DESCOBRI QUE MEU COMPANHEIRO(A) É BIPOLAR… E AGORA?

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Quando uma pessoa recebe a notícia de que é portadora do diagnóstico de transtorno do humor bipolar, ela normalmente sente um choque, como se fosse uma notícia horrível, ter uma doença estigmatizante e incurável, e a primeira reação é de negar, ou buscar argumentos para desconfirmar o diagnóstico. Para o seu companheiro (namorado/a, marido ou esposa, etc.) o choque pode ser um pouco diferente. Algumas vezes, o companheiro já desconfiava, e nesta situação é comum que ele ou ela foram um dos principais incentivadores da procura de ajuda, e a confirmação do diagnóstico traria até um alívio, no sentido de se confirmar que existe um problema, e que este problema pode ser enfrentado e resolvido. Em outros casos, o companheiro nem desconfiava, e todos os problemas que o paciente apresentava em termos de alterações de comportamento e suas consequências, o companheiro atribuía a culpa ao próprio paciente, como se ele não tivesse autocontrole ou fosse responsável pleno por tudo o que acontecia de ruim. Nesta outra situação, em geral o relacionamento já não estaria bom, e o diagnóstico poderia aumentar ainda mais o distanciamento e a qualidade da relação.

Diante desta nova realidade, a de que a pessoa com quem se convivia tem um problema mental crônico que exige tratamento pelo resto da vida, o companheiro se vê envolvido subitamente por vários dilemas: eu vou aguentar tudo isso? Eu mereço sofrer o que eu já sofri? E se eu sair da relação, o que vai ser do meu companheiro/a? Se eu continuar, o que eu preciso fazer? Até quando eu vou levar esta situação? E por que aconteceu só comigo?

Para começar, o transtorno bipolar é relativamente comum, podendo afetar de 3 a 10% da população. Desta forma, é bem comum alguém ter se envolvido com uma pessoa que depois se soube ser bipolar, e de qualquer forma se relacionar com essa pessoa nem sempre é um “show de horrores”, pois ter problemas é a regra em qualquer relacionamento. Talvez na relação com uma pessoa bipolar, a imprevisibilidade e a inconstância (os altos e baixos), tragam situações de estresse e desgaste a mais, mas também a intensidade com que as pessoas bipolares se entregam nas coisas que fazem podem trazer momentos muito bons e gratificantes na relação. Portanto, estar se relacionando com uma pessoa bipolar não é tão diferente em relação a uma outra pessoa que possa ter problemas com álcool, ou ter alguma outra doença, ou não conseguir subir na vida. Todos temos problemas e defeitos, e um relacionamento dependo de se enfrentar os problemas e defeitos, e achar soluções e melhorias para que o casal consiga superar e crescer com tudo isso.

Então, o que o companheiro de uma pessoa bipolar precisa fazer para ajuda-lo? A sequência de orientações que serão listadas a seguir, poderia ser adaptada a qualquer problema mais crônico ou básico que a pessoa possa ter, como problemas com drogas, com relacionamento com as pessoas ou com o trabalho. O primeiro passo é saber se a pessoa já percebeu que tem problemas que podem ser do transtorno bipolar, ou seja, se já consegue reconhecer que uma parte importante dos seus problemas pode ser explicado pela doença bipolar. Se ele não aceita, dizendo argumentos como “eu sou assim, nasci assim, não vou mudar”, ou “todos os problemas meus são os outros que ficam me causando”, então o trabalho vai ser tentar mostrar sempre que possível, informações sobre o transtorno bipolar, principalmente depois que essa pessoa faz um comportamento típico, sofre a consequência e se arrepende (por exemplo, depois que gastou demais). Sempre em momentos depressivos, a pessoa aceita mais, e nos momentos mais eufóricos, a pessoa aceita menos. Porém, o mais importante é fornecer à pessoa informações de boa qualidade, consistentes, no momento que essa pessoa possa aceitar melhor, e não no calor da emoção, como por exemplo no meio de uma briga, ou de uma crise de choro. Aos poucos, a pessoa vai entendendo melhor, e vai aceitando que pode ter o problema, até aceitar procurar uma ajuda.

E depois que o paciente procura a ajuda de um profissional de saúde, o problema já está resolvido? Infelizmente, ainda não. É a regra que os pacientes bipolares sejam inconstantes também na aceitação da doença com fases que aceitam mais e fases que não aceitam, e por conseguinte começam um tratamento e depois largam, sendo esse ciclo pode ocorrer algumas vezes no decorrer da vida. Apenas os pacientes que conseguem se manter em tratamento estável, regular, sem abandonos, que tem a melhor chance de não terem a sua vida e seu futuro prejudicados pela bipolaridade. E ter um tratamento que deixe o paciente realmente bem por um longo prazo pode demorar bastante tempo, até alguns anos de tentativas com diversas medicações. Essa dificuldade em se achar um esquema de tratamento realmente adequado é bem desgastante, tanto para o paciente como para o companheiro, exigindo paciência e persistência, além de muito diálogo e apoio mútuo dos companheiros, e da equipe de tratamento, incluindo todos os profissionais envolvidos, o médico, psicólogo, assistente social e outros. Entretanto, quando se gosta da pessoa, todos esses esforços são recompensados, pois fazendo um bom tratamento, na maioria das vezes a doença fica bem controlada, e o relacionamento conjugal pode ser muito proveitoso e satisfatório. E o companheiro tem um papel fundamental para o sucesso do tratamento, na medida em que ele ajuda o paciente a não abandonar o tratamento, não errar nos medicamentos, não faltar às consultas com os profissionais. Tudo isso demanda um grande esforço, principalmente quando o paciente está entrando numa crise de euforia ou depressão, quando o paciente começa a fazer todos os comportamentos próprios do quadro clínico, como ficar irritado ou agressivo, ou descontrolado em gastos e outras impulsividades, ou depressivo e incapaz de se esforçar, de reagir. O companheiro e os demais familiares precisam considerar que o paciente está fazendo tudo aquilo por estar fora de controle, em crise, e que depois que a crise passa, ele vai voltar ao normal. A culpa pelos comportamentos inadequados é da doença, não do paciente, e é a doença que precisa ser combatida e criticada, não o paciente.

Portanto, o companheiro de um paciente bipolar precisa se inteirar da melhor forma possível sobre o transtorno bipolar, com informações de boa qualidade e confiáveis, e tentar fazer com que o paciente também as receba e compreenda, além de ajuda-lo a manter o tratamento sem abandoná-lo ou interrompê-lo.

O que mantém um casal unido? A ausência de problemas? Certamente não. Possivelmente, uma sensação entre ambos de que lutar juntos nas adversidades é compensador, ambos saem enriquecidos e a relação é fonte de crescimento para os dois lados. Se não for assim, se apenas um dos membros do casal tem que fazer o esforço de cuidar do bem estar comum, certamente é hora de reavaliar a situação.

E quando se deve desistir da relação? Não existem regras, a sugestão é sempre lutar até as últimas forças, até o último limite, de cada um. Se não der, como acontece com muitas relações, infelizmente o relacionamento acaba, e cada um “sai catando os cacos” e se reconstruindo da melhor forma possível. Entretanto, sempre que possível, deve-se estimular pela manutenção do relacionamento, pois é tão difícil hoje em dia se conseguir ter um bom relacionamento, e desistir de relacionamentos antigos sempre se perde muito.

Penso em acrescentar: “o que mantém um casal unido? A ausência de problemas? Certamente não. Possivelmente, uma sensação entre ambos de que lutar juntos nas adversidades é compensador, ambos saem enriquecidos e a relação é fonte de crescimento para os dois lados. Se não for assim, se apenas um dos membros do casal tem que fazer o esforço de cuidar do bem estar comum, certamente é hora de reavaliar a situação”

Autor: Dr Teng Chei Tung | Psiquiatra | Membro da Conselho Científica da ABRATA

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Nota da Diretoria ABRATA

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De acordo com as orientações do Ministério da Saúde e do Governo do Estado de São Paulo, a ABRATA continua com as atividades presenciais SUSPENSAS por TEMPO INDETERMINADO.

2018-02-02T17:09:13+00:00 10 de novembro de 2014|Categorias: apoio ao tratamento, Bipolar, Blog|Tags: , , , , |279 Comentários

279 Comentários

  1. Maga de Moraes 10 de novembro de 2014 às 15:35 - Responder

    Parabéns pela matéria.

  2. Dirce Buhl Schilling 10 de novembro de 2014 às 20:22 - Responder

    Sofro de transtorno e não é fácil lidar com tudo isso sozinha, pois minha família acha que é frescura minha.. Quando vem as crises tenho vontade só de sumir e morrer.. As vezes já não sei o que faço.. Faco tratamento há anos..

    • Equipe Abrata 13 de novembro de 2014 às 21:17 - Responder

      Prezada Dirce

      Lamentavelmente, quando se fala em doença mental, na maioria das vezes surge o estigma e preconceito, que também brotam na própria família do portador do transtorno bipolar, além da sociedade em geral. Na maioria das vezes o preconceito e estigma surgem devido a desinformação e desconhecimento acerca da doença mental e muitas vezes as pessoas tendem a se afastar e a criar falsas explicações para a situação.
      Mas, ressaltamos que a ABRATA tem em sua missão um profundo respeito a todos os portadores e familiares que carregam também a marca do estigma, da discriminação, seja ela familiar ou social e ainda assim, procuram novos caminhos para o que tantas vezes se vislumbra sem saída.
      Dirce ao optar por seguir a em frente na procura do sentido para a sua vida, vc está optando por cuidar de você. A doença tem tratamento, jamais se esqueça disso! Pensar em suicídio é uma coisa que faz parte da natureza humana, e é estimulada pela possibilidade de escolha. Então faça a escolha pela vida, pela sua vida, pelos seus sonhos, pelo seus planos, por você!
      Caso, num momento muito difícil vier o pensamento de suicídio, ligue para o CVV – Centro de Valorização da Vida – sempre vai ter alguém com quem poderá falar. Ligue 141.
      Grande Abraço
      Equipe ABRATA

  3. edsom jose onezorg de souza 10 de novembro de 2014 às 21:39 - Responder

    Quando se descobre que se tem um parceiro bipolar é interessante que a pessoa não pense que o mundo acabou por que nós que somos bipolares podemos ser pessoas incríveis, basta fazer o tratamento adequado.

  4. Amanda 11 de novembro de 2014 às 12:58 - Responder

    Tenho 20 anos, fui diagnosticada aos 17. Faço tratamento com litio, haldol, bipirideno e exodus. Ultimamente sinto que estou caindo de volta à minha depressão. Sinto-me presa ao meu trabalho e descontente. Meu parceiro e minha família cuidam bem de mim. Não é falha deles. Mas enfim, minha pergunta é: há algum grupo de apoio em Porto Alegre ou região? (sou de Novo Hamburgo)

    • Equipe Abrata 13 de novembro de 2014 às 21:21 - Responder

      Olá Amanda

      Indicamos em PORTO ALEGRE – GAPB (grupo de apoio aos parentes e pacientes bipolares), no Hospital de Clínicas de PORTO ALEGRE. A reunião será às terça, 19 horas na sala 160 (em frente ao Banco do Brasil). Não é necessário retirar senha, mas chegar 15 minutos antes do início.
      Grupo de Apoio a pacientes com Transtorno Bipolar (GAPB)
      Reuniões mensais na terceira terça-feira, às 19 h – Sala 160, térreo
      Informações: http://gapb.wordpress.com/
      Telefone: (51) 3359.8846
      e-mail contatogapb@gmail.com
      Abraços
      Equipe ABRATA

  5. Cristiane Alencar da Silva 12 de novembro de 2014 às 09:55 - Responder

    Gostaria de saber as últimas publicações do Sr. Teng (livros)…li um livro muito bom, no qual me auxiliou de forma clara a conhecer melhor o universo da depressão, que hoje enfrento com meu esposo. O último livro que li foi Enigma Bipolar – MG Editores, há algo mais atual?!

    • Equipe Abrata 27 de novembro de 2014 às 20:50 - Responder

      Olá Cristiane

      Sim, o ultimo livro para leigos foi o Enigma Bipolar. Os demais livros que o Dr Teng publicou foram livros técnicos para médicos.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  6. Mariana 15 de novembro de 2014 às 15:41 - Responder

    Fui diagnosticada a 4 anos, tenho 37 e ainda tenho muitas duvidasse perguntas.tem algum grupo de apoio em Belo Horizonte?

    • Equipe Abrata 19 de novembro de 2014 às 21:08 - Responder

      Prezada Mariana

      A UFMG tinha um grupo de apoio, mas recebemos a informação que o grupo foi extinto. Recebemos a indicação de 02 grupos, porém ressaltamos que não os conhecemos e, nem sabemos informar como atuam. Vc precisará avaliar as atividades que oferecem. Seguem os contatos, mas sugerimos que esteja atenta, observe e procure buscar mais informações em sua comunidade.
      • Associação Família
      Endereço: Rua Rio de Janeiro, 909/1003 – Belo Horizonte – MG – CEP 30160-041
      Telefone: (31) 3272-2593/3272-2557
      Objetivos e forma de atuação: Trabalhar junto a famílias de risco social, enfocando principalmente o indivíduo com problema mental, restabelecendo os laços sociais; atuam junto à prefeitura de Belo Horizonte.

      • Assuman – Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais
      E-mail: vilarejo@hotmail.com
      Fone: (31) 8833-1777
      Contato: Ângela Olivia Pereira de Loreto

      Abraços
      Equipe ABRATA

  7. Cláudia 28 de novembro de 2014 às 23:12 - Responder

    Meu companheiro foi diagnosticado com transtorno bipolar, e nesse dia confesso me proporcionou um alívio, pois depois de anos de tratamento pra depressão com interrupções e retomada de tratamentos, finalmente sabíamos o que tratar, mesmo mudando o tratamento continuou 4 meses muito ruim. O tratamento é com litio, lamictal e depakote e agora está muito bem, e posso garantir que em 13 anos de relacionamento nunca estivemos tão bem como nesses últimos 4 meses, mas tenho muito medo de voltar ao sofrimento de antes.

    • Equipe Abrata 7 de dezembro de 2014 às 22:29 - Responder

      Olá Claudia

      Agradecemos o seu relato de sucesso, que muito poderá contribuir com e para outras pessoas que vivem histórias parecidas com a sua.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  8. Bernardo 13 de fevereiro de 2015 às 01:17 - Responder

    Desconfio que meu namorado seja bipolar. Muitas das características que li aqui fazem parte da nossa rotina. Mas uma coisa que é recorrente é ainda não encontrei nenhuma leitura é o fato dele parecer sentir prazer em me tirar do sério. Em momentos de crise isso piora, atacando meus pontos fracos emocionais q ele conhece já pela convivência. As vezes saio do sério… Mas estou aprendendo a lidar com isso. E optei por ficar com ele. O problema maior tem sido agora, que estou largando o cigarro e também estou com o pavio bem curto…Rs mas, o q seria essa mania em me provocar, em me tirar do sério ?

    • Equipe Abrata 22 de fevereiro de 2015 às 22:06 - Responder

      Caro Bernardo

      Vc relata que desconfia que o seu namorado tenha o transtorno bipolar. Mas para vc ter uma segurança de diagnóstico será importante procurar um psiquiatra. Somente através da consulta com um profissional esse diagnóstico será possível. O fato de identificar algumas características de uma pessoa bipolar, não quer dizer que ele tenha o transtorno bipolar. O diagnóstico de uma doença mental é bem mais complexo do que reconhecer características da doença. Existem outros critérios que somente o psiquiatra poderá avaliar.
      Caso o diagnóstico seja confirmado, também será essencial fazer o tratamento adequado, dentre eles o uso da medicação e seguir algumas regras de vida. Procurem um médico e tirem a dúvida!
      Abraços
      Equipe ABRATA

  9. Eduardo 1 de junho de 2015 às 09:30 - Responder

    Texto muito bom, me fez entender um pouco mais do momento que estou passando. Mas essas últimas semanas realmente foram difíceis. Irei contar um pedaço do que vivi em meu relacionamento. No dia que à conheci, tudo parecia muito prefeito, somos pessoas com os mesmos costumes e jeitos, gostamos das mesma, resumindo, vi ali um relacionamento para vida toda, me empolguei de mais, creio que ambos. Viemos de relacionamentos que fomos traídos e machucados, ambos tínhamos sofrido no último relacionamento, mas que poderia ser esquecido nesse que estava por começar. Mas não está sendo tão fácil assim, estamos para completar 3 meses juntos, mas com um relacionamento com cara de uns 2 ou 3 anos, pois sinto que vivemos um relacionamento desgastante, em incríveis 3 meses, onde eram para ser o auge da relação. E dessa forma me pego a pensar se realmente é isso que busco para mim. Desde que estamos juntos, não posso ter amizade com ninguém, tenho que fazer apenas coisas para nós, pois se não faço e porque não gosto mais, ou estou querendo cair fora, quando saímos de inicio tudo parece bem, até que se alguém que eu conheça me comprimenta ou sorri, já se torna um momento desagradável, pois em imediato a pessoa muda o comportamento. As vezes preciso fazer algo para minha família, do tipo levar alguém em alg um lugar ou coisa parecido, também é algo para brigas. Resumindo, não posso fazer nada que não seja para nós, vivo em um relacionamento em que a pessoa acha que apenas existe nos dois no mundo. Já sinto vontade de ficar em casa ao invés de sair, pois todos os dias que saímos, ela sempre encontra um motivo para brigar, para querer encontrar um erro em mim, mas que no final das contas se arrepende do que faz, e é nessa parte que comecei a ver que realmente ela tem problema, ela surta, começa a querer chorar, isso quando não chora, fica violenta, já chegamos ao ponto de nos agredir, mas no final tudo se resolve. Não comentei, mas vivo um relacionamento gay, e creio que tudo isso pode ter contribuição para ele ser assim. Quando não temos motivos para brigar, ele sempre arruma um motivo, até insinuar ter ciumes do meu padrasto ele já fez, cujo esse eu tenho como pai. Enfim, eu já tinha dito que ele necessitava de um tratamento, não apenas eu, a família dele, pois tudo que se passa com nós, eu passo para eles, pois quero que saibam que se eu desistir não foi por culpa minha, e sim porque cansei. Foram tantas as vezes que desculpei, que perdoei. Quando digo que ele surta todos os dias, não falo para generalizar, e sim porque são todos os dias. Sou um pessoa calma, mas que ele consegue sugar toda paciência em questão de minutos,já cheguei a pensar que ele fazia isso para me ver descontrolado igual ele, mas não sabe ele que estou cansando disso tudo. Já cheguei a pensar que o sentimento dele por mim e psicopata, não sei. Mas com o tempo vi que ele sofre de bipolaridade, que nesse últimos meses venho pedindo para o tratamento dele, disse que se for preciso vou junto, estarei do lado dele. Mesmo assim ele se recusava por achar que não sofria de nada. Até que q gota d’agua chegou, tivemos a última discussão no domingo, depois de ter brigas na sexta e no sábado, resolvi colocar um pano em cima de tudo, como sempre faço, levei ele para viajar, conhecer lugares que ele sempre quis ir, passamos o domingo todo juntos, indo para casa, o que acontece? Ele surta, se descontrola pelo simples fato de eu falar que meu amigo estava indo no carro da frente, e tirei a mão dele da minha perna, pois não sou assumido, e nunca escondi isso deles, somos um casal bem discreto, nenhum dos dois da indício, mesmo assim ele não polpa nada e começa as crises de novo, ele insinua que te vergonha dele, entre outras coisas, crias situações em questão de minutos, sempre querendo me fazer ser o culpado, mas dessa vez falei que não iria cair nessas crises dele, apenas ignorei, aí que a coisa fica pior, ele não admite e começa as loruas, até que chegamos em casa, depois de um longo trabalho de fazer ele ir para casa dele, e me deixar ir para minha. Fiquei o resto da noite sem falar com ele, nesse tempo ele notou que voltou a ser o que ele tinha prometido não ser mais, promessas feita no sábado, e no domingo ele faz isso, mas já estava acostumado, mas não queria mais. A prima dele veio falar cmg, implorando para não desistir dele, realmente eu não quero desistir, mas eu canso, e já não aguentava mais. Decidi dar mais uma chance, chamei ele é disse, não acreditarei mais em ti, nas mudanças que nunca acontecem, mas que para continuar nosso relacionamento tenho uma condição, pois eu quero um relacionamento saudável, e se ele não fosse capaz de proporcionar isso, que me deixasse ir, e encontrar alguém capaz. Ele aceita sem saber qual a condição, e logo em seguida quer saber, disse que a condição seria ele se tratar, pois ele tem problema, e todos sabemos disso, ele quem não vê, ele aceito na boa, e agora iremos procurar um especialista para tratar disso tudo, quero estar presente, pois eu quero ajudar ele, e sei que sozinho eu não consigo. Já li dois textos de vcs hoje, identifiquei muito ele com grande parte dos aspectos, irei continuar lendo para poder entender mais ainda ele. Obrigado por passar essas dicas muito importante, e fazer com que possamos entender que o que muitas vezes achamos que seja um jeito da pessoa, e não real é algo mais profundo que um simples jeito. Obrigado novamente.

    • Equipe Abrata 18 de junho de 2015 às 20:27 - Responder

      Caro Eduardo

      Apesar das dificuldades relatadas, o que fica é a possibilidade da busca de apoio médico para o seu companheiro, a possibilidade de um diagnóstico para o está acontecendo e ainda a possibilidade de que juntos, possam buscar mais qualidade de vida para ele, assim como para você. Vocês estão estabelecendo metas e com isso poderão identificar os objetivos de vida que é o coração do processo de recuperação de uma provável doença mental, e de ter uma vida mais saudável, seja sozinho ou com um companheiro. Quando vislumbramos um futuro para nós mesmos, começamos a sentir mais motivados para fazer tudo o que pudermos para alcançar esse futuro. As metas podem ser grandes ou pequenas, dependendo de onde você está em sua jornada da recuperação do companheiro e do seu apoio. A recuperação também se refere a um estilo de vida saudável, que inclui sono regular, alimentação saudável. Evitar o álcool, drogas e comportamentos de risco.
      Um estilo de vida saudável é sempre importante. Como também fazer coisas como atividade física, alimentação saudável, sono regular ou difícil, tudo isso poderá contribuir para melhorar o humor do seu companheiro, melhorando a sua saúde. Com o apoio médico, caso aconteça o diagnóstico de uma doença bipolar, tirem o proveito dos bons dias, fazer algo saudável para vc mesmo. Pode ser tão simples como tomar uma curta caminhada, comer uma fruta fresca, ou ler um jornal. Uma conversa sobre as mudanças de estilo de vida deve ser uma parte de sua definição de metas com o seu companheiro, caso seja confirmado o diagnóstico de transtorno bipolar.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  10. Gisela 22 de julho de 2015 às 06:10 - Responder

    Olá! Primeiramente quero agradecer pelo ótimo trabalho de vcs. Consegui esclarecer muitas dúvidas nos artigos e nos relatos dos visitantes, dos quais estão todos respondidos pela equipe, valorizando ainda mais o conteúdo page. Parabéns!

    Bom, vou relatar um pouco sobre a minha situação. Após pesquisar sobre inúmeras coisas, identifiquei muitas características do TB com reações e situações que ocorrem com meu marido. O que mais se identifica são as crises de manias e depressão. Antigamente eu não conseguia perceber os sinais de uma crise, mas com a convivência fui aprendendo a distinguir e prever as mudanças de comportamentos. As vezes ele acorda eufórico, querendo fazer isso e aquilo, com otimismo aguçado e com criatividade sem limites. Normalmente resolve fazer algo que não planejamos e que quase sempre não há motivos nem condições para ser feito naquele momento. E quando está assim, não aceita ser contrariado, caso contrário a euforia se transforma em raiva em segundos. Mas, essa euforia tbm tem um limite, acho que o corpo não aguenta, e depois de algumas horas ele fica exausto e simplesmente dormi. Então é muito comum ele resolver fazer mil e uma coisas e no meio do caminho ficar cansado e largar pela metade ou fazer de qualquer jeito, quase sempre com irritação, e no final das contas quem tem que arcar com as consequências sou eu. Como tenho receio de provocar sua íra, sempre que ele fica desse jeito e inventa planos “mirabolantes”, não contrario e acabo consentindo para evitar brigas, mas ciente de que no final terei trabalho do mesmo jeito. (Já não sei ao certo se essa tática de driblar desentendimentos é realmente eficaz…)
    E quando está em crises depressivas, não tem ânimo para fazer nada. Fica sem tomar banho e sente muito, muito sono. Quando está acordado, sua indisposição é claramente visível em seu rosto. Essas crises as vezes vem junto com distúrbios alimentares, que fazem ele comer muito doce. Compra 5 sorvetes, e outras besteiras e devora um atras do outro.
    Ele normalmente é bem quieto, conservador, não é de conversar muito, mas pensa demais. Quando está numa dessas crises depressivas, quase não conversa, e se tento me aproximar e ajudar, sempre responde que não estou muito bem e não quero conversar. Me sinto de mãos atadas.
    Mas, a parte mais difícil vem depois disso…ele tem dependência de drogas, e quase sempre depois de crises depressivas ele acaba recorrendo à elas. Esse assunto já foi pauta de inúmeras brigas entre nós, e houve até uma fase de sucesso (ficou limpo cerca de 4meses), mas acabou regredindo novamente. E toda vez que procura as drogas faz de tudo para eu não descobrir, então, acaba que inventando uma mentira ali e outra aqui para sustentar sua primeira mentira. Mas eu já consigo identificar seu comportamento e desde o início já sei que usou drogas. Uma das maiores dificuldades é ele ser muito orgulhoso, e não conseguir admitir suas fraquezas. Ele inventa, menti de pé junto mas não assumi as coisas que faz para arrumar droga.
    Por muitos anos tentei conscientizá-lo de que estava abusando das drogas e que precisava de ajuda. Tentava conversar, deixava artigos sobre o assunto para ele ler…mas ele sempre reagia muito mal, ficava irritado e dizia que eu estava “viajando”, que ele podia parar quando quisesse. Até que chegou uma hora que ele conseguiu encarar de frente essa questão, assumiu que era sim dependente, mas de quebra, começou a me acusar como ser a causa de suas recaidas. Disse muitas vezes que só usava drogas por que não aguentava mais a nossa relação, dizendo diretamente que eu que fazia ele procurar a droga. Não sou especialista nem médica, mas mesmo assim procurei sempre me informar e tentar ajudar, de alguma forma sempre me empenhei a ajudá-lo. Mas hoje em suas crises sempre ouço ele dizer que eu nunca o ajudei, que eu o desprezo, que não o amo quando ele mais precisa, etc… Sinto muita ingratidão e uma certa revolta, pois temos filhos, e enquanto ele está nessa “viagem” toda, nesse ciclo vicioso de euforia>depressão>nóias>, eu é que tenho que cuidar e me preocupar com as crianças, com a casa, com as contas, com tudo e com ele tbm…

    Além do uso abusivo de drogas trazer consequências tanto na saúde como na vida socia (por ser algo ilegal), há tbm a questão dele ter parente de primeiro grau diagnosticado com um tipo de psicose. De tudo oque eu já li em minhas pesquisas, consegui entender que provavelmente o uso abusivo de drogas pode desencadear transtornos mentais, então minha preocupação triplica já que ele como tem casos na família, sendo um deles de ligação direta, acredito que a probabilidade é ainda maior, não é?
    Como eu citei ele é muito orgulhoso e em nossas brigas as vezes demonstra tanta rispidez para comigo, que até parece que sou sua maior inimiga, sendo que sou a única que estou ali todos os dias, faça chuva ou sol… Por conta de seu orgulho, ele não suporta que eu diga a expressão: “vc está louco?!” ou algo parecido, os olhos dele mudam e ele demonstra uma íra assustadora. E depois de uma crise há 2 anos atrás onde ele surtou de vez, pois eu já estava cansada de toda essa situação e acabei falando tudo oque eu achava e o que ele fazia. Ofensas e palavras que machucam são usadas propositalmente por ele quando discutimos. E pra ajudar agora deu de falar que eu é que estou doente, e vire e mexe fala que sou uma “sociopata”, que vivo a engana-lo e manipula-lo. Essa situação tem sido muito difícil para mim, ter que segurar as pontas e ainda ouvir ofensas é mais do que injusto.
    Bom, nosso casamento praticamente acabou, há 5 anos que estamos numa corda bamba entre restaurar ou desistir. Estou decidida em me divorciar mas temo que ele não facilite as coisas, e que esse acabe sendo mais um motivo para iniciar uma crise grave. Ele nunca me agrediu fisicamente, porem, me agredi verbalmente e mentalmente quase sempre. Temo também pelas crianças, não posso deixar que elas vivenciem mais sofrimentos. Se tiver algum conselho para minha situação ficaria muito agradecida.

    • Equipe Abrata 29 de julho de 2015 às 15:03 - Responder

      Olá Gisela

      No seu relato vc não comenta se o seu marido tem atendimento com um psiquiatra, ou mesmo se já consultou-se com um psiquiatra para saber se de fato ele tem o transtorno bipolar, isto é, se já foi diagnosticado. Vc fala em crise tendo em vista a sua leitura, que é uma atitude muito positiva em buscar conhecimento, mas dizer que alguém tem transtorno bipolar considerando as leituras das características dos sintomas da doença é uma situação simplista. Os familiares podem levantar a hipótese da presença de uma transtorno mental num parente, mas será necessário a avaliação por um psiquiatra para confirmar ou não a presença da doença ou mesmo qual transtorno que poderá ser, no caso da presença de um. Caso ainda não tenho acontecido a consulta com um psiquiatra, isso é essencial que aconteça. Assim, vcs poderão receber uma orientação de um especialista e entender o que de fato ocorre com o seu marido, tendo em vista os seus relatos. A literatura especializada cita que o abuso de drogas ou álcool contribuem para o agravamento de uma doença mental, ou mesmo qq outra doença. Também uma situação vivenciada que necessita de um cuidado e atenção. Quanto a decisão de um ruptura conjugal, somente vc poderá tomar essa decisão. Talvez, após a consulta com o psiquiatra e conhecendo o diagnóstico sobre o que acontece com a saúde do seu marido, sobre o que promove as alterações do seu comportamento, além do uso das drogas, talvez assim, sabedora do que fato ocorre, isso possa facilitar a sua tomada de decisão e a expectativa quanto as possíveis reações que ele possa ter.
      Abraços
      Equipe ABRATA

    • JESSICA CAMILE AZEVEDO DA SILVA CARVALHO 30 de maio de 2019 às 21:28 - Responder

      Parece que estou lendo tudo exatamente que estou passando também. Desgaste mental.. insegurança de abandonar tudo e ao mesmo tempo medo de voltar aos problemas. Como é difícil.. como é difícil levar a culpa de tudo.

      • blogabrata 3 de junho de 2019 às 08:29 - Responder

        Prezada Jessica
        A nossa sugestão é no sentido de que procure fazer psicoterapia.
        A psicoterapia refere-se ao tratamento de problemas psicológicos, emocionais e comportamentais. Através de técnicas verbais e não verbais, o psicólogo ajuda a pessoa a refletir sobre suas questões e a encontrar formas diferentes e criativas de aliviar o seu incômodo e melhorar seu relacionamento consigo mesmo e com os outros. Geralmente, o foco da psicoterapia é em mudar pensamentos, emoções e comportamentos ineficientes.
        Abraços
        EQUIPE ABRATA

  11. Ga 12 de agosto de 2015 às 09:46 - Responder

    Namorei menos de 2 anos com um cara bipolar,o conheci na depressão, aos poucos ele melhorou e tivemos um romance lindo, me apaixonei, mas ele nunca assumiu uma relação comigo, mesmo conhecendo a família de ambos. No final ele começou a mudar, ficar agressivo com as palavras, não comigo, mas começou a se afastar de mim. Duvidei dos sentimentos dele. Não nos víamos mais com tanta frequência e descobri q ele estava saindo com outras mulheres. A médica me disse que é hipomania do bipolar, essa é a segunda crise dele, a médica disse que uma situação q estávamos passando o perturbou. Eu fico na dúvida se vale a pena tentar de novo, eu o amo, mas temo sofrer por algo que não terá cura, que não só eu vou sofrer, mas também minha família. Eu queria saber como é a recorrência da crise, se vale a pena tentar. Se há relatos de companheiros que vivem bem com isso.
    Ele se trata há pelo menos 2 anos, ele sabe da gravidade, toma remédios é regular na terapeuta. Mas a questão de ele sair com outras mulheres me magoou, aparentemente o q ele gosta é da conquista. Eu não estaria preparada. Acredito que ele não tenha oficializado o relacionamento por causa do problema dele. Não gostaria de deixá-lo sofrendo, me corta o coração saber que eu poderia fazer algo.

    • Equipe Abrata 14 de setembro de 2015 às 18:54 - Responder

      Prezada Ga

      A recorrência de episódios do transtorno bipolar do humor pode ocorrer por motivos diversos: pode ser desencadeada por relações familiares, sociais, profissionais e conjugais nocivos – onde o relacionamento é tenso, há muita negatividade, impaciência, hostilidade, e etc. Pode ocorrer também por interrupção temporária ou permanente do tratamento, e também por questões biológicas e neuroquímicas desconhecidas.
      O tratamento frequentemente é para a vida toda; porém, quando seguido corretamente, com relações interpessoais saudáveis, aumenta-se bastante a prevenção de novos episódios.
      Apesar do exagero de algumas atitudes da pessoa com transtorno bipolar do humor estarem apresentando os sintomas da doença, o desejo pela conquista de outras mulheres é um assunto que você precisa conversar seriamente com ele, e questioná-lo sobre as escolhas que ele faz. Ou mesmo conversar, juntos, como psiquiatra sobre o tema – envolvimento sexual exacerbado, tendo em visto que a hipersexualidade também pode estar atrelada aos sintomas da doença. Independente do esforço para enfrentar as manifestações da doença, sempre é possível uma mudança no comportamento se houver uma vontade firme de lutar pelo amor de vocês.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  12. Ana 24 de agosto de 2015 às 13:09 - Responder

    Olá, boa tarde.
    Achei impressionante o quanto esse site esclareceu as minhas dúvidas.
    Tenho relacionamento com uma pessoa que agora eu tenho plena certeza de que ele sofre de transtorno de bipolaridade. Ele uma hora, não existe pessoa melhor, carinhoso, atencioso, animado, amável, se da bem com todos, cheio de positividade. Mas quando muda, ele é agressivo, humilha a todos, critica, acha que só ele está certo e se acha o dono da razão. Sem contar na grande ilusão, de enriquecer rapidamente, investindo o pagamento dele em coisas da internet, o que me causa dor. Eu sofro demais, pois quando ele está assim, ele me humilha, falando da minha família, de onde eu morava, da casa que eu morava, da minha cor (sou negra e ele também é), e ele fala assim como se ele fosse superior. E sempre tem respostas nas ponta da língua, fazendo com que eu acabe perdendo na discussão para ele. E isso já vem me cansando ah algum tempo. Já conversei com ele para procurar tratamento, mas ele disse que ele é assim porque ele não é uma pessoa igual a todas, que ele é inteligente, sabido.. Eu já não tenho mais de onde tirar forças para continuar, mesmo o amando muito. Mas estou sem um pingo de forças. Espero obter algum retorno. Grata
    Att;
    Ana

    • Equipe Abrata 7 de setembro de 2015 às 20:44 - Responder

      Olá Ana

      Recebemos diariamente, inúmeros relatos como o seu – dos familiares que negam procurar tratamento apesar de apresentar alguns sintomas de alteração de humor. A aceitação do tratamento ou mesmo procurar por um psiquiatra não é algo tão simples como pode parecer à primeira vista. Aderir a um tratamento significa entrar em concordância com a conduta proposta pelo médico e equipe terapêutica.
      O que a família ou amigos podem, então, fazer numa situação como essas?
      Claro que não há solução mágica, um tratamento só acontece e é efetivo se houver uma participação ativa e concordante por parte do pessoa, no caso o seu marido. No entanto, é possível tentar uma caminho (muitas vezes árduo e demorado) para tentar sensibilizar alguém que se suspeita sofrer de um transtorno bipolar a, pelo menos, admitir que pode estar precisando de atenção especializada.
      Atitudes recomendadas à família:
      Abordar o paciente com precaução e empatia – procurar mostrar aqueles sintomas que ele sente como incômodos: insônia, irritabilidade, inquietação, falta de concentração, dificuldade para realizar bem tarefas de que gosta. Dar instruções de maneira clara e precisa, evitando cenas emocionais desgastantes. Adotar uma atitude solidária: mostre que você também tem problemas e dificuldades na sua vida (evitar a exclusão). Um ambiente familiar tolerante e acolhedor favorece a aceitação da condição de doente e, conseqüentemente, do tratamento. Alimentar a auto-estima do paciente: reconhecer os progressos parciais que ele for conseguindo ao longo do tratamento.
      As dificuldades são maiores quando o pessoa não aceita ser doente, e em caso extremos é necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade. Com o passar do tempo, família e pessoa com TB aprendem a identificar os primeiros sinais de uma recidiva, antes que ele perca o senso crítico. Isto é muito importante, porque a intervenção precoce possibilita abreviar e atenuar o novo episódio da doença. O pessoa com transtorno bipolar é a pessoa mais interessada na melhora e deve sempre se lembrar de que ele tem uma doença, mas não é um doente. Isto o torna co-responsável pelo sucesso do tratamento e estimula a participação ativa no processo terapêutico como um todo.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares. Convide o seu amrido. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h.
      No site vc também poderá baixar o livro em PDF – Manual para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

      • Anônimo 14 de agosto de 2016 às 00:13 - Responder

        Abrata, vocês realmente acreditam que um bipolar, tomando medicação constante pode ter uma vida normal?
        Pergunto pq eu tenho um ex namorado bipolar que sempre me procura, cada vez ele está de uma forma: me odeia, me ama, quer ser amigo, esta animado, esta depressivo.
        E ele toma toda a medicação rigorosamente e faz terapia. Ou seja, cumpri o tratamento adequado.
        Apesar de ele mudar comportamento aparentemente ele segue uma vida normal, continua trabalhando, estudando.
        Mas sei que ele esta na euforia agora.
        Gostaria de entender. Obrigada.

        • Equipe Abrata 15 de agosto de 2016 às 22:01 - Responder

          Prezada Anônima

          Os estudos científicos e os resultados clínicos evidenciam a melhora da qualidade de vida quando a pessoa que apresenta o transtorno bipolar e faz uso correto da medicação conforme prescrito pelo psiquiatra e de forma continuada, respeitando os horários, dosagens. Assim reduzem significativamente a possibilidade de recorrência dos sintomas da doença. Porém em paralelo ao tratamento medicamentoso e psicoterápico há necessidade da manutenção de rotina de vida, como horas minimas de sono, alimentação adequada, prática de atividade física. É extremamente importante manter a rotina do sono, dormir e levantar sempre no mesmo horário. Mudanças no padrão do sono são fortes indutores de oscilações do humor e evitá-las fortalecerá seu equilíbrio. Não fazer uso de álcool e drogas, porque estas substâncias causam desequilíbrio no funcionamento do cérebro. Freqüentemente provocam alterações do humor e do ânimo e interferem diretamente no tratamento. Evitar o uso diário de café, drinques, alguns chás, antialérgicos, antigripais e analgésicos, que podem interferir no sono, no ânimo e nos seus medicamentos. Pode ser a “gota d’água” para o início de um novo episódio da doença. Em situações que a pessoa faz uso correto dos remédios, mas mesmos assim apresenta os sintomas da doença, será essencial procurar o psiquiatra para avaliar a medicação e talvez seja necessário um ajuste na medicação.
          Sugerimos a leitura do livro Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o familiar em diversas situações. Disponível no site ABRATA. Link: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
          Abraços
          Equipe ABRATA

          • Anônimo 15 de agosto de 2016 às 22:47

            Oi, obrigada pela rápida resposta.
            Mas todos esses cuidados ele já toma, eu não sabia da gravidade, mas lembro dele evitando algumas coisas. Hoje entendi o pq. As preocupações e rigor para seguir a risca. Mesmo com isso nesse momento ele está em euforia, sai todos os dias da semana, acorda cedissimo, sai com muitas mulheres e me procurou muito animado.
            N sei quando é mais preocupante, se é agora ou depressão.
            Foi em euforia que nossa relação terminou. Eu tento me distanciar, tenho conseguido.
            Mas o sentimento ainda existe. Tenho batalhado pela minha sanidade. N é egoísmo, mas ele não me aceitou quando eu estava disposta.

            Essa doença é muito cruel com quem tem, queria que não existisse.
            Não sei por quem me apaixonei, quando lembro da parte em que ele “estava bem” fico triste daquela pessoa incrível “desaparecer”.
            Enfim… Espero que um dia consigam estabilizar 100% ou encontrar uma cura.

          • Equipe Abrata 1 de setembro de 2016 às 17:48

            Olá Anônima

            Uma das dificuldades, frequentes, observadas pelos familiares na pessoa que tem o transtorno bipolar é a falta de aderência ao tratamento medicamentoso e a mudança da rotina de vida para caminhar em direção a estabilidade. As pesquisas evidenciam que cerca de 52% dos pacientes não são aderentes às suas medicações. Entre os motivos de não aderência ao tratamento são destacados os fatores relacionados com o próprio transtorno e os fatores relacionados com a medicação, por exemplo efeitos colaterais ou mesmo o estigma em relação ao uso da medicação psiquiátrica. Assim, uma história de episódios maníacos tem sido associada com a má adesão ao tratamento, possivelmente porque em algumas pessoas com características mais maníacas podem ter uma pior visão e aceitação acerca da doença do que aqueles com doença depressiva.
            Abraços
            Equipe ABRATA

  13. Tulio 21 de setembro de 2015 às 15:55 - Responder

    Tenho uma dúvida com relação à minha namorada, pois acredito que existe um problema no momento, mas não posso perguntar diretamente para ela.

    Eu sei que ela se trata de depressão profunda há 5 anos, e este ano, antes de nos conhecermos, ela parou de tomar Prozac por conta, sem consentimento médico. Há algumas semanas ela voltou a tomar, e recentemente interrompeu novamente.

    Nas primeiras 3 semanas que a conheci, há cerca de 70 dias atrás, ela era uma mor de pessoa, muito atenciosa, alegre, consistente em tudo! De lá para cá, em quatro diferentes ocasiões ela teve mudanças radicais repentinas, do tipo: estamos ótimos, com muito carinho um com o outro, e de repente ela fica séria, se fecha e pede para eu ir embora, me afastar, como se estivesse brava comigo. Resumindo, estas quatro crises, inclusive uma ontem, são direcionadas a mim e sem nenhum gatilho anterior, ou seja, sem motivo aparente relacionado com o contexto do momento.

    Ontem, por exemplo, estávamos ótimos o dia todo, até chegarmos ao shopping para fazer compras. Ela repentinamente se fechou, e quando eu voltei do banheiro ela disse que era melhor ela fazer tudo sozinha e eu ir embora para a minha casa. Fiquei completamente perdido e a questionei, mas ela foi seca, incisiva e fria ao dizer que estava de saco cheio e que não queria falar comigo. Então começou a alegar milhares de coisas sem sentido no nosso relacionamento e que eu deveria sumir! Bom, ela foi embora e, desde então, mandou mensagens extremamente agressivas e ofensivas, inclusive em resposta a uma mensagem super carinhosa que enviei já imaginando que fosse uma crise de depressão ou algo assim, insinuando não querer mais este relacionamento e, ao mesmo tempo, pedindo para eu responder e reclamando quando demoro para dar um retorno.

    Ela é simplesmente um amor de pessoa, extremamente alegre, mas de repente acontece algo assim do nada! Hoje, por exemplo, ela foi extremamente grosseira e, ao mesmo tempo, comemorou toda sorridente no Facebook que irá curtir o aniversário da amiga em um bar, como se estivesse fugindo do problema com sorrisos. DIgo isto porque já percebi que sempre que ela tem algum problema que a incomoda muito, ela oculta tudo com sorrisos e risadas, ignorando completamente o problema sem resolvê-lo.

    Minhas dúvidas são:

    1. É um comportamento esperado pela condição patológica dela, ou eu estou viajando?
    2. Como eu devo proceder, visto que a amo como ninguém neste mundo e quero ajudá-la?

    Agradeço imensamente pela ajuda humanitária, e grande abraço!

    • Equipe Abrata 22 de setembro de 2015 às 11:44 - Responder

      Caro Tulio

      A inconstância no uso da medicação promove o retorno dos sintomas da doença. O uso adequado da medicação conforme prescrito pelo psiquiatra é essencial para manter a estabilização do humor e naturalmente a estabilidade da pessoa. O seu relato sugere que a sua namorada está passando por oscilações do humor e observamos que será importante, neste momento, ela procurar consultar-se com o seu psiquiatra e relatar o abandono da medicação ou a ingestão incorreta. Talvez seja necessário um ajuste na medicação, assim a conscientização da sua namorada quanto a aderência correta ao tratamento para ter mais qualidade de vida. Como namorado vc poderá ajuda-la sugerindo que procurem pelo psiquiatra e evitar discutir nos momentos que ela apresentar irritabilidade e agressividade. Será importante que os familiares da sua namorada possam apoia-la e ajudá-la neste momento.
      As relações importantes são frequentemente danificados ou tensas, como resultado da depressão ou doença bipolar. Além disso, a pessoa pode muitas vezes ser irritável ou manifestar raiva. A menos que as pessoas próximas à pessoa deprimida entendam muito sobre transtornos do humor, eles podem reagir com mágoa ou raiva e podem até terminar o relacionamento. O seu apoio pode ajudar a sua namorada a procurar tratamento adequado e a dialogar com o psiquiatra sobre esta alteração de humor, e que é o dom mais importante que você pode dar neste momento.
      As dificuldades são maiores quando a pessoa não aceita que tem uma doença crônica e que necessita de tratamento permanente e continuado. A aceitação da doença pela sia namorada é muito importante, porque a intervenção precoce possibilita abreviar e atenuar o novo episódio da doença.
      Se vcs residem em SP, aproveitamos a oportunidade e os convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares e portadores. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h.
      No site vc também poderá baixar o livro em PDF – Manual para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

      • Tulio 22 de setembro de 2015 às 14:43 - Responder

        Equipe ABRATA,

        Muitíssimo obrigado pelo gigantesco apoio, pela paciência em ler todo o meu testemunho, e por descrever tão detalhadamente suas recomendações.

        Entrarei em contato com o Grupo de Acolhimento para me inscrever com certeza absoluta!

        Parabéns pelo lindo trabalho de vocês, pelo grande apoio a todas as pessoas que sofrem desta condição e às pessoas próximas, um grande abraço!

        • Equipe Abrata 23 de setembro de 2015 às 19:36 - Responder

          Caro Túlio
          Agradecemos o seu retorno.
          Abraços
          Equipe ABRATA

  14. Ana Lúcia 16 de outubro de 2015 às 22:31 - Responder

    Boa Noite,
    Gostaria de saber , se a pessoa que muda muito de humor, sempre será diagnosticada como bipolar, ou existe outras doenças desta mesma familia? No meu caso, seria meu marido, estamos juntos há 15 anos no total e temos 2 filhos, ele muda muito de humor e , e as crianças acabam sofrendo juntos, ele tem uma personalidade muito forte e de familia, eles são todos assim, muito bravos e tudo tem que ser do jeito deles, as vezes é muito dificil, fico irritada e me afasto, pois um dia a pessoa fica de um jeito e de outro muda, como ele não aceitaria afirmar que ele é bipolar, como posso ajudá-lo e nos ajudar ,porque não quero que meu filho que é muito parecido com ele também venha desenvolver esta doença, se no caso for diagnosticado.
    Agradeço muito a ajuda e não tenho informações sobre isto,
    Atenciosamente
    Ana

    • Equipe Abrata 19 de outubro de 2015 às 16:43 - Responder

      Prezada Ana Lúcia!
      Sugerimos que procure um profissional psiquiátrico, pois só assim poderá ter um diagnóstico para o seu marido, e posteriormente para o seu filho, caso veja necessidade.
      Se você reside em SP, aproveitamos a oportunidade e a convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo, para familiares e para pessoas com transtornos do humor. São grupos separados e esta atividade é muito importante, porque as pessoas trocam experiências e aprendem a encontrar novas soluções, à partir do contato com quem conhece o problema.
      Caso queira participar, é necessário agendamento pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira das 13:30 às 17:00 horas.
      No nosso site, link: https://www.abrata.org.br , pode encontrar vários artigos e informações sobre transtornos do humor.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  15. Priscila 18 de outubro de 2015 às 11:14 - Responder

    Bom dia.
    Achei esse site não procurando sobre o meu parceiro e sim sobre como lidar com a bipolaridade. Nunca me consultei com nenhum psicólogo, porém procuro muito na internet os sintomas e eu acho sim que apresento todos eles e acho que sou bipolar. Tenho um relacionamento de 6 anos mas sei que ele tá sofrendo muito com as minhas mudanças de humor constantemente. Eu não queria brigar,gritar, ser sempre anciosa demais. Sempre que acontece uma briga e eu me acalmo ele conversa comigo e eu aceito só não sei o que eu posso fazer. Eu não quero isso pra mim…eu não quero que meu namoro termine pelo meu jeito. O que eu faço?

    • Equipe Abrata 19 de outubro de 2015 às 17:27 - Responder

      Cara Priscila!
      Sugerimos que procure um profissional psiquiátrico, pois só assim poderá ter um diagnóstico. Na internet, as informações ficam muito vagas, e muitas vezes acabam deixando as pessoas mais confusas. Fazendo um tratamento adequado, a pessoa passa a enxergar as coisas de uma outra forma.
      Se você reside em SP, aproveitamos a oportunidade e a convidamos para participar dos Grupos de Apoio Mútuo, para familiares e pessoas com transtornos do humor. Esses grupos são separados, e esta atividade é muito importante, porque as pessoas trocam experiências e aprendem a encontrar novas soluções à partir do contato com quem conhece o problema.
      Caso queira participar é necessário agendamento pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta -feira das 13:30 às 17:00 horas.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

      • Priscila 22 de outubro de 2015 às 10:43 - Responder

        Verdade. Fico confusa com tudo que acho e me sinto pior. Mais ja marquei uma consulta sim. Muito obrigada pelo convite infelizmente eu não resido em SP. Obrigada também por responder.

  16. Eueu 1 de novembro de 2015 às 06:19 - Responder

    Socorro. Estou casada com um bipolar. Quando namorávamos, ele era legal, ainda no namoro, ele apresentava mudança de humor ou sorrisos teatrais na presença de outras pessoas. Nunca gostei disso é sempre achei estranho. Mas o início do relacionamento camuflou algumas coisas q com o tempo, ficaram bem descaradas.por exemplo, desde sempre,eu acordei bem humorada, feliz . Sempre fui uma pessoa cheia de vida , positiva , alegre. Ele.., desde sempre variando muito. Assim q casamos e fomos morar juntos, ele mudou extremamente. Me ignorava , do tipo eu falar e ele ficar de costas, de olhos fechados , jogando no pc, etc.. Eu sempre procurava um meio de comunicar e ele nunca conversava é sempre terminava a conversa dizendo: o a vc quer q eu fale ? Ridículo. Depois q engravidei, ele queria muito ter filho, minha vida virou um horror. Piorou em tudo e ele raro me chamava P sair . Eu colocava todo meu dinheiro na mão dele,os pais dele q pagavam a conta da casa, e ele ganhava bem e me deixava em casa só com uma nota de 5 reais .. Se eu gastasse aquilo, não aparecia mais e se eu nso gastasse ficava lá.e ele na rua. Bom …moral da história , desde sempre soube q ele tomava calmante( persem) tinham vários pacotes disso na casa, e depois descobri q ele tomava Prozac . Ele desde sempre acordava mal humorado e sempre fazia coisas P me fazer triste, P chorar.. P me diminuir.hoje em dia, temos dois filhos,uma menina( q ele USA o tempo todo p me atingir e fazer intrigas…programamos
    a vinda dela. e um menino Q não programamos. Minha filha, já com 1 ano e meio, percebeu reações e atitudes do pai, Q cada vez Q ele brigava comigo ela ganhava carinho extra. Enfim.. Eu tiro desenho ruim e a garota me bate , me dá cabecada e esse rapaz Q sou casada ainda briga comigo . Cada segundo dia , tem briga e ele me desrespeita e faz piadinhas entre risos.ele eh desempregado há 3 anos e mesmo o dinheiro entrando na casa P nosso sustento .. Da minha parte.. Ele nunca agradece.. Sempre reclama.. Eh como um saco sem fundo .e mata e morre por dinheiro.. Tendo ou não tendo. Ele eh um imaturo, bipolar, estou desesperada. É hoje em dia ele está me estressando e puxando raiva de mim e depois fala p eu bater nele ..vem vem me bate, ele diz. E ele aperta a cabeça dele contra s minha , pisa no meu pé P me machucar , me empurra, esbarra forte P me machucar e já até bateu porta em mim.. E me chutou da cama. Ele eh europeu , super teatral P quem eh de fora, intriguento, violento psicologicamente é bipolar. Eu nso sou submissa e não dependo dele P nada então ele não ganha espaço comigo d nem me intimida e ele … Vai acabar me matando . Ele me empurrou na janele falou P eu pular.ele só mina a nossa filha e não deixa eu educa- lá . Ele parece mais um filho.. Como irmão das ninjas duas crianças. Ele come colocando faça na boca e eu falo P não fazer isso ele briga Q falei e continua fazendo, agora meus dois filhos colocam faça na boca, ele senta na mesa , eu falo ele briga, agora os dois sentam e andam em cima da mesa e etc..parece um adolescente problemático se rebelando contra os pais ou contra as regras Q precisam ser atendidas ou trocadas ou melhoradas quando se tem esposa e filhos. Ele nso entende o Q eh casamento .. É muito menoo que é ser pai. Ele está desde sempre me excluindo .. Fala P nossa filha Q sou errada. Q eh P ela não me ouvir, Q eh P ela ir no colo dele é sempre fala do P ela.. Nem P mim, nem P nosso filho.. Q eles vão passear . Se ela quer ver gsnso.. Passear na rua etc.estou muito cansada dele. Odeio ele. Me arrependi ter casado com ele. Ele me desrespeita na frente das crianças , me humilha e faz as crianças não me respeitarem isso Q eh pior. Quero me separar. Já falei Q vou morar perto , mas ele sempre me ameaça Q se eu quero me separar vou morar no Brasil d os filhos ficarão com ele . Eu não abandonarei meus filhos. Apenas não quero viver mais com ele. Pois ele me instigando de raiva provocando já me fez voar nele umas dez vezes mas ainda ele diz a nso doeu mas fiz.. Errada, mas não machuquei.. Estressada, mas não deveria ter feito . Cada dia ele me provoca com caras, músicas , frases atitudes e expressões P eu sentir vontade de voar nele .. E ele está fazendo um jogo P eu perder guarda das crianças . Hoje ele bateu a cabeça na minha mão de novo. Ele sempre faz essas coisas e faz punho como quem vai me bater e aperta o braço , ou aperta o próprio corpo dele ( mao , pé , cabeça ombro ou o Q der, P me machucar.. Depois eu falo a foeu d ele diz ..? Eu nao te bati.. Não fiz nada..) ele sabe o Q está fazendo .. Ele eh doente. Isso está muito grave já e já passou dos limites do saudável e do seguro.estou sofrendo de violência psicológica., e não sei como sair disso é não tenho renda P sair disso. Alguém pode ser meu advogado de graça ? Alguém pode me ajudar? Tenho 34 anos sou casada há 3 anos , moro na Europa hoje em dia .cada segundo dia ele faz confusão ou seja máximo um dia de relativa ou controlada paz até ele começar de novo a fazer confusões. Se me tranco no banheiro ele manda eu abrir a porta ele fala Q vai derrubar a porta ele bate na porta P me assustar . Eu estou sendo muito violentada, porque não eh só espancar violência.. Tem vários tipos e esse eh um deles. Me intimida e sempre fica mais bonzinho perto da época Q vai entrar dinheiro no meu cartão, quando eu passo o dinheiro P ele pagar contas ou depois Q fazemos supermercado ou etc, quzndo ele pega o dinheiro, em seguida , nem disfarça , já começava me tratar mal , P se sobressair. A mesmo eu botando dinheiro, ele eh quem manda, ele que eh forte e eu a tenho a ter medo dele ou etc.., psicologia Q fica descarada em neon. Mas não considero falta de dinheiro, diminuição da masculinidade. Considero atitudes assim falta de masculinidade. Quero a guarda dos meus filhos, quero me separar , porque mereço ser feliz. Obrigada!

    • Equipe Abrata 30 de novembro de 2015 às 18:34 - Responder

      Prezada ….
      Pedimos desculpas pela demora, mas a ABRATA tem recebido muitas solicitações e isso acaba atrasando as respostas àqueles que fazem alguma pergunta pelo blog. Compreendemos seu sofrimento e achamos que você tem de se proteger em vários sentidos: psicológico, físico e jurídico. Infelizmente como você não disse em que lugar da Europa reside, não poderemos lhe indicar uma instituição para lhe ajudar. Aqui no Brasil temos a Delegacia da Mulher que atende a queixas de mulheres que recebem “bullying” (todas as formas de violência física ou psicológica com o intuito de intimidar ou agredir pessoas). Na ABRATA nós temos “grupos de apoio mútuo” (GAM) tanto para portadores, como para familiares de portadores, que auxiliam muito a todos que deles participam. Pelo que entendemos você pensa que seu marido tem o diagnóstico de “transtorno bipolar”, todavia somente uma consulta médica é que poderá confirmar esse diagnóstico. Procure na cidade em que está se há alguma instituição, associação, ou departamento em escolas de medicina que possua algum tipo de apoio, ou atendimento, que possa lhe esclarecer aspectos importantes da situação em que vive. Sugerimos ainda que peça ajuda a um (a) profissional capacitado (a), como um (a) psicoterapeuta que lhe auxilie não somente a se conhecer melhor, como a ter confiança e coragem para tomar as providências que considerar necessárias, nesse momento difícil que está passando. Um abraço da equipe ABRATA.

    • Bruna 15 de março de 2016 às 18:21 - Responder

      Minha nossa. Eu passei por coisa parecida. Também não notei a doença de um namorado que eu tinha, tendo em vista que eu o visitava nos finais de semana. Eles camuflam mesmo, e depois soltam as garras. Esse menino arrumou uma briga e eu tomei um susto com uma arma, parei em um hospital psiquiátrico de tanto nervoso. Tive 3 anos de depressão pós transtorno do stress pós traumático.

      Boa sorte.

      • Equipe Abrata 20 de maio de 2016 às 20:04 - Responder

        Querida Bruna

        Infelizmente, algumas pessoas diagnosticadas com a doença bipolar quando não se tratam adequadamente provocam muitas dificuldades e situações complicadas para os seus familiares. Os familiares sofrem muito nestas situações, aliás todos sofrem, inclusive a pessoa que tem a doença e provoca tanto dissabores para os familiares. Quando a pessoa com transtorno bipolar está passando por uma crise, ela não está camuflando ou escondeu a doença. De fato ela tem alterações comportamentais por vários motivos, dentre eles por não usar a medicação, por tomar bebida alcoólica junto com o remédio ou sem ele, ficar sem dormir, usar drogas, enfim por inúmeras situações podem provocar a crise com alteração do humor. Nestas situações o ideal seria para todos, familiares e portador, alem de procurar pelo psiquiatra, procurarem a ajuda de um grupo de apoio como a ABRATA. Assim poderão entender como funciona a doença e como cada deve se cuidar em momentos de crises e fora dela. Infelizmente as consequências para voc~e foram muito desagradáveis e ruins, mas buscou cuidar-se e seguir em frente com a sua vida.
        Também recebemos muitos depoimentos de pessoas que tem um companheiro(a) com transtorno bipolar e levam uma vida saudável apesar da doença. E trazem sempre a mensagem de esperança e dignidade no tratamento da doença e na manutenção do relacionamento.
        Abraços
        Equipe ABRATA

  17. Flavia 29 de fevereiro de 2016 às 14:01 - Responder

    Sera que sou bipolar ? Brigo com meu namorado , quando percebo foi desnecessário e melhor o meu humor , as vzs estamos bem e do nada fico de mal humor , e acho que ele não esta mais aguentando isso .

    • Equipe Abrata 29 de fevereiro de 2016 às 21:48 - Responder

      Prezada Flávia!
      Sugerimos que procure ajuda de um profissional que poderá ser psiquiatra, ou psicólogo(a), para que possa ter um diagnóstico preciso.
      A partir daí, o mesmo verá ou não a necessidade de um tratamento, melhorando a sua qualidade de vida e de todos que a rodeiam.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  18. sANDRA 20 de abril de 2016 às 13:56 - Responder

    Depois de anos casada, tenho percebido mudanças com meu marido.
    Sempre soube que ele vem de uma família que possuem transtorno bipolar, ausência de lítio e autismo.
    Temos 11 anos juntos e 3 de casados.
    Ultimamente ele tem algumas atitudes diferentes com pessoas no seu dia a dia.
    No trabalho é uma coisa, com a família dele é outra, com minha família é outra.
    De 7 anos pra cá, tenho notado muita frieza, rigidez, só fala comigo o essencial.
    Inclusive, já soube de algumas traições e até fotos intimas dele no celular.
    Quando falo em separação ele não concorda.
    É agressivo nas palavras e ações com as pessoas mais intimas.
    No trabalho ele é um doce, porém possui algumas inimizades.
    Ele sempre se acha o dono da razão. Nunca tem culpa. Nunca pede desculpas. Sempre ta certo.
    Não gosta do ambiente familiar, sempre pensa em trabalhar.
    Parece controlar os sentimentos. Não tem dó nem piedade. Pelo menos não transmite esse sentimento.
    Ele é manipulador, sempre ganha uma discussão, mesmo tando errado.
    Ele possui um ciume estranho, de se afastar e ficar com raiva em algumas situações.

    Depois de pesquisas, cheguei a uma conclusão de transtorno.

    Podem me dar uma luz de como proceder?

    • Equipe Abrata 4 de maio de 2016 às 00:32 - Responder

      Olá Sandra

      Antes de tudo será necessário uma avaliação diagnóstica que é fundamental para esclarecer se há uma patologia a ser tratada ou se as manifestações citadas referem-se
      a reações situacionais. A pessoa não ter deve receio de buscar ajuda, nem medo de descobrir um diagnóstico. Se ele existe, negá-lo não irá resolver suas consequências. Neste caso, as relações familiares já sofrem as consequências de uma conduta disfuncional que poderá ser atenuada com uma abordagem terapêutica.
      Se houver um diagnóstico bem estabelecido de transtorno afetivo bipolar, realizado por um psiquiatra, recomenda-se que a pessoa receba o tratamento indicado ao seu caso, especialmente visando prevenir consequências psicossociais e neuropsicológicas (nas funções executivas cerebrais, como memória, raciocínio, atenção, concentração),
      que são potencialmente prejudicadas quando um tratamento correto não é estabelecido precocemente.
      Ressaltamos a necessidade de sugerir ao seu marido para consultar-se com um psiquiatra para uma avaliação. Alguns sintomas dos transtornos mentais são parecidos e somente um profissional especializado poderá lhe dizer se as suas suspeitas da presença de um transtorno bipolar estão corretas ou não.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  19. Liz A. Camacho 2 de maio de 2016 às 22:50 - Responder

    Olá,
    Estou em um relacionamento há 6 meses e desde o começo ele me contou que era bipolar e fazia tratamento, porém me explicou o quanto o medicamento atrapalhava sua líbido e quanto ele queria parar de toma-lo. Eu, que nunca fui a favor de remédios disse a ele que parasse para vermos o que acontecia. Sou messianica e pratico o johrei portanto paramos o tratamento medicamentoso mas seguimos um “tratamento” espiritual. Porém ele, que é de Portugal, veio morar aqui para ficarmos mais perto um do outro, e tem tido dificuldades de adaptação e isso acumulado com o fato de estarmos morando na casa da minha mãe, (pois estamos procurando um lugar para morar) tem feito com que as crises dele fiquem mais frequentes. Lembrando que durante as crises ele fica simplesmente triste e com o semblante totalmente apático, mas não fica nervoso, não me trata mal, não fica bravo, apenas se fecha no mundo dele . Gostaria de saber se há algum tratamento que não prejudique a líbido e se o fato de ele estar assim há alguns dias poder piorar ainda mais a sua doença a ponto de ser mais difícil para voltar.

    • Equipe Abrata 3 de maio de 2016 às 23:32 - Responder

      Prezada Liz

      Uma pessoa que tem o diagnóstico de transtorno bipolar para ter qualidade de vida e obter a remissão dos sintomas da doença, deverá seguir todo o processo de tratamento que consiste em fazer uso contínuo da medicação conforme prescrito pelo psiquiatra, manter uma rotina diária de vida e se possível psicoterapia e atividade física.
      A retirada da medicação sem orientação e acompanhamento do médico foi uma escolha equivocada que poderá trazer consequências desagradáveis como o retorno dos sintomas da doença. Será essencial retomar o uso da medicação, procurar consultar-se com o psiquiatra e informa-lo do abandono do uso da medicação.
      Quanto a diminuição da libido, trata-se de um efeito colateral da medicação. Algumas medicações provocam efeito colateral às vezes somente no início do uso da medicação e no decorrer do uso o efeito colateral vai reduzindo. Quando os efeitos colaterais permanecem é importante conversar com o médico sobre os efeitos colaterais existentes. Ele saberá analisar a situação e se for o caso fará ajustes na medicação para reduzir os efeitos colaterais, assim como poderá mudar a medicação.
      A prática da espiritualidade nos tratamentos psiquiátricos quando a pessoa deseja praticar, entram como coadjuvantes ao tratamento clinico.
      Não é possível tratar o transtorno bipolar, de forma adequada, sem o uso de medicações. Estas devem ser prescritas, pelo psiquiatra, e seu uso, continuo, é fundamental para o controle do transtorno. Uma crença religiosa não pode substituir o tratamento medicamentoso, porém, isso não quer dizer que religião e medicina não possam caminhar juntas. A religiosidade e a espiritualidade são importantes para a maioria das pessoas e, portanto, a fé, se bem vivenciada, pode ajudar o paciente a enfrentar as dificuldades da doença e de seu tratamento.
      Abraços
      Equipe ABRATA

    • Uma ajuda amiga 20 de julho de 2016 às 00:47 - Responder

      Olá, Liz! Li seu relato e fiquei surpresa porque também sou messiânica e acabei de passar por um relacionamento com um bipolar. Vim aqui procurando conforto e fiquei mais tranquila em saber que outras pessoas sentem o que senti.
      Infelizmente, meu relacionamento acabou porque ele não conseguia fazer o tratamento médico e terapêutico corretamente e a instabilidade o impediu de se relacionar – o que foi uma pena, pois estaria ao lado dele até agora. Mas estou prosseguindo e procurando aceitar as definições da vida.
      No meu caso, também procurei fazer acompanhamento com Johrei, porém mantendo a medicação. Foi muito bom ter a espiritualidade aliada ao tratamento médico, pois você sabe que consideramos ser parte espírito, parte matéria. Tive a oportunidade de conhecer complementos que trouxeram melhorias. Se desejar, posso compartilhá-las com você.
      Conheci pessoas dentro da Igreja que me ajudaram com orientação espiritual e alimentação voltadas para distúrbios do humor – que coplementam o tratamento médico.
      Fico contente de encontrar uma messiânica por aqui. Então, por isso, se puder fazer algo para colaborar com você, ficarei feliz.
      Abraço

      • Equipe Abrata 22 de julho de 2016 às 20:28 - Responder

        Olá Amiga
        Agradecemos a sua solidariedade e informações adequadas!
        Abraços
        Equipe ABRATA

  20. Ga 22 de maio de 2016 às 15:47 - Responder

    Não vejo comentários de pessoas que convivem bem com isso. Duvido que há companheiros felizes. No máximo que suportam. Outro dia escutei do meu-ex que eu tinha que lutar por ele. Mas vejam só, ele me traiu de todas as formas possíveis. Disse que era por causa da doença. Eu até tentei voltar. Mas ele está me ignorando, me ofendendo. Quando eu decidir novamente seguir a minha vida ele irá voltar para me perturbar. Parece que é um ciclo que não tem fim. Não se sabe quando ele está sofrendo de verdade. Não sei se o sentimento que ele diz ter é real. Me sinto entrando na loucura dele. Essa inconstância.

    • Equipe Abrata 5 de março de 2017 às 10:53 - Responder

      Olá Ga.

      Há vários comentários de pessoas que convivem com companheiros, familiares e amigos que sofrem de transtorno mentais e têm, naturalmente,
      alguma dificuldade para lidar com a situação.
      Por outro lado, há aquelas que conseguem levar uma vida feliz ao lado daqueles que se cuidam em benefício dos relacionamento de toda a
      ordem.
      Não há regras …
      E tem aquelas pessoas que não aguentam a pressão e saem de seus relacionamentos pelos desgaste emocional.
      Você fez o possível, dentro de seus limites, para levar o seu relacionamento com todas as dificuldades pelas quais passou.
      É capítulo encerrado, não é mesmo?
      É momento para dar continuidade à sua vida, aos seus projetos.
      Ame-se e cuide-se.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  21. Anônima 28 de maio de 2016 às 16:32 - Responder

    Olá,

    Conheci um garoto adorável, nunca vi alguém se entregar tanto para mim e me dar tanta atenção, ele não tinha muitos amigos, e os pouco que tinha se entregava de todo o coração como nenhuma outra pessoa fazia. Depois de 1 ano, começamos a namorar e descobri que aquele lado adorável também tinha um outro lado. Meu namorado sofreu muito na infância e ate hoje sofre, ele não sabe o que é um carinho dado pelos pais, cresceu assim.. muito carente. Em tempos de crise ele é muito bravo e desconta toda sua raiva em mim, me culpando que eu não dou atenção pra ele, eu dou, só que sou uma pessoa muito ocupada e nas horas vagas esqueço todos os meus amigos para dar toda a atenção do mundo. Quando ele volta ao normal, é um amor de pessoa e muito romântico, as vezes nas crises ele diz que não sente nada por mim, que me odeia… mas depois ele me ama incondicionalmente.Estamos há 1 ano e alguns meses de namoro, e ultimamente as crises são constantes, quando ele tem um grau muito grande de pressão em cima dele, ele tem uma dor de cabeça muito forte e náuseas, e tem crises de esquecimento. Ele literalmente esquece de tudo que falou nos últimos 10.. 20 e ate 30min atrás e fica muito confuso. O que devo fazer para amenizar a situação?… eu o amo muito, não me vejo sem ele, mas ultimamente estou me sentindo impotente porque nada o acalma . e acabo muitas vezes piorando e isso esta me deixando muito desgastada e triste.

    • Equipe Abrata 5 de março de 2017 às 10:05 - Responder

      Olá Anônima.

      Parece-nos que o seu namorado não tem um diagnóstico. É você quem suspeita que há algo errado com o comportamento dele.
      Pois bem. Podemos apenas sugerir que ele seja consultado por um psiquiatra para que lhe seja ministrado o tratamento
      adequado, conforme o diagnóstico.
      E posteriormente, ele poderá associar ao tratamento medicamentoso a psicoterapia.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  22. AT 8 de junho de 2016 às 11:21 - Responder

    Convivendo há 5 meses com a minha sogra comecei a observar o comportamento estranho e com isso procurei me aproximar mais dela. E conversando, ela me contou que possui transtorno bipolar. O meu marido foi o único filho que ela criou e comecei a perceber que ele tem as mesmas atitudes dela … gostaria de saber como agir com eles dois … amo muito o meu marido e quero continuar a relação mas já está me prejudicando pois não sei como agir. Comecei a ler os artigos e estou super interessada e está me confortando também.

    • Equipe Abrata 25 de fevereiro de 2017 às 11:36 - Responder

      Olá AT.

      O transtorno bipolar (TB) é uma doença para toda a vida. Não tem cura, mas pode ser controlado e sua manifestação está ligada a fatores ambientais e genéticos. Em boa parte dos casos, trata-se também de um problema que se herda dos pais. É o que explica o psiquiatra Ricardo Alberto Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e diretor presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB).

      O especialista afirma que o problema se caracteriza pela alternância, ao longo da vida, de momentos de depressão e euforia (ou mania), que podem ser leves, moderados ou graves. “O transtorno bipolar é mais frequente dos 18 aos 25 anos. Basicamente, é uma doença de adolescentes e adultos jovens. Filhos de pais com TB têm risco de 33% de ter a doença. Mesmo se não a apresentarem, carregam os genes. E se pai e mãe tiverem, a chance é maior ainda”, completa.

      De acordo com Moreno, o transtorno bipolar atinge o corpo e a mente, causando prejuízos para as atividades intelectuais, o trabalho, os relacionamentos interpessoais e, em casos mais graves, até para os cuidados vitais, como higiene, alimentação e sono.

      Dessa forma, é fundamental o tratamento medicamentoso, que pode ser acompanhado de psicoterapia.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  23. eu 5 de julho de 2016 às 17:35 - Responder

    Convivi 10 anos com meu marido com esses sintomas, porém nunca diagnosticado corretamente embora ia a psiquiatra onde ministrava terapia e mediação do tipo Resperidon/ Quetiapina e antidepressivos, porém quando ele se sentia bem abandonava o tratamento com a medicação e faz uso de álcool agravando o problema.
    Pois bem nesses 10 anos nossa relação teve altos e baixo como por exemplo de nos separarmos varias vezes e voltarmos todas as vezes.
    Atualmente estamos separados há 4 meses e nesse tempo ele esta com outra pessoa, porém já se separou algumas vezes dela, é sabido que manter uma relacionamento com uma pessoa que é portadora dessa doença é extremamente delicado, desgastante e requer muita paciência e amor.
    Nesses 4 meses nós falamos varias vezes que foram todas as vezes que ele deixou de ficar com a outra pessoa ( eu sei vcs devem estar pensando que eu não tenho amor próprio) mas trata-se de entendimento da doença e muito amor que sinto por ele.
    Em fim ele esta na crise a um tempo e acredito que quando há uma melhora volta a falar comigo, me envia mensagens lindas e logo no outro dia não me ama mais e me mantem afastada.
    Por fim com a ajuda dos pais os quais morávamos todos juntos ele aceitou a ir em outro psiquiatra (que eu recebi ótimas referências, mas ele nem sonha que foi eu que indiquei), iniciou o tratamento com novas medicações e estou de longe orando com muita fé para que ele não abandone o tratamento e quem sabe um dia voltarmos e eu estar ao lado dele.
    Fato que estou com minha vida parada e sofrendo muito essa distância meio perdida sem saber o que fazer e como reagir nesse momento de distância, pois hora me ama, hora me odeia me afastando e ficando com outra pessoa.
    É sabido que esta doença não tem cura, apenas tratamento e este só será eficaz se for muito regrado e quem estiver com ele realmente aceitar que será assim dependente de remédio e terapias por toda vida no intuito de controle pois não há cura.
    Esse relato é tão somente um desabafo, pois eu o amo e como estou afastada não consigo ajuda-lo somente de longe através dos pais dando meu apoio e ajudando no que é possível.
    Gostaria muito de me reaproximar, mas desta vez não sei como.

    • Equipe Abrata 6 de julho de 2016 às 20:25 - Responder

      Querida EU

      O seu depoimento revela uma pessoa de muito bom senso, amorosa e cuidadosa apesar de estar passando por momentos difíceis, ruins e sofridos. Sabemos também que não perdeu o seu amor próprio. Busca entender as atitudes do seu marido que é uma pessoa que apresenta o transtorno bipolar. Também sabemos que não é nada fácil conviver com um companheiro nos momentos das crises bipolares, em que os sintomas da doença conduzem todos os atos. E aceitar esses atos como decorrentes de uma quadro de uma doença não nada fácil na maioria das vezes. Mesmo a distância vc está zelando por ele, dando apoio aos pais dele e de certa forma a ele. Mas, aproveite este momento de afastamento para voltar o olhar prá vc mesma. Cuidar-se! É essencial. Fortalecer-se e preparar-se para o que a vida poderá lhe trazer. Seja junto com ele ou vivendo uma nova história. Que tal dar-se esse viver esse tempo que está sendo concedido a você e aguardar os movimentos naturais da vida. Com mais serenidade, tranquilidade, enxegará caminhos que poderão conduzi-la para diass mais felizez.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA
      *vamos publicar o seu depoimento na página DEPOIMENTOS deste Blog.

      • PL 18 de dezembro de 2016 às 14:51 - Responder

        Boa tarde,
        Acabei de ler este relato e estou muito emocionada. Tem uma semana que descobri que o meu marido sofre de um transtorno psicótico, a família dele sempre soube mas omitiu a informação. Há uma semana ele teve um surto afirmando que eu iria traí lo e que tem filmagens e confirmações disto. Entrei em desespero e achei que fosse um pretexto para acabar com a relação, e não entrava na minha cabeça, porque nunca brigamos, ele sempre foi muito dedicado e amoroso. Quando falei com minha terapeuta, ela sugeriu que eu conversasse com a família e foi assim que descobri. A semana passada ele pediu para voltar e é claro que voltei, tivemos uma semana maravilhosa, e quando acordamos ele disse ter tido outra visão de que iria me envolver com outro homem e sumiu… Disse que era outra pessoa e que a pessoa que ele havia conhecido não iria voltar mais e que nós ficamos apenas na lembrança. Sinceramente, não sei o que fazer, como agir eu quero ajudar e retomar meu casamento que sempre foi maravilhoso.

        • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 18:27 - Responder

          Olá PL.

          O que o companheiro de uma pessoa com transtornos mentais precisa fazer para ajudá-lo?
          A sequência de orientações que serão listadas a seguir, poderia ser adaptada a qualquer problema mais crônico ou básico que a pessoa possa ter, como problemas com drogas, com relacionamento com as pessoas ou com o trabalho. O primeiro passo é saber se a pessoa já percebeu que tem problemas que podem ser do transtorno bipolar, ou seja, se já consegue reconhecer que uma parte importante dos seus problemas pode ser explicado pela doença mental. Se ele não aceita, dizendo argumentos como “eu sou assim, nasci assim, não vou mudar”, ou “todos os problemas meus são os outros que ficam me causando”, então o trabalho vai ser tentar mostrar sempre que possível, informações sobre o transtorno , principalmente depois que essa pessoa faz um comportamento típico, sofre a consequência e se arrepende (por exemplo, depois que gastou demais). Sempre em momentos depressivos, a pessoa aceita mais, e nos momentos mais eufóricos, a pessoa aceita menos. Porém, o mais importante é fornecer à pessoa informações de boa qualidade, consistentes, no momento que essa pessoa possa aceitar melhor, e não no calor da emoção, como por exemplo no meio de uma briga, ou de uma crise de choro. Aos poucos, a pessoa vai entendendo melhor, e vai aceitando que pode ter o problema, até aceitar procurar uma ajuda.
          Você pode, portanto, buscar ajuda com os familiares e amigos para que pensem em estratégias de convencimento.
          Buscar informações seguras é muito importante. Leia os artigos publicados no site, no blog e no facebook da ABRATA.
          Busque, ainda, estar bem fortalecidas e certa de que enfrentará muitos desafios.
          Um grande abraço.
          Equipe ABRATA.

    • Anônimo 14 de julho de 2016 às 17:30 - Responder

      Eu passei por um relacionamento com um bipolar e graças ao grande apoio que tive das minhas amizades, venho me recuperando bem. Olhe para dentro de você, tente buscar sua identidade e veja se você quer viver uma vida inteira assim, de SOFRIMENTO. Aproveite esse final para se reconstruir, depois que essa fase passar, você verá como é libertador você se reconhecer novamente. Ter paz, tranquilidade, estabilidade… Nossa, o mundo passar a ser colorido novamente!

      • Equipe Abrata 17 de julho de 2016 às 11:11 - Responder

        Olá Anônimo

        Sabemos que conviver com uma pessoa que apresenta o transtorno bipolar em alguns momentos, poderá ser muito complexo e que exigirá do companheiro, da família e dos amigos muita dedicação e conhecimento acerca da doença. Mas, também precisamos saber e reconhecer que a doença mental de um familiar ou amigo, não é culpa dos familiares e nem dele.
        Não podemos curar o nosso familiar (apesar do desejo, do querer), mas podemos lhe oferecer apoio, compreensão e esperança. Seja qual for o caminho escolhido.
        Cada pessoa apresenta o transtorno bipolar ou a depressão de uma forma diferente, com sintomas também diferentes. Isto é, varia de pessoa para pessoa.
        A melhor maneira de cada um de nós sabermos sobre o que o meu familiar que apresenta o transtorno bipolar necessita, o ideal é perguntar diretamente para ele nos momentos de estabilidade e buscar mais conhecimentos acerca da doença. Promover sempre o caminho do diálogo,do repeitos e da manuntenção da dignidade seja qual for a escolha que será feita.
        Grande abraço
        Equipe ABRATA

  24. Anônimo 14 de julho de 2016 às 10:35 - Responder

    Olá,
    Moro em outro país, meu namorado não é brasileiro e tenho uma desconfiança grande que ele possa ser bipolar por todas alterações de humor que ele tem desde o início de nosso relacionamento. Temos poucos meses juntos, mas nesses meses tive que aceitar muitas crises dele de raiva, me ofendendo e sempre me empurrando pra outros caras. Tem 3 meses que peço pra ele ir a um psicólogo, ele foi, porém mentiu em todas sessões. Todos amigos e familiares dele dizem que ele não tem nada, talvez por diferença cultural. Agora terminei o namoro com ele e ele decidiu realmente procurar um tratamento. Hoje ele foi a um psicanalista. Qual seria o mais indicado nesses casos? Psicologo, psicanalista ou psiquiatra? As vezes me sinto egoísta, mas não sei se tenho energia pra lidar com tudo isso.

    Obrigada.

    • Equipe Abrata 17 de julho de 2016 às 11:35 - Responder

      Olá Anônima

      O ideal será buscar o apoio de um médico psiquiatra, pois é o profissional especializado que pode fazer o diagnóstico se uma pessoa apresenta um transtorno mental, no caso relatado a suspeita da presença de um transtorno bipolar. A busca pelo apoio de um psicólogo não foi equivocada. E quando já o psicólogo é um profissional mais experiente e conhecedor dos transtornos mentais ele naturalmente indica a consulta com um psiquiatra para definição de diagnóstico, que é dado somente pelo psiquiatra.
      O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria.Abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo.
      O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.
      O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior, não necessariamente um medicina ou psicologia.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  25. Marcio 21 de julho de 2016 às 07:00 - Responder

    Olá bom dia, fui casado por 17 anos e fiquei viúvo depois de uma longo tratamento contra o câncer, me casei novamente, e. algum tempo depois, e em menos de um ano já nos separamos umas dez vezes. De repente estamos vivendo sonhos e do nada desaba tudo, em segundos um homem romântico e calmo se transforma em um monstro, atacando com palavras pesadas. Observação: era assim também no primeiro casamento. Não sei mais o que fazer.
    Pois meu humor tem variações repentinas. Preciso de ajuda.

    • Equipe Abrata 23 de fevereiro de 2017 às 19:21 - Responder

      Prezado Marcio.

      A melhor maneira de obter as respostas desejadas é procurar um psiquiatra para a respectiva
      avaliação dos sintomas que apresenta.
      Somente esse profissional está habilitado a diagnosticar e a prescrever o respectivo
      tratamento.
      Procure ajuda, está bem?

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  26. José Nildo Salvador 22 de julho de 2016 às 16:09 - Responder

    O o meu nome é José, tenho 21 anos de casamento, minha esposa foi embora de casa abandonou tudo sem nem um motivo, abandonou eu e nossos filhos, ela era muito dedicada a casa, emprego, igreja, eu e nossos filhos.
    Ela estava falando que estava com depressão só que não dei atenção até que ela largou tudo e foi embora, preciso de ajuda, minha esposa tem todos os sintomas de bipolar mas se recusa de procurar ajuda, porque fala que não tem nem uma doença. ela variava muito de humor tinha dia ela tava muito feliz e dia que tava muito triste e brigava muito com os filhos depois se arrependia e ficava chorando.
    Ela tem dia que tÁ muito feliz e fala que não vai mais voltar pra casa e tem dia que ela tá normal ou triste fala que quer voltar, mas a mente dela varia muito e de repente muda tudo e fica brava, fala que não vai voltar e é assim o tempo todo, não sei o que fazer porque ela não aceita ajuda, fala que tá muito bem, mas como conheço ela a 26 anos sei que não tá nada bem.
    Eu e meu filho pedimos o tempo todo pra ela voltar, mas ela fala que prefere se matar do que voltar pra casa. E ela fala isso pro meu filho que tem 12 anos.

    Por favor me ajudem não sei o que fazer.

    • Equipe Abrata 13 de agosto de 2016 às 20:16 - Responder

      Caro José

      O seu relato sugere que a sua esposa pode estar apresentando os sintomas do transtorno bipolar. Mas somente um médico poderá fazer o diagnóstico. Vc pensou na possibilidade de uma outra pessoa da família, que não seja vc, possa conversar com ela para procurar um psiquiatra? Um irmã, prima ou uma amiga de que ela goste e confie.
      Infelizmente, quando a pessoa recusa tratar-se, ir ao médico, tomar a medicação tudo fica mais difícil para a própria pessoa e para a toda a família. Todos sofrem, iguais, nenhuma mias ou menos. As dificuldades são maiores quando a pessoa não aceita ser doente, não aceita ser cuidada, e em caso extremos é necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade. Com o passar do tempo, após o tratamento correto, a família e pessoa aprendem a identificar os primeiros sinais de uma recaída, antes que ele perca o senso crítico. Na maioria das vezes a pessoa que apresenta os sintomas da doença poderá considerar a ajuda uma interferência, mas será bom lembrar-se que isto pode ser um um sintoma da doença e não uma rejeição a família. Mas apesar disso a sua esposa necessita de tratamento, principalmente para fazer uma diagnóstico se é ou não transtorno bipolar.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  27. Anônimo 24 de julho de 2016 às 19:43 - Responder

    Oi. Meu ex é bipolar e se envolveu muito com meu sobrinho.
    Hj estou afastada dele, mas meu sobrinho vive dizendo que esta com saudade. Não sei se será bom pra eles se eu liberar um pequeno contato. Meu ex teve crise. Me culpou pelo término. Enfim… Não sei o quanto isso pode ser ruim pro meu sobrinho. Ele tem 6 anos.

    • Equipe Abrata 1 de agosto de 2016 às 14:38 - Responder

      Anônimo

      O contato com uma pessoa com transtorno bipolar poderá exigir mais atenção ou cuidados em momentos que ela apesenta os sintomas da mania/euforia, isto é esteja numa crise porque a pessoa nestes momentos poderá não ter percepção da alteração do seu humor que ora esteja passando. A pessoa estando estável não observamos problemas na aproximação nas fases em que ele estiver estável e medicado. Nos perídos das crises sugerimos explicar para seu sobrinho que o tio que ele tanto godto está doente e precisará aguardar um pouco. Não há necessiade de entrar em detalhes acerca da doença com a criança.
      No site da ABRATA também poderá baixar o livro GUial para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar em diversas situações. Link: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

  28. brenda 26 de julho de 2016 às 19:20 - Responder

    olá! estou há 4 meses com um rapaz, conheci-o quando ele estava se separando de sua mulher, ele estava muito triste para baixo e amargurado pelo término. Com o passar dos meses começamos a namorar, porém de uns tempo pra cá venho percebendo algumas mudanças de comportamento dele, ele diz que me ama e quando viaja diz qúe sente muita falta mas que tem medo de se magoar de novo, aí fica querendo saber do meu passado, querendo trazer à tona coisas que vivi antes de conhecê-lo aí uma hora ele acorda todo carinhoso e de repente ele começa a falar coisas nada a ver,, ou se estressa e começa a dizer que eu não o amo que eu minto, e depois no outro dia pede desculpas e diz que ama , a ultima crise dele foi quando ele me chamou de muitos palavrões me humilhou disse coisas horríveis e depois se desculpou mais ele nunca chegou a me bater, ele só fica muito sério, tirando que muitas vezes ele se sente deprimido, e diz que esta pensando nos fracassos dele no que aconteceu com ele ele diz que não confia nas pessoas.. eu digo a ele que não tenho medo dele,mas que ele tem esse distúrbio ele não fala nada. O que posso fazer para que ele possa se conscientizar que ele é bipolar, pois o amo muito e eu não o deixei até agora porque quero ajudá-lo com isso. Como posso agir com ele?como posso fazê-lo enxergar… porque às vezes ele fala as coisas e depois finge que nada aconteceu, e eu já conversei com ele sobre isso mas parece que nada muda! me ajude!

    • Equipe Abrata 23 de fevereiro de 2017 às 11:57 - Responder

      Olá Brenda.

      Leia um artigo publicado no site da ABRATA que se intitula “Descobri que meu companheiro é bipolar …
      e agora?”

      Entenda que alguns dos comportamentos de seu namorado ocorrem por causa do transtorno. Por exemplo, alguém que fala sem parar sobre si mesmo de modo egoísta ou com orgulho demasiado pode parecer arrogante ou autocentrado; em pessoas com transtorno bipolar isso é um sinal de mania, assim como comportamentos igualmente desagradáveis. Reconhecer que isso é um sintoma da doença e não um comportamento voluntário ajuda a entender essa condição, mas cuidado para não associar todos os humores dele com a doença – pessoas com transtorno bipolar podem ficar bravas ou tristes naturalmente também.
      Um jeito de entender a doença e apoiar seu namorado é perguntar como ele se sente sobre isso. Seja discreto e perceba se ele se sente confortável para falar a respeito antes de iniciar a conversa. Você pode simplesmente perguntar como ele está e obter alguma informação sobre o que está acontecendo, caso falar sobre a doença diretamente seja invasivo demais.
      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  29. ROSANGELA 31 de julho de 2016 às 13:33 - Responder

    OLÁ, SOU CASADA HÁ 20 ANOS E MEU COMPANHEIRO APRESENTA MUDANÇAS REPENTINAS DE HUMOR MAS NUNCA QUIS PROCURAR AJUDA. NEM PRA MIM FARIA TANTA DIFERENÇA POIS APRENDEMOS A ATURAR CERTOS MOMENTOS POIS NOS AMAMOS. SÓ QUE AGORA ESTÁ AFETANDO OS NOSSOS FILHOS TAMBÉM, POIS ATÉ COM ELES ELE APRESENTA MUDANÇAS DE HUMOR MAS NÃO ACEITA QUE ESTÁ TENDO PROBLEMAS. QUERIA SABER COMO LIDAR COM O ASSUNTO, ACHA QUE NÓS SOMOS SEMPRE OS ERRADOS. POR FAVOR, RESPONDAM ASSIM QUE PUDEREM. ME AJUDE A AJUDÁ-LO POIS SEI QUE ELE NOS AMA E TAMBÉM ESTA INFELIZ, OBRIGADA..

    • Equipe Abrata 23 de fevereiro de 2017 às 11:29 - Responder

      Olá Rosangela.

      A sua relação com o seu marido é boa, felizmente, o que proporcionará uma conversa franca a respeito
      dos cuidados com a saúde mental.

      A boa comunicação é essencial em qualquer relacionamento, e nesse é mais importante ainda, mas, dependendo do assunto, tome cuidado com o ânimo que a pessoa leva no momento.

      É de extrema importância que você tenha conhecimento sobre a doença e seus possíveis surtos.

      Para o bipolar, tudo e todos estão contra ele, então é importante que você demonstre sempre seu carinho a ele, e fale sobre suas preocupações.

      É interessante que o casal tenha alguma religião e que, não importando os problemas que a doença possa trazer, sempre terá um motivo para ficarem juntos, evitando um possível suicídio.

      Pelo menos nos fins de semana, tente marcar programas diferentes, como jantar fora, ir ao cinema, fazer um piquenique…

      É importante que você seja paciente com as crises dele e não brigue. Saiba se controlar, porque ele não sabe

      É de extrema importância que ele vá a um psiquiatra, caso contrário é impossível controlar as crises, mas não o obrigue. Fale com ele sobre isso, dê exemplos de pessoas que melhoraram com o tratamento etc.
      Esse é somente mais um obstáculo que o amor e a paciência podem vencer e, com o tratamento adequado pode ser controlado.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  30. Suzi 10 de agosto de 2016 às 22:43 - Responder

    Casei com um bipolar há 2 anos sem saber. Engravidei ano passado e as crises começaram a aparecer. Me abandonou grávida nos momentos/fase de mta irritação, depois acabávamos voltando. Afinal ele é integro, não faz uso de substâncias tóxicas, não me traiu…e somos uma família. Mas de quando o bebê nasceu até hoje, ele já me deixou 3 vezes.
    Está desempregado, eu estou me desdobrando para conseguir pagar as contas sozinha.. e quando chego em casa cansada do trabalho, com fome…ele não comprou nem um pão para o café.
    Um comportamento muito presente nele é de um pouco de perversão, parece gostar de me humilhar: diz que eu tenho q me virar, ameaça nos abandonar, deixa o bebê sem cuidados, já deu limão para o bebê chupar com 4 meses…minha pergunta é:
    “Esse comportamento perverso, pode vir da irritabilidade quando está aflorada? Ou será que ele tem outros transtornos?”

    • Equipe Abrata 23 de fevereiro de 2017 às 18:46 - Responder

      Olá Suzi.

      No início de sua mensagem você afirma que se “casou com um bipolar sem saber…”
      Então seu marido tem um diagnóstico. E não se trata, é isso?
      Quanto às suas questões, não é possível afirmarmos se ele tem algum tipo de transtorno.
      É fundamental que um psiquiatra avalie os sintomas que ele apresenta para prescrever o
      tratamento adequado.
      A nossa sugestão é que, enquanto não há um tratamento adequado, pode ser que seu marido
      apresente irritabilidade além da conta com o bebê.
      Esteja sempre vigilante.

      Muita força, um abraço grande.
      Equipe ABRATA.

  31. João Augusto 18 de agosto de 2016 às 19:05 - Responder

    Olá.

    Gostei muito do artigo.
    Estou com um problema com a minha ex-namorada. Ela apresenta comportamentos muito parecidos com os citados acima, tais como mudança de humor abruptas, decisões contraditórias, com grandes alterações em intervalos de tempo pequenos, momentos de grande tristeza, ouve vozes e já pensou em suícidio.
    Na ocasião do término, mostrou muita instabilidade, de forma que, às vezes me procura. Ela já fez terapia com um psicólogo, mas desistiu do tratamento. Já fez tratamento em centro Espírita,mas sem resultado.
    Tenho interesse em retomar a relação, visto que, ela me ajudou em muitas situações difíceis e estou preocupado porque sei que ela está em uma crise grande, apesar de não admitir. O problema é que ela não admite que precisa ir ao psiquiatra. Confesso que não sei como agir e vejo que o problema pode se agravar.
    Estou também frequentando uma terapia com um psicólogo para ver também os meus problemas. Ela não sabe disso, porque estamos afastados, apesar de que ainda nos falamos.

    • Equipe Abrata 23 de fevereiro de 2017 às 18:23 - Responder

      Olá João Augusto.

      Que bom que você deseja ajudar a sua ex-namorada. E deve mesmo, pois os sintomas merecem ser
      avaliados por um psiquiatra.

      Você possui um grande trunfo em suas mãos. Disse que talvez ocorra o aproximação entre vocês;
      coloque isso como uma condição para uma vida amorosa saudável.

      Achamos que a sua psicóloga pode ajudar em criar estratégias capazes de vencer as resistências
      do não tratamento.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  32. Wadson Costa Almeida 13 de setembro de 2016 às 03:12 - Responder

    Olá , então ,meu nome é Wadson,tenho 23 anos e eu namoro com minha uma garota chamada Pollyana de 23 anos também,e eu vivo numa situação meio difícil. Nós temos 1 ano e 3 meses de namoro… E nós nos amamos muitos,estamos com planos até de nos casarmos, mas, ao observar algumas atitudes dela, e de muito pesquisar na internet, eu cheguei a conclusão e percebi que ela estava com Transtorno bipolar ,pois ela está com ciúme exagerado ,logo causando possessividade, causando também insegurança e preocupação.
    E muitas são as vezes que discutimos por besteiras e brigamos por ciúmes dela…e às vezes ela até fala em terminar o nosso relacionamento na hora que ela esta em crise,mas depois volta e age normalmente comigo com carinho…e ela não reconhece os próprios erros…e agora o que devo fazer ?
    Quero ajudar minha namorada e ter um relacionamento saudável …
    O que fazer ? E como fazer ?

    Obs : me ajudem ,nao quero perder a pessoa que amo…estou desesperado…

    • Equipe Abrata 12 de fevereiro de 2017 às 16:53 - Responder

      Olá Wadson.

      A melhor maneira de ajudar a sua namorada é procurarem juntos um médico psiquiatra para avaliar os sintomas e fornecer
      um diagnóstico. E também, e se for o caso, ministrar o tratamento medicamentoso.
      É importante, também, combinar o tratamento com medicações com psicoterapia. Um tratamento apropriado com acompanhamento
      correto pode ajudar a ter uma vida produtiva, com qualidade e satisfação.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  33. Bárbara Souza 13 de setembro de 2016 às 09:34 - Responder

    Olá, estou passando por uma situação bem parecida com os demais pois é bem difícil o convívio com o meu companheiro. Em sua família, a sua mãe teve problemas psicológicos quando seu pai faleceu então já fico receosa que ele possa chegar a ficar igual. Ele tem problemas com álcool e é propenso a vícios, principalmente jogos, ele sisma com meu passado pois já tive outros relacionamentos, ele fala como se estivesse vivido junto comigo esse passado e vive me agredindo com palavras. Sempre quando discutimos, ele distorce todas as palavras que eu falo e começa se fazer de vítima, sem contar que ele repete muito as coisas e muitas vezes, parece encabulado e isso é com músicas, pessoas,religião, defeitos dos outros entre outros. Já pedi para irmos em um psicólogo ou outro especialista apenas para conversar, mas ele se recusa, fala que não vai, porque as pessoas são diferentes mesmo e ele faz exames psicológicos pela empresa que trabalha e que sempre dá tudo normal.
    Obs.: Ele trabalha com arma de fogo, fico preocupada com alguma crise que ela possa ter.
    Obrigada!

    • Equipe Abrata 12 de fevereiro de 2017 às 16:46 - Responder

      Prezada Bárbara.

      De acordo com especialistas, as drogas, como o álcool, podem causar reações psicóticas e pode exacerbar os sintomas daqueles diagnosticados como esquizofrenia e transtorno bipolar. Quem tem tendência à psicose pode passar a vida toda sem ter nenhum tipo de manifestação. Mas com o uso de drogas acaba desenvolvendo transtornos mentais, como alucinações, depressão, síndrome do pânico e esquizofrenia”.

      Explicações Científicas.
      Um dos modelos científicos que tenta explicar esta associação entre o uso de substâncias psicoativas e os distúrbios psíquicos seria uma pré-disposição para a doença mental. Neste caso,a droga apenas desencadearia e agravaria os sintomas mentais adormecidos.

      O segundo modelo mostra que essa associação se dá em função do indivíduo que apresenta algum distúrbio psíquico e busca na droga um alívio ou espécie de “automedicação”. Ela aliviaria os sintomas de sua ansiedade, depressão, angústia, medo e outros sintomas desta ordem. Existem mais modelos, mas estes dois são os mais facilmente compreendidos.

      Uma explicação mais simples é que as substâncias psicoativas atuam justamente na neurotransmissão do cérebro. Todo nosso trabalho mental: pensamentos, sentimentos, ideias, comportamentos são devido à presença de substâncias no cérebro que são chamados de neurotransmissores (como serotonina, adrenalina, noradrenalina, dopamina entre outros). O aumento destas substâncias no cérebro pode produzir aceleração, euforia, insônia; e ao contrário a diminuição delas causa letargia, fadiga, depressão. As substâncias psicoativas (drogas) agem justamente nesse mecanismo, e com os neurotransmissores alterados podemos ir de um estado de euforia até um estado de psicose (ouvir vozes, ter alucinações) ou em polo contrário, de um simples estado de lentificação mental até a depressão profunda.

      A melhor providência a ser tomada é conduzir o seu marido, com muita paciência e amor, a uma consulta psiquiátrica.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  34. ana paula 23 de setembro de 2016 às 14:38 - Responder

    Boa tarde. Separei-me há dois anos do meu marido com quem vivi por 18 anos. Ele é um ótimo profissional na área em que atua, mas é viciado em drogas e bebida então não aguentei e me separei. Ele me culpa pela separação até hoje e depois que nos separamos ele iniciou uma busca por outra mulher, saiu com várias e não conseguiu manter um relacionamento normal com nenhuma e sempre me procura. Ele teve uma crise muito forte e toda vez que ele perde a razão me procura, ele disse que quer ter a família de volta e fica tentando com outras pessoas mas ainda não conseguiu. Ele foi a um psiquiatra, o médico passou remédio mas ele não toma certinho e já teve outra recaída.Falei com minha psicóloga e ela me instruiu a pesquisar sobre bipolaridade. então comentei com o chefe dele que conversou com o médico que o diagnosticou como bipolar … tem momentos de muita tristeza e admiti querer a família de volta, mas quando passa vem a fase da euforia que então diz que não me quer e busca um relacionamento com outras mulheres, mas que todos sabem que não vai dar certo pois ele paralisa o tratamento e acha que vai controlar o vicio sozinho.. preciso de ajuda.

    • Equipe Abrata 10 de fevereiro de 2017 às 18:52 - Responder

      Olá Ana Paula.

      Pela leitura de sua mensagem, lê-se que o seu marido não tem um diagnóstico fechado de transtorno bipolar.
      Parece-nos que tem um problema com bebida e drogas. E se for realmente bipolar, a situação piorará com o uso dessas substâncias.

      Bem, postamos um trecho de um artigo publicado no site da ABRATA sobre o assunto abordado em sua mensagem.

      “COMO AJUDAR PESSOAS COM TRANSTORNOS DO HUMOR E COM USO PROBLEMÁTICO DE SUBSTÂNCIAS.

      O primeiro aspecto a ser considerado é a negação do problema. Uso, abuso e dependência devem ser reconhecidos e enfrentados, antes de tudo, pelos indivíduos acometidos. Isto pode ser difícil devido a motivos diversos como desinformação, medo de não poder superar as dificuldades e de desvalorização por parte de outras pessoas e de si mesmo. Por isso, é fundamental o abandono de atitudes preconceituosas. Isto vale tanto para o usuário, como para os familiares, amigos e profissionais de saúde. Ter problemas com álcool e drogas não significa fraqueza de caráter ou falta de “boa vontade” e respeito para com as pessoas próximas. São condições, geralmente patológicas. E mais ainda, são tratáveis.

      É fundamental que um psiquiatra seja consultado e todas as informações devem ser fornecidas, do modo mais franco e aberto possível. Mesmo que uma pessoa acredite que o uso que faz de uma substância não seja prejudicial a sua saúde, isto deve ser discutido e esclarecido junto ao médico. Quando há comorbidade entre transtorno do humor e transtorno de uso de substâncias, o tratamento para ambos deve ocorrer ao mesmo tempo.

      Vários medicamentos são de grande utilidade, tanto para o tratamento das depressões e dos quadros de mania, hipomania ou mistos. Assim também é no que diz respeito ao cuidado contínuo que visa evitar ou minimizar o surgimento de novos episódios da doença. Do mesmo modo, para os transtornos decorrentes de uso de álcool e outras drogas, os remédios podem ter papel muito importante no conjunto das ações terapêuticas. Além do tratamento farmacológico, diversas modalidades de intervenções psicossociais, como as psicoterapias e ações de reintegração social, podem ser preciosas. Medicamentos devem ser sempre prescritos por médicos com experiência nessas áreas e as intervenções psicossociais por pessoas com formações específicas, como psicólogos e assistentes sociais (embora existam médicos psiquiatras que têm formação adicional em psicoterapia e estejam capacitados para participar também nesta parte do tratamento)”.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  35. Claudiane 28 de setembro de 2016 às 19:01 - Responder

    Olá,
    meu namorado convive com o diagnóstico de bipolaridade já há alguns anos. Desde que recebeu o diagnóstico, toma a medicação. Na primeira crise, quando descobriram a doença, ele foi internado, pois devido a um diagnóstico de depressão,lhe deram a medicação errada e piorou os sintomas. Entretanto, devido a muitas tarefas de trabalho e estudo, há cerca de dois meses, ele voltou a procurar a psiquiatra, pois estava na fase da mania. A médica indicou alguns medicamentos (ele esta tomando mais de 5 remédios) e também indicou que ele descanse. A médica o proibiu de fazer todas as atividades, entre elas as disciplinas que faltam para ele concluir seu curso (são os estágios). Com isso, ele fica triste, pois sabe que está a atrasar o curso e também sua vida. A minha questão é: privar um paciente de suas atividades rotineiras não é pior para o tratamento? já que ele fica o dia inteiro sem fazer nada e devido a medicação, só fica a dormir. Tenho dúvidas sobre esse tratamento, uma vez que esse tratamento só é a base de remédios que o faz dormir ou ficar com o corpo pesado. De 15 em 15 dias ele está a fazer exames, e o nível de humor (uma substância que mostra se o humor esta regularizado através de analises do sangue) não está normal. A médica indicou para que ele fique internado, mas ele não quer, pois sabe que lá no hospital só lhe dão remédios. Comigo ele está agindo normalmente, mas o sinto triste por ser proibido de ir à faculdade. Além disso, essa proibição não o está ajudando a melhorar. Concordo com a médica quando ela diz para evitar emoções fortes ou situações de stress, como sair à noite,mas se ele estivesse trabalhando, ele não poderia trabalhar? ir ao emprego? a vida pára quando se faz o tratamento? Eu não sei o que fazer para ajudá-lo, só acho que ele ficando em casa sem fazer nada, só dormindo o deixa ocioso e lhe faz mal. Mas eu não digo isso a ele, só o peço para que ele tenha calma e que siga as orientações da médica para melhorar.

    • Equipe Abrata 10 de fevereiro de 2017 às 18:25 - Responder

      Olá Claudiane.

      Você já pensou na hipótese de procurar outro profissional? Pode parecer uma medida drástica mas, às vezes, dá bom resultado.
      Converse com o seu namorado se há disposição de passar por nova consulta, afinal é ele que tem interesse em melhorar.
      Também é importante procurar a ajuda de um psicoterapeuta. A combinação do tratamento medicamento com terapia tem sido
      recomendada pelos especialistas em transtornos afetivos.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  36. Zilda Teles De Araújo 8 de outubro de 2016 às 21:14 - Responder

    Fiz uma bariátrica há mas de seis meses, estou tão nervosa que não consigo parar de tremer, estou brigando muito com meu esposo, acho que estou descontrolada, choro muito, estou vivenciando um luto do meu amado irmão ele partiu há sete meses, meu marido me estressa.

    • Equipe Abrata 9 de fevereiro de 2017 às 11:19 - Responder

      Querida Zilda.

      Procure um médico psiquiatra para consultar-se para que lhe ofereça um diagnóstico correto diante dos sintomas que você apresenta.

      Para tudo há uma solução: se você estiver com depressão, o acompanhamento adequado lhe trará muitos benefícios.

      Ajude-se, está bem?

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  37. Eu sei do que falo 31 de outubro de 2016 às 16:55 - Responder

    Tudo é muito bonito e inspirador., porém quando chegar a um ponto ( e vai chegar !! ) em que o seu/sua companheiro/a desce ao inferno MAS pega na sua mão e leva junto….ai dói….e supera-se da primeira….segunda…terceira…..mas um dia a força falta…e as viagens nesse elevador serão constantes .
    Ame o seu próximo….mas não se esqueça também de si e dos seus e de quando isto a/o vai transformar , enegrecer e tirar paciência /tempo para todos os que estão próximos e também precisam.Acreditem que não são palavras fáceis, estas que vos deixo , e são bem regadas por muitas lágrimas ao longo de inúmeras batalhas .

    Força a Todos

    • Equipe Abrata 7 de fevereiro de 2017 às 08:57 - Responder

      Olá.

      Agradecemos a sua mensagem.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  38. Gabriela Santos 2 de novembro de 2016 às 23:37 - Responder

    Sou casada há 12 anos. Há cerca de 9 anos meu marido foi diagnosticado como bipolar e o convenci a se tratar. Rodamos especialistas… Estudei muito e descobri o Lítio como uma boa medicação. Encontrei um psiquiatra maravilhoso que manteve meu marido estável, na medida do possível, nos últimos anos.
    Entretanto, há um ano ele se recusa a tomar a medicação e começou a ter comportamentos inadequados a um homem casado (mulheres).
    Tenho feito de tudo para salvar meu casamento, mas não aguento mais essa situação… Nossas finanças estão em colapso pq ele gasta muito com as farras junto aos “amigos” oportunistas que adoram quando ele oferece festas semanais com bebidas e, algumas vezes, mulheres…
    Queria salvar meu casamento, minha família, dar ao meu filho de 2 anos a oportunidade de crescer ao lado do pai dele… Mas a situação está insustentável…
    Eu acho que os outros 3 casamentos dele não deram certo porque ele fazia essas coisas… Mulher alguma aguenta isso.
    Estou fazendo terapia porque eu o amo mas estou muito infeliz e, a menos que aconteça um milagre, nosso casamento está com os dias contados…
    Viver neste sofrimento é me matar aos poucos, dia após dia…

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 17:24 - Responder

      Olá Grabiela.

      A dificuldade de reconhecer-se doente e aderir ao tratamento não é exclusiva dos pacientes do transtorno bipolar.
      É observada, também, entre pessoas que fazem tratamento de doenças crônicas.
      Entretanto, nos casos do transtorno bipolar existem razões-chave reconhecidas como causas de interrupção temporária
      ou abandono definitivo do tratamento medicamentoso.
      Primeiramente, alguns pacientes não conseguem tolerar os efeitos colaterais de determinados estabilizadores do
      humor, como ganho de peso, náuseas, tremores finos das mãos, sonolências e outros.
      Outra razão bastante conhecida é o abandono do tratamento após melhora inicial, ou seja, o paciente permanece sem
      episódio/crise por um determinado período de tempo e por isso acredita que está “curado” e deixa de usar a
      medicação.
      Nesses casos, deve-se alertar que a interrupção do tratamento aumenta o risco de futuras recaídas, diminui a chance
      de resposta a tratamentos futuros e determina um curso mais grave para a doença.
      Você, querida, tem que encontrar o momento certo para convencê-lo a se tratar.
      Leia o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR, que você pode baixar gratuitamente no site:
      https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  39. Suelene Ferreira da Silva 12 de novembro de 2016 às 08:36 - Responder

    Eu sou bipolar, meu esposo sai me deixa sozinha para beber com os amigos e me humilhar .Já não sei o que fazer.

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 11:10 - Responder

      Olá Suelene.

      É muito importante que você faça psicoterapia juntamente com o tratamento medicamentoso.

      A terapia cognitivo comportamental, por exemplo, é um método estruturado, que ajuda o paciente a reconhecer seus pensamentos negativos e seus padrões de comportamento e a modificá-los. Em muitos pacientes, esse tipo de terapia pode ser benéfico. Sabe-se também que a terapia cognitivo-comportamental é útil no tratamento de outros transtornos do humor, como a depressão e a ansiedade, e os estudos vêm mostrando que pode ser benéfica também no tratamento do transtorno bipolar. Nesses pacientes, os objetivos da terapia cognitivo-comportamental são: (1) aprender a reconhecer os episódios de mania, antes que eles atinjam o máximo de intensidade e a mudar o comportamento durante a crise; (2) aprender como tolerar o episódio depressivo, desenvolvendo comportamentos e pensamentos que ajudam a neutralizar o humor negativo.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  40. Any Deniza 17 de novembro de 2016 às 17:39 - Responder

    Ola ,

    Meu nome é Any , terminei há pouco tempo com meu namorado , pois ele era maravilhoso mas de repente começou a colocar na cabeça que eu ficava com um vizinho dele , que conheço há muito tempo atras mas nem tenho mas contato , do nada ele começou com isso e ele ficava agressivo quando falava disso , terminamos apos uns dias voltamos e ele colocou na cabeça que eu estava tendo um caso com um cara do serviço dele que eu nem conheço , me xingou de tudo quanto é nome , nunca imaginei que ele faria isso comigo. Não entendo o porque ele é assim , nunca o traí , nunca fiz nada , tenho duas filhas que crio sozinha , não tenho tempo pra nada , nem sair eu posso direito e o cara ainda imagina tudo isso , ele escuta alguém falando alguma coisa ele acha que é pra ele , ele acha que a pessoa esta falando de mim , mesmo a pessoa nem conhecendo , como é o caso desse rapaz do serviço dele , que sabe lá Deus quem é , gostaria de saber o que ele tem ?

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 10:35 - Responder

      Olá Any.

      Não somos médicos para avaliar os sintomas de seu ex-namorado.
      Somente um profissional é capaz de fazê-lo.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  41. Michelle Martins 18 de novembro de 2016 às 19:46 - Responder

    Sou casada há 10 anos e meu marido vem apresentando variações de humor. Em questão de minutos ele muda da água pro vinho e eu sempre sou o alvo.
    Quando alguma coisa não está do jeito que ele quer ele explode, me ofende, manda ir embora de casa e quando o surto passa, se comporta como se nada tivesse acontecido e detalhe, a culpa é sempre minha sem mesmo saber o motivo.
    Pode me orientar como posso lidar com essa situação? Estou desorientada. Grata.

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 10:24 - Responder

      Olá Michelle.

      A melhor maneira de se obter um diagnóstico é procurar um médico psiquiatra para avaliar os sintomas e indicar o tratamento
      adequado.
      Para conversar com seu marido sobre a eventual ida ao psiquiatra, espere um momento em que ele esteja tranquilo e aberto ao
      diálogo.
      Veja bem: se se tratar de transtorno bipolar, saiba que há controle dos sintomas com o uso sistemático de medicamentos. A
      vida da pessoa com transtorno bipolar pode ter qualidade com o tratamento, que auxilia também no melhor relacionamento
      familiar e interpessoal.

      Estamos à disposição para mais informações.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  42. Fabiana Nascimento 2 de dezembro de 2016 às 14:59 - Responder

    Convivo há cerca de 7 anos com meu marido que tem transtorno bipolar, cada dia é um dia. Apesar de todo o tratamento, não conseguimos uma estabilidade da doença. Atualmente ele tem se apresentado agitado, agressivo, irritado e tudo ou qualquer posicionamento meu ele perde o controle. Já procuramos um psiquiatra, estamos nas tentativas das medicações para que a dosagem seja eficaz no tratamento. Mas nestes momentos, recorro a Deus, porque somente Ele pode me ajudar a ter força para enfrentar os momentos de crise. Por várias vezes já nos separamos, na maioria delas ou eu saio por medo ou ele me expulsa. Aprendi a estudar sobre o assunto. Aprendi a lidar com a doença dele, e ainda assim, ele sempre se demonstra agressivo. Às vezes me pergunto: Por que estou aqui? Por que não desisto? Por que e para que insistir em algo que não dará certo?! Vivo com a corda no pescoço… mas vou persistir. Pela minha família, pelos meus filhos… que mesmo apesar de tudo, amam o pai, e ele sabe disso. Não é fácil. Às vezes tudo que quero é que ele fosse normal. Ele me limita, me sufoca… ainda assim, por saber que é uma doença, tento remediar… Mas ele na crise não vê… não enxerga o que faz comigo. Me massacra, com atitudes, palavras, ofensas, inverdades… falta de respeito total. A conversa se torna limitada. Ele fala e eu obedeço. Mas não sei até quando… talvez até o amor minar.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 19:22 - Responder

      Prezada Fabiana.

      Bem, sabemos que não é fácil a convivência com a pessoa que tem o transtorno bipolar. São as oscilações do humor, a irritabilidade, os
      pensamentos acelerados, o aumento da autoestima, a impulsividade e vai por aí afora.

      Em nossos Grupos de Apoio Mútuo, os familiares têm as mesmas impressões que você manifesta. Com o compartilhamento, fica demonstrado
      que os cuidadores devem se cuidar também para que haja o fortalecimento psicológico.

      Assim, muitos deles fazem psicoterapia; outros optam pela participação em grupos de ajuda; há aqueles que não discutem mais, demonstram
      a paciência que conseguem em grupos da Igreja, de amigos, etc.

      Sugerimos que você também procure alternativas para ter uma boa qualidade de vida. São muito louváveis as suas preocupações com a
      família mas não esqueça que você é humana e precisa de cuidados.

      Leia, se quiser, o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode ser baixado gratuitamente no seguinte
      endereço eletrônico: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Estamos à disposição para mais informações.

      Um grande abraço.

      Equipe ABRATA.

  43. Diogo Pereira Machado 4 de dezembro de 2016 às 19:03 - Responder

    Olá. Tenho 32 anos e recentemente entrei numa relação com uma mulher da mesma idade, foi muito intenso o nosso envolvimento e quando menos percebi estávamos morando juntos, porém logo percebi que algo estava estranho, coisas simples viravam brigas “da parte dela” em que ela dizia que era o fim da relação, que iria embora, que ela não queria mais isso, etc. Porém ela não ia embora, e sempre dava um jeito de voltar atrás … Tipo de noite ela quebrava o pau chorando que não queria isso pra vida dela e de manhã estava chorando querendo reatar, para esquecermos tudo que aconteceu …

    Fora os episódios onde claramente ela mentia pra mim, e para não gerar mais brigas, eu fingia acreditar nela, pois ela era muito imprevisível e não queria briga, pois conseguiria argumentar até desmenti-la 100% …
    E ela gosta de drogas (não usa álcool nem cocaína)… principalmente antidepressivos e maconha, usa todo dia … e isso está me desgastando, pois ela não está trabalhando e não cuida da casa, troca a noite pelo dia … fica o dia inteiro no sofá …

    Também reclama de doenças que tem, não sei o quanto é verdade, diz que não vai viver muito tempo, reclama de cansaço constante, não sai de casa, não fica no facebook nem whatsapp, o que muita gente faria se ficasse o dia todo em casa …
    Daí comecei a desconfiar que ela seria bipolar, quase todo mundo que falo sobre o comportamento dela também me diz a mesma coisa, já até vi no whatsapp dela um grupo denominado “bi-polar” … daí minhas desconfianças tem certo fundamento.

    Ela já me contou que no passado já foi diagnosticada com depressão profunda e bipolaridade, mas as reações adversas dos medicamentos foram tão desagradáveis que ela parou de tomar e foi buscar ajuda de outros profissionais, e só se deu bem com uma médica ortomolecular que passou um monte de fórmulas para ela manipular, e me disse que o cansaço e desânimo passaram e ela ficou bem …

    Enfim não sei o que fazer, pois ela já passou em psiquiatra no passado e não sei como conversar com ela, gosto muito dela e não queria desistir, porém as brigas estão ficando cada vez mais constantes e intensas, e ela implica com tudo que a incomoda, até com meu emprego, e isso está gerando muito atrito. Se alguém pudesse me orientar a melhor forma de chegar nela … de como agir … de como lidar … pois estou enlouquecendo.

    Desde já agradeço o espaço.
    Obrigado

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 18:56 - Responder

      Prezado Diogo.

      Vamos passar a você algumas informações sobre o transtorno bipolar.

      O Transtorno Bipolar é uma doença que apresenta como principal característica distúrbios do humor, quase sempre
      na forma de oscilação ou flutuação entre os polos depressivo e eufórico/agitado, podendo também apresentar-se como
      uma mistura dos sintomas de ambas as polaridades.

      Além das alterações do humor, o transtorno bipolar pode prejudicar outras funções do indivíduo, como:
      – cognitivas: capacidade de raciocinar, de memorizar, de focar a atenção;
      – velocidade das reações motoras: aumento ou diminuição dos movimentos;
      – ritmos biológicos: insônia ou excesso de sono;
      – alterações impulsivas: agressividade, desejos suicidas;
      – alterações compulsivas: compra, jogos, abuso de drogas e sexo compulsivo.

      Além disso, esses transtornos prejudicam a funcionalidade dos pacientes e seu desempenho no trabalho, dificultam os
      relacionamentos afetivos e familiares, causam conflitos e geram sofrimento entre familiares e amigos.

      Como ajudar uma pessoa com esse transtorno?

      O mais importante é procurar um médico psiquiatra para iniciar as avaliações necessárias para confirmação do
      diagnóstico.
      O tratamento medicamentoso e a psicoterapia ocasionam a estabilidade do paciente, que pode levar uma vida satisfatória.

      Com paciência e amorosidade você conseguirá ajudar a sua namorada.
      É um grande desafio … se estiver preparado, encare essa etapa.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  44. Jessica Marcela Prudente 10 de dezembro de 2016 às 22:12 - Responder

    Olá, o meu nome é Jessica, sou casada há 4 anos. Durante o noivado tinha pouco contato com meu noivo pela distância e logo me casei.Assim que me casei meu marido começou a demonstrar sinais de transtorno bipolaridade mas, principalmente, nervosismo .No mesmo dia problemas pequenos se transformam em gigantes, seu nervosismo é fora do comum, diz palavras horríveis e ofensivas até para nossas filhas pequenas .Minha missão é tentar convencê-lo a se tratar mas ele não aceita, acha que é apenas nervoso .Sendo que afeta toda a família mesmo de longe .

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 19:33 - Responder

      Olá Jessica.

      Você afirma que o seu marido começou a apresentar os sintomas de bipolaridade após o casamento. Perguntamos a você: ele foi
      diagnosticado por médico psiquiatra? E não aceita tratamento?
      Bem, em caso positivo, podemos partilhar com você algumas dicas para lidar com paciente bipolar:

      Apoie o paciente em momentos difíceis. Mantenha os medicamentos na dose certa e no horário prescrito;
      Seja firme e tenha paciência. Isso porque o relacionamento com o paciente em euforia pode ser desgastante;
      Detecte com o paciente os primeiros sinais de uma recaída; se ele considerar como intromissão, afirme que seu papel é auxiliá-lo;
      Fale com o médico em caso de suspeita de ideias de suicídio e desesperança;
      Estabeleça regras de proteção durante fases de normalidade do humor, como retenção de cheques e cartões de crédito em fase de mania;
      Auxilie a manter boa higiene de sono e programe atividades antecipadamente.
      Não exija demais do paciente e não o superproteja; auxilie-o a fazer algumas atividades, quando necessário;
      Evite demonstrar sinais de preconceito que favoreçam ao abandono do tratamento;
      Aproveite períodos de equilíbrio para diferenciar depressão e euforia de sentimentos normais de tristeza e alegria;
      Participe de terapias familiares em grupo, conjugal e orientações psicoeducacionais.

      Há também um livro que você pode baixá-lo gratuitamente, é o GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR.
      O endereço eletrônico é: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  45. Paula 13 de dezembro de 2016 às 14:59 - Responder

    Meu marido foi diagnosticado como bipolar e toma medicamentos. Ele ja foi internado algumas vezes e passou por eletrochoques na interação. Desde que soube me.sinto muito insegura com o que pode acontecer. A familia nao gosta de falar muito mas me disseram que ele nunca foi agressivo, sempre foi responsavel com os gastos, nunca deveu ninguem, nunca tentou suicídio e não é depressivo. Ele sempre foi mais observador e não é de ter amigos. Um homem mais reservado, isso desde de pequeno. Uma caracteristica é o egoismo e isso ele assume e me magoa muito. De um.momento de introspecção ele solta um sorriso e conversa. Parece que pensa um milhão de coisas ao mesmo tempo. As vezes me questiono se o que ele tem é bipolaridade. Procuro ler bastante sobre isso mas não consigo ver as caracteristicas. Antes de saber achava apenas que era um homem mais reservado e agora me vejo cheia de duvidas… se puderem me ajudar, agradeço. Devo procurar uma terapia?

    • Equipe Abrata 7 de março de 2017 às 17:03 - Responder

      Prezada Paula

      Vc relata algumas características do seu marido que sugerem uma possibilidade de bipolaridade. Sugerem, veja! Somente o psiquiatra poderá lhe dizer se ele tem ou não o transtorno bipolar. O ideal será vcs procurarem o apoio de um psiquiatra e reatar a ele, assim como relatou a nós sobre os comportamentos do seu marido. Buscando apoio com o profissional especializado, vc poderá vislumbrar uma vida conjugal mais amorosa e em paz. Caso não seja a bipolaridade o médico também poderá orienta-los qual o caminho a tomar. Procure dialogar com o seu marido sobre a possibilidade de buscar orientação com o psiquiatra. Na torcida apra que vc consiga convence-lo.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  46. Paula 13 de dezembro de 2016 às 15:27 - Responder

    Meu marido foi diagnosticado como bipolar e toma medicamentos. Ele já foi internado algumas vezes e passou por eletrochoques na internação. Desde que soube me sinto muito insegura com o que pode acontecer. A família não gosta de falar muito mas me disseram que ele nunca foi agressivo, sempre foi responsável com os gastos, nunca deveu a ninguém, nunca tentou suicídio e não é depressivo. Ele sempre foi mais observador e não é de ter amigos. Um homem mais reservado, isso desde de pequeno. Uma característica é o egoismo, isso ele assume,e me magoa muito. De um momento de introspecção ele solta um sorriso e conversa. Parece que pensa um milhão de coisas ao mesmo tempo. Às vezes me questiono se o que ele tem é bipolaridade. Procuro ler bastante sobre isso mas não consigo ver as características. Antes de saber achava apenas que era um homem mais reservado e agora me vejo cheia de duvidas… se puderem me ajudar, agradeço. Devo procurar uma terapia?

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 18:56 - Responder

      Olá Paula.
      Procure fazer psicoterapia, exercício físico e tudo aquilo que for importante para o seu bem-estar, afinal os cuidadores devem se tratar,
      Você pode baixar na internet o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR. O endereço eletrônico é:
      https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  47. luci 9 de janeiro de 2017 às 19:32 - Responder

    Sou casado há quase três anos, minha esposa tem bipolaridade. Durante o namoro ela tinha altos e baixos, mas eram uma vez ou outra no ano, ficando um ou outro dia sem sair de casa.
    Casamos e fomos morar longe de nossas famílias, depois de alguns meses ele entrou em depressão profunda, alternava o humor em depressão e agressividade. Nunca sabia quem iria encontrar em casa, tinha dias que ao chegar ela me beijava outros ela nem olhava na minha cara e ia dormir sem falar comigo. Tentei de todas as formas achar aonde eu estava errando, pensava que era por algo que tinha deixado de fazer ou reparar.
    Por fim ela foi ao psiquiatra. No inicio do tratamento a coisa ficou mais terrível ainda, com os medicamentos a coisa ficou mais imprevisível ainda. Por fim, foi diagnosticada como bipolar. Acho um medicamento que surtiu efeito e o humor ficou com menos oscilações.
    Mesmo assim o convívio é muito difícil, as alterações apesar de mais brandas são muito constantes, ela evita o contato social de todas as formas, briga por coisas sem lógica. O relacionamento vem minguando, pois de é muito complicado conviver com ela.
    Gostaria de ter filhos, mas não gosto nem de imaginar em colocar uma criança para crescer em nossa casa diante do mal estar frequente que paira no ambiente.
    Penso em me separar, mas gosto dela e além de tudo fico preocupado por tê-la trazido para tão longe, ela nunca contou do problema para os pais e se nos separarmos ela irá ficar sozinha.
    Minha cabeça está em parafusos.

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 12:05 - Responder

      Olá Luci.
      Felizmente, o seu ente querido aderiu ao tratamento para o transtorno bipolar, posto que é essencial para a estabilidade da doença.
      Sugerimos que associe ao tratamento medicamentoso uma terapia para ajudá-la a organizar as suas emoções, sentimentos e comportamentos.
      Assim, as chances de melhora são muito grandes, podendo conduzir a sua vida de modo satisfatório.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  48. jana 15 de janeiro de 2017 às 09:16 - Responder

    Meu esposo apresenta alguns sintomas que eu gostaria de identificar o que é, ele tem acessos de raiva e medo de ser abandonado. Em algumas ocasiões em que quis me separar ele foi agressivo e quebrou as coisas dentro de casa, em uma ocasião no mês de dezembro chegou a tentar me enforcar, nunca antes ele tinha me agredido, ele diz ouvir vozes e sentir raiva o tempo todo. Ele apresenta vontade extrema em beber bebida alcoólica, desde esse ultimo episódio concordou em beber apenas cerveja, sendo que antes eram bebidas fortes e sempre pura, ele apresenta oscilacão de humor e não responde bem aos eventos negativos da vida, foi diagnosticado como esquizofrênico em um episodio de crise, porém não encaixa nos sintomas de raiva, e esse e o principal sintoma, ele as vezes se apresenta depressivo e sempre se encontra em estado negativo, exceto nos momentos anteriores as crises no qual ele costuma estar com bastante energia e querendo consertar algo, organizar ou arrumar, sendo sempre seguido por um estado facilmente irritável, no qual fica a beira de querer bater em algo ou quebrar algo, já se meteu em muitas brigas antes de morarmos juntos, hoje está caseiro, mas e sempre um pisar em ovos já que tudo o afeta.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 11:13 - Responder

      Cara Lana.

      Você esclareceu que seu marido foi diagnosticado com esquizofrenia mas não nos informou se está sob tratamento medicamentoso.
      Ademais, se você não acredita no diagnóstico, tente conversar com ele para passar por nova consulta psiquiátrica.
      Esclarecemos que você deverá ter um dose extra de paciência, porque convencer alguém a procurar tratamento é um tarefa muitas
      vezes difícil mas vale a pena.
      Com jeitinho, e demonstrando que seja que doença for, há como alcançar a estabilidade que leva a uma vida normal.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  49. Anonimo 22 de janeiro de 2017 às 02:59 - Responder

    Minha namorada é bipolar. Ja desconfiava, mas hj tive a certeza do
    Transtorno bipolar… Por gentileza. Sou novo
    Com isso… O que devo fazer??. Como agir, Como posso
    Ajuda-la. Sendo q ela nao admite e para ela estar feliz somente fazendo o que lhe agrada??.

    • Equipe Abrata 22 de janeiro de 2017 às 22:17 - Responder

      Caro Anônimo

      Será essencial vc conhecer e buscar informações acerca da bipolaridade e conhecer como ela manifesta em sua namorada, assim como quais as situações que fazem os sintomas da doença manifestarem. Vc já está no caminho, buscando orientações conosco.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares. Convide e traga a sua namorada também. Temos grupos para a pessoa que apresentam a doença. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h. Os Grupos de Apoio Mútuo /GAMs são constituídos por pessoas com depressão e bipolaridade ou familiares cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      Sugerimos que busque no site da ABRATA o livro – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com a apessoa diagnosticada com bipolaridade em diversas situações. Link: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Leia também o artigo, DESCOBRI QUE MEU COMPANHEIRO(A) É BIPOLAR… E AGORA?. Muito interessante! Link: https://www.abrata.org.br/site2018/?p=1757#
      Assista também aos vídeos da ABRATA sobre diversos temas relacioandos ao trasntonro bipolar; https://www.youtube.com/user/abrataorg
      Abraços
      Equipe ABRATA

  50. Kyle Wallace 23 de janeiro de 2017 às 07:50 - Responder

    Bom dia sou angolano, fazem cinco dias que descobri que sou bipolar vivo em Luanda/Angola, não sei o que fazer.
    peço ajuda.

    • Equipe Abrata 30 de janeiro de 2017 às 19:54 - Responder

      Caro Kyle Wallace

      Imaginamos que vc deve estar mesmo um pouco assutado tendo em vista o recente diagnóstico do transtorno bipolar. Mas saiba que apesar de um diagnóstico que nos assusta, também vem a esperança de buscar caminhos, medicações e auto cuidados que poderão ela-lo a alcançar bem-estar e melhora na sua saúde.
      Sugerimos a você algumas dicas de auto cuidado.
      Saiba que vc é a pessoa mais interessada na sua melhora e deve sempre se lembrar de que vc tem uma doença, mas não é um doente. Isto o torna co-responsável pelo sucesso do tratamento e o estimula a participação ativa no processo terapêutico como um todo.
      É extremamente importante manter a rotina do seu sono, dormir e levantar sempre no mesmo horário. Mudanças no padrão do sono são fortes indutores de oscilações do humor e evitá-las fortalecerá seu equilíbrio. Discuta com seu médico ou psicólogo se houver problemas para dormir ou se tiver que permanecer acordado.
      Não utilize álcool e drogas, porque estas substâncias causam desequilíbrio no funcionamento do cérebro. Freqüentemente provocam alterações do humor e do ânimo e interferem diretamente no tratamento. Evite tomar drinques para “melhorar o ânimo” ou “ajudar no sono”, porque só podem piorar.
      Evite o uso diário de café, drinques, alguns chás, antialérgicos, antigripais e analgésicos, que podem interferir no sono, no ânimo e nos seus medicamentos. Pode ser a “gota d’água” para o início de um novo episódio da doença.
      Discuta com seu médico sobre o preconceito contra a doença, seu próprio e dos outros, pois só assim você terá condições de fazer sua parte no tratamento.
      Tente reduzir a tensão no seu trabalho. Você sempre quer fazer o melhor, mas lembre-se que seu principal trabalho é evitar as recaídas, para aumentar sua produtividade alongo prazo.
      Procure manter se horário de descanso e dormir um tempo razoável. Caso não consiga trabalhar discuta com seu terapeuta sobre uma licença. Cabe a você avaliar quanto pode conversar abertamente com um empregador. Se necessário, peça a um familiar avisar que você não está bem e que voltará assim que melhorar.
      Não é fácil aceitar qualquer doença que exija um tempo prolongado de tratamento, como é o caso da hipertensão, do diabetes, das doenças cardíacas e também do transtorno bipolar.
      No caso do transtorno bipolar a dificuldade aumenta, porque a pessoa só em algumas épocas e às vezes nem percebe. Isto aumenta o risco de abandono do tratamento e precipita as conseqüências já citadas. O paciente suspende a medicação por sentir-se bem e achar que pode controlar sozinho, porque lhe falta a excitação ou pelos efeitos colaterais. Todas estas questões devem ser discutidas com o médico.
      É importante ressaltar que vc deve lembrar que cada novo episódio/crise aumenta o risco de seguinte e deve continuar tomando o medicamento, mesmo que esteja bem por vários anos.
      Aproveitar o tempo de bem-estar para planejar a vida e apreender a diferenciar entre sentimentos normais e sentimentos patológicos.
      Será importante estar atento aos sinais precoces de um novo episódio/crise. Alterações no sono, irritabilidade, maior sensibilidade, maior atividade ou cansaço fácil, entre outros, podem ser indícios de nova fase da doença. Deve-se consultar imediatamente o médico para reduzir o grau e o tempo de sofrimento.
      Em certa medida o paciente com bipolaridade em estado de euforia/mania pode se perceber-se e tentar buscar um controle, desde que esteja consciente dos sintomas. Deve evitar ao máximo novos estímulos e compras, adiar decisões e novos planos para quando melhorar. A hiperatividade pode ser canalizada para atividades físicas ou manuais. Não exagerar no trabalho – poupar-se. Evitar contato sexual sem cuidados para não contrair moléstias sexualmente transmitidas, como Aids.
      É normal ter dúvidas e sentir-se incomodado com o tratamento, mas procure sempre conversar sobre isto com seu médico ou família. Se tiver efeitos colaterais desagradáveis com a medicação, discuta com seu médico, mas não altere a dose da medicação por conta própria. Os sintomas que reaparecem são às vezes ainda mais difíceis de tratar. Você pode trabalhar com seu médico para encontrar um remédio com que se sinta melhor.
      No site da ABRATA vc também poderá baixar o livro em PDF – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar em diversas situações. Além desta publicação encontrará mais folhetos.
      Assista também aos vídeos da ABRATA sobre diversos temas relacionados ao transtorno bipolar; https://www.youtube.com/user/abrataorg
      Abraços
      Equipe ABRATA

  51. Letícia 27 de janeiro de 2017 às 01:10 - Responder

    Olá, conheci um rapaz e nos damos muito bem. Tem um tempo que conversamos e já combinamos de nos encontrar. Mas ele me contou que tem o transtorno bipolar e que o dele mexe muito com a personalidade e que ele vive nas fases depressivas e nunca teve uma fase eufórica.
    A questão é que não sei até que ponto posso me envolver com ele, seria melhor já parar agora ? Tenho medo de me envolver demais e depois não querer mais nada e ele sair prejudicado nessa relação , tenho medo de não aguentar os males que a doença causa. Pensava em coisas sérias com ele, mas bipolaridade é genético… Estou perdida. Já gosto muito dele, não sei oque fazer.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 09:58 - Responder

      Olá Letícia.

      Você pode conhecer mais sobre a doença lendo as matérias que postamos em nosso site, blog e facebook. Por exemplo, há um excelente artigo de autoria do dr. Teng Chei Tung, médico psiquiatra e membro do Conselho Científico da ABRATA, denominado “Descobri que meu companheiro é bipolar … E agora?”.
      Muito interessante! Link: https://www.abrata.org.br/site2018/?p=1757#
      É uma doença crônica, que não tem cura, ao menos no momento. Há controle dos sintomas por meio de medicamentos apropriados. A psicoterapia, associada ao tratamento medicamentoso, tem dado excelentes resultados.
      Enfim, reflita a respeito do assunto com toda a seriedade que ele contém.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  52. CASSIA 6 de fevereiro de 2017 às 12:27 - Responder

    Bom dia, me chamo Cassia. Tenho 40 anos, sou casada, e o meu marido tem depressão e também é bipolar. Pior é que ele não aceita o tratamento. Como posso fazer para ajudar pois não sei o quê fazer.

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 18:27 - Responder

      Prezada Cassia.

      Postamos algumas informações para você entender a problemática que envolve as pessoas com transtorno bipolar que não aceita tratamento.

      Apesar da gravidade dos sintomas, só 42,7% das pessoas diagnosticadas no mapeamento estavam sendo tratadas por um especialista. No grupo de países que incluía o Brasil, esse índice era ainda menor: 33,9%.

      “A pessoa não tem acesso ao sistema de saúde, ou acha que os sintomas são resultado do uso de drogas”, diz a psiquiatra Laura Helena de Andrade, coordenadora de epidemiologia do Instituto de Psiquiatria da USP e responsável pela coleta de dados na Grande São Paulo.

      Segundo ela, é comum um bipolar receber diagnóstico de depressão, porque a manifestação de euforia pode ser mais leve. “E é muito mais comum a pessoa só ir buscar tratar a depressão, porque ela incomoda mais.

      Mas, se o médico ministrar antidepressivos, pode desencadear episódios de mania, com aumento da irritabilidade”, diz.

      Segundo o estudo, esse transtorno é mais incapacitante do que cada um dos tipos de câncer, e mais até que Alzheimer. Bipolares sofrem por mais anos com os prejuízos do transtorno, em comparação aos outros doentes.

      O dado foi extraído de um relatório da OMS segundo o qual a bipolaridade representa 0,9% das doenças incapacitantes, logo à frente do Alzheimer, com 0,8%.

      “A pessoa já começa a ter problemas na adolescência ou no começo da vida adulta e, ao longo do tempo, vai perdendo habilidades como capacidade de raciocínio, memória e concentração”, diz o psiquiatra Ricardo Moreno, que coordena o programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria.

      O psiquiatra Eduardo Tischer, da Unifesp, acrescenta: “A doença é crônica, e leva meses para que o paciente consiga se restabelecer. Enquanto isso, ele sofre prejuízos no trabalho e suas relações familiares pioram”.

      O não tratamento só piora os sintomas. “A pessoa tem mais chances de recorrer a drogas, álcool e de cometer suicídio”, afirma Tischer.

      Em resumo: as consequências são bem sérias àqueles que não se cuidam.

      Sugerimos que você leia o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR, que você pode baixar gratuitamente no endereço:
      https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Outra coisa: não tome decisões sozinha, peça auxílio aos familiares e às pessoas amigas.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  53. cassia luiza 10 de fevereiro de 2017 às 08:05 - Responder

    Oi. meu marido parece acordar querendo briga todo dia. não gosta quando o abraço que diz que estou o sufocando , mas cobra quando não ganha carinho. se ele encucar com uma coisa , fica parecendo que vira mania pra ele fazer correção. Quando fica nervoso parece um vulcão . Eu o amo , mas as vezes e difícil. Meu curso para ele e maldito. Depois que ele estoura volta ao normal, se desculpa, passa dias de boa e recomeça tudo de novo. A mãe dele diz que ele é nervoso desde pequeno. Mas basta uma simples situação para ele ficar irritado. Oque faço? Como agir? Me arrumou ate um amante imaginário, e diz que eu sU queria um filho com ele. Uma vez voltando na praia ele queria meter o carro no poste só porque errou o caminho da volta , ficou muito irritado. Socorro, ando muito triste por isso , e a família dele diz que ele sofre dos nervos. Depois que li o artigo vejo muita coisa dele.

    • Equipe Abrata 10 de fevereiro de 2017 às 10:04 - Responder

      Prezada Cassia.

      Sugerimos que você converse com o seu marido sobre a possibilidade de se consultar com um médico psiquiatra.
      Pode não ser uma tarefa fácil, mas é a única capaz de devolver a tranquilidade para a sua família.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  54. cassia luiza 10 de fevereiro de 2017 às 08:07 - Responder

    10 de Fevereiro de 2017 ás 8:05
    Oi, meu marido parece acordar querendo briga todo dia, não gosta quando o abraço, que diz que estou o sufocando, mas cobra quando não ganha carinho. Se ele encucar com uma coisa, fica parecendo que vira mania para ele fazer correção. Quando fica nervoso parece um vulcão. Eu o amo, mas as vezes é difícil. Não posso pedir para que ele não deixe que o nosso filho ficar com a mão sobre o vaso sanitário, que já é uma briga. Meu curso, para ele, é maldito. Depois que ele estoura, volta ao normal se desculpa, passa dias de boa e recomeça tudo de novo. A mãe dele diz que ele é nervoso desde pequeno. Mas basta uma simples situação pra ele ficar irritado. O que faço? Como agir? Me arrumou até um amante imaginário, e diz que eu só queria um filho com ele. Uma vez voltando na praia ele queria meter o carro no poste, só porque errou o caminho da volta, ficou muito irritado. Socorro ando muito triste por isso, e a família dele diz que ele sofre dos nervos. Depois que li o artigo vejo muita coisa dele.

    • Equipe Abrata 7 de março de 2017 às 17:41 - Responder

      Olá Cassia Luiza

      Imaginamos o quanto a sua vida familiar deve estar difícil. Bem, o que podemos lhe dizer. Algumas pessoas apresentam mau humor constante ou irritável, e o seu marido parece fazer parte deste grupo considerando o seu relato. Sugerimos que vc procure o apoio de um médico, de preferência um psiquiatra. Qdo o seu marido estiver num momento de mais tranquilidade a acessível para uma conversa e faça essa sugestão a ele. De vcs procurarem o apoio de um psiquiatra, para assim terem uma vida mais tranquila e princialmente o seu filho viver num local com mais sossego, tranquilidade e harmonia entre os pais. Todos serão beneficiados.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  55. Desistindo 24 de fevereiro de 2017 às 05:41 - Responder

    Bom dia. Vivo com minha esposa bipolar. Diagnosticada há 11 anos, ela está cada vez pior. O transtorno bipolar é o tipo 1 com ciclagem ultra rápida. No começo a fase eufórica era de compras e agressividade. De 3 anos para cá, começou a promiscuidade. Acabou com nossas finanças, minha carreira, a dela nem se fala. E está expondo toda a família a situações embaraçosas. A penúltima situação se ofereceu para um dono de lava-jato perto de casa, como se fosse prostituta. Não vou me ater a detalhes. Mas quando descobri, brigamos muito e mesmo assim mandou mensagens para ele querendo se envolver. Sorte que o rapaz tem juízo e depois que descobri deu um fora nela, admitiu que não é normal, mas não quer mais tratar. Acha que isso tudo é bom. A última é que está interessada no filho de uma prima minha de 19 anos. Temos 44 e 39. O menino está estudando na cidade e estamos apoiando a família. Estou realmente desistindo. Já tratamos com diversos profissionais. Consegui fazer com que ela fizesse terapia. Mas tudo ela encara que a culpa é minha, da cidade, dos pais, de Deus, etc. Acho que o limite já foi até ultrapassado. Ainda não nos separamos por causa dos filhos. Ela acha que isso será pela vida toda.

    • Equipe Abrata 24 de fevereiro de 2017 às 10:26 - Responder

      Olá.

      Portadores de transtorno bipolar e seus familiares precisam estar cientes de que:

      * seguir o tratamento à risca é a melhor forma de prevenir a instabilidade emocional e a recorrência das crises, o que assegura a possibilidade de levar vida praticamente normal;

      * os remédios podem não fazer o efeito desejado logo nas primeiras doses que, muitas vezes, precisam ser ajustadas ao longo do tratamento;

      * crises depressivas prolongadas sem tratamento adequado podem aumentar em 15% o risco de suicídio nos pacientes bipolares;

      * o paciente pode procurar alívio para os sintomas no álcool e em outras drogas, solução que só ajuda a agravar o quadro;

      * alternar a fase de depressão com a de mania pode dar a falsa sensação de que a pessoa está curada e não precisa mais de tratamento;

      * a família pode precisar também de acompanhamento psicoterápico, por duas diferentes razões: primeira, porque o distúrbio pode afetar todos que convivem diretamente com o paciente; segunda, porque precisa ser orientada sobre como lidar no dia a dia com os portadores do transtorno.

      * possibilidade de internação quando o paciente estiver correndo risco de vida ou expondo terceiros a perigos.

      Pois bem. Sugerimos que você converse com o psiquiatra que dá assistência à sua esposa sobre a possibilidade de internação,
      se for o caso.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  56. estou jogando a toalha 27 de fevereiro de 2017 às 20:01 - Responder

    Estou prestes a jogar a toalha numa relação…… vejo que não consigo mais viver com esse mau humor e picos. Meus filhos são os que mais eu quero proteger agora, não acho que alguém convivendo assim consiga ser feliz, onde todos tem que viver o humor de uma única pessoa, comparo com uma caixinha de esgoto que quando abre busca direcionar jatos de ofensas para todo lado, quando está feliz cobra que todos estejam. Não aguento mais, amo mais em nome do meu amor próprio e dos meus filhos estou quase caindo fora. Já marquei de conversar com a mãe dele, meu medo é ele vir atrás e eu não quero mais, já lutei tanto.

    • Equipe Abrata 3 de abril de 2017 às 17:45 - Responder

      Olá estou jogando a toalha.

      Em sua mensagem, você não nos informou sobre o diagnóstico de seu marido e se ele faz ou não faz tratamento.
      Se puder fazê-lo, responderemos com mais detalhes.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  57. Sergio 2 de março de 2017 às 09:05 - Responder

    Fiz vários comentários e gostaria de tê-los publicados. Mas infelizmente deu erro na captcha. Vos reescrevê-los em outra oportunidade.
    Por ora parabenizo pelo artigo, cujo teor me ajudará muito como companheiro de paciente. Foi o melhor artigo que li até hoje sobre o assunto. Obrigado

    • Equipe Abrata 22 de março de 2017 às 09:49 - Responder

      Olá Sergio.

      Agradecemos a sua mensagem.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  58. Daciana 7 de março de 2017 às 13:34 - Responder

    Oi. meu marido também é muito difícil, tudo para ele é um problema. Hoje estou afastada de minha família, não tenho amigos,ele fica agressivo por qualquer motivo, já me bateu muito … a última vez coloquei na Lei Maria da Penha. Ainda vivo com ele pois me sinto desamparada. Tenho dois filhos com ele, um de 4 e outro de 10. Ele não gosta quando o abraço que diz que estou sufocando , mas cobra quando não ganha carinho. Depois que ele estoura volta ao normal, se desculpa, passa dias de boa e recomeça tudo de novo. Jura que vai mudar e nada. Tenho muito medo dele. A mãe dele diz que ele é nervoso desde pequeno. Mas basta uma simples situação para ele ficar irritado. O que faço? Como agir? Arrumou até um amante imaginário, me xinga e outra fica arrumando namoradas pelo Whatsapp. Tenho vontade de fugir com as crianças. O que faço?

    • Equipe Abrata 8 de março de 2017 às 09:28 - Responder

      Querida Daciana.

      Não sei até que pondo poderemos ajudá-la a enfrentar esse relacionamento difícil, como você mesma informa.
      É que este espaço é destinado às pessoas com transtorno bipolar e depressão, aos seus familiares e amigos.
      Solidarizamo-nos com a sua situação mas pouco podemos auxiliar.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  59. Medo vontade de desistir 12 de março de 2017 às 16:42 - Responder

    Gostaria de uma orientaçao. Sou casada com um bipolar diagnosticado há quatro anos. Mas com sintomas bem definidos há uns 6 anos. Sofro muito. Ele teve pequenos períodos de estabilização desde que começou o tratamento. Mas a verdade é que quando está estável alega sentir falta da euforia. E bebe. E tudo vai para o buraco. Mesmo que beba pouco. Parece que o litio perde o efeito. O psiquiatra diz que ele pode beber mesmo em tratamento, se for pouco. Mas o que percebo na prática não e isso. Tenho muito medo pois ele fica com psicose relacionada à violência. Acha sempre que tem algo errado, anda com faca e até arma. Se falar com o médico ele o dopa . Pelo o que observei se ele ficar com o litio sem interromper e nem beber ele fica estável e continua produtivo e presente na família. A bebida realmente é permitida?

    • Equipe Abrata 13 de março de 2017 às 08:39 - Responder

      Olá Medo vontade de desistir.

      Efeitos do álcool sobre Transtorno Bipolar.

      O Transtorno Bipolar é uma doença do centro do sistema nervoso que provoca oscilações de humor que variam de depressão à mania. Outro sintoma do transtorno bipolar é um episódio misto, durante o qual uma pessoa experimenta agitação e depressão ao mesmo tempo.

      Os sintomas de transtorno bipolar são geralmente tão desagradáveis que muitas pessoas tentam automedicação ou beber álcool pesadamente. Alguns pesquisadores acreditam que quase 50% das pessoas com transtorno bipolar têm um coexistente problema com álcool. Álcool e transtorno bipolar, no entanto, pode ser uma combinação perigosa.

      O transtorno bipolar é uma doença grave, mas pode ser controlada com o estilo de vida alterações e medicação. Uma mudança no estilo de vida que realmente pode ajudar é cortar o álcool ou até mesmo abandoná-lo inteiramente.
      A bebida agrava o prognóstico e pode antecipar o início da doença. Alguns pacientes podem apresentar os dois tipos de transtorno – bipolar do humor e por uso do álcool – tiveram maior número de internações psiquiátricas ao longo da vida
      O ideal é que o médico tome conhecimento das ingestões de álcool juntamente com a medicação para explicar ao seu marido as consequências desse comportamento.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  60. André 24 de março de 2017 às 14:32 - Responder

    Olá, boa tarde.
    Minha companheira foi diagnosticada com TAB após sete anos tratando de depressões leves recorrentes.
    Nessa última, ela teve uma depressão catatônica e depois de três meses e meio de tratamento fez uma virada maníaca. Essa virada foi em torno de 10/15 dias. Hoje ela está na mania já há uns 45 dias. Toma medicação forte, mas a mania ainda está bem presente com todas aquelas características. Inclusive, ficou hospitalizada em clínica especializada por 10 dias.
    Faz uso de Aristab, Lítio, Haldol, Dolmadorme e Neozine.
    Gostaria de saber em torno de quanto tempo pode durar a fase maníaca ou em quanto tempo há uma melhora real do quadro?
    Ela já esteve pior e melhorou, mas de vez em quando ainda tem umas recaídas na mania.
    Meus filhos estão sofrendo.
    Quero saber como posso ajudá-la mais?
    A fase maníaca pode durar muito tempo?
    Quais sinais tenho que me preocupar no que diz respeito a ela voltar a se deprimir?
    Agradeço e obrigado.

    • Equipe Abrata 3 de abril de 2017 às 16:58 - Responder

      “Prezado André,
      O tempo de duração de um episódio não é uniforme e depende da eficácia do tratamento instituído e da presença também de fatores de risco que funcionam como gatilhos ou mantendores do episódio atual. Isso só pode ser avaliado caso a caso. Pelo que você relata, sua esposa está tomando medicamentos que são indicados para o tratamento da mania, mas não sabemos das doses, nem de outras condições clínicas concomitantes. É recomendável você solicitar informações ao psiquiatra responsável pelo tratamento dela e, se for o caso, solicitar uma nova avaliação independente.
      Podemos dizer que, de maneira geral, num caso de mania clássica sem outras comorbidades e com esquema terapêutico eficaz, em cerca de um mês o episódio já alcança um nível de controle ou até remissão. Mas, como dissemos, é fundamental que se avalie especificamente o caso de sua esposa para que se tenha clareza sobre o que pode estar prolongando a manutenção do episódio de mania.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  61. mariana 13 de abril de 2017 às 10:59 - Responder

    olá, sou casada há 15 anos e meu companheiro recebeu há dois anos o diagnóstico de TB. Ele tem fases alternadas de exclusão total e tem fases de euforia em alto grau autoestima elevadíssima ,traições e várias atividades. Eu não sei mais o que fazer, no momento estou devastada com tudo isso. Estou pensando na separação porque uma pessoa bipolar é inconsequente.É a impressão q tenho e que só piora?

    • Equipe Abrata 14 de abril de 2017 às 11:01 - Responder

      Prezada Mariana.

      O transtorno bipolar é uma doença tratável e quando a pessoa com o transtorno faz à risca o tratamento medicamentoso pode ficar estável e levar uma vida
      satisfatória e produtiva.

      O transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, tais como o fim do consumo de substâncias psicoativas, (cafeína, anfetaminas, álcool e cocaína, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e sono e redução dos níveis de estresse.

      De acordo com o tipo, gravidade e evolução da doença, a prescrição de medicamentos neurolépticos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, ansiolíticos e estabilizadores de humor, conforme a prescrição médica para cada caso.

      A psicoterapia é outro recurso importante no tratamento da bipolaridade, uma vez que oferece suporte para o paciente superar as dificuldades impostas pelas características da doença, ajuda a prevenir a recorrência das crises e, especialmente, promove a adesão ao tratamento medicamentoso que, como ocorre na maioria das doenças crônicas, deve ser mantido por toda a vida.

      Recomendações:

      Portadores de transtorno bipolar e seus familiares precisam estar cientes de que:

      * seguir o tratamento à risca é a melhor forma de prevenir a instabilidade emocional e a recorrência das crises, o que assegura a possibilidade de levar vida praticamente normal;

      * os remédios podem não fazer o efeito desejado logo nas primeiras doses que, muitas vezes, precisam ser ajustadas ao longo do tratamento;

      * crises depressivas prolongadas sem tratamento adequado podem aumentar em 15% o risco de suicídio nos pacientes bipolares;

      * o paciente pode procurar alívio para os sintomas no álcool e em outras drogas, solução que só ajuda a agravar o quadro;

      * alternar a fase de depressão com a de mania pode dar a falsa sensação de que a pessoa está curada e não precisa mais de tratamento;

      * a família pode precisar também de acompanhamento psicoterápico, por duas diferentes razões: primeira, porque o distúrbio pode afetar todos que convivem diretamente com o paciente; segunda, porque precisa ser orientada sobre como lidar no dia a dia com os portadores do transtorno.

      Leia o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode ser baixado gratuitamente no site: htpps://www.abrata.org.br/new/poster.aspx.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  62. Daniele 13 de abril de 2017 às 13:39 - Responder

    Boa tarde.
    Conheci uma pessoa recentemente e ele me relatou que sofre de TAB. Me contou a história dele, do ex casamento, ex noivado, dos momentos de mania que teve…. Percebo que tem dias que ele está bem e outros que parece estar bem triste e perdido. Ele faz terapia, tem acompanhamento médico e toma os medicamentos para o transtorno bipolar. Quando conversamos e ele diz que está deprimido, procuro sempre ouvi-lo. Percebo que, quando estamos juntos, ele não toca muito no assunto, mas aparenta uma melhora. Não estamos namorando, apenas nos conhecendo. Ele demonstra muita preocupação comigo e meus sentimentos. Inclusive em uma de nossas conversas ele disse assim: “eu tenho que te dizer que estou num momento difícil e não quero ninguém se enganando comigo… eu me conheço e sei que demoro um bom tempo até estar apto a gostar de outra pessoa. Você é uma pessoa que eu já aprendi a admirar e também a gostar, mas receio que não poderei dar um retorno maior que isso. Eu estou sendo muito cuidadoso com você porque eu gosto de você e não quero te machucar”.
    Percebo que ele não quer me ferir, assim como também não quero feri-lo ou magoa-lo. Mas continuamos a nos ver. Falei para ele não se preocupar comigo, que eu saberia a hora de me afastar.
    Gostaria de saber como devo proceder com ele. Dou sempre espaço, não insisto, deixo-o bem à vontade. Mas tenho receio dele pensar que não me importo com ele… Essa situação é toda muito nova e gostaria de saber mais. De como lhe dar com uma pessoa que possui TAB.
    Obrigada.

    • Equipe Abrata 14 de abril de 2017 às 10:40 - Responder

      Cara Daniele.

      O transtorno bipolar caracteriza-se por alternância de humor: episódios de euforia (mania) alternando-se com episódios de depressão.
      Para a redução da evolução do transtorno, bem como da intensidade de eventuais episódios, o tratamento indicado é feito com medicamentos combinado com
      psicoterapia.

      Algumas pessoas são estabilizadas rapidamente após o início do tratamento medicamentoso, outros levam mais tempo e precisam tentar vários tratamentos, medicamentos
      ou combinações de remédios antes de se sentir melhor. A psicoterapia pode ser útil para ajudar controlar e entender os sintomas no momento.

      Se o seu amigo enfrenta desafios no tratamento, apoio e paciência são necessários mais do que nunca.

      Seguem algumas dicas para lidar com a pessoa com transtorno bipolar:

      O que dizer para ajudar:

      a) Você não está sozinho(a) nessa. Conte conosco, conte comigo.
      b) Entendo que é uma doença real, que traz pensamentos e sentimentos.
      c) Você pode não acreditar agora, mas a maneira como você se sente mudará.
      d) Talvez eu não consiga entender exatamente como você se sente, mas eu te amo e quero lhe ajudar.
      e) Quando você pensar em desistir, pense que em apenas um dia, hora ou minuto, você poderá aproveitar o sucesso.
      f) Você é importante para mim. Sua vida é importante para mim.
      g) Diga-me o que posso fazer agora para lhe ajudar.
      h) Nós vamos passar por isso juntos.

      Leia o material publicado pela ABRATA em nosso Blog, Facebook e Site.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  63. Maria Silva 13 de abril de 2017 às 20:49 - Responder

    Boa noite ,tenho um namorado que é bipolar e venho sofrendo muito com isso , já terminei várias vezes com ele ,mas ele nunca quer aceitar …Não o deixo de vez porque tenho medo que ele possa me matar , é muito violento quando está com raiva ,depois muda completamente .Tenho uma filha que não é dele, e também tenho medo que ele possa fazer algum mal a ela. Gosto dele e queria muito poder ajudar porque sei que também gosta muito de mim .Mas não confia em mim de jeito nenhum, para ele sempre estou mentindo e fazendo algo de errado .

    • Equipe Abrata 14 de abril de 2017 às 10:25 - Responder

      Prezada Maria.

      Sugerimos a leitura do artigo publicado no site da ABRATA intitulado DESCOBRI QUE MEU COMPANHEIRO É BIPOLAR … E AGORA?, de autoria
      do dr. Teng Chei Tung.
      Segue um trecho desse artigo:

      “E depois que o paciente procura a ajuda de um profissional de saúde, o problema já está resolvido? Infelizmente, ainda não. É a regra que os pacientes bipolares sejam inconstantes também na aceitação da doença com fases que aceitam mais e fases que não aceitam, e por conseguinte começam um tratamento e depois largam, sendo esse ciclo pode ocorrer algumas vezes no decorrer da vida. Apenas os pacientes que conseguem se manter em tratamento estável, regular, sem abandonos, que tem a melhor chance de não terem a sua vida e seu futuro prejudicados pela bipolaridade. E ter um tratamento que deixe o paciente realmente bem por um longo prazo pode demorar bastante tempo, até alguns anos de tentativas com diversas medicações. Essa dificuldade em se achar um esquema de tratamento realmente adequado é bem desgastante, tanto para o paciente como para o companheiro, exigindo paciência e persistência, além de muito diálogo e apoio mútuo dos companheiros, e da equipe de tratamento, incluindo todos os profissionais envolvidos, o médico, psicólogo, assistente social e outros. Entretanto, quando se gosta da pessoa, todos esses esforços são recompensados, pois fazendo um bom tratamento, na maioria das vezes a doença fica bem controlada, e o relacionamento conjugal pode ser muito proveitoso e satisfatório. E o companheiro tem um papel fundamental para o sucesso do tratamento, na medida em que ele ajuda o paciente a não abandonar o tratamento, não errar nos medicamentos, não faltar às consultas com os profissionais. Tudo isso demanda um grande esforço, principalmente quando o paciente está entrando numa crise de euforia ou depressão, quando o paciente começa a fazer todos os comportamentos próprios do quadro clínico, como ficar irritado ou agressivo, ou descontrolado em gastos e outras impulsividades, ou depressivo e incapaz de se esforçar, de reagir. O companheiro e os demais familiares precisam considerar que o paciente está fazendo tudo aquilo por estar fora de controle, em crise, e que depois que a crise passa, ele vai voltar ao normal. A culpa pelos comportamentos inadequados é da doença, não do paciente, e é a doença que precisa ser combatida e criticada, não o paciente.

      Portanto, o companheiro de um paciente bipolar precisa se inteirar da melhor forma possível sobre o transtorno bipolar, com informações de boa qualidade e confiáveis, e tentar fazer com que o paciente também as receba e compreenda, além de ajuda-lo a manter o tratamento sem abandoná-lo ou interrompê-lo…”

      Não deixe de lê-lo.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  64. Graziela 14 de abril de 2017 às 22:55 - Responder

    Olá, Equipe Abrata!

    Preciso muito tirar uma dúvida: As pessoas que sofrem de bipolaridade conseguem ter sentimento amoroso verdadeiro por outra pessoa? Ou seja, eles têm a capacidade de amar e manter um relacionamento?

    • Equipe Abrata 15 de abril de 2017 às 09:11 - Responder

      Prezada Graziela.
      Transtorno de Humor Bipolar é um transtorno psiquiátrico que se caracteriza por grandes oscilações do humor. As variações costumam ocorrer entre dois polos: a mania (período de humor persistentemente elevado, expansivo ou irritável), e a depressão (período de humor predominantemente deprimido). Dados estatísticos indicam que, aproximadamente, uma em cada 100 pessoas no mundo pode apresentar a doença. Como várias outras doenças crônicas, o Transtorno Bipolar tem tratamento, e é possível ser controlado.
      É provável que exista uma dificuldade maior nos relacionamentos durante os episódios, devido à manifestação dos sintomas. Os episódios podem trazer um desgaste para a relação que, com o tempo, pode levar o casal a se afastar. Isso não significa que seja impossível a manutenção de uma relação amorosa. Simplesmente destaca a importância de se controlar a doença com tratamento adequado, de forma a evitar os episódios agudos de humor e visando estabilizar o paciente.

      E quanto ao amor?
      O amor é um sentimento bastante complexo que varia muito de pessoa para pessoa. Do ponto de vista mais técnico, podemos entender amor como capacidade formar vínculos afetivos. Não há razão para acreditarmos que a doença por si só altere a essência do sentimento ou a capacidade de formar vínculos. O que pode acontecer é uma dificuldade nos relacionamentos a dois e com familiares e amigos durante os episódios, seja pela apatia na depressão, seja pela euforia e irritabilidade, características da mania. Com o controle dos episódios é possível estabelecer relacionamentos saudáveis e levar uma vida normal.

      Abraços.
      Equipe ABRATA.

  65. Joaquim Jorge Gomes moura 27 de abril de 2017 às 21:38 - Responder

    Olá, boa noite, estou numa relação mas a minha namorada tem ciúme de toda gente que se relaciona comigo inclusive com a minha família. Já acabou comigo várias vezes e deixa de falar comigo por algum tempo mas depois volta. Pergunta muitas vezes quem é a pessoa com quem ando. Estou farto de dizer que não tenho ninguém e é dela que gosto já vivemos juntos e mais que uma vez que me manda embora sem razão e sem motivo. Será que é bipolar?

    • Equipe Abrata 29 de abril de 2017 às 10:57 - Responder

      Olá Joaquim.

      Quem poderá afirmar se a sua namorada tem transtorno bipolar é um médico psiquiatra.
      Converse com ela calmamente e sugira que procurem juntos um profissional.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  66. Bruna 30 de abril de 2017 às 11:02 - Responder

    Olá, me envolvi com um dependente químico e estou quase certa de que ele sofre de transtorno bipolar. O primeiro episódio foi no carnaval, ele simplesmente sumiu, teve uma noite de “doidera” e depois se trancou em casa e não quis falar com ninguém e nem sair de casa. Depois conversamos e ele disse que não sabia o que tinha acontecido, que não queria me ver, tinha “surtado” e que isso acontece às vezes e ele não sabe explicar, mas já tinha passado. Agora já faz mais de um mês que isso aconteceu de novo, ele saiu um dia para “pirar”, gastou todo o dinheiro, não foi trabalhar no dia seguinte e até hoje não voltou, não responde as minhas mensagens e nem atende as minhas ligações, só quando ligo pra casa dele e os pais passam o telefone. Eu fui lá algumas vezes e conversamos, ele diz que fica assim às vezes e que não sabe por quanto tempo, que não é comigo, só quer ficar sozinho. Perguntei se quer terminar e está sem coragem e disse que não e não tem problema com isso, mas também não sabe o que quer, e até hoje está me ignorando, já faz mais de um mês! Eu fico no dilema se saio fora ou tem algo que eu possa fazer pra ajudar..

    • Equipe Abrata 30 de abril de 2017 às 11:22 - Responder

      Cara Bruna.

      Não existe um meio fácil para convencer alguém a procurar ajuda médica. Há necessidade de muita paciência, diálogo e boa vontade por parte
      daqueles que têm diante de si uma pessoa com possíveis transtornos.
      A família ocupa um papel fundamental nessa tarefa.
      Durante uma crise pode ser mais difícil falar com a pessoa. É importante, então, abordar as opções de tratamento em momentos mais tranquilos.

      É comum acontecer de uma pessoa que esteja sofrendo com sintomas de um funcionamento mental alterado, procurar no álcool ou outras substâncias de abuso, alívio para seu desconforto. Isto é verificado em diversos tipos de transtornos mentais, incluindo as depressões e transtornos bipolares. Medidas desse tipo são sempre prejudiciais, pois facilitam a negação da existência de problemas de saúde que devem ser encarados como tal e devidamente tratados.

      É fundamental que um psiquiatra seja consultado e todas as informações devem ser fornecidas, do modo mais franco e aberto possível. Mesmo que uma pessoa acredite que o uso que faz de uma substância não seja prejudicial a sua saúde, isto deve ser discutido e esclarecido junto ao médico.

      Quanto à questão que você coloca sobre se manter ou não no relacionamento, realçamos que foge de nossa alçada avaliar os prós e os contra que estão diante
      de você. Avalie de modo racional e decida pelo melhor.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

      • Bruna 30 de abril de 2017 às 14:49 - Responder

        Não é mesmo uma decisão fácil, pois é uma pessoa maravilhosa, salvo os períodos de crise ne… Obrigada pela resposta! 🙂

  67. Priscila 11 de maio de 2017 às 07:01 - Responder

    Bom dia,eu estou namorando uma pessoa que ainda não foi diagnosticada, mas ele tem as mesmas atitudes de uma pessoa com bipolaridade,ele muda constantemente,uma hora ele está super amoroso e carinhoso,aí se eu vou falar alguma coisa, ele já se transforma e vira um caos e até me agride. Ele já me bateu diversas vezes,eu não quis fazer denúncia pois eu vejo que não é normal o jeito que ele fica, eu vejo que precisa se tratar, porque depois que ele se acalma desaba a chorar e pergunta o que aconteceu pois às vezes nem lembra do que fez. Diz que na hora ele não vê nada, que ele quer até matar mas depois que passa ele volta ao normal. Eu estou perdida e com muito medo, não sei o que fazer,já tentei sair fora mas vira e mexe ele vem atrás de mim, às vezes calmo e às vezes transtornado. Ele também faz o uso de maconha e diz que quando usa fica mais relaxado e calmo. Eu acho que isso é apenas uma saída para os problemas dele pois ele não sabe como lidar com isso. Quando ele tem os ataques de fúria fala que precisa de ajuda mas tem trauma de psicóloga pois quando ele era menor a psicóloga disse que ele tinha esse transtorno e foi onde ele parou de ir. Quando eu falo para obter ajuda ele fala que tem medo.Eu tenho transtorno de ansiedade, passo na psicóloga e ele possivelmente transtorno de bipolaridade. O que devo fazer pois estou perdida, eu já tenho meus problemas psicológicos que são muitos fora a depressão e a síndrome do pânico que tenho também,mas eu gostaria muito de ajudá-lo.

    • Equipe Abrata 13 de maio de 2017 às 12:45 - Responder

      Cara Priscila.

      Por mais que você empenhe esforços para ajudar o seu namorado, se ele não se dispuser a se ajudar a situação fica difícil, até porque
      você também precisa de cuidados.

      Além dessa dificuldade em aceitar uma ajuda médica, ele faz uso problemático de substâncias como a maconha, cuja utilização pode trazer prejuízos objetivos à pessoa, como dependência, abuso/uso nocivo, exposição a situações de risco, etc.

      Leia mais sobre este assunto no artigo publicado no site da ABRATA, sob o título “Uso de álcool e outras drogas em pessoas com Transtornos do Humor”.

      Luís Pereira Justo.
      Psiquiatra – Mestre pela EPM/UNIFESP.

      Veja o que dizem os especialistas sobre a não adesão ao tratamento medicamentoso para pessoas com transtorno bipolar e depressão:

      “A pessoa já começa a ter problemas na adolescência ou no começo da vida adulta e, ao longo do tempo, vai perdendo habilidades como capacidade de raciocínio, memória e concentração”, diz o psiquiatra Ricardo Moreno, que coordena o programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria.

      O psiquiatra Eduardo Tischer, da Unifesp, acrescenta: “A doença é crônica, e leva meses para que o paciente consiga se restabelecer. Enquanto isso, ele sofre prejuízos no trabalho e suas relações familiares pioram”.

      O não tratamento só piora os sintomas. “A pessoa tem mais chances de recorrer a drogas, álcool e de cometer suicídio”, afirma Tischer.

      Você pode tomar algumas providências práticas:

      1) conversar com ele quando estiver tranquilo e demonstrar o que acontece quando não está bem;
      2) pedir ajuda a amigos e familiares;
      3) encontrar ajuda médica psiquiátrica em sua cidade e manifestar o desejo em acompanhá-lo na consulta;
      4) obtenha informações sobre os transtornos afetivos – depressão e transtorno bipolar, em nosso Site, Facebook e Blog;
      5) ligue para o CVV – Centro de Valorização da Vida – número 141 -caso ele represente uma ameaça para si mesmo ou para os outros;
      6) prepare-se para as crises. É importante ter um plano de ação para controlar a evolução de uma crise. Tenha em mãos o contato de familiares próximos que possam ajudar, o número do médico responsável e endereços de hospitais.
      7) preocupe-se com a sua própria saúde mental. Lembre-se de que só é possível ajudar alguém se você mesmo estiver em dia com sua saúde física e mental.
      Esteja alerta para seus próprios comportamentos e sentimentos a respeito de seu ente querido;
      8) faça psicoterapia.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  68. Claudia 30 de maio de 2017 às 08:58 - Responder

    Preciso de ajudaaaa

    Meu namorado está em crise… mal fala comigo pelo zap. O que devo fazer? Continuo falando ou deixo ele me procurar?
    Me ajudem.

    • Equipe Abrata 30 de maio de 2017 às 10:10 - Responder

      Prezada Claudia.

      Se o seu namorado tem o diagnóstico de transtorno bipolar, a crise pode ser contida com os medicamentos recomendados pelo
      psiquiatra que o acompanha. Nada impede, todavia, que, em alguns casos, o tratamento funcione muito bem por um período, mas
      não resista a episódios graves de estresse. Situações como brigas, luto, desemprego ou até mesmo uma alteração na rotina
      podem provocar uma crise depressiva ou maníaca. Recaídas são também previstas.

      Muito bem. A crise a que você se refere pode ser um episódio de depressão bipolar ou de euforia (mania).

      No caso da depressão bipolar, a pessoa muda de sentimentos de uma hora para outra sem nenhum motivo relevante ou efeito causador. Essa atitude e mudança de humor muitas vezes é considerada “frescura” ou falta de educação, enquanto, na verdade, é uma doença séria e que merece atenção.

      A pessoa bipolar sofre com transtornos de humor, com estágios muito diferentes e que podem ser muito difíceis de lidar. Para se ter uma noção melhor, durante um desses transtornos, poderá ter uma fase maníaca ou hipomaníaca, que pode significar justamente a diferença entre estar muito feliz e muito triste.

      Essa discrepância pode ser muito desgastante, tanto física quanto emocionalmente. Afinal de contas, a pessoa muda de um estado de extrema euforia e alegria para um de depressão, lentidão, ansiedade e tristeza profunda.
      Na depressão unipolar só existe um polo – o polo depressivo –, enquanto o bipolar, como o próprio nome indica, tem dois polos.

      Sintomas:

      Tristeza profunda.
      Bem diferente de um dia difícil, a pessoa com depressão bipolar pode apresentar momentos de profunda tristeza. Assim, ela leva uma vida com pouca realização e uma perspectiva bem negativa da sua realidade.

      Apatia.
      Muitos dos pacientes também apresentam forte apatia, ou seja, dificuldade de ter realização e prazer em atividades que antes traziam muita satisfação. A pessoa fica com “insensibilidade emocional” e nada consegue despertar a realização.

      Isolamento social.
      Este é um sintoma comum da depressão e não é diferente no caso da bipolar. A pessoa fica com uma perspectiva tão forte de tristeza e falta de ânimo para viver que acaba abrindo mão da interação social. No caso da bipolaridade, ele pode se intensificar com a vergonha pela instabilidade de humor.

      Alteração no sono.
      Dormir pode se tornar uma tarefa mais difícil que muitas pessoas imaginam. O paciente de depressão bipolar perde o sono e fica lidando com um quadro de ansiedade.

      Baixa autoestima.
      Como reflexo de vários fatores que já citados, não é nenhuma surpresa que a pessoa também tenha uma baixa autoestima. Ela tem dificuldades de se achar bonita, interessante e acaba tendo uma perspectiva diferente de si mesma.

      Redução da libido.
      Quem lida com a doença também enfrenta uma queda significativa no desejo sexual, tendo uma vida mais apática e enfrentando dificuldades com o parceiro.

      Pensamento de morte e suicídio.
      O nível de tristeza é tanto que muitos dos doentes param de encontrar qualquer tipo de realização, achando que a melhor solução é a interrupção da vida.

      Na fase de euforia: aceleração do pensamento, intolerância, agressividade verbal e física, grandiosidade, gastos financeiros exagerados, desejo sexual aumentado, abuso de substancias lícitas ou ilícitas e diminuição da necessidade de sono. Em ambas as situações podem ocorrer irritabilidade, alucinações visuais e auditivas e desejo de morte.

      Enfim, Claudia, você tem que se cuidar também. Pode procurar uma psicoterapia ou,em caso de depressão, um psiquiatra.
      E se você o ama, ofereça ajuda, aproxime-se porque é sempre melhor agir do que se omitir.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  69. kessydara 30 de maio de 2017 às 15:26 - Responder

    Há pouco tempo um menino novo se mudou pra minha escola, e me apaixonei por ele…
    Comecei a falar com ele pelas redes sociais, com o tempo percebi um sentimento por mim, ele começou até a se abrir comigo, em um desabafo falou “muitos me julgam pois eu não sou de sorrir,ando sério, sou fechado e outras horas estou de boa”, chegou até a falar ” muitos falam que sou bipolar” e assim continuamos a conversa. Percebi que, de fato, ele tinha algum problema, tem alterações de humor inacreditáveis, uma dia ele sorri, paquera e já no outro, do nada, ele me ignora, desvia o olhar, fecha a cara! Ele só conversa se eu mandar a primeira mensagem(orgulhoso)fica mandando indiretas até eu mandar uma mensagem. Depois ele conversa de boa. Ele tem 14 anos e mora sozinho com a avó, ele mora longe da minha casa, só converso com ele pelo whatsapp, vejo ele todos os dias na escola.
    Estou gostando dele de verdade e peço de coração um conselho o q devo fazer???

    • Equipe Abrata 1 de junho de 2017 às 10:50 - Responder

      Querida Kessydara.

      Agradecemos o contato.
      São muitas as informações que passaremos a você. Leia-as com calma e, na dúvida, escreva para nós.E somente o fazemos porque se mostrou inteligente, sensível e com
      disposição para ajudar o seu amado.
      Vamos lá, então?

      O transtorno bipolar causa oscilações dramáticas no humor ¾ de excessivamente “alto” (euforia e/ou irritação) à tristeza e desespero (ou vice-versa), frequentemente com períodos de humor normal entre eles.
      Alterações graves na energia e no comportamento acompanham essas alterações do humor. Os períodos de altos e baixos são denominados episódios [ de mania e depressão. Um episódio maníaco é diagnosticado se o humor elevado ocorrer em associação a três ou mais sintomas na maior parte do dia (quadro abaixo), quase todos os dias, por 1 semana ou mais. Se o humor for de irritação, quatro sintomas adicionais devem estar presentes.
      Um episódio depressivo é diagnosticado se cinco ou mais desses sintomas durarem a maior parte do dia (quadro abaixo), quase todos os dias, por um período de 2 semanas ou mais.

      Os sinais e sintomas de depressão (ou de um episódio depressivo) incluem:
      – Energia e atividade aumentadas, inquietação
      – Humor excessivamente “elevado”, bom demais, eufórico
      – Irritabilidade extrema
      – Pensamento acelerado e falar muito e rapidamente, pulando de uma ideia para outra
      – Distraibilidade, não consegue se concentrar direito
      – Pouca necessidade de sono
      – Crença super-valorizadas das próprias capacidades e poderes
      – Juízo crítico deficiente
      – Gastos excessivos
      – Um período longo de comportamento que difere do habitual
      – Aumento do impulso sexual
      – Abuso de drogas, especialmente cocaína, álcool e medicações para dormir
      – Comportamento provocador, invasivo ou agressivo
      – Negação de que há alguma coisa errada Humor triste, ansioso ou vazio duradouro
      – Sentimentos de desespero ou pessimismo
      – Sentimentos de culpa, menos valia ou impotência
      – Perda do interesse ou prazer em atividades que eram anteriormente apreciadas, incluindo sexo
      – Diminuição da energia, uma sensação de fadiga ou de estar “devagar”
      – Dificuldade de se concentrar, recordar, tomar decisões
      – Inquietação ou irritabilidade
      – Dorme demais, ou não consegue dormir
      – Alteração no apetite e/ou perda ou ganho de peso não intencional
      – Dores crônicas ou outros sintomas corporais persistentes que não são causados por doenças ou lesões físicas
      – Idéias de morte ou suicídio ou tentativas de suicídio.

      Tanto crianças como adolescentes podem vir a apresentar o transtorno bipolar.
      Ele tende mais a afetar os filhos de pais que têm a doença. Ao contrário de muitos adultos com transtorno bipolar, cujos episódios tendem a ser mais claramente definidos, crianças e adolescentes jovens com a doença apresentam com freqüência oscilações muito rápidas do humor, entre depressão e mania, muitas vezes num dia.6 As crianças com mania tendem mais a ficar irritadas e propensas a ataques de raiva destrutivos que a ficar excessivamente alegres e eufóricas.
      Sintomas mistos também são comuns em jovens com transtorno bipolar.
      Adolescentes maiores que vêm a apresentar a doença podem ter episódios e sintomas mais clássicos, do tipo adulto.
      Pode ser difícil diferenciar-se o transtorno bipolar em crianças e adolescentes de outros problemas que podem ocorrer nessas faixas etárias. Por exemplo, embora possam indicar um transtorno bipolar, a irritabilidade e a agressividade também podem ser sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de conduta, transtorno de oposição e desafio ou outros tipos de transtornos mentais mais comuns em adultos, como a depressão maior e a esquizofrenia. O abuso de drogas também pode causar esses sintomas.
      Em qualquer doença, porém, o tratamento eficaz depende do diagnóstico apropriado. Crianças ou adolescentes com sintomas emocionais e comportamentais devem ser cuidadosamente avaliadas por um profissional de saúde mental. Qualquer criança ou adolescente que tenha tendências suicidas, fale em suicídio ou tente o suicídio deve ser levada a sério e deve receber ajuda imediata de um especialista em saúde mental.

      As pessoas com transtorno bipolar podem necessitar de auxílio para ir atrás de ajuda.
      • Muitas vezes as pessoas com transtorno bipolar não percebem quão alteradas estão ou colocam a culpa de seus problemas em outra causa que não a doença mental.
      • Uma pessoa com transtorno bipolar pode necessitar de um grande encorajamento de familiares e amigos para procurar tratamento. Os médicos de família podem desempenhar um papel importante na provisão de encaminhamento a um profissional de saúde mental
      • Por vezes um familiar ou amigo pode ter de levar a pessoa com transtorno bipolar para uma avaliação de saúde mental e tratamento apropriados.
      • Uma pessoa que esteja no meio de um episódio grave pode ter de ser hospitalizada para sua própria proteção e para o tratamento muito necessário.
      Podem haver ocasiões em que a pessoa tenha de ser hospitalizada contra sua vontade.
      • Encorajamento e apoio constantes são necessários depois que a pessoa obtém tratamento, porque pode levar algum tempo para se encontrar o melhor plano de tratamento para cada indivíduo.
      • Em alguns casos, os indivíduos com transtorno bipolar podem concordar, quando seu caso esta sob controle, com uma estratégia preferencial para o caso de uma futura recidiva maníaca ou depressiva.
      • Assim com outras doenças graves, o transtorno bipolar é difícil para cônjuges, membros da família, amigos e empregadores.
      • Os membros da família de uma pessoa com transtorno bipolar têm com freqüência de lidar com os graves problemas de comportamento da pessoa, como folias de gastos durante a mania ou um acanhamento extremo em relação a outras pessoas durante a depressão, e as consequências duradouras desses comportamentos.
      • Muitas pessoas com transtorno bipolar se beneficiam em frequentar grupos de apoio ou de ajuda.

      Leia um artigo publicado no site da ABRATA intitulado: “Descobri que meu companheiro é bipolar … E agora?”. A autoria é do dr. Teng Chei Tung, médico psiquiatra
      do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e membro do Conselho Científico da ABRATA.

      Fontes de pesquisa: ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria e ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos.

      Estamos à sua disposição para mais esclarecimentos.
      Um abraço afetuoso.
      Equipe ABRATA.

      • kessydara 1 de junho de 2017 às 19:55 - Responder

        Muito obg mesmo, de coração.
        Não é nada fácil lidar com pessoas assim!
        Mais estou disposta a tentar, e com essas dicas será muito mais fácil!!!
        Obg pela eficiência, e rapidez com q vçs respondem e ajudam a gente q não sabe o q fazer!

        • Equipe Abrata 2 de junho de 2017 às 07:00 - Responder

          Olá Kessydara.

          Que ótimo que a nossa resposta tenha sido útil a você. Saiba que colocamos muito amor e compreensão em nossa mensagens.
          O agradecimento é nosso, afinal estamos cumprindo a missão da ABRATA que é a de educar os portadores, familiares, profissionais da saúde mental e a sociedade como um todo sobre a natureza e tratamento dos transtornos afetivos, buscando sempre reduzir o estigma e a discriminação da doença perante a coletividade.
          A ABRATA promove o amparo, proteção e estímulo às pessoas com transtornos afetivos e seus familiares. Por isso, oferece apoio
          psicossocial a pessoas com depressão e transtorno bipolar, bem como a seus familiares e amigos.
          Conte conosco para mais esclarecimentos.

          Um abração.
          Equipe ABRATA.

  70. lcpm 2 de junho de 2017 às 21:33 - Responder

    Boa noite! Convivo com um amigo há 5 anos. Ficávamos, éramos amigos e nunca vi nada de diferente nele, apenas que ele era muito fechado, tinha uma insegurança imensa, baixa autoestima. Ele gostava de mim, mas ele é que não servia pra mim porque ele só ia me dar problemas e etc… ele mudava muito de ideia sobre o futuro profissional, num dia ele estava cheio de ideias, tempos depois aquilo não servia mais e etc, e isso me irritava. Cheguei a brincar com ele que ele parecia ser bipolar. E ele disse q era, que na época q nos afastamos (teve uma época em que eu fiquei com outra pessoa e nós nos afastamos e ele sofreu muito). Ele procurou um psicólogo e ele disse que ele tinha uma bipolaridade mais leve. Eu não dei moral, achei que era coisa da cabeça dele, pq ele sempre estava com algo estranho, ideias estranhas. Eu nunca mais falei nisso. Foi há 2 anos atrás. Bom, resolvi namorar com ele. Foi ai que tudo deu errado. Ele ficou mais fechado, nosso namoro não dava certo, às vezes ele falava q tinha q ficar sozinho, falava que não sabia o q estava sentindo, que n sabia se gostava de mim. Foram muitos sumiços até hj. E esses dias, conversando com um amigo em comum, esse amigo me conta, num assunto normal que esse meu namorado tomava carbonato de lítio. S que ele falou como se eu já soubesse disso. E eu não sabia. Ele n disse se ele ainda fazia o tratamento, eu n o via tomar remédio nenhum, nem ir a médico nenhum. E agora ele começou em um emprego novo, está obcecado com o emprego, n me dá atençao, fala q quer terminar pois nós n damos certo, que brigamos demais. Estamos afastados e eu ainda n tive a oportunidade de falar que eu sei sobre os remédios. Não sei se eu devo falar… estou muito magoada por ele ter me escondido, e n sei se ele faz o tratamento. Essas oscilações no namoro podem ser por causa da doença? Ele n vê o que está acontecendo com clareza? O que vôces me aconselham?

    • Equipe Abrata 12 de junho de 2017 às 08:57 - Responder

      Prezada LCPM.

      As pessoas que apresentam o transtorno bipolar do humor podem ter oscilações do humor, da energia, do comportamento em várias áreas da vida. Essas oscilações se manifestam nos mais diversos relacionamentos que a pessoa tem e é muito frequente acontecerem problemas decorrentes de comportamentos alterados em decorrência das distorções que o humor pode provocar. Com o tratamento, tanto medicamentoso como psicoterapêutico, a pessoa pode melhorar tanto sua saúde mental como a qualidade de vida e dos relacionamentos interpessoais. Muitas vezes, é até indicado que se faça uma psicoterapia familiar ou de casal para ajudar os envolvidos a lidar com as questões decorrentes do transtorno bipolar.
      Não temos condições de afirmar que os problemas que você apresentou com seu namorado são decorrentes dos sintomas da bipolaridade dele, afinal não é só o transtorno bipolar que acarreta problemas de relacionamento. Podemos apenas dizer que isso é possível. Também percebemos que você está há bastante tempo nessa relação o que sugere que você tem um afeto por ele e que essa relação parece ser significativa para você. Sugerimos que você converse com um terapeuta sobre essas questões para obter ajuda para lidar com seus sentimentos envolvidos nesse relacionamento a fim de ajudar você a encontrar sua melhor solução para esse impasse.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  71. Kelly 4 de junho de 2017 às 10:17 - Responder

    Gostaria de saber se o grupo Abrata disponibiliza gratuitamente terapia em grupo, pois meu namorado foi diagnosticado há 3 anos como sendo bipolar, tem o Cid, toma estabilizador de humor e medicamento pra dormir. Porém, sua terapia de grupo acabou devido ser do SUS. Não tem condições de pagar uma psicóloga. Então pelo fato de ajudá-lo e me auxiliar em como fazer as coisas junto com ele, quero participar, ter uma direção de como lidar com isto. Ultimamente, percebo que suas alterações de humor estão variando demais. Mudou a medicação para uma bem forte, NEULEPTIL, muitas gotas, o psiquiatra disse que pode tomar até 30 gotas diárias. Fiquei preocupada quando li a bula. Toma o estabilizador, melatonina, clonazepam. Faço o que posso para auxiliá-lo, mas sinto que, por ser mais velho, com 43 anos, é um pouco resistente. Conversamos bastante, sempre procuro arrastá-lo pra animação de viver, estar comigo e meus amigos para termos nosso momento juntos. Porém, mesmo assim, tem os momentos que ele se recusa, quer ficar em seu canto, na sua casa. Enfim, gostaria de uma outra opinião e q me direcionassem . Obrigada.

    • Equipe Abrata 4 de junho de 2017 às 18:04 - Responder

      Olá Kelly.

      A ABRATA não oferece terapia em grupo. Os Grupos de Apoio Mútuo são reuniões constituídas por pessoas com transtorno do humor: depressão e bipolaridade e de familiares, cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções de forma solidária, dando apoio e conforto uns aos outros, possibilitando o desenvolvimento do sentimento de pertencimento.

      Há, também, Encontros Psicoeducacionais. São palestras proferidas por profissionais da área de saúde, abertas ao público com o objetivo de informar e esclarecer sobre os sintomas, tratamentos e dificuldades relativas à depressão e ao transtorno bipolar, com perguntas no final da apresentação.
      Você pode conhecê-las pelo canal YouTube como esta, por exemplo, que tem como título: A DEPRESSÃO E O TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR: COMO LIDAR?
      A palestra foi ministrada pela psiquiatra Aline Valente Chaves, pesquisadora do PROGRUDA – Programa de Estudos dos Transtornos Afetivos do Instituto de Psiquiatria
      do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e membro do Conselho Científico da ABRATA.
      Acesse https://youtu.be/eeOFZKf_UJQ.

      As nossas atividades são gratuitas e exercidas por voluntários.
      Para participar dos Grupos de Apoio, telefone para (11) 3256-4831 e (11) 3256-4698. O atendimento telefônico é de 2ª a 6ª, das 13h30 às 17h.

      Ah, e baixe gratuitamente os nossos folhetos no site ww.abrata,org.br:

      Cartilha: Direito à Saúde Mental

      CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) – Atenção Básica

      CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) – Capital/SP

      CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) – Interior/SP

      Guia para Cuidadores de Pessoas com Transtorno Bipolar

      Manual Informativo: Depressão

      Manual informativo: Transtorno Bipolar (2011)

      Manual informativo: Transtorno Bipolar (2012)

      Manual informativo: Transtorno de Ansiedade

      Perguntas mais frequentes sobre Transtorno Bipolar do Humor

      Saiba mais sobre o Transtorno Afetivo Bipolar

      Transtorno Bipolar

      Um abração.
      Equipe ABRATA.

  72. Jd 13 de junho de 2017 às 18:53 - Responder

    Olá, minha parceira foi diagnosticada há 7 anos, não aceitou a doença e até hoje não conseguimos fazer com que ela se tratasse. Não sei mais o que fazer, a nossa relação já está bem complicada, toda a família tem sofrido mto, estou precisando de ajuda. O quê devo fazer?

    • Equipe Abrata 15 de junho de 2017 às 18:16 - Responder

      Olá Jd.

      Qualquer pessoa com Transtorno Bipolar deve estar sob os cuidados de um psiquiatra experiente no diagnóstico e tratamento dessa doença.
      Outros profissionais de saúde mental, tais como psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais especializados em psiquiatria,
      podem ajudar o paciente e sua família com abordagens adicionais ao tratamento.
      As pessoas com esse transtorno frequentemente necessitam de auxílio para procurar ajuda.
      Elas não reconhecem o quão incapacitadas estão, ou atribuem seus problemas a outras causas que não a doença mental.
      Como, então, ajudar o ente querido?
      – Ele precisa do estimulo da família e amigos para procurar tratamento.
      – Familiares, amigos e o médico da família podem “levar” a pessoa ao tratamento, insistindo que alguma coisa está errada e que a assistência
      de um profissional de saúde mental precisa ser procurada.
      – Alguns doentes necessitam mesmo de mais ajuda e precisam ser levados para tratamento.
      – Se estiver no meio de um episódio grave, a pessoa com transtorno bipolar pode ser internada para sua própria proteção e para receber o
      tratamento indispensável.
      – É importante para o paciente entender que a bipolaridade não desaparecerá e que a aderência (adesão) ao tratamento é necessária a fim de
      manter a doença sob controle.
      – Estímulo contínuo e apoio são necessários após a pessoa ter obtido tratamento, porque pode demorar algum tempo para descobrir qual regime
      terapêutico é o melhor para aquele paciente em particular.
      Muitas pessoas, recebendo tratamento, assim como familiares e amigos, também se beneficiam de grupos de apoio mútuo, como os que são oferecidos pela
      ABRATA.
      Frequentemente sugerimos a leitura do GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR que pode ser baixado no site: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Consulte, ainda, os artigos publicados no site, blog e facebook da ABRATA.
      Estamos à disposição para mais informações.

      Um grande abraço,
      Equipe ABRATA

  73. Jefferson Da Silva Cordeiro 13 de junho de 2017 às 18:58 - Responder

    Minha mulher foi diagnosticado há 7 anos e até hoje não conseguimos fazer com que ela se tratasse,não sabemos mais o que fazer, precisamos de ajuda e orientação.

    • Equipe Abrata 20 de junho de 2017 às 11:24 - Responder

      Caro Jefferson.

      Pois é, uma das maiores dificuldades que se apresenta aos cuidadores de pessoas com transtorno bipolar e depressão é
      como convencer o ente querido a seguir o tratamento indicado pelo psiquiatra.
      Sugerimos algumas “dicas” para ajudá-lo a ajudar a sua esposa:

      – Obtenha informações sobre o transtorno bipolar e depressão nos artigos publicado pela ABRATA. Acesse https://www.abrata.org.br,
      bem como em seu no Blog e Facebook.
      – Converse com a sua esposa com calma e carinho em um momento em que ela estiver acessível.
      – Comprometa-se a oferecer o suporte necessário para auxiliá-la durante o tratamento.
      – Cuide-se também. Frequentemente, os cuidadores apresentam depressão.
      – Baixe gratuitamente o GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR pelo site: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um grande abraço

  74. deyse 20 de junho de 2017 às 22:37 - Responder

    NAMORAVA COM UM BIPOLAR HA UM ANO E MEIO, AGORA TERMINAMOS NOVAMENTE. ESTAVA TUDO TAO BEM ,MAS ENTROU NA FASE DE DEPRESSAO,
    NESSA FASE SEMPRE TERMINA COMIGO ,FALA QUE MEREÇO PESSOA MELHOR QUE POSSA ME AJUDAR,QUE ESTA ATRASANDO MINHA VIDA ,FIQUEI COM RAIVA E O BLOQUEI DE TUDO. POREM NAO SEI SE FIZ CERTO,ESTOU TAO PERDIDA ,PORQUE QUER DEPOIS NAO QUER

    • Equipe Abrata 28 de junho de 2017 às 07:48 - Responder

      Prezada Deyse

      Agradecemos a sua mensagem.
      O transtorno bipolar é uma doença cuja característica é a oscilações de humor. Na mania (euforia, alegria exagerada, irritabilidade, etc.) a “gangorra”
      está no alto; na fase depressiva (ausência de ânimo, fadiga, irritabilidade, etc.), a vitalidade fica em baixa.
      Independentemente do tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia, que é fundamental para ficar estável, episódios de mania ou depressão podem
      ocorrer. O médico deve ser consultado para ajustar as doses dos remédios ou outras providências necessárias.
      Sabemos que não é fácil entender o que se passa com a pessoa com transtorno bipolar sem ser portador. Sabemos, também, que o apoio de familiares, amigos e
      companheiros é fundamental para o alcance da estabilização.
      Assim, a decisão de manter-se no relacionamento dependerá unicamente de você.
      A título de sugestão, leia artigo publicado no site da ABRATA com o título: “Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora?”.
      Site: https://www.abrata.org.br
      Uma outra indicação é baixar o “Guia para Cuidadores de Pessoa com Transtorno Bipolar”, http://new/folder.aspx

      Um abraço
      Equipe ABRATA.

  75. Alice 27 de junho de 2017 às 16:09 - Responder

    Como ajudar o meu marido, eu tenho quase certeza que é bipolar.

    • Equipe Abrata 5 de julho de 2017 às 08:51 - Responder

      Cara Alice.

      A melhor ajuda que você pode oferecer ao seu marido é sugerindo que consulte um psiquiatra.
      Fale com jeito, com paciência e amor, e se disponha a acompanhá-lo.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  76. Debora 6 de julho de 2017 às 23:09 - Responder

    Meu namorado está sempre terminando comigo,cada vez tem um motivo diferente,as vezes diz q não confia em ninguem,as vezes diz que não tem futuro pra me oferecer, disse que a sua personalidade é assim mesmo. Recentemente assumiu a doença mas não quer se tratar e novamente terminou afirmando que foi traido por mim.Falou q precisa ficar sozinho para focar nos projetos,só não sei quais. O que eu faço?

    • Equipe Abrata 12 de julho de 2017 às 08:32 - Responder

      Cara Debora

      Agradecemos a sua mensagem.
      Você pode conversar com ele sobre a importância do tratamento para ficar estabilizado. Leia sobre os transtornos afetivos-
      depressão e transtorno bipolar, em nosso site, facebook e blog.
      Lembre-se que não se pode forçar alguém a procurar ajuda. Uma coisa é oferecer carinho, atenção e solidariedade, outra
      é impor.
      Frequentemente, sugerimos a leitura do GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode baixar no site:
      https://www.abrata.org.br/new/folder.apx

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  77. Cezar 10 de julho de 2017 às 15:40 - Responder

    Olá. Minha situação é parecida com alguns comentários. Comecei a namorar uma mulher mais velha que eu, e logo na primeira semana ela não queria continuar pela diferença de idade, eu fiquei muito triste e tentei superar. Logo se passaram dois dias e ela me procurou e marcamos de nos ver novamente, daí então se passaram quase dois meses juntos com direito a aliança e tudo, nos víamos diariamente e passávamos o dia todo juntos. Durante este período costumávamos a posar no apartamento dela que ficava trancado pois ela morava com sua mãe, a partir dai foi que ela começou a deixar de tomar os remédios por algumas noites, noite sim noite não. Há duas semanas atrás ela me disse que precisávamos conversar e que ela não queria continuar a relação pois se sentia mal em estar comigo com essa diferença de idade, e além do mais talvez não poderíamos ter filhos futuramente por conta da medicação que ela toma diariamente. Ela novamente sumiu, me bloqueou e não falou mais nada, me senti muito mal e não dormi aquela noite. No outro dia de manhã enviei uma mensagem a ela dizendo que a amava e que queria vê-la novamente, ela aceitou e voltamos a ficar juntos. Hoje estamos há uma semana longe um do outro pois no dia seguinte que voltamos ela terminou novamente, não sei se dessa vez tem volta e gostaria de saber se essa situação é normal, no caso dela que tem o transtorno bipolar e se tem chances dela me procurar, se é só uma crise, e (se caso isso acontecer eu vou me atentar mais com a medicação dela), e também gostaria de saber se temos condições de ter um filho sem que a mediação afete a criança, Obrigado.

    • Equipe Abrata 19 de julho de 2017 às 06:12 - Responder

      Prezado Cezar.

      De fato, o transtorno bipolar pode fazer com que seu portador tenha uma inconstância em diversos comportamentos e relacionamentos. Os sintomas da doença podem sim ser responsáveis em parte por isso e o tratamento ajuda a pessoa a alcançar uma estabilidade no humor e a escolher melhor o que ela quer de fato e o que não quer.
      O que não podemos afirmar é se a inconstância de sua namorada em relação a você se deve à doença ou a dúvidas que ela de fato tem sobre levar adiante o relacionamento com você. Claro que qualquer pessoa com esse transtorno deve se tratar continuadamente para ficar saudável e levar uma vida de qualidade, mas nada garante que sua namorada, ao aderir ao tratamento e ficar estável, vá ficar ou não com você.
      Com relação à gravidez, o tratamento não é incompatível com a saúde do feto, mas isso deve ser bem conversado com o psiquiatra e com o ginecologista para que não sejam usados medicamentos de alto risco para a saúde e desenvolvimento do feto.
      Sugerimos que você converse com sua namorada sobre esse tema e que vocês possam amadurecer a melhor decisão para os dois.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  78. Paula 28 de julho de 2017 às 00:18 - Responder

    Olá tenho um amigo que apresenta características de transtorno Bipolar, mas acho que ele não sabe disso, a relação com a família dele é muito atribulada cheia de conflitos muitas brigas e desavenças. Ele tem muita dificuldade de relação interpessoal em todos os ambientes que convive.
    Nossa relação de amizade era bem intensa e de muita confiança um no outro. Ele tem um projeto social e por causa da nossa amizade acabei me envolvendo com este projeto, me disponibilizei como voluntária para ajuda-lo, porém nossas ideias entraram em conflito e contrariei uma ideia dele, isso foi motivo para ele me anular da sua vida e abandonar o projeto. A princípio me assustei com a atitude dele, fiquei com muita raiva, achei imaturo para um cara de 38 anos, mas depois resolvi pesquisar e acabei descobrindo que pode haver um possível diagnóstico de transtorno Bipolar por causa do comportamento que ele apresenta. Gostaria muito de poder ajudá-lo, não quero desistir dele pois precisa muito de ajuda, porém ele se afastou e está irredutível,já tentei de várias formas me reaproximar mas não adianta ele se afasta cada vez mais.
    Não sei o que fazer estou perdida, gostaria da orientação de vocês de como agir neste caso.
    Desde já agradeço pela atenção.

    • Equipe Abrata 30 de julho de 2017 às 07:20 - Responder

      Cara Paula

      Procurar ajuda médica é tarefa que depende da vontade do doente e de seu livre convencimento.
      Não é possível forçar alguém a se cuidar, a menos que esteja sob risco de vida ou promovendo
      risco a terceiros.
      Como bem observa a dra. Rosilda Antonio, médica psiquiatra e presidente do Conselho Científico
      da ABRATA, a falta de adesão ao tratamento psiquiátrico pode dar-se nas seguintes situações:

      – Auto avaliação prejudicada em decorrência de episódio da doença
      – Negação da enfermidade
      – Preconceito em relação ao uso de psicofármacos
      – Temor aos efeitos colaterais dos medicamentos
      – Crença na capacidade de controlar o próprio humor
      – Estigma social (opinião do meio social desfavorável ao tratamento)
      – Conflitos familiares e interpessoais (estresse relacional e pouco apoio).
      Leia o artigo completo:
      O QUE FAZER QUANDO O PORTADOR NÃO ACEITA O TRATAMENTO?
      Publicado em 18 de Abril de 2015 por Equipe Abrata.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  79. Diane 10 de agosto de 2017 às 14:15 - Responder

    Boa tarde! Tenho um amigo há 4 anos que tem um irmão bipolar. Este amigo apresenta alguns sintomas que me fazem desconfiar que ele também tenha o transtorno bipolar. Ele é muito inconstante! Passa períodos (um a 2 meses) onde ele é um cara paciente, gentil, carinhoso, amável. E outros períodos em que se mostra impaciente, grosseiro, até o tom de voz dele muda! É incrível! Fica completamente insensível. Inicia projetos super empolgado que geralmente não conclui… Normalmente estes períodos se alternam em um a dois meses. Já conversei com ele sobre essa possibilidade, porém ele não aceita a possibilidade de ter o transtorno… Entretanto, a noiva dele tem se mostrado bastante insatisfeita e fala inclusive em deixá -lo por não compreendê-lo bem. Eu gostaria muito de ajudá -lo. Como posso fazer com que ele enxergue a necessidade de buscar ajuda médica ou psicológica?
    Desde já agradeço!

    • Equipe Abrata 15 de agosto de 2017 às 08:55 - Responder

      Prezada Diane

      É um trabalho semelhante ao de pescador, ou seja, é preciso muita persistência e calma.
      Muitas vezes, a pessoa que apresenta algum transtorno mental não consegue identificá-lo como algo diferente de si mesma.
      Acredita que aquelas características façam parte de sua personalidade. E muitas vezes sentem até um estranhamento, se por
      conta do uso de medicações aquelas características forem suprimidas. Ou seja, não sabem experimentar a vida de outra forma.
      Antes de mais nada é muito importante uma relação sincera de afeto e confiança para que aos poucos esta pessoa vá quebrando
      as resistências e se aproximando de um tratamento.
      Veja entre suas relações quem seria a pessoa mais indicada para fazer essas tentativas de abordagem, e também qual o melhor
      momento.
      Em relação ao tratamento, o ideal seria a combinação de medicamentos e psicoterapia, mas não importa se isso não acontecer
      de imediato.
      O mais importante é que o tratamento se inicie e que aos poucos as resistências sejam quebradas.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  80. Adriana 21 de setembro de 2017 às 14:21 - Responder

    Bom dia a todos. Tenho irmão diagnosticado com transtorno bipolar e por favor gostaria de uma esclarecimento se possível com respeito a parte abaixo destacada do texto deste site:

    “O companheiro e os demais familiares precisam considerar que o paciente está fazendo tudo aquilo por estar fora de controle, em crise, e que depois que a crise passa, ele vai voltar ao normal….”

    Estava lendo o texto acima e mais uma vez me sinto confusa de como definir o momento que o paciente portador de Bipolaridade esteja “de volta ao seu normal”, e não em crise. Pois o que tenho experienciado é um comportamento bastante hostil do paciente com seus pais e irmãos, em contraste com o tratamento que dá à sua esposa, ainda que esteja de volta ao seu normal. Vale salientar também que este estado “normal” do paciente não é mais o mesmo há uns 6 anos, desde quando foi diagnosticado com a bipolaridade.
    Portanto nao sei como atuar com respeito a esse tratamento hostil, se repreendemos em chamar a atencão e deixá-lo saber o quanto nos ofende e nos afeta esse tratamento dele ou se continuamos deixando passar e consequentemente nos distanciando mais do paciente.
    Grata

    • Equipe Abrata 22 de setembro de 2017 às 09:17 - Responder

      Prezada Adriana.
      Agradecemos o seu contato.

      O transtorno bipolar do humor, antiga psicose maníaco-depressiva, é caracterizado por períodos de depressão (tristeza, desânimo, lentificação psicomotora,
      diminuição da energia, perda de prazer ou interesse em atividades habituais, alterações do sono, apetite, pensamentos negativos, ideação suicida, etc..)
      alternados com períodos de mania (ansiedade, agitação psicomotora, discurso ou pensamento acelerado com fuga de idéias, sensação de onipotência, de maior
      energia, de menor necessidade tanto de sono quanto de alimento, além de idéias de grandeza, sentimento de irritabilidade e até impulsividade).
      Os riscos de suicídio e de abuso de álcool e drogas em pacientes bipolares chamam a atenção pela alta frequência.
      Apesar da complexidade da doença, o transtorno bipolar é tratável. Os medicamentos específicos para a bipolaridade objetivam fornecer a estabilização do
      portador.
      O tratamento mais indicado para o transtorno bipolar é uma combinação de medicamentos e psicoterapia.
      Há, pelo menos, três tipos de psicoterapia (cognitivo-comportamental, interpessoal e familiar) que possuem papel relevante e positivo na prevenção
      de oscilações do humor – quando, é claro, estão associadas ao tratamento medicamentoso com estabilizador de humor. Um tratamento adequado com
      acompanhamento correto pode ajudar o portador do transtorno bipolar a ter uma vida produtiva, com satisfação e qualidade.
      A Terapia com foco na família tem apresentado um bom resultado visto que é importante, em qualquer transtorno mental, a participação efetiva,
      solidária e afetiva de todos os familiares no processo de recuperação e reabilitação psicossocial dos pacientes. Grupos de Apoio Mútuo como os que
      são oferecidos pela ABRATA têm sido eficazes no propósito de fornecer mais informações sobre os transtornos afetivos e reforçar a necessidade da adesão
      ao tratamento.
      Insistimos na afirmação que o transtorno bipolar nem sempre se cura, mas com a manutenção da medicação e outras terapias, as pessoas têm vida absolutamente
      normal.
      A hostilidade a que você se refere pode ser um sintoma remanescente da doença. Frisamos a importância do que acima foi dito: medicamentos corretos
      e psicoterapia têm surtido efeitos exitosos.
      Os cuidadores também devem procurar ajuda. É relativamente normal o desgaste emocional causado pelo transtorno bipolar em ente querido.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  81. Silva P 2 de outubro de 2017 às 17:27 - Responder

    Tenho uma amiga muito querida que vem sofrendo com mudanças bruscas de humor. Seu marido está enlouquecendo diante de um período de lua de mel e outro de dor e tristeza. Na mudança, ela se torna agressiva e tem chegado a partir para agressões físicas. Cria motivos, agride verbalmente, se isola etc. Já tentou suicídio 2x.
    O que fazer? Como se comportar diante disso? Há tratamento?
    Obrigado!

    • Equipe Abrata 7 de outubro de 2017 às 12:00 - Responder

      Olá Silva P.

      Sugira à sua amiga que se consulte com um psiquiatra pois, de acordo com a sua mensagem, ela está correndo
      risco de vida e expondo terceiros a riscos também.
      Pode ser que se trate do transtorno bipolar. Porém, somente um médico poderá diagnosticar e prescrever o
      tratamento adequado.
      Procurem ajuda o quanto antes, está bem?
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  82. Marcio 4 de outubro de 2017 às 19:00 - Responder

    Verdade.
    Passo pelo mesmo problema com minha esposa.
    Minha vida esta virada com tantas ofensas.
    Não sei mais o que fazer.
    Ela coloca todos os problemas da vida na minha conta.
    E eu acabo acreditando.
    Tem o poder enorme de transferir os problemas para aqueles que sempre estão ao seu lado.

    • Equipe Abrata 8 de outubro de 2017 às 11:06 - Responder

      Caro Marcio

      A convivência com pessoas com transtorno bipolar pode ser difícil principalmente quando o portador
      não está sendo tratado apropriadamente.
      Há outros componentes que também tornam a relação delicada, como a própria personalidade do
      doente e falta de controle dos sintomas.
      Faz parte do tratamento a psicoterapia, que pode ser familiar ou individual.
      Como companheiro e cuidador, você deve procurar ajuda para enfrentar as dificuldades advindas do
      relacionamento.
      Faça terapia e coisas que lhe dão prazer.
      Convide sua esposa a praticar algumas atividades físicas, por exemplo, ou a irem ao cinema juntos.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  83. Giselly Soares 8 de outubro de 2017 às 09:41 - Responder

    Olá, minha mãe foi diagnosticada com tab em setembro deste ano, estamos sofrendo muito pois ela não aceita a doença nem o tratamento. Já quebrou várias coisas em casa, tem episódios de pura agressividade e passou 26 tratando uma possível depressão, porém com grandes períodos de abandono de tratamento por achar que já estava curada. Não aceita nem uma terapia e já não sabemos o que fazer. Qual o pré-requisito para uma internação psiquiátrica, ainda existe isso?

    • Equipe Abrata 8 de outubro de 2017 às 11:31 - Responder

      Querida Giselly

      Agradecemos a sua mensagem.
      As informações abaixo são baseadas na Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas
      portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

      Referida legislação define três modalidades de internação psiquiátrica:
      a) internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;
      b) internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro;
      c) internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

      Internação voluntária
      A pessoa que solicita voluntariamente a própria internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração
      de que optou por esse regime de tratamento. O término da internação se dá por solicitação escrita do paciente ou por determinação do
      médico responsável. Uma internação voluntária pode, contudo, se transformar em involuntária e o paciente, então, não poderá sair do
      estabelecimento sem a prévia autorização.

      Internação involuntária
      É a que ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Geralmente, são os familiares que solicitam a internação do paciente,
      mas é possível que o pedido venha de outras fontes. O pedido tem que ser feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra.
      A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério
      Público do Estado sobre a internação e os motivos dela. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a
      cárcere privado.

      Internação compulsória
      Nesse caso não é necessária a autorização familiar. A internação compulsória é sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido
      formal, feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. O juiz levará em conta
      o laudo médico especializado, as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e
      funcionários.

      Esclarecimento: A internação psiquiátrica involuntária é indicada em situações em que estejam ocorrendo alto risco de autoagressão ou heteroagressão,
      bem como transtorno grave que comprometa a capacidade do paciente de reconhecer a necessidade do tratamento e de aceitá-lo.

      Concluindo, a internação psiquiátrica involuntária, ainda que vista como um ato médico agressivo, não é violento, mas, ao contrário, quando bem
      indicada, é fundamental para o benefício do paciente que, afinal, representa o maior interesse em medicina.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  84. Juliane 16 de outubro de 2017 às 06:51 - Responder

    Oi,

    Moro na Australia e tenho um relacionamento com uma pessoa bipolar. Ela foi diagnosticada aos 16 anos ou seja já são 15 anos se tratando e claro que com algumas crises mas nada muito sério. Nos últimos meses ela está muito inconstante e depressiva e isso vem me desgastando muito. Queria saber se existe algum grupo de apoio online, aonde eu possa conversar com outras pessoas que passam pelas mesmas situações mas em português.

    Super obrigada.

    • Equipe Abrata 16 de outubro de 2017 às 10:56 - Responder

      Cara Juliane
      Agradecemos a sua mensagem.
      É sabido que há vários grupos de apoio online para pessoas com transtorno bipolar e depressão.
      Nós, da ABRATA, não conhecemos o trabalho de quaisquer deles, o que dificulta a indicação.
      Você já verificou se há grupos de apoio mútuo presenciais em sua cidade?
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  85. najev 26 de outubro de 2017 às 23:44 - Responder

    Minha esposa é portadora de transtorno bipolar e sempre que ela tem uma crise a primeira coisa que acontece ela se afasta de mim dizendo que não quer mais ficar casada comigo, não me deixa nem tocar nela, em seguida começa a comprar tudo que vê…tenho isso como os principais sinais de uma crise pois parece que é sempre a mesma coisa….é possível que nestas crises ela possa se envolver com outra pessoa??

    • Equipe Abrata 27 de outubro de 2017 às 11:39 - Responder

      Olá Najev.

      No Blog da ABRATA há um artigo publicado pela nossa equipe no qual é descrito o comportamento da pessoa com transtorno bipolar em episódio de
      mania ou euforia.
      Vejamos.
      Alguns sintomas mais importantes são:
      – Irritabilidade, impaciência, sensação de “pavio curto”;
      – Pensamentos acelerados, fala rápida e contínua;
      – Crenças não realistas de aumento da capacidade e dos seus poderes, idéias de grandeza, aumento exagerado da auto-estima;
      – Sentimento desmedido de bem-estar, alegria ou raiva;
      – Sensações de poder, grandeza, riqueza, inteligência ou força exagerada;
      – Autoconfiança e otimismo exagerados;
      – Gastos excessivos, endividamentos;
      – Aumento significativo da disposição ou energia;
      – Grande produtividade, ou começar muitas coisas simultaneamente (e não conseguir terminar);
      – Inquietação ou agitação física;
      – Desinibição exagerada, aumento do contato social, comportamento inadequado e provocativo ou mesmo ofensivo e agressivo;
      – Aumento da libido, erotização;
      – Insônia, redução da necessidade de dormir;
      – Pode haver delírios e/ou alucinações.

      Devido aos sintomas de euforia, por exemplo, como falta de senso crítico, desinibição e hipersexualidade, energia e otimismo aumentado, a pessoa avalia a realidade de modo distorcido, achando sempre que tudo vai dar certo. O paciente não consegue controlar os impulsos e irrita-se toda vez que alguém o contraria. Além de se endividar e provocar brigas, durante um episódio maníaco a pessoa pode vir a colocar em risco ou destruir seu casamento, perder o emprego e os amigos, abandonar os estudos, comprometer sua reputação e credibilidade ou arruinar-se financeiramente.
      O tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia ajuda a manter a estabilidade no casamento e no trabalho.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

    • Paula 6 de novembro de 2017 às 20:51 - Responder

      isso esta acontecendo comigo 🙁 é muito ruim, não sei se devo dar um espaço para ele ou dar um tempo para colocar a cabeça no lugar ou se insisto!

      • Equipe Abrata 8 de novembro de 2017 às 10:56 - Responder

        Olá Paula
        Você deve estar se referindo à mensagem em que a leitora expõe a situação de seu namorado que se assemelha à sua.
        Assim, sugerimos o mesmo procedimento: consulta com o médico psiquiatra para avaliar os sintomas que ele vem
        apresentando.
        Com o seu apoio e o tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia, ele poderá ficar estável e viver a vida
        com qualidade.
        As pessoas que têm transtorno bipolar devem ser acompanhadas frequentemente por psiquiatra. O tratamento pode ser
        longo e contínuo, mas vale a pena a persistência.
        Um abraço
        Equipe ABRATA

  86. Aline 2 de novembro de 2017 às 19:32 - Responder

    Em uma crise onde a pessoa bipolar maltrata a companjheira, ela reconhece que ofendeu o próximo ou esquece (amnésia)? Ela tem noção do peso dessa ofensa ou é algo insignificante pra eles?

    • Equipe Abrata 3 de novembro de 2017 às 07:53 - Responder

      Prezada Aline

      O transtorno bipolar provoca mudanças graves no humor, na energia, nos pensamentos e no comportamento – dos picos de mania, em um extremo, para os pontos baixos de depressão, no outro. Mais do que apenas um bom ou mau humor fugaz, os ciclos do transtorno bipolar duram dias, semanas ou meses. E ao contrário de oscilações comuns de humor, as mudanças no transtorno bipolar são tão intensas que interferem em sua capacidade de ação.
      Durante um episódio de mania, uma pessoa pode impulsivamente sair de um emprego, gastar enormes quantias em cartões de crédito ou se sentir refeita depois de dormir duas horas. Durante um episódio depressivo, essa mesma pessoa pode se sentir muito cansada para sair da cama e cheia de auto aversão e desesperança sobre estar desempregada e com dívidas.
      Na fase maníaca do transtorno bipolar, sentimentos de energia multiplicada, criatividade e euforia são comuns. As pessoas que experimentam um episódio maníaco frequentemente falam a mil por hora, dormem muito pouco e são hiperativas. Elas também podem se sentir muito poderosas, invencíveis ou destinadas à grandeza. Nessa fase, sente-se bem no início, mas tende a perder seu controle. Muitas vezes se comportando de forma imprudente durante um episódio maníaco: desperdiça as economias em jogos de azar, envolve-se em atividades sexuais impróprias ou faz investimentos financeiros tolos, por exemplo. Ela também pode ficar com raiva, irritada e agressiva – provocando brigas, atacando os outros quando eles não concordam com seus planos e repreendendo quem critica seu comportamento. Algumas pessoas até entram em delírio ou começam a ouvir vozes.
      Algumas pessoas podem apresentar perda de memória para certas categorias de informações, tais como todas as recordações envolvendo a própria família ou uma determinada pessoa. Não é
      proposital, é uma consequência da própria doença.
      Por isso que o transtorno bipolar requer tratamento de longo prazo. Uma vez que ele é uma doença crônica e com recidivas, é importante continuar com o tratamento mesmo que você esteja se sentindo melhor. A maioria das pessoas com transtorno bipolar precisa de medicação para prevenir novos episódios e ficar livre dos sintomas. Mas o tratamento não se resume somente à medicação. Sozinho, o remédio em geral não basta para controlar totalmente os sintomas do transtorno bipolar. A estratégia de tratamento mais eficaz envolve uma combinação de medicamentos, terapia, mudanças de estilo de vida e apoio social e familiar.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  87. Paula 6 de novembro de 2017 às 20:48 - Responder

    olá, boa noite … então esta observando que me namorado estava agitado e estressado há dias … no feriado estava tudo bem entre a gente depois no outro dia já falou, que eu sabia que isso iria acontecer, que eu sou uma pessoa maravilhosa e que mereço ser feliz … ele já foi diagnosticado com depressão e transtorno bipolar. Ele esta nessa fase do transtorno, não está?

    • Equipe Abrata 8 de novembro de 2017 às 10:52 - Responder

      Cara Paula.

      Seu namorado faz tratamento medicamentoso para o transtorno bipolar?
      É que os sintomas da bipolaridade somente podem ser controlados com medicação apropriada e com psicoterapia.
      Pode ser que ele esteja em episódio de depressão. Somente o psiquiatra poderá avaliar e prescrever o que deve ser feito.
      Ajude-o a procurar o médico e dê apoio durante o tratamento. É muito importante para a pessoa com transtorno bipolar
      pode contar com alguém que entenda o que é a doença e suas características.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  88. Vini 9 de novembro de 2017 às 19:00 - Responder

    Estou passando por isso com minha esposa. Casamos e em menos de 6 meses as crises estão cada vez piores. Eu não posso questionar ou discordar de nada, porque ela muda completamente, fica extremamente irritada e agressiva, pede o divórcio, ofende e machuca muito com as palavras, e sempre me culpa por tudo, e insiste em ficar brigada comigo, mesmo eu tentando e implorando para ficarmos bem. Ela está tomando depakote, segundo orientações do psiquiatra, mas não está ajudando. Eu não aguento mais tanta acusação e brigas, eu não tenho paz mais dentro de casa.

    • Equipe Abrata 12 de novembro de 2017 às 11:14 - Responder

      Olá Vini

      Muitas vezes determinados medicamentos funcionam muito bem para algumas pessoas e não tanto para outras.
      O importante é que o médico seja consultado para, se for o caso, substituir a medicação ou alterar a dose
      proposta inicialmente.
      Sugerimos, ainda, que se combine o tratamento medicamentoso com psicoterapia, que pode ser individual ou
      familiar. Aconselhe-se com o profissional que acompanha a sua esposa.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  89. Marcela 10 de novembro de 2017 às 17:12 - Responder

    Olá,
    Minha namorada estava bem, animada, otimista com os projetos, tomando o remédio normalmente. Começamos a namorar. Mas de uns tempos para cá, ela parou com o remédio, vem bebendo e em relação a compras não sei o que falar.
    Ela do nada terminou, com uma justificativa que não fazia sentido, mas mesmo assim, fica perto, sai comigo e diz que uma hora quer outra hora não.
    Ela tem dormido bastante, diz não estar interessada em nada, quase sem libido e diz que a minha vida vai ser melhor sem ela. Não sei direito o que faço, não tenho como frequentar a casa dela.
    Será que deveria levá-la ao psiquiatra?

    • Equipe Abrata 12 de novembro de 2017 às 11:33 - Responder

      Prezada Marcela

      O transtorno bipolar requer tratamento medicamentoso contínuo, e a eventual interrupção deve partir do aconselhamento médico.
      Como se trata de transtorno do humor, é comum ocorrerem oscilações que vão da depressão para a mania/euforia quando o portador está sem tratamento.
      Em excelente artigo escrito pelo dr. Luis Pereira Justo, médico psiquiatra, sob o título: Uso de álcool e outras drogas em pessoas com Transtornos
      do Humor, que se encontra disponível no site: https://www.abrata.org.br/new/artigo/alcoolOutrasDrogas.aspx, lemos o seguinte:
      “…
      É comum acontecer de uma pessoa que esteja sofrendo com sintomas de um funcionamento mental alterado, procurar no álcool ou outras
      substâncias de abuso, alívio para seu desconforto. Isto é verificado em diversos tipos de transtornos mentais, incluindo as depressões
      e transtornos bipolares. Medidas desse tipo são sempre prejudiciais, pois facilitam a negação da existência de problemas de saúde que
      devem ser encarados como tal e devidamente tratados.

      É fundamental que um psiquiatra seja consultado e todas as informações devem ser fornecidas, do modo mais franco e aberto possível. Mesmo que uma
      pessoa acredite que o uso que faz de uma substância não seja prejudicial a sua saúde, isto deve ser discutido e esclarecido junto ao médico.
      Quando há comorbidade entre transtorno do humor e transtorno de uso de substâncias, o tratamento para ambos deve ocorrer ao mesmo tempo.”.
      Em resumo, acompanhe sua namorada ao psiquiatra. Será a melhor providência para o momento difícil que vocês estão passado.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  90. Thor 13 de novembro de 2017 às 19:17 - Responder

    Olá Amigos,
    Escrevo aqui porque a maioria dos comentários relatam dificuldades com os companheiros com a doença,como tal resolvi escrever para dar algum alento a todos.
    Depois de um surto de mania severa,fui diagnosticado com THB e fui internado onde estive cerca de 15 dias,depois fiquei cerca de 2 meses em casa ,foi um processo muito difícil para mim e para a minha família (mulher e filhos) neste tempo que estive internado e em casa parecia ao inicio um vegetal ,com o tempo despertei um pouco e queria voltar ao trabalho ,mas tive que esperar . Passado os 2 meses voltei ao trabalho mas continuava lento de pensamento e movimentos mas sempre tentei não mostrar a ninguém como estava . A minha recuperação demorou cerca de 2 anos e tive e tenho uma grande mulher a meu lado que sempre me apoiou em tudo. No inicio tive consultas com a psiquiatra de 3 em 3 meses mas durante 1 ano e meio até ao momento as consultas são de 6 em 6 meses com a duração de 10 minutos o que não ajudou muito mas tentei extrair sempre o máximo desses 10 minutos. O mais importante é a pessoa que tem a doença querer se tratar e para isso tem que existir motivação, a minha sou eu ,a minha mulher e os meus filhos ,por eles tudo farei para não ter mais surtos. Quando estive em mania severa e na internação, emagreci mas depois engordei bastante e foi aí que tive um grande click ,comecei a pesquisar sobre alimentação saudável e enquadrar a melhor na minha doença , iniciei essa etapa juntamente com exercício e rotinas (são muito importantes para quem tem THB). Incluí também suplementos que fazem bem à doença e melhorei bastante ,emagreci em 4 meses cerca de 23 kg e com as devidas rotinas hoje posso dizer que estou completamente funcional em todos os campos ,mas a minha doença tem que ser cuidada todos os dias para a vida toda,nunca tomei drogas ,álcool não bebo praticamente e vou deixar , fumo e vou deixar , café vou reduzir ( estes são objetivos que tenho e vou cumprir) . Agora que estou desperto estarei mais atento aos sintomas que eventualmente poderão despertar novo surto .Muito importante tomar a medicação certa e com o passar do tempo a minha psiquiatra tem reduzido a minha medicação com esta que tenho agora. Tinha tremores nas mãos mas com a mudança do meu estilo de vida já não tenho mais . Desde o inicio apreendi a controlar o estresse e quando vem um problema encaro o mais natural possível sabendo que tem resolução,vivo com o meu estado de espírito muito tranquilo e adoro a ouvir a minha mulher dizer que está super feliz , por isto tudo vejo o lado positivo do diagnóstico, estou em tratamento e tenho uma qualidade de vida melhor do que tinha no passado junto com a minha família.
    Estarei sempre ao dispor de todos.
    Parabéns à Abrata pelo excelente trabalho tenho apreendido muito aqui.
    Obrigado

    • Equipe Abrata 15 de novembro de 2017 às 10:07 - Responder

      Prezado Thor,

      Agradecemos a sua mensagem onde você demonstra, dentro outros fatos, a importância da adesão ao tratamento medicamentoso para o transtorno bipolar.
      De fato, essa é a chave do sucesso do controle dos sintomas, parabéns pela superação!

      Abraços
      Equipe ABRATA

  91. Luana 22 de novembro de 2017 às 20:31 - Responder

    Ola, estou me relacionando com um rapaz que, além de sofrer transtorno bipolar, sofre de fobia social, agindo de forma que sempre almeja blindar seus sentimentos das pessoas, sem criar longas relações afetivas. Não sei como devo me comportar nesse relacionamento. Devido aos transtornos, nossa relação é um vai e volta constante. Não sei o que devo fazer para que possamos obter um equilíbrio maior. Mês passado ele começou a terapia e vem trabalhando diretamente com esses transtornos, mas ainda não foi tempo suficiente para uma grande melhora em nossa relação. Gostaria de entender como posso colaborar neste processo.

    • Equipe Abrata 25 de novembro de 2017 às 12:10 - Responder

      Prezada Luana.

      Não ficou claro em sua mensagem o fato de seu namorado tratar-se com medicamentos próprios para o transtorno bipolar. O tratamento
      medicamentoso é essencial para o portador ficar com o humor estável.
      Claro que a psicoterapia auxilia muito, mas é importante que haja um acompanhamento psiquiátrico.
      Sugerimos que você o auxilie a aderir ao tratamento, conversando com ele sobre as vantagens dessa adesão, que são: redução dos
      episódios, redução da intensidade das crises e redução do suicídio.
      Grupos de Apoio Mútuo como os que são oferecidos pela ABRATA ajudam a entender a importância dos cuidados médicos para pessoas com
      transtorno bipolar e depressão.
      A ABRATA oferece, ainda, palestras sobre os transtornos afetivos, que podem ser assistidas pelo canal YouTube.
      Outra sugestão é que você leia os artigos publicados em nosso site, blog e facebook, em particular uma matéria escrita pelo psiquiatra
      Teng Chei Tung, com o título: “Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora?”.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  92. roberta rocha 28 de novembro de 2017 às 12:29 - Responder

    Boa tarde! Meu namorado tem uns comportamentos meio estranhos .Primeiro, quando está sem trabalhar e por conta seu pai, enche muito a paciência dele. E ele desconta tudo em mim, tem dias ele me trata com muito amor, tem dias que nem de amor me chama tipo parece que fiz um mal para ele . Dias fala que me ama…..e outro dia nem se lembra de mim,mas diz que sou a mulher da vida dele . O que faço? Me ajudem porque tem dia que não aguento e quero terminar tudo.

    • Equipe Abrata 29 de novembro de 2017 às 10:05 - Responder

      Prezada Roberta.

      É o médico psiquiatra que deve ser consultado quando há suspeita de algum transtorno mental.
      Converse com seu namorado e sugira a visita a um profissional.
      Boa sorte!

      Abs.
      Equipe ABRATA

  93. Cleber 5 de dezembro de 2017 às 14:15 - Responder

    Ola! Tinha um casamento muito bom, com muito respeito e parceria, só que a minha ex-mulher passou por vários gatilhos emocionais num determindado período da vida. De tempos para cá ela mudou muito o comportamento e agia como uma adolescente. Foi diagnósticado Bipolaridade. Recentemente descobri uma traição. Estamos separados hoje e mesmo assim ela issiste em voltar de qualquer jeito. Minha pergunta é, nos momentos de mania, a pessoa age com consciência? A Bipolaridade é uma desculpa para este comportamento?

    • Equipe Abrata 15 de janeiro de 2018 às 10:04 - Responder

      “Prezado Cleber,
      O transtorno bipolar pode causar uma série de alterações de comportamento que trazem diversos problemas para o seu portador. A pessoa que padece dessa doença apresenta oscilações de humor e de energia que se manifestam em fases de depressão ou fases de mania. Nas fases depressivas, a pessoa fica com baixa de energia, humor triste ou irritado, baixa autoestima, pessimismo intenso, sentimentos de culpa, perda da capacidade de sentir prazer, ideias negativas e de morte, podendo chegar a tentativas de suicídio. Nas fase de mania (ou de hipomania, quando a intensidade é menor), a pessoa fica com a energia muito elevado, excesso de ânimo, humor eufórico ou irritado, excesso de atividade (faz coisas sem parar), diminui a necessidade de sono, o pensamento fica acelerado e a pessoa fala muito rapidamente, sente-se poderosa e pode colocar-se em risco pois acredita que não corre risco s, a impulsividade aumenta e a libido também , podendo culminar em um comportamento sexual inadequado ou de risco; sua capacidade de julgar a realidade fica alterada, principalmente nos casos de mania (quando o descontrole é maior), e muitas vezes os portadores fazem coisas das quais se arrependem muito quando voltam ao humor normal.
      Portanto, respondendo à sua pergunta, a bipolaridade pode ter criado as condições necessárias para que sua ex-esposa o traísse, mas é importante que você dialogue com ela e busque conhecer e compreender em que contexto as coisas aconteceram. É importante saber que para conviver com uma pessoa com transtorno bipolar, você deverá aprender como é a doença para ajudar a prevenir as recorrências das crises e para conhecer quais os fatores de estresse que favorecem as recaídas. É por isso que sempre recomendamos aos portadores e familiares de portadores de transtorno bipolar que participem das atividades da ABRATA, como as palestras psicoeducacionais e os grupos de apoio mútuo, para aprenderem sobre a doença e também com a experiência das outras pessoas que vivem essa realidade e vêm descobrindo maneiras de superar os seus desaf ios.
      Um abraço,Equipe ABRATA”.

  94. Marcos 1 de janeiro de 2018 às 19:21 - Responder

    Ola, estou com um problema com a minha esposa, já estamos juntos há 3 anos e ela sempre tem essas variações, ela sempre demonstra que me ama, mas às vezes parece que me odeia, ficando até agressiva comigo, mas em poucos dias passa, só que dessa vez já está com uma semana que ela demonstra que está com raiva, tanto que nem queria que eu dormisse em casa, tive que vir passar uns dias na minha mãe para ver se ela melhorava, mas só sai porque ela praticamente me obrigou rsrs pq sei que não é o estado normal dela, a minha dúvida é se fiz certo em sair por um tempo e se estas atitudes são de pessoa bipolar.

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2018 às 10:05 - Responder

      Olá Marcos.

      É difícil dizer se a sua esposa tem algum transtorno, somente o psiquiatra pode diagnosticar e prescrever, se for o caso,
      o tratamento adequado.
      Acreditamos que com a devida paciência, você poderá convencê-la a procurar ajuda.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  95. Thayane 8 de janeiro de 2018 às 09:46 - Responder

    Olá, eu convivo com meu companheiro já há 4 anos, desde o inicio ja notei que ele muda de humor constantemente, ele está bem e de repente fica com raiva vira um mostro mesmo, me destrata, humilha, me faz chorar, e depois de alguns minutos ele age como se nada tivesse acontecido. Ele sempre costuma me culpar por tudo, problemas, contas ate pelas mudanças de humor repentinas, ja li muito sobre o transtorno e não li algo sobre isso se é uma característica culpar alguém por não estar bem? Porque sinto que ele me usa como desculpa pra tudo, pq ao invés dele buscar tratamento ele diz q a culpa de tudo é minha, e queria saber qual os malefícios de conviver com uma pessoa que tenha esse transtorno?

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2018 às 11:08 - Responder

      Cara Thayane.

      Conviver com alguém que pode apresentar algum ou alguns sintomas de transtornos afetivos é uma tarefa que pode
      ser difícil quando o portador não se cuida adequadamente.
      Assim, sugerimos que você procure ajuda psicológica, que pode ser individual ou familiar.
      Boa sorte!

      Abs.
      Equipe ABRATA

  96. Shirley 13 de janeiro de 2018 às 11:13 - Responder

    Bom dia, como consigo indicações de psiquiatras especialistas em transtorno bipolar, na Cidade do Rio de Janeiro?

    • Equipe Abrata 27 de janeiro de 2018 às 11:18 - Responder

      Olá Shirley.

      Não conhecemos profissionais em sua cidade.
      Você pode consultar a relação de psiquiatras da Associação Brasileira de Psiquiatria.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  97. Danielle 18 de janeiro de 2018 às 14:17 - Responder

    Olá,

    Sou portadora do Transtorno Bipolar Afetivo, reconhecido há 3 anos.
    Sempre fui uma pessoa que vivia no quadro mais da mania do que da depressão.
    Em alguns casos lembro-me de pequena que tive que me virar com algumas crises de pânico, mas, com muita fé em Deus, fui superando.
    Me casei aos 27 anos e depois do casamento tive mais crises de depressão e mania.
    Pude compreendeer melhor esta doença depois de 3 a 4 crises de mania e hipomania, a qual me acelerava muito, tinha sensação de heroísmo que podia tudo.
    As oscilações de humor variavam de semanas, ou até 1 mês.
    Era muito ruim a sensação de impotência, me lembrava de muitas coisas do passado, mas me esquecia de coisas do presente.
    A raiva não era o que predominava em minha vida, mas a sensação de que escutava algo falando no meu ouvido para fazer coisas do mal era forte.
    Nestes períodos é necessário muita a compreensão dos familiares e amigos.
    É imprescindível o acompanhamento médico para que a doença venha se estabilizar
    Existem momentos que achamos que estamos curados, eu por exemplo, parei de tomar medicação por 6 mêses. Tive outra crise por intermédio disso. É muito ruim, fase depressiva, mas, na fase de mania é pior, porque achamos que podemos tudo.
    Por favor quem sofre é também a família que está ao redor, portanto volto a afirmar. Procurem ajuda médica.
    Um abraço a todos!
    Deus abençoe

    • Equipe Abrata 28 de janeiro de 2018 às 11:27 - Responder

      Querida Danielle.

      A sua mensagem é muito esperançosa para aqueles que têm o transtorno bipolar.
      Você conseguiu alcançar a estabilidade através do tratamento adequado. É isso mesmo!
      Agradecemos, assim, o seu contato.
      Saúde!

      Abs.
      Equipe ABRATA

  98. blogabrata 9 de fevereiro de 2019 às 13:32 - Responder

    Olá Cesar
    Agora é tempo de cuidar de si mesmo. Você fez o que podia, deixe o tempo se encarregar de dar respostas.
    Agradecemos a mensagem, um abraço.
    Equipe ABRATA

  99. Lilany 23 de abril de 2019 às 18:43 - Responder

    Sofro de transtorno bipolar, não tenho apoio nem ajuda de ninguém, a minha família diz que é frescura, é muito difícil lidar com tudo sozinha pois até tenho medo de mim mesma porque sinto q não estou vivendo em paz. A minha vida está passando e eu nem percebi por ter cabeça e emoção conturbadas.

    • blogabrata 24 de abril de 2019 às 09:14 - Responder

      Querida Lilany, agradecemos a sua mensagem!

      Os sintomas do Transtorno Bipolar podem ser controlados com tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia.
      E realçamos que a pessoa com bipolaridade pode ter uma vida produtiva e com qualidade se seguir à risca a orientação
      do médico psiquiatra.
      Isso se constitui em esperança para os portadores!
      Podem casar-se, ter filhos e uma carreira profissional, conviver em sua comunidade, conquanto que sejam cuidados adequadamente.
      Além do tratamento com remédios e psicoterapia, é interessante participar de grupos de ajuda, nos moldes dos que são oferecidos
      pela ABRATA.
      Leia os artigos, postagens e informações contidos em nosso Site, Blog e Facebook. Pode baixar, ainda, e gratuitamente,
      o material informativo.
      O Site é: https://www.abrata.org.br
      Quanto mais esclarecimentos você obtiver, mais conhecerá a doença, os seus sintomas e os tratamentos e, principalmente,
      verificará como os portadores podem desfrutar a vida em sua plenitude, está bem?
      Um forte abraço
      EQUIPE ABRATA

    • blogabrata 21 de maio de 2019 às 07:52 - Responder

      Cara Lilany

      O controle dos sintomas do Transtorno Bipolar exige tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia.
      Os seus familiares não agem propositadamente, talvez desconheçam o que é a doença. Se você tiver oportunidade
      para explicar ou, até mesmo, de conversarem juntos com o seu psiquiatra, pode ser uma boa ideia.
      Sugira que leiam sobre o assunto, o site da ABRATA contém um sem número de informações!
      De qualquer maneira, procure ajuda em grupos de apoio mútuo como os oferecidos pela ABRATA e, de novo, faça
      terapia, está bem?
      Abraços
      EQUIPE ABRATA

  100. alguém 5 de junho de 2019 às 18:18 - Responder

    Minha ex namorada é bipolar, ficamos 10 meses juntos, eu ainda gosto dela e tenho esperança em voltar. Faz uma semana que a gente brigou feio, ela estava visivelmente em hipomania, só queria pintar e pintar e me tratava com muita indiferença. Hoje ela está extremamente depressiva, só estou falando por mensagem, ela não quer sair da cama e nem mais abrir a boca, isso me preocupa bastante. Ela diz que não sente nada por ninguém, que quer ficar sozinha, mas percebo que ela sente a minha falta. Acho que ela tem medo de me fazer sofrer, a única coisa que me resta é esperar para ver o que vai acontecer.

    • blogabrata 6 de junho de 2019 às 08:29 - Responder

      Prezado leitor
      Em lugar de esperar para ver o quê acontecerá, você pode enviar mensagem para que ela converse com o psiquiatra
      que a acompanha. Até mesmo procurar os familiares dela, vocês poderão trocar ideias sobre a melhor forma de ajudá-la.
      Afinal, amar é cuidar!
      Lembramos que as pessoas com Transtorno Bipolar podem ser ideação suicida, muito especialmente quando estão sem
      acompanhamento médico adequado.
      Nessa hipótese, é aconselhável que se tenha à mão o telefone 188 do Centro de Valorização da Vida – CVV.
      Se estiver disposto, leia o amplo material postado pela ABRATA em seu site, facebook e blog.
      Há material que pode ser baixado gratuitamente, como é o caso do “Guia para Cuidadores de Pessoa com Transtorno
      Bipolar”.
      Abraços
      EQUIPE ABRATA

  101. mariamar 5 de julho de 2019 às 11:54 - Responder

    ola , gostaria de saber em recife existe um lugar especifico para procurar ajuda desses transtornos?

    • blogabrata 7 de julho de 2019 às 09:36 - Responder

      Olá Mariamar, procure, por gentileza, os CAPS de sua cidade.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  102. Fabiana 14 de julho de 2019 às 11:11 - Responder

    Olá, sou casada há 3 anos e há 6 meses atrás meu marido foi diagnosticado. Já percebia sintomas nele desde os primeiros meses de namoro, mas só hoje as fases que passamos fazem sentido para mim. Ao todo, estamos juntos há 6 anos. Ele começou a se tratar quando eu não sabia mais o que fazer para diminuírem as crises e o levei em um pronto atendimento psiquiátrico. Nesta fase ele estava com pensamentos suicidas. Em um primeiro momento, a primeira médica após segunda consulta já considerou que estava “tudo bem” e diminuiu sua medicação. Graças a Deus conseguimos encontrar um outro especialista que está tratando “na raiz”. Mas meu marido começou a compreender, mas ainda não aceita o tratamento e nem o faz com responsabilidade. Entendo que é um processo. Mas é muito difícil para mim. As crises de mania e depressão são muito recorrentes e minha rotina de trabalho é um gatilho. Ele nunca fez nada fisicamente, mas psicologicamente, me diminui demais, e de certa forma me persegue. Já melhorou muito. Mas ele fala muita coisa no impulso. Coisas para ferir, não me deixa falar nada que eu penso e tudo vira um looping. Se não falo ou faço as coisas como ele quer as crises só pioram. Me vejo presa. Amo muito meu esposo, e quero muito ajudar. Sei que é a doença e não “ele”. Mas todas as vezes que ele diz que vai se matar se eu sair da relação me aborrece muito. Ele diz que sou egoísta, egocêntrica. Mas muitas vezes a briga é com a interpretação que ele erroneamente dá para as minhas palavras e não comigo. Se não eu não estaria aqui até hoje. Confesso que estou muito cansada. Muito… não queria, mas estou. Principalmente por termos uma filha de 1 ano e 10 meses que está vendo tudo o que acontece, e minha sincera vontade é de tirá-la desse turbilhão, com medo que ela absorva tudo… que fique com traumas. Não estou sabendo como agir. Ele se diz frustrado com a vida que tem, com trabalho, nossa vida matrimonial. Eu tive uma proposta de melhoria no trabalho, mas para isso precisamos mudar de cidade e tentaríamos relocá-lo num trabalho que é um perfil que ele gostaria de trabalhar. Enxerguei como uma oportunidade, mas ele diz que estou me armando para sair de casa, que tenho outras pessoas em minha vida e que vai se matar. Penso que uma melhora financeira e de qualidade de vida nos ajudaria. Penso muito no futuro da minha filha. Não sei o que fazer…

    • blogabrata 15 de julho de 2019 às 08:17 - Responder

      Querida Fabiana, agradecemos a sua mensagem, é muito importante para nós!
      – Preocupe-se com a sua própria saúde mental. Cuidar de um ente querido com transtorno bipolar pode causar estresse e sintomas de depressão. Lembre-se de que só é possível ajudar alguém se você mesmo estiver em dia com sua saúde física e mental. Esteja alerta para seus próprios comportamentos e sentimentos a respeito de seu ente querido.
      – Abra mão do controle. É importante entender e lembrar (mentalmente ou em voz alta) que você não pode controlar o comportamento de seu parente. Ele tem um problema que você não pode resolver.
      – Mude a atenção para suas necessidades. Por exemplo, você poderia fazer uma lista de seus objetivos pessoais e começar a trabalhar para alcançá-los.
      – Use recursos de autopreservação. Recursos de autopreservação são modos específicos de lidar com um determinado problema e são vitais para o cuidado pessoal; eles podem incluir atividades que você goste como ler, escrever, arte, música, atividades fora de casa, exercícios ou esportes. Atividades terapêuticas também ajudam, como técnicas de relaxamento (como o relaxamento muscular progressivo), meditação, ter um diário, praticar a atenção plena e arte terapia. Outra maneira é se distanciar de situações estressantes quando elas surgirem.
      – Considere ajuda profissional. Pode ser benéfico fazer terapia caso lidar com o transtorno bipolar de seu ente querido esteja difícil. Há evidências de que fazer terapia familiar e não apenas se informar (especialmente pais e cuidadores) pode ajudar a conviver com uma pessoa com esse transtorno.
      – Leia o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que você pode baixá-lo gratuitamente no site:
      https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  103. fabio 9 de setembro de 2019 às 23:37 - Responder

    Boa noite!
    Ainda estou tentando assimilar bem o que está acontecendo. Minha esposa há cerca de 3 anos vinha tratando contra a depressão, mas várias vezes ela abandonava a medicação, na época sertralina e risperidona, contudo ao abandonar ela mudava de atitude ficando agressiva somente comigo e por várias vezes falando palavras de ofensas a minha pessoa e não querendo contato com qualquer pessoa que me defendesse. Chegou a ficar internada uma determinada vez, pois ela queria sair andando na rua sem destino. Ano passado o médico psiquiatra dela a diagnosticou com transtorno afetivo bipolar. E toda vez que ela para a medicação, além de ouvir vozes, tem alucinações e age dessa forma comigo, chegou algumas vezes jogar roupas nossas e das crianças fora, assim como as bonecas da nossa filha, quando estava em crise. Abandonou a psicoterapia também achando que isso não resolve, ela nunca aceitou a doença.
    Todas as vezes que a crise vai embora ela se sente super culpada pelas coisas que fez e falou, de mim a outras pessoas. Com o passar do tempo infelizmente o médico dela se aposentou, fomos indicados a outro profissional que resolveu trocar a risperidona por outro, cloridrato de lurasidona, porém eu minha sogra não temos visto a melhora, chegamos a falar com o médico, pois agora ela está com a compulsão de gastar o dinheiro, agir estranhamente comigo, hora fala, hora quer arrumar confusão, além de gastar todo o tempo no celular, outras coisas são também criar emoções diferenciadas com outras pessoas em rede social, além de ouvir vozes. Contudo, o médico não aceitou prescrever a respiridona a ela, mesmo tendo visto receitas antigas e o laudo do antigo médico dela, além do meu relato e da minha sogra. Ela não aceita ser contrariada, querendo agredir quem assim o fizer. Já tem parentes próximos que foram diagnosticados com transtorno bipolar e que não podem deixar de utilizar a risperidona. Hoje além desse lurasidona 40mg ela toma o lítio.
    Gostaria de fazer duas perguntas: isso dela querer atribuir a mim a raiva dela e culpa por qualquer coisa no mundo a minha pessoa é normal no bipolar?
    Eu li que a lurasidona serve para bipolar quando em depressão. É verdade?

    • blogabrata 5 de outubro de 2019 às 10:47 - Responder

      “Prezado Fábio,
      Quando a pessoa que tem o transtorno bipolar está em crise, é comum apresentar alterações de comportamento e entrar em conflito com as pessoas mais próximas. Principalmente com o cônjuge e com familiares. Isso acontece principalmente nos episódios de mania e hipoamania, onde a pessoa fica impulsiva e muito irritada se for contrariada. A irritação também pode acontecer na depressão, mas de forma diferente, pois a pessoa fica mais desanimada, lenta e sem energia. Como essa alteração de comportamento é muito frequente na sua esposa, você pode considerar isso como um sinal de que ela está entrando em crise. Nessa situação é importante mostrar a ela que os sintomas estão voltando e também entrar em contato com o médico psiquiatra que a acompanha.
      Quanto à lurasidona, trata-se de um medicamento indicado para o tratamento tanto da fase depressiva como da fase maníaca, com ou sem sintomas mistos. O que muda é a dose usada para cada fase, sendo as doses mais baixas para a depressão e as doses mais altas para a mania. É também usada em combinação com estabilizadores do humor, como o lítio e o valproato de sódio. Embora essa seja uma substância com indicação baseada em evidências científicas, pode acontecer de uma pessoa não ter a resposta favorável que a maioria dos pacientes apresentam. Outra coisa a se considerar é que a estabilidade do humor não acontece de maneira rápida, sendo necessário aguardar tempo para o efeito terapêutico ser alcançado. Sugerimos que você converse com o psiquiatra e veja qual é o raciocínio clínico dele. Pode dize r inclusive que procurou ajuda para suas dúvidas neste blog e que recomendamos o diálogo e esclarecimentos entre vocês.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  104. Daianedaa 26 de outubro de 2019 às 11:54 - Responder

    Bom dia, casei com um homem e depois que comecei a conviver com ele, comecei a perceber que ele tem excessivas mudanças de humor, hora ele está um amor de pessoa e hora, insuportável e não quer falar com ninguém sobre isso, ele já foi no neuro (o qual passou uma medicação), na qual li que é para pessoas bipolares, porém eu amo o meu marido e quero aprender a lidar com este problema dele, pois percebi como que ele fica quando passa por crises; me ajudem, aqui em Linhares – ES, tem algum lugar de apoio a este tipo de pessoa, eu sei que aqui no meu município tem pessoas como meu marido, diagnosticadas e inclusive já trabalhei com tais pessoas as quais sempre procurei dar o melhor tratamento para que se sintam melhor! Sou psicopedagoga e não gosto de deixar meus desafios de lado!!

    • blogabrata 4 de novembro de 2019 às 11:34 - Responder

      Olá Daianedaa, agradecemos seu contato.
      Não conhecemos grupos de apoio mútuo em sua cidade.
      Sugerimos que seu marido consulte-se com um psiquiatra a fim de que possa recuperar, através do
      tratamento apropriado, a produtividade e a qualidade de sua vida.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

    • blogabrata 11 de novembro de 2019 às 09:57 - Responder

      Prezada Daianedaa, agradecemos a sua mensagem.
      Já pensou em convidar o seu marido a passar por consulta comum psiquiatra?
      Os sintomas do Transtorno Bipolar podem ser controlados com tratamento apropriado.
      Não conhecemos grupos de apoio em sua cidade, sabemos que há CAPS em muitos municípios.
      Enfim, reforçamos que o tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia tem demonstrado
      efeitos positivos.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  105. Alexandre 20 de dezembro de 2019 às 21:28 - Responder

    Minha esposa tem repetidos episódios em que se descontrola, quanto mais próxima as pessoas mais ela destrata, mãe, pai e eu somos os que sofremos mais, ela não consegue se manter em nenhum emprego, por não aceitar quase nada que mude o planejamento dela ou que contrarie as suas ideias, qualquer ideia que difere das delas essa classifica como um absurdo, mesmo fora das crises qualquer coisa que va de encontro com os pensamentos dela parece despertar isso, ela pensa que todos pensam mal sobre ela que odeiam ela, isso me afastou dos meus amigos, a muito custo ainda matenho a proximidade da minha familia, ja nao sei se tenho algum sentimento, não consigo me afastar por termos uma filha de 6 meses, eu pago o preço de ser julgado destratado e quase humilhado pra ser próximo dela, não sei como ajudar, ela não aceita que precisa de ajuda, ela acha que não pode ser ajudada…

    • blogabrata 9 de janeiro de 2020 às 11:12 - Responder

      Prezado Alexandre, agradecemos a sua mensagem.
      A sua esposa foi diagnosticada com algum distúrbio bipolar ou depressivo?
      Foi aconselhada a se medicar?
      Vocês podem, também, participar de sessões de terapia familiar.
      Uma boa conversa poderá minimizar os efeitos de uma relação considerada difícil, especialmente por causa
      da existência de uma criança.
      Se ela não quiser, ou melhor, não aceitar ajuda, procure você ajuda profissional.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  106. Andréia Trindade 26 de dezembro de 2019 às 19:37 - Responder

    Desconfio que meu marido seja bipolar. Óbvio que só um especialista pode diagnosticar, mas ele resiste em procurar ajuda. Reconhece os erros, até pede desculpas, mas…
    É uma pessoa de bem. Amoroso, divertido, parceiro em tudo, mas o humor oscila. Irritabilidade, grosseria, reações explosivas por coisas banais. Com raiva fala coisas horríveis. Diz que ama, mas as atitudes não condizem. Quando sai do normal parece me odiar, parece que até minha respiração incomoda. Não gosta de ser confrontado. Se tento conversar sobre suas atitudes fica exaltado, fala alto, é grosseiro e me acusa de estar procurando briga. Ou seja, o diálogo é difícil. Fica com papo de nossa família é importante, é o que ele mais preza, mas em tantos momentos me despreza. Se está de cara feia e eu pergunto o que houve, sempre eu que estou vendo coisas. Faz coisas que desaprovo e conta depois que já fez. Se fico doente ou falo dos meus problemas fica irritado, diz que eu só reclamo e falo de problemas, mas eu sei que não vivo reclamando. Eu vivo é suportando. E pelo visto ele só piora. Creio que quanto mais perdoo mais se sente a vontade para falar e fazer o que bem quiser. Mas estou chegando ao meu limite. Me magoou demais o coração com palavras e atitudes. Temos um filho lindo, muito inteligente de 2a. Ele vive perguntando se estou triste ou chateada. Eu não quero educar meu filho em uma família disfuncional. Para piorar no momento estou sem trabalho. Penso em me reestruturar e sair dessa relação. Não sou psiquiatra e não posso ajudar quem se recusa a se tratar.
    Estou extremamente cansada, triste e arrasada emocionalmente. Não tenho como pagar terapia, já ele tem plano da empresa e não usa. De pensar que no começo eu pensei ter encontrado a pessoa mais bacana de todos os tempos. Muito triste conviver assim.

    • blogabrata 9 de janeiro de 2020 às 11:05 - Responder

      Olá Andréia, agradecemos o seu contato.
      Como você mesma informou, somente um psiquiatra é capaz de fechar um diagnóstico, além do fato que
      a pessoa precisa estar disposta a comparecer a consultas e fazer o tratamento à risca.
      Se você residir na cidade de São Paulo ou em Santos, litoral paulista, poderá participar do Grupo
      de Apoio Mútuo para familiares de pessoas com depressão e transtorno bipolar.
      O telefone da ABRATA é (11) 3256-4831, e o atendimento é de 2ª a 6ª, das 13h às 17h.
      Estaremos em recesso até 20/1/2020.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

    • blogabrata 21 de janeiro de 2020 às 11:12 - Responder

      Prezada Andréia, agradecemos o seu contato.
      Nem todas as pessoas estão preparadas para procurar ajuda psiquiátrica, às vezes o fazem quando se encontram
      em fase depressiva.
      Assim, para não desgastar mais a relação, é muito importante que você procure ajuda profissional para impedir
      de apresentar, você mesma, sintomas de depressão.
      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  107. Ernando Custodio 6 de fevereiro de 2020 às 13:08 - Responder

    Meu namorado é diagnosticado com bipolaridade e depressão leve. Ele é lindo, tem 23 anos, uma pessoa incrível, que faz todo o possível para me ver feliz e me ajudar, quando está estável. Em 3 anos, já enfrentamos 2 internações, ambas por tentativa de suicídio. No entanto, somente a partir da última, que ocorreu em outubro/2019, que ele aceitou a doença. Ficamos separados neste período (outubro/2019 a dezembro/2019). Já tivemos muitos problemas em função das crises: agressões, necessidade de chamar a polícia para contê-lo, tive inúmeros prejuízos financeiros, fora o emocional. Faltas ao trabalho. Bati meu carro, uma das vezes que ele estava tentando se matar. Agora, na última reaproximação, jurei que não iria mais passar por isso, pois estou cansado, afinal, agora ele tem todo o necessário: apoio meu, da família (dele), médicos a disposição e comentou que aceitava sua condição.
    Agora, 1 mês da nossa volta, eu achava que teríamos uma relação tranquila. Inicialmente, ele tinha um comportamento muito “zen”. Tomava as medicações com assiduidade. No entanto, nas últimas semanas, percebi que ele ficou desleixado. Tomava a medicação quando lembrava. E o esperado aconteceu, mais uma vez ele se tornou agressivo, e não tive escolha a não ser chamar a polícia, novamente. Todos meus familiares já não aceitam mais. Inclusive me prejudiquei no trabalho em alguns sentidos, mas nada que não pude contornar. Além disso, mesmo que eu converse com ele, algumas atitudes me chateiam: ele é muito pessimista, está sempre julgando as pessoas, seja por raça ou peso. Com frequência é grosseiro e arrogante. Agora, faz poucos dias que terminamos. E não sei o que fazer. Apesar de amá-lo, sinto que a relação com ele será sempre assim: altos e baixos. Não tenho confiança, pois nos surtos, ele simplesmente faz o que bem entende, desde agressões a chantagem com bens e emocional. Ele desrespeita com palavras. Tem atitudes muito imaturas.

    • blogabrata 17 de fevereiro de 2020 às 12:14 - Responder

      Olá Ernando, o transtorno bipolar é uma doença séria e que necessita de tratamento contínuo para que
      o portador fique estável.
      Além do acompanhamento psiquiátrico, a participação em grupos de ajuda e psicoterapia ajudam muito.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  108. MMarcia 10 de fevereiro de 2020 às 17:52 - Responder

    Eu sinto vontade de chorar quando leio as respostas que vocês dão, sobre a importância da família se envolver no tratamento do familiar com transtorno bipolar. Na minha família, há um pacto de silêncio sobre a minha condição. Eu vivo uma farsa há quase 10 anos, desde o meudiagnóstico. No inicio meu marido foi muito presente, paciente, companheiro. Mas quando ficou claro quen o tratamento não resolveria 100% do problema, eu passei tratada pela família conforme meu estado de himor. Se estou bem, se aproximam. Se esou mal, se afastam. Qualquer comportamento ruim que eu tiver, a culpa é minha. Há mais de um ani ninguém pergunta se eu estou tomando remédio ou fazendo terapia. Meu marido continua achando que eu não melhoro porque não faço atividade física, ele só consegue entender o palpável, não aceita nehum tipo de conversa em que eu fale do que estou sentindo. Aprendi a viver fingindo, por dentro destruida mas por fora interpretando um papel. Não posso reclamar disso com ninguém, todos com quem tentei desabafar ou pedir ajuda, acham que ele já aguenta demais, que eu é que tenho que ser grata. Vivo em um estado permanente de culpa e vergonha, reprimindo o que eu tanto gostaria, que meus familiares se interessassem em aprender sobre a doença, lidassem com naturalidade e não a negassem cono fazem. Aos poucos estou me isolando das pessoas, criando meu próprio mundo. Onde moro não tem grupo de apoio, nada que me ajude a lidar com a doença. As pessoas desistem de mim, pois mesmo com medicação e terapia continuo a ser uma pessoa difícil, nada interessante. Para não ter mais que lidar com essa vergonha e culpa que sinto diante de todos que não me aceitam como sou, penso cada vez mais em me separar e mudar de onde moro, começar anônima em outro lugar.

    • blogabrata 17 de fevereiro de 2020 às 12:23 - Responder

      Olá MMarcia,
      O estigma e o preconceito social impedem, em muitos casos, o acolhimento de pessoas que sofrem de doenças mentais, até mesmo
      dentro da família. É por causa disso que muitos portadores têm sentimentos semelhantes aos seus, de desalento mesmo.
      O que podemos sugerir é que continue a se tratar, a fazer psicoterapia também, para buscar uma qualidade de vida melhor.
      Tenha coragem, está bem?
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  109. Kelly 10 de fevereiro de 2020 às 22:04 - Responder

    Boa noite…descobrimos após uma crise extrema do meu marido, algo que beirava a coisas surreal, que ele é bipolar tipo 1, diagnosticado pelo psiquiatra. Não sei se tem a ver com a doença,, eu acredito que sim…ele começa mentindo, é viciado em pornografia e mesmo eu pedindo pra que ele me conte pra que eu possa ajudá-lo a tirar ele dessa necessidade constante da pornografia, sendo a gente conversar, ou tirar o foco disso , saindo de casa ou fazendo alguma atividade física, ainda assim ele esconde e mente…mas faz coisas do tipo, pegar celular de pessoas conhecidas pra fazer isso, entrar escondido na casa do cunhado pra mexer no computador , usar até mesmo o computador da filha menor de idade nesses tipos de sites, aí eu descubro converso com ele , ele muda, se arrepende, se sente envergonhado, pede desculpas as pessoas envolvidas, muda por um bom tempo, tipo um ano ou mais e depois faz a msm coisa,como se fosse a primeira vez…Já cheguei a pensar que isso era falta de vergonha na cara msm, mas sabe, uma pessoa normal não faria isso ….me diz, isso é tbm um sintoma dessa doença? Isso me parece um ciclo vicioso que ele sabe ser errado mas não.consegue sair disso, mesmo sabendo dos prejuízos que isso pode trazer não só pra ele mas tbm pras pessoas que ele envolve…sem mencionar que a última vez agora ele pegou celular da minha amiga, óbvio que ele iria me contar, ele mentiu quando questionei, eu não discuti com ele e ele por si caiu na real ,,pediu desculpa por ter sido fraco dnovo , se isolou e volta como se nada tivesse acontecido.
    kelly123@gmail.com

    • blogabrata 17 de fevereiro de 2020 às 12:01 - Responder

      Olá Kelly, agradecemos o seu contato.
      As compulsões em geral têm a ver com o TB sem o devido controle através do tratamento adequado.
      Dessa forma, sugerimos que o seu marido faça acompanhamento psiquiátrico e psicológico.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  110. Jucélia Zimmermann 26 de fevereiro de 2020 às 08:44 - Responder

    Primeiramente parabéns por vcs serem tão profissionais. Venho desabafar. Sei que ainda não houve a possibilidade de diagnóstico do problema que meu marido possa ter, mas me identifiquei com a história da Gisele de 22/7/2015. Convivo há 26 anos com um homem que a princípio era DQ e nossas discussões geravam em ele tratar a DQ. E de três anos para cá, ele começou a ter crises que não passam nem com o uso das drogas. Porque o que eu percebia a princípio era que ao usar droga ele se tranquilizava, até pedia desculpas quando tinha ofendido, mas ultimamente não passa a crise. Já consegui fazer ele ir ao psiquiatra, com muito custo, um amigo nosso da família, e em três consultas, ele negou a possibilidade de estar sofrendo psiquicamente, e negou qualquer possibilidade de tratamento medicamentoso ou psicoterápico. Ele na fase de mania de grandeza, fez um projeto de uma casa com uso sustentável de materiais que iriam pro lixo, e joga as realizações dele na nossa cara, dizendo que um doente não faria isso ou aquilo!! Eu já o mandei embora de nossas vidas em 2006 porque não parava em nenhum emprego, e depois desse episódio temos mantido um relacionamento de encontros basicamente. Em 2013 tentamos morar em mesmo teto novamente e recomeçaram as ofensas e crises. E em 2018 ele me mandou embora da casa da mãe dele onde morávamos juntos. Desde então vivo de aluguel e nos vemos quando possível, uma vez na semana. Ele insiste que eu deixe de pagar aluguel e volte a morar na casa junto dele e da mãe dele. Eu estou numa indecisão. Pois nestes últimos meses as brigas têm se multiplicado e por todo e qualquer tipo de motivos. E tratar de sua saúde mental nem se pode falar. Imagina, louca somos nós, eu e a única filha que temos de 24 anos. Eu tenho apego e gratidão por tudo que ele e a família dele fizeram por nós. Mas as ofensas, os gritos, tem me adoecido mentalmente. Nas últimas crises, é ele quem quer romper o nosso casamento, e eu nunca quero romper. Sempre tenho esperanças que ele vá aceitar que tem algum problema e que vai se tratar. Fico apreensiva só de pensar em separação. São 26 anos desta relação tumultuosa. Obrigada por poder partilhar esse desabafo.

    • blogabrata 28 de fevereiro de 2020 às 11:48 - Responder

      Olá Jucélia, agradecemos a sua mensagem.
      A família é uma parcela muito importante para o acompanhamento de pessoa portadores de transtornos afetivos.
      E é bastante difícil conviver com alguém que não aceita tratamento.
      A decisão de manter esse relacionamento é pessoal, podemos sugerir que faça acompanhamento psicoterápico.
      Boa sorte!
      EQUIPE ABRATA

  111. Raquel 14 de março de 2020 às 02:22 - Responder

    Olá, meu nome é Raquel e fui diagnosticada com transtorno bipolar há um ano. Eu namoro uma garota, temos um relacionamento lésbico, mas o maior problema é que tenho muitas inseguranças com ela, muitas mesmo, eu não consigo lidar com ela, trabalhar com ela, fazer amizades no trabalho. Ultimamente ela arrumou um amigo e gosta muito dele, e eu passei a sonhar incessantemente que ela me trai com ele, eu tenho muita insegurança com ela ficar mais tempo no trabalho conversando com ele, dela falar com ele no WhatsApp, de tudo, fico muito insegura e isso me faz ter crises horríveis de mania, então recorro a bebidas até desmaiar pra não sentir nada. Eu não aguento mais sentir essa insegurança, é horrível, eu não consigo me concentrar em nada pensando o que ela está fazendo com ele, se ela vai gostar mais dele do que de mim, se ela vai me trocar, me sinto muito insegura e com muitos ciúmes mesmo. Às vezes me sinto muito controladora porque leio as mensagens que eles conversam, eu sempre pergunto para ela o que eles ficam conversando no trabalho, o que eles fazem, etc. Eu não aguento mais sentir essa insegurança porque é um gatilho muito grande para a minha mania, e me faz muito mal mesmo. Gostaria de receber alguma dica de como lidar melhor com isso, minha terapeuta não me ajudou muito nessa questão.

    • blogabrata 19 de março de 2020 às 10:48 - Responder

      Prezada Raquel, agradecemos o seu contato.
      As nossas sugestões só podem ir na direção de exaltar a importância do tratamento médico psiquiátrico
      combinado com psicoterapia.
      Sugerimos a leitura do artigo publicado em nosso Blog, de autoria da dra. Doris Moreno, médica psiquiatra do
      Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São, e pesquisadora do Grupo de Estudos
      de Doenças Afetivas (GRUDA) do mesmo Instituto. O título é: “TRANSTORNO BIPOLAR: UM PROBLEMA QUE AFETA OS
      RELACIONAMENTOS”.
      A fonte é: http://mulherbipolar.blospot.com.br/2011/transtorno-bipolar-um-problema-que.html
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  112. Keila 5 de abril de 2020 às 12:24 - Responder

    Desconfio que meu companheiro seja bipolar.
    Me vejo num beco sem saída já que eu também tenho problemas, como dependência emocional muito grande. E devido a tanto estresse, também ando impaciente com as crises dele.
    Quando eu o conheci, ele era a melhor pessoa que eu poderia encontrar. Larguei toda a minha vida e mudei de Estado pra morar ele. Então os problemas começaram. O desemprego chegou, muitos problemas surgiram, ele decaiu da situação financeira, e isso aparentemente o deixou desestruturado. Entretanto, creio que seja bipolar, pois as variações de humor são súbitas e muito violentas. Podemos ter um dia legal em meio a tantos problemas, onde faço o impossível pra conseguir um jeito e agradar os seus caprichos. Repentinamente, não sei o que acontece dentro da cabeça dele, arruma motivos pra brigar, se eles não existem, ele faz questão de inventar mentiras só pra fazer um drama e brigar, me insultar, me caluniar, me maltratar. Já chegou ao absurdo dele terminar o relacionamento diversas vezes por motivos que ele criou dentro da sua cabeça, e depois, no decorrer dos dias, agir como se nada tivesse acontecido.
    Tento conversar com ele de maneira clara, sem brigas, mas já estou tão farta desta situação e tão magoada com tudo isso que acho que já não tenho mais tanta paciência, sendo assim ele sempre diz que “não há nada pra conversar”. Quando ele faz coisas acha que não gosto, como me abandonar sozinha em casa pra ir em bares beber com amigos da idade dele, voltando pra casa apenas no outro dia, ele chora, implora perdão, diz que vai mudar. Mas nunca muda. O fato é que ele não busca ajuda e sei também que até eu preciso de ajuda, me identifiquei com desamparo aprendido, mas os psicólogos do SUS aqui em São Paulo são meses na fila só pra pegar encaminhamento e isso desanima, não consigo tomar esta iniciativa. Queria ter forças pra conseguir sair deste relacionamento, mas a dependência emocional me prende muito, de modo que estou entrando novamente em depressão e sinto vontade de cometer suicídio já que não vejo solução para os meus problemas. Ele era tudo que me fazia feliz mas o homem que conheci não existe mais, e não sei como ajudá-lo. Apenas o dinheiro o deixa feliz mas não tenho o poder de conseguir emprego pra ele. Estou desesperada, sem ter pra onde ir, sem emprego, e o pior de tudo: com o coração destruído.

    • blogabrata 7 de abril de 2020 às 10:07 - Responder

      Prezada Keila, o seu contato é deveras importantes para nós, agradecemos muito.
      Você inicia a sua narrativa escrevendo que acha que seu companheiro é bipolar. Veja bem: as mudanças do humor são comuns a todos os seres humanos, não é verdade?
      O transtorno bipolar (CID 10 – F31) é uma doença que causa alterações no comportamento e leva uma pessoa a oscilar entre momentos de felicidade e depressão repentinamente. As chamadas “oscilações do humor” significam alternâncias entre a mania (estado eufórico) para um estado depressivo. A frequência é variada, assim como a intensidade do quadro que pode ser leve, moderada ou grave.
      Parece-nos que o seu companheiro não aceita ajuda profissional e, ainda por cima, consome álcool.
      E quanto a você? Estar consciente de que tem um problema já é meio caminho andado, agora só lhe resta tomar as providências cabíveis, até porque você
      coloca o suicídio como uma maneira de sair da situação difícil em que se encontra.
      Já pensou em procurar um (a) terapeuta? As pessoas costumam buscar a ajuda de um (a) psicólogo (a) quando não se sentem mais capazes de lidar sozinhos com os seus problemas. A principal função da terapia é auxiliar na mudança de um comportamento, sentimento ou pensamento que esteja impedindo a pessoa de perceber a vida em sua forma real.
      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  113. Estela 9 de abril de 2020 às 12:03 - Responder

    Gostaria de saber como posso lidar com uma pessoa que pelo que pesquisei, tem o transtorno bipolar, mas não quer aceitar ajuda e nem tratamento.

    • blogabrata 14 de abril de 2020 às 08:55 - Responder

      Cara Estela,
      A não adesão ao tratamento medicamentoso é um fenômeno complexo e universal, que se desenvolve gradualmente no curso dos tratamentos psiquiátricos e está relacionado ao agravamento das doenças.
      De maneira geral, os momentos de controle e diminuição dos sintomas são possíveis frente a um eficaz tratamento medicamentoso associado a tratamentos não medicamentosos (psicoterapias, programas de psicoeducação, grupos de apoio mútuo como os que são oferecidos pela ABRATA, terapia familiar, terapia ocupacional, etc). Porém, nesse contexto, a adesão da pessoa com Transtorno Bipolar e Depressão ao tratamento, principalmente medicamentoso, é baixa em muitos casos.
      Em determinados casos, há como conseqüência as recaídas, o tempo para recuperação torna-se mais longo e a resposta clínica inferior ao tratamento.
      Dessa forma, os amigos e familiares têm como missão convencer, com acolhimento e carinho, a pessoa que pode estar apresentando sintomas do TB.
      Sugerimos uma conversa amigável, sincera e em momentos de tranquilidade. Em crises, e em geral, as pessoas com transtornos mentais não compreendem que
      está sendo oferecido um grande auxílio para que haja controle dos sintomas, e a desejada estabilidade.
      É um trabalho de paciência, não é mesmo?
      Um grande abraço, e boa sorte!
      EQUIPE ABRATA

  114. José 21 de abril de 2020 às 01:40 - Responder

    Bom, como vai? Passei por diversas páginas sobre o assunto na internet e me senti bem à vontade em deixar minha dúvida aqui, agradeço desde já.Obrigado.
    Há mais ou menos duas semanas me interessei pelo assunto, visto que não entendia o comportamento da mãe de minha filha, não somos casados, mas vivemos em um mesmo lote onde fica a casa alugada de minha família. Eu a conheci há mais ou menos seis anos, tinha acabado de sair de um relacionamento de 3 anos, Como ela morava no mesmo lote, fui percebendo que ela era uma pessoa que, quando estava fora do trabalho e final de semana em casa, dormia direto. Achava meio estranho, trabalhava muito, e tive uma oportunidade de conhecer e conversar com ela, mas se mostrava uma pessoa muito fechada, fui ao poucos querendo ajudar, pois era uma pessoa muito sozinha. Mais tarde descobri que a sua família morava em um interior distante. Com o passar dos dias, eu ligava de vez em quando, e, aos poucos, foi me retornando as ligações. Eu via nela uma solidão que me chamava a atenção, quis ajudar, chamei a para sair, fomos a um lugar que ela não conhecia. Incrível como demostrou que já estivera ali, me tratou mal e não parecia se interessar pelo passeio. Fiquei bem confuso, depois desse dia parei de ligar, ela era quem me telefonava e eu atendia e a escutava. O tempo foi passando, e quando tinha um problema , como perder o ônibus, me ligava e eu ia buscá-la no trabalho, mas não tínhamos nada um com o outro. Depois de um tempo, ela me convidou para ir até a sua casa que fica nos fundos do lote, e preparava muitas coisas para mim…depois me chamou para dormir, até aí eu não tinha nada do que me queixar dela, uma má resposta aqui e ali,mas eu não levava a sério. Tempos depois, tivemos relações sexuais, e ela começou a tomar os anticoncepcionais, e ficou assim até que comecei a reparar que não daria certo, me afastei, e ela continuava telefonando para mim. Um dia, revelou-me que estava grávida, questionei sobre o medicamento, ela desconversou, sei que ela parou de tomar, fiquei perdido, não tinha sido planejado, não gostava dela a esse ponto, mas apesar disso nunca a desamparei, levei a todos os médicos, a todos os exames. Cada dia em que saía com ela o seu comportamento era diferente, disse a ela que nada iria faltar, que iria ajudá-la em tudo que pudesse. Me assustava quando ela ficava fora de si, antes de ganhar minha filha, ficava irritada, tentava ajudar a passar um pano no chão e ela ficava fora de si. O tempo passou, nasceu nossa filha, sempre fui um pai presente desde o nascimento, aguentei várias situações, via como ela não cuidava bem da nossa filha. Um determinado dia entrei em sua casa, fazia um calor insuportável e a criança estava no carrinho envolta em cobertores. Chamei a atenção dela, nesse momento ela estava almoçando, ela atirou o prato no corredor ficando fora de si, retirei minha filha do carrinho e ela estava toda molhada de suor, troquei a roupa e a coloquei no berço e ela voltou a dormir. Essas e várias outras vezes pude notar que ela não conseguia cuidar bem da criança, deu Dipirona com a minha filha de barriga cheia, por exemplo, ela me ligou e fui correndo para casa, minha mãe já havia chegado e minha filha estava quase tendo uma convulsão. Enfim, passei esses anos todos tentando manter uma boa relação com ela, tinha medo e ainda tenho que ela possa afastar a minha filha de mim e não cuidá-la como deve. Suportei várias situações, ela me provocava na frente da minha filha para eu discutir com ela, me segurava muito, sempre me rebaixava, nada estava bom para ela, sempre me criticava, e, ainda por cima, falava mal de minha família que sempre a tratou bem. Percebi que ela transformava da água para o vinho, estava bem em um momento e daí a poucas horas estava nervosa, alterada. Pensei em muitas coisas, até que decidi ficar sem falar com ela por meses para evitar a discussão, para evitar que a minha filha vivesse em um ambiente de brigas. Resolvi voltar a conversar e tentar a manter um conversa amistosa porém tudo continuava igual. Já falei com a sua família, tentei fazê-la entender que deveria procurar um médico, ela não aceita e grita perguntando se eu acho que ela está doida! Pergunto, o que mais devo fazer, tantas outras coisas que aguentei pela minha filha e também por ela, minha vida parou ….vivo para cuidar e esqueço que tenho que ficar de pé,…esqueci de mencionar que há poucos dias descobri que ela se afundou em dívidas. Infelizmente não aceita ajuda.

    Agradeço mais uma vez.

    • blogabrata 22 de abril de 2020 às 11:47 - Responder

      Caro Geraldo José,

      Por sua narrativa, verificamos que não espaço para um diálogo entre vocês.
      Assim, parece-nos difícil que ela aceite procurar ajuda médica. Seria ótimo se a família fosse ouvida!
      Em resumo, sugerimos a você que consulte um advogado ou a Defensoria Pública de sua cidade para orientá-lo a agir diante da situação em que vive, principalmente porque envolve uma criança menor de idade.

      Boa sorte!
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  115. Henry gaar 25 de maio de 2020 às 19:47 - Responder

    Olá, sou casado com uma pessoa bipolar há dois anos, e ela estava sendo tratada mas com a pandemia a continuidade foi paralisada e a medicação também. Ela começou a ter crise e não consegui me conter e acabei desabafando mais rispidamente, e quase acabou o casamento.
    Consegui falar com ela e entrarmos em um consenso de dar uma chance a nós, mas temo que não seja a mesma coisa. Gostaria de uma ajuda para saber como agir, eu a amo e não a quero perder por falta de capacidade, paciência e tato .
    Por favor,preciso de ajuda!

    • blogabrata 26 de maio de 2020 às 08:22 - Responder

      Prezado Henry gaar, sua mensagem é muito bem-vinda!
      Vamos lá: As pessoas que sofrem de Transtorno Bipolar necessitam de medicamentos apropriados, receitados por psiquiatra, para o
      controle dos sintomas. Assim, sugerimos que estabeleça contato com o (a) profissional que acompanha a sua esposa por vídeo
      conferência.
      1. Sugerimos que baixe o GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR.
      Descrição: O transtorno bipolar consiste em episódios de humor em que o pensamento, as emoções e o comportamento de um indivíduo alteram-se visivelmente durante um período considerável, interferindo em seu cotidiano. Essa enfermidade pode comprometer não somente a vida da pessoa acometida, mas também a de sua família, seu cônjuge e seus amigos. Por isso, ter conhecimento de alguns sintomas ou episódios pode ajudar a identificar quando o paciente apresenta essa doença.
      Se você é um adulto que tem um relacionamento próximo a um portador do transtorno bipolar, é importante saber mais sobre a doença, para que possa ajudar o seu ente querido. Você pode obter informações práticas e confiáveis aqui, no Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Esta obra proporciona informações e sugestões sobre como o transtorno pode ser gerido e tratado, e alguns recursos que poderão ajudar no cuidado diário do paciente.
      Essas informações e sugestões são uma combinação dos últimos resultados de pesquisas realizadas, com as opiniões consensuais de painéis internacionais de cuidadores, de pessoas com transtorno bipolar, de clínicos e de pesquisadores, todos eles especialistas e com experiência nessa enfermidade.
      Este guia não substitui as orientações médicas. Ao contrário, oferece acesso a informações adicionais para que você, o cuidador, ou a pessoa a quem está ajudando conheça mais sobre o transtorno bipolar.
      Com as informações contidas no guia, você ficará mais preparado para compreender as considerações feitas pelo médico e, então, discuti-las com mais segurança.
      FAÇA O DOWNLOAD NO SITE DA ABRATA! https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      2. Você pode, também, participar do GRUPO DE APOIO ON-LINE DA ABRATA, veja as informações:
      O Grupo de Apoio Online – GAO foi criado em função do período de isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde por conta do COVID-19.
      O Grupo destina-se a pessoas com depressão, transtorno bipolar e familiares, cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      O Grupo é conduzido por agentes facilitadores da ABRATA, onde as pessoas irão encontrar conforto e orientação em um ambiente confidencial, de suporte e onde cada um possa fazer a diferença na vida de outros.
      Todas as terças e sextas feiras das 19:00 às 20:30, sendo necessária a inscrição prévia no site da ABRATA. As inscrições são abertas as segundas e quintas feiras a partir das 16:00. O acesso se dá através do aplicativo Zoom.

      Lembramos que a psicoterapia faz parte integrante do tratamento para pessoas com Transtorno Bipolar e Depressão.
      A psicoterapia pode ser individual ou familiar.

      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  116. Gabriella 11 de junho de 2020 às 02:46 - Responder

    Eu tenho um amigo que conheci agora e ele mim contou que é bipolar e que tem depressão, tipo ele não quis me contar direito mas me disse que ja tentou se matar e quando ele tem as crises, ele sai de casa com a moto, fuma um pouco de maconha mas tipo isso só acontece quando está muito mal. Isso pode acabar prejudicando-o? Ele não faz acompanhamento médico, nem toma remédio. Queria saber mais sobre isso e como eu posso tentar ajudá-lo!? Ele vai fazer 16 anos nesse mês.

    • blogabrata 11 de junho de 2020 às 13:32 - Responder

      Querida Gabriella, agradecemos a sua mensagem, seja bem-vinda à ABRATA!
      Sugerimos que entre em contato com os Psicólogos Voluntários On-Line Grátis.
      Via Whatsapp: https://api.whatsapp.com/send?phone=5521990960969, ou pode receber atendimentos dos
      voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) via chat, skype ou e-mail.

      Repetindo o número dos terapeutas profissionais voluntários no WhatsApp: (21) 99096-0906

      Estamos à disposição para mais informações.
      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  117. Nana 14 de junho de 2020 às 00:11 - Responder

    Conheci um homem há 2 meses e ele me encantou. Me informou na primeira conversa que tem bipolaridade. Devo agir diferente? Como devo tratar as mudanças? É motivo para não ingressar num relacionamento?

    • blogabrata 15 de junho de 2020 às 10:02 - Responder

      Cara Nana,
      Sugerimos a leitura do artigo intitulado “Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora”, é de autoria do
      médico psiquiatra Teng Chei Tung, membro do Conselho Científico da ABRATA.
      Você encontra referida matéria no site: https://www.abrata.org.br

      Convidamos você para participar do Grupo de Apoio On-Line da ABRATA, seguem as informações:
      O Grupo de Apoio Online – GAO foi criado em função do período de isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde por conta do COVID-19.
      O Grupo destina-se a pessoas com depressão, transtorno bipolar e familiares, cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      O Grupo é conduzido por agentes facilitadores da ABRATA, onde as pessoas irão encontrar conforto e orientação em um ambiente confidencial, de suporte e onde cada um possa fazer a diferença na vida de outros.
      Todas as terças e sextas feiras das 19:00 às 20:30, sendo necessária a inscrição prévia no site da ABRATA. As inscrições são abertas as segundas e quintas feiras a partir das 16:00. O acesso se dá através do aplicativo Zoom.
      **Vagas limitadas

      Inscreva-se, se quiser, no dia de hoje, 15/6/2020, a partir das 16 horas.
      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  118. Daf 11 de julho de 2020 às 01:41 - Responder

    Bom, acho que de fato falta muito dentre os comentários, algo de bom.

    Eu gostaria de contar um pouco da minha história.

    Há 9 anos me trato com psiquiatras. Desde um evento traumático na minha vida que parece que fez com que tudo começasse a se perder. Logo depois do evento, comecei a ser tratada como depressiva grave e fiquei nesse tratamento por 7 anos quase. Porém, trocava os remédios com certa frequencia e só via as coisas piorarem. Fazia terapia na época e ela me indicou pedir uma segunda opinião e outra psiquiatra.
    Essa pessoa falou que me trataria como bipolar, que seria o diagnostico correto segundo ela (sim, sei que as vezes são anos pra fechar o diagnostico, mas ela apostaria nisso). Ela falou que muitas vezes um tratamento pra depressão no bipolar, é algo que dá bem errado.

    Desde que comecei a me tratar com ela, minha vida mudou. Quer dizer, agora eu tenho uma vida. Posso trabalhar sem problemas. Minha depressão (que era sempre a fase mais complicada e pesada) não aparece há anos. Tomo 3 medicamentos diferentes e parece que sim, a inclusão da Lamotrigina, que é um estabilizador do humor fez toda diferença. Atualmente estou dando instruções para o meu namorado sobre o meu tratamento e deixando-o a par de tudo. Espero que essa mensagem traga um pouco de esperança a todos que a leiam. É possível sim ter uma vida muito, muito melhor e funcional, com a ajuda de profissionais adequados e boa medicação.

    • blogabrata 16 de julho de 2020 às 07:06 - Responder

      Cara Daf, agradecemos o seu depoimento!
      Abs
      EQUIPE ABRATA

  119. Michele 22 de julho de 2020 às 02:02 - Responder

    Há mais ou menos 1 ano e meio descobri que meu esposo estava usando drogas, não foi nada fácil pra mim e muito menos pra ele ter que admitir estar viciado. No início eu briguei e me senti enganada, mas depois vi que era um problema e ele precisava de ajuda, dei o meu total apoio pra ele e juntos começamos uma loga batalha contra as drogas, perdi as contas das vezes em que ele perdia o controle pois como trabalhávamos em horário diferentes, não podia ficar sempre com ele. E nessas horas ele perdia o controle. Ele gastava o dinheiro das contas, dei falta de objetos dele como relógio, perfume e tênis mas ele mentia dizendo que não, que eu estava enganada, que ele estava limpo. Aos poucos fui percebendo como ele se comportava quando estava sob efeito das drogas, eu já estava enlouquecendo pois não sabia como ajudar, o que fazer, já estava cansada e triste.Um dia no trabalho recebi uma ligação que ele havia tentado suicídio por enforcamento, meu mundo parecia que ia desabar sobre a minha cabeça, a sensação, os pensamentos eu achei que ia morrer. Ele havia sido levado para o hospital e lá ficou na UTI entre a vida e a morte, é a pior sensação do mundo… foi horrível… mas Deus trouxe ele de volta pra mim e após 20 dias ele ganhou alta, diagnosticado como distúrbio bipolar afetivo não especificado.Ele não lembrava de nada. Em casa o médico prescreveu Depakene e Risperidona mas ele parou de tomar depois de alguns meses dizendo que tremia as mãos por conta dos medicamentos. Ele estava bem de novo, longe das drogas ,começamos nossa nova vida mas eu já tentei que ele voltasse com os remédios mas ele se recusa. Há algumas semanas venho notando comportamentos estranhos nele, ansiedade, insônia, fala rápida ,irritabilidade fácil e alterna os assuntos, esquecimentos de curto prazo e proporções de sentimentos. Tentei conversar com ele sobre isso pra que nós buscássemos ajuda com um psiquiatra mas ele acha que está bem. Está muito difícil pra mim eu quero ajudá- lo mas não sei o que fazer , nossa relação não anda bem sinto ele distante, parece que ele nunca mais será o mesmo. Preciso de ajuda, o que posso fazer? Obrigado e desculpas por desabafar por aqui…

    • blogabrata 22 de julho de 2020 às 11:10 - Responder

      Querida Michele, agradecemos o fato de enviar à ABRATA a sua mensagem!
      Vamos lá, então. Os sintomas do Transtorno Bipolar só podem ser controlados através dos medicamentos recomendados pelo psiquiatra, e
      devem ter uso contínuo, de acordo com a prescrição médica. A doença, até o momento, não tem cura.
      Muitos portadores utilizam substâncias como drogas ou álcool para minimizar os sintomas, mas é uma fala ilusão.
      Alguns medicamentos têm efeitos colaterais, como você descreveu, porém o médico pode adequar a dose ou mesmo substituir a medicação
      por outra. Para com o tratamento só traz prejuízos ao portador e a quem com ele convive. E não é incomum que cuidadores, sejam companheiros,
      familiares ou amigos também apresentem quadros depressivos, ou de ansiedade.
      Como fazer com que seu marido aceita que tem uma doença e faça adesão ao tratamento? Não é tarefa fácil, longe disso.
      Não converse com ele se estiver agitado ou deprimido. Se houver uma outra pessoa de confiança, pode ser uma boa saída a fim de mostrar a
      ele as vantagens de se cuidar e de ter uma boa qualidade de vida.
      A psicoterapia, associada ao tratamento medicamentoso, é de grande valia. A participar em grupos de apoio como os oferecidos pela ABRATA
      também complementam o tratamento.
      Dessa forma, sugerimos que você participe do Grupo de Apoio On-Line da ABRATA que foi instituído para oferecer suporte àqueles pessoas
      que precisam compartilhar as suas histórias especialmente neste período de pandemia da COVID-19. É oferecido a familiares e a portadores
      de Transtorno Bipolar e Depressão.
      Seguem as informações:

      O Grupo de Apoio On-line – GAO foi criado em função do período de isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde por conta do COVID-19.
      O Grupo destina-se a pessoas com depressão, transtorno bipolar e familiares, cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      O Grupo é conduzido por agentes facilitadores da ABRATA, onde as pessoas irão encontrar conforto e orientação em um ambiente confidencial, de suporte e onde cada um possa fazer a diferença na vida de outros.
      Todas as terças, quartas e sextas feiras das 19:00 às 20:30, sendo necessária a inscrição prévia no site da ABRATA. As inscrições são abertas as segundas, terças e quintas feiras a partir das 16:00. O acesso se dá através do aplicativo Zoom Meeting.
      * Para maiores de 18 anos
      **Vagas limitadas

      Baixe no site https://www.abrata.org.br o Guia Para Cuidadores de Pessoas Com Transtorno Bipolar, é uma excelente leitura.

      Um grande abraço, e seja bem-vinda ao nosso grupo!
      EQUIPE ABRATA

  120. cleiton 28 de julho de 2020 às 20:56 - Responder

    Descobri há cinco anos que meu companheiro tem transtorno bipolar, não sei como estou conseguindo lidar com isso. Nos últimos meses, ele tem altos e baixos na relação comigo ao ponto de ficar dias sem falar comigo, em outro momento é comunicativo, penso em seguir minha vida e deixá-lo seguir a dele.

    • blogabrata 29 de julho de 2020 às 08:01 - Responder

      Olá Cleiton,
      O Transtorno Bipolar se caracteriza pela oscilação do humor, assim o paciente deve seguir à risca a prescrição de
      seu psiquiatra.
      Combinar o tratamento medicamentoso com psicoterapia tem ajudado as pessoas com bipolaridade e, também, a participação
      em grupos de apoio.
      Há, inclusive, psicoterapia familiar, que pode ser de grande auxílio.
      Sugerimos que baixe o Guia Para Cuidadores de Pessoas com Transtorno Bipolar que você encontra no site https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Você pode, ainda, participar do Grupo de Apoio On-Line da ABRATA para familiares e pacientes com Transtorno Bipolar e Depressão.
      Seguem as informações:

      O Grupo de Apoio On-Line – GAO foi criado em função do período de isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde por conta do COVID-19.
      O Grupo destina-se a pessoas com depressão, transtorno bipolar e familiares, cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      O Grupo é conduzido por agentes facilitadores da ABRATA, onde as pessoas irão encontrar conforto e orientação em um ambiente confidencial, de suporte e onde cada um possa fazer a diferença na vida de outros.
      Todas as terças, quartas e sextas feiras das 19:00 às 20:30, sendo necessária a inscrição prévia no site da ABRATA. As inscrições são abertas as segundas, terças e quintas feiras a partir das 16:00. O acesso se dá através do aplicativo Zoom Meeting.
      * Para maiores de 18 anos

      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  121. JAMILA LIRA BARBOSA 5 de agosto de 2020 às 02:01 - Responder

    Olá boa noite

    Gostaria de saber se vocês dão diagnostico para saber se uma pessoa é bipolar? E se dispõem de profissionais psicólogos que façam atendimento? Encontrei vocês na internet e ainda não sei como trabalham.

    Preciso de uma ajuda de vocês, tenho um relacionamento há 6 anos e tive muitas dificuldades, já sofri bastante, e não sei nem porque aguentei tudo que já passei, porque, me permiti tudo isso, talvez eu precise de algum tratamento também.

    Eu acredito que meu namorado seja depressivo bipolar, nos primeiros meses do namoro ele era mais tranquilo tinha uma vida social mais ativa até saiamos um pouco, mas isso durou pouco, logo ele foi se excluindo e se isolando de todos, e ele já fumava maconha quando eu o conheci , eu não fumo, mas ele fuma e percebi que ele exagerava um pouco na dose.

    Resumindo esses 6 anos, em poucas palavras: As atitudes dele; Agressividade, me humilhava por questões financeiras, me fazia chorar sempre com palavras duras eu ficava com a estima bem baixa, me chamava de burra, dizia que eu não sabia fazer nada, sempre ele era o melhor o mais inteligente, egoismo, isolamento não queria sair pra lugar nenhum eu a maioria das vezes ia sozinha aos eventos, festas, até mesmo Ano novo já preferiu ficar sozinho no apto etc.

    Comecei a perceber essa “bipolaridade” nele logo que seus pais se mudaram para o interior e ele ficou sozinho na casa, ele é o caçula e apegado, depois disso comecei a ver a agressividade nele.
    Sempre depois da crise ou quando ele me tratava mal, ele me pedia desculpas e ficava carinhoso, ele é uma boa companhia quando esta bem! E eu fiquei muito tempo na esperança de que iria melhorar que era só uma fase, mas se passaram 6 anos, e ele nunca foi num psicólogo ou psiquiatra, só fica adiando.

    Escrevi tudo no passado porque ele melhorou bastante, ele já foi bem pior, (apesar que há 2 dias ele foi grosso comigo mas logo se arrependeu) , percebi que na quarentena ele está melhorando, parece que esta amadurecendo, e agora na pandemia parece que ele quer voltar a sair e ter uma vida social mais ativa, agora que não está podendo ele quer sair. Ele ficou isolado muito tempo, ficava no apto e só tinha a minha companhia, moramos juntos hoje. Quero ajudá-lo mas também tenho que pensar na minha vida, senão serão mais 6 anos assim sem perspectiva, tenho quase 40 e preciso dar um rumo na minha vida

    Ele trabalha normalmente, é um profissional de Ti, não sei ao certo se o problema dele é bipolaridade, ou alguma depressão não tratada, antes de mim ele teve uma noiva que o deixou e ele ficou muito mal, ou se é algum trauma, não sei, só sei que essas atitudes e esse tipo de relacionamento não é normal nem saudável.

    Obrigada

    • blogabrata 6 de agosto de 2020 às 07:39 - Responder

      Cara Jamila, agradecemos sua mensagem.
      A ABRATA é uma associação civil sem fins lucrativos que tem por objetivo oferecer apoio psicossocial a familiares, amigos e
      pessoas com transtorno bipolar e depressão.
      Não oferecemos tratamentos, seja psiquiátrico, seja psicológico.
      Pode ser que seu namorado tenha alguma desordem mental mas quem pode fazer o diagnóstico é um psiquiatra. É importante conjugar
      o tratamento médico com psicoterapia e, também, a participação em grupo de apoio. A ABRATA oferece grupo de apoio on-line para
      familiares e pacientes.
      Outra coisa a ser verificada por você. Não é incomum os familiares e cuidadores de pessoas com transtornos adoecerem também,
      podem ficar mais deprimidos com a atenção focada em seu ente querido. Precisam se cuidar, sim, para cuidarem dos outros. No
      seu caso, a psicoterapia é interessante.
      Enfim, converse com seu namorado sobre possível consulta médica. Explique que a relação entre vocês pode ter mais qualidade,
      assim como para a interação com as demais pessoas.
      Um abraço
      EQUIPE ABRATA

  122. LuanaLuana 27 de outubro de 2020 às 16:18 - Responder

    Depois de 19 anos de união sofrendo as consequências de vários episódios depressivos e tratamentos não efetivos, há 2 meses meu companheiro recebeu o diagnóstico de transtorno bipolar tipo 1. Tenho 2 filhas e de 2 anos para cá a doença tomou conta.
    Estou muito cansada porque, apesar dos meus esforços, a culpa da desgraça da vida dele é dos outros inclusive EU. O grande foco das tremendas discussões e crises é o dinheiro. Agora entendo que dentro do espectro bipolar isso faz todo sentido. Fora outros trocentos sintomas que ele tem.
    Estamos em tratamento com psiquiatra e psicólogo, mas estou realmente tendenciosa a sair do relacionamento, embora tenha sentimento de culpa e também medo. Até porque ele tentou se matar com a medicação.
    Pergunta: Se não tem cura, qual é o limite do stress? sabe,pq tuuudo que leio tento colocar em prática, mas parece que não vai dar certo! Os familiares próximos já estão bravos pq acham que devo sair fora, pq ele não vai mudar!!! É muito desgastante, pra onde posso correr? A família dele não ajuda muito…sabe.

    • blogabrata 5 de novembro de 2020 às 08:56 - Responder

      Oi querida, LuanaLuana, vamos à ajuda tão esperada, está bem?
      Pois é, até o momento não há cura para o transtorno bipolar mas há controle dos sintomas por meio dos medicamentos combinados
      com acompanhamento psicoterapêutico.
      Podemos afirmar que nem tudo é consequência do distúrbio, há traços da personalidade dos portadores que podem interferir nas
      relações humanas. E há as comorbidades advindas do transtorno bipolar como, por exemplo, o transtorno borderline.
      Bem, desnecessário dizer que o cuidadores sofre um grande desgaste emocional em sua convivência com pacientes chegando, em alguns
      casos, a apresentarem depressão. E você ainda é cuidadora de duas crianças, é muito coisa, não é mesmo?
      Podemos sugerir que participe do Grupo de Apoio On-Line da ABRATA oferecido a familiares e portadores de transtorno bipolar e
      depressão.
      Abaixo postamos as informações:

      O Grupo de Apoio On-Line – GAO foi criado em função do período de isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde por conta do COVID-19.
      O Grupo destina-se a pessoas com depressão, transtorno bipolar e familiares, cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      O Grupo é conduzido por agentes facilitadores da ABRATA, onde as pessoas irão encontrar conforto e orientação em um ambiente confidencial, de suporte e onde cada um possa fazer a diferença na vida de outros.
      Todas as terças, quartas e sextas feiras das 19:00 às 20:30, sendo necessária a inscrição prévia no site da ABRATA. As inscrições são abertas as segundas, terças e quintas feiras a partir das 16:00. O acesso se dá através do aplicativo Zoom Meeting.
      * Para maiores de 18 anos
      **Vagas limitadas

      Seja muito bem-vinda!
      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  123. Anonimo 22 de novembro de 2020 às 23:38 - Responder

    Bem aqui estou em pleno domingo à noite retornando a esta página. Fui casado com uma pessoa maravilhosa, uma pessoa linda e maravilhosa e com toda a certeza a mulher da minha vida. Ela passou por um episódio de estresse profundo que despertou o TAB. Eramos casados e realmente é bem difícil o diagnóstico. O primeiro profissional deu um outro quadro, e o segundo profissional, muito capacitado, acertou ao diagnosticar e medicar muito corretamente. Fui um esposo dedicado, zeloso, lembro-me que li e imprimi o “guia para cuidadores”, entreguei uma cópia para a família dela para que eles buscassem informação. Tivemos 2 ou quase 3 crises, e eu fiz uma coisa que acredito que outros cuidadores podem ter feito de forma inconsciente que é esquecer, não esquecer de cuidar da pessoa que precisa, mas esquecer de nós mesmos. Eu esqueci de mim e dedicava tudo a ela para que ela sempre ficasse bem e não houvesse motivos para novas crises, mas ela era policial e eu sempre me preocupava com a questão do trabalho. Percebi que apenas eu me importava em não deixar a doença reaparecer, ela não dedicava atenção à medicação, negligenciava, na minha visão, o tratamento, e quando tinha crise tinha quadro de paranoia, era muito duro vê-la assim. Às vezes a esposa virou minha filha, parecia que eu cuidava de uma criança ( sem noção da realidade ). Erroneamente eu coloquei na minha cabeça que deveria evitar a todo custo que a doença reaparecesse, minha missão era essa, deixar tudo perfeito para que o tab não voltasse, pois as crises duravam mais de 40 dias entre o começo e o término. Acabei esquecendo do meu papel de esposo, papel de amar, as negligências que eu via, as decisões que ela tomava que eu não concordava me deixaram frio como esposo e virei apenas um cuidador. Com isso o casamento acabou, eu me sentia um besta, que deveria aguentar tudo, me doava tanto, e não entrava na minha cabeça as decisões que ela tomava, fingia tomar o medicamento, queria ter uma arma dentro de casa e eu não queria uma arma dentro da minha casa, trabalhava tirando plantões à noite ficando acordada e tendo privação do sono. O casamento acabou, ela nunca foi agressiva comigo, sempre me amou muito, mas negligenciava o tratamento, tomava decisões que eu não concordava. Me separei e após isso fiquei muito tempo perdido, desorientado e com um enorme SENTIMENTO DE CULPA, que eu teria falhado, que eu a teria abandonado. Hoje ela está bem, graças a Deus, reconstruiu a sua vida e eu preciso reconstruir a minha, pois sinto que fiquei com toda a carga de responsabilidades e preocupações de ser um “cuidador”. Fiz terapia e me ajudou muito. Não sinto mais culpa, sinto que me doei demais até o ponto de esquecer de mim, e estou em busca de me reconstruir. Quem cuida e passa por crises sabe como é difícil. Preciso cuidar de mim, pois fiquei bastante desorientado com tudo. Mas cada dia é um passo.

    • blogabrata 23 de novembro de 2020 às 07:40 - Responder

      Caro Anonimo, seu relato é muito importante para todas as pessoas que cuidam de seus entes queridos mas que se esquecessem de si mesmos.
      Que bom que você encontrou o caminho da psicoterapia pois, de fato, ajuda a trabalhar as emoções, sentimentos e comportamentos.
      Agradecemos sua mensagem e fique com o nosso abraço fraterno.
      EQUIPE ABRATA

  124. Silvia 24 de novembro de 2020 às 01:03 - Responder

    Descobri há poucos dias que meu parceiro sofre de Psicose Maníaco-Depressiva, se isolou de tudo, não quer mais me ver, mas não quero desistir dele, quero passar com ele por esse problema, só não sei como, e nem se consigo, já que ele se recusa a tentar melhorar ou procurar ajuda. Diz que ele é o problema, não sei como ajudar, me sinto perdida, principalmente por não vê-lo e nem está com ele. Alguma dica pra ajudar alguém que se recusa a receber ajuda? Não tem como falar com a família dele, porque vão achar que é frescura, quero muito cuidar dele. Mas me sinto morrendo aos pouco por ele estar tão ruim, ele me agradeceu por não desistir dele, mesmo me falando várias vezes que seria melhor eu ir embora, porque ele não passava de um problema. Quero muito que isso tudo passe logo, e ele volte a ser feliz e se sentir bem, ele não consegue dormir mais, sempre tem sonhos ruins, ou fica acordando.

    • blogabrata 1 de dezembro de 2020 às 09:36 - Responder

      Cara Silvia,
      O Transtorno Bipolar, que era conhecido como Psicose Maníaco-Depressiva, tem tratamento e a pessoa pode levar uma vida normal se
      seguir a orientação médica. Não há cura, por enquanto. O tratamento é, pois, para o resto da vida.
      Sugerimos que converse com a família dele, achar que pode ser frescura é dar as costas para uma doença muito grave. Demais disso,
      você dividiria a responsabilidade pois, sozinha, é mais complicado.
      Não há uma fórmula ideal para convencer alguém a aceitar o diagnóstico e assumir integralmente o tratamento. Algumas pessoas
      podem ajudar, como, amigos próximos. É importante que saiba que conversar com algum que esteja deprimido ou em mania é mais
      difícil. O ideal é aguardar um bom momento para estabelecer o diálogo.
      Faça download do Guia Para Cuidadores De Pessoas Com Transtorno Bipolar disponível no site: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Outra coisa importante: você deve se cuidar, procurar ajuda se estiver mais deprimida, por exemplo. Para ajudar seu companheiro você
      precisa estar bem, não é?
      A psicoterapia é relevante para as pessoas com TB e deve ser coadjuvante do tratamento medicamentoso.
      Outra sugestão: participem do Grupo de Apoio On-Line da ABRATA para familiares e pessoas com transtorno bipolar e depressão.
      Seguem as informações:

      O Grupo de Apoio Online destina-se a pessoas com depressão, transtorno bipolar e seus familiares, cuja finalidade fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e se ajudar de forma solidária, por meio de suporte, apoio e conforto uns aos outros.
      **Para maiores de 18 anos.
      Inscrições: https://www.abrata.org.br/eventos/

      COMO PARTICIPAR DO GRUPO DE APOIO ONLINE
      A plataforma do vídeo conferência para você participar chama-se ZOOM.
      O aplicativo ZOOM poderá ser baixado no computador, notebook, tablet e celular. – ZOOM Meeting – Vc deverá baixar o aplicativo ZOOM antes do Grupo começar.
      Se você NÃO quiser fazer o download/baixar a plataforma Zoom, acesse pelo Google, buscar o aplicativo e clicar JOIN THE MEETING (Entre na reunião). É também uma opção para quem não quer baixar o aplicativo.
      No celular será necessário procurar a ferramenta ZOOM MEETING na central do aplicativo do seu aparelho.
      Solicitamos entrar na reunião até 10 minutos antes da hora de início do Grupo, às 19h. A participação antecipada na reunião dará tempo para garantir que o computador e a conexão de áudio estejam funcionando corretamente.
      CONTATO ABRATA: grupo.online@abrata.org.br

      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  125. RAIZA GONCALVES DA SILVA 1 de dezembro de 2020 às 21:48 - Responder

    Eu não sei o que eu tenho, só sei que não sou normal. Às vezes estou de boa e do nada surto, e quando fico acordada à noite muito tempo, eu fico muito agoniada e tenho que dormir.
    Às vezes tenho que tomar Dramin para ver se durmo logo para não ficar sentido essas coisas estranhas que sinto, sem falar que tem horas que não gosto que falem comigo, do nada isso acontece.

    • blogabrata 3 de dezembro de 2020 às 10:00 - Responder

      Cara Raiza, você é normal mas está passando por uma situação difícil muito especialmente por causa da insônia que,
      por consequência, a leva a ter um dia com mais irritação.
      O ideal é que seja consultada por um psiquiatra para avaliar os sintomas narrados por você.
      Assim como as pessoas consultam cardiologistas, ginecologistas e outros profissionais, é conveniente que se dê a
      devida atenção à saúde mental.
      Nestes tempos de pandemia aumentou o número de pessoas com transtornos mentais. Bem por isso, e em função de outros
      fatores, vale a pena procurar um profissional.
      O alívio que traz um diagnóstico com o devido tratamento medicamentoso, se for este o seu caso, concorre para um
      qualidade de vida muito bom, com produtividade.
      Procure cuidar-se, está bem?
      E leia o material informativo disponível no site https://www.abrata.org.br e assista aos vídeos do YouTube.
      No dia 05/12/2020 teremos a live com o título: “Indicadores Iniciais nos Transtorno de Humor”, com a psicóloga Denie
      Petresco e a médica psiquiatra Aline Valente Chaves. Será às 14 horas pelo Instagram. Acesse: abrata_sp.
      Um grande abraço
      EQUIPE ABRATA

  126. Anônima 17 de janeiro de 2021 às 01:30 - Responder

    Lendo este relato do “anonimo” em 22/11/2020 parece que estou me vendo, fiquei lendo estes depoimentos, me identifiquei também com alguns, vi que muitos maridos e esposas passam por isso. No meu caso, meu esposo tem transtorno bipolar, diagnosticado há 5 anos, vamos fazer 10 de casados. Nestes 5 anos esqueci totalmente de mim, vivo fazendo com que esteja tudo perfeito para não ocorrerem as crises. Ficou anos sem tomar as medicações, sempre dizendo que não precisava que ficava dopado com aqueles remédios. O alvo dele, a desconfiança, é sempre com os meus familiares, todos pisam em ovos ao falarem com ele, muitas vezes evito até de estarmos com a minha família, já foi agressivo com palavras e atitudes. Toma os remédios por um período, quando acha que não precisa mais, para por conta, diz que não vai viver a vida toda tomando a medicação. Se ele está bem é uma pessoa maravilhosa, carinhoso, me trata super bem, ama os filhos, é muito parceiro. Mas eu, infelizmente, estou chegando no meu limite, o amor vai se dissolvendo, não pensava em separação mais e agora estou pensando, o que me deixa confusa é: o que vai ser dele se nos separarmos? Pois também cuido dele como se fosse uma criança. Penso em me separar pelos nossos filhos também, temos 2 crianças que não merecem ver os pais brigando, pois quando ele está em crise se torna uma pessoa agressiva, quebra coisas em casa, sempre pelo motivo de eu não concordar com as ideias dele e com suas decisões. E também é sempre eu que estou preocupada em ele não fazer uma confusão, ele não pensa em nós antes de iniciar uma briga, uma encrenca por achar que todos só falam mal dele e geralmente é com pessoas da minha família, isso está me machucando muito, ver meus familiares afastados, como é difícil lidar com uma pessoa assim. Ele está tomando o medicamento faz 1 mês e mesmo assim já criou 2 momentos muito ruins com meus familiares, fora comigo em casa; também estou fazendo terapia para entender melhor, pois já estou entendendo que não é do bipolar negar a doença e sim dele mesmo; mais mesmo assim, me sinto perdida e com sentimento de culpa se nos separarmos.

    • blogabrata 18 de janeiro de 2021 às 10:58 - Responder

      Prezada Anônima,
      O Transtorno Bipolar é uma doença para a qual não existe cura mas existem tratamentos medicamentosos eficazes.
      Ao lado dos medicamentos apropriados para a estabilização do paciente, é importante a psicoterapia e a participação
      em grupos de apoio em que o compartilhamento de experiência é muito salutar.
      Você pode pensar na possibilidade de adotar a uma terapia familiar que auxiliará na orientação das emoções, sentimentos
      e comportamentos oriundos do quadro de transtorno bipolar de um ente queridos.
      A partir de 02/2/2021 a ABRATA retomará as suas atividades dentre as quais se destaca o grupo de apoio on-line.
      Acompanhe o nosso site, e sugerimos que faça download do Guia Para Cuidadores De Pessoas Com Transtorno Bipolar disponível
      no site: https://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Assista aos vídeos da ABRATA postados no YouTube.
      Um abraço
      EQUIPE ABRATA

  127. ALCIEalciene macedo a 28 de janeiro de 2021 às 10:09 - Responder

    MEU MARIDO FOI DIAGNOSTICADO COM TRANSTORNO BIPOLAR EM 2014, GOSTARIA DE SABER SE AQUI EM FORTALEZA- CEARÁ TEM ALGUM GRUO DE APOIO.

    • blogabrata 29 de janeiro de 2021 às 10:55 - Responder

      Olá ALCIEalciene macedo,
      Encontramos três organizações, e esclarecemos que não conhecemos o trabalho que é oferecido por elas.
      1. Associação em Defesa da Saúde Mental – @adsm.org.br, telefone: (85) 3055-3867
      2. GETA – Grupo de Estudos em Transtornos Afetivos do Hospital Universitário Prof.Walter Cantidio – Rua Capital Francisco Pedro, 1290.
      3. Grupo Fenix da Associação Nacional Pró-Saúde – Tel: (85) 3208-1225.
      E avisamos que retomaremos as nossas atividades em 02/2/2021 e vocês poderão participar do Grupo de Apoio On-Line da ABRATA para
      familiares e pacientes com transtorno bipolar e depressão. Acompanhe-nos no site: https://www.abrata.org.br
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  128. Lia 22 de fevereiro de 2021 às 12:59 - Responder

    Boa tarde. Meu marido foi diagnosticado com transtorno bipolar, após algumas crises em dezembro de 2021. Gostaria de saber se há algum grupo de apoio na cidade de Campinas/SP (interior do estado de SP). Agradeço muito.

    • blogabrata 29 de março de 2021 às 09:52 - Responder

      Olá Lia,
      Você pode participar do Grupo de Apoio OnLine da ABRATA para familiares e pacientes com transtorno bipolar e depressão.
      A inscrição deve ser feita no site: https://www.abrata.org.br/eventos.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  129. VIDA 4 de março de 2021 às 15:33 - Responder

    Boa tarde!

    Há aproximadamente 4 anos meu marido passou por uma depressão, acompanhado de síndrome do pânico. Ele perdeu emprego, tivemos que vender o nosso carro e nos desfazer de várias coisas, pois na época tínhamos um padrão de vida muito bom, e como ele não tinha condições de trabalhar, não conseguimos manter. Essa depressão durou 6 meses e os médicos ficaram surpresos com a recuperação dele, pois foi muito rápido pela situação que ele ficou, mas acreditem, lutamos muito contra depressão, o nosso medico foi maravilhoso, fizemos algumas mudanças de medicamentos até realmente conseguir um que começasse a fazer efeitos. O acompanhamento psicológico também foi fundamental, e deixei o trabalho para ficar com ele, fazer atividades físicas, tivemos muito apoio da família, mas o primeiro passo foi ele aceitar que estava doente. Pessoal, não foi fácil, eu creio muito em Deus, e a minha fé foi o fator principal para que eu não desistisse dele, eu acreditava e pedia muito a Deus pela recuperação dele, afinal eu o amava muito e ele é um homem maravilhoso. Depois que essa depressão passou, reconstruímos nossa vida e graças a Deus conquistamos tudo de volta. Porém há um mês ele teve um episodio de hipomania e vi meu mundo desabar mais uma vez. Eu não conhecia essa fase, e acredito que ele já vinha apresentado alguns sintomas mais eu não percebi, pois estava sempre atenta e cuidando para que não tivesse uma recaída com a depressão. Enfim, essa fase da hipomania é terrível, ele fez muitos gastos e muitas dividas em poucos dias, todo dinheiro que entrava na conta ele gastava com futilidades, acabou investindo em coisas que não deram retorno, viajou para outro estado, tinha tanta energia que não conseguíamos segurar ele em casa. Ficou religioso de uma hora para outra, falava versículos da bíblia e relatava que teve experiência com Deus. Gente não tenho como mensurar qual momento mais difícil, mas essa fase esta acabando comigo, eu me tornei uma “sabotadora”, pois minha vida se resumi em desfazer as coisas que ele faz, tipo, cancelar comprar, contratos, empresas que ele tenta abrir, pessoas que chama para trabalhar com ele. Além de tudo ele quer terminar o nosso relacionamento de 10 anos, ele é um homem maravilhoso e temos uma casamento muito lindo, ele saiu de casa bem, e quando voltou na crise não quer saber de mim, saiu de casa e foi morar com a mãe. Já tem um mês que esta nessa fase, esta tento acompanhamento medico e já esta teve uma boa melhora. Já voltou para casa, mas não aceita nem que eu toque nele, diz não sentir sentimento por ninguém, nem por mim, nem pela família, está completamente frio. Eu sofro, porque eu amo muito, e não consigo enxergar meu marido naquele homem. Mas não deixo de dar carinho, muitas vezes até em excesso, eu faço tudo por ele, pensando no que ele é de verdade, pois sei que tudo que ele faz não é porque ele quer. Essa doença é “maldita”, mas creio que já estamos vencendo. Queria poder nesse momento dar uma abraço apertado em cada um(a) de vocês, e receber abraços também, e dizer que seja lá qual for a fé de vocês, se apeguem com ela nesse momento. Deus tem sido maravilhoso na minha vida, e tem me sustentado nesse momento, eu choro todos os dias, e me desespero também, mas sei que sem ele eu não suportaria. Pessoal ,os cuidadores também precisam de cuidados, vamos nos fortalecer para poder cuidar daqueles que precisam de nós. Sobre meu esposo, eu jamais irei desistir dele, pois sei que ele não desistiria de mim, ele esta fazendo acompanhamento medico, tomando medicamentos e tem melhorado bastante, mas é um dia após o outro, é uma melhora nos detalhes, mas já me deixa imensamente feliz. Abraços.

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