Famosos brasileiros que falaram abertamente sobre sua saúde mental

Brasileiros estão sofrendo com doenças e transtornos mentais como ansiedade e depressão. E é mais comum do que você imagina.

Segundo recente pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) problemas de saúde mental têm alta incidência. Algumas cidades brasileiras têm taxas acima de 50%. Os pesquisadores concluíram: é preciso discutirmos melhor o atendimento médico oferecido às pessoas que têm essas doenças. E políticas públicas precisam ser planejadas nesse sentido.

O Brasil Post apresenta casos de famosos brasileiros que têm ou já tiveram doenças e transtornos mentais. São histórias de superação e exemplos de como a conversa sobre esse assunto precisa ser construtiva.

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Ricardo Boechat, jornalista: Boechat teve de se afastar do trabalho para tratar sua depressão. Ele comentou o acontecido à rádio BandNews: “É importante não esconder a depressão, não tratá-la na clandestinidade. É importante aceitá-la e combatê-la, e todo o silêncio de todo o doente e de quem está a sua volta dificulta a recuperação. E essa necessidade de não fazer segredo, além da sinceridade que faço questão de manter na relação com os ouvintes, é a razão deste depoimento pessoal que estou dando para vocês”.

Cássia Kis, atriz: “Ser bipolar é perder o controle. Você perde a paciência num nível mais agudo com os filhos, por exemplo. Quando vê está sacudindo a criança, falando mais alto. Vira meio bicho, sabe? É uma coisa que amedronta as pessoas. Aí volta e quer se desculpar, mandar flores, pede perdão, chora. Repeti isso muitas vezes. Um medicamento e acompanhamento evitam que isso aconteça. Mas tomar medicamento não é o fundamental. Importante é o ambiente familiar. É ele que te torna doente.”

Selton Mello, ator e cineasta: O ator teve depressão em 2008: “Eu poderia estar mentindo aqui, falar que eu engordei 20 quilos para o papel [em Jean Charles], mas não, eu tava ruim da cabeça, estava vulnerável. É libertador poder falar sobre isso abertamente. Eu estou fazendo análise, coisa que eu nunca fiz na vida, e está sendo fabuloso”.

Paula Fernandes, cantora: A cantora comentou a depressão que teve quando adolescente: “É um choro que não cessa, um sono e um apetite que não voltam. A fase mais difícil é a que você está ignorante sobre o que está sentindo. Acha que vai morrer e não sabe o que está acontecendo. Outra fase é a em que você começa a melhorar, mas não acredita nisso até tomar confiança”.

Fernanda Lima, apresentadora de TV: Em entrevista ao jornal O Globo, a apresentadora disse que entrou em depressão por causa das fortes críticas que recebeu quando protagonizou a novela Bang Bang (2005-06), da TV Globo: “Novela é uma pedrada. As pessoas não me perdoaram, foi porrada em cima de porrada. É difícil não entrar em depressão nessas horas. Eu me segurei muito na ioga, mas tive momentos de chorar no chão, deitada em posição fetal”.

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Maurício Mattar, ator e cantor: “A bipolaridade não aparece de repente. Você nasce ou não com ela. Na verdade essa é uma característica minha que nunca foi tratada.”

 

Marina Lima, cantora: “A depressão não é difícil de curar. A dificuldade, quando alguém entra em depressão, é achar que vai sair disso sozinho. É como quebrar um dedo e não tratar. Mas estamos vencendo o preconceito, o mundo está ficando esclarecido.”

Luciana Vendramini, atriz: “Ter TOC é basicamente ver nascer, a cada dia, uma nova mania: ter que subir e descer de elevador várias vezes, lavar as mãos toda hora, tomar banhos sem-fim. Meus rituais atingiram um grau tão elevado que, durante três anos, de 1999 a 2002, não saía mais de casa, parei de trabalhar. Meu caso se agravou demais porque eu era contra tomar remédio, achava que apenas a terapia podia me curar. Quando aceitei o tratamento, em quatro meses já era outra pessoa.”

Roberto Carlos, cantor: Em entrevista ao G1, o cantor comentou suas famosas manias: “Não são só manias. É a questão do TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo. Não se trata de se livrar dessa ou daquela mania, mas de tratar o problema como um todo. Determinadas coisas me angustiam hoje menos do que antes.”

Zizi Possi, cantora: “A depressão é uma doença química, falta uma substância no cérebro. Contei com a ajuda de uma terapeuta budista, de um psiquiatra e de muita espiritualidade [para me tratar]. O tempo ajuda. É preciso força e também procurar um bom médico que veja o que é melhor para você.”

Thammy Miranda, ator: Ele já teve síndrome do pânico: “No meio de um jantar eu tive certeza que eu ia morrer naquela hora, a minha sensação era de desmaio. A partir daquele momento, fiquei com medo de sentir aquele medo outra vez. Passei três meses sem sair de casa. Eu não ia ao banheiro sozinha, uma empregada ia comigo e ficava do lado de fora enquanto eu tomava banho. Eu ficava com raiva de estar sentindo aquilo”.

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Rita Lee, cantora: “Tive a vida inteira essa situação de oscilar entre euforia e depressão. Eu sinto que aconteceram situações de estresse emocional em minha vida e não tinha orientação nenhuma. Quando o médico diagnosticou a bipolaridade, eu fiquei tranquila. Falei: ‘Finalmente alguém me disse o que eu sou’. As peças encaixam. Pode ser uma coisa muito solitária. Tanto na euforia, quanto na depressão. E a twitterapia me deixa com amiguinhos, é uma companhia.”

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Ana Furtado, atriz e apresentadora de TV: Ela teve depressão pós-parto: “Eu tinha uma filha linda, estava num momento incrível, apresentando um programa aos sábados [o Estrelas, durante a licença-maternidade de Angélica, em 2007], um casamento maravilhoso, e eu chorava, chorava. (…) Não quero que outras mulheres passem por isso, principalmente as que não conseguirem reconhecer esse momento”.

Núbia Óliiver, modelo e atriz: Ela foi diagnosticada com depressão: “Muita gente acha que é frescura, mas só quem vive sabe como é triste. Não tenho vergonha de assumir! As pessoas precisam aceitar a doença e tratar-la da melhor forma. O apoio das pessoas próximas é fundamental”.

gustavo lima

Gusttavo Lima, cantor: Em entrevista ao Extra, o cantor comentou que entrou em depressão por causa da insatisfação com a carreira profissional. A doença se agravou por causa das crises de abstinência que teve depois de parar de fumar: “Foi um período muito difícil. Estava descontente com os rumos da minha carreira e isso abalou muito minha vida pessoal também. Quando eu disse que ia abandonar tudo, estava no auge dessa fase. Tem uma hora que você não que viver para trabalhar, mas trabalhar para viver”.

Deborah Blando, atriz: A cantora comentou à revista Época sua experiência com depressão e síndrome do pânico: “Passei sim por momentos difíceis. Hoje me cuido para que eles não se repitam. Sucesso não é sinônimo de saúde: esse sim é o nosso bem maior. Quero voltar aos poucos, com calma”.

Monique Evans, apresentadora de TV: “Sempre fui triste. Além de depressão, também tenho síndrome do pânico e DDA (distúrbio de déficit de atenção). Em decorrência disso, não posso mais dirigir sozinha porque erro até os caminhos de lugares que vou sempre. Daí, nessas ocasiões, fico desesperada e choro, mas as pessoas me reconhecem na rua e falam: ‘Ah, tão linda e chorando…’. Aí eu me sinto pressionada e meu estado só piora.”

Amaury Jr., apresentador de TV: “As pessoas que trabalham comigo sofrem, porque eu sou bipolar.”

Priscila Fantin, atriz: “A depressão parece um chamado que você não sabe de onde vem. Tem que dar uma parada e olhar para dentro, se permitir estar só com você, se fazer carinho. Eu tinha muito pouco produção de serotonina e trabalhava excessivamente. Embora eu ame trabalhar, o problema é que eu não tinha uma vida social ativa. Então me deu uma saudade de tudo: da família que sempre morou distante e das amigas que estavam em Belo Horizonte. Era falta de vivência, amores, cores e sabores.”

Analice Nicolau, jornalista: “Tive depressão e síndrome do pânico. Por isso, fiquei afastada do trabalho por seis meses. Agora, apesar de continuar o tratamento, já retomei minhas atividades e sigo no comando do SBT Manhã.”

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/10/09/famosos-doencas-mentais_n_8270378.html

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Destaques

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A ABRATA visando a melhoria no processo de seleção dos candidatos ao voluntariado e adequação às novas necessidades, temporariamente, não estará cadastrando candidatos. Em breve, abriremos o cadastro para novos interessados.

Comunicado da Diretoria

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde e do Governo do Estado de São Paulo, a ABRATA continua com as atividades presenciais SUSPENSAS por TEMPO INDETERMINADO.

Campanha “Pode Contar”

A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

31 Comentários

  1. Patrícia 29 de julho de 2016 às 17:05 - Responder

    Muito boa essa matéria !!! Descobri que não sou a única bipolar do mundo..kkkkk ..é normal sentir medo…

    • Equipe Abrata 29 de julho de 2016 às 18:27 - Responder

      Olá Patricia

      Reconhecer que não estamos sozinhos é um dos passos mais saudáveis para buscar uma vida de estabilidade apesr da presença de uma doença crônica.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  2. Marina 1 de março de 2017 às 23:07 - Responder

    Que bom saber que não estou sozinha famosos não se distinguem de nós não famosos.
    Vivemos, choramos, sofremos, amamos…

    • Equipe Abrata 4 de março de 2017 às 07:46 - Responder

      Cara Marina.

      Agradecemos a sua mensagem.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  3. Maria de Fatima 4 de março de 2017 às 20:32 - Responder

    Fui diagnosticada com Transtorno Bipolar do Humor, há uns 8 anos, faço tratamento com um psiquiatra há muitos anos. Pois a primeira vez que tive e não sabia o que era foi em 1989.Fiquei 08 mesessem

    • Equipe Abrata 8 de março de 2017 às 09:30 - Responder

      Olá Maria de Fatima.

      Queira, por gentileza, complementar a sua mensagem.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  4. Barbara 27 de março de 2017 às 21:38 - Responder

    Eu tive TEPT e suas comorbidades, depressão maior, TAG, dissociação, foi horrível.
    Depois me internei em um lugar particular onde tinha que ficar 1 mês sem contato algum com a família e acabei tendo tudo de novo.
    Com o tempo conheci pessoas com depressão, bipolares, amigos com esquizofrenia, e é incrível como, mesmo não tendo exatamente a mesma coisa, nós conseguimos ter empatia um pelo outro e nos compreender… e então sabemos que não estamos sozinhos.
    Para quem não tem a oportunidade de encontrar pessoas que partilham de coisas parecidas, essas declarações de artistas servem como um aperto de mão, um incentivo, algo do tipo: “Vamos!A gente consegue”
    Um “eu sei o que você está passando, já tive isso é estou aqui, com um leque de situações que provam que tem solução sim”
    Dá inspiração e aumenta a esperança.
    Obrigada.

    • Equipe Abrata 1 de maio de 2017 às 11:59 - Responder

      Cara Barbara.

      Agradecemos a sua mensagem e ela servirá, por certo, como exemplo de superação.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  5. Bruno 18 de abril de 2017 às 16:43 - Responder

    Descobri que tenho bipolaridade há 4 anos. Nesse período tenho altos e baixos. Quando estou com depressão me sinto fraco, com dificuldade de concentração, sem vontade de sair ou conversar e com insonia. Tomo litio e zolpidem.

    • Equipe Abrata 22 de abril de 2017 às 10:24 - Responder

      Caro Bruno.

      O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica em que se alternam períodos (episódios) de euforia ou extrema irritabilidade, chamado de “mania”, e períodos de humor depressivo. Os episódios de mania e depressão são marcados por mudanças extremas nos níveis de comportamento e energia dos pacientes. Nos períodos depressivos, por exemplo, a pessoa pode ter problemas para se concentrar, esquecer com facilidade, sentir-se cansada, indisposta, ter dificuldade para dormir e pensar em suicídio, entre outros sintomas.

      Pois bem. Você se queixa dos altos e baixos que o transtorno bipolar causa. E na depressão – que é chamada de depressão bipolar -, os sintomas são típicos da natureza
      da depressão, causando baixa autoestima, fobia social, dificuldade de concentração, etc.
      Você precisa conversar com o seu médico sobre os sintomas da sua depressão mesmo porque o uso de antidepressivos para as pessoas que têm transtorno bipolar deve ser
      ministrado com cuidado para não promover a “virada maníaca”.
      Lembramos a você que a psicoterapia combinada com o tratamento medicamentoso tem surtido efeitos positivos.
      A terapia cognitiva comportamental é indicada quando seus pensamentos automáticos são sempre negativos, desencadeando uma série de fatores como: TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Ansiedade generalizada, Transtorno de pânico, Ansiedade Social, Transtornos alimentares, Transtornos de personalidade, Transtorno bipolar.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

      • Luciana 27 de julho de 2017 às 19:38 - Responder

        Eu fui diagnosticada como TAB em 2002(após ter tido uma crise maníaca que me levou ao HP). Em 2003 parei os remédios e fiquei até 2015 sem medicação, nesse tempo me formei em Física, casei, mas sempre oscilava. Em 2015 busquei ajuda profissional, pois até então não adimitia, tinha vergonha. Estava enfrentando uma fase dificil, problemas profissionais, matrimonial. Infelizmente busquei uma péssima profissional que me deu somente antidepressivo, mesmo eu tendo falado do meu diagnóstico em 2002. Outro surto, HP de novo, mas graças a Deus, voltei e estou aqui. Ela quase acabou com a minha vida, agradeço a Deus todo dia por ter me dado a chance de novo de estar aqui consciente, e sendo tratada por uma excelente médica.

        • Equipe Abrata 28 de julho de 2017 às 08:55 - Responder

          Olá Luciana

          Agradecemos a sua mensagem.

          Um grande abraço
          Equipe ABRATA

  6. Flávio Alves 5 de setembro de 2017 às 13:32 - Responder

    Tenho TOC e TBH, descobri tudo recentemente e odeio tudo isso. Tive toda a minha vida bagunçada, e hoje eu entendo tudo, sei dos porquês…

    • Equipe Abrata 11 de outubro de 2017 às 10:50 - Responder

      Olá Flávio.

      É difícil aceitar o diagnóstico, seja ele qual fora. E os transtornos mentais incomodam mais ainda, não é?
      Então, em lugar de aceitar, pode-se aprender a conviver com a doença com a devida adesão ao tratamento
      medicamentoso combinado com psicoterapia.
      Os profissionais da saúde mental recomendam o acompanhamento médico contínuo para que haja mais qualidade
      de vida.
      Boa sorte!
      Abs.
      Equipe ABRATA

  7. pedro 30 de janeiro de 2019 às 16:43 - Responder

    Sofri muito para controlar os sintomas da bipolaridade mais graças a DEUS consegui e há quatro anos não tenho nenhum surto de euforia ou depressão, porém, o difícil é a compreensão por parte das pessoas que não tem a cultura de compreensão e de respeito à diversidade humana. Seja qual for o problema de saúde há tratamento que possibilita a qualidade de vida para o portador da bipolaridade e sua inclusão social e no trabalho.

    • blogabrata 9 de fevereiro de 2019 às 13:19 - Responder

      Olá Pedro
      Agradecemos a sua mensagem que demonstra a esperança dos portadores quanto à qualidade de vida.
      Siga firme em sua caminhada!
      Abs.
      Equipe ABRATA

    • blogabrata 18 de fevereiro de 2019 às 10:44 - Responder

      Olá Pedro
      A sua mensagem demonstra um exemplo de superação. E, naturalmente, o tratamento a que se submete
      tem dado resultados positivos.
      Quanto ao estigma, temos que dar tempo ao tempo até que a sociedade compreenda e apoie aqueles
      que são portadores de transtornos mentais.
      Boa sorte!
      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  8. 20 de março de 2019 às 00:26 - Responder

    Olá. Fui diagnosticada com transtorno bipolar faz pouco mais de 2 anos. Antes disso outro psiquiatra disse que eu tinha esquizofrenia. Bom, não sei qual diagnóstico é pior, pois lidar com o julgamento da sociedade me entristece, fora a vida que vira de cabeça pra baixo em cada crise que tenho. Bom, o lado positivo, é que vou retomar à ida ao psicólogo, ele me ajuda a me aceitar como sou e a lidar com as críticas e julgamentos ( não dar bola pra eles, sabe!?), além de ajudar com minha autoestima e autoconhecimento. Entre muitos outros pontos benéficos! Terapia recomendo pra todos!!

    • blogabrata 23 de março de 2019 às 11:36 - Responder

      Prezada Cá
      agradecemos o seu contato e aproveitamos para frisar que é o tratamento medicamentoso que deve ser
      combinado com a psicoterapia. Cada um deles, os medicamentos e a terapia, auxiliam a pessoa com
      Transtorno Afetivos – Transtorno Bipolar e Depressão, a controlar os sintomas respectivos.
      Sugerimos que você dê ênfase ao tratamento medicamentoso para estabilizar-se, está bem?
      Leia os artigos e material informativo disponíveis em nosso site: https://www.abrata.org.br
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  9. Diego 14 de julho de 2019 às 03:07 - Responder

    Fui diagnosticado com bipolaridade há alguns meses. Já tinha procurado ajuda médica há tempos atrás, fiz tratamento com vários remédios mas sem resultado significativo. Agora faço tratamento com medicamentos específicos para bipolaridade, e me sinto melhor, mesmo com tudo que aconteceu nos últimos anos, não tive mais crises de agressividade, não tive mais casos de impulsividade, mas ainda tenho muita oscilação no humor, mas acredito que com o tempo vou melhorar mais.
    É difícil conviver com essa doença, no meu caso principalmente pela quantidade absurda de remédios que tenho que tomar, é quase insuportável, mas faz parte, correr não adianta.

    • blogabrata 14 de julho de 2019 às 09:43 - Responder

      Olá Diego, agradecemos o seu depoimento.
      Converse sempre com o seu médico sobre eventuais ajustes das doses dos medicamentos.
      Sugerimos que combine psicoterapia com seu tratamento medicamentoso.
      E, se residir na cidade de São Paulo ou na de Santos, participe do Grupo de Apoio
      Mútuo para Portadores de Transtorno Bipolar e Depressão oferecido pela ABRATA.
      O nosso telefone é (11) 3256-4831, e o atendimento é de 2ª a 6ª, das 13h às 17h.
      Estamos em recesso até 29/7/19.
      Abraços
      EQUIPE ABRATA

  10. Monica 13 de novembro de 2019 às 13:07 - Responder

    Olá. Tenho diagnóstico de transtorno bipolar há 1 ano e um pouco a mais. Estou em tratamento, tomo remédio e faço tcc. Ando lendo bastante sobre o assunto, mesmo porque não é um diagnóstico fácil de ser absorvido. Sobre as pessoas que declaram que têm o transtorno, a atriz Cassia Kis diz ter sofrido um erro médico ao ser diagnostica, que não tem transtorno bipolar, ainda disse que sofreu para desintoxicar dos remédios do tratamento. Me pergunto qual a frequência desse tipo de erro médico, porque ainda a imagem dela é vinculada ao transtorno se é o caso de erro. Fiquei insegura, pois não por má conduta dos médicos e sim por ser um diagnóstico difícil e demorado pode ser confundido com outros problemas, isso é possível, de simplesmente ser confundido?

    • blogabrata 18 de novembro de 2019 às 09:27 - Responder

      “Prezada Mônica,
      É muito comum a dificuldade em se aceitar o diagnóstico de transtorno bipolar, assim como de várias doenças crônicas em Medicina. Isso acontece com doenças de difícil tratamento e que acarretam muitas dificuldades devido à sua gravidade ou sintomatologia. No caso do transtorno bipolar, há outro fator que dificulta muito a aceitação que é o estigma da doença, tanto o estigma social como o autoestigma, ou seja, aquele que a pessoa tem em relação à própria doença.
      Outra coisa que não é incomum é a discordância de diagnóstico entre os médico e também pode acontecer em qualquer área da Medicina. No caso do transtorno bipolar, o diagnóstico não é baseado em exames que comprovem a sua presença, o diagnóstico é clínico, baseado na sintomatologia, no comportamento do paciente, na sua história de vida, no relato de outras pessoas e, para dificultar, existem sintomas que são comuns a outros transtornos. Por isso, é importante que, no caso de suspeita de transtorno bipolar, o paciente seja avaliado por um profissional especializado em transtornos do humor, especialmente em situações em que o quadro clínico não seja tão típico.
      Não podemos falar sobre o diagnóstico da atriz Cássia Kiss, somente um psiquiatra especializado, após uma avaliação clínica rigorosa, pode emitir uma opinião. Existem nos melhores centros de estudo médico do mundo, reuniões clínicas com a presença de vários especialistas para discutir o diagnóstico de pacientes com quadro clínico de difícil diagnóstico. É o que o público leigo chama de “junta médica”. O que temos a dizer sobre a atriz Cássia Kiss é que, independente do diagnóstico que ela tenha hoje, a atitude dela de tornar pública sua situação clínica muito ajudou a encorajar diversos portadores de transtorno bipolar a procurar ajuda e muitos procuraram a ABRATA e se benefi ciaram d e maneira ampla.
      O que é importante é que, sempre que você tiver dúvidas sobre seu diagnóstico, converse com os profissionais responsáveis pelo seu tratamento, seja seu psiquiatra ou seu terapeuta. Se for o caso, solicite mais de uma avaliação diagnóstica. Mas não desista do seu tratamento, ainda mais porque você está fazendo isso bem. É importante saber que o tratamento do transtorno bipolar vai mostrando seu valor ao longo do tempo, por meio da estabilidade e redução da frequência e intensidade dos episódios. Para isso acontecer é necessário que o paciente seja participativo e busque sanar suas dúvidas e buscar melhorar sempre.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA”.

  11. Letícia fernandes 7 de dezembro de 2019 às 22:42 - Responder

    Há 8 meses fui diagnosticada com distimia, eu não conhecia essa doença e no próprio consultório não consegui assimilar muito bem do que se trata. Fiz uma pesquisa assim que cheguei em casa e fiquei impressionada em como os sintomas descritos estavam em mim. O diagnóstico só ajuda, me senti profundamente feliz por ter tido a oportunidade de ter um diagnóstico porque, a partir de ali, eu sabia com o que teria que lutar. Hoje faço tratamento digo que não é fácil, muitas vezes tenho medo de que a doença persista até o final da vida, mas tenho fé num Deus que tudo torna possível. Que possamos nos unir contra todo e qualquer mal. Deixou esse depoimento em solidariedade a quem, talvez, esteja passando por momentos difíceis. Abraços fraternos

    • blogabrata 10 de dezembro de 2019 às 11:44 - Responder

      Olá Letícia, agradecemos o seu depoimento.
      Boa sorte!
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  12. Jose l 18 de abril de 2020 às 10:02 - Responder

    Aceitei o fato de ter transtorno bipolar há 1 ano após uma depressão muito forte.
    Sou médico, e há muito preconceito na minha profissão.
    Preciso dividir isto com aqueles que têm o mesmo que eu.
    Vocês são mais que um diagnóstico.
    Façam o tratamento que for necessário e vivam cada momento.
    Estamos juntos.

    • blogabrata 18 de abril de 2020 às 12:32 - Responder

      Prezado Jose I
      A sua mensagem contribui muito para todas as pessoas que sofrem com o preconceito quando o assunto é de ordem mental.
      Postamos uma matéria para a nossa reflexão:

      O grande desafio na depressão – Superar o preconceito
      Um dos maiores obstáculos para quem tem depressão é o preconceito.
      Uma das piores consequências da depressão é o estigma que a cerca.
      Claro que a angústia que a acompanha pode ser enorme, mas depressão não é a mesma coisa que tristeza. Os pacientes costumam, sim, sentirem-se tristes, mas frequentemente é uma melancolia diferente do normal. Todo mundo fica chateado quando coisas ruins acontecem, é uma reação absolutamente esperada. Mas na depressão é o contrário: os sentimentos negativos vêm primeiro e só depois surgem os motivos para eles. E até que a pessoa se dê conta que está doente ela já gastou muito tempo sofrendo, tentando compreender porque está tão desanimada sem motivos aparentes. É muito comum que os familiares condenem o paciente, por exemplo, dizendo que ele está assim porque só fica pensando nas coisas ruins do passado. É difícil compreender que normalmente o processo é inverso: por estar deprimida é que a pessoa fica remoendo pensamentos negativos.
      Como se não bastasse, além de aumentar ocorrência das emoções negativas, como indisposição, insegurança, raiva e a própria tristeza, a depressão ainda reduz a capacidade de experimentar emoções positivas. Fica mais difícil sentir alegria, empolgar-se com algo, achar graça na vida e até mesmo desejar a própria melhora. O que aumenta o fardo dos pacientes, acusados de estarem assim porque não se ajudam, não se esforçam, não querem melhorar.
      Se o problema fosse só o preconceito, já seria ruim suficiente – se não é fácil arranjar emprego, manter relacionamentos e tocar a vida sem depressão, imagine tentar superar ao mesmo tempo os sintomas da doença e as barreiras erguidas pela discriminação. Mas é pior: quanto maior a ignorância, maior o estigma e menor a chance de os pacientes procurarem ajuda.
      Por isso é tão importante explicar – sempre, incansavelmente – que depressão não é fraqueza moral, não é falta de caráter, não é falta de ter o que fazer. É uma doença. Pode acontecer com qualquer um. Comigo. Com você. Escuto muito no consultórios pessoas dizendo: “Eu não acreditava em depressão, achava que era frescura, até acontecer comigo”. Uma pesquisa europeia publicada esse ano comprovou o poder da informação. Num esforço para reduzir o número de suicídios, uma campanha de conscientização sobre a depressão foi lançada em quatro países: Alemanha, Portugal, Irlanda e Hungria. Avaliando o grau de estigma e abertura para tratamento, os cientistas notaram claramente que ter contato com as informações fizerem diferença tanto reduzindo o estigma como aumentando a abertura das pessoas para buscar tratamento.
      Ajude, portanto, a passar adiante informações sérias – e não mitos – sobre a depressão. E evite julgar os pacientes ou buscar em suas atitudes a causa do sofrimento. Porque o setembro amarelo – mês de conscientização e prevenção do suicídio – acabou. Mas a batalha contra o preconceito, essa ainda dura muito tempo.
      POR DANIEL MARTINS DE BARROS – psiquiatra
      04/10/2017
      Kohls E, Coppens E, Hug J, Wittevrongel E, Van Audenhove C, Koburger N, Arensman E, Székely A, Gusmão R, Hegerl U. Public attitudes toward depression and help-seeking: Impact of the OSPI-Europe depression awareness campaign in four European regions.J Affect Disord. 2017 Aug 1
      Fonte:; http://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-grande-desafio-na-depressao-superar-o-preconceito/

      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  13. Suellen 17 de junho de 2020 às 02:20 - Responder

    Gostaria de compartilhar minha história…
    Eu sempre tive um pai desumano, uma mão covarde, irmãs mais novas, e muita muita garra para defendê-las desse ditador.
    Na infância pensei em fugir, em me jogar do prédio em que morava, por várias vezes fiz muitos planos para isso, mas nunca fui em frente por medo de não reencontrar minhas irmãs um dia.
    Assim passei minha adolescência vendo um enorme monstro dentro de mim, um monstro que imaginava as mais terríveis coisas contra meu pai, mas sempre vi como os filhos eram julgados, e principalmente não quero e não sou uma assassina, mas confesso meu pai causa ódio até nos mais cristãos… Enfim depois de fugas, de medos, de perseguições… Meus pais se separaram, nesse processo ele tentou sequestrar um de minhas irmãs, tentou invadir o colégio da outra, chegou a me denunciar para o conselho tutelar da minha cidade, que as fugas eram para eu e minha mãe nos prostituirmos e a denúncia dizia ainda que nós levávamos as duas menores, eu tinha acabado de fazer 18 meses antes (2 ou 3 talvez 1), e o conselho me acusou…as conselheiras me crucificaram, e me ofenderam trancando a saída esperando a chegada da policia… Mas gracas Deus, eu levava comigo um documento que relatava que minha mãe se encontrava em um abrigo municipal por causa das várias tentativas de homicídio que sofreu…. E acreditem,msm sentindo algo muito ruim acontecendo dentro de mim… Não tive certeza que aquilo estava acontecendo, eu não estava ali, não chorei, não sorri, eu nem sabia falar nada, eu não estava ali, se eu não levasse aquele papel comigo não estaria aqui…
    Enfim, fiquei 10 anos sem ouvir a voz dele, quando não estava mais a seu favor ele foi para outro Estado e continuou servindo as forças armadas brasileiras intocavelmente…
    Anos se foram, iniciei inúmeros cursos,aprendi a fazer múltiplas coisas, mas não conclui nenhuma… Dei tudo de mim, noites e noites estudando, trabalhando, revisando, planejando, e tudo sempre sai errado,e ainda atrapalho os que tentam me ajudar, adoeço aos que compadecem com as minhas dificuldades, as pessoas não conseguem entender como tantas coisas se atrapalham tanto ao serem executadas… Às vezes tento explicar que tive muitas dificuldades que deixaram traumas mas sei que isso não é o suficiente… Não sendo pouco, tive filhos e sobrinhos, motivos pelos quais conheci de novo uma grande razão de permanecer aqui, depois deles os pensamentos suicidas nunca mais voltaram, ele foram embora e tenho tranquilidade com eles graças a Deus… Mas um deles sofreu assédio sexual de um outro primo mais velho, que não é meu sangue…a historia não se desenrolava pq com 5 anos ele não dizia claramente o que aconteceu… só contava que algo aconteceu… e os personagens eram várias pessoas, menos o primo que realmente fez, ele escondia a identidade com medo, com tanto medo que era inacreditável… E diferente de todos os outros momentos que algo muito ruim ia tomando conta de mim, dessa vez esse algo virou um monstro gigante e se sentou em cima de mim, ele era tão pesado, ele me culpava de algo que não tinha como eu ser culpada mas ele estava aí para dizer que eu tinha que ter percebido antes (a criança que sofreu a o assédio reproduziu em outra criança do meu grupo familiar), com isso fiquei paranoica, desconfiei de todos, de tudo… Essa desconfiança se dava em todo o lugar, eu nem sabia de que estava com medo, mas começou quando entrava no supermercado, quando ficava entre as prateleiras sentia como se fossem me esmagar… Me lembro de respirar fundo e falar para mim msm, não posso passar mal agora tenho que terminar… e assim foi por muito tempo… Aos poucos fui me isolando das atividades religiosas, das pessoas tóxicas e das não tóxicas tbm, minha família ajudou mto na minha piora… Com muita incompreensão, porém uma das minha irmãs estava sentindo algo diferente tbm, ela sempre se sentiu assim como eu dizia, mas ela as vezes era feliz e louca demais, porém ela me relatou que no fundo sempre quis morrer, que no fim do dia ela estava sempre triste, marcou uma consulta para ela no psiquiatra dela e quando cheguei lá a consulta era para mim, e ele fez um questionário e com minha respostas ele me falou vc está com depressão e ansiedade toma esse remédio e vai dar tudo certo… Seguindo ou pelo menos tentando seguir com esse monstro que só crescia em cima de mim, eu fiquei esmagada ali na cama, nem sei por quantos meses, apenas levantava correndo fazia comida e dava banho nos meus filhos e só, e deitava em uma posição que eu conseguia vê-los do quarto; Me lembro deles falando que a mãe levanta, vem pra sala, eu quero vc em pé, eu to com saudade de vc e eu respondia que estava muito cansada mas que eu ia amar um abraço, um bj e que amava eles, eles foram o maior se não o único motivo forte o suficiente para me forçar a pedir ajuda, tentei levantar sozinha, comprei umas coisas pq adoro cozinhar e ia trabalhar com isso, mas o sabotamento e a confusão me fizeram perder meses de alimentos para meus filhos E fiquei em uma situação pior ainda, começamos a ter dívidas por esse desfalque, e pior meu marido continuava a acreditar em mim, e eu persistia, e perdia… Foi quando perdi meu tio que era a única figura paterna que eu conhecia como pai adoeceu, daí desmoronei msm…fui à emergência psiquiatra no sus, a pé mais de 10 km…. e conversei com a psiquiatra, mais de 22:00 horas e ela estava super preocupada em me deixar sair de lá sozinha pq ia andar mais 10 km p casa, deixei marido e filhos e tinha passado o dia inteiro andando naquele dia, tentando resolver os problemas que com a doença do meu tio eu vi a vida se esgotando ali e eu precisava resolver para viver sã os últimos momentos do meu tio… Mas ele faleceu no dia seguinte, e eu estou meio sem chão até hj… Ele me apoiou em todos os projetos e cursos, e trabalhos e sempre disse vc quer empreender então empreende, vc consegue procura o Sebrae… Então com a ida dele experimentei 3 dias e noites sem dormir direto sem cansaço com muita tristeza mas muita disposição, e depois disso dormi uma noite e fiquei mais noites trabalhando, pra mim esse seria meu novo e ousado estilo de vida com muito orgulho… Deu tudo errado de novo, nada saiu certo,nada nada nada…(obs não bebo e nem fumo, nada contra a quem faz, mas só pra não dizer que estava sob uso de substâncias. Nada disso). Voltei à emergência, conversei e me convenci a me tratar de verdade, se era depressão e ansiedade pq elas não diminuíam já que estava tomando remédios (quer dizer estava tentando tomar os remédios a essa altura, ou tomava remédios ou comia, aliás deixei mtas vezes de comer para que meus filhos pudessem comer e ter remédio). E o Escitalopram é o melhor, não pode deixar de tomar pq a “ressaca inversa” é horrível, mas ele realmente ajuda muito e ajuda rápido,e da uma calma a mais. Decidi ligar para um amigo de religião e contei o que estava acontecendo comigo, com minha família e minha saúde mental, pedi a ele para comprar meus remédios… Ele prontamente comprou se dispôs a ajudar sempre, sou muito grata e sempre serei. Conversei com minha mãe e revelei para ela o que eu sentia sempre todos os dias, pedi que não acreditasse, que não aceitasse mas que respeitasse, se estivesse incômoda depois podíamos conversar. Alertei a minha irmã e mostrei a toda a família o vídeo do cão negro da depressão, em seguida troquei de psiquiatra, que iniciou a transição do Escitalopram e lorazepam para Quetiapina, com ela conheci Jesus de verdade, com todo o respeito e sinceridade, pude entender como as pessoas são calmas e pq são calmas, pq motivo nenhum por pior que seja, é grande o suficiente para vc viver em desequilíbrio emocional. Nesse período encontrei com um prima que me chamou de desequilibrada e saiu rindo e eu já tinha o diagnóstico de bipolar, e lembro de sentir tanta raiva a ponto de querer bater nela ali, mas em seguida pensei pra sua sorte estou bem equilibrada e com os remédios em dia. Depois de acalmar muito, e como ainda não dormia, precisei tomar Amplictil, muito bom e não me viciou, criei uma meta para o desmame saí bem rápido do Escitalopram, demorei um pouco mais com o Lorazepam mas foi quando troquei para o Amplictil…
    Conclusão, quis compartilhar minha história aqui porque a melhor coisa que me aconteceu depois dos meus filhos foi ter sido diagnosticada, eu poderia ter matado meu pai, eu poderia ter abandonado meus filhos,eu poderia nunca mais ter voltado para casa, não estou julgando pq sim eu planejei todas essas coisas, mas só uma coisa eu nunca planejei, abandonar meus filhos como fui abandonada na minha infância, continuar deixando essa história se repetir e já que eu não tinha feito nenhuma das coisas que achava justificável e isso tornava minha vida pior por saber que eu era covarde demais para tomar uma atitude, e todas essas faltas de atitudes eram na verdade uma falta só a falta da atitude coerente, pq como vc vai andar com uma perna que tem um machucado que precisa de tratamento? Da mesma forma é nossa cabeça, se ela precisa de tratamento o melhor é não confiar em idéias.

    • blogabrata 17 de junho de 2020 às 09:20 - Responder

      Querida Suellen, que pessoa extraordinária e forte que você é! É um exemplo para muitos de nós!
      Gostaríamos de convidá-la para participar do Grupo de Apoio On-Line da ABRATA, leia as informações:

      O Grupo de Apoio On-lLine – GAO foi criado em função do período de isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde por conta do COVID-19.

      O Grupo destina-se a pessoas com depressão, transtorno bipolar e familiares, cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.

      O Grupo é conduzido por agentes facilitadores da ABRATA, onde as pessoas irão encontrar conforto e orientação em um ambiente confidencial, de suporte e onde cada um possa fazer a diferença na vida de outros.

      Todas as terças e sextas feiras das 19:00 às 20:30, sendo necessária a inscrição prévia no site da ABRATA. As inscrições são abertas as segundas e quintas feiras a partir das 16:00. O acesso se dá através do aplicativo Zoom.

      **Vagas limitadas

      Esperamos você, e seja muito bem-vinda!
      Um enorme abraço
      EQUIPE ABRATA

  14. Valder Santos 14 de outubro de 2020 às 17:08 - Responder

    Fui diagnosticado com transtorno afetivo bipolar há 6 meses, mas já era tarde! Destruí quase todo patrimônio que conquistei durante 31 anos de trabalho, perdi amizades e família, prejudiquei vários entes queridos que dependiam de mim! Hoje vivo isolado e triste sem saber como recomeçar! Triste realidade.

    • blogabrata 20 de outubro de 2020 às 10:34 - Responder

      Prezado Valder, sua mensagem é muito importante para a ABRATA, agradecemos, pois!
      A vida é cíclica e impermanente. Todos os dias estamos recomeçando e repintando o nosso cotidiano, muito especialmente nestes
      tempos de pandemia.
      E, assim, você pode reinventar seu presente. Como? Avaliando as coisas boas que ocorreram, tal como chegar até aqui trazendo
      na bagagem uma patologia grave, séria e que traz, via de regra, muitas perdas.
      Demais disso, você procurou ajuda, está em tratamento, não é mesmo? Isto significa muita coragem, ou seja, você não desistiu
      de si mesmo e compreendeu, a duras penas, que as coisas ruins ocorrem por causa de um diagnóstico tardio.
      O transtorno bipolar não é empecilho para dar a volta por cima e conduzir sua vida com a cabeça erguida!
      Já pensou em fazer terapia? E participar de grupo de apoio? São duas ferramentas importantes ao lado do tratamento medicamentoso.
      Se quiser, participe do Grupo de Apoio On-Line da ABRATA para familiares e pessoas com transtorno bipolar e depressão.
      As informações são as seguintes:
      O Grupo de Apoio Online – GAO foi criado em função do período de isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde por conta do COVID-19.
      O Grupo destina-se a pessoas com depressão, transtorno bipolar e familiares, cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      O Grupo é conduzido por agentes facilitadores da ABRATA, onde as pessoas irão encontrar conforto e orientação em um ambiente confidencial, de suporte e onde cada um possa fazer a diferença na vida de outros.
      Todas as terças, quartas e sextas feiras das 19:00 às 20:30, sendo necessária a inscrição prévia no site da ABRATA. As inscrições são abertas as segundas, terças e quintas feiras a partir das 16:00. O acesso se dá através do aplicativo Zoom Meeting.
      * Para maiores de 18 anos
      Em nossa redes sociais você pode encontrar lives e vídeos deveras interessantes e com conteúdo científico. Acesse o YouTube, Instagram e o Facebook.
      Em nosso site há uma gama de material informativo, sugestões de livros e filmes. Acesse https://www.abrata.org.br
      Estamos por aqui hoje e sempre!
      Abraços
      EQUIPE ABRATA

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