Saúde Mental da Mulher

No dia 8 de março comemoramos o dia internacional da mulher. As conquistas no trabalho e no papel da mulher na sociedade nos levam a refletir também sobre como a mulher pode ser bem sucedida, mas também feliz emocionalmente. Um dos grandes vilões do bem-estar emocional da mulher são os transtornos do humor, especialmente a depressão. Além da depressão ser mais comum nas mulheres do que nos homens, quadros específicos como a depressão pós-parto e a depressão na menopausa dificultam ainda mais fases da vida já difíceis.

O maior conhecimento sobre a maior vulnerabilidade da mulher à depressão é crucial para que a doença seja prontamente reconhecida e tratada. Este conhecimento deve ser levado a todos os profissionais envolvidos no atendimento dessas mulheres, mas à sociedade como um todo. Mães, pais, filhos e amigos que estejam cientes dos sintomas da depressão e conhecendo as possibilidades de tratamento podem ajudar muito às mulheres que sofrem de depressão.

O papel da ABRATA em divulgar informações sobre os transtornos do humor inclui também a discussão de temas especificamente relacionados à depressão na mulher. Acompanhe o nosso cronograma de palestras e venha participar. Um feliz 8 de março a todas!

Colaboração: Dra. Elisa Brietzke. Universidade Federal de São Paulo – Membro do Conselho Científico da ABRATA

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A ABRATA visando a melhoria no processo de seleção dos candidatos ao voluntariado e adequação às novas necessidades, temporariamente, não estará cadastrando candidatos. Em breve, abriremos o cadastro para novos interessados.

Nota da Diretoria ABRATA

Nota da Diretoria Executiva e Conselho Científico da ABRATA sobre a vacinação COVID-19 para as pessoas que apresentam diagnóstico de transtorno mental.

Comunicado da Diretoria

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde e do Governo do Estado de São Paulo, a ABRATA continua com as atividades presenciais SUSPENSAS por TEMPO INDETERMINADO.

2018-02-02T17:41:47+00:00 5 de março de 2012|Categorias: Blog, Saúde Mental da Mulher|31 Comentários

31 Comentários

  1. Judith Fullen 7 de março de 2012 às 20:45 - Responder

    Parabéns a toda equipe ABRATA pela nova ferramenta, que, com certeza, será de grande utilidade tanto a portadores de transtornos afetivos quanto a seus familiares.

  2. Maria Helena Magri 7 de março de 2012 às 22:39 - Responder

    Parabéns a todos que colaboraram para mais uma conquista ABRATA.
    Certamente, beneficiará muito mais os familiares, amigos e portadores de Transtornos Afetivos.

  3. Beth Correia 8 de março de 2012 às 00:42 - Responder

    A ABRATA que sempre acolheu e respeitou os portadores de trantornos de humor, seus amigos e seus familiares, poderá continuar a desenvolver, com esta nova forma de conexão, seu maravilhoso trabalho de forma singular. Parabéns à Equipe ABRATA e colaboradores.

  4. Ana Cláudia Alvim Simão 8 de março de 2012 às 15:41 - Responder

    Adorei a ideia do blog, e está lindo! Com certeza terá brilhante futuro. Serei eu uma das propagandistas. Beijo grande à todos.

  5. Rosilda Antonio 8 de março de 2012 às 15:41 - Responder

    Parabéns a toda a equipe da ABRATA por mais um importante trabalho, a criação deste blog. A comunidade dispõe de mais um recurso para auxiliar na troca de informações e experiências sobre os transtornos de humor e para ajudar a sociedade a diminuir o estigma e a cuidar de seus cidadãos com mais respeito e cidadania.

  6. Lucia Maria Sarmento 8 de março de 2012 às 18:30 - Responder

    Legal o blog. Acho que é uma ferramenta de expressão sem stress. Porque pela internet as pessoas se sentem mais a vontade de pesquisar o assunto, não precisa se expor e facilita né. Eu queria saber se as mulheres que tem filho ou trabalham fora, com mais preocupação são mais deprimidas. Depressão é uma doença da mulher moderna?

    • Dra. Elisa Brietzke - Conselho Científico ABRATA 8 de março de 2012 às 20:56 - Responder

      O que nós chamamos hoje de depressão é uma doença muito antiga, reconhecida desde a Grécia, com o nome de melancolia. O que acontece hoje é que a doença tem critérios diagnósticos mais bem reconhecidos o que permite quantificar a sua frequencia na população. O fato de trabalhar ou ter filhos não é associado à depressão. Altos níveis de stress podem estar associados ao desencadeamento de depressão em pessoas suscetíveis.

      • Lucia Maria Sarmento 9 de março de 2012 às 18:18 - Responder

        obrigado pelo contato. É assim que a gente vai abrindo a cabeça pra tema tão difícil.

  7. Ivone Figueirêdo 9 de março de 2012 às 17:29 - Responder

    Quero dividir um pouco com vocês , agradeço de fazer parte como portadora de Bipolaridade, a Abrata me recebeu com carinho e paz, junto com sua equipe de voluntarios, onde pude dividir minhas dores e medos , com outros no grupo de auto ajuda, fui banhada estes anos todos com muiita informaçâo !! Onde me tornei facilitadora de grupo , sem a dedicaçâo dos voluntarios nada disto poderia acontecer !!
    Um enorme beijo em todos !! CONTE COMIGO ! ABRATA !

    IVONE FIGUEIRÊDO

  8. Oscar Buschel 16 de março de 2012 às 06:49 - Responder

    Parabenizo, os voluntários e outros colaboradores da ABRATA pelo lançamento deste blog. Tenho certeza que será de grande utilidade para as pessoas envolvidas com os Transtornos Afetivos, basicamente a Depressão e o Transtorno A. Bipolar.

    Aproveitando a oportunidade, faço uma pergunta aos profissionais de Saúde com acesso a este blog. Um portador de Transtorno Bipolar de Humor terá dificuldades de relacionar-se amorosa e sexualmente com uma também portadora do mesmo Transtorno???? Sei que no caso de gravidez , a chance de nascer um filho com o mesmo Transtorno é grande e beira 75/80%. Porém a minha pergunta é mais simples. Resumindo: É possível um relacionamento amoroso entre “bipolares”, sem grandes problemas e crises entre o casal? A gravidez está descartada.

    Sucesso ao blog,
    grato pela atenção,
    Oscar Büschel ( Portador de TAB e Voluntário na ABRATA)

    • Dra. Elisa Brietzke - Conselho Científico ABRATA 16 de março de 2012 às 21:11 - Responder

      Prezado Oscar,
      obrigada pela sua participação no blog e especialmente por fazer uma pergunta tão importante. O relacionamento entre dois portadores de transtorno bipolar é possível, tanto do ponto de vista amoroso quanto sexual. O que sabemos é que o relacionamento entre duas pessoas envolve muito mais do que alguma doença que eventualmente um ou os dois tenham. Envolve o amor, o carinho, o companheirismo, a cumplicidade, uma compatibilidade de personalidade, de objetivos de vida, de comprometimento com a relação, de compartilhamento de valores, etc. Caso tudo isso seja compatível e, as diferenças sejam administráveis, os aspectos de desarmonia que eventualmente forem resultante de alguma descompensação do transtorno bipolar podem e devem ser tratados pelos profissionais que acompanham os dois. Quanto à questão dos filhos, é importante ressaltar que, embora ter pai e mãe bipolares aumente o risco de ter a doença, os fatores genéticos não são os únicos implicados na causa da doença. Diversos outros fatores, como maus tratos na infância, uso de álcool ou drogas, stress e vários fatores ainda desconhecidos modulam o risco atribuído à história familiar, o que faz com que a decisão de ter ou não uma gravidez deva ser discutida com o médico.
      Um grande abraço para você.

  9. ingrid de matos pereira 19 de março de 2012 às 02:07 - Responder

    PARABENS VOCÊS CONSEGUIRAM EXPLICAR COM SIMPLICIDADE E CLAREZA ; MAS O QUE ME ENTRISTECE MUITAS PESSOAS PENSAM QUE DEPRESSÃO NÃO PASSA DE FRESCURA! EU TENHO TODOS OS SINTOMAS DA DEPRESSÃO MAS POR FALTA DE APOIO E AJUDA ESTOU PERDIDA,E SEM SABER A QUEM RECORRER.

    • Dra. Elisa Brietzke - Conselho Científico ABRATA 20 de março de 2012 às 02:08 - Responder

      Olá Ingrid. Quando alguém reconhece em si mesmo sintomas que podem ser de depressão, é muito importante que esta pessoa seja vista por um profissional. Este diagnóstico pode ser feito por um psiquiatra, um psicólogo ou um médico de família ou clínico geral, caso não haja um psiquiatra disponível. Algumas vezes, por motivos variados, a pessoa não consegue buscar atendimento sozinha. Isto pode ocorrer por desmotivação, desesperança ou outros tipos de dificuldade. Neste caso, pode-se pedir ajuda a um parente, amigo, colega, vizinho ou alguém próximo que entenda a situação e se disponha a ajudar. Um abraço.

    • Renan 21 de março de 2012 às 22:48 - Responder

      Olá Ingrid,

      Se você estiver realmente com depressão e seguir os passos recomendados pela Dra. Elisa Brietzke, com tratamento adequado, medicamentoso e terapêutico (individual e em grupo). Certamente você se sentirá mais a vontade em lidar com o estigma, a ignorância e preconceitos próprio e alheio.

      Abs

  10. Camila Cardoso 24 de março de 2012 às 01:19 - Responder

    Talvez neste momento, estaria cometendo um dos maiores crimes cometidos pela humanidade”O SUICÍDIO”.Esperança na ABRATA…..

    • Dra. Elisa Brietzke - Conselho Científico ABRATA 24 de março de 2012 às 22:14 - Responder

      Olá Camila, pensamentos ou mesmo o desejo de cometer suicídio podem aparecer em momentos de muita depressão ou de crises importantes. O importante de ser dito a este respeito é que existe ajuda nesses momentos. Em primeiro lugar, estes pensamentos devem, ser comunicados o mais rápido possível ao médico. Se não há um médico acompanhando, é necessário ir imediatamente ao Pronto Socorro para buscar ajuda. Se o objetivo é aliviar o sofrimento emocional conversando com alguém, uma excelente alternativa é o CVV, um serviço telefônico de apoio emocional que funciona 24 horas por dia (basta ligar para 141). Se a pessoa preferir também pode ir pessoalmente (confira os endereços no site http://www.cvv.org.br/). E não esqueça que esperamos você na ABRATA. Um abraço.

      • Camila Cardoso 25 de março de 2012 às 23:49 - Responder

        Deixo um abraço carinhoso a todos que fazem o ABRATA “VIVER….

      • Camila Cardoso 25 de março de 2012 às 23:53 - Responder

        Gostaria muito de conhecer ABRATA,porém resido em outro estado.Mesmo assim recebir mais uma ferramenta para conviver Transtorno Bipolar.Desde de já,agradeço a todos.

  11. Giselle 7 de abril de 2012 às 22:39 - Responder

    Boa noite!!!!
    Gostaria de saber se uma mulher com transtorno afetivo bipolar pode engravidar,
    e qual e o procedimento medicamento e risco para o feto?
    Obrigada…
    Giselle

    • Ivelise Silva de Oliveira 8 de abril de 2012 às 14:11 - Responder

      Uma mulher com transtorno bipolar não deveria jamais em tempo algum engravidar e tampouco considerar maternidade. Garanto, há outras formas interessantes de se viver a vida.
      Fiz isso e agora, após completar 50 anos resolvi advogar nessa causa e assim tentar prestar algum auxílio de utilidade pública.
      Sou médica e conheço a fundo o flagelo da doença pois herdei, de forma mais branda esse estigma de minha mãe.

      • Lucia M Sarmento 8 de abril de 2012 às 23:56 - Responder

        Nossa Ivelise, achei sua posição muito radical. Toda a mulher tem o mais absoluto direito de decidir se vai ou não ter filhos. Isso é uma opçãp pessoal. Mas daí a afirmar que uma bipolar não deveria ser mãe?! Nem mesmo falo daquelas que só souberam do diagnóstico depois. Mas falo da possibilidade de escolha e da possibilidade de um filho não ter necessariamente a doença. E se for adiante nas suas afirmações, nós mulheres para sermos mães deveríamos ser absolutamente saundáveis, pesquisar o pai, ver doenças na família? Cruzes, vamos gerar somente pessoas saudaveis? aonde este pensamento nos leva?

    • Dra. Elisa Brietzke - Conselho Científico da ABRATA 8 de abril de 2012 às 15:12 - Responder

      Oi Giselle,
      sua pergunta é ótima, pois muitas pessoas tem essa dúvida. De forma geral, portadoras de transtorno bipolar podem engravidar, mas a decisão de gestar e quando gestar precisa ser discutida com o psiquiatra e o obstetra. Como orientações gerais devem ser levados em conta os seguintes aspectos:
      1. Não se deve engravidar “sem querer”. Nesses casos a gravidez SEMPRE deve ser planejada.
      2. A paciente deve ir ao seu obstetra e fazer exames ANTES de engravidar, para ver se está tudo bem com a sua saúde ginecológica.
      3. A pessoa deve comunicar sua vontade ao seu psiquiatra. Ele poderá dar orientações específicas conforme o caso.
      4. A gravidez deve ser planejada para os momentos em que a doença esteja controlada, ou seja, quando a mulher não estiver em episódios de mania ou depressão, que podem requerer mais remédios ou tratamentos mais intensivos.
      5. A maioria dos medicamentos para tratar o transtorno bipolar pode ser mantida na gravidez, mas alguns são mais seguros que outros. O psiquiatra pode fazer alguma mudança de medicação visando a gravidez.
      6. Não interrompa o uso de nenhum medicamento sem comunicar o médico, ele deve saber tudo o que você está tomando e como você está tomando.
      7. Durante a gravidez é possível que os retornos sejam mais frequentes, a fim de detectar qualquer instabilidade no quadro.
      8. O parto é igual ao de mulheres que não tem transtorno bipolar.
      9. Alguns medicamentos podem ser mantidos na amamentação e outros não. O psiquiatra irá escolher as medicações mais adeuqadas para este momento.
      Bom…espero ter respondido. Um grande abraço para você.

  12. Márcia de Paiva Jordão Latorre 3 de maio de 2012 às 12:35 - Responder

    Bom dia
    Sou bipolar, e passo às vezes muita agitação.Às vezes não tenho paciência de esperar, tudo é muito rápido, um minuto parece uma eternidade, estou pensando numa viagem e logo já estou pensando em outra.
    Eu tenho receio às vezes de encontrar com minha irmã, pois ela tem um nível social mais alto e eu levo a minha vida com simplicidade. Sou cantora, ela não aceita muito a maneira como trabalho porque canto em praças, bares restaurante e levo meu violão para todos os lugares, sinto que ela e minha família sentem vergonha do que faço.
    Sou taxada de doente pelo meu sogro o tempo todo.
    Só que possuo muitas habilidades, canto, toco violão piano sei desenhar e escrever e ainda falo inglês.
    Mas a minha família vive me desvalorizando.
    Como devo enfrentar estas dificuldades? Como saber lidar melhor com isto?
    Obrigado

    • Cristina Oliveira 3 de maio de 2012 às 15:10 - Responder

      Oi Márcia,
      Você descreve com exatidão e detalhe, o que nós bipolares sentimos nas vezes que estamos acelerados. Quando estava em crise de euforia – que é exatamente este estado que você relata – costuma perguntar às pessoas, como elas faziam para parar de pensar.
      Junto com as dificuldades da bipolaridade – estes altos e baixos,tem ou existe, a incrível capacidade de produção, criação, arte pura mesmo!
      Dá prá perceber que você é uma pessoa incrível. Deve fazer apreentações muito bonitas.
      Quando nos magoamos demais – costumo dizer que as vezes tenho a sensação que me tiraram a pele e minha emoções estão em carne viva – quando ” aceleramos” demais – significa que temos que estar com as luzes amarelas de ATENÇÃO bem ligadas. Atenção para a necessidade do auxílio médico; para a necessidade de ajuda rápida. Você não fala em tratamento – devia faze-lo. O se que sobrepõe à necessária adaptação de dosagem e medicação é o bem estar que a gente adquire no equilíbrio. É muito bom ser purpurina. mas cansa, desgasta e nos torna chatos. Equilibrio só com tratamento. Aposte nisso.
      abração

      • Márcia de Paiva Jordão Latorre 3 de maio de 2012 às 20:43 - Responder

        Obrigado pela sua resposta, Cristina. Mas o que quero dizer é que já faço tratamento há muitos anos, inclusive sou aposentada por invalidez por causa do transtorno, sofri várias crises e já fui internada. Eu acho que mesmo tomando medicação e também faço tratamento psicoterapêutico, tomo 8 medicamentos por dia, Carbolitium Melleril dizepan vitamina e fenergan é que tem coisas que são da própria enfermidade o psiquiatra e psicólogo podem apenas melhorar e não sanar de vez o problema.
        Eu sinto que sofro muito preconceito como já lhe disse, e isso me incomoda muito.
        Mas por outro lado vejo que às vezes quando estou acelerada consigo coisas incríveis, como você disse.
        É que de repente vem uma pequena contrariedade, já vem a baixa auto estima e a depressão aparece.
        O que tento fazer é rezar para que estes quadros não piorem.

        • Cristina Oliveira 4 de maio de 2012 às 10:14 - Responder

          Olá Márcia. Fiz um tipo de comentário para principiantes no diagnóstico, pois não sabia desta sua caminhada, bastante dura por sinal. Acho que o blog pode ser uma forma de se trocar idéia, apoio em situações como esta. Tudo o que vc descreve, passei e passo também como portadora. A mágoa profunda que sentimos com os comentários; esse desajuste que fica com os outros. Quando frequentei os GAMs ( grupos de apoio mútuo) aqui da ABRATA em S Paulo, a gente trocava idéias a respeito disso. Uma pessoa dizia que estava aprendendo a ficar quieta, ver se era para falar mesmo. … com o tempo a gente aprende a não falar muito mesmo para os familiares. O desafio é como segurar esta avenida de idéias e pensamentos que temos. Rezar? pode ser que dê certo para alguns. Prá mim dá certo tomar algumas medidas que possam acelerar o pensamento. Nestes dias fico muito quieta, com artesanatos, sem nada de máquinas por perto prá não acelerar mais ainda. Tem sofrimento, mas tem dado certo. Me entristece que sua medicação não esteja afinada. Acho muito bom poder ter um blog deste, nem que seja prá desabafar se a troca não der certo ! abração e força prá você que continuo achando uma batalhadora incrível!

  13. Márcia de Paiva Jordão Latorre 4 de maio de 2012 às 13:20 - Responder

    Um problema que eu sempre tive na minha vida foi a parte financeira.
    Entrei várias vezes em superendividamento por causa do transtorno bipolar, agora estou com o meu nome negativado e não posso mais comprar a crédito.
    Num ponto é bom, graças a Deus ainda tenho crédito com muitas pessoas que me ajudam eu ganho muito pouco de aposentadoria mas faço trabalhos com canto o que me ajudam a me manter. Não consigo levar uma vida muito modesta, pois meu nível social e intelectual é alto, não tenho luxos de maneira nenhuma, mas gosto muito de viajar e mostrar meu trabalho que é o canto, e estou apostando nele o meu futuro.
    A minha preocupação é quando o meu nome limpar, como vou lidar com isto pois a dívida caduca em 5 anos. O médico disse para tomar cuidado porque esta compulsão pode voltar. Eu quero uma opinião sua a respeito disto, no momento estou mais controlada mas depois tenho medo de perder o rumo novamente, quando o crédito voltar.
    Um abraço

  14. Deise Cristina Ribeiro 27 de julho de 2012 às 21:32 - Responder

    Olá eu tenho transtorno bipolar deste aos meus 14 anos agora eu estou com 21 anos e já faz um bom tempo que eu faço o tratamento eu estou casada já vai fazer 2 anos em agosto bom eu estou louca para engravidar mais eu tenho medo ao mesmo tempo que quero ser mãe eu estou tomando 3 remedios que são clonazepam fluoxetina e respiridona com esses 3 remedios que estou tomando dificulta a engravidar ???

    • Conselho Científico ABRATA 6 de agosto de 2012 às 16:23 - Responder

      Olá Deise,
      a mulher que é portadora de transtorno bipolar pode engravidar, mas alguns cuidados são necessários (veja no post abaixo). Quanto às medicações, não há uma dificuldade maior para ficar grávida, mas algumas medicações são mais seguras na gravidez. O que seu médico pode fazer é retirar gradualmente as que são menos seguras e optar por outras, com as quais se tenha mais experiência na gravidez. O mais importante é que você sempre converse com o seu médico sobre isso e que planeje a gravidez. Um abraço.

  15. CLAUDIA CORREA LEMOS FERNANDES 6 de maio de 2014 às 14:27 - Responder

    SOCORRO! É O GRITO QUE SUSSURRO COM VONTADE DE GRITAR TODOS OS DIAS.
    VIVO QUASE TODAS AS MANIAS JUNTAS,TENHO 37 ANOS E FUI DIAGNOSTICADA AOS 33.JÁ TIVE VÁRIOS SURTOS,3 TENTATIVAS DE SUICÍDIO SENDO QUE UMA FUI LEVADA A FORÇA PARA O HOSPITAL,MALTRATADA E SAÍ DE LÁ RANCANDO O SORO DOS BRAÇOS E AMEAÇANDO PROCESSAR O HOSPITAL.
    TENHO UM LINDO FIHO DE 13 ANOS,QUANDO DESCOBRI ELE TINHA 9 E SÓ DESCOBRI PORQUE ESTAVA EM DEPRESSÃO POR CAUSA DELE. MEU FILHO FOI DIAGNOSTICADO E MEDICADO ERAD DURANTE 6 ANOS SEM NUNCA TER SIDO TDAH E ME SENTIA MUITO CULPADA POR TENTAT TIRAR VÁRIAS VEZES O MEDICAMENTO E NÃO CONSEGUIR.
    MEU FILHO NÃO É COMO AS OUTRAS CRIANÇAS PARA APRENDER,ELE ESQUECE AS COISAS COM MUITA FACILIDADE,É INSISTENTE EM NÃO OBEDECER ORDENS,AS VEZES SE FAZ DE VÍTIMA E COITADINHO. APESAR DE LEVÁ-LO EM VÁRIOS ESPECIALISTAS E FAZER INÚMEROS EXAMES NINGUÉM SABE AO CERTO O QUE ELE TEM. AS VEZES PARECE SER PARTE DE UM DOS ESPÉCTROS AUTISTAS (SOU PROFESSORA E COM MAIOR TEMPO DE EXPERIÊNCIA EM INCLUSÃO E ESTUDEI TUDO QUE ABRANGE A ÁREA INCLUSIVA) MAS SOU INCAPAZ DE AJUDAR MEU FILHO SEM PRATICAMENTE ESPANCÁ-LO COM PALAVRAS.
    SOU BOA COMO MÃE E TERRÍVEL COMO MÃE PROFESSORA. MEU FILHO CONSEGUE GRAVAR O NOME DE TODOS OS PERSONAGENS DE NOVELAS DE CRIANÇA MAS SÓ ACINA PROVAS.
    A MAIOR PARTE DO MEU TEMPO É DEDICADO A ELE E POR ISSO AS VEZES ESQUEÇO SE TOMEI MEU REMÉDIO. FICO ESGOTADA FÍSICA E MENTALMENTE.
    MINHA MÃE É SUPER NERVOSA,TEVE 6 FILHOS E ELA QUASE NOS MATAVA DE TANTO ESPANCAR E MAIS A MIM. JÁ APANHEI SEM MOTIVO ALGUM,POR CAUSA DE ERO DE IRMÃOS,POR QUE FUI ABUSADA AOS 4 ANOS POR UM TIO AVÔ….MEUS PAIS NUNCA FORAM DE DAR BEIJO OU ABRAÇO,MINHA FAMÍLIA PASSAVA POR NECESSIDADES E NUCA TIVE APOIO NEM PARA OS ESTUDOS. COMECEI A CUIDAR DE IRMÃO BEBÊ AOS 4,CUIDAR DA CASA E SE NÃO FIZESSE CERTO,APANHAVA. MEUS PAIS NUNCA FORAM EM NENHUMA FORMATURA MINHA E UMA MÃE DE UMA COLEGA TEVE QUE ASSINAR
    COMO MINHA RESPONSÁVEL PARA QUE EU PUDESSE FAZER O ENSINO MÉDIO. MINHA MÃE TAMBÉM JÁ ME DISSE PALAVRAS DE NUNCA SE ESQUECER MAS O PROBLEMA GERAL NÃO É NADA DO MEU PASSADO,TENHO O MARAVILHOSO MARIDO,NÃO CRIO MEU FILHO COMO FUI CRIADA MAS COM FREQUENCIA NAS ATIVIDADES ESCOLARES FAÇO,NÃO AQUELE ERROR TODO QUE VIVI MAS ESTOU MATANDO MEU FILHO COM PALAVRAS!
    A ESCOLA COBRA,SABE QUE SOU PROFESSORA MESMO NÃO ATUANDO E O MARIDO CHEGA TARDE. O MEU FILHO É DEPENDENTE DE MIM ATÉ PARA ESCOLHER O QUE VAI COMER. TUDO COMEÇA QUANDO ELE ACORDA,EU BRIGO,PASSO SERMÃO E VOU ME ESGOTANDO. ELE DIZ QUE ME AMA,ME ABRAÇA,ME BEIJA EU FAÇO O MESMO MAS QUANDO ELE ME CONTRARIA EU TRANSFORMO. NÃO RÁPIDO,A PACIÊNCIA VAI SE ESGOTANDO AÍ EU VIRO QUASE O HULK DE AVENTAL. NESTAS HORAS EU ME ARREPENDO DE SER MÃE
    E PENSO QUE BIPOLARES COMO EU NÃO DEVERIAM TER POIS AMBOS SOFREM MUITO. NÃO GOSTO DE VER MEU FILHO SOFRER E ELE ME FAZ SOFRER TANTO.POR CAUSA DO EMPREGO DO MEU MARIDO MUDAMOS MUITO E ISSO ME AFETA EM TODOS OS SENTIDOS: CONSEGUIR ADAPTAR,ESCOLA QUE COMPREENDA,MÉDICO QUE NÃO TROQUE MINHA MEDICAÇÃO POR NADA E ME FAÇA GANHAR 20 KILOS,MÉDICO QUE NÃO SEJA SARCÁSTICO E DIZ QUE 3 ÓTIMOS ESPECIALISTAS ERRARAM E QUE EU NÃO TENHO NADA. EU DEITO TARDE,MADRUGADA MESMO,FAÇO ISSO COM MEDO DE A NOITE ACABAR E EU AINDA ESTAR AQUI VIVENDO ESTE PESADELO DIÁRIO OUTRA VEZ.

    • Equipe Abrata 15 de maio de 2014 às 21:40 - Responder

      Olá Claudia

      Em primeiro lugar gostaríamos de lhe dizer o quanto nos sensibilizamos com o seu relato e somos solidários a vc e ao seu filho, enfim, a sua família.

      Sabe, talvez vc precisa se cuidar primeiro para poder ajudar e apoiar ao seu filho. Isto é, citando como exemplo, o que dizem os comissários de voos – em caso de emergência, primeiro coloque a máscara de ar em vc, para depois ajudar as pessoas, ou à criança que está ao seu lado.

      Tenha paciência com vc mesma, com as suas dificuldades, com as dúvidas, com a sua doença, com as suas horas difíceis. Que tal vc procurar uma ajuda com um psicólogo, isso é essencial para vc se ajudar e consequentemente ajudar ao seu filho. É importante para vc se entender melhor, compreender seus momentos dolorosos, e poder exercer o seu papel materno com mais plenintude e serenidade. A psicoterapia é parte importante no tratamento, assim como o uso da medicação. Com a psicoterapia poderá buscar novas estratégias para tomar de volta a sua vida, seu papel de mulher, esposa e mãe, e porque não profissional. Mais fortalecida se sentirá mais segura para cuidar do seu filho e dar a ele o apoio que ele também necessita. vc já pensou na possibilidade de levá-lo para uma psicóloga infantil e adolescente? Com apoio de uma profissional e com as orientações que poderá receber, possívelmente, facilitará o relacionamento de vcs, mãe e filho, e também lhe trazer mais segurança e tranquilidade, assim como para o seu filho e momentos juntos mais prazerosos.

      Sabemos que não é fácil viver com o trantorno bipolar. Aprenda mais sobre o TB, busque ler sobre o assunto, seja sincera com os seus receios, as suas esperanças e os seus planos de vida. Tente confiar nos amigos mais chegados, em seus familiares, acredite que eles só querem o melhor prá vc, assim como vc também deseja isso.

      Aproveitando a oportunidade, caso vc resida em SP, e convidamos vc e seus familiares para participarem dos grupos de apoio mútuo para familiares e portadores que a ABRATA oferece. Estes grupos acontecem, nas terças, quintas e sábado. Temos também as palestras de psicoeducação. Primeiro vc precisam participar do Grupo de Acolhimento. Veja a agenda deste mes no site. Link: https://www.abrata.org.br/new/agenda.aspx

      Claudia conte sempre com a ABRATA!
      Esperamos poder apoiá-la e ajudá-la. Siga em frente! Vc está buscando soluções e meios para construir uma vida familiar, ser uma mãe acolhedora, afetiva e educadora. Faça as coisas no seu tempo!

      Abraços
      Equipe ABRATA

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