para melhorar a qualidade de vida, dormir o suficiente, evitar o uso de drogas e álcool. E, claro, tomar a
      medicação conforme prescrição médica.
      A presença de familiares e de amigos colabora bastante para que o portador tenha uma vida satisfatória.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  73. Carolina Santos 27 de outubro de 2016 às 18:11 - Responder

    Boa tarde.
    Minha mãe tem transtorno do humor, dias ela está bem, dias está estressada, diz que está de mal com o mundo, que pensa em morrer, fala mal das pessoas, critica todos, e a mais afetada sou eu.
    Como posso ajudá-la?

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 18:32 - Responder

      Querida Carolina.

      O transtorno bipolar pode causar um grande impacto na rotina e no funcionamento da família. Por isso é fundamental que todos
      estejam envolvidos no tratamento, conhecendo a doença, a medicação e os efeitos na rotina do ente querido. Com informações
      suficientes, os familiares poderão ajudar num tratamento adequado, evitando recaídas e alcançando melhores resultados, inclusive
      com um ambiente menos estressante.
      Algumas dicas para a família:
      – Tratar o assunto com naturalidade;
      – Encorajar o paciente a procurar seguir à risca o tratamento;
      – Incentivar a adoção de um estilo de vida saudável;
      – Ajudar a perceber o que desencadeia o problema;
      – Lembrar de tomar a medicação.

      E também sugerimos a leitura do livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que você pode baixar
      pelo site: http://www.abrata.org.bra/new/folder.aspx.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  74. Anônima 5 de novembro de 2016 às 17:13 - Responder

    Namorei durante 2 anos uma pessoa que começamos a trabalhar juntos. Ele era muito romântico no início .. amigo e incentivador. Depois de meses, se demonstrou ciumento, controlador implicava se eu conversava com outros colegas ou se tinha amizade com outros homens. Apesar de mais novo que eu, começou a exigir mais atenção, queria a eu parasse de atender muitas vezes para ficar com ele mesmo em horário comercial. Ora, era um galã depois começava a me ofender com nomes feios .. depois pedia desculpas . Somos cristãos , mas algumas vezes ameaçava de terminar o namoro se eu fosse à igreja ou se eu não queria ter relação com ele. Algumas vezes chegou a pegar as coisas e ir embora .. ou tentava me apertar forte quase agredir, depois se arrependia e pedia perdão.. dizia que não sabia o q tava acontecendo.
    Uma hora me amava muito e 3 dias depois terminava por besteira ou por ser contrariado em algo.
    Quando ia para igreja chorava muito, se arrependia e falava que tínhamos que fazer as coisas certas.. chegava em casa e suas ações eram o contrário.
    Algumas vezes dizia que eu tava passando a mão na perna do esposo da minha amiga outra dizia que eu tava dando bola para um cliente.
    Quando meu pai foi internado, terminou comigo e foi pra praia e ficou com outra em plena virada de ano, mas dois dias antes falou que eu poderia contar com ele pra tudo.
    Voltando da praia pediu perdão se sentiu muito mal e eu pedi para voltar .
    Alguns meses depois quis terminar de novo.. ali ficou 1 mês falando para todos que não voltaria comigo e me humilhando, se mostrando mais feliz sem mim. Depois se arrependeu viu que eu já tava tocando minha vida e quis voltar. Antes disso quebrou meu celular.. 6 meses depois quando minha tia morreu, terminou comigo de novo .. porque queria ver filme e eu tava limpando a casa. todos os elogios que me fazia e incentivava nestas brigas, falava o contrário, me xingava humilhava falava mal da minha profissão.
    Ele dá gargalhadas no trabalho o tempo todo para se mostrar feliz .. e não fala comigo agora .. queria saber se é bipolaridade ou o quê?
    Obrigada ..

    • Equipe Abrata 7 de fevereiro de 2017 às 08:53 - Responder

      Olá.

      Não podemos responder à sua questão sobre o fato de seu ex -namorado ter transtorno bipolar ou não.
      Somente um médico psiquiatra que examine o rapaz terá condições de dar um diagnóstico.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  75. Luciano Bueno 6 de novembro de 2016 às 16:54 - Responder

    Olá gostaria de tirar uma dúvida…
    Tem dias em que me sinto sozinho, desamparado, com muitos problemas, muitas vezes passo todo fim- de-semana na cama, e quando vejo já assisti a muitos filmes 12, 14 até 20 horas de filmes…Às vezes me sinto injustiçado porque os meus amigos fazem programações e não me chamam e fico me perguntando: será que sou boa pessoa, boa companhia e por que afasto tanto as pessoas de mim? Isso poderia ser um transtorno de bipolaridade??

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 18:32 - Responder

      Prezado Luciano.

      Não há como responder se é transtorno bipolar ou não, somente um psiquiatra poderá fornecer-lhe um diagnóstico.

      Agradecemos a sua mensagem.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  76. Paula 8 de novembro de 2016 às 20:46 - Responder

    Gostaria de saber se o transtorno bipolar a pessoa tem ataques de fúria? Por exemplo, no meio de uma discussão, a pessoa fica agressiva, até mesmo possa tentar agredir a outra..ou se trata de outro tipo de transtorno?

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 17:39 - Responder

      Olá Paula.

      A agressividade pode fazer parte dos sintomas do transtorno bipolar. Por isso, é que se indica o tratamento medicamentoso
      e a psicoterapia.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  77. mariana conceição 21 de novembro de 2016 às 16:24 - Responder

    boa tarde,
    minha namorada sofre de TB, gostaria de saber como posso ajudá-la.

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 09:48 - Responder

      Prezada Mariana.

      O mais importante, além de seu apoio, é procurar um médico psiquiatra para as avaliações necessárias para confirmação
      do diagnóstico.

      Com o tratamento medicamentoso e, eventualmente, com psicoterapia, a sua namorada poderá levar uma vida normal, com
      qualidade.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  78. Eduardo 24 de novembro de 2016 às 09:35 - Responder

    Tenho uma namorada que tem esse transtorno é horrível . A mãe dela também tem esse problema. Se ela não fizer esse tratamento eu vou sair fora!

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 09:37 - Responder

      Prezado Eduardo.

      Antes de tomar decisões mais drásticas, procure informar-se sobre a doença e as possibilidades de melhora do paciente.
      Você sabia que, com o tratamento adequado e psicoterapia, a pessoa com transtorno bipolar pode levar uma vida normal?
      Sugerimos que você converse calmamente com a sua namorada e sugira que procure ajuda médica.
      Explique que a base do tratamento do transtorno bipolar é o tratamento medicamentoso. Sem ele, a tendência é a repetição
      de novos episódios de depressão ou de mania.
      Leia, se puder, o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode ser baixado no endereço
      http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  79. Sam Oliveira 3 de dezembro de 2016 às 18:00 - Responder

    olá… queria uma ajuda… eu tenho um namorado que, de vez em quando, tem umas reações.. que não sei se é depressão ou outra coisa… ele de repente se enfurece como se tivesse alguém mandando-o fazer algo de mal… mais aconteceu desde quando a minha família se impôs contra o nosso namoro e piorou quando eu engravidei… ele era gentil e agora se tornou agressivo e não sabe controlar a raiva… como posso ajudá-lo? Não sei mais o quê fazer.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 20:09 - Responder

      Olá Sam.

      Postamos um artigo que poderá ajudá-la a compreender os transtornos do humor.

      Os transtornos do humor, como depressão e transtorno bipolar, afetam milhões de pessoas. Familiares e amigos também são afetados de alguma forma.

      Se um ente querido, um familiar, tem o transtorno de humor, você também pode se sentir desamparado, oprimido, confuso e sem esperanças, ou ainda você pode se sentir magoado, irritado, frustrado e com ressentimentos. Você também pode vir a ter sentimentos de culpa, vergonha e solidão, ou sentimentos de tristeza, cansaço e medo. Todos esses sentimentos são normais.

      O QUE VOCÊ PRECISA SABER:

      A doença de um ente querido não é culpa sua e nem dele.
      Você não pode curar o seu familiar, mas pode lhe oferecer apoio, compreensão e esperança.
      Cada pessoa apresenta o transtorno de humor de uma forma diferente, com sintomas também diferentes. Isto é, varia de pessoa para pessoa.
      A melhor maneira de você saber sobre o que o seu familiar portador do transtorno bipolar necessita, o ideal é perguntar diretamente para ele e buscar mais conhecimentos acerca da doença.

      PROVIDÊNCIAS IMPORTANTES:

      Informação: contatos do psiquiatra, terapeuta do familiar portador, o seu hospital local para atendimento, e sobre os membros da família de confiança que podem ajudar em uma crise/episódio e os amigos de contato. (Incluindo os números de emergência médica, caso seja necessário)
      Se você é ou não é uma pessoa autorizada a falar com o psiquiatra do seu ente querido, sobre o tratamento, e se isso não puder acontecer, o que fazer para receber a autorização.
      Quais são as instruções especiais para os tratamentos e medicamentos que o seu familiar recebe, quais as dosagens, e quaisquer mudanças necessárias na dieta ou da atividade de vida diária.
      Quais são os sinais mais prováveis de aviso de que um episódio maníaco ou depressivo se aproxima (tais como palavras ou comportamentos), e o que você pode fazer para ajudar nestes momentos.
      Que tipo de ajuda pode oferecer diariamente, como apoiar nas tarefas domésticas ou ajudar com as compras.
      Peça esclarecimentos de coisas que você não entende, de forma tranquila, educada e firme para a equipe de saúde, para cuidadores. Como também escrever as coisas para se lembrar.

      O QUE VOCÊ PODE DIZER PARA AJUDAR:

      Você não está sozinho(a) nessa. Conte conosco, conte comigo.
      Entendo que é uma doença real, que traz pensamentos e sentimentos.
      Você pode não acreditar agora, mas a maneira como você se sente mudará.
      Talvez eu não consiga entender exatamente como você se sente, mas eu te amo e quero lhe ajudar.
      Quando você pensar em desistir, pense que em apenas um dia, hora ou minuto, você poderá aproveitar o sucesso.
      Você é importante para mim. Sua vida é importante para mim.
      Diga-me o que posso fazer agora para lhe ajudar.
      Nós vamos passar por isso juntos.

      Acessa mais informações em nosso site, blog e facebook.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  80. Maria Aparecida 3 de dezembro de 2016 às 18:29 - Responder

    Sofro muito com o meu filho de 23 anos que, ao que tudo indica, é bipolar. Não aceita tratamento e me rejeita a todo instante. Tem crises de depressão e de agressão. Sozinha com ele, que é um homem grande, vivo no limite da ansiedade, nervosismo e muito medo. E não sei como agir. Me orientem. Já foi internado à força por cinco vezes mas quando recebe alta abandona o tratamento. Quatro anos assim.

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 09:24 - Responder

      Prezada Maria Aparecida.

      O transtorno bipolar, se for o caso de seu filho, tem como base o tratamento medicamentoso. Sem ele, a tendência é a repetição
      de novos episódios de depressão e de mania. Muitas pessoas têm dificuldade para aceitar a doença e a aderir ao tratamento.
      O apoio da família e dos amigos é muito importante.
      Algumas atitudes podem ajudar você no trato com seu filho:
      a) evite atitudes de impaciência, hostilidade e negatividade;
      b) não o desqualifique;
      c) converse com ele sobre o tratamento quando estiverem calmos e que haja possibilidade de diálogo;
      d) leia o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR, que você pode baixar gratuitamente pelo endereço:
      http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  81. Stela 12 de janeiro de 2017 às 23:40 - Responder

    Minha mãe é depressiva e bipolar, mas não aceita de nenhuma forma fazer tratamento.
    Podemos agir obrigando-a ? Quem buscar para obrigar alguém a fazer tratamento em total descontrole ?

    • Equipe Abrata 1 de fevereiro de 2017 às 12:54 - Responder

      Olá Stela.

      Atitudes recomendadas à família da pessoa com transtorno bipolar ou depressão:

      – Abordar o paciente com precaução e empatia – procurar mostrar aqueles sintomas que ele sente como incômodos: insônia, irritabilidade, inquietação, falta de concentração, dificuldade para realizar bem tarefas de que gosta.
      – Dar instruções de maneira clara e precisa, evitando cenas emocionais desgastantes.
      – Adotar uma atitude solidária: mostre que você também tem problemas e dificuldades na sua vida (evitar a exclusão)
      – Um ambiente familiar tolerante e acolhedor favorece a aceitação da condição de doente e, consequentemente, do tratamento.
      – Alimentar a autoestima do paciente: reconhecer os progressos parciais que ele for conseguindo ao longo do tratamento.
      – Num episódio da doença, a capacidade de avaliação e julgamento do doente está comprometida.
      – Não manifeste raiva ou irritação, mantenha controle sobre suas emoções
      – Reduza os estímulos (por exemplo, rádio e/ou TV)
      – Falar tranquilo, com voz suave e de forma simples.
      – Mostrar compreensão pelo que o doente está padecendo.
      – Mesmo diante de situações jocosas ou violentas, mantenha a calma.
      – Se a agitação do doente aumentar, solicite ajuda.
      – Às vezes, a situação é muito grave e representa risco à vida do portador ou de outras pessoas.
      – Em casos mais agudos, promover a internação do paciente.
      – Ter presente que, em alguma ocasião, poderá ser necessário internar o paciente.
      A internação não é castigo – é cuidado numa hora em que a vida do paciente e/ou dos demais corre risco.
      A internação, em geral, é breve e, após um período de adaptação e tratamento, o paciente deve retornar ao seu meio e ser ajudado a retomar sua vida.
      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  82. andressa aparecida 23 de janeiro de 2017 às 10:08 - Responder

    Oi, tenho 22 anos e não sei o que está acontecendo comigo. Gostaria de ajuda, já pensei em me matar para acabar de vez com tudo isso, por favor me ajude.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 10:25 - Responder

      Oi Andressa.

      Não se desespere mais. Procure agendar uma consulta com um médico psiquiatra para avaliação dos sintomas que você está sentindo.
      Com o devido acompanhamento médico, você poderá levar uma vida normal.
      Em caso de persistência das ideações suicidas, telefone para o Centro de Valorização da Vida – CVV, número 141. Sempre há uma pessoa do outro lado da linha disposta a ajudá-la.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  83. Rosângela Meneghetti 23 de janeiro de 2017 às 13:22 - Responder

    Oi. Minha sogra tem bipolaridade e meu marido q está no sétimo casamento esta apresentando Irritabilidade. Não posso contrariar ele, não posso pedir nenhum tipo de favor que ele já fica irritado. Fuma muito e quando dá essas crises nele ele fica agressivo,fala palavrão e destrói tudo q estiver ao alcance dele. Quando ele fica assim ele bebe muito. Quando ele está bem é a pessoa mais maravilhosa que existe. Isso pode ser bipolaridade?

    • Equipe Abrata 30 de janeiro de 2017 às 20:07 - Responder

      Olá Rosângela

      Existem estudos mostrando que as taxas variam entre 20 a 30% de chance a mais de um indivíduo desenvolver um transtorno bipolar caso haja parentesco de primeiro grau, se comparado com a população geral. No entanto, a hereditariedade não é o único fator envolvido no desencadeamento do transtorno, ou seja, um indivíduo pode apresentar a genética para uma doença e não manifestá-la. Hoje sabemos que ter uma vida regular, com rotina de sono, atividades, lazer, atividades manuais e físicas, alimentação saudável e um ambiente familiar e doméstico com baixo nível de estresse emocional protegem contra o desencadeamento do transtorno ou, pelo menos, ajudam a manter o transtorno sob controle. No caso do seu marido ainda tem a questão do abuso de bebida alcoólica, cf relatado por vc. E esse quadro poderá favorecer a manifestação do transtorno bipolar, tendo em vista a genética.
      Ressaltamos que somente o psiquiatra poderá dizer se estes sintomas que vc relata são ou não de uma doença bipolar. Pq somete o psiquiatra que é o profissional especializado para diagnosticar.
      Sugerimos que você converse com o seu marido e sugira a consulta com o psiquiatra.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  84. sandra raquel 2 de fevereiro de 2017 às 14:06 - Responder

    Minha filha tem mudanças de humor radical, está conversando tranquilamente e do nada, muda. Fica agressiva com palavras, me acusa de tudo de ruim que acontece com ela. Todos no trabalho, na igreja, nas ruas e na internet estão perseguindo-a, ela acha isso. Não aceita ajuda de ninguém para um tratamento. Como lidar com isso?

    • Equipe Abrata 2 de fevereiro de 2017 às 18:36 - Responder

      Olá Sandra.
      A família sofre enorme pressão psicológica quando se encontra diante de seu ente querido que resiste à ajuda.
      Dessa forma, pode-se solicitar a amigos que, com todo o carinho possível, conversem com sua filha e demonstrem a solidariedade
      que ela necessita.
      Por outro lado, às vezes são necessários alguns episódios ou crises para que a própria pessoa reconheça que necessita de
      auxílio.
      Sugerimos que você leia o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode ser baixado gratuitamente
      neste endereço: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.
      Também você pode conseguir mais informações em nosso site.
      Se residir na cidade de São Paulo ou na Baixada Santista, telefone para (11) 3256-4831, de 2ª a 6ª feira, das 13h30 às
      17h e inscreva-se para as atividades da ABRATA, que se destinam a pessoas com transtorno bipolar e depressão, bem como
      a seus familiares e amigos.
      Encontramo-nos à disposição para mais informações.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  85. Luzia Tatiana B. Da Silva 12 de fevereiro de 2017 às 20:12 - Responder

    Olá, sou Luzia Tatiana , meu filho fica 25 dias só dentro de casa, não quer se alimentar e fica muito triste, sente-se muito incapaz, inseguro com o que vai fazer, aí depois ele fica 25 dias muito agressivo, fala muitos palavrões, nao quer respeitar ninguém, me culpa de tudo errado na vida dele e estou sofrendo muito com tudo isso.
    Todos aqui em casa sofrem com essa mudança de humor dele, e ele sofre também … depois, quando ele fica bonzinho, ele me fala que não consegue se controlar.

    • Equipe Abrata 13 de fevereiro de 2017 às 08:42 - Responder

      Querida Luzia.

      O impacto dos transtornos afetivos na vida familiar segue uma trajetória formada por períodos de crise e não crise. Durante os períodos de crise, todos os aspectos da vida diária sofrem perdas significativas. Conflitos interpessoais acontecem tanto para os pacientes quanto para os familiares.
      Com relação ao trabalho e relacionamento interpessoal, as repercussões são observadas como sendo contínuas mesmo passado período de crise. Os afastamento, licenças constantes e internações são fatores que dificultam a permanência destas pessoas no ambiente de trabalho que com frequência resultam em demissão e prejuízo no ajuste social.
      Para a maioria dos pacientes os sintomas são o isolamento, a dificuldade de relacionamento interpessoal e a perda de autoestima, que correspondem a prejuízos na vida da pessoa com o decorrer dos anos. Tais perdas estão associadas à instabilidade e imprevisibilidade do quadro que impedem que portadores realizem seus papéis na família e na sociedade.
      Por isso, sugerimos que seu filho recorra à consulta médica com um psiquiatra para que seja feito o diagnóstico apropriado.
      Lembramos que, com um acompanhamento adequado, o seu filho poderá levar uma vida satisfatória e produtiva.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  86. Fernanda câmara 13 de fevereiro de 2017 às 18:50 - Responder

    Meu filho tem 20 anos. Foi diagnosticado por três médicos como bipolar. Não consegue terminar nada que começa. Primeiro, entra numa fase de euforia do tipo: eu sou o cara. Decidi. Vou fazer isso e aquilo. Eu me iludo. Aposto as fichas nele… ele nunca acorda antes do meio.dia. Eu que consegui um estágio para ele pois não aguentava mais ele em casa. Depois de dois anos cursando direito resolveu fazer alguma coisa relacionada com computador/ internet que é o.vicio dele. Mas não se levanta dá cama para dar andamento ao projeto. Não escolhe faculdade.
    Não votou nas últimas eleições, não buscou o cam (alistamento militar), não tranca matrícula…
    Depois, na semana seguinte está um monstro. Me ameaça. Ameaça quebrar a casa ( o que já fez). São 4 televisões para contar. Mandou mensagem dizendo que nesses momentos quer me.matar.
    Meu marido pensa numa arma.. para nos defendermos. Ele não respeita regras. Já foi multado por fazer xixi na rua. Ameaça bater em que for.
    Outros dias chora como criança.
    Me sinto cansada e decidi internar pois tenho medo do futuro dele. Não aceita tratamento. Então a internação será a melhor opção.

    • Equipe Abrata 15 de fevereiro de 2017 às 18:18 - Responder

      Querida Fernanda.

      É de se concluir por sua narrativa que o seu não faz tratamento para o transtorno bipolar, que foi diagnosticado pelos
      psiquiatras. Não há como melhor e ficar estável sem o respectivo tratamento.
      Sabemos que você está sob grande estresse, mas a presença de uma arma em seu lar pode levar a uma tragédia. Seu filho
      está sofrendo bastante, o desânimo, a falta de conclusão de tarefas e outros sintomas são bem característicos da
      doença bipolar.
      E pensar que o tratamento ajuda a controlar tudo isso! Mas muitas pessoas se negam a aceitar a doença e a fazer o
      tratamento recomendado.

      Algumas informações sobre a internação:

      A internação involuntária, contra a vontade do paciente, é comum na psiquiatria quando o paciente não possui consciência de sua doença ou do estado de gravidade, mas precisa ser hospitalizado para sua proteção e tratamento. Esta realidade atinge não só dependentes químicos, como também portadores de doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar.

      As famílias procuram emergências psiquiátricas ou hospitais gerais sem saber como lidar com o problema e não raro encontram barreiras para uma internação quando o paciente se recusa a ficar. O que muitos desconhecem é que a lei nº 10.216, de 06 de abril de 2001 (Leia a íntegra da lei), prevê três tipos de internação, dentre elas a involuntária:

      Internação Voluntária – quando o paciente concorda em ficar internado, devendo assinar um termo de consentimento no ato da admissão.

      Internação Involuntária – quando uma terceira pessoa solicita a internação à revelia do paciente, devendo o Ministério Público ser comunicadopelo hospitalno prazo de 72 horas.

      Internação Compulsória – contra a vontade do paciente e por determinação da Justiça.

      A internação psiquiátrica voluntária ou involuntária só pode ser determinada pelo médico devidamente habilitado e registrado no CRM. O médico avaliará, dentre outras coisas, se o estado mental do paciente oferece risco a si próprio ou a terceiros, a principal prerrogativa para uma internação involuntária. Um dos problemas é que a avaliação do risco é subjetiva e depende do julgamento do profissional, que muitas vezes colide com a opinião da família. Podemos especificar três tipos de risco:
      Risco iminente à vida – casos em que o paciente é violento contra si próprio (auto-agressão, suicídio, overdose de drogas) ou contra terceiros, quando não aceita se alimentar ou ingerir líquidos ou quando ameaça o lar (atear fogo na casa, destruir móveis, p.ex.).

      Muita força para você e sua família.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  87. Alex 14 de fevereiro de 2017 às 00:07 - Responder

    Oi, eu já não sei mais o que fazer.
    Já fiz o que pude de terapias, tenho tudo que é comorbidade. HIV. Stens. Hérnia cervical e lombar. Gota. Bipolaridade voltando à depressão sem fim. Desejo de ir embora. Mas vejo o mundo intolerante. Aí volto ao pensamento de morrer. Aí lembro que posso deixar meu pai ficar assim como eu e me dá mais desespero.

    • Equipe Abrata 20 de fevereiro de 2017 às 17:52 - Responder

      Caro Alex.

      As comorbidades a que você faz referência merecem uma atenção especial com o acompanhamento médico apropriado.

      No Brasil, cerca de 56% dos portadores de depressão apresentam outras doenças mentais, um risco 8.1 vezes
      maior que a população geral.
      As doenças mentais mais comuns associadas à depressão são transtornos ansiosos seguidos de abuso de substâncias
      sendo que essas comorbidades são mais encontradas em pessoas com depressão de menos de 50 anos de idades.
      A depressão também está associada a uma maior comorbidades com doenças físicas (clínicas). Elas ocorrem em
      72% dos casos e são mais comuns entre os portadores deprimidos com mais de 50 anos de idade.
      Algumas formas de depressão surgem espontaneamente e outras como consequência de certas doenças ou do uso de
      diversas substâncias. Essa diferença é importante para o tratamento pois, conforme o caso, será necessário o
      uso de antidepressivos ou não (em caso de bipolaridade).
      Em resumo: a depressão tem tratamento. E você sabe disso. Cuide-se para ficar estável e poder levar uma vida
      satisfatória.
      Se persistirem as ideações suicidas, telefone para o Centro de Valorização da Vida – CVV, o número é 141.

      O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

  88. Magê. 15 de fevereiro de 2017 às 04:23 - Responder

    Oi. Sou bipolar, fiz redução de estômago, e com esses dois fatores mais outros que são inerentes à mim, desenvolvi alcoolismo.
    trato THB com litio 450mg + alprazolan 0,5mg + espran(que não achei bom). E pra ver se ajudava na ansiedade amato 25 mg 2x ao dia. Só que eu tenho muito sono diurno, e muita ansiedade por algo na boca, inquietação e desfoque. Fumo o dia todo.. Aí o médico me passou venvanse 30mg. A questão é: essa falta de vontade de tudo, sono excessivo, preguiça, desanimo e ansiedade por ter algo na boca são por causa da medicação? Sempre vou ter que tomar rebite?
    Já faz 3 meses desde que comecei com tratamento. Desses 3 meses, conto nos dedos quantos tive disposição real pra qualquer coisa.

    Desculpa o pergunta gigante, caso tenha algum canal que estão à disposição pra dúvidas além desse, eu agradeço ✨

    • Equipe Abrata 22 de fevereiro de 2017 às 10:04 - Responder

      Cara Magê.

      O tratamento do transtorno bipolar é complexo e exige tempo para que o paciente fique estável. Em alguns casos,
      pode funcionar muito bem por um período, mas não resistir a episódios graves de estresse. Assim, um mesmo
      tratamento que resolveu o problema quando um paciente é diagnosticado pode não funcionar em novas crises pois
      ele ainda não é consistente o suficiente.
      De modo geral, o processo de adequação do tratamento pode levar até 2 anos para se tornar eficiente. Ainda
      assim, podem ocorrer recaídas.
      É muito importante que haja a adesão ao tratamento para que as crises sejam reduzidas e haja controle da
      evolução do transtorno.
      A adesão ao tratamento medicamentoso, juntamente com a psicoterapia, é fundamental para conseguir a
      estabilidade.
      Não abandone o tratamento.

      Um dos problemas observados no transtorno bipolar do humor é a falta de aderência ao tratamento medicamentoso. Cerca de 52% dos pacientes não são aderentes às suas medicações. Os meios mais comuns de avaliar a adesão à medicação são os autos relatos dos pacientes e a avaliação do médico. No entanto, os pacientes e alguns médicos tendem a subestimar estratégias de não aderência. Muitas estão disponíveis para ajudar aos médicos a estimar com maior precisão e melhorar a adesão entre seus pacientes.

      Entre os motivos de não aderência ao tratamento destacamos os fatores relacionados com o próprio transtorno e os fatores relacionados com a medicação. Assim, uma história de episódios maníacos tem sido associada com a má adesão ao tratamento, possivelmente porque os pacientes com características mais maníacas podem ter pior visão acerca da doença do que aqueles com doença depressiva.

      Início precoce da doença, diagnóstico recente, menos episódios e estar no primeiro ano de tratamento também fatores que promovem menos noção de morbidade da doença. A não adesão à medicação pode ser devido aos efeitos adversos intoleráveis (particularmente o ganho de peso e sonolência), a percepção de que foram prescritos muitos medicamentos e a preocupação sobre tomar os remédios por um longo tempo.

      Construir uma boa aliança com o médico é um grande trunfo para o sucesso do tratamento, e uma parte integrante desse relacionamento deve promover a comunicação eficaz entre o médico e seu paciente. Os médicos devem transmitir a severidade e cronicidade do transtorno bipolar e a importância da adesão ao tratamento para alcançar e manter a remissão.

      Como qualquer pessoa que precisa de tratamento ao longo prazo, a maioria das pessoas com transtorno bipolar terão períodos de falta de aderência, mas eles precisam entender que a interrupção abrupta da medicação vai acelerar uma recaída depressiva ou maníaca.

      Por sua vez, os médicos precisam compreender as preocupações de seus pacientes em relação ao tratamento.

      Os grupos de apoio e de psicoeducação para pacientes e familiares ajudam muito para que toda a família entenda melhor o problema e lide melhor com ele.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  89. vera lucia santos 19 de fevereiro de 2017 às 07:34 - Responder

    Gostaria saber de
    um grupo de apoio aos familiares com transtorno bipolar em Goiânia- Goiás.Agradecida!

    • Equipe Abrata 19 de fevereiro de 2017 às 12:01 - Responder

      Olá Vera Lucia.

      Encontramos um endereço no qual você deve solicitar informações porque não conhecemos o trabalho que exercem.

      • Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental do Estado de Goiás – AUSSM
      E-mail: conselheiro.wadson@crpo9.org.br
      Telefone: (62) 3253-1785
      Contato: Wadson Arantes Gama.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

    • Equipe Abrata 20 de fevereiro de 2017 às 17:49 - Responder

      Vera Lúcia

      Em Brasilia, tem o Grupo APTA. Entre em contato e quem sabe vc poderá ir até Brasilia para participar do Grupo.
      APTA – BRASÍLIA:
      O APTA tem como missão oferecer o “mútuo apoio solidário entre as pessoas com transtorno afetivos (transtornos depressivos ou bipolares), seus familiares, profissionais da área de saúde e cidadãos interessados, com a finalidade de promover a saúde mental.”
      Os Grupos de Acolhimento acontecem aos sábados, das 15h às 16h30.
      Local: Universidade de Brasília – UNB – Faculdade de Medicina, Sala AC 104
      Contato: Tel: (61) 3107-1978 e-mail: apta.apta@gmail.com
      Abraços
      Equipe ABRATA

  90. Graziela 2 de abril de 2017 às 19:39 - Responder

    Boa noite!
    Meu namorado que sofre de bipolaridade. Estou com ele há 3 anos e já passei por várias crises, todas com diferentes peculiaridades. Estou tento dificuldade de assimilar as atitudes dessas crises, pois apesar de conscientemente saber que é a doença, elas me afetam muito psicologicamente. Gostaria de obter orientações de alguém que entenda do assunto.
    Agradeço.
    Grazi

    • Equipe Abrata 3 de abril de 2017 às 16:56 - Responder

      Cara Graziela.

      Os familiares e amigos de pessoas com transtorno bipolar têm grandes desafios a enfrentar.

      É muito difícil entender ou aceitar que num período a pessoa está normal e, logo a seguir, é como se fosse outra pessoa.
      A alternância do humor, o prejuízo em sua vida profissional que não consegue ter continuidade,acaba com a autoestima da pessoa e deixa os familiares e amigos amargurados pela impotência em ajudar ou mesmo de interromper estas fases.

      O que vai ser de seu futuro quando não estivermos mais aqui para protegê-lo? É a pergunta que não quer calar!

      Em todos esses casos, a família deve se lembrar de pedir apoio também ao profissional que cuida de seu familiar, que poderá orientá-los melhor com esse tipo de dúvida ou incerteza. Além disso, a ciência tem evoluído bastante e contamos com novos agentes terapêuticos que já conseguem dar um nível e qualidade de vida muito bom às pessoas com transtorno bipolar que efetivamente se tratam e têm a compreensão e o apoio familiar.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  91. Juliana 6 de abril de 2017 às 20:52 - Responder

    Olá, estou fazendo um trabalho sobre o Transtorno, estudo Pedagogia e queriamos focar o Transtorno Bipolar na Educação.
    Será que consegue me informar atividades que estimulem e ajudem pessoas que tem, o que seria ideal um professor(a) saber sobre o assunto para ajudar seu aluno(a)?

    • Equipe Abrata 7 de abril de 2017 às 10:08 - Responder

      Olá Juliana.

      Encontramos um artigo que pode ajudá-la, dentre os muitos que há na Internet

      DISCUSSÃO

      Considerando-se que o transtorno bipolar infantil torna-se cada vez mais presente em nosso meio, que há pouca literatura em língua portuguesa disponível aos profissionais das áreas de educação e saúde, que há necessidade de informação e esclarecimento dos professores e equipe pedagógica das escolas sobre o transtorno, bem como as possíveis dificuldades de aprendizagem decorrentes, este artigo reveste-se de especial importância.

      Além disso, o transtorno bipolar infantil apresenta gravidade variada, necessitando de intervenção diferenciada em cada caso, por uma equipe multidisciplinar, o que torna este artigo significativo, no intuito de contribuir com esclarecimentos fundamentais ao olhar e manejo de crianças e adolescentes com esse transtorno, proporcionando um espaço inicial de reflexão sobre o assunto e instigando estes profissionais a buscarem maiores esclarecimentos na medida de suas necessidades

      CONCLUSÃO

      Com base nos aspectos mencionados no decorrer deste artigo, torna-se evidente que a necessidade de pacientes com transtorno bipolar serem avaliados e receberem atendimento psicopedagógico. A estabilização dos sintomas com o uso de medicações adequadas e psicoterapia, com o acompanhamento de um psiquiatra da infância e da adolescência, é fundamental para o paciente ter um bom aproveitamento escolar, entretanto não é o único tratamento necessário, pois conforme referido anteriormente, o transtorno bipolar acarreta prejuízos significativos tanto em relação ao desenvolvimento emocional, como ao cognitivo, podendo afetar a linguagem, a escrita, a compreensão, a matemática e o vínculo com a aprendizagem. Paralelo ao tratamento medicamentoso e à terapia, faz-se necessário que o paciente com transtorno bipolar seja acompanhado por um profissional da área psicopedagógica, no intuito de propiciar um espaço em que seja possível trabalhar especificamente as áreas da aprendizagem afetadas pela doença nos períodos de crise e pós-crise, fazendo com que a interferência das alterações cognitivas, decorrentes dos sintomas maníacos ou depressivos, possa ser trabalhada, facilitando o processo de desenvolvimento da aprendizagem do paciente. O tratamento psicopedagógico torna-se necessário para instrumentalizar a escola e a família em como ajudarem estas crianças e adolescentes da melhor maneira possível, podendo proporcionar a eles uma vida escolar plena em todos os seus aspectos.

      Fonte: Revista Psicopedagogia
      versão impressa ISSN 0103-8486
      Rev. psicopedag. vol.28 no.86 São Paulo 2011
      ARTIGO DE REVISÃO.
      Aprendizagem e transtorno bipolar: reflexões psicopedagógicas.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  92. Angélica Jesien 14 de abril de 2017 às 21:39 - Responder

    Olá, gostaria de saber como ajudar uma pessoa próxima da família que apresenta comportamento com indícios de bipolaridade, agressividade, mudanças no humor, uso excessivo de álcool e principalmente com manias de perseguição e que traz muito sofrimento para si e para os outros. Ressalto que, nunca houve um diagnostico ou avaliação médica por NUNCA ACEITAR A POSSIBILIDADE DE TER ALGUM TRANSTORNO.

    • Equipe Abrata 15 de abril de 2017 às 09:18 - Responder

      Cara Angélica.

      Persuadir o paciente a se tratar não é tarefa fácil. Requer paciência e compreensão e, muitas vezes, é necessário que se sofra por várias crises até que o portador aceite seu diagnóstico e assuma seu tratamento.
      A maior dificuldade está na não aceitação do transtorno e na falta de adesão ao tratamento. Inúmeras pessoas que sofrem dos transtornos afetivos deixam de obter a
      sua estabilidade por falta de cuidados médicos, sem falar do preconceito.

      Atitudes recomendadas à família:

      – Abordar o paciente com precaução e empatia – procurar mostrar aqueles sintomas que ele sente como incômodos: insônia, irritabilidade, inquietação, falta de concentração, dificuldade para realizar bem tarefas de que gosta.
      – Dar instruções de maneira clara e precisa, evitando cenas emocionais desgastantes.
      – Adotar uma atitude solidária: mostre que você também tem problemas e dificuldades na sua vida (evitar a exclusão)
      – Um ambiente familiar tolerante e acolhedor favorece a aceitação da condição de doente e, consequentemente, do tratamento.
      – Alimentar a autoestima do paciente: reconhecer os progressos parciais que ele for conseguindo ao longo do tratamento.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  93. Maria 23 de abril de 2017 às 18:36 - Responder

    Boa noite !

    Como convencer uma pessoa que apresenta transtorno de humor (mudança súbita de humor, manias de perseguição, autoestima baixa, depressão) a se tratar ?
    Ele sofre e a família sofre também. Obrigada.

    • Equipe Abrata 1 de maio de 2017 às 11:51 - Responder

      Prezada Maria.

      Não existe uma fórmula pronta para lidar com essa situação. Muitas vezes o processo de “convencimento” do indivíduo pode ser longo e trabalhoso.
      Embora existam algumas estratégias que podem ser adotadas pelos familiares e amigos para auxiliar a pessoa a aceitar o tratamento, nem sempre essas medidas podem ser eficazes para todas as pessoas em situações semelhantes, pois cada pessoa apresenta conflitos muito particulares que merecem atenção individualizada.
      Sabe-se, por exemplo, que durante um episódio de euforia ou mania é mais difícil conversar sobre o tratamento, ao passo que, no episódio depressivo, a pessoa fica
      mais frágil e à mercê da ajuda de todos, especialmente de seus familiares.
      É aí que entram as sugestões de melhora do quadro: ida ao psiquiatra, adesão ao tratamento e procurar uma psicoterapia.
      Acesse o nosso site: htpp://www.abrata.org.br e leia a matéria intitulada “O que fazer quando o portador não aceita tratamento?”.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  94. Fabiana 27 de abril de 2017 às 19:20 - Responder

    Olá! Meu namorado tem depressão e transtorno de ansiedade há alguns anos, e isso tem limitado sua vida como um todo, deixando-o muito frustrado. Tem acompanhamento psiquiátrico, e toma benzodiazepínicos diariamente, mas foi orientado a buscar terapia para complementar o tratamento. O impasse é que ele é extremamente desconfiado com terapias de diversas linhas (comportamental, psicanálise…), e resiste a buscar ajuda profissional alegando que já fez sessões com vários profissionais e não obteve sucesso. Tenho buscado apoiá-lo, ouvi-lo e, de quando em quando, provoco o assunto para saber se ele mudou de ideia, mas ele continua irredutível. Como lidar com alguém que tem consciência de seu diagnóstico e de suas necessidades, mas persiste em não buscar ajuda? Como posso ajudá-lo de uma forma mais efetiva?

    • Equipe Abrata 30 de abril de 2017 às 11:40 - Responder

      Olá Fabiana.

      Você está correta em pensar que a combinação dos medicamentos com psicoterapia surte um efeito mais positivo no tratamento para os transtornos
      afetivos (depressão).
      O problema é que não existe um instrumento mágico para quebrar a resistência do doente. É necessário muita paciência e informação.E, às vezes,
      somente o tempo é capaz de mostrar os caminhos para a melhora.

      As psicoterapias podem funcionar como tratamentos exclusivos (normalmente para transtornos de menor gravidade), ou pode ser associada a tratamentos
      farmacológicos para facilitá-los e complementá-los, na medida que eles sozinhos não sejam suficientes para tratar de todos os sintomas inerentes ou
      coexistentes ao transtorno mais grave, como o bipolar.

      São objetivos da Terapia comportamental cognitiva (TCC) para
      os portadores deste transtorno:
      1) Educar pacientes e seus familiares e amigos sobre o transtorno
      bipolar, seu tratamento e dificuldades associadas à doença;
      2) Ajudar o paciente a ter um papel mais ativo no seu
      tratamento;
      3) Ensinar métodos de monitoração da ocorrência, gravidade
      e curso dos sintomas maníaco-depressivos;
      4) Facilitar a cooperação com o tratamento;
      5) Oferecer técnicas não farmacológicas para lidar com pensamentos,
      emoções e comportamentos problemáticos;
      6) Ajudar a controlar sintomas leves sem necessidade de
      modificar medicação;
      7) Ajudar a enfrentar fatores de estresse que podem interferir
      no tratamento ou precipitar episódios de mania ou depressão;
      8) Estimular o aceitar a doença;
      9) Diminuir trauma e estigma associados;
      10) Aumentar o efeito protetor da família;
      11) Ensinar habilidades para lidar com problemas, sintomas
      e dificuldades.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  95. Sandra Helena Barbosa de Souza 28 de abril de 2017 às 13:41 - Responder

    Olá, Sou bipolar há anos mas só agora estou aceitando a doença. Gostaria de saber mais sobre a doença e como posso beber melhor. Tomo medicamentos mas ainda tenho crises não sei mais o que fazer. Se alguém puder me ajudar desde já obrigado.

    • Equipe Abrata 29 de abril de 2017 às 10:14 - Responder

      Cara Sandra Helena.

      A informação é um ótimo recurso para as pessoas que apresentam as doenças em geral. No caso do transtorno bipolar não é diferente. Procure
      ler as matérias publicadas em nosso site, blog e facebook.

      Há, também, bons livros para enriquecer o seu conhecimento, por exemplo: MORENO, R. A., et al. (Orgs.). “Aprendendo a viver com o transtorno bipolar: manual educativo”. Porto Alegre: Artmed, 2015, “Enigma Bipolar”, autoria do dr. Teng Chei Tung, entre outros.

      O tratamento para o transtorno bipolar pode funcionar muito bem por um período, mas não resistir a episódios graves de estresse, como luto, desemprego,
      cansaço ou alteração da rotina. Assim, muitas vezes é preciso adequar as doses dos medicamentos para garantir a estabilidade, a fim de evitar novos
      episódios maníacos ou depressivos. Portanto, recaídas podem acontecer, fique atenta e fale com o seu médico.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  96. João Flores 6 de maio de 2017 às 08:53 - Responder

    Olá
    A minha esposa foi diagnosticada com bipolaridade e, para além de gastos exagerados, afastou-se de todos que gostam dela, inclusive de mim …. há tempos começou a falar que estava apaixonada por um antigo amigo que conheceu aos 25 anos e há 30 que não se lembrava dele … está muito falante e não consegue parar… o quê fazer?

    • Equipe Abrata 6 de maio de 2017 às 11:27 - Responder

      Prezado João.

      Há tratamentos muito eficazes para o transtorno bipolar. Sua aplicação possibilita, em poucas semanas, reverter um quadro grave de euforia. A doença não tem cura, mas as pessoas melhoram, recebem alta e reassumem suas atividades. Isso se consegue com medicamentos (neurolépticos, antipsicóticos, estabilizadores do humor) e a retirada de certas substâncias (cafeína, cocaína, anfetaminas) que agravam o quadro.
      O risco de recaída ou de evoluir para depressão existe e é preciso estar atento ao uso de medicamentos antidepressivos que, embora eficazes, podem precipitar uma virada indesejável para a euforia ou acelerar a frequência das crises.
      Por isso, a sua esposa deve ser acompanhada por um médico psiquiatra e fazer o tratamento indicado. Pode ser combinada ao tratamento a psicoterapia.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  97. Elisangela Camargo. 6 de maio de 2017 às 18:34 - Responder

    Estou bastante preocupada com meu esposo pois ele apresenta quadros nítidos de transtorno. Tem momentos em que está muito eufórico durante certo tempo, a euforia passa e começa a fase de achar que tudo dá errado pra ele. Será isso um fator? Tem momentos de declínio, de depressão, ganha muito peso.

    • Equipe Abrata 7 de maio de 2017 às 12:26 - Responder

      Cara Elisangela.

      O primeiro passo para se obter um diagnóstico apropriado é falar com um médico psiquiatra que poderá realizar um exame físico, uma entrevista e testes laboratoriais. Os transtornos afetivos – depressão e transtorno bipolar, não podem ser diagnosticados, ainda, através de exames de sangue ou exames de imagem do cérebro, mas estes exames podem ajudar a descartar outros fatores contribuintes, como acidentes vasculares ou tumores.

      O psiquiatra deve conduzir uma avaliação diagnóstica completa. Deve discutir qualquer história familiar de transtorno bipolar ou outros transtornos psiquiátricos e obter uma história completa dos sintomas. O profissional de saúde mental deve também falar com os parentes próximos ou esposa/o e avaliar como estes descrevem os sintomas do paciente e a história familiar.

      A pessoas com transtornos afetivos tendem a procurar ajuda quando estão deprimidas e não quando estão em mania ou hipomania. Assim, uma história médica cuidadosa é necessária para garantir que o diagnóstico de transtorno bipolar não está sendo erroneamente trocado por transtorno depressivo, também conhecido como depressão unipolar. Diferentemente das pessoas com transtorno bipolar, pessoas com depressão unipolar não apresentam mania. Sempre que possível, prontuários anteriores e informações da família e amigos devem também ser incluídos na história médica.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  98. LILIAN 8 de maio de 2017 às 10:05 - Responder

    Bom dia, eu é que estou precisando de ajuda, minha mãe foi diagnosticada com transtorno há 20 anos atrás, hoje ela já está com 60 anos, quando ela entra em crise eu a ajudo, dou os remédios porque ela mesma quer parar com o tratamento, implica com os remédios e com o médico. o transtorno dela é de ficar agitada e eufórica, ou chorando e quer ficar andando, ela não para. E eu fico tão nervosa dentro de mim, sinto uma raiva das coisas que ela diz, não falo nada para ela sobre meus sentimentos, mas sinto tanta raiva que peço perdão a Deus por isso, porque sinto que não a amo, porque ela me irrita com os assuntos absurdos que ela fala, ela me prejudica às vezes, compra coisas e fala para as pessoas que sou eu quem vou pagar, porque quem me conhece sabe que sou honesta e por isso vende, mas quero saber é como eu devo enfrentar isso para não sentir tanta raiva dela.

    • Equipe Abrata 9 de maio de 2017 às 10:06 - Responder

      Cara Lilian.

      O assunto que você traz à tona é muito importante haja vista que, muitas vezes, as dificuldades e estresse de lidar com pacientes com
      transtornos psiquiátricos serão tantos que pode existir o risco do cuidador se deixar envolver e adoecer durante esse processo.

      O psiquiatra Victor Pablo realça a importância de “Cuidar do Cuidador”. Diz ele:

      “O núcleo familiar pode ser considerado um organismo que se organiza conforme as características dos seus indivíduos e pelas relações de afeto, repulsa, desejo e poder. Alterações drásticas dentro do núcleo tendem a desestruturá-lo, num primeiro momento, mas são seguidas por esforço para a sua reorganização.

      CUIDANDO DO CUIDADOR.

      Por mais amor que tenhamos pelo ente adoecido existe um limite para exaustão relacionada ao ato de cuidá-lo. Entre os indicadores de que o cuidador chegou ao seu limite no manejo do paciente estão: a fadiga fácil, a diminuição da habitual capacidade de relaxar ou sentir prazer, insônia, queda da produtividade profissional, isolamento social, sintomas dolorosos, desenvolvimento de sentimentos raiva, rejeição e conformismo, atuações de superproteção e até pensamento e comportamento suicida.

      Algumas atitudes podem ajudar no processo de lidar com o paciente:

      1) Não confrontar o delírio e a agressividade
      2) Postura acolhedora, porém firme nas recaídas das drogas
      3) Monitorizar os sintomas sinalizadores de crise bipolar
      4) Vigilância das medidas na Anorexia
      5) Aprender a identificar atuações emocionais que reforçam comportamentos inadequados
      6) Consultar o psiquiatra mesmo sem a presença do paciente
      7) Ainda assim, a informação especializada e condução por algum terapeuta pode tornar a atitude do cuidador cuidar de si mesmo
      mais eficiente, pois sem isso acabaremos por ter duas pessoas a serem cuidadas, e não apenas uma”.

      Fonte:
      http://holiste.com.br/noticias/cuidando-do cuidador/#sthash.8Hlkg8YE.ubd9SXFP.dpuf

      Baixe gratuitamente o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR no site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  99. Luciana 13 de maio de 2017 às 10:29 - Responder

    No fim de 2016 vim morar com o pai do meu filho e estava muito feliz até perceber que ele tinha atitudes tão diferentes. Ele não era mais amigável e tranquilo. Estava eufórico ao máximo e muito agressivo com palavras. Eu não sabia que era transtorno bipolar, pois nunca soube que ele tinha isso. Foi e ainda está sendo difícil cuidar dele. Principalmente por ele não acreditar em seu transtorno, então ele pensa que não precisa de remédios e pára de tomar. Ele ficou três meses ou mais em crise, entre nível baixo e psicótico. Eu vivi a pior fase. Ele dormia 3 hrs por noite e queria conversar às 4 da manhã, falava sempre aos berros e me dizia coisas tão desagradáveis e a nosso filho também. Foi aí que percebi que estava doente e fui pesquisar na internet sobre bipolaridade. Ele apresentava de 15 a 16 sintomas. Foram 3 meses de angústia até que o seu amor por mim e por nosso filho o fez perceber que estava nos fazendo mal. Então resolveu tomar os remédios por 2 semanas até seu humor estabilizar.
    Ele ainda não aceita sua doença e por isso é difícil conscientizá-lo sobre o tratamento e assim eu fico com tanto medo de uma nova crise, pois não sei de quanto a quanto tempo a crise volta. Qualquer alteração de humor dele me deixa sobressaltada. Eu estou aprendendo a reconhecer os sinais, mas o quê fazer ao perceber o começo de uma crise?
    Agradeço aos espaço para esclarecimento.

    • Equipe Abrata 13 de maio de 2017 às 11:09 - Responder

      Querida Luciana.

      Até o presente momento, não é conhecida uma cura para o Transtorno Afetivo Bipolar. Todavia, a doença pode ser controlada através de tratamento adequado, assim como diversos transtornos mentais.

      Por ser uma doença causada por fatores biopsicossociais, o tratamento geralmente é feito através de medicamentos e psicoterapia. É de extrema importância que o paciente também esteja inserido em um ambiente saudável, com pessoas que o apoiam e tentam ajudar na sua melhora.

      O tratamento medicamentoso é geralmente feito com estabilizadores de humor, antidepressivos, antipsicóticos e, em casos de urgência, tranquilizantes. Os remédios devem ser prescritos por um psiquiatra e o tratamento não deve ser descontinuado sem o consentimento do profissional.

      Por ser uma doença que dura a vida inteira e pode se tornar invisível (hibernar) durante alguns meses ou anos, há o risco de que pacientes que se sintam bem e acreditem estarem curados e, por isso, pararem de tomar os remédios sem que o médico tenha ciência. É preciso que o profissional explique que a bipolaridade é uma doença crônica e o tratamento é para a vida toda, podendo sofrer alterações e ajustes de acordo com as necessidades do paciente.

      É muito importante que a pessoa com transtorno bipolar faça a sua adesão ao tratamento para conseguir a estabilidade. No entanto, muitas pessoas têm dificuldade
      em aceitar que possuem uma doença crônica e que precisam tomar medicamento continuamente para tratá-la.
      Com a adesão ao tratamento, são reduzidas as chances de recorrência de crises, há melhor controle da evolução do transtorno e a redução da intensidade de
      eventuais episódios, fazendo com que a pessoa possa ter uma vida mais saudável.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  100. Laura 18 de maio de 2017 às 19:11 - Responder

    Boa noite!

    Namorei meu marido durante 10 anos e estamos casados há 14. Temos 3 filhas.
    Ele sempre foi nervoso. E no começo justificava para mim as coisas que ele fazia como temperamento. Coisas como quebrar algo, quebrar prato mesmo com a nossa bebê estando no chão, quebrar rádio de carro, brigar com a filha por não comer no dia de sua festinha de aniversário na escola e não ir à festinha…
    Enfim, depois que percebi que isso não era normal, o induzi a essa conclusão e depois de relutar, ele procurou ajuda. Foi diagnosticado como transtorno bipolar e agora, 8 anos depois, começou a fazer tratamento com lítio. (Antes era tratado com medicamentos que não surtiam efeito), mas como sempre deixava de tomar quando achava que estava bem, não percebíamos que o medicamento estava errado. O começo com o lítio foi uma benção, mas mais uma vez ele não toma regularmente. E quando começo a perguntar se tomou, na intenção de lembrá-lo, ele se ofende. Às vezes briga e às vezes mente que tomou, para eu não ficar perguntando… Realmente não tenho mais esperança e minha filha mais velha já chegou a perguntar por que não me separo. Estou a um passo disso acontecer, pois o que mais me machuca é que as minhas filhas presenciaram as crises horrorosas pelas quais ele passa. Faço esse desabafo na esperança de haver mais alguma coisa que eu possa fazer. Apesar de não acreditar que haja.

    Grata pelo espaço!

    • Equipe Abrata 20 de maio de 2017 às 09:55 - Responder

      Querida Laura.

      A ABRATA agradece a sua mensagem e o espaço que oferecemos tem a finalidade de auxiliar as pessoas que nos procuram.

      Vamos às questões colocadas por você:

      Falar que alguém tem o temperamento forte, muitas vezes é tomado como um elogio e confunde-se com personalidade forte, coisa bem diferente. Na verdade trata-se de uma crítica.
      Temperamento forte geralmente é dito quando, na verdade, se quer dizer que uma pessoa é difícil de lidar, teimosa, orgulhosa e assim por diante.

      A maioria das pessoas que apresenta muitos problemas, sofrimento psicológico e emocional, encaixa-se no grupo das pessoas com alterações de humor também muito intensas. Pode ser um sintoma de transtorno bipolar, que é uma disfunção psicológica muito antiga, mas muitas vezes os pacientes ficam sem tratamento por falta de um diagnóstico correto.

      A bipolaridade é um transtorno mental em que a pessoa não reage ao que acontece na vida de uma forma adequada, ela apresenta uma resposta desproporcional, tanto para tristeza quanto para alegria.

      Quando a pessoa apresenta alterações de humor bem marcadas fica fácil de diagnosticar, todavia quando a doença se apresenta de uma forma mais branda, é preciso um olhar profissional bem apurado para conseguir identificar o transtorno. Esta pessoa pode ser confundida com alguém com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, pois alguns sintomas são semelhantes: impulsividade, desatenção. Também pode ser confundida com depressão comum.

      Um diagnóstico errado faz com que a pessoa passe anos em tratamento que não surtirá efeito. Por isso é necessário considerar os sintomas, o comportamento, o histórico familiar, o ambiente e a genética. Saber o quanto foi herdado geneticamente e o quanto foi adquirido.

      A adesão ao tratamento para o transtorno bipolar é fundamental para o sucesso do tratamento. Muitas pessoas, infelizmente, têm dificuldade em aceitar a doença, que é
      crônica e que precisa dos medicamentos para que os sintomas sejam controlados.

      Algumas formas de psicoterapia associadas ao tratamento medicamentoso têm surtido excelentes efeitos.

      A importância da adesão ao tratamento está no fato de que haverá redução da intensidade de eventuais episódios e controle da evolução do transtorno bipolar.

      A terapia comportamental cognitiva, por exemplo, é indicada para a pessoa que tem o transtorno bipolar e oferece os seguintes benefícios:

      1)Educar pacientes e familiares sobre o Transtorno Bipolar, seu tratamento e suas dificuldades.
      2) Ensinar métodos para monitorar a ocorrência, a gravidade e o curso dos sintomas maníaco-depressivos.
      3) Facilitar a aceitação e a cooperação com o tratamento.
      4) Oferecer técnicas não medicamentosas para lidar com sintomas e problemas.
      5)Ajudar a enfrentar fatores de estresse que estejam interferindo no tratamento.
      6) Estimular a aceitação da doença e diminuir o estigma associado ao diagnóstico.

      A pessoa aprende a reconhecer padrões de comportamento e pensamento, a ter papel mais ativo no tratamento, a lidar com os problemas que produzem estresse e a reconhecer os sintomas que indiquem que uma recaída pode acontecer, para agir preventivamente.
      A terapia familiar também é indicada.

      Agora vamos conversar sobre um assunto de suma importância, que é: Cuidando do Cuidador de Pessoa com Transtornos Afetivos – depressão e transtorno bipolar.
      Tomamos a liberdade de postar matéria publicada pela ABRATA que poderá ajudá-la muito.

      “Cuidando do Cuidador (familiar)”.

      Publicado em 18 de Setembro de 2016 por Equipe Abrata.

      “As dificuldades e estresse em lidar com pacientes com transtornos psiquiátricos podem ser tantas que, muitas vezes, existe um risco grande do cuidador se deixar envolver e adoecer. O psiquiatra Victor Pablo falou sobre a importância de “cuidar do cuidador”.

      O núcleo familiar pode ser considerado um organismo que se organiza conforme as características dos seus indivíduos e pelas relações de afeto, repulsa, desejo e poder. Alterações drásticas dentro do núcleo tendem a desestruturá-lo, num primeiro momento, mas são seguidas por esforço para a sua reorganização.

      Nos transtornos do desenvolvimento, como o autismo e o retardo mental, a relação familiar já parte de um princípio de cuidado e prevenção de danos desde a primeira infância, o que pode tornar o convívio menos desgastante. Porém, as grandes síndromes psiquiátricas e transtornos de dependência química afetam o indivíduo no início da vida adulta ou durante a terceira idade, o que frustra as expectativas da família em relação ao indivíduo, decorrente de sua perda de autonomia e sua inesperada dependência de cuidados específicos. Na evolução natural da crise para a fase crônica, um elemento familiar espontaneamente ocupa o papel de cuidador, muitas vezes a mãe, a filha, a esposa ou a secretária doméstica.

      Perguntas, constatações e exclamações surgem com este problema: “Ele nunca mais voltará ao normal?”; “Estou no meu limite, vou enfartar!”; “Onde eu errei na educação desse moço?”; “Não sabia que era uma doença, por isso se agravou.”; “É culpa minha sim!”; “Ele não aceita o tratamento e não percebe que tem uma alteração mental. O que fazer?”; “Transtorno mental é para a vida toda?”; “Como cuidar também de mim?”; “Ele nunca se responsabiliza por si”; “Estou sozinha pra cuidar dele”; “Ele sempre vai ter mais crises?” – Mas, quais destas questões são justas com o cuidador? É preciso ter a real noção das causas e características do transtorno mental que acomete o paciente, para que o cuidador não se sinta culpado ou mesmo responsável por ele.

      CUIDANDO DE SI.
      Por mais amor que tenhamos pelo ente adoecido existe um limite para exaustão relacionada ao ato de cuidá-lo. Entre os indicadores de que o cuidador chegou ao seu limite no manejo do paciente estão: a fadiga fácil, a diminuição da habitual capacidade de relaxar ou sentir prazer, insônia, queda da produtividade profissional, isolamento social, sintomas dolorosos, desenvolvimento de sentimentos raiva, rejeição e conformismo, atuações de superproteção e até pensamento e comportamento suicida.

      Em mais de oito anos de experiência realizando grupos de família, podemos colher algumas atitudes caseiras de cuidadores que enfrentam esta situação: “Oro a Deus e faço Pilates”; “Namoro bastante e como torta de chocolate”; “Dou uma volta no shopping”; “Faço um retiro na fazenda”; “Mando ele para casa do pai por um tempo”; “Divido o cuidado com minhas irmãs”; “Tenho um psicólogo para mim”; “Faço acupuntura”; “Mando ele calar a boca e me deixar em paz por umas horas” – Entre outras.

      Algumas atitudes podem ajudar no processo de lidar com o paciente:

      – Não confrontar o delírio e a agressividade.
      – Postura acolhedora, porém firme nas recaídas das drogas.
      – Monitorizar os sintomas sinalizadores de crise bipolar.
      – Vigilância das medidas na Anorexia.
      – Aprender a identificar atuações emocionais que reforçam comportamentos inadequados.
      – Consultar o psiquiatra mesmo sem a presença do paciente.

      Ainda assim, a informação especializada e condução por algum terapeuta pode tornar a atitude do cuidador cuidar de si mesmo mais eficiente, pois sem isso acabaremos por ter duas pessoas a serem cuidadas, e não apenas uma”.

      Fonte: http://holiste.com.br/noticias/cuidando-do cuidador/#sthash.8Hlkg8YE.ubd9SXFP.dpuf.

      Você pode, ainda, baixar gratuitamente o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR. O site é: http://www.abraa.org.br/new/folder.aspx

      Um abraço enorme.
      Equipe ABRATA.

  101. Lucas menezes 19 de maio de 2017 às 14:21 - Responder

    Oi, me chamo Lucas Menezes e descobri que tenho bipolaridade através da minha namorada por causa das minhas atitudes, como o meu estresse e ignorância. São fatos que pude perceber….tristeza e sentimentos….queria saber qual médico procurar…porque estou mal e quero me cuidar. …não sei quem da minha família possui bipolaridade…pois não conheço meus pais biológicos. Fui criado por pais adotivos. Quero saber o que devo fazer e onde ir pois me cuidar.

    • Equipe Abrata 20 de maio de 2017 às 09:08 - Responder

      Prezado Lucas.

      Você é uma pessoa consciente em virtude de ter captado que algo não está bem. E importante: você deseja se cuidar!
      Pois bem. O médico que pode ajudá-lo é o psiquiatra pois somente ele é capaz de avaliar os sintomas que você apresenta e
      ministrar o tratamento adequado.
      Sentimentos de tristeza em função de perdas ou manifestações de raiva decorrentes de frustração são na maioria das vezes reações afetivas normais e passageiras e não requerem tratamento. Porém, dependendo da intensidade, da persistência e da presença de outros sintomas concomitantes, a tristeza e a irritabilidade podem ser indícios de depressão, que é um dos transtornos afetivos.

      A característica essencial do transtorno afetivo – transtorno bipolar e depressão, é o desenvolvimento de sintomas emocionais ou comportamentais significativos em resposta a um ou mais estressores psicossociais identificáveis. A importância clínica da reação é indicada por um acentuado sofrimento, que excede o que seria esperado, dada a natureza do estressor, ou por um prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou acadêmico.

      O diagnóstico de transtorno afetivo com humor depressivo, exige o predomínio de sintomas tais como tristeza, choro e sentimentos de desesperança. O diagnóstico diferencial é amplo, no sentido de excluir não apenas transtornos do humor, como depressão maior, transtorno bipolar ou distimia, mas também luto sem complicação.

      A adesão ao tratamento recomendado é a chave do sucesso.
      Cuide-se!

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  102. Lucimara Lemes Ribeiro Pinto 22 de maio de 2017 às 15:01 - Responder

    Sempre tenho esses sintomas mas nunca achei que era um sintoma bipolar. Passei em um clínico geral que me encaminhou para o psicólogo e psiquiatra. Eu disse a ela que desde sábado à tarde estava tudo bem mas foi eu falar alguma coisa atravessada para o meu marido que imediatamente … eu só lavei a louça e fui para o quarto e ali fiquei chorando e achando que eu era a pior pessoa do mundo. E no domingo não saí do quarto, me alimentei muito pouco e chorei o dia todo; não consegui falar com ninguém da minha casa, não tive coragem de fazer nada nem mesmo as refeições .

    • Equipe Abrata 23 de maio de 2017 às 07:51 - Responder

      Querida Lucimara.

      Os transtornos afetivos – depressão e bipolaridade, são transtornos nos quais a principal característica é uma alteração do humor ou do afeto, no sentido de uma depressão (com ou sem ansiedade associada) ou de uma elevação do humor. A maioria destes transtornos tendem a ser recorrentes e a ocorrência dos episódios pode frequentemente estar relacionada a situações ou fatos estressantes, hereditariedade e outros fatores.
      Diferente de mudanças no humor causadas por situações cotidianas, os transtornos afetivos são muito prevalentes na sociedade e causam forte sofrimento tanto para os pacientes quanto para os seus familiares e amigos e requerem um tratamento e um acompanhamento adequados.
      A depressão e o transtorno bipolar são os transtornos afetivos mais conhecidos pela sociedade e necessitam tanto de um bom acompanhamento psiquiátrico como psicológico visto que estes geralmente se apresentam acompanhados de comorbidades (outras doenças relacionadas à doença principal) ou de outros transtornos,
      o que pode causar severos danos físicos e sociais aos pacientes.
      Com o tratamento apropriado, a pessoa com transtorno bipolar e depressão pode levar uma vida normal, produtiva e com qualidade.
      É importante, também, a devida adesão ao tratamento a fim de sejam reduzidas as chances de recorrências de crises, com o controle da evolução do transtorno e da
      redução da intensidade de eventuais episódios.
      Dessa forma, procure um profissional psiquiatra que lhe dará um diagnóstico e ministrará o tratamento relacionado a ele.
      Atualmente, o tratamento mais indicado para os transtornos afetivos – depressão e transtorno bipolar, é uma combinação de medicamentos e psicoterapia.
      Estamos à disposição para mais informações.
      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  103. Daniel de Abreu Damasceno Júnior 12 de junho de 2017 às 15:11 - Responder

    Boa tarde,

    Eu e minha namorada nos conhecemos há mais de 3 meses. Tudo ocorreu meio rápido e estamos seguindo para o terceiro mês no relacionamento.
    Quando nos conhecemos, conversávamos sobre tudo sem nenhum pingo de flerte. Ela chegou a me contar que sofreu abuso na infância e desde então, desenvolveu dificuldades pra confiar pois no seu primeiro relacionamento depois do ocorrido, foi marcado por uma traição, e os relacionamentos seguintes foram sem afeto nenhum, alguns também resultando em traição por parte do indivíduo. Nos envolvemos e nos encontramos a primeira vez, ela me contou que eu a havia tirado da depressão, e sorria comigo e brincava. Mas recentemente, ela começou a se isolar, tivemos uma briga e depois de dois dias sem falar comigo, ela voltou a conversar. Desde então, passou a se distanciar de mim (apenas de mim, pois continua conversando ao celular), se sente triste na maioria das vezes, ou extremamente pessimista. Quando está bem, não sai da cama e dorme longos períodos, está sem libido e rejeita qualquer afeto da minha parte (no dia do meu aniversário e dia dos namorados, não recebi um beijo sequer).
    Por ela apresentar alguns sintomas, acredito ser depressão, mas não deixa de passar pela minha cabeça que ela pode ter perdido o interesse em mim. Quando conversei com ela a respeito, ela rejeitou a ideia de procurar um psicólogo.
    Confesso que é difícil lidar com alguém que não demonstra afeto nem por palavras nem por carícias, entretanto, ela fez questão de comprar um presente para mim e de me surpreender no meu aniversário.
    Como saber se é depressão ou perda de interesse?
    Sendo depressão, como convencê-la a buscar ajuda?
    Como ajudá-la enquanto ela não aceita terapia?
    Como lidar com essa distância que ela impõe sem gerar pensamentos nocivos?

    • Equipe Abrata 15 de junho de 2017 às 11:40 - Responder

      Olá Daniel.

      Depressão é um termo utilizado na psiquiatria para designar um transtorno de humor, uma doença em que a principal queixa apresentada
      pelas pessoas é o humor depressivo e às vezes irritável durante grande parte do dia ou durante todo o dia, que pode durar por semanas, meses
      e até anos, se não for tratada.
      Sentir-se triste ou abatido por causa de um luto, perda do emprego, separação, etc. é algo que faz parte da própria natureza humana, como chorar, não é?
      Porém, há um diferenciador importante: tristeza não é depressão.
      São alguns sintomas:
      Perda de energia;
      Ausência de vontade para realizar atividades rotineiras;
      Cansaço constante;
      Perda de peso sem razão aparente;
      Insônia ou muito sono;
      Lentificação;
      Dores no corpo;
      Ausência de libido;
      Baixa auto-estima;
      Dificuldade para manter os relacionamentos;
      Dificuldade no trabalho, na escola;
      Pensamentos pessimistas;
      Ideação suicida.
      Para ajudar a sua namorada, você poderá conversar com ela com calma e amorosidade.Realce que a acompanhará ao psiquiatra, se ela quiser.
      Frise que a ama e que está ao seu para o que der e vier.
      Evite, se puder, os pensamentos negativos em relação seu namoro. Lembre-se que ela pode estar doente.
      A depressão tem controle, com tratamento medicamentoso e psicoterapia.
      O portador poderá levar uma vida normal, com qualidade.

      Agradecemos a sua mensagem e um abraço.
      Equipe ABRATA.

  104. Maria 27 de junho de 2017 às 23:37 - Responder

    Olá. Depois de presenciar inúmeras crises durante toda minha vida, descobri há pouco tempo que minha mãe sofre de Transtorno Bipolar. Após uma longa fase de normalidade, um problema financeiro desencadeou uma crise de mania. Não entendia o que estava acontecendo pois a sensação é de que a minha mãe ia embora, e uma pessoa muito agressiva e descontrolada, tomava o controle. Fiquei muito mal em pensar que aquilo poderia ter voltado. Aquela “mãe” que eu não gostava. Chorei, entrei em depressão. Até que comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri que todos os sintomas batiam exatamente com os dela. Estou muito cansada pois além de causar muito sofrimento a mim e a todos à sua volta, ela se recusa a ir ao médico. Diz que detesta tomar remédio. Procurei um psiquiatra amigo de um parente e de acordo com tudo que eu falei, ele aconselhou a internação. Me doeu demais pois sei o quanto a internação involuntária pode ser agressiva. Não sei o que fazer.

    • Equipe Abrata 1 de julho de 2017 às 10:02 - Responder

      Cara Maria.

      Agradecemos o seu contato.

      O Transtorno Bipolar é uma doença tratável. Os medicamentos denominados estabilizadores de humor, por exemplo, se destinam a promover
      a estabilidade do doente. Todavia, quando há falta de adesão ao tratamento, tudo fica deveras preocupante.
      Se o psiquiatra com quem conversou sugeriu a internação involuntária, é importante que saiba que é uma decisão traumática para todos
      os envolvidos, porém necessária em alguns casos. Senão vejamos:
      A internação psiquiátrica involuntária é aquela realizada sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros.
      Habitualmente, são os familiares que solicitam a internação do paciente, mas é possível que o pedido venha de outras fontes.
      É indicada em situações com alto risco de autoagressão ou heteroagressão, bem como transtorno grave que comprometa a capacidade do
      paciente de reconhecer a necessidade do tratamento e de aceitá-lo.
      É necessário que o médico responsável técnico da instituição onde o doente for internado comunique, no prazo máximo de 72 horas, o
      Ministério Público Estadual.
      O mesmo procedimento deve ser adotado quando o paciente receber alta hospitalar.
      A internação involuntária terminará com a alta médica dada pelo psiquiatra responsável pelo tratamento. No entanto, ela poderá também ser interrompida mediante solicitação escrita do familiar ou responsável legal.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  105. Ana Cristina 1 de julho de 2017 às 12:00 - Responder

    Bom Dia!
    Meu namorado não está bem, do nada fica meio agressivo. Sua mãe tem esquizofrenia e na gravidez dele sempre tomou remédios. Ele é por demais ansioso, já teve crise de ficar tremendo e ai é que descobrimos o transtorno de ansiedade, mas tem andado estranho e sei o que passou ao perder o primeiro amor. Não ter amor de pai que já faleceu também, já foi abusado na infância, muitas coisas na vida já ocorreram, e percebo que isso está acumulado. Já falei para procurar ajuda e vamos fazer isso, mas é tenso ver quem amamos sofrer assim… eu não sei o que pode desenvolver sabe tenho medo de perdê-lo.

    • Equipe Abrata 14 de julho de 2017 às 06:53 - Responder

      Olá Ana Cristina

      Agradecemos o seu contato.
      Vocês estão no caminho certo. A ajuda médica profissional é fundamental para a melhora significativa do doente.
      E a nossa sugestão é no sentido de procurarem, também, um (a) terapeuta.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  106. Pauline Moysés 7 de julho de 2017 às 13:44 - Responder

    Vocês tem algum grupo de apoio a bipolares e familiares em BH?

    • Equipe Abrata 14 de julho de 2017 às 06:59 - Responder

      Olá Pauline

      Não temos grupos de apoio mútuo em sua cidade.
      Encontramos um endereço no qual você deve solicitar informações pois não conhecemos o trabalho que é oferecido.

      • Associação Família
      Endereço: Rua Rio de Janeiro, 909/1003 – Belo Horizonte – MG – CEP 30160-041
      Telefone: (31) 3272-2593/3272-2557
      Objetivos e forma de atuação: Trabalhar junto a famílias de risco social, enfocando principalmente o indivíduo com problema mental,
      restabelecendo os laços sociais; atuam junto à prefeitura de Belo Horizonte.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  107. fabricio 12 de julho de 2017 às 11:40 - Responder

    Bom dia. Conheci uma moça há três meses atrás, no começo estava tudo bem, ela inclusive é psicóloga formada e atende seus pacientes. Um dia depois da primeira briga ela me falou sobre o seu problema de ser bipolar , ai tivemos muitas brigas por traições dela e outras coisas, como mudança de humor. Estava gostando dela demais, não tive olhos para problema achei que era uma coisa boba. Agora ela me culpa por tudo e pelas as coisas que fiz para ela, fala que tem medo de mim, que precisa se proteger … não fiz nenhum mal a ela só não soube lidar com ela e com a sua bipolaridade. O que eu posso fazer agora?

    • Equipe Abrata 15 de julho de 2017 às 06:48 - Responder

      Prezado Fabrício.

      Ao que tudo indica, a moça tem o diagnóstico de transtorno bipolar e deve fazer tratamento.
      Ela é psicóloga e, com certeza, sabe que é preciso fazer a adesão ao tratamento medicamentoso para ficar estável.
      Quanto a você, sugerimos que dê tempo ao tempo. Não se culpe, procure fazer coisas agradáveis, que lhe dão prazer, está bem?
      Ah, se quiser fazer psicoterapia, também é um excelente recurso para trabalhar as emoções, sentimentos, etc.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  108. rosele 17 de julho de 2017 às 05:56 - Responder

    vcs tem algum grupo de apoio em brasilia?

    • Equipe Abrata 21 de julho de 2017 às 09:29 - Responder

      Olá Rosele

      Você pode solicitar informações no Núcleo de Mútua Ajuda às Pessoas com Transtornos Afetivos – APTA.
      O APTA tem como missão oferecer o “mútuo apoio solidário entre as pessoas com transtorno afetivos (transtornos depressivos ou bipolares),
      seus familiares, profissionais da área de saúde e cidadãos interessados, com a finalidade de promover a saúde mental.
      Os Grupos de Acolhimento acontecem aos sábados, das 15h às 16h30.
      Local: Universidade de Brasília – UNB – Faculdade de Medicina, Sala AC 111
      Contato: Tel: (61) 3107-1978 e-mail: apta.apta@gmail.com
      http://apta-df.blogspot.com.br/

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  109. Jurandir 21 de julho de 2017 às 19:22 - Responder

    Minha esposa era tratada como tendo depressão. Mas agora foi diagnosticada com bipolaridade, ela me culpa pela suas crises, não sei o que fazer.

    • Equipe Abrata 23 de julho de 2017 às 08:44 - Responder

      Olá Jurandir

      O transtorno bipolar se caracteriza por oscilações do humor, ora depressão, ora mania (euforia). Com o tratamento
      apropriado, que inclui medicamentos, e psicoterapia a sua esposa ficará estável e poderá ter uma vida satisfatória.
      O apoio familiar é muito importante para a estabilidade do doente.
      Baixe gratuitamente o Guia para Cuidadores de Pessoas com Transtorno Bipolar pelo site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um abraço
      Equipe ABRATA

      • Jurandir 25 de julho de 2017 às 18:24 - Responder

        Obrigado por esse guia, era isso q eu estava precisando. Eu desenvolvi transtorno do pânico eu tomo remédios.

  110. Vania 31 de julho de 2017 às 08:01 - Responder

    Bom dia.
    Fui diagnosticada com transtorno bipolar em meados de 2013 quando iniciei o tratamento com Lítio 300mg. Após quase um ano de tratamento parei de fazer uso da medicação achando que estava “curada”.
    Há mais ou menos 3 meses retornei com o tratamento, porém observei que fiquei muito mais agressiva a ponto de agredir fisicamente. Estou tomando Litio novamente, será que somente ele pode estabilizar?

    • Equipe Abrata 3 de agosto de 2017 às 19:33 - Responder

      Prezada Vania,

      O tratamento do transtorno bipolar envolve desafios importantes. Um dos maiores é fazer o portador da doença compreender e praticar a adesão ao tratamento. O que aconteceu a você é muito frequente, ou seja, as pessoas iniciam o tratamento e, assim que ficam sem sintomas ou sofrimento, descontinuam com a medicação e acabam recaindo. O que acontece é que nem sempre uma crise é igual a outra e, após a interrupção de uma medicação, pode acontecer que na próxima vez a medicação não tenha a mesma eficácia ou que o tempo de recuperação seja maior.
      O lítio, embora seja considerado um estabilizador padrão ouro, nem sempre é suficiente para estabilizar um paciente. Pode ser necessário associar outros medicamentos para que se consiga um melhor controle do quadro. Mas, quem poderá avaliar isso melhor é o psiquiatra que a acompanha. Converse com ele sobre as suas dúvidas e veja se ele está planejando aguardar um pouco mais de tempo até o lítio manifestar todo o seu resultado ou se ele pensa em mudar algo a partir dos sintomas que você está sentindo. Podemos adiantar que qualquer das duas possibilidades são válidas e somente o médico que acompanha o paciente tem as melhores condições para tomar a decisão adequada ao seu caso.
      Por fim, recomendamos enfaticamente: nunca interrompa o seu tratamento, caso contrário as manifestações do transtornos voltarão e poderá ser mais difícil alcançar o mesmo estado de bem estar de antes.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA”.

  111. RONALDO ALVES 10 de agosto de 2017 às 17:48 - Responder

    Tenho 39 anos, sofro com transtorno bipolar desde os 18, faço uso de lítio periodicamente, porém neste ano de 2017 fiquei desempregado, desde então observo que, mesmo fazendo uso diário do lítio, não estou tendo os mesmos resultados de antes. Estou me cobrando muito e a falta de ter um trabalho vem me afetando. Para piorar, cada não em uma possível oportunidade de trabalho, vem contribuindo para minha autoestima baixa. Hoje em dia, o que aprendi sobre bipolaridade é que o que conta para você ficar estável e equilibrado é o lado psicossocial. Contudo, acho que o país não está muito favorável para esse equilíbrio…

    • Equipe Abrata 22 de agosto de 2017 às 07:58 - Responder

      Prezado Ronaldo,

      A questão que você coloca é muito útil para se compreender a relação entre os fatores biológicos e os fatores psicossociais envolvidos
      no desencadeamento de sintomas do transtorno bipolar. Os portadores deste transtorno nascem com uma dificuldade para se adaptar a situações
      de estresse. Diante de dificuldades, como o desemprego no seu caso, os sintomas de baixa autoestima e tristeza ganham proporções mais
      intensas do que em pessoas não portadoras e podem se ampliar até se transformar num episódio depressivo.
      É nessa hora que é importante antecipar uma consulta médica para fazer ajustes na medicação e/ou intensificar as sessões de psicoterapia,
      ou participar mais de grupos de apoio mútuo, para aprender a lidar de uma maneira mais saudável com os fatores desencadeantes presentes em cada pessoa.

      Um grande abraço,
      Equipe ABRATA

  112. Chris 23 de agosto de 2017 às 23:14 - Responder

    Meu marido foi diagnosticado com Transtorno bipolar, ele teve duas crises de mania em menos de 3 meses e agora está internado de novo em uma clinica com um quadro depressivo, ele está tomando Haldol com Ativan e Benzotropine, e ele fica pior ainda porque ele está tendo uns efeitos indesejados com o haldol, como umas tremedeiras em todo corpo, dificuldade pra falar e ficar em pé.Eu estou sem chão, tento animá-lo de todas as maneiras possíveis, agora ele nem quer que eu o visite. Eu sei que até chegar numa medicação e dosagem correta pra ele demora, mas ele precisa mesmo sofrer tanto assim até dar certo? Com todos esses efeitos colaterais? Não consegue ficar em pé (só quer ficar deitado), e ele não consegue comer também, só fala em morte…

    • Equipe Abrata 3 de setembro de 2017 às 07:49 - Responder

      Prezada Cris Barbosa

      De acordo com sua descrição, seu marido tem estado muito instável. Duas crises maníacas com intervalo de 3 meses e, em seguida, um episódio depressivo.
      É verdade o que você diz, pode levar tempo até que se encontre um esquema terapêutico com resposta adequada. Mas, o fato de ele estar internado pode facilitar o tratamento na medida em que ele pode ser acompanhado e cuidado diariamente e os ajustes necessários serem feitos. Além disso, os efeitos colaterais também são observados e também tratados.
      Sempre dizemos que a participação dos familiares é muito importante, pelo apoio e conforto que podem proporcionar. Mas também é importante paciência para aguardar os resultados, sem que isso signifique que você não deve continuar acompanhando seu marido e solicitando informações sobre a medicação e a evolução dele para a equipe responsável pelo tratamento.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  113. RONALDO ALVES 25 de agosto de 2017 às 09:30 - Responder

    Obrigado pela dica… É só um momento irei sair dessa, tenho buscado conhecimento em prol de uma vida estável. Acredito que, quando tudo tá indo bem, temos também que termos cuidado, pois qualquer fator negativo pode nos levar à uma crise…

  114. Rodrigues 2 de setembro de 2017 às 20:56 - Responder

    Engravidei em um episódio de mania, onde tive que parar com os medicamentos, agora estou com 6 messes de gravidez, o psiquiatra me mandou voltar a tomar o lítio e receitou diazepan e amplictil. Já comprei mas não estou com coragem para tomar, tenho muito receio de causar algum mal para meu bebê. Mas está difícil de me estabilizar, fico muito triste sem falar na falta de ajuda social e família.

    • Equipe Abrata 9 de setembro de 2017 às 07:55 - Responder

      Prezada Evelyn,
      O risco de má formação do feto em decorrência do uso de medicamentos está concentrado nos primeiros três meses de gestação, época de formação dos órgãos. Depois disso, a segurança é maior. Os medicamentos que seu médico lhe prescreveu são mais seguros nesta fase atual de gravidez. O único cuidado a tomar é fazer o pré-natal e avisar que você está tomando esses medicamentos. Um pouco antes do parto será necessário interromper o lítio para maior segurança, mas ele pode ser reiniciado logo depois.
      Recomendamos que você tome os medicamentos pois a falta de tratamento durante a gestação pode trazer problemas tanto para a mãe como para a criança.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  115. sousaluannah@gmail.com 7 de setembro de 2017 às 19:20 - Responder

    Meu pai foi internado por duas semanas e voltou pra casa, ele ainda não está entendendo o porquê dos remédios e não está aceitando o fato de estar doente, o que devo falar para ele?

    • Equipe Abrata 9 de setembro de 2017 às 09:35 - Responder

      Olá Luannah.

      Fazer alguém com algum transtorno mental a aceitar que está doente e que precisa de tratamento é uma tarefa que exige muita persistência e calma.
      O próprio portador nem sempre consegue identificar que algo diferente está ocorrendo. Acredita que aquelas características façam parte de sua personalidade.
      E muitas vezes sentem até um estranhamento, se por conta do uso de medicações aquelas características forem suprimidas. Ou seja, não sabem experimentar
      a vida de outra forma.

      Antes de mais nada é muito importante uma relação sincera de afeto e confiança para que aos poucos o enferm vá quebrando as resistências e se aproximando
      de um tratamento.
      Verifique quem, dentre suas relações, seria a pessoa mais indicada para fazer essas tentativas de abordagem, e também qual o melhor momento.

      Em relação ao tratamento, o ideal seria a combinação de medicamentos e psicoterapia, mas não importa se isso não acontecer de imediato.
      O mais importante é que o tratamento se inicie e que aos poucos as resistências sejam quebradas.

      Este processo de aceitação e envolvimento pode levar muito tempo, então não esqueça de cuidar de si mesmo e de sua saúde mental, se a convivência
      for muito difícil.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  116. matheus camargo 22 de setembro de 2017 às 12:02 - Responder

    Minha namorada faz tratamento através de remédios, recentemente teve outra crise , não está se sentindo nada bem. Me pediu um tempo , disse que não quer me magoar , entendo, mas o que mais quero é ficar do lado dela. Como posso fazer pra ajudar nesse momento que ela passa ?
    Obrigado.

    • Equipe Abrata 24 de setembro de 2017 às 10:56 - Responder

      Prezado Matheus.

      Entendemos a sua preocupação, entretanto é muito provável que sua namorada esteja se adaptando ao tratamento e precise
      desse distanciamento para evitar eventuais pressões.
      Ajude-a procurando compreender o momento em que ela se encontra e coloque-se à disposição se ela precisar.
      Força, viu?
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  117. angela 24 de setembro de 2017 às 16:16 - Responder

    Oi, sou Angela, meu cunhado está doente assim mas ele não aceita tomar remédio e a família o internou numa clínica psiquiátrica. Será que isso é o melhor para ele?

    • Equipe Abrata 25 de setembro de 2017 às 08:43 - Responder

      Cara Angela.

      A internação psiquiátrica é recomendada quando já foram esgotados os meios de auxiliar o doente. E
      foi a melhor solução encontrada pelos familiares.
      Afinal, seu cunhado está sendo acompanhado por médicos e fazendo o devido tratamento.
      É importante que vocês preparem-se para o retorno quando ele obtiver alta. A manutenção
      do tratamento é que garantirá a estabilidade de seu ente querido.
      Falem com os profissionais que cuidam dele e observem todas as recomendações.
      Os cuidadores podem procurar ajuda profissional se manifestarem algum episódio de depressão,
      por exemplo.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  118. Gabriela 24 de setembro de 2017 às 18:57 - Responder

    Estou morando em outro país e meus medicamentos acabaram já faz 8 dias. Tenho tido crises e ontem tive uma absurdamente horrorosa onde quase terminei meu relacionamento. Amanhã conseguirei ir a um médico aqui para conseguir a prescrição das medicações. Uso Lamotrigina e oxalá Escitalopram. Como posso fazer quando sinto que uma crise pode estar chegando? E como agir após uma crise? Muito obrigada!

    • Equipe Abrata 25 de setembro de 2017 às 09:36 - Responder

      Querida Gabriela.

      A Bipolaridade ou transtorno bipolar é uma desordem mental caracterizada sobretudo pela alternância do humor nas pessoas.
      As fases – depressão e euforia (mania), apresentam alguns sintomas e características que podem ajudar os portadores a reconhecer a
      proximidade dos episódios relativos à oscilação do humor.
      Em alguns casos, as duas fases podem se sobrepor, o que recebe o nome de estado misto.
      Os seis principais sintomas são:
      1. Mudanças de humor
      A principal característica da bipolaridade é a alternância do humor, como já dissemos.
      Portanto, quando uma pessoa apresentar alto grau de sentimentos felizes, alegria excessiva, humor eufórico, exaltação ou de sentimentos
      tristes em excesso e de repente seu comportamento se tornar o oposto disso, este pode ser um sintoma de mania ou de depressão.
      2. Dificuldade de concentração
      Outro sintoma importante é a dificuldade de concentração. Este é um comportamento considerado normal para a maioria das pessoas, porém,
      quando o portador de transtorno bipolar apresenta dificuldade excessiva em se concentrar em atividades normais, em memorizar informações e
      em tomar decisões, pode se configurar em um início de uma crise.
      3. Alterações no nível de energia, falta de energia.
      Uma pessoa bipolar pode apresentar muita energia e disposição em um dia e no outro pode ter um desânimo excessivo para fazer qualquer
      atividade. Pode ser a depressão se aproximando.
      4. Perda ou aumento de apetite
      A perda ou o aumento de apetite também pode estar relacionada com o transtorno bipolar. Na fase maníaca, é comum que a pessoa bipolar
      se alimente compulsivamente. Esse excesso também pode ser observado no consumo de bebidas e drogas. Já na fase depressiva, a pessoa
      costuma perder o apetite, o que ocasiona também a perda de peso excessiva.
      5. Redução ou excesso de sono
      As mudanças repentinas no sono também são um sintoma importante. Na fase maníaca, a pessoa costuma sofrer insônia, havendo uma redução
      nas horas de sono. Na fase depressiva, ao contrário da primeira fase, a pessoa tem um aumento do sono, podendo dormir uma quantidade de
      horas acima do normal.
      6. Alterações na libido
      O portador de transtorno bipolar, na sua fase maníaca, pode apresentar um desejo excessivo de praticar sexo, podendo até ter vários parceiros.
      Já na fase depressiva, ocorre a perda do apetite sexual.
      7. Outras características:
      Durante os episódios maníacos, a pessoa com transtorno bipolar manifestará os seguintes sinais:
      – Estará excessivamente alegre ou animado.
      – Pode sentir-se muito ansioso ou nervoso, o que fica evidente, entre outras coisas, porque a pessoa fala muito rápido, de forma acelerada
      e enlaçando várias ideias ao mesmo tempo, às vezes sem ordem aparente.
      – Irritabilidade e sensibilidade.
      – Atitude destemida: tornam-se as pessoas mais corajosas e arriscadas do mundo.
      Se a pessoa experimentar um episódio depressivo, então poderá manifestar estes sinais:
      -Tristeza muito intensa, preocupação e profunda sensação de solidão ou vazio.
      – Problemas de memória.
      – Dificuldade para realizar as tarefas cotidianas.
      – Pouco interesse em atividades sociais ou de lazer.
      – Fadiga
      – Lentificação
      – Pensamentos suicidas.
      Durante os episódios de depressão ou de mania, você deve consultar o seu médico a fim de prescrever medicação específica ou alterar a
      dosagem do remédio.
      Não sabemos como funciona a psicoterapia onde você mora, mas a combinação do tratamento medicamentoso com terapia têm sido indicada
      para obter-se mais êxito no que diz respeito à estabilidade da pessoa com transtorno bipolar.
      E Grupos de Ajuda são também bem-vindos.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  119. Aline Rabelo 25 de setembro de 2017 às 00:39 - Responder

    Boa noite, meu marido é depressivo bipolar, namoramos por quase 1 ano e resolvemos morar juntos, mas a partir disso ele mudou completamente, me evita sexualmente, coisa que não acontecia quando namorávamos, ele descobriu a doença e começou o tratamento mas parou por ser muito caro e não quer procurar um gratuito. Está muito difícil permanecer ao lado dele, ele está a cada dia se afastando de mim e isso está me deixando física e emocionalmente cansada e esgotada. O que devo fazer, minhas forças estão se esgotando eu o amo, mas também me amo.

    • Equipe Abrata 26 de setembro de 2017 às 09:38 - Responder

      Prezada Aline.

      A depressão bipolar é um comportamento bem específico em que a pessoa muda de sentimentos de uma hora para outra sem nenhum motivo relevante
      ou efeito causador. Essa atitude e mudança de humor muitas vezes é considerada “frescura” ou falta de educação, enquanto, na verdade, é uma
      doença séria e que merece atenção.
      Dentre os sintomas da depressão bipolar destacamos:
      -Tristeza profunda
      Bem diferente de um dia difícil, a pessoa com depressão bipolar pode apresentar momentos de profunda tristeza. Assim, ela leva uma vida com
      pouca realização e uma perspectiva bem negativa da sua realidade.
      – Apatia
      Muitos dos portadores também apresentam forte apatia, ou seja, dificuldade de ter realização e prazer em atividades que antes traziam muita satisfação.
      A pessoa fica com “insensibilidade emocional” e nada consegue despertar a realização.
      – Isolamento social
      Este é um sintoma comum da depressão e não é diferente no caso da bipolar. A pessoa fica com uma perspectiva tão forte de tristeza e falta de
      ânimo para viver que acaba abrindo mão da interação social. No caso da bipolaridade, ele pode se intensificar com a vergonha pela instabilidade
      de humor.
      – Alteração no sono
      Dormir pode se tornar uma tarefa mais difícil que muitas pessoas imaginam. A pessoa com depressão bipolar pode perder o sono e ficar lidando com um
      quadro de ansiedade.
      – Baixa autoestima
      Como reflexo de vários fatores já citados não é nenhuma surpresa que a pessoa também tenha uma baixa autoestima. Ela tem dificuldades de se achar
      bonita, interessante e acaba tendo uma perspectiva diferente de si mesma.
      – Redução da libido
      Quem possui a doença também enfrenta uma queda significativa no desejo sexual, tendo uma vida mais apática e enfrentando dificuldades com
      o parceiro.
      – Pensamento de morte e suicídio
      A depressão bipolar pode acarretar ideações suicidas. O nível de tristeza é tanto que muitos indivíduos param de encontrar qualquer tipo
      de realização, achando que a melhor solução é a interrupção da vida.
      Dessa forma, tendo em vista a complexidade e seriedade do transtorno bipolar, é importante o tratamento contínuo com psiquiatra e, quando possível,
      com psicólogo também.
      A importância da adesão ao tratamento reduz as chances de recorrência de crise, reduz a intensidade de eventuais episódios e controla a evolução
      do transtorno, além de reduzir a chance de suicídio.
      Sem o devido tratamento, os relacionamentos podem ficar comprometido. Por isso é que se recomenda aos cuidadores que procurem ajuda profissional.
      Sugerimos a leitura do artigo escrito pelo psiquiatra Teng Chei Tung publicado em nosso site sob o título: “Descobri que meu companheiro é bipolar …
      e agora?”. Acesse o endereço: http://www.abrata.org.br

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  120. Joel Silva de Almeida 29 de setembro de 2017 às 12:51 - Responder

    Li quase todo o artigo. Vou terminar de lê-lo. Muito útil as informações sobre bipolaridade. Sou bipolar e como foi destacado no artigo, cada pessoa age de maneira diferente. No meu caso, atualmente, tomando parcialmente a medicação prescrita pelo meu psiquiatra, tenho sempre reagido contra as pessoas com agressividade, o que não é legal. Mas não tenho conseguido tomar todas as medicação, porque esqueço e decidi que não vou me tratar com psicólogos. Mas gostaria, da minha parte, conseguir ter mansidão, domínio próprio e auto controle, entre outras qualidades, que me permitam ter uma vida com qualidade excelente. Obrigado.

    • Equipe Abrata 30 de setembro de 2017 às 11:08 - Responder

      Prezado Joel.

      Nós, da ABRATA, insistimos muito com relação à adesão ao tratamento medicamentoso porque é fundamental para
      conseguir a estabilidade. Algumas pessoas com transtorno bipolar têm dificuldade em aceitar que possuem uma
      doença crônica e que precisam tomar continuamente os remédios prescritos pelo psiquiatra.
      E é aconselhável, ainda, combinar o uso de medicamento com psicoterapia.
      Ressalte-se que um tratamento apropriado com acompanhamento correto pode ajudá-lo a ter uma vida produtiva,
      satisfatória e com qualidade.
      Concluindo:

      Construir uma boa aliança com o médico é um grande trunfo para o sucesso do tratamento, e uma parte integrante
      desse relacionamento deve promover a comunicação eficaz entre o médico e seu paciente. Os médicos devem transmitir
      a severidade e cronicidade do transtorno bipolar e a importância da adesão ao tratamento para alcançar e manter a
      remissão (desaparecimento ou controle dos sintomas).

      Como qualquer pessoa que precisa de tratamento de longo prazo, a maioria das pessoas com transtorno bipolar terá
      períodos de falta de aderência, mas é fundamental que se entenda que a interrupção abrupta da medicação vai acelerar
      uma recaída depressiva ou maníaca.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  121. Kátia Cristina Brito Anunciação 1 de outubro de 2017 às 08:16 - Responder

    Meu pai tem transtorno bipolar do humor, e mesmo fazendo uso dos medicamentos ele fica bastante agitado quando está na fase alta e o pior é que ele acha que todos nós estamos contra ele, quando não deixamos que ele faça algo que possa ser perigoso. Como explicar que é para o bem dele?

    • Equipe Abrata 2 de outubro de 2017 às 08:36 - Responder

      Olá Kátia.

      Explicar à pessoa com transtorno bipolar durante um episódio de mania ou de depressão não é uma boa estratégia.
      O ideal é conversar quando seu pai quando estiver estabilizado e, portanto, mais acessível à informações.
      Se achar interessante, sugira que ele leia matérias sobre o transtorno bipolar. Temos muitas delas em nosso site,
      blog e facebook.
      O médico psiquiatra que o acompanha também pode fornecer esclarecimentos sobre a doenças e seus sintomas.
      É importante, também, o acompanhamento psicológico.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  122. Micheli silva 2 de outubro de 2017 às 13:00 - Responder

    Minha mãe é bipolar e depressiva e passa por uma fase complicada, ela saiu do emprego para cuidar do marido que tinha câncer, após alguns meses ele faleceu. Ela se fechou mais, é como se o quadro dela não normalizasse, quando penso que ela está bem ela começa a falar dele como se estivesse vivo, ontem com essa chuva ela me fala assim: Será que o Davi esta usando blusa hoje ?
    ESTOU tentando ajudá-la a arrumar emprego, estava pagando até um curso em que ela se inscreveu em Adm. e Enfermagem … mas depois percebi que será um dinheiro mal investido , porque com essa confusão de pensamentos e sem o psicólogo, ela não vai chegar longe. Já pedi ajuda no posto de saúde, falei com a Assistente Social , mas ela não se interessa pelos eventos de socialização e, para completar, não tem psicólogo. Sei que ela não anda dormindo direito e também a alimentação piorou com a descoberta da asma … não sei como ajudá-la dentro das minhas possibilidades. Encontrei um psicólogo de psicanálise que consigo pagar , porém não sei se seria adequado para o caso dela.
    Me dê a sua opinião que tipo de abordagem é melhor para ela.

    • Equipe Abrata 7 de outubro de 2017 às 11:51 - Responder

      Cara Micheli.

      Claro que a psicoterapia ocupa papel relevante no controle dos sintomas do transtorno bipolar. E uma das abordagens mais indicadas
      pelos profissionais da saúde mental é a Terapia Cognitivo-Comportamental.
      A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem que é mais específica, breve e focada no problema atual do paciente. Também conhecida
      como TCC, ela explica que o que nos afeta não são os acontecimentos e sim a forma que os interpretamos.
      O transtorno bipolar tem como principais características clínicas a presença oscilações de humor, entre episódios maníacos ou hipomaníacos
      e episódios depressivos, trazendo significativos prejuízos aos pacientes e seus familiares.
      É uma patologia que não tem cura mas que, se tratada adequadamente, o portador pode ficar estabilizado. O tratamento envolve farmacoterapia
      e psicoterapia.
      Tal abordagem terapêutica, a TCC, costuma ser mais longa do que para o tratamento de depressão, sendo dividida em três momentos:
      As sessões iniciais onde a psicoeducação sobre o transtorno é o elemento principal, sendo importante a participação da família.
      Nas sessões intermediárias, o foco se dá na reestruturação cognitiva e na solução de problemas. Nas sessões finais, é realizada a prevenção da
      recaída. Por fim, a TCC é um modelo de tratamento que atua no controle dos sintomas do transtorno, moderando as oscilações de humor e mudando
      comportamentos, diminuindo recaídas e melhorando o funcionamento de cada indivíduo em seu meio social.
      O tratamento medicamentoso, por sua vez, é fundamental para o transtorno bipolar. É importante que sua mãe converse como médico psiquiatra
      sobre a irregularidade do sono e da alimentação, sendo que, para esta última condição pode ser indicada uma dieta saudável.
      O sono é vital para a saúde do cérebro e do corpo. Arritmias cardíacas podem provocar a fragmentação do sono e a privação crônica de sono pode
      causar hipertensão arterial e até a morte. “O cérebro controla todas as funções do corpo. Várias substâncias tóxicas ou inúteis que se acumulam
      no cérebro são eliminadas durante o sono. O sono tem uma atividade específica de reparação de todo o trabalho feito durante o dia”, alerta o
      psiquiatra Antonio Guerra, em matéria feita pela Globo News, em 14/3/2014.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  123. Leticia 4 de outubro de 2017 às 11:29 - Responder

    Meu marido não confia no meu diagnóstico por ter convivido com outra pessoa bipolar. Eu sinto o tempo todo que ele esta prestes a me deixar, mas não o faz para não ser o vilão.
    Me puxa para fora da cama quando estou mal, fala que eu tenho que criar estratégias para não me deixar ficar mal e não é meu pai para ter que cuidar de mim.
    Me sinto sozinha e não sei como fazer para melhorar a situação.

    • Equipe Abrata 7 de outubro de 2017 às 12:41 - Responder

      Cara Leticia.

      Você deve estar fazendo o seu tratamento conforme prescrição médica, não é?
      Quando não está bem, você procura conversar com médico que a acompanha?
      Hoje existem meios de falar rapidamente com outrem através do whatsapp …
      Outra coisa: procure fazer psicoterapia. É uma estratégia excelente para os
      portadores de transtornos mentais.
      você pode também convidar seu marido a acompanhá-la à visita periódica ao
      seu médico. Ele poderá tirar dúvidas sobre a doença e receber algumas
      sugestões importantes.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  124. Ana 15 de outubro de 2017 às 12:18 - Responder

    Meu companheiro parece ter transtorno bipolar porém ainda não diagnosticado. Ele faz acompanhamento psicológico apenas e sua instabilidade causa transtornos em nosso relacionamento, causando idas e vindas, trazendo bastante sofrimento para nós dois. Ele parece estar passando pela fase depressiva já há cerca de 4 meses e eu fico sem saber o que fazer. Preciso de ajuda, orientação, indicação de um profissional no RJ com quem eu possa me orientar de como agir para não prejudicar.
    Desde já agradeço.

    • Equipe Abrata 16 de outubro de 2017 às 11:04 - Responder

      Prezada Ana

      A forma mais indicada para responder às suas dúvidas é recorrendo a um psiquiatra.
      Seu companheiro pode ser portador de transtorno bipolar mas somente os profissionais podem diagnosticar.
      Com o tratamento apropriado, ele poderá levar uma vida produtiva, com qualidade.
      Não conhecemos psiquiatras em seu Estado.
      Você pode solicitar mais informações no Grupo Afetivo Bipolar – GABrio.
      O GABrio é um grupo de apoio e de psicoeducação a portadores, familiares, profissionais de saúde, educação e Justiça e a todos os que quiserem saber mais sobre o transtorno. Uma Equipe de excelência com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, musicoterapeuta, massoterapeuta, psiquiatra, entre outros, estarão prontos a te acolher e orientar.
      Temos outros projetos em andamento que certamente irão lhe interessar bastante!
      QUER SER UM VOLUNTÁRIO DOS NOSSOS GRUPOS?
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      TELEFONE: 021 2576-5198
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      PARA PARTICPAR DO FOCORIO É PRECISO CONFIRMAR PRESENÇA PELO TELEFONE (21) 2576-5198 OU ZAP 21 97550-8315 COM FLÁVIA.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  125. Sandra 26 de outubro de 2017 às 21:05 - Responder

    O meu marido admitiu recentemente para mim que tem transtorno bipolar. Estamos casados há um ano e 4 meses e, durante esse tempo e o tempo do nosso namoro e noivado, temos sofrido com as suas alterações de humor. No entanto , a fase “depressiva“ dele não apresenta pensamentos suicidas ou de melancolia. Ele alterna fases de muita satisfação com muita irritabilidade e insatisfação. Em todos os momentos de insatisfação, ele põe a culpa em mim, dizendo que eu sou a causadora da infelicidade dele e da falha do nosso casamento, e sugere o divórcio com frequência. Nos dias de satisfação, ele diz que não quer de separar e que ama a nossa família. Isso tem afetado a minha saúde mental. Acho que desenvolvi um estado depressivo. Ele é completamente contra terapia e diz que eu tenho que ser a força da nossa família e ajudá-lo. Moro nos EUA e estou longe dos meus amigos e familiares. O que faço?

    • Equipe Abrata 27 de outubro de 2017 às 11:10 - Responder

      Prezada Sandra.

      É de grande preocupação por parte dos estudiosos a sobrecarga a que se submetem os cuidadores e familiares de pessoas com transtornos mentais.
      Não é de se estranhar que muitos desenvolvem depressão e outras doenças.
      O cotidiano do cuidador é permeado por condições que favorecem a sobrecarga, tais como: a atividade de cuidados diários e ininterruptos, as
      adaptações do comportamento e necessidades do cuidador decorrentes da mudança no seu cotidiano e do trabalho dispensado ao doente.
      A tarefa de cuidar de alguém não é a única desempenhada pelos cuidadores, normalmente também assumem outras atividades, como serviços domésticos
      e criação de filhos, o que pode afetar tanto a saúde do cuidador como a da pessoa que recebe seu cuidado.
      Frente a isso, o cuidador fica submetido a situações de sobrecarga física e emocional, depressão, dificuldade de manutenção do trabalho, impactos
      na relação conjugal e familiar, com eventuais prejuízos.
      Dessa forma, é importante buscar ajuda de profissionais, como psiquiatras e terapeutas.
      Uma outra maneira de ser auxiliado nesses momentos de grande estresse, é procurar grupos de apoio mútuo, como os oferecidos pela ABRATA, nos quais é
      possível compartilhar experiências e vivência entre iguais.
      Você pode procurar a Depression Bipolar Support Allience, que inspirou a ABRATA na configuração dos Grupos de Apoio Mútuo.
      Aqui vai o site: http://www.dbsalliance.org/
      Lembramos, ainda, que o portador de transtorno bipolar deve fazer acompanhamento médico e terapêutico para minimizar os sintomas da patologia.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  126. Vilma Oliveira da Silva Paiva 1 de novembro de 2017 às 13:57 - Responder

    Tenho uma irmã, que tem transtorno bipolar, ela ficou internada, uma semana e diagnosticaram essa doença, o marido dela e os dois filhos a estão maltratando, batem nela, não sei mais o que fazer, eles não cuidam dela, e ela não está tomando remédios. Me ajudem por favor. A quem eu devo recorrer, o que faço?

    • Equipe Abrata 2 de novembro de 2017 às 11:46 - Responder

      Querida Vilma.

      A situação é muito delicada. A família é responsável pelos cuidados a pessoas que estão doentes, seja física ou mentalmente.
      Por essa razão, sugerimos que se dirija a uma Delegacia de Polícia mais próxima e denuncie os maus tratos e a negligência
      daqueles que são obrigados a prestar socorro à sua irmã. Se for o caso, a denúncia poderá ser encaminhada à Delegacia de
      Defesa da Mulher por se tratar, em tese, de violência doméstica.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  127. Vanessa Rodrigues 5 de novembro de 2017 às 23:46 - Responder

    Prezada Equipe Abrata,
    Meu irmão foi diagnosticado com Transtorno Bipolar há alguns anos, e por um bom tempo, se recusou a fazer o tratamento. Ele tem muita dificuldade em manter projetos, como estudos ou trabalho. Acabou se envolvendo com abuso de álcool e drogas. Ano passado ele teve alguns surtos, até que o psiquiatra indicou a internação. Ficou três meses numa clínica fazendo tratamento, saiu bem melhor, mas logo depois entrou numa fase de de depressão profunda, com pensamentos suicidas e tudo. Depois de alguns meses, foi melhorando, mas agora está voltando ao estilo de vida anterior, sem nenhuma perspectiva, só quer se divertir e parar o tratamento para voltar ao consumo de álcool.
    Eu e ele moramos com meus pais, mas ele tem 32 anos, meus pais já estão muito cansados e estão sem saber o que fazer para que ele entenda que precisa do tratamento para ter uma vida normal. A psicoterapia também não adiantou, ele não consegue se interessar por nada, apenas jogos e entretenimento. Não sabemos até que ponto esse comportamento dele seja causado pelo transtorno, ou se ele se acomodou e simplesmente não quer amadurecer e lutar pela vida.
    Moramos em Ilhéus na Bahia, e aqui não há grupos de apoio, mas minha mãe faz tratamento pra depressão.

    • Equipe Abrata 7 de novembro de 2017 às 10:38 - Responder

      Prezada Vanessa.

      Podemos destacar alguns sintomas do transtorno bipolar. São eles, de acordo com a equipe de psiquiatras do Hospital Albert Einstein:

      – No humor: ansiedade, apatia, apreensão, culpa, descontentamento geral, desesperança, euforia, mudanças de humor, perda de interesse, perda de interesse ou prazer nas atividades, raiva, tristeza ou entusiasmo.
      – No comportamento: agitação, agressão, automutilação, choro, comportamentos de risco, excesso de desejo sexual, hiperatividade, impulsividade ou irritabilidade.
      – Na cognição: delírio, falta de concentração, lentidão durante atividades, pensamento acelerado, pensamentos indesejados ou falsa superioridade.

      Sintomas psicológicos: depressão, depressão agitada, episódio maníaco ou paranoia.

      No sono: dificuldade em adormecer ou excesso de sonolência.
      No corpo: fadiga ou inquietação.
      No peso: ganho de peso ou perda de peso.
      Também é comum: fala rápida e frenética.

      Para controlar os sintomas, é necessário que o doente aceite que possui uma doença que exige tratamento medicamentoso contínuo combinado com psicoterapia. Não há como fugir desse fato.
      Porém, os familiares/cuidadores têm que respeitar o tempo da pessoa, caso não haja uma situação de risco à integridade física dela ou das pessoas que com ela convivem.
      Não force o tratamento de forma agressiva, impositiva. Apenas oriente, demonstre apoio, acolhimento, mostre-se disponível e deixe sempre claras as vantagens e a importância
      de buscar tratamento, mas respeite o tempo dela, às vezes é necessário que ela vivencie esta situação por um período antes de aceitar e estar aberta para aderir ao tratamento.
      Leia o material publicado no site da ABRATA, sob o título: “O que fazer quando o portador não aceita o tratamento?” – abrata.org.br/blogabrata/?p=1879.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  128. Kelly 6 de novembro de 2017 às 14:14 - Responder

    Boa tarde!!
    Gostaria de receber da equipe ABRATA, algumas sugestões de como lidar melhor com uma pessoal bipolar. Convivo com meu chefe há 14 anos, foram vários problemas enfrentados devido a uma bipolaridade extrema dele, com alternância diária de vários sintomas pertinentes ao transtorno. Recentemente eu e sua esposa, após o enfrentamento de um sério câncer na garganta, conseguimos convencê-lo do acompanhamento de um profissional. Não tem surtido muito efeito, por ele ser uma pessoa muito resistente a mudanças, de difícil aceitação para quase tudo!! Eu, por minha vez, sou uma pessoa muito unida a ele e a que mais sofre, pois ele não mede esforços para me atingir e com já estou em meu esgotamento físico e mental, diminuindo minha produtividade no trabalho e afetando meu emocional. Quando ele se arrepende, muda seu comportamento como se nada tivesse acontecido e ainda saio como chata, mandona, enjoada, etc. Preciso de uma orientação, estou a ponto de estourar a qualquer momento! Gosto muito do que faço, meu trabalho é minha vida, porém está por um fio, pois não estou suportando conviver com uma pessoa que hora fala que gosta de mim, da minha família, do meu trabalho, hora faz birra, esperneia, reclama de tudo e de todos, etc. E ainda, coloca todo mundo nas mãos deles, compra a atenção de todos!! O que eu faço????

    • Equipe Abrata 7 de novembro de 2017 às 11:00 - Responder

      Cara Kelly.
      Você narra que seu chefe tem transtorno bipolar mas que reluta em fazer tratamento, é isso?
      Se for esse o caso, a convivência pode ser realmente muito difícil. Porém, ele é adulto e deve responsabilizar-se por suas escolhas.
      Parece que ele desconhece que o transtorno bipolar tem tratamento para controle dos sintomas e que poderá ficar estável se aderir aos
      cuidados médicos.
      A ABRATA tem vários artigos publicados em seu site, blog e facebook sobre o transtorno bipolar, sintomas, causas e tratamentos.
      Em um desses artigos, acesse o que tem o título: “O que fazer quando o portador não aceita o tratamento?” -abrata.org.br/blogabrata/?p=1879.
      Há também o Guia para cuidadores de pessoa com transtorno bipolar. Veja no site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Se residir na cidade de São Paulo ou em Santos, venha conhecer os nossos Grupos de Apoio Mútuo para familiares, amigos e portadores de
      transtorno bipolar e depressão.
      Os nossos telefones são: (11) 3256-4831 e (11) 3256-4698 e o atendimento é de 2ª a 6ª feira, das 13h30 às 17h.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  129. Aline 9 de novembro de 2017 às 10:53 - Responder

    Equipe Abrata,

    Peço ajuda pois tenho um relacionamento há 9 meses e ele sofre de transtorno bipolar,sabe do problema mas recusa ajuda.Sempre fala que não consegue tratar, mas nunca procurou ajuda de profissionais.Esse problema acabou prejudicando o nosso relacionamento,eu o amo muito e não estou sabendo como ajudá-lo pois ele não esta aceitando.Estou com muito medo de perdê-lo,me ajudem.

    • Equipe Abrata 12 de novembro de 2017 às 10:40 - Responder

      Prezada Aline

      O seu namorado, em algum momento, procurou ajuda visto que tem o diagnóstico de transtorno bipolar mas não faz o tratamento adequado.
      Não raro os portadores de transtorno bipolar e depressão recusam-se a aderir ao tratamento. E, consequentemente, ficam sujeitos a
      episódios recorrentes de depressão e mania/euforia, com aumento da intensidade e da frequência das crises.
      Ao contrário, quando seguem o tratamento medicamentoso à risca, ficam estáveis e podem levar uma vida normal, com qualidade e
      produtividade.
      O quê fazer, então, para ajudá-lo?

      Uma boa sugestão é ler sobre o assunto. Em nosso site, blog e facebook dispomos de esclarecimentos sobre o transtorno bipolar. Há
      um artigo em particular que trata do assunto abordado por você: “O que fazer quando o portador não aceita o tratamento?”, matéria escrita
      pela dra. Rosilda Antonio, médica psiquiatra e presidente do ConselhoCientífico da ABRATA. Site: abrata.org.br/blogabrata/?p=1879.

      Um outro artigo também vem a calhar: ” Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora?”, de autoria do dr. Teng Chei Tung, médico
      psiquiatra e membro do Conselho Científico da ABRATA. Site:http://www.abrata.org.br.

      Acreditamos que de posse dessas informações, você estará mais bem preparada para ajudar o seu companheiro.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA.

  130. João Pedro Oliveira de Melo 14 de novembro de 2017 às 22:16 - Responder

    Boa noite equipe Abrata!
    Namoro uma pessoa que, quando tem crise de mania, fica agressiva. Ela não tem noção do que está fazendo, me bate sem motivos. Às vezes, ela mesmo se bate.
    Gostaria de saber o que fazer quando ataca essa crise de mania agressiva, como lidar com a situação!
    Obrigado desde já!

    • Equipe Abrata 16 de novembro de 2017 às 08:38 - Responder

      Prezado João Pedro

      Os sintomas dos episódios de mania/euforia ou de depressão que caracterizam o transtorno bipolar, devem ser controlados
      pelo médico psiquiatra que atende o portador.
      Procure ajuda profissional para a devida orientação.

      Abs.
      Equipe ABRATA

  131. Lis 21 de novembro de 2017 às 14:52 - Responder

    Olá.
    Sou diagnosticada bipolar,na verdade só sei quando estou na fase depressiva,já tentei me suicidar,me sinto uma fracassada ,me afasto das pessoas do trabalho, de aulas,mas isso é mais forte que eu ,tem pessoas que me fazem estourar. Não sei o que fazer e como evitar os gatilhos ,tenho dores físicas também acredito que estou em crise ,mas sinto a ausência de familiares, a negação da doença para eles é mais fácil dizer que é preguiça,cena .Realmente,não sei o que fazer ,já procurei ajuda espiritual,médica, meu psicólogo falou que tenho q assumir meus atos.

    • Equipe Abrata 22 de novembro de 2017 às 09:00 - Responder

      Prezada Lis.

      Em sua mensagem você informa que foi diagnosticada com transtorno bipolar. Não esclarece, no entanto, se está em tratamento medicamentoso,
      que é essencial para o controle dos sintomas.
      No tratamento do transtorno bipolar há que ter em conta, por um lado, as fases agudas e, por outro, a estratégia de prevenção das crises. Quando
      o portador sofre uma crise de depressão, de mania, hipomania, ou mista, precisa de ser tratado na fase aguda com a terapêutica apropriada antidepressiva,
      anti-maníaca ou antipsicótica, sendo necessária, em muitos casos, a hospitalização no período crítico. Depois de tratada a fase aguda e na continuidade
      do seu tratamento, inicia-se a terapêutica preventiva das crises para evitar que voltem a ocorrer. Para que o tratamento seja eficaz é necessária uma
      medicação (tanto para a fase aguda como para a estabilização da doença), acompanhada de uma educação do portador e dos familiares (sobre a doença, os
      medicamentos, a necessidade de aderir ao tratamento, modificação de hábitos nocivos). Pode ser benéfico um apoio psicológico para o doente e seus familiares
      (como lidar com os problemas e o stress, etc).
      Dessa forma, o tratamento ideal é a combinação de medicamentos adequados e psicoterapia.
      Procure ajuda efetiva. Vá ao psiquiatra e siga corretamente o tratamento.
      O transtorno bipolar é tratável. A adesão ao tratamento é condição primordial para a melhora dos sintomas, para a redução das crises, redução da intensidade
      dos episódios e redução da chance de suicídio.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  132. Maria Gonçalves 23 de novembro de 2017 às 13:22 - Responder

    Minha filha tem16 anos e tem depressão, ela passava com psiquiatra e com psicólogo, mas parou tudo, fala que não melhora nada e não quer mais ir de jeito nenhum , ela é muito difícil, não aceita nenhum tratamento e fica muito agressiva, eu estou muito cansada e não sei mais o que fazer.

    • Equipe Abrata 26 de novembro de 2017 às 10:50 - Responder

      Olá Maria Gonçalves,

      Em artigo publicado em nosso Blog, sob o título “Depressão na Infância e Adolescência”, datado de 06 de agosto de 2016, são
      demonstrados os sintomas de depressão, tais como:
      “- Dificuldade de concentração, memória ou raciocínio; angústia; pessimismo; agressividade; aumento ou diminuição do apetite,
      isolamento; apatia, alteração do sono; queixas físicas; baixa autoestima e sentimento de inferioridade; sentimento de culpa e
      dificuldade de se afastar da mãe.
      Normalmente os adolescentes deprimidos sentem-se cansados, sonolentos, exaustos e tendem a dormir horas a fio. Durante a crise
      depressiva o jovem tende a irritar-se com facilidade, isola-se de todos, tem dificuldade de concentração, perde o interesse por tudo,
      perde o prazer de viver, de realizar atividade que antes eram de seu interesse. Em geral apresentam um declínio escolar e apresentam
      baixa autoestima e sentimento de inferioridade, além de ideia de suicídio ou pensamento de tragédias ou morte.”
      A família possui um papel de fundamental importância em conduzir o jovem a obter de ajuda profissional. Por se tratar de uma doença
      séria e que requer acompanhamento médico periódico, é imprescindível a utilização de medicamentos apropriados e psicoterapia.
      Às vezes, as pessoas com depressão não veem os efeitos imediatos do tratamento e acabam desistindo, como é o caso de sua filha. O
      que desconhecem é que os episódios de depressão podem ficar mais intensos e recorrentes. A depressão não se resolve sem a devida atenção
      profissional.
      Há que agir com paciência e constância. Conversar sobre a doença, os sintomas e tratamentos pode ser importante, destacando que os sintomas
      da depressão têm controle e que a pessoa poderá levar uma vida produtiva, com qualidade.
      Solicite o concurso de outras pessoas nas quais a sua filha confia. São medidas que podem surtir efeito positivo.
      Procure também ajuda médica e/ou terapêutica para garantir a sua saúde mental.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  133. isabel felix da Silva 27 de novembro de 2017 às 12:42 - Responder

    preciso de ajuda não sei o que pensar ou fazer, faço acompanhamento no Caps mas não está adiantando, não gosto de conversas em grupo, a psicóloga e eu não falamos a mesma língua, ela faz críticas e me culpa a demora da recuperação….estou em crise com pensamentos suicidas

    • Equipe Abrata 29 de novembro de 2017 às 08:36 - Responder

      Prezada Isabel.

      O tratamento para o transtorno bipolar pode ser mais demorado para algumas pessoas. É necessário que haja de sua parte muita
      persistência.
      Converse com o psiquiatra que a acompanha a respeito dos sintomas mais resistentes. Com a medicação apropriada, você deve
      melhorar. Às vezes a substituição de medicamento ou adequação da dose pode fazer muita diferença.
      A psicoterapia é importante também.
      E sugestão: mantendo-se a ideação suicida, que deve ser comunicada ao médico, procure o Centro de Valorização da Vida através
      do telefone 141, há sempre uma pessoa do outro lado da linha com possibilidade de ajudá-la.
      O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas
      as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e voip 24 horas todos os dias.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  134. Carolina Andrade de Sá Benutti 2 de janeiro de 2018 às 17:29 - Responder

    Boa tarde. Tenho uma irmã de 57 anos de idade que desconfio ser portadora de TAB. O que posso fazer para ajudá-la, já que ela se recusa a se submeter a uma avaliação psiquiátrica e/ou psicanalítica? Nossa relação está se tornando impraticável, insustentável e está afetando toda a família e as pessoas que convivem com ela. Os principais sintomas que percebo são variações de humor (agressividade, euforia, hiperatividade, tristeza profunda, queixas de tudo e de todos, constante insatisfação com tudo que acontece ao redor dela, isenção de culpa ou responsabilidade nas situações de irritabilidade, alternado com sentimento de culpa e consequente tentativa de se desculpar com os outros e consigo mesma distribuindo presentes e adotando gastos exorbitantes com futilidades, além de uma memória seletiva ou ausência dela em fatos do passado e também do presente em que ela possui grande responsabilidade). Eu sou portadora de depressão crônica, tenho episódios de pânico e sofro imensamente com fobia social, que chega a me incapacitar para o trabalho e me impede de ajudar com a renda familiar. Faço acompanhamento com psiquiatra excelente e com psicanálise numa ONG. Tomo regularmente e com orientação médica citalopram 40 mg, fluoxetina 20 mg e clonazepam 2 mg. Embora me trate, esse problema com a minha irmã tem me afetado muito e até prejudicado o meu processo de cura da fobia social e da depressão. Por favor, ajudem-nos. O que posso fazer para conscientizá-la de que está doente e precisando de intervenção profissional? Apesar do meu diagnóstico, costumo ser uma pessoa alegre e grata por toda ajuda que recebo. As pessoas gostam da minha companhia e fazem até questão dela, ao passo que minha irmã não consegue viver bem nem com as filhas (a mais velha casada, 31 anos, morando fora com o marido e a mais nova com 19 anos morando com a mãe). Talvez o problema dela não seja necessariamente TAB, mas com certeza, há algo de muito errado com ela e ela está sofrendo e fazendo sofrer a todos. Grata pela atenção. Aguardo ansiosa uma resposta, uma dica, qualquer sugestão.

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2018 às 10:45 - Responder

      Prezada Carolina.

      Existem algumas pequenas regrinhas que você poderá adotar para conscientizar a sua irmã a procurar ajuda médica.
      Primeiramente, narre a ela como tem sido importante o seu tratamento para depressão, que envolve acompanhamento
      psiquiátrico e psicológico.
      Por outro lado, verifique com os seus familiares e amigos quem poderá ter uma conversa amigável para convencê-la
      a buscar auxílio.
      O apoio familiar é muito importante para dar respaldo ao doente. Com paciência e amor, é possível oferecer ajuda.
      Entretanto, lembre-se que não é interessante forçar a fazer o que ela não deseja. É um direito de sua irmã recusar
      a ajuda médica.
      Sugerimos que busque apoio em grupos de apoio mútuo para familiares como os oferecidos pela ABRATA.
      Boa sorte!

      Abraços
      Equipe ABRATA

  135. Leila Alves Vieira 20 de janeiro de 2018 às 10:48 - Responder

    Eu com minha mãe em estado grave pois ela diz estar com as piores doenças possíveis e mesmo que ela tenha feito todos os exames e deu negativo ela insiste em dizer que está doente e que eu e meus irmãos e meu pai estamos escondendo dela a verdade. Ela briga com meu pai diariamente falando que ele tem outra mulher. Estamos sem saber o que fazer, ela se recusa em ir ao médico por favor me ajude.

    • Equipe Abrata 31 de janeiro de 2018 às 10:26 - Responder

      Cara Leila.

      Em sua mensagem você deixa de esclarecer se a sua mãe está em estado grave por força de algum transtorno mental.
      Você pode fornecer mais detalhes?

      Abraço
      Equipe ABRATA

  136. Carla 21 de janeiro de 2018 às 21:41 - Responder

    Tenho 37 anos. Analisando minha vida e todas as coisas marcantes nela, especialmente do último ano até agora, temo muito ter desenvolvido o transtorno bipolar. Ano passado em uma consulta com a endócrino, ela me encaminhou para o psiquiatra e colocou no encaminhamento “suspeita bipolaridade”, aquilo me paralisou!
    Minha avó materna era bipolar, sofremos muito por ama-la e vê-la em crises, era muito doloroso, em especial pra mim que era muito apegada a ela. Eu temo ter desenvolvido o transtorno, porque nao suportaria os olhares piedosos e a incredulidade das pessoas. Estou com muito medo de ir ao medico, mas me sinto muito mal. Nao sei o que fazer, realmente estou me sentindo sufocada.

    • Equipe Abrata 31 de janeiro de 2018 às 10:24 - Responder

      Olá Carla

      Entre viver em dúvida sobre o fato de ser portadora de transtorno bipolar e ter um diagnóstico apropriado, não é melhor
      deixar a incerteza de lado e enfrentar um possível tratamento?
      Veja bem, o transtorno bipolar é uma doença tratável, há várias opções de medicamentos para colaborar com a estabilidade
      do portador.
      É conveniente combinar o tratamento medicamentoso com psicoterapia.
      Assim, enfrente essa situação para sair do sufoco em que vive.
      Boa sorte!

      Abs.
      Equipe ABRATA

  137. Rosana 7 de março de 2019 às 22:34 - Responder

    Boa noite!
    Estou com problemas com meu filho e não vejo outra explicação a não ser algum distúrbio mental. De um meses pra cá demonstrou outra personalidade que não conhecíamos! Agressivo, dissimulado, mentindo muito pra nós principalmente! Com outras pessoas se revelou pessoa agressiva até violenta, inclusive com ameaças e etc quando contrariado. Não aceita ouvir conselhos, não entende que está errado e acha que todos estão contra ele. Estou muito preocupada pois vemos que a situação esta se tornando incontrolável e temo pelas pessoas ao seu redor . Já sugeri que ele procure ajuda, pois quando mais novo frequentou psicólogos,mas sempre tudo dentro do normal. Será que isso realmente são sintomas de algum transtorno mental???

    • blogabrata 10 de março de 2019 às 07:11 - Responder

      Prezada Rosana
      Agradecemos a sua mensagem.
      Somente um médico psiquiatra pode avaliar, com segurança, os sintomas apresentados por seu filho.
      Sabemos que é realmente difícil, mas não impossível, convencer seja quem for a procurar ajuda, especialmente
      com relação às pessoas com transtornos mentais.
      Separamos um pequeno trecho do artigo publicado em nosso site, de autoria da Dra. Rosilda Antonio, médica
      psiquiatra e presidente do Conselho Científico da ABRATA, que abora com muita clareza a situação presente:
      O QUE FAZER QUANDO O PORTADOR NÃO ACEITA O TRATAMENTO?
      A aceitação do tratamento não é algo tão simples como pode parecer à primeira vista. Aderir a um tratamento significa
      entrar em concordância com a conduta proposta pelo médico e equipe terapêutica.

      Para que isso aconteça, é necessário que a pessoa doente tenha:

      Capacidade de se perceber doente
      Aceitação do diagnóstico
      Informação sobre o transtorno e seu tratamento
      Aliança terapêutica
      Psicoterapia e grupos de autoajuda
      Apoio da família e amigos
      A falta de adesão ao tratamento não é exclusiva dos transtornos do humor, acontece com várias doenças. É muito frequente em bipolares – mais de um terço abandonam o tratamento duas ou mais vezes e não comunicam o médico

      Pode acontecer de várias maneiras, ou seja, o paciente pode não tomar a medicação, ou tomar de acordo com o que acha melhor, interromper e voltar sem comunicar o médico, etc.

      Dentre os fatores associados à falta de adesão, destacamos:

      Auto avaliação prejudicada em decorrência de episódio da doença
      Negação da enfermidade
      Preconceito em relação ao uso de psicofármacos
      Temor aos efeitos colaterais dos medicamentos
      Crença na capacidade de controlar o próprio humor
      Estigma social (opinião do meio social desfavorável ao tratamento)
      Conflitos familiares e interpessoais (estresse relacional e pouco apoio).

      Leia o artigo completo, está bem?
      Um grande abraço.
      EQUIPE ABRATA

  138. Carolina Cesar 15 de abril de 2019 às 14:48 - Responder

    Boa tarde!

    Meu sogro foi diagnosticado com o T.B, e há uns 2 meses parou com a medicação prescrita pois acredita estar bem psicologicamente. No entanto ele está na fase mania, o que tem causado inúmeros problemas com nossa família e amigos.
    Ele não admite o problema, apesar de eu já ter tentado falar de diversos modos sobre isso, não admite voltar com a medicação.
    Estamos sem saber o que fazer para ajudá-lo a entender a necessidade de seguir o tratamento.

    • blogabrata 17 de abril de 2019 às 07:01 - Responder

      Prezada Carolina,
      Agradecemos seu contato.

      Esse é um trabalho de pescador, ou seja, é preciso muita persistência e calma.

      Muitas vezes, a pessoa que apresenta algum transtorno mental não consegue identificá-lo como algo diferente de si mesma. Acredita que aquelas características façam parte de sua personalidade. E, muitas vezes, sentem até um estranhamento, se por conta do uso de medicações aquelas características forem suprimidas. Ou seja, não sabem experimentar a vida de outra forma.

      Antes de mais nada, é muito importante uma relação sincera de afeto e confiança para que aos poucos o portador vá quebrando as resistências e se aproximando de um tratamento.
      Veja entre suas relações quem seria a pessoa mais indicada para fazer estas tentativas de abordagem, e também qual é o melhor momento, até porque,
      se estiver deprimido ou em mania, não compreenderá as argumentações.
      É importante explicar ao seu sogro que suas atitudes estão causando problemas e que, com os medicamentos, poderá restabelecer a boa convivências
      com seus entes queridos e amigos.
      Em relação ao tratamento, o ideal seria a combinação de medicamentos e psicoterapia, mas não importa se isso não acontecer de imediato. O mais importante é que o tratamento seja reiniciado e que aos poucos as barreiras sejam quebradas.
      Este processo de aceitação e envolvimento pode levar muito tempo, então não esqueça de cuidar de si mesmo e de sua saúde mental, se a convivência for muito difícil.
      Baixe no site da ABRATA o livro “Guia para cuidadores de pessoa com transtorno bipolar”, http://www.abrata.org.br. É gratuito!
      Lembre-se, ainda, que não se pode forçá-lo a fazer o tratamento. É comum, também, que pessoas que têm doenças, como a diabete, venham a recusar o uso
      da insulina.
      Por outro lado, se seu sogro estiver colocando sua vida em risco ou a de terceiros, há a possibilidade de Internação Involuntária.
      A lei 10.216/2001, que trata da proteção e direitos das pessoas com transtornos mentais, diz o seguinte:

      Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.

      § 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.

      § 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.

      Um abraço
      EQUIPE ABRATA

  139. Júlio Romério S. 19 de maio de 2019 às 13:54 - Responder

    Que massa cara! Artigo muito bem elaborado e muito explicativo, as pessoas precisam mesmo de orientações quanto á isto, muito interessante.

    • blogabrata 5 de junho de 2019 às 08:43 - Responder

      Olá Júlio Romério S., a ABRATA agradece!
      ABRAÇOS
      EQUIPE ABRATA

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