Três sintomas de transtorno bipolar sobre os quais ninguém quer falar

Três sintomas de transtorno bipolar sobre os quais ninguém quer falar

Os três sintomas abaixo representam o lado do transtorno bipolar que todos sabemos estar lá, mas raramente queremos deixar os outros saberem que existe.

Eu sei como é importante proteger a reputação do transtorno bipolar para o público em geral. Não queremos que as pessoas pensem que somos perigosos, assustadores e malucos em quem não se pode confiar. Mas acho que precisamos encarar o fato de que algumas flutuações de humor realmente causam estes comportamentos que queremos esconder embaixo do tapete. Os três sintomas abaixo representam o lado do transtorno bipolar que todos sabemos estar lá, mas raramente queremos deixar os outros saberem que existe. Isso é apenas uma opinião, claro, mas estou realmente interessada em saber se todos sentem o mesmo.

agressivo1º – Comportamento perigoso, agressivo e violento no transtorno bipolar

Trabalho com pais e parceiros de pessoas com transtorno bipolar. Na maioria das situações, as pessoas que estão em um episódio forte de mania ansiosa podem ser perigosas, agressivas e violentas. Agressão física e uso de armas não são incomuns. Muitos homens vão presos por este tipo de comportamento quando eles, na verdade, precisam de ajuda psiquiátrica. As pessoas, tanto homens quanto mulheres, que são educadas e gentis quando estão bem, ficam com uma força sobre-humana e agressivas – arrancam uma pia da parede, socam janelas – jogar cadeiras e outros comportamentos perigosos não são incomuns.

Famílias e parceiros sofrem em silêncio pois ficam muito assustados de contar a qualquer pessoa sobre o que realmente acontece em casa.

Eu tenho pensamentos violentos e homicidas quando a mania ansiosa está em cena. Eu costumava perseguir carros se o motorista me fechasse ou fizesse uma cara estranha. Não é o meu objetivo assustar ninguém que está lendo este texto. Meu objetivo é que sejamos honestos sobre estes sintomas do transtorno bipolar que ficam escondidos embaixo do tapete.

Uma solução é se cuidar. Pessoas com transtorno bipolar não têm esses sintomas a não ser que tenham flutuações de humor. Prevenir estas flutuações de humor ajudará a prevenir este tipo de comportamento.

images (25)2º Psicose em transtorno bipolar

Eu tenho transtorno bipolar de ciclo rápido tipo II, com características psicóticas. Eu tive sintomas de psicose não diagnosticados dos 19 aos 31 anos, quando finalmente fui diagnosticada. Tive alucinações durante toda a minha vida adulta. O que me assusta é que ninguém, ninguém mesmo, me ensinou sobre a psicose quanto fui diagnosticada. Era como se os sintomas não existissem. Quando entendi o nível da minha psicose, fiquei horrorizada de ter vivido tanto tempo com isso. Meus sintomas eram, em sua maioria, alucinações visuais e delírios paranóicos. Eu não sabia que os outros não as tinham também! Se você tem transtorno bipolar tipo I, tem 70% de chance de ter psicose quando estiver em um episódio intenso de mania. Essa psicose pode ser bizarra e imitar a esquizofrenia. A diferença? Pessoas com transtorno bipolar só têm psicose durante a mania ou a depressão. Não há psicose fora destes dois estados de humor. Se uma pessoa tem psicose entre estes episódios, isso é chamado de transtorno esquizoafetivo. Você ou alguma pessoa próxima tem psicose? Se o transtorno bipolar estiver envolvido, a psicose pode estar envolvida também.

cognitivo3º Disfunção cognitiva em transtorno bipolar

Muitas pessoas acham assustador. Já temos transtorno bipolar, isso quer dizer que temos problemas de memória também? Talvez. Disfunção cognitiva de perda de memória, esquecimento de compromissos, não lembrar informações e “nevoeiro cerebral” durante certos episódios é muito comum! Se você tem transtorno bipolar, você provavelmente já sentiu o cérebro lento, que é comum na depressão. Se você tem mania, você provavelmente tropeçou nas palavras, disse coisas que não queria dizer e teve problemas em organizar seu pensamento.

Meus sintomas cognitivos me visitam diariamente. Não sou capaz de me lembrar datas e números e preciso de ajuda com calendários e horários marcados. Os meus sintomas pioraram depois de terapia intensiva que tive para depressão severa. É algo que acho estressante, mas fácil de lidar. Quero que sejamos sinceros em relação a problemas cognitivos. Essa é a única maneira com a qual podemos conseguir ajuda! O meu tende a estar presente o tempo todo, mas piora com flutuações de humor. Um exemplo perfeito disso – eu tenho que colocar este post no ar a meia noite do dia em que eu posto no blog. Eu fiquei me lembrando disso o dia todo ontem, mas mesmo assim, fui dormir sem postar a tempo. Tenho que viver com esses sintomas e mesmo que algumas coisas sejam esquecidas, eu consigo controlar a maioria dos problemas menores de memória com um bom sistema de suporte.

Aqui está a boa notícia – sim, há uma boa notícia!

Transtorno bipolar é uma doença de episódios. Todos temos todos os sintomas durante as mudanças de humor. Isso quer dizer que somos ESTÁVEIS quando não estamos nestas mudanças. Os sintomas listados acima vão embora quando a doença é controlada com sucesso. Isso pode exigir um monitoramento diário para os que tem sintomas diários. Outros, que têm longos períodos de tempo entre as mudanças de humor, podem até esquecer que estes sintomas já existiram. Este é o motivo de termos um método de controle que reconheça os comportamentos perigosos, agressivos e violentos, psicose e disfunção cognitiva assim que isso começar.
Eu sei que queremos proteger nossas reputações em relação a essa doença, e não queremos ser vistos como diferentes ou malucos, mas eu peço que entre a nossa comunidade, sejamos brutalmente honestos sobre o que realmente acontece com aqueles de nós que têm esta doença. É o único jeito de evitar estes sintomas e mantê-los longe para sempre.

julieSobre a autora: Julie A. Fast – É a autora dos best-sellers Loving Someone with Bipolar, Take Charge of Bipolar Disorder and Get it Done When You’re Depressed. Ela é uma premiada colunista da revista BP (Revista Transtorno Bipolar) e tem um dos principais blogs sobre transtorno bipolar na internet. Julie é  especialista em manejo de transtorno bipolar no site da Oprah e Dr. Oz www.ShareCare.com. Julie é não somente uma perita em ajudar aqueles que são afetados pelo transtorno bipolar e pela depressão, foi diagnosticada em 1995 e com sucesso controla a doença com medicamentos e estratégias descritas em seus livros. Julie sabe mais que ninguém sobre viver e amar alguém com transtorno bipolar dentro de sua própria vida e ajuda os membros das famílias, parceiros e profissionais de saúde a compreender e apoiar aqueles que têm o transtorno. Ela é uma grande palestrante e educadora, apaixonada por mudar a maneira como o mundo vê e maneja os transtornos de humor.

Tradução livre: Equipe ABRATA

Fonte: http://www.bphope.com/blog/three-bipolar-disorder-symptoms-no-one-wants-to-talk-about/

 

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Destaques

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Os autores abordam a neurobiologia e a genética, a depressão bipolar em crianças e considerações relativas a suicídio, discutindo abordagens de tratamento específicas, desde o uso do lítio e de drogas anticonvulsivantes até intervenções psicológicas, com base nas pesquisas mais atuais sobre o assunto.

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Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

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2018-02-02T17:13:08+00:00 15 de março de 2017|Categorias: Bipolar, Blog, Comportamento, DEPOIMENTO, Mania, Mau Humor, Sofrimento|Tags: , , |144 Comentários

144 Comentários

  1. Maria de Lourdes 16 de março de 2017 às 07:50 - Responder

    De fato esses sintomas estão presentes no TB, é penoso conviver com isso, piora muito a qualidade de vida do portador e de quem está ao seu lado.É importante estar atento aos sintomas para estabelecer medidas de proteção, a fim de minimizar os danos.

    • Equipe Abrata 16 de março de 2017 às 09:13 - Responder

      Olá Maria de Lourdes.

      Agradecemos a sua mensagem e damos realce ao que você afirma a respeito de estar atento aos sintomas do TB como medida de proteção a si mesmo.
      A aceitação da doença e a adesão ao tratamento medicamentoso e psicoterápico são fundamentais para a estabilização da pessoa que tem transtorno
      bipolar.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  2. Sandra Chagas 26 de março de 2017 às 16:17 - Responder

    Identifiquei-me em todos os relatos, tomo remédios indicados pelos psiquiatras mas nenhum deles me deu um diagnóstico. Foi lendo a bula e eu mesma pesquisando que descobri a ABRATA. Estou em choque, porque ninguém me falou o que realmente eu tenho.
    Já me envolvi em várias brigas no trânsito e sempre acho que estou 100% certa.
    Já saí no soco com pessoas que nunca vi porque me senti provocada em uma conversa na costureira.
    Nunca fico mais que 3 meses em um emprego, sempre ganho a conta pela falta de um bom relacionamento no ambiente de trabalho.
    E por ai vai… ALGUÉM PODERIA ME AJUDAR?
    41-99219-6880

    • Equipe Abrata 27 de março de 2017 às 08:52 - Responder

      Prezada Sandra.

      O transtorno bipolar pode ser extremamente difícil de diagnosticar e tratar. Uma pessoa com transtorno bipolar pode ver três ou quatro médicos e levar até oito anos à procura do tratamento que funcione antes de receber o diagnóstico correto.

      Não é fácil identificar de pronto a bipolaridade quando esta se inicia. Os sintomas muitas vezes parecem problemas separados, pelo que dificilmente são reconhecidos como fazendo parte de um problema mais vasto.

      Embora por vezes a doença se apresente com manifestações muito fortes e evidentes, são muito frequentes as manifestações mais moderadas que podem passar despercebidas e que tornam o diagnóstico de bipolaridade um dos mais difíceis e complexos em saúde mental.

      Apesar do interesse crescente no transtorno bipolar e do número cada vez maior de pesquisas quer ao nível do diagnóstico, da neurobiologia, da epidemiologia e do próprio tratamento, o distúrbio bipolar continua a ser tardiamente diagnosticado e inadequadamente tratado. Estima-se que apenas 1 em cada 4 casos sejam diagnosticados.

      O transtorno bipolar apresenta sintomas comuns a outras patologias psiquiátricas, o que torna a tarefa difícil. O próprio desenvolvimento da doença pode por vezes induzir em erro – às vezes é necessário esperar alguns anos antes de surgir um episódio de mania, pelo que na ausência deste, se fará um diagnóstico de depressão e não de bipolaridade.

      O diagnóstico e reconhecimento do transtorno bipolar, em adultos, pode ser extremamente difícil. Muitos desses pacientes apresentam vários distúrbios psicológicos e sociais importantes, antes que o diagnóstico consiga ser feito com certeza.

      Para definir-se o diagnóstico de transtorno bipolar, é necessário que sejam documentados pelo menos dois episódios, sendo um deles de mania ou hipomania, nos quais o humor e o nível de realização das atividades do dia-a-dia estejam comprometidos. O distúrbio consiste em elevação do humor e do nível de energia e atividade (mania ou hipomania) ou rebaixamento do humor (depressão).

      Os episódios de mania geralmente começam de maneira abrupta e podem durar entre duas semanas e 4 a 5 meses (duração média de 4 meses). Os episódios de depressão tendem a ter duração mais prolongada, por volta de seis meses. Entre os episódios, a recuperação pode ou não ser completa, casos nos quais permanecem alguns sintomas residuais. O padrão de recorrência das crises varia muito, sendo bastante imprevisível.

      Um dos passos mais importantes no diagnóstico do transtorno bipolar é a exclusão de outras doenças/condições que possam estar causando os sintomas que o paciente apresenta, simulando um quadro de transtorno bipolar.

      O tratamento medicamentoso é fundamental para controlar os sintomas do transtorno bipolar.

      Os médicos especialistas em transtornos afetivos – depressão e transtorno bipolar, recomendam a combinação do tratamento medicamentoso com psicoterapia.
      A psicoterapia mais indicada é a Terapia Cognitivo-comportamental.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

      • Sandra Chagas 27 de março de 2017 às 21:05 - Responder

        Reconfortante saber que não sou louca como meus familiares me dizem, chego às vezes a pensar que realmente posso estar ficando louca (esquizofrênica) , mas não tem como eu saber, ondo moro não tem psiquiatras, tampouco terapias… O que me deixa ainda mais receosa , pois estou cada vez mais agressiva e violenta. Isso com pessoas que eu mal conheço. Cada dia quando saio para trabalhar penso, qual a confusão que vou me envolver e destruir minha vida. Penso o que o melhor era realmente por um fim eu mesma nisso tudo de uma vez.

        • Equipe Abrata 29 de março de 2017 às 08:26 - Responder

          Prezada Sandra.

          A nossa sugestão é que procure uma unidade do CAPS – Centro de Atenção Psicossocial em sua cidade.

          Os CAPS são instituições destinadas a acolher pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração social e familiar e apoiá-los em suas iniciativas de busca da autonomia, oferecendo-lhes atendimento médico e psicossocial. Um dos objetivos do Programa é possibilitar a organização de uma rede substitutiva ao Hospital Psiquiátrico no Brasil.

          Os pacientes são atendidos de acordo com o Projeto Terapêutico Singular, que consiste em um tratamento específico para cada indivíduo, elaborado pela equipe. Além das consultas, o Projeto pode ser composto por diversas atividades, como oficinas terapêuticas e culturais, rodas de conversa e orientações individuais ou em grupo, entre outras.

          Não é melhor desistir de tudo. O importante é procurar por cuidados médicos para ficar estável e levar uma vida normal.
          Se, no entanto, persistirem os pensamentos negativos, telefone para 141, que é o número do CVV – Centro de Valorização da Vida.

          O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

          Abs.
          Equipe ABRATA.

  3. Alessandra Ribeiro de Carvalho 1 de abril de 2017 às 18:12 - Responder

    Adoro escrever, ler e assistir filmes e séries, principalmente sobre Transtorno da Mente, eles me relaxam. Principalmente após ser diagnosticada em 2014 como portadora de Transtorno Afetivo Bipolar Tipo 1 (TAB 1). Já escrevi aqui no meu facebook sobre isso e sobre as fortes crises que passei. Muitas vezes as pessoas escondem a doença com medo de serem taxadas de loucas. Eu, na verdade, sobrevivo bem com a TAB 1, e costumo falar sobre ela,de como me sinto e de como controlo o transtorno. Muitas vezes até tento achar graça dos sintomas, principalmente em se tratando da perda de memória.
    A perda de um bipolar não é igual esquecer aonde “eu coloquei as chaves”, isso para nós, diariamente, é como beber água, “esquecemos que esquecemos”.
    Quando estamos em crise, esquecer significa até não saber “quem somos”, “onde estamos”, ou andar “perdido pela rua” como se estivéssemos em outro planeta, realmente sem rumo.
    A perda de memória chega a tanto, que a partir de 5 crises o Bipolar pode perder 1/4 do hipocampo, que é onde está alojada a memória. O que pode significar que sua infância de repente foi apagada da sua mente, digo, apagada, isto é ela não existe mais, não há como se recuperar.
    Quero descrever aqui um pouco sobre isso, sobre a perda da memória, porque me deparo diariamente com situações difíceis de lidar, não só pra mim, mas para os que me cercam, e, acredito que relatar seja bom para o entendimento do ser “bipolar”, pelo menos é o que sugere minhas maravilhosas médicas (Psiquiatra e a Psicoterapeuta). Não para me esconder ou me justificar, pois na verdade, assim como você, somos seres humanos, e, precisamos de compreensão e de respeito, e escrever para mim ajuda no tratamento.
    Lembro-me da 1ª vez que estava ocorrendo algo estranho comigo: Uma noite acordei e tudo estava fumaçado em casa, com cheiro de queimado, levantei e corri para a cozinha, uma panela pegava fogo.
    Não sei como fiz aquilo, coloquei mamadeira, copos plásticos, mordedores e tantas outras coisas da minha filha em uma panela grande, e, fui dormi. Tudo bem esquecer, mas não me lembrava de ter colocado nada no fogo e nem muito menos o que fiz aquele dia todo. Aquele dia foi esquecido da minha memória.
    Bom, até aí tudo bem, mas a 2ª vez que percebi que realmente tinha algo estranho comigo, foi até engraçado. Eu tinha terminado de almoçar num restaurante, e, de repente meu coração se acelerou, é como eu estivesse acordado e estava num restaurante, pois não sabia aonde estava, nem como tinha chegado ali e nem como poderia sair daquele lugar. Saí do restaurante e rodei umas duas vezes a mesma quadra até voltar e pedir ajuda.
    Já esqueci de tantas coisas e pessoas, de melhores amigos, pelo menos eles disseram que eram, que já entrei em situação muito embaraçosa. Da pessoa chegar em mim e dizer, “Sou eu”, “Aquela pessoa” se lembra?”, não há como lembrar, nem forçar a memória, aquele momento não existe mais.
    Hoje as crises assim são raras, como são raras a psicose, mas a memória é ainda falha, esquecer aonde coloquei as chaves, o celular, de pagar alguma conta ou onde coloquei o cartão de crédito, isso para mim não incomoda tanto. Mas esquecer de pessoas, de sentimentos, da minha história, isso é difícil de lidar.
    Para qualquer um, tarefas simples e diárias passam desapercebidas. Mas para um TAB não são. Lutamos diariamente pra ter uma vida “normal”, como de todos, mas a realidade é difícil muitas vezes discernir algumas coisas e fatos, até mesmo lembrar o mais trivial para um ser humano.
    Ser bipolar é lutar diariamente por respeito dos meus colegas, por amor e compreensão de amigos e familiares.
    Afinal, muitos deles minha memória já apagou. Não por desleixo ou por falta de tempo. É que se foram da mente, assim como milhares de momentos alegres e sentimentos marcantes que trocamos.
    Lembrar é um presente divino e esquecer, para mim, é uma dor eterna.

    • Equipe Abrata 16 de abril de 2017 às 10:17 - Responder

      Olá Alessandra.

      Agradecemos o seu depoimento no qual está estampada a sua resiliência, parabéns!

      É bastante comum a queixa de pessoas que sofrem com o transtorno bipolar sobre perda de memória, esquecimentos, etc.
      A disfunção cognitiva de perda de memória, esquecimento de compromissos, não lembrar informações e “nevoeiro cerebral” durante certos episódios é muito comum!
      No episódio depressivo, o cérebro lento, que é comum na depressão. Na mania, a pessoa provavelmente tropeça nas palavras, diz coisas que não queria dizer e tem problemas em organizar seu pensamento.

      O cérebro é um órgão vital para o funcionamento do organismo, razão pela qual deve ser exercitado e estimulado de forma a manter a sua robustez. A exercitação do cérebro assemelha-se ao exercício físico para a tonificação dos músculos e para a queima de gorduras, só que neste caso consiste na revitalização da mente. É importante conhecer um conjunto de exercícios que permitem estimular a atividade cerebral, melhorando a performance do cérebro e mantendo a atividade cognitiva ativa e funcional.

      Dessa forma, é importante que você consulte um neurologista para ajudá-la a melhorar a sua capacidade cognitiva.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  4. grazy 8 de abril de 2017 às 12:43 - Responder

    Oi, Abrata.Vejo o trabalho de vocês e acho bem reconfortante.
    Porém, o que não é reconfortante no Brasil é o respeito a nossa classe de pessoas com doenças mentais. Eu não falo apenas de mim que sou Bipolar 1 e carrego um caminhão de agregados de problemas com ex: síndrome do pânico que não passa nunca. HAHAHHA . Tem 3 anos por aí que eu faço tratamento e nunca desisti dele, já fui internada… tenho os sintomas citados acima e sou bem ciente de tudo. Mas tudo isso tem um preço alto a pagar. As pessoas comuns cobram,eu já perdi todos meus afetos, com apenas 23 anos nem minha família tem interesse em me ajudar no tratamento. Estou sozinha mediante a um monte de lobos querendo me destroçar.
    Eu quero acabar com minha vida, eu quero prolongar sofrimento a troco de nada ou esperanças FALSAS. sejamos honestos? para que eu vou ficar o resto dos meus dias acreditando em um equilíbrio que nunca virá ? controlando um Hulk que só destrói a mim mesmo… e as outras pessoas me ferindo e eu sofrendo calada? Quem gosta de apanhar por uma causa nobre é JESUS, eu já apanhei mais … já chega.

    • Equipe Abrata 16 de abril de 2017 às 09:52 - Responder

      Prezada Grazy.

      Leia o que diz o psiquiatra Sérgio Tamai, chefe do departamento de psiquiatria da Santa Casa de São Paulo:

      “Para as pessoas que sogrem do transtorno bipolar, a vida é um revezamento de sentimentos e sensações, muitas vezes extremamente debilitantes. Em alguns períodos, viver parece transcorrer em preto e branco — nada tem graça, a autoestima vai à lona, a tristeza toma conta e não se tem energia para encarar o dia a dia. Em outros, um entusiasmo incontrolável invade corpo e alma, deixando a existência excessivamente iluminada, colorida, esfuziante. A voz, as atitudes e os desejos tomam grandes proporções. Os limites são ignorados e a pessoa imagina poder tudo. A bipolaridade é confusa e mais frequente do que se imagina. A Associação Brasileira de Transtorno Bipolar estima que o número de brasileiros acometidos pela doença chegue a 15 milhões. Se não for cuidado, o mal traz grande sofrimento e incapacitação. Quando tratado com psicofármacos, as manifestações, especialmente as depressivas, não desaparecem por completo.

      Atualmente, psiquiatras e psicólogos que são referência no assunto não vacilam ao assumir que a abordagem não farmacológica é fundamental para o enfrentamento da doença. Afirmo que, mesmo utilizando todo o arsenal farmacêutico, 60% dos pacientes não apresentam remissão dos sintomas da bipolaridade e os 40% restantes esboçam recaídas periódicas.”

      De acordo com o médico, sem a intervenção não medicamentosa não se promove autoconhecimento e melhor entendimento da doença, ainda altamente estigmatizada. “Já temos estudos científicos que comprovam que a psicoterapia é determinante na adesão do paciente ao tratamento farmacológico, na redução dos sintomas residuais e até na prevenção de recorrências. A psicoeducação, a terapia cognitivo-comportamental e a terapia interpessoal e familiar são ferramentas adjuvantes, que maximizam as chances de o paciente retomar a vida.

      O transtorno bipolar está relacionado a fatores bioquímicos, genéticos e ambientais. O primeiro episódio geralmente é deflagrado por um fato marcante na vida da pessoa. À medida que vão ocorrendo, as crises ficam mais intensas e passam a ser provocadas por acontecimentos corriqueiros. A medicação estabiliza o indivíduo organicamente, minimizando as variações de humor. A psicoterapia reduz as consequências emocionais dessas variações. A psicoeducação, por exemplo, visa fornecer aos doentes e aos familiares informações sobre a natureza e o tratamento da bipolaridade. O paciente passa a ter habilidade no reconhecimento de situações que possam desencadear crises.

      Quanto às ideações suicidas, você pode procurar o Centro de Valorização da Vida – CVV, pelo telefone 141.

      O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  5. neusa leonardo 2 de maio de 2017 às 19:26 - Responder

    Eu faço tratamento há 2 anos com Lítio mas tem dias que não estou bem. Faço tratamento com psiquiatra. E trabalho muito quem tem transtorno bipolar não tem direito à previdência.

    • Equipe Abrata 4 de maio de 2017 às 10:02 - Responder

      Prezada Neusa.

      Se você não estiver sentindo-se bem com a medicação converse com o médico que acompanha o seu tratamento, somente ele poderá fazer adequações
      na dose do medicamento ou substituí-lo por outro estabilizador do humor.
      Quanto à questão que você coloca sobre o fato de pessoas com transtorno bipolar não terem direito à previdência, vamos deixar claro que, se
      você contribui para o INSS, tem direito aos benefícios tais como o auxílio-doença.
      O auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez exigem, além de qualidade de segurado (período mantido de 12 a 36 meses após o segurado parar de pagar o INSS), carência de, no mínimo, 12 contribuições.

      Para o procedimento de ambos, é necessário passar pela perícia médica, após solicitar o benefício. O atendimento em agência da Previdência Social pode ser solicitado através do site (www.previdencia.gov.br) ou pela central de atendimento telefônico 135.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  6. Mozer 7 de maio de 2017 às 21:30 - Responder

    Casados há mais de uma década, a minha esposa foi diagnosticada com transtorno bipolar TB há poucos anos. Durante esses dois anos, várias trocas de médicos. Não aceitávamos a doença.
    Acreditamos durante um bom tempo na possibilidade que era possível viver sem a medicação.
    Hoje não temos dúvidas do diagnóstico. Achamos que é muito difícil viver sem a medicação (ou temos quase certeza) , e muito menos sem terapia.
    Após descobrirmos o diagnostico, muitas coisas ocorreram na nossa vida de casal, aparentaram ter algum sentido para mim. Alguma origem. Uma explicação. O que antes era maluquice, falta de caráter, desvios de conduta, etc. Explicando de forma mais clara, posso dizer que, em determinados momentos da vida, ela se transformava da água para o vinho. Uma pessoa com outra personalidade. E o tempo passou, com muitas discussões, arrependimentos e pedidos de desculpas.

    Mas está sendo muito difícil. A sensação é que nenhuma medicação faz o efeito desejado. Já foram realizadas várias trocas e poucas trouxeram alguma estabilidade. E as poucas medicações que trouxeram estabilidade, trouxe de carona: frieza, indiferença, intolerância, ausência de empatia, agressividade, distanciamento do casamento, do marido e até dos filhos.

    A família não nos apoia. Não conseguem compreender. Estamos sozinhos nisso.

    Poderia escrever centenas de linhas. Mas me esforço para ser sucinto.

    Não quero desistir de tudo. Ainda a amo. Meu sentimento é que tentei de tudo. E apesar do que disse sobre minha percepção de seus sentimentos quando está estável, acredito que, com o fim do casamento, ela vai piorar. E muito. Mas não sei mais o que fazer.

    Um relato. Um desabafo. Um pedido de socorro e orientação.

    • Equipe Abrata 9 de maio de 2017 às 10:32 - Responder

      Prezado Mozer.

      Oscilações extremas de humor, alternando sintomas depressivos, em certos períodos e, em outros, euforia e desinibição, é assim que um bipolar se sente. Em momentos de crises de depressão, é comum a pessoa pensar em cometer atos extremos e tentar o suicídio.

      As variações de humor geram forte impacto nos relacionamentos familiares e sociais, já que os sintomas cursam com frequentes irritações, afeta as relações com os familiares e amigos, altera o sono e gera intolerância.

      Dificilmente compreendidos e aceitos, os bipolares enfrentam também preconceito que acentua ainda mais suas crises. A situação mais difícil é quando ocorre o pré-julgamento e a condenação de alguns.

      O tratamento é realizado com medicamentos, os chamados estabilizadores de humor, apoio psicoterápico e orientação familiar. Ressalte-se, ainda, que os estabilizadores de humor servem tanto para a fase aguda, quanto para a prevenção de recaídas. É necessário que o acompanhamento do especialista seja mantido com frequência já que a medicação pode necessitar ser alterada com o tempo.

      Além da medicação, é muito importante também mudar e melhorar os hábitos do cotidiano, delimitando um horário certo para dormir, prática atividades físicas regularmente, não consumir álcool, manutenção de uma alimentação rica em Ômega 3, etc.

      Para os cuidadores de pessoas com transtorno bipolar como você, sugerimos seja considerada a ajuda profissional.
      Pode ser benéfico fazer terapia para aprender a lidar com a sua esposa.
      Há evidências de que fazer terapia familiar e não apenas se informar pode ajudar a conviver com uma pessoa com esse transtorno.

      Indicamos amiúde o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que você pode baixá-lo pelo site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

      • Mozer 11 de maio de 2017 às 20:53 - Responder

        Obrigado pela resposta.

        Comecei a ler o guia.

        Muito obrigado.

  7. Oldemar 6 de junho de 2017 às 06:02 - Responder

    Com todo respeito venho aqui discordar da abordagem do texto.
    Os 3 sintomas que não são regra. O texto me parece preconceituoso, pois nem todos os bipolares sofrem desses sintomas. Por que não abordam e falam que o bipolar pode amar demais, ficar humano demais, querer ajudar a todos, querer mudar o mundo, com muita energia e muita saúde física? Isso também são sintomas de certos bipolares em surto, talvez sejam os sintomas que os psiquiatras e psicólogos não querem falar.

    • Equipe Abrata 7 de junho de 2017 às 17:49 - Responder

      Caro Oldemar

      Agradecemos o seu sensato comentário acerca do texto postado. Sim, os três sintomas não são regra e também somos sabedores que no transtorno bipolar cada pessoa manifesta os sintomas de acordo com com a sua individualidade e resposta dos seu organismo. Por isso a abordagem acerca dos sintomas da doença são apresentadas numa visão geral e que abra a possibilidade de que cada um de nós possamos ou não identificar com eles.
      Os temas que você sugere para abordagem “Por que não abordam e falam que o bipolar pode amar demais, ficar humano demais, querer ajudar a todos, querer mudar o mundo, com muita energia e muita saúde física?” vamos encaminhar ao Conselho Cientifico da ABRATA e sugerir a construção de texto abordando-os para posterior publicação.
      Grande abraço
      Equipe da ABRATA

      • Oldemar 9 de junho de 2017 às 03:57 - Responder

        Obrigado!
        “Se é bipolar, por que o conceito é só negativo? Ora se é bipolar, por conceito deve ser também positivo.”
        Fico à disposição para contribuir caso seja útil.
        Abraços, Oldemar (Ode)

        • Equipe Abrata 9 de junho de 2017 às 08:39 - Responder

          Olá Oldemar.

          Interessantíssima a sua mensagem, parabéns!
          Que tal fazermos alguns exercícios com a palavra bipolarismo, por exemplo, na política?

          Bipolarismo define um sistema bipolar político que vê a justaposição de dois blocos distintos, que consiste, geralmente, por duas coalizões ou agrupamentos de partes e/ou movimentos, que está disputando a conquista do poder.
          Uma importante distinção deve ser feita entre um sistema bipolar multipartidária. A primeira é quando o conflito político que tem, principalmente, entre as duas partes; enquanto o último, quando um tal conflito ocorre entre a maioria dos partidos. A propensão para um ou para o outro sistema depende do sistema eleitoral presente. Quanto mais o sistema eleitoral será baseado para a maioria, mais ele tenderá a criar um sistema bipartidário .

          Bipolarização na política.
          A Velha Ordem Mundial é o período que corresponde à Guerra Fria, entre 1945 e 1989, ou seja, depois do término da Segunda Guerra Mundial e até a queda do Muro de Berlim.
          No mundo bipolarizado, foram feitas várias alianças militares….
          Com o fim da Segunda Guerra Mundial, surgem as duas maiores potências econômicas mundiais com ideologias e interesses opostos: Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Os EUA eram capitalistas e a URSS era socialista. Por isso, o período é caracterizado pela bipolarização.

          Bipolaridade ou Transtorno Bipolar, termo “emprestado” da política para aplicar-se à saúde mental.
          Bipolar é o que tem dois polos opostos. É a denominação dada ao indivíduo que tem comportamento contraditório, ora apresenta bom humor, ora apresenta irritação.
          Na psiquiatria, um indivíduo bipolar é alguém que possui um transtorno de comportamento caracterizado por ocorrência de episódios alternados com períodos de euforia e, períodos de depressão, intercalados por períodos de normalidade. Na área da psiquiatria os casos de bipolaridade são denominados “transtorno bipolar de humor”.

          O conceito de bipolar é estigmatizado, carregado de preconceito. Por isso, a importância da campanha PSICOFOBIA É CRIME!

          “Estigma = a marca de vergonha ou infâmia, uma mancha ou reprovação, como em sua reputação” (no dicionário em português: aquilo que é considerado indigno, desonroso).
          Sugerimos a leitura de artigo publicado no site da ABRATA: http://www.abrata.org.br/, com o título “Origem do Estigma”, de autoria de Dayne Leshin-Harwood.

          Sobre a autora: Dyane Leshin-Harwood é uma escritora freelance, mãe e defensora da saúde mental; está trabalhando em seu primeiro livro Birth of a New Brain – Healing from Postpartum Bipolar Desorder (Cura do Transtorno Bipolar pós-parto sem tradução em português). Dyane tem orgulho em ser membro da Assessoria ao Consumidor da IBPF – International Bipolar Foundation (Fundação Internacional do Transtorno Bipolar).
          Veja mais em: http://ibpf.org/blog/stigma-source#sthash.blhxZOHw.dpuf

          Um abraço.
          Equipe ABRATA.

  8. Tatiana 8 de junho de 2017 às 12:45 - Responder

    Fui diagnosticada há apenas uma semana com depressão bipolar, depois de mais de 5 anos de tratamento para depressão unipolar.
    Esse texto me ajudou muito a conhecer um pouco mais dessa doença, que é muito discriminada, principalmente por falta de conhecimento das pessoas e, até mesmo, por alguns médicos, pois apresento episódios de mania desde que me entendo por gente, e as vezes que procurei atendimento especializado para entender o porquê das minhas reações, o que sempre ouvia era que eu era apenas estourada.
    Agradeço a ABRATA pois através do site de vocês tenho conseguindo tirar muitas dúvidas.

    • Equipe Abrata 13 de junho de 2017 às 07:36 - Responder

      Querida Tatiana, a ABRATA agradece a sua mensagem e acrescentamos que a missão da associação é “educar os portadores, familiares, profissionais de saúde mental e
      a sociedade como um todo, sobre a natureza e tratamentos dos transtornos afetivos, buscando sempre reduzir o estigma e a discriminação da doença perante a coletividade”,
      conforme estabelece o artigo 1º, inciso A, do seu Estatuto Social.

      Um abraço afetuoso.
      Equipe ABRATA.

  9. ana taises 8 de junho de 2017 às 22:24 - Responder

    Olá, além de estar me sentindo muito estranha, de não gostar de sair da minha casa e sentir vontade de matar alguém, quebro as coisas. Sinto todos os três citados acima. Não sei nem quem eu sou!

    • Equipe Abrata 13 de junho de 2017 às 07:53 - Responder

      Prezada Ana Taises.

      Procure um psiquiatra, ele é o médico mais indicado para avaliá-la diante do quadro descrito.
      Com um bom tratamento, você ficará estável e a sua vida ficará mais agradável e gratificante.

      Abraços.
      Equipe ABRATA.

  10. Caren 17 de junho de 2017 às 05:01 - Responder

    Namoro um moço com transtorno bipolar, no último ano presenciei uma virada maníaca tão intensa que o psiquiatra dele disse que o estágio estava tão avançado que era um surto psicótico. Tenho medo do nosso futuro, sinceramente. Além de sermos totalmente diferentes, tenho medo do que pode acontecer com todos meus planos e sonhos caso a gente fique junto. Tenho medo de ter filhos com ele, da questão do trabalho (ele não consegue ficar em nada!). Ele fica muitos meses na fase depressiva, se torna agressivo, apesar de nunca ter feito nada “foi por um triz”, fica extremamente paranoico e acaba me ofendendo o tempo todo. É insuportável. Tenho muitas dúvidas! Ao mesmo tempo, quando está bem é simplesmente a pessoa mais incrível e doce que conheço. Tenho realmente muito medo do nosso futuro!

    • Equipe Abrata 18 de junho de 2017 às 06:40 - Responder

      Prezada Caren.

      O seu contato é bem-vindo e oferece-nos a oportunidade de esclarecer algumas questões muito importantes.
      Podemos nos perguntar de que tipos de crises sofrem as pessoas com transtorno bipolar? Com que frequência voltam a ter recorrências, a sofrer novas crises? Algumas pessoas têm um número igual de crises de euforia ou excitação irritável (mania) e de depressão. Outras têm principalmente crises de um tipo, de depressão ou de euforia.
      Em média, uma pessoa que sofre da bipolaridade tem quatro crises durante os primeiros 10 anos da doença. Embora possa haver um intervalo de anos entre duas ou três primeiras crises, a sua frequência é maior se não se fizer o tratamento estabilizador apropriado.
      A aceitação do transtorno bipolar importa em aprender a conviver com ele.
      A adesão ao tratamento medicamentoso é fundamental para conseguir a estabilidade.
      Porém, muitas pessoas têm dificuldade em assumir que têm uma doença crônica e que precisam tomar remédios continuamente para tratá-la. Outras pessoas abandonam o tratamento por causa dos efeitos colaterais sem saber que é possível diminuir ou interromper esses efeitos com a redução da dose da medicação ou a substituição por outra que seja mais bem tolerado.
      Algumas formas de psicoterapia associadas ao tratamento medicamentoso ajudam a diminuir a frequência de novos episódios da doença e das hospitalizações.
      Com a adesão ao tratamento são reduzidas as chances de recorrência de crises e a intensidade de eventuais episódios.
      A vida poderá ser levada de forma saudável e produtiva.

      Abraços,
      Equipe ABRATA

  11. Gabriela Ginnes 18 de junho de 2017 às 16:52 - Responder

    Percebo hoje que meu namorado tem esse transtorno, hoje estávamos prontos para ir com a família dele ao batizado da sua sobrinha e do nada (pode ser pelo simples fato de termos nos atrasados um pouco), ele não queria ir mais,e já estávamos de saída, ele tirou a roupa e disse que não ia mais, pedi para que me explicasse o porquê, ele disse pra não falar com ele.
    Ele já foi agressivo comigo, nunca me machucou, mas ele tinha uns transtornos agressivos, socar porta… essas coisas, graças a Deus nunca mais vi essas atitudes, mas em outros casos ele já fez a mesma coisa, me deixar sair sozinha Pq emburrava e dizia que não ia mais sair de casa. Ele também é um homem que admiro, adoro passar o dia com ele, conversar, é meu super amigo, mas tem dessas crises, e lendo esses e outros artigos acredito mesmo que ele seja bipolar. Vou tentar conversar com ele agora para juntos descobrir a melhor forma de tratar isso. Obrigada

    • Equipe Abrata 20 de junho de 2017 às 10:39 - Responder

      Querida Gabriela.

      Converse mesmo com ele e, com suavidade e empatia, você conseguirá convencê-lo a procurar um médico
      psiquiatra.

      O tratamento medicamentoso associado à psicoterapia é a melhor solução para a estabilização da pessoa
      com transtorno bipolar e depressão.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  12. Camila caixeta 22 de junho de 2017 às 12:07 - Responder

    Fui diagnosticada com transtorno bipolar e depressão e um transtorno que não me lembro o nome ,só sei q é do tipo q a pessoa sofre por algo q nem existe. Sofro muito com isso, não faço uso direito dos medicamentos, pensamento de suicídio, torturo as pessoas, tenho raiva de tudo.

    • Equipe Abrata 23 de junho de 2017 às 19:58 - Responder

      Querida Camila Caixeta.

      Agradecemos a sua mensagem.
      Os sintomas do transtorno bipolar que você apresenta podem ser controlados se seguir as recomendações de seu médico.
      E o psiquiatra deve ter dito a você para tomar os remédios continuamente, não é?
      Para o sucesso do tratamento medicamentoso combinado à psicoterapia, você poderá levar uma vida satisfatória, com
      qualidade.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  13. Larissa 22 de junho de 2017 às 16:10 - Responder

    Eu sou uma pessoa com muitas de fases. As vezes da vontade de falar com as pessoas, outras não. Eu posso estar bem com a pessoa mas do nada vem aquela tristeza sobre mim, vem aquele vazio e eu não gosto de falar com ninguém.
    Tenho muitas alucinações.
    Em um momento , eu tenho um serie de sentimentos, eu sou uma pessoa muita estranha.
    Isso quer dizer que sou bipolar?
    Boa tarde

    • Equipe Abrata 23 de junho de 2017 às 20:02 - Responder

      Cara Larissa.

      A melhor maneira saber o que se passa com você é consultando um psiquiatra.
      Somente esse profissional poderá avaliar os sintomas que apresenta e, assim, prescrever-lhe o
      tratamento apropriado.

      Um abraço
      Equipa ABRATA

  14. JOILZA 23 de junho de 2017 às 09:28 - Responder

    Meu namorado tem todos esses sintomas e muito mais, muda de humor muito facilmente tem comportamentos agressivos, crises de choro, corpo tremulo, pensamentos negativos, crenças internas negativas, ciúmes excessivos, destruição de móveis e objetos de casa e ameaças de suicídio com frequencia. Já estou no meu limite, quero terminar com ele, mas tenho medo de sua reação, as vezes penso que estou correndo um grande perigo vivendo ao lado dele

    • Equipe Abrata 25 de junho de 2017 às 07:21 - Responder

      Prezada Joilza.

      Agradecemos seu contato.
      Para ter certeza se se trata de Transtorno Bipolar seu namorado deve consultar um psiquiatra.
      Você pode ajudá-lo
      estabelecendo um diálogo no qual demonstrará como está difícil o relacionamento entre vocês. Mas tal abordagem deve
      ser feita quando ele estiver tranquilo. Em um episódio de mania ou depressão não se pode exigir uma compreensão mais nítida.
      Sugerimos que leia o artigo publicado no site da ABRATA, com o título “Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora?”.
      http://www.abrata.org.br/

      Abraços.
      Equipe ABRATA

    • Debora 6 de julho de 2017 às 23:30 - Responder

      Nossa!!! Meu namorado tem exatamente o mesmo comportamento. Nunca quis terminar por causa disso,sempre estive disposta a ajudá-lo,mas mais uma vez ele terminou comigo. Não sei o que faço

      • Equipe Abrata 15 de julho de 2017 às 06:00 - Responder

        Olá Debora.

        Bem, se você já tentou ajudá-lo a procurar ajuda médica parece-nos que fez a sua parte.
        Não existe um meio eficaz para auxiliar a quem não quer ser auxiliado. Somente com muita paciência e a comiseração
        é possível ter algum êxito.
        sugerimos que leia o artigo publicado pelo dr. Teng Chei Tung, médico psiquiatra da USP e membro do Conselho Científico
        da ABRATA, com o título “Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora?”

        Um abraço
        Equipe ABRATA

  15. Andressa Campos 25 de junho de 2017 às 00:10 - Responder

    Boa noite, quero parabenizá-los pela matéria esclarecedora!
    É um transtorno difícil de se lidar sem acompanhamento profissional específico e medicamentos. Há anos sofro desse mal, mas o diagnóstico foi demorado, hoje uso carbonato de Lítio que ajudou bastante a controlar o transtorno, mas quando passo muito tempo sem tomar, os sintomas retornam, agressividade, mania, repentinamente, a energia esgota- se.
    Vivo me vigiando para não agredir as pessoas.

    • Equipe Abrata 25 de junho de 2017 às 07:49 - Responder

      Olá Andressa, agradecemos a sua mensagem.

      Você sabe que tem o transtorno bipolar do humor, foi diagnosticada e o psiquiatra lhe recomendou a ingestão de medicamentos por longo tempo, não é?
      Pois bem. A medicação se destina a mantê-la estável, sem os altos (mania) e baixos (depressão). Cabe a você o esforço de manter o tratamento.
      Assim, comprometa-se com o tratamento, discuta as dúvidas com seu médico.
      Os psiquiatras têm realçado a importância de combinar o tratamento medicamentoso com psicoterapia pois, enquanto os remédios cuidam da parte
      bioquímica do cérebro, a psicoterapia auxiliar a organizar os sentimentos e a emoções.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  16. Ana 9 de julho de 2017 às 21:13 - Responder

    Meu marido tem todos os sintomas, me agride com palavras, e segundos depois diz que me ama e que sou a vida dele, há 9 anos convivo com isso e me tornei uma pessoa depressiva, eu quero ajudar, mas ele acha que não há o que fazer. Eu não sei mais o que fazer.

    • Equipe Abrata 15 de julho de 2017 às 06:30 - Responder

      Cara Ana

      Insista com ele para procurar um psiquiatra. Se for diagnosticado com transtorno bipolar, saiba que existe tratamento que
      pode estabilizar o doente.
      Acompanhe-o à consulta, converse com ele com calma, em uma situação favorável ao diálogo.
      Quanto a você, consulte-se também com um psiquiatra para tratar de sua depressão, se for o caso.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  17. Mari cleia 10 de julho de 2017 às 03:18 - Responder

    Boa noite. Eu fui diagnosticada em outubro de 2016, fiz meu tratamento por um período de 6 meses mais ou menos. Estava me sentindo bem, já tinha diminuído minha medicação pois estava estável. Tinha dias que esquecia de tomar o medicamento e isso foi passando e eu me esquecia lembrava pensava já tomo aí esquecia novamente, aí parei com a medicação e não há avisei minha médica. Há mais ou menos 30 dias tive uma crise, entrei em contato com a médica. E perguntei como eu poderia me medicar. ..eu queria tomar vários para a crise passar mas ela me alertou e fiz conforme pediu. Eu quero saber se no meu caso a crise leva mas tempo pra acabar e se nunca vou poder parar de tomar medicação.

    • Equipe Abrata 19 de julho de 2017 às 06:14 - Responder

      Prezada Mari Cleia.

      Sua pergunta é muito frequente neste blog e é importante que esclareçamos a necessidade de tratamento continuado para o transtorno bipolar.
      Pelo seu relato, supomos que você tenha sido diagnosticado como portadora do transtorno bipolar do humor.
      Este é um transtorno que requer tratamento ininterrupto com algumas finalidades:
      Tratar o episódio da doença, seja depressivo, maníaco ou hipomaníaco
      Evitar que a pessoa volte a ter episódios da doença no futuro
      Ensinar o portador sobre a sua doença
      Ajudá-lo a construir mudanças no estilo de vida que ajudem a controlar a doença
      Ensinar sobre os fatores de risco de recorrência
      Ensinar sobre como reconhecer os sintomas iniciais de uma nova crise para dar tempo de o portador buscar ajuda em tempo extra, se necessário.
      Por tudo isso, você pode ver como é importante fazer o tratamento e não abandoná-lo, nem interrompê-lo. A adesão plena ao tratamento é o principal fator de controle da doença e o que proporciona os melhores resultados. Tratar e parar, depois tratar e parar, e assim por diante, não ajuda a controlar a doença e mantém a instabilidade. Isso é muito prejudicial para o seu cérebro, pois mantém sua doença ativa e com uma grande chance de ter crises e de cronificar seu quadro.
      O tratamento é, portanto, para a vida toda porque a doença esta´com você para a vida toda.
      Não lute contra, faça seu tratamento corretamente, procure grupos de portadores (como os que a ABRATA promove), converse com seu psiquiatra e se informe sempre e mais sobre o transtorno. Tratamento continuado e educação sobre a doença vão ajudar muito você a mudar o curso de sua doença para algo controlado e para uma vida muito melhor do que a que você vem levando.

      Um abraço,
      Equpoe ABRATA”

  18. JULIANA OLIVEIRA 10 de julho de 2017 às 13:57 - Responder

    Olá,

    Bom sou diagnosticada, e me sinto vazia muitas vezes, sinto a necessidade de falar sobre isso, tenho interesse em montar um Grupo Whatsapp,fui na Abrata semana,passada,estou aberta para grupos caso queiram compartilhar.
    Fé e tudo dará certo!!!!

    • Equipe Abrata 15 de julho de 2017 às 06:03 - Responder

      Prezada Juliana
      Agradecemos a sua mensagem.
      Ficamos felizes em saber que você está participando do Grupo de Apoio Mútuo da ABRATA, seja bem-vinda!
      Bem, com relação à formação de grupo no Whatsapp, realçamos que será entre você e eventuais componentes,
      a ABRATA não participa de grupo algum, está bem?

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  19. Vanessa 15 de julho de 2017 às 13:36 - Responder

    Olá,meu marido é bipolar . Segue vida normal quando faz uso das medicações. Porém de vez em quando faz uso de álcool. Aí ge confesso que tenho até medo dele porque pira. E com tudo isso estou me tornando uma pessoa triste. Será que estou ficando depressiva junto com ele?

    • Equipe Abrata 16 de julho de 2017 às 07:04 - Responder

      Cara Vanessa

      O transtorno bipolar é uma doença que exige tratamento contínuo, e a adesão do doente é fundamental para ficar estável.
      O uso do álcool pode piorar a evolução do transtorno bipolar e ainda dificultar o tratamento.
      Quanto a você, procure um médico para avaliar os seus sintomas. É comum o cuidador de pessoa com tb ficar deprimida.
      Sugerimos a leitura do GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR que pode ser baixado no site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  20. Sonia M 18 de julho de 2017 às 15:41 - Responder

    Meu marido foi diagnosticado com transtorno bipolar há dez anos atrás e, no inicio do ano, não percebi que estava na fase maníaca e simplesmente cometeu adultério, e veio me contar dizendo que depois da traição deixou de me amar ….será parte do transtorno?

    • Equipe Abrata 22 de julho de 2017 às 07:46 - Responder

      Olá Sonia M

      Para que o tratamento do transtorno bipolar tenha sucesso, é preciso estabelecer-se uma aliança terapêutica entre o paciente,
      sua família, psiquiatra e terapeuta, com a finalidade de permitir ao paciente sua plena adesão ao tratamento e assim, conseguir
      a sua estabilização.

      Um episódio de mania pode provocar:

      Autoestima inflada, com humor estimulado, exaltação, alegria exagerada.
      Incapacidade de aceitar e de reconhecer a doença
      Irritação, impaciência, pavio curto, agressividade física e/ou verbal.
      Agitação psicomotora, inquietação física e mental.
      Aumento da energia, da produtividade; começa muitas coisas e não termina nada.
      Pensamentos acelerados, tagarelice, fuga de ideias.
      Otimismo e autoconfiança exagerados.
      Aumento dos gastos, endividamentos, gastos com coisas inúteis.
      Distração, falta de concentração.
      Contato social inflado, desinibição, comportamento inadequado e provocativo, não reconhece chefias nem posições sociais.
      Erotização, aumento da libido e das atividades e necessidades sexuais, indiscrições sexuais, sexo inseguro.
      Insônia, redução das necessidades de sono.
      Abuso de álcool e de drogas.

      Se for possível, converse com o psiquiatra que acompanha seu marido.
      Sugerimos que procure fazer psicoterapia para aprender a lidar com as suas emoções.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  21. anonima 18 de julho de 2017 às 16:00 - Responder

    Olá pessoal, boa tarde! deixei um relato aqui sem muita explicação porque até então eu não sabia com propriedade o que meu namorado exatamente sofre. Após a resposta que obtive aqui fui procurar um membro de sua familia e descobri que ele sofre de transtorno bipolar desde sua adolescência. Doença que interrompeu sua vida profissional e afetiva. Quando nos conhecemos ele não me falou que sofria de bipolaridade, após alguns meses comecei a perceber algo estranho. Ao mesmo tempo em que ele se declara apaixonado na semana seguinte já muda de personalidade..evita conversar, é machista e autoritário. Uma vez quando estávamos juntos, ele teve uma crise de conversas sem sentido que não parava mais..acelerado e com ideias grandiosas de que ele é invencível, ideias macabras… passado algum tempo ele se recolhe, demostra sentir vergonha do que falou. Eu sinto que ele tenta ser diferente mas não consegue.Estou praticamente sem saber o que fazer. Ele já faz acompanhamento médico há algum tempo com psiquiatra e psicólogo mas fala que está bem, sempre bem.Mas o que ele faz e fala não é de uma pessoa normal. Agora que descrevi com clareza o assunto peço vos um aconselhamento pois não somos casados ainda e percebo que alguém que sofre desse mal nunca conseguirá ter uma vida normal porque ele vem lutando contra essa doença há uns 30 anos e não fica curado. Por favor, me dê uma luz,a situação esta insuportável..

    • Equipe Abrata 22 de julho de 2017 às 08:15 - Responder

      Cara anonima

      Até o presente momento, não é conhecida uma cura para o Transtorno Afetivo Bipolar. Todavia, a doença pode ser controlada através de
      tratamento adequado, assim como diversos transtornos mentais.

      Por ser uma doença causada por fatores biopsicossociais, o tratamento geralmente é feito através de medicamentos e psicoterapia.
      É de extrema importância que o paciente também esteja inserido em um ambiente saudável, com pessoas que o apoiam e tentam ajudar na sua melhora.

      O tratamento medicamentoso é geralmente feito com estabilizadores de humor, antidepressivos, antipsicóticos e, em casos de urgência, tranquilizantes.
      Os remédios devem ser prescritos por um profissional da saúde mental e o tratamento não deve ser descontinuado sem o consentimento do psiquiatra.

      Por ser uma doença que dura a vida inteira e pode se tornar invisível (hibernar) durante alguns meses ou anos, há o risco de que pacientes que se
      sintam bem e acreditem estarem curados e, por isso, param de tomar os remédios sem que o médico tenha ciência. É preciso que o profissional
      explique que a bipolaridade é uma doença crônica e o tratamento é para a vida toda, podendo sofrer alterações e ajustes de acordo com as necessidades
      do paciente.
      É importante que a família e pessoas próximas saibam que, muitas vezes, a doença fala mais alto que seu portador, sendo necessário compreensão e
      paciência durante as crises. É preciso que as pessoas entendam que os sintomas são a doença e não características da pessoa em si, pois isso alivia
      sentimentos de culpa da pessoa bipolar.

      O apoio ao tratamento é fundamental, principalmente no que tange à medicação. Auxiliar o paciente a lembrar dos horários e doses dos medicamentos a
      serem tomados contribui para que não haja uma nova crise, uma vez que a ausência dos mesmos por poucos dias é o bastante para que os sintomas voltem.

      Nos períodos de mania, o paciente pode alegar que os familiares estão o acusando e recusar as orientações. Nessas fases, é importante apontar os
      sintomas de maneira compreensiva, sem julgar, para que o paciente entenda o que está acontecendo.

      Caso o paciente gaste muito dinheiro durante os períodos de mania, uma maneira de contornar isso é conversar com ele enquanto ele estiver bem e
      entrar em acordo de tirar dele cartões de crédito ou débito, talões de cheque, etc, durante esses episódios.

      Enquanto o paciente estiver em períodos depressivos, os familiares e amigos devem prestar atenção em ideações suicidas, especialmente se o paciente
      fala abertamente sobre isso. É importante não deixar o paciente sozinho, assim como tirar de perto dele objetos e utensílios que ele possa usar
      para tentar tirar a própria vida.

      É importante, também, que a família não exija demais nem proteja em demasia o paciente. O primeiro pode causar muito estresse e desencadear um
      episódio, enquanto o segundo pode fazer com que o paciente se acomode e não tente sair da “zona de conforto”, evitando lutar contra a doença.

      Você deve ter percebido que não se trata de “mudança de personalidade”, as mudanças são do “humor” do bipolar, da mania para a depressão e vice versa.
      Leia mais sobre o assunto no site, blog e facebook da ABRATA.
      Um artigo se sobressai dos demais porque pode se ajustar à sua situação. O título é: “Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora?”.
      E baixe gratuitamente o Guia para cuidadores de pessoa com transtorno bipolar no site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Abraços
      Equipe ABRATA

  22. Kelli 25 de julho de 2017 às 07:34 - Responder

    Minha sobrinha de 20 anos mãe de uma criança de 2 anos, tem demostrado alguns sintomas de bipolaridade; mudanças repentinas de humor, na mesma hora que está muito triste e chora ,ela sorri e se arruma e sai. Foi levada ao médico e ele deu o diagnóstico de depressão. Eu tia dele como já convivi por um 1 ano com uma pessoa bipolar achei que so depressão não é o caso dela. Ela e a mãe moram numa cidade pequena e me desculpem, não boto muita fé nos médicos da cidade. Com muito custo consegui convencê-la a se mudar pra minha cidade onde os recursos médicos públicos dão uma melhor assistência, aqui temos uma Medicina mais confiável e de referência pública. Estou muito triste e preocupada com o estado dela,sei que não será fácil, pois infelizmente nem sempre a família e os amigos vêem a depressão e nem o transtorno bipolar como doenças e sim como frescura ou falta de serviço como ouvi de uma amiga. Só quem vive e acompanha o problema é que sabe da dificuldade e do medo que a família passa. Meu coração foi há muito pois ela já tentou o suicídio antes de engravidar. Tenho fé em Deus que ela vindo pra minha cidade e fazendo o tratamento com médicos capacitados ela irá melhorar, na medida do possível.

    • Equipe Abrata 27 de julho de 2017 às 08:31 - Responder

      Prezada Kelli

      Agradecemos a sua mensagem.
      Sua coragem e obstinação farão a diferença, com certeza. A sua irmã está em boas mãos, recebendo o apoio de que necessita.
      O tratamento para o transtorno bipolar deve ser contínuo e pode durar a vida toda. Com o acompanhamento apropriado, o doente
      ficará estável e pode levar uma vida satisfatória.
      Sugerimos que, no futuro, ela faça também psicoterapia.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  23. Maria Eduarda 29 de julho de 2017 às 08:26 - Responder

    Desde pequena eu tenho tido crises de ansiedade, agora fui diagnosticada e tomo remédio. Mas tive surtos de personalidade, de muita felicidade, de querer pular de um prédio ou fazer coisas radicais(que já fiz várias vezes), e muita tristeza e sofrimento, de querer que pare tudo e a única solução é a morte. Fui procurar ajuda e começaram me dando um anti-depressivo mas sinto que nao estou melhor e que estou piorando. Queria saber se você conhece algum jeito de se acalmar nesses surtos, pois tá sendo muito difícil, tenho 13 anos e acabo nao conseguindo estudar pois quero “curtir a vida” mas ao mesmo tempo sei que preciso para o meu futuro(estou muito confusa).

    Desde já agradeço.

    • Equipe Abrata 16 de agosto de 2017 às 06:54 - Responder

      Prezada Maria Eduarda,
      Agradecemos o contato.
      Ficamos felizes por uma adolescente estar em busca de orientação.
      Realmente, achamos que você precisa de ajuda e para começar ouvindo uma segunda opinião em relação a medicação.
      Talvez o antidepressivo não seja a medicação mais recomendada.
      Conversar francamente com seus pais ou responsáves sobre o que tem sentido também ajuda.
      Além, disto uma psicoterapia e assistir às palestras psicoeducacionais pode auxiliar a esclarecer o que você sente.
      Porém, o mais importante é perceber que precisa de ajuda profissional.

      Boa sorte!
      Abs
      Equipe ABRATA

  24. Marina Coutinho 2 de agosto de 2017 às 19:24 - Responder

    Eu fui diagnosticada recentemente com transtorno bipolar, um psiquiatra deu o diagnóstico da doença, eu cheguei até dizer pra ele sobre minha fase de ouvir vozes e alucinações, eu achava que era esquizofrenia, mas ele disse que, no meu caso, era transtorno bipolar, só não sei qual o tipo. Tenho TOC também tanto por limpeza, quanto mania de inventar doenças e síndrome do pânico, ou seja, pacote completo. Estou tomando valproato de sódio pra controlar o humor e de vez em quando clonazepam pra quando der crise de choro, ou agressividade acima do normal ou delírios de novo. Mas estou bem melhor, mais controlada, mas é difícil, tem horas que dá vontade de desistir, é tipo seu outro eu fosse um monstro, uma fera feroz, querendo destruir e se autodestruir-se …
    Aos que sofrem de bipolaridade ou outros transtornos psíquicos, sugiro que lutem porque é uma batalha diária com vc mesmo (a) …

    • Equipe Abrata 8 de agosto de 2017 às 07:01 - Responder

      Querida Marina.

      Agradecemos imensamente a sua mensagem.

      Sugerimos que mantenha o tratamento prescrito pelo médico. Os transtornos do humor são tratáveis, mas é fundamental
      a adesão ao tratamento.
      Você pode, também, fazer psicoterapia, é muito importante procurar um profissional da área.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  25. patricia 7 de agosto de 2017 às 22:29 - Responder

    Oi
    Acho que meu pai tem transtorno bipolar, ele é agressivo demais e isso começou há cerca de 2 anos…praticamente todos os dias ele briga com todas as pessoas de casa até com o neto dele de 3 anos. Como eu faço para ajudar ou convencê-lo a procurar ajuda ou tratamento? por favor me ajudem pq não aguentamos mais.

    • Equipe Abrata 8 de agosto de 2017 às 07:31 - Responder

      Cara Patricia.

      Elencamos algumas atitudes que poderão ajudá-la:
      – Aborde o doente com precaução e empatia, procurando demostrar que os sintomas que ele sente são desagradáveis: irritabilidade,
      inquietação, falta de concentração, dificuldade para realizar bem tarefas de que gosta e outros.
      – Dê instruções de maneira clara e precisa, evitando cenas emocionais desgastantes.
      – Adote uma atitude solidária: mostre que você também tem problemas e dificuldades na sua vida (evitar a exclusão).
      – Um ambiente familiar tolerante e acolhedor favorece a aceitação da condição de doente e, consequentemente, do tratamento.
      – Alimente a autoestima dele, reconhecendo os progressos parciais que for conseguindo ao longo do tratamento.

      Sugerimos, ainda, a leitura do GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode ser baixado no site:
      http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  26. Suéli 8 de agosto de 2017 às 11:42 - Responder

    Tive um relacionamento com alguém que sofre de bipolaridade mas que foi descoberta só agora de pouco, enquanto morávamos juntos pedi varias vezes que ele procurasse ajuda e até tentei leva-lo ao psiquiatra mas ele se recusava. Ele sempre foi muito ciumento e acabava fantasiando coisas na cabeça dele, que eu sempre o estava traindo e com o tempo ele passou a ser agressivo, chegou a tentar me matar, mas sempre apos esses surtos, ele chorava e me pedia perdão, dizia que tinha medo de me perder por isso agia dessa forma. No começo achei que fosse por conta do uso da maconha que ele ficasse assim, não aguentei mais e fui embora. Depois que fui embora soube que ele piorou bastante, passou a usar crack e acabou sendo internado. Na semana passada ele me procurou pedindo pra conversar e eu aceitei, mil coisas me passaram pela cabeça, senti medo mas ao mesmo tempo queria muito ouvir o que ele tinha pra me falar. Nos encontramos pela primeira vez depois de 1 ano e 9 meses que terminamos, conversamos pouco e ele me contou que ficou um tempo internado e que abandonou as drogas e que isso era o que o deixava bipolar e por fim me pediu em casamento, disse que só eu posso ajudá-lo. Tive um misto de sentimentos nessa hora pois no fundo eu o amo e queria muito ficar com ele mas tenho muito medo dele surtar novamente e me fazer mal. E tem a minha familia que nunca vai aceitar a gente junto depois de tudo. Não sei o que fazer, amo ele mas não tenho certeza que ficar com ele é o melhor pra nós.

    • Equipe Abrata 11 de agosto de 2017 às 09:52 - Responder

      Querida Suéli

      Postaremos matéria publicada no jornal o Estado de São Paulo, de autoria do dr. Teng Chei Tung, médico psiquiatra
      do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, membro do Conselho Científico da ABRATA e autor do
      livro “Enigma Bipolar”.

      “Bipolar: bebidas, drogas e sexo irresponsável, uma opinião de especialista
      Dr Teng Chei Tung
      O transtorno bipolar do humor (TBH) é uma doença complexa, com múltiplas funções psíquicas e físicas que ficam instáveis, prejudicando os pacientes e suas famílias tanto nos aspectos de saúde, como na adaptação profissional e social, podendo até matar por suicídio, acidentes e má saúde geral. Não é representado apenas por mudanças de humor, como alegrias e tristezas exageradas, afetam também o ritmo biológico (sono), o metabolismo (mudanças no apetite), a energia física (cansaço ou hiperatividade), ou mesmo a capacidade de pensar. Entretanto, uma das características mais comuns do TBH e que causam os maiores prejuízos é a impulsividade, na forma de atitudes impensadas e comportamentos descontrolados, muitas vezes relacionadas com prazer, como comida, compras, sexo e drogas.
      Os pacientes não conseguem se controlar, portanto não têm culpa de serem impulsivos, a culpa é da doença, mas as conseqüências são terríveis, desde a vergonha de ser promíscuo sexualmente e pegar uma doença, ou de ser compulsivo por comida ou compras, ou na pior das situações, entrar nos vícios das drogas como o álcool, maconha, cocaína e outros. O curioso é que a impulsividade varia de paciente para paciente, alguns tem excessos em tudo, outros em apenas uma esfera (por exemplo, só se descontrolam nas compras). O descontrole na sexualidade não é tão comum, e nem sempre o excesso de sexualidade se traduz em promiscuidade, alguns pacientes ou se masturbam com freqüência, ou procuram pornografia, ou procuram o seu parceiro várias vezes ao dia. Os excessos sexuais e os excessos nas compras geralmente melhoram bem e rápido com as medicações, o mesmo não ocorrendo com as drogas e o álcool. Por serem drogas, eles acabam criando um segundo problema, a dependência, que precisará de um tratamento específico e mais complicado. Cerca de 60% dos pacientes bipolares passam por problemas com drogas.
      E o que os familiares, amigos e colegas costumam fazer diante de um paciente impulsivo? Aconselhar, o que quase sempre não dá certo, e depois criticar, como se a falta de controle fosse uma responsabilidade do paciente. Neste caso, o mais importante seria tentar ajudar o paciente a aceitar ajuda profissional adequada, desmistificando a doença mental como algo vergonhoso e estigmatizante, e ajudá-lo a continuar no tratamento, que é muito difícil e longo, com muitas tentativas, trocas de medicações e recaídas. Um ponto importantíssimo em relação ao tratamento: as medicações são a forma mais poderosa, eficaz e segura de controlar o TBH. Tratamentos alternativos e religiosidade podem ajudar, mas nunca substituem um tratamento cientificamente comprovado.”

      Sugerimos que baixe gratuitamente o Guia para Cuidadores de Pessoa Bipolar, que se encontra no site: http://www.abrata.org.br/new/folder.apx
      Há outro artigo publicado no site da ABRATA escrito pelo mesmo autor, dr. Teng, cujo título é: “Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora?”
      Informe-se bastante, converse com seu namorado sobre a importância do tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia.
      A doença tem controle se for feito o devido acompanhamento médico, caso contrário as crises serão mais intensas e a qualidade de vida
      ficará instável e insatisfatória.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  27. ChristIane 12 de agosto de 2017 às 09:57 - Responder

    Bom dia.
    Caros Srs Responsáveis. Sou casada há 23 anos com alguém que tem transtorno bipolar mas só descobri agora. Estou procurando ajuda de todas as formas. Existe algum lugar em São Paulo que eu consiga acompanhamento gratuito? Não tenho recurso para tratamento. Obrigada Att.

    • Equipe Abrata 15 de agosto de 2017 às 09:18 - Responder

      Cara Christiane

      Você pode procurar o CAPS localizado na cidade de São Paulo.
      Sugerimos que participe do Grupo de Apoio Mútuo da ABRATA para familiares, amigos e pessoas com transtorno bipolar
      e depressão.
      Basta fazer a sua inscrição para a reunião do Grupo de Acolhimento e Integração. Os nossos telefones são: (11) 3256-4831
      e (11) 3256-4698. O atendimento telefônico é de 2ª a 6ª feira, das 13h30 às 17h.
      Os Grupos de Apoio Mútuo têm por finalidade o compartilhamento entre iguais de suas experiências e vivências.
      Há outras atividades que as conhecerá no Grupo de Acolhimento e Integração.
      O nosso endereço é rua Dr. Diogo de Faria, 102, Vila Clementino, a dois quarteirões da Estação Santa Cruz do metrô.
      Seja bem-vinda!
      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  28. gabriela 16 de agosto de 2017 às 18:07 - Responder

    Oi, tenho uma pergunta se sou bipolar
    estou em casa com meus dois filhos e meu marido e minha irmã,em uma hora estou rindo feliz.Mas na mesma hora me minha cabeça vira,fico irritada, me dá muita vontade de chorar. Se alguém falar comigo eu grito, xingo,fico muito estressada procurando um jeito de arrumar briga. Fico pensando nas coisas que eu vou falar pra ter o resultado que eu quero.
    E isso dói muito, só fico o tempo todo com raiva com vontade de bater,de gritar de chorar de sair correndo e só Deus sabe onde e o que vou fazer …

    • Equipe Abrata 22 de agosto de 2017 às 08:19 - Responder

      Querida Gabriela.

      Agradecemos a sua mensagem.
      Somente o médico psiquiatra poderá fornecer-lhe a resposta se você é ou não bipolar.
      Procure ajuda e, com certeza, poderá conduzir a sua vida satisfatoriamente e com
      qualidade.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  29. romenique de lima 18 de agosto de 2017 às 13:03 - Responder

    Boa tarde,
    Bom, eu estou com a minha esposa em um estado muito complicado,ela está com depressão e acho que seu estado é muito delicado.
    Eu já a levei em um psiquiatra que receitou alguns medicamentos,tais como( CITALOPRAM 20MG, QUETIAPINA 50MG DE 12 /12 HORAS E ALPRAZOLAM DE 2MG).Ela esta tomando esse medicamento há uma semana, mas até agora parece que os remédios não estão adiantando, haja vista que ela esta muito agressiva, e não quer aceitar que ninguém a ajude.
    gostaria de saber se esses medicamentos demoram tanto assim para começar a fazer efeito?

    • Equipe Abrata 26 de agosto de 2017 às 09:52 - Responder

      “Prezado Romenique,
      De fato, uma semana é um tempo insuficiente para se tirar conclusões acerca da eficácia dos medicamentos antidepressivos. Em geral, esperam-se duas semanas para se ter uma ideia de se haverá ou não alguma resposta. No entanto, se você diz que sua esposa não quer que ninguém a ajude, verifique se ela de fato está tomando a medicação. A falta de adesão ao tratamento é a causa mais importante de insucesso no tratamento. Além disso, mantenha contato com o psiquiatra dela para informá-lo da evolução dos fatos e para que ele decida se há ou não necessidade de alguma conduta antes da próxima consulta.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA”.

  30. Marcos 19 de agosto de 2017 às 15:07 - Responder

    Parabenizo pela organização e sensibilidade desta associação.
    Fui diagnosticado em 2011 com transtorno bipolar e tive cinco episódios até este ano.
    Tenho dificuldade em aceitar o diagnóstico, uma vez que a experiência do surto para mim foi maravilhosa, embora nada especial, mas maravilhosa. Não perdi em momento algum a razão e lembro-me de tudo. Conheci um conceito da filosofia, em Kant, de que a “loucura” é uma experiência estética (através dos sentidos) do sublime ou (na maioria dos casos, acredito) do horror. O que em muito me facilitou o entendimento desta situação. Tomo regularmente o Lítio e retornei, intencionalmente, aos episódios de surto por interromper a medicação. Me sinto bem, confiante e contente e espero poder contribuir com vocês, um pouco mais. Agradeço por terem me “escutado”.

    • Equipe Abrata 23 de agosto de 2017 às 09:50 - Responder

      Olá Marcos
      Agradecemos a sua mensagem, bem como os elogios dirigidos à ABRATA.
      De fato, a associação tem como missão ministrar apoio psicossocial a pessoas com transtorno bipolar e depressão,
      bem como a seus familiares e amigos e o faz de forma séria e transparente, sempre com o apoio de seu Conselho Científico
      que é formado por psiquiatras, médicos e outros profissionais de saúde.
      Dessa forma, é através da psicoeducação que os interessados tomam conhecimento do que é o transtorno bipolar e a depressão
      e a respectiva importância da adesão ao tratamento medicamentoso e psicológico.
      Postamos uma matéria que se encontra disponível em nosso Blog:

      “Como todo médico escuto esta frase-indagação muitas vezes. Na prática clínica além dos quadros agudos, sejam infeciosos ou traumáticos, a grande maioria das condições tratadas no cotidiano são crônicas. Isto quer dizer, não existe uma cura, assim o tratamento quando existe é de manutenção ou contínuo, com o intuito de evitar, as consequências e o sofrimento causados pela doença, evitando ou tentando retardar a progressão da mesma.

      É assim, por exemplo, para a hipertensão arterial, diabetes mellitus, asma, artroses, artrites, insuficiências cardíacas, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, AIDS, vários tipos de câncer. O tratamento contínuo leva a um grande problema de saúde pública, a baixa adesão aos tratamentos contínuos. A cronicidade leva a negação ou a revolta dos pacientes frente aos seus diagnósticos, que podem levar ao abandono do tratamento. Não é fácil aceitar nossas fraquezas e falibilidades. Para piorar os tratamentos costuma ter efeitos colaterais, são caros . Não é fácil.

      Apesar dos avanços da Medicina, algumas pessoas a combatem ardorosamente. Acusada até como uma subsidiaria da indústria farmacêutica, como prescritora de medicamentos que levariam ao enriquecimento da indústria farmacêutica. Crítica, que nega a história milenar da Medicina, muito anterior a qualquer menção a palavra capitalismo ou indústria farmacêutica. Outros afirmam, serem o abandono da vida natural a origem das doenças, e dentro deste retorno a natureza, o abandono “da química” seria o caminho da saúde. Não podemos negar as doenças da modernidade, relacionadas ao sedentarismo, hiperatividade e dietas hipercalóricas como vilãs da saúde, mas ao mesmo tempo não podemos negar que os avanços levaram a mudança de épocas nas quais a mortalidade infantil levavam a maioria dos bebes e uma pessoa de 40 anos era idosa.

      A psiquiatria é também uma especialidade bastante atacada. Aqui somada a pessoas, que negam a possibilidade do uso do conceito de doença mental. Nenhum médico, desconhece, que qualquer doença é antes de tudo um conceito, criado, para estudar fatos naturais. É assim que funciona a medicina.

      Todas estas críticas antimedicina aumentam os problemas de adesão, e mesmo a falta de tratamento para grande número de pessoas. No caso dos transtornos mentais crônicos, que implicam na necessidade do uso contínuo da medicação, isto é marcante.

      Quadros depressivos, esquizofrênicos, bipolares, pânico, fóbicos, obsessivos-compulsivos melhoram bastante com os tratamentos, que incluem as medicações. As drogas psiquiátricas são das mais estudadas e testadas na medicina, até por sua condição contestada. Os estudos mostram que são drogas também das mais eficazes. Suas ações permitem o equilíbrio e diminuição da gravidade dos sintomas. Estes mesmos estudos também indicam que estas medicações devem ser mantida por períodos de tempos, mesmo após a eliminação dos sintomas, por vezes até continuamente, caso contrário, as chances de retorno dos sintomas são enormes. E a presença dos sintomas significa que os processos biológicos patológicos persistem, muitas vezes provocando danos ao organismo.

      Quanto a resposta as perguntas dos pacientes, em geral seguimos dados obtidos através de pesquisas, quando podemos afirmar algo: chances de eliminação dos sintomas, melhora, probabilidade de recaídas, etc. Apesar da medicina seguir as evidências científicas, a individualidade ainda é fundamental, não existem certezas, cada caso é um caso. O médico e o paciente devem sempre discutir todas as etapas do tratamento, seus riscos, custos e benefícios. As decisões sobre o uso ou suspensão dos tratamentos são sempre conjuntos. Alguns pacientes precisarão da medicação por tempo indeterminado. Para sempre, ninguém poderia afirmar, pois não podemos prever novos achados, mudanças, inovações ou possibilidades. Procuro sempre manter esperanças, quando ainda temos esta possibilidade, mas mantendo o pé na realidade, e não iludir, ou nos iludir, com aquilo que não sabemos”.

      Autor: Dr Marcelo Feijó de Mello – Médico psiquiatra, professor adjunto do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP.

      Abs.
      Equipe ABRATA

  31. Kellen Daniela 20 de agosto de 2017 às 15:38 - Responder

    Tenho distúrbio bipolar .
    Sou de Uberlandia mg.Mas aqui é difícil tratar.
    Tento ir adiante mas é complicado.Agora nesse exato momento estou em uma crise horrível.
    O que piora para eu poder cuidar dos meus filhos.Preciso de ajuda.

    • Equipe Abrata 23 de agosto de 2017 às 10:05 - Responder

      Prezada Kellen

      Sugerimos que converse com o médico que a acompanha.
      Você pode, ainda, pesquisar outros psiquiatras em cidades vizinhas à sua como, por exemplo, Ribeirão Preto onde
      existe o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

      PSIQUIATRIA
      A Unidade de Psiquiatria presta assistência médica hospitalar a pacientes internados e de ambulatório, além de desenvolver atividades de Ensino e Pesquisa. Para a execução destas atividades é vinculada ao Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP.Possui as seguintes sub-especialidades:
      Álcool Substância Psicoativa
      Consultoria Ambulatorial
      Esquizofrenia
      Psicoterapia Breve
      Psicoterapia de Grupo Breve
      Juvenil e Infantil
      Doenças Infecciosas
      Geriatria
      Grupo Medicação Atípica Hospital Dia
      Pós -Alta Internação Breve
      Reabilitação Psicossocial
      Transtorno da Ansiedade
      Transtorno do Humor
      Transtorno Somatoforme

      Hospital-Dia
      O HCFMRP-USP possui uma unidade que presta assistência em Saúde Mental à comunidade através do sistema de Hospital-Dia. Nele são realizadas as atividades programáticas de atendimento individual, psicoterapia de grupos, reuniões comunitárias, atividades físicas e recreacionais, terapia ocupacional, reuniões de família e atenção aos egressos. Inaugurado em 1961, o Hospital-Dia, funciona também como campo de ensino e pesquisa com ênfase na formação de pessoal, treinamento de residentes em Psiquiatria e profissionais de diversas áreas que trabalham em Saúde Mental.

      Saiba mais: http://www.fmrp.usp.br/departamentos.php

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  32. Mayara 21 de agosto de 2017 às 00:08 - Responder

    Oi, então andei lendo muito sobre a bipolaridade e perguntei sobre meu comportamento à minha família e, em grande parte das vezes, fico extremamente estressada durante dias ou semanas e de repente ajo como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivesse feito nada do que dizem que eu fiz, e raramente me lembro do que fiz durante o tempo em que eu estava “irritável”, e queria saber se isso é normal, ou se sou bipolar e se eu for o que deveria fazer, por que realmente gostaria de saber o que fazer. Obrigada

    • Equipe Abrata 23 de agosto de 2017 às 10:07 - Responder

      Olá Mayara.

      Procure consultar-se com um psiquiatra para avaliar os sintomas de que se diz portadora.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  33. marcia neris pereira 26 de agosto de 2017 às 08:05 - Responder

    eu tenho trnstorno bipolar f 129813292

    • Equipe Abrata 31 de agosto de 2017 às 07:19 - Responder

      Olá Marcia.

      Queira, por gentileza, fornecer mais informações em sua mensagem.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  34. VSQ 6 de setembro de 2017 às 01:26 - Responder

    Existe realmente alguma ligação da bipolaridade à herança genética? Porque minha mãe é bipolar diagnosticada e eu, agora aos 18 anos, começo a suspeitar que também posso ser, mas nossos sintomas diferem: ela tem crises maníacas que a deixam hostil e depressivas intensas; eu tenho perdas súbitas (foram duas, que duraram mais ou menos uma semana) de energia, períodos em que me sinto embotado, tenho medo, como uma criança à noite e sinto-me levemente agressivo (o que atribuo à dificuldade cognitiva, já que sou estudante e é um meio que incentiva a competitividade); e outros, como o que parece ter começado essa manhã, em que sinto meu pensamento mais rápido, fico mais extrovertido, desinibido (como este comentário prova), e demoro para pegar no sono. Existe algum preconceito com a doença em minha família, então, eu não gostaria de procurar um psiquiatra a não ser que os efeitos possam se agravar. Meu sintomas caracterizam a doença? Se sim, é possível que se agravem? porque me sinto até favorecido com as crises maníacas. E ainda: existe algum paliativo além de consultas ao psiquiatra?

    • Equipe Abrata 16 de setembro de 2017 às 07:46 - Responder

      Prezado VSQ,
      Sim, existe uma forte participação de fatores genéticos na etiologia do transtorno bipolar e os filhos de pessoas bipolares têm uma chance aumentada de desenvolver o transtorno. A apresentação do transtorno, isto é, a maneira como ele se manifesta varia bastante de pessoa para pessoa, depende da carga genética, do temperamento, do gênero, do tipo de transtorno bipolar, da presença de outros transtornos associados, etc., de tal forma que, à primeira vista, fica difícil para uma pessoa leiga entender porque duas pessoas com sintomas aparentemente diferentes podem receber o mesmo diagnóstico.
      A descrição dos seus sintomas é compatível com o diagnóstico de bipolaridade e recomendamos fortemente que você faça uma consulta com um psiquiatra com experiência neste diagnóstico para poder verificar essa hipótese. É verdade que o estigma em relação ao transtorno bipolar (e em relação aos transtornos mentais em geral) está muito presente nas L, na sociedade e mesmo dentro dos portadores em relação a si mesmos mas a melhor forma de combater o estigma é fazer o tratamento e manter a doença sob controle. Somente assim o indivíduo pode viver de forma saudável e impedir que o transtorno bipolar traga os mais diversos prejuízos para sua vida.
      Acrescentamos mais uma coisa, que é regra geral na medicina como um todo. Toda doença tratada desde o início causa menos prejuízo e,assim, o indivíduo consegue ter o melhor rendimento possível. Além disso, é muito mais fácil tratar o transtorno bipolar no começo pois o cérebro está mais preservado e responde muito melhor aos medicamentos. Aproveite que você é jovem e tem chance de construir uma vida saudável e de qualidade e, se você for mesmo diagnosticado como bipolar, você só tem a ganhar com o tratamento recomendado.
      Boa sorte!
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

      • VSQ 24 de outubro de 2017 às 20:36 - Responder

        Procurei, escondido com a minha mãe, porque os sintomas pioraram. Primeiro, me disseram que era ansiedade por causa do vestibular, e me deram antidepressivos, o que fez a coisa ficar intolerável, quase, antes de eu me consultar com um psiquiatra que me diagnosticou com bipolaridade. Só voltei para ver o comentário hoje porque estou no meio de uma crise, e, se vale alguma coisa para alguém, não deixem de procurar ajuda o quanto antes por se sentirem idiotas como eu fiz, já que, por causa disso, vou continuar mal (e burro!) durante a prova de vestibular que tenho no domingo, e provavelmente não passarei. Sem querer ser dramático, mas — enfim, desculpe a falação.

        • Equipe Abrata 25 de outubro de 2017 às 11:02 - Responder

          Prezado VSQ
          Não se culpe em demasia, isso não colaborará para a sua jornada rumo à estabilidade.
          Olhe para as coisas daqui para frente. Você está em tratamento, e é isso que importa.
          Vestibulares acontecem sempre, você poderá prestar novas provas, e com sucesso, porque
          está mais consciente sobre a importância da adesão ao tratamento para levar uma vida
          produtiva com qualidade.
          Agradecemos a mensagem
          Um abraço
          Equipe ABRATA

  35. kivia 6 de setembro de 2017 às 09:44 - Responder

    Desde de criança sou depressiva, minha mãe morreu no ano passado, aí que veio a bipolaridade me atormentando, ou estou alegre em excesso ou estou deprimida, só vem o suicídio em mente, e a culpa de minha mãe ter morrido. Me sinto sufocada, como se eu não pertencesse a esse planeta.
    Ninguém me entende, hoje tenho (17 anos) e estou encarando esse quadro sozinha.
    Tenho crises diárias, e nem sempre dá pra controlar, me sinto um lixo, nada que eu faça presta.
    E quando estou no trabalho sinto a vontade de pedir demissão, na escola dá vontade de parar de estudar, queria ficar em um quarto escuro, sem contato com ninguém nem com a luz.

    • Equipe Abrata 11 de setembro de 2017 às 07:30 - Responder

      Oi Kivia
      Obrigada pelo contato.
      Na verdade me parece que você esta apresentado sinais de depressão e conflito pela morte da sua mãe. A bipolaridade precisa ser melhor avaliada.
      Quando estamos deprimidos parece que nenhum lugar está bom para nós. Só que trabalhar, estudar e os amigos são muito importantes para os jovens.
      Assim, nossa sugestão é que você procure uma terapia, e um psiquiatra que possa fechar o diagnóstico e orientar o seu tratamento.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  36. Fabricia 9 de setembro de 2017 às 02:35 - Responder

    Meu marido foi diagnosticado com transtorno bipolar, fez um tempo de tratamento mas desistiu. Nega que tem bipolaridade e diz que o psiquiatra errou o diagnóstico.
    Eu acho que não errou não. Mas tocar no assunto o deixa irritadísssimo. Estamos há 12 anos casados e eu vou levando suas crises, recentemente ele piorou bastante, entrou em depressão forte, consegui levá-lo novamente ao psiquiatra, porém moramos no Japão, aqui a psiquiatria não é muito boa, temos que usar um intérprete, apenas demos os sintomas atuais e ele passou um medicamento para depressão, ele passou muito mal, teve taquicardia, alucinações, parou. Voltamos na próxima consulta o remédio foi alterado.
    Faz duas semanas e não vi nenhuma melhora. Ontem ele estava sendo extremamente rude com nosso filho de 11 anos, eram 5 horas da manhã, intercedi, apanhei. Mais uma vez, não teve um ano em nosso casamento que eu não tenha apanhado, não ficam marcas pelo corpo, são tapas na cara e empurrões, ficam marcas por dentro. Não é fácil.
    Não quero negligenciá-lo, não quero negligenciar meu filho, não quero me negligenciar.
    Às vezes não sei o que fazer…

    • Equipe Abrata 10 de setembro de 2017 às 11:31 - Responder

      Querida Fabricia

      Agradecemos muito o seu contato.

      O Transtorno Bipolar é uma doença séria, que exige tratamento medicamentoso contínuo. Cerca de um terço das pessoas com esse transtorno ficam completamente livres de sintomas com a manutenção estabilizadora apropriada. A maioria das pessoas se beneficia de uma grande redução no número e na gravidade das crises. O médico poderá ter de fazer um acerto da medicação ou uma outra combinação terapêutica caso verifiquem-se crises de mania ou depressão. Às vezes a medicação não é 100% eficaz e, para tanto, o médico deve ser informado sobre sintomas de instabilidade é para um ajustamento terapêutico que previna a eclosão de uma crise.
      O doente ou seus cuidadores nunca devem recear informar o médico sobre quaisquer mudanças de sintomas, pois dessa informação precoce depende o controle da doença. Sentindo que seu marido tem mudanças no sono, na energia (aumento ou diminuição), no humor (alegria excessiva, irritabilidade ou tristeza) e no seu comportamento em relação a pessoas(agressividade, impaciência, etc) será melhor contatar o médico sem demora.
      A manutenção da medicação é outro aspecto essencial. Os medicamentos controlam, mas não curam o Transtorno Bipolar. Ao parar a medicação, mesmo depois de muitos anos sem crises, há um sério risco de uma recaída passadas algumas semanas ou meses. E, em alguns doentes, a retomada da medicação pode não se acompanhar dos mesmos bons resultados anteriores.
      Qualquer medicação deve ser tomada de acordo com as instruções dadas pelo médico. Por vezes o plano de tratamento da pessoa tem de ser alterado. É o médico que gere a mudança quando esse tipo de alteração é necessário. Uma pessoa nunca deve interromper um medicamento sem a ajuda do seu médico.

      Você pode procurar o psiquiatra que atende seu marido e contar detalhadamente o que está acontecendo. É importante que ele a oriente sobre como agir diante da agressividade física e mental. Você tem um filho de apenas 11 anos que pode, eventualmente, também sofrer alguma tipo de destempero.
      continuidade das agressões
      Demais disso, como se trata de uma situação delicada, sugerimos que você procure ajuda profissional para se cuidar. Frequentemente os cuidadores de pessoas com transtorno mental adoecem também.
      Pode ser necessária a internação psiquiátrica que não é um fim em si mesma, pode ser um meio para o tratamento mais adequado de alguns aspectos das doenças mentais.
      Em geral, a hospitalização de alguns casos facilita um cuidado mais intensivo e possibilita a utilização de métodos e instrumentos terapêuticos especiais. Ela deve representar o menor comprometimento possível dos vínculos sociais ou familiares do paciente e ser o mais curta possível.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA

  37. Débora 9 de setembro de 2017 às 19:45 - Responder

    Meu filho autista tem transtorno bipolar e eu pesquisei na internet o que eu poderia fazer para ajudá-lo, além do tratamento com o psiquiatra, mas não encontrei informações que realmente ajudassem.

    • Equipe Abrata 18 de setembro de 2017 às 08:40 - Responder

      Débora, agradecemos o contato.
      Essa associação é um pouco polêmica. Na verdade se faz muito esses dois diagnósticos conjuntamente mas podem ser apenas sintomas sobrepostos.
      É particularmente difícil diagnosticar distúrbios psiquiátricos em indivíduos com deficiências de linguagem ou deficiências intelectuais –
      assim como muitas pessoas com autismo.
      Ao diagnosticar o desenvolvimento de crianças e adultos em geral, podemos perguntar sobre suas emoções e experiências.
      As pessoas com autismo têm problemas para se expressar ou entender tais questões.
      Mesmo dificuldades ligeiras da linguagem podem dificultar relacionar pensamentos e sentimentos.
      Por estas razões, os métodos tradicionais de avaliação de distúrbios psiquiátricos podem ser inadequados para muitas pessoas com autismo.
      Nossa sugestão é que você procure profissionais com experiência em autismo para primeiro fechar esses diagnósticos e realizar a orientação.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  38. Stéffany 11 de setembro de 2017 às 15:24 - Responder

    Tenho TB,fui diagnosticada em Janeiro,durante a segunda internação por tentativa de auto extermínio. Realmente não se fala muito nesses três quesitos e me encaixo totalmente nos três! Quero deixar bem claro que fazer o tratamento adequado é essencial,mesmo que vez ou outra tenhamos recaída. Outra coisa muito importante é procurar saber sobre a doença pra poder se conhecer mais e tentar alcançar a linha de limite para nossas atitudes,o que acontece muito é nós perdermos essa linha quando estamos em crise. A ABRATA sempre posta matérias interessantes. Muito bom! <3

    • Equipe Abrata 16 de setembro de 2017 às 07:49 - Responder

      Olá Stéffany

      Agradecemos muito a sua mensagem.
      Cuide-se sempre!

      Abs.
      Equipe ABRATA

  39. Mari 13 de setembro de 2017 às 05:58 - Responder

    Olá!

    Meu marido é muito instável em suas emoções. Um dia é uma pessoa extremamente amável e delicada comigo e com a filha de 9 anos. Porém, essa calmaria muda tão rápido como começou. .. e ele torna-se um monstro. Agressivo, desequilibrado, grita muito sem se incomodar com o que irão achar dele. Torna-se uma pessoa cruel, bate muito na nossa filha. Não sei o que fazer, ele acha que não tem nenhum problema. Estou psicologicamente doente, peguei a síndrome do intestino irritável e quando penso em seus gritos, entro em crise, com dores insuportáveis! !!O pior é que minha filha também apresenta o mesmo comportamento do pai. Dominadora,agressiva, desequilibrada. Me oriente,por favor!

    • Equipe Abrata 13 de setembro de 2017 às 10:01 - Responder

      Querida Mari

      À primeira vista, pode ser que seu marido seja portador de transtorno bipolar. Mas o diagnóstico apropriado deve ser
      fornecido por um psiquiatra.
      E, ao que tudo indica, ele não aceita ajuda e, tampouco, admite que está doente. Assim, a situação tende a ficar
      bastante complicada. Amigos e familiares podem conversar com ele na tentativa de convencê-lo a consultar-se com um médico.
      Sugerimos que você e sua filha procurem ajuda psicológica e, no caso, dela, um psiquiatra infantil também.
      Vocês estão sendo submetidas a maus tratos, e isso é muito grave, especialmente em relação a ela que é muito jovem.
      Eventualmente o comportamento de sua filha pode representar o que está sentindo em relação ao pai e ao próprio ambiente familiar.
      A ajuda de profissionais faz-se urgente e indispensável.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  40. Ana Lúcia V Xavier 14 de setembro de 2017 às 14:19 - Responder

    Estou em tratamento de transtorno bipolar há 2 anos.
    Precisei ficar afastada por 10 dias em época de uma crise. Levei para empresa um laudo do médico explicando meu estado,foi meu maior erro pois falamos de mim e por trás houve brincadeiras em que sou chamada de desatenta.Enfim parece que tudo isso faz agravar mais a doença .O que posso fazer para amenizar tudo isso?

    • Equipe Abrata 16 de setembro de 2017 às 08:14 - Responder

      Querida Ana Lúcia.

      A melhor parte da história é que você está em tratamento que lhe proporcionará a estabilidade para conduzir a sua vida
      de maneira satisfatória e com qualidade.
      Talvez seja interessante fazer psicoterapia para ajudá-la a lidar com os sentimentos e emoções advindos das relações
      interpessoais.
      Boa sorte e continue cuidando de sua saúde!

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  41. Luciana 15 de setembro de 2017 às 01:06 - Responder

    Olá. Há 13 anos atrás sofri um quadro de depressão severa , tive anorexia nervosa , onde perdi quase 30 kilos em poucos meses . Tive todos os sintomas que a depressão causa , – medo , solidão , raiva , angústia , tristeza profunda , vontade de morrer , – com ajuda da psiquiatria e uso medicamentos , consegui recuperar a sanidade mental . Mas hoje, depois de tantos anos, ainda fazendo uso de medicamento,eu acho que tenho bipolaridade , pois apresento sinais de extrema raiva quando não medicada . Eu mesma fiz o teste de ficar algum tempo sem medicamento +~40 dias – a depressão não altera Mas começo a ficar mais ríspida , com mais raiva , mais autoritária . Minha dúvida é se a minha personalidade é de ser mais agressiva e a medicação mascara essa raiva ou se eu se eu fico agressiva por falta da medicação . Às vezes acho que sou 2 pessoas habitando num mesmo corpo . Os outros me vem como meiga , doce , até submissa mas eu me vejo um vulcão de emoçoes . Isso é ser bipolar ???

    • Equipe Abrata 16 de setembro de 2017 às 08:35 - Responder

      Cara Luciana.

      Pode ser que você esteja apresentando os sintomas do transtorno bipolar. Consulte um psiquiatra para avaliar e
      prescrever o tratamento adequado, está bem?

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  42. mika 15 de setembro de 2017 às 08:23 - Responder

    Sou uma pessoa que todos falam que sou estranha e eu também acho isso. Tem dias que acordo tranquila,porém tem dias que acordo me sentindo irritada, nervosa, qualquer coisa que me contrarie eu surto, grito muito, xingo muito, choro, sinto uma pressão dentro de mim, saio de mim e depois passa … será que não estou normal?

    • Equipe Abrata 16 de setembro de 2017 às 08:40 - Responder

      Olá Mika.

      Você pode consultar-se com um psiquiatra que avaliará os sintomas que apresenta e, se for o caso, indicará o tratamento
      a ser seguido.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  43. Débora 18 de setembro de 2017 às 21:37 - Responder

    Muito obrigada!!!

  44. Amanda 19 de setembro de 2017 às 01:24 - Responder

    É horrível quando ouço: tinha tudo para dar certo ou mas é tão inteligente,como pode agir assim? Pior é não concluir nada por que no no meio de uma promoção você está estagnada, num surto de melancolia.
    A vida inteira eu tive psicose, minha família achava que era por reflexo de meu irmão autista, e eu também . Quando cresci elas ainda continuaram. Tento parecer normal mas às vezes só quero dormir e não acordar.
    Descobri tarde o transtorno, acharam que era tdah na faculdade, fui à uma consulta e comecei o tratamento que abandonei em 10 dias, sinto que sou um perigo para mim mesma .
    Tenho vergonha de alguns comportamentos que não lembro às vezes porque meu cérebro parece uma caixa vazia.. sinto um grande oco na cabeça e uma vontade de morrer.

    • Equipe Abrata 21 de setembro de 2017 às 09:55 - Responder

      Querida Amanda,
      Agradecemos o seu contato.
      O mais difícil você enfrentou, que é ter procurado ajuda profissional. Porém não basta. Você deve seguir o tratamento
      recomendado, não pará-lo por conta própria em hipótese alguma.
      Se parou por causa dos efeitos colaterais, o médico pode diminuir a dose ou substituir o medicamento.
      É importante obter informações seguras sobre o transtorno bipolar. A ABRATA tem matérias essenciais em seu site, blog
      e facebook. Nelas você lerá sobre a importância da adesão ao tratamento para que haja controle dos sintomas, bem como
      diminuição da intensidade dos episódios, tanto de mania (euforia) como de depressão.
      Sugerimos, também, a psicoterapia. Você pode escolher a abordagem psicoterapêutica que mais lhe convier.
      Saiba que o transtorno bipolar é uma doença tratável e que os portadores podem levar uma vida normal.
      Procure ajuda profissional e, ainda, o Centro de Valorização da Vida – CVV, no telefone 141, quando estiver tendo
      pensamentos de morte.
      Cuide-se, e cuide-se bem, você merece levar uma boa vida, com satisfação e qualidade.
      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  45. Rose Borges 21 de setembro de 2017 às 00:13 - Responder

    boa noite
    Preciso de ajuda, meu marido é bipolar pelo que eu li aqui . Ele está em crise, deprimido e falando em suicídio, morte e outras coisas absurdas, ele não aceita ir ao médico, que devo fazer?

    • Equipe Abrata 21 de setembro de 2017 às 10:21 - Responder

      Cara Rose
      Essa é uma das grandes dificuldades dos familiares qual seja a de convencer o seu ente querido a tratar-se.
      Há que se ter muita paciência e, eventualmente, conhecer experiências de outras pessoas que passaram ou passam
      pela mesma situação.
      Agora, como seu marido está deprimido, o esforço de todos que o cercam deve ser maior ainda pelos riscos advindos de
      uma depressão sem tratamento, que pode levar ao suicídio.
      Em casos mais sérios, é plausível pensar-se na internação psiquiátrica. Converse com um médico psiquiatra para obter
      mais informações.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  46. Franciele Sanches 22 de setembro de 2017 às 07:44 - Responder

    Sabe, ninguém entende,sofro do transtorno bipolar há muitos anos,desde a minha adolescência sempre fui agressiva, vendo muitas coisas, agindo com violência tanto com meus pais quanto com outras pessoas.Todos falavam e me chamavam de louca e outras coisas,mas fui diagnosticada quando me peguei mesmo em uma depressão forte, fiquei ainda pior mais agressiva violenta. Com a depressão fui parar na anorexia, agravou ainda mais minha memória que esta cada fez mais afetada, não lembro das coisas e isso me dificulta muito a vida a sociedade. Muitos não entendem essa doença. Eu não aceito o tratamento vou ser sincera, não vou ao médico, me recuso porque não aceito ser assim e sofro com isso e com meus surtos que são com os que mais amo filhos, esposo, amigos, familiares. Quando me rendo ao tratamento, fico bem melhor, mas não quero passa o resto dos meus dias com remédios, queria ser igual às outra pessoas, não ser assim, esquecer das coisas, ver coisas que não existem, ser mais amável mas é mais forte quando fico agressiva. Nos momentos em que estou assim, tenho uma forca gigantesca, já tentei suicídio 4 vezes, queria deixar de fazer todos a minha volta sofrerem comigo, só a morte pode resolver. Desculpe o desabafo.

    • Equipe Abrata 22 de setembro de 2017 às 10:09 - Responder

      Querida Franciele

      Lembre-se que este espaço é reservado para o desabafo, não precisa pedir desculpas.
      Nós, da ABRATA, recebemos em nossos grupos de apoio mútuo portadores de depressão e transtorno bipolar que
      relutam em aceitar a doença e, por via de consequência, não procuram ajuda, ou se procuram, não seguem as
      recomendações médicas.
      Vamos pensar nos benefícios do tratamento medicamentoso: redução das chances de recorrências de crises,
      controle da evolução do transtorno, redução da chance de suicídio e term uma via mais saudável. A adesão ao
      tratamento é fundamental para conseguir a estabilidade.
      Muitas pessoas têm dificuldade em aceitar que têm uma doença crônica e que precisam tomar medicamentos
      continuamente para tratá-la, como é o seu caso. Você mesma relata que, quando se rende ao tratamento, fica
      bem melhor.
      Vamos pensar agora nos efeitos do não tratamento do transtorno bipolar, haja vista que a missão da ABRATA é educar a população em geral
      sobre os transtornos afetivos com informações fornecidas por profissionais especializados em transtorno bipolar e depressão.
      Veja essas informações que são fornecidas por médicos psiquiatras:

      “O transtorno bipolar é uma doença tóxica, ou seja, são liberadas toxinas que atuam na destruição dos neurônios, levando a
      perda de capacidade mental”, explica Angela Miranda Scippa, psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB).
      “A crise pode mexer como o equilíbrio do organismo, aumentando o estresse oxidativo em todo o corpo e agravar a doença em si”.
      “Cada episódio faz com que a doença piore um pouco”, alerta Flavio Kapczinski, psiquiatra e pesquisador da Universidade federal do Rio grande
      do Sul (UFRGS).
      “A cada crise de mania ou depressão vivenciada pelo paciente bipolar, importantes partes do cérebro são danificadas.
      Repetidas ocorrências podem levar a danos muitas vezes irreversíveis”.
      “A cada cinco quadros depressivos, há uma perda de 10 a 20% no hipocampo”, quantifica Fabio Gomes, psiquiatra e professor da Universidade Federal
      do Ceará. O hipocampo é uma estrutura localizada no lobo temporal do cérebro, responsável principalmente pela memória e pela cognição.
      “Nesses casos, por exemplo, os resultados são a falta de concentração e dificuldade na leitura.
      Muitas mudanças reversíveis podem gerar uma grande mudança irreversível”, diz Kapczinski.
      Os danos no cérebro podem ser maiores ou menores, dependendo da intensidade e duração dos sintomas e da crise em si. “É como ter um corte no braço.
      Se você agir logo, pode reduzir as chances de infecção e deixar uma cicatriz menor. Cada episódio de mania ou depressão deixa uma espécie de cicatriz”,
      relata Angela.
      Cada crise gera também um desgaste no corpo. Diversos estudos já demonstraram que a mortalidade entre os pacientes não tratados é maior do que aqueles
      em tratamento.
      “Os bipolares não tratados morrem em média 20 anos antes da população em geral”, alerta Kapczinski.
      Além do alto índice de suicídio – estimativas da ABTB apontam que até 50% dos portadores da doença tentam o suicídio pelo menos uma vez na vida e 15%
      realmente se suicidam – há também uma incidência maior de comorbidades como doenças cardiovasculares e câncer, o que aponta para um deterioração progressiva
      e consequente agravamento do quadro, que pode até levar à morte.
      “O bipolar pode ficar dois anos apresentando sequelas de uma crise ou, em alguns casos, nunca se recuperar. Sem tratamento, as crises vão piorando e as sequelas
      se acumulando”, completa Antonio Geraldo da Silva, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoce
      dessa doença crônica são tão importantes.
      “As pessoas não se tratam porque não sabem o que tem, não entendem a doença, não conhecem seu prognóstico. É possível identificar os primeiros sinais e
      saber que assim que eles aparecem deve-se ir ao médico para evitar uma crise”, diz Antonio Geraldo.
      O tratamento mais adequado para a doença inclui psicoterapia, medicamentos para regular o humor e psicoeducação (conscientizar o bipolar e a família sobre o
      transtorno e ajudá-los a identificar as crises e agir).
      Os médicos são unânimes em afirmar que os remédios não criam dependência química e ressaltam que eles são necessários e indispensáveis. O tratamento
      deve ser seguido para toda a vida.
      “O objetivo é não só controlar as crises, mas evitar que elas apareçam”, ressalta Antonio Geraldo.
      Esperamos que com esses esclarecimentos você conscientize-se da importância do acompanhamento médico. Se fosse uma doença como hipertensão arterial
      você não se cuidaria? É a mesma coisa, cuide-se, está bem?

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  47. Flávia Cavalcante 23 de setembro de 2017 às 21:21 - Responder

    Me chamo Flávia, tenho 28 anos e sou professora.
    Fui diagnostica com THB aos 26. Mas creio que devo sofrer com o problema há mais ou menos uns 12 anos.
    Faço acompanhamento com psicólogo e psiquiatra. Tomo o medicamento Aristab todos os dias à noite.
    Nunca tive crises psicóticas, mas sempre tive uma enorme paranóia, “mania de perseguição”. Talvez seja por isso que não tenho mais nenhum amigo, com exceção da minha família.
    Eu fico abismada como funciona a minha cabeça. É incrível como parece duas pessoas completamente diferentes.
    No episódio depressivo (principalmente os últimos) me sinto a pior pessoa do universo, já pensei em me matar, me sinto a mais feia, sinto que tudo vai dar errado. Um desastre!
    Já no episódio maníaco, é como se a Susana Vieira entrasse em mim (rsrs). Eu me sinto a melhor, a mais bonita, a mais confiante. Chega a ser surreal.
    Meu sofrimento é muito mais interno que externo. Eu, geralmente sou calada, em todos os episódios, mas quando fico uns dias sem tomar o remédio, começo a ficar agressiva.

    Minha psicóloga me passou um cartão de enfrentamento para quando eu estivesse no episódio depressivo. Acho que está dando certo.

    Graças a Deus temos este espaço para desabafar!

    • Equipe Abrata 24 de setembro de 2017 às 10:50 - Responder

      Olá Flávia, agradecemos imensamente a sua colaboração.

      Abraço
      Equipe ABRATA

  48. Maria 25 de setembro de 2017 às 07:43 - Responder

    Boas.

    Tenho constantemente mudanças de humor.
    Passo semanas sem vontade de fazer nada, com uma preguiça .. parece que nada faz sentido. Depois vem uma semana melhor, com mais autoestima. e assim consecutivamente.
    Não sou agressiva, sou muito emocional.
    Serei bipolar? É que há mais de um mês que nem coragem tenho de arrumar a casa no fim de semana. Ao fim do dia, quando saio do escritório, lá vem a melancolia e dispendiosos depressivos.

    Grata
    Maria

    • Equipe Abrata 26 de setembro de 2017 às 09:42 - Responder

      Olá Maria.

      É importante que se consulte com um psiquiatra para uma avaliação apropriada dos sintomas apresentados.
      Somente um profissional poderá afirmar se você é bipolar ou não.
      Procure ajuda, está bem?
      Abs.
      Equipe ABRATA

  49. joselaine 26 de setembro de 2017 às 16:36 - Responder

    Minha mãe sempre foi meio depressiva, sentimental, sempre se emociona demais, principalmente por sempre ter tido uma vida triste e estressante. Neste mês de setembro, a nossa família sofreu com duas perdas importantes, e uma delas foi a minha tia, irmã mais velha de minha mãe. Minha mãe tem sofrido demais, pois é a segunda irma que morre num intervalo de 1 ano e meio. Isso tem feito ela sofrer demais. Desde o dia 15/09/2017, a vida dela naõ tem sido mais a mesma. Te piorado cada dia mais com agitações, um aumento de euforia, tem feito e falado coisas que não seria normal dela de seu dia-a-dia e tudo mais. Ontem a levamos ao psiquiatra e ele nos informou que ela sobre com TBA, e que não tem cura, disse ele. É verdade??? Pois estou sem chão, com muita pena de minha mãe, pois já tinha uma vida sofrida, agora se viu acometida com esta doença… Ele nos indicou os medicamentos Quetros e Depakote,à noite. Sabem se esses medicamentos demoram a fazer efeito? Obrigada

    • Equipe Abrata 3 de outubro de 2017 às 08:53 - Responder

      Prezada Josilaine,
      De fato, o transtorno bipolar é uma doença importante e crônica, o que quer dizer que ela não tem cura, mas tem controle. Assim como outras doenças crônicas, como a hipertensão arterial e o diabetes, que não têm cura, mas precisam de tratamento continuado ao longo da vida para que a pessoa se mantenha sob controle.
      Embora seja compreensível seu susto com o diagnóstico, há um aspecto muito bom nesse momento: sua mãe recebeu o diagnóstico e, agora, poderá ser tratada adequadamente e melhorar o seu sofrimento. O tempo de resposta aos medicamentos varia de pessoa a pessoa e depende das condições dela no momento. Não temos condições de avaliar o grau de resposta dela, só o médico que está tratando dela. O que é importante é que você e ela se informem bem sobre a doença e aprendam a lidar com ela. Você pode participar dos encontros psicoeducacionais da ABRATA, que são palestras sobre os diversos aspectos dos transtornos de humor (também pode assistir online, no youtube), pode ler artigos sobre o tema, pode e deve solicitar esclarecimentos sobre o estado da sua mãe com o psiquiatra que está cuidando dela, e ir partilhando com ele como el a está reagindo ao tratamento. Essa fase inicial pode ser mais difícil, mas ter paciência é muito importante e ajuda muito até que o quadro seja estabilizado.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  50. Roberto 1 de outubro de 2017 às 23:25 - Responder

    Me identifico com os três, mas principalmente com o primeiro. Fui diagnosticado pelo psiquiatra com transtorno bipolar em 2015, não sei qual o tipo ainda.
    Entre os anos de 2012 e o primeiro trimestre de 2014 fiquei com mania, ficava agressivo, irritado, aprontei várias vezes e depois quando ficava deprimido, me lamentava profundamente pelo que fiz.
    Me lembro que tive a minha primeira depressão aguda seguido de pânico em 2007, fui o clínico geral e o mesmo me receitou Paroxetina de 20mg, se não fosse por ele seria o meu fim. Com ele me livrei da depressão e pânico, só que na época não sabia que tinha transtorno bipolar. Daí entre 2009 e 2010 veio um episódio de euforia e mania, mas deixava passar, então entre os anos de 2012 e 2014 veio isso que está relatado acima e foi um inferno…
    Entre os anos de 2014 e 2016, só tomava Paroxetina e Clonazepam e por fim o Lítio.
    Hoje estou com outro psiquiatra, pois saí do emprego que trabalhava e com isso perdi o meu convênio médico que tinha com a empresa.
    O segundo psiquiatra me receitou Quetiapina e Lítio. O resultado foi que a mania parou porém a depressão e ansiedade voltaram. Estou me sentindo péssimo.
    Eu pergunto a vocês, demora muito para acertar a dose e o remédio? É assim mesmo?

    • Equipe Abrata 8 de outubro de 2017 às 10:21 - Responder

      Prezado Roberto
      Sua história mostra como demorou até você receber o diagnóstico de transtorno bipolar. Você foi tratado com antidepressivos sem estabilizadores do humor e isso pode tornar o transtorno bipolar um pouco mais difícil de responder ao tratamento no futuro. Mas, o importante é que você agora já tem o diagnóstico correto e já iniciou o caminho para a estabilização. É muito importante você ter paciência e informar seu psiquiatra sobre os sintomas para que ele faça os ajustes necessários. Mas também é importante que você faça psicoterapia e que participe de grupos de apoio mútuo para aprender a lidar com os fatores de risco e para ser ajudado a construir mudanças no estilo de vida para melhorar a resposta ao tratamento. Ficar em casa tomando remédios e esperando o bem estar pode ser bastante insuficiente. A melhora está também associada a você criar rotinas de sono, alimentação e atividades, e a manter essas rotinas. Também é importante não esperar milagres, é um passo de cada vez a ponto de que, ao longo de meses, até mais de ano, você vai observar que o padrão das crises mudou, você está mais sob controle e com mais qualidade de vida. Entenda que o tratamento é para a vida toda e que você deverá cuidar dele sempre. Mas a persistência compensa e faz você ficar muito melhor do que se não se cuidar. Só não faz você ficar sem o transtorno, porque esse se constitui numa doença crônica que precisa sim de acompanhamento continuado.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  51. Ana Cláudia 5 de outubro de 2017 às 14:47 - Responder

    Eu acho que sofro de transtorno bipolar. Às vezes sou muito amorosa com meus filhos e me sinto muito feliz, logo meia hora depois estou agressiva e me sentindo um lixo. A oscilação de humor é muito rápida e com muita frequência. Queria saber se existe algum remédio que eu possa comprar para melhorar isso.

    • Equipe Abrata 7 de outubro de 2017 às 12:51 - Responder

      Prezada Ana Cláudia.

      Medicamentos existem para o controle dos sintomas do transtorno bipolar. Entretanto, eles só podem ser adquiridos com
      receita médica fornecida por um médico psiquiatra ou neurologista.
      Procure ajuda o quanto antes para que possa dar início ao tratamento e ficar com seu humor estável.
      Dessa forma, a sua vida será produtiva e com qualidade.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  52. Nani 8 de outubro de 2017 às 15:48 - Responder

    Tenho tido episódios de estresse, irritabilidade,sentimento de ódio, agressividade excessiva. E isso me causa incômodo e um profundo arrependimento.E lamentação após os episódios. Me culpo, me julgo e me questiono constantemente em relação ao meu comportamento. Pergunto-me constantemente se minha personalidade que é podre,ou isso foi devido a ocorrências de decepção que me deixaram assim. Problemas familiares, problemas amorosos. Relacionamentos frustrantes sempre tive. Mas devido a irritação só pioraram. Queria ajuda. Porque não suporto mais viver com essa coisa ruim na minha vida.

    • Equipe Abrata 10 de outubro de 2017 às 08:35 - Responder

      Querida Nani.

      Você está vivendo o desconforto comum em pessoas que não foram avaliadas por um profissional e que, por via
      de consequência, não estão fazendo o tratamento adequado a fim de levarem uma vida normal.
      Procure um psiquiatra e fale a respeito do que está ocorrendo com você. Em geral, o tratamento medicamentoso
      é acompanhado de psicoterapia.
      Você ficará bem, com certeza!

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  53. Luiza Santos 14 de outubro de 2017 às 13:51 - Responder

    Eu não tenho transtorno, mas cuido de uma irmã com transtorno bipolar. Atualmente ela está bem, tomando a medicação e sendo monitorada por um psiquiatra de 4 em 4 meses. O que está me preocupando e me deixando triste é a aparência dela que tem uma tremedeira nas mãos, nos pés e no queixo. Ela me lembra uma pessoa que o mal de Parkinson. Isto será a reação dos remédios que ela toma? Me pergunto se haverá uma medicação que funcione bem sem deixar essas reações?

    • Equipe Abrata 22 de outubro de 2017 às 10:05 - Responder

      Olá Luiza.

      Alguns medicamentos para o transtorno bipolar podem provocar tremores e a maior parte deles ocorre nas mãos, mas podem ser também nos braços, na
      cabeça, face, cordas vocais, no tronco e na perna.
      Os tremores podem não ocorrer o tempo todo, mas é provável que ocorram dentro de uma hora após a administração do medicamento.
      A sugestão é que se anote os medicamentos que tenham sido ingerido antes de começar a tremer. Isso pode ajudar o médico a descobrir qual medicamento ou
      associação de medicamentos está causando esses sintomas. com a descontinuação do medicamento que causa os tremores.
      O paciente só deve parar de tomar medicamentos depois de conversar com o médico sobre os riscos e as possíveis alternativas. Os sintomas podem não
      desaparecer imediatamente depois da retirada do medicamento. Eles geralmente desaparecem após cerca de quatro meses, mas em alguns casos, pode mais
      tempo.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  54. Alisson 15 de outubro de 2017 às 06:59 - Responder

    Bom dia,
    Há muitos anos tem tido sintomas de thv, porém acho muito forte, mudo opiniões rápido, explosão de ignorância com muita facilidade e um índice de agressividade forte, tem momentos que até de ouvir uma pessoa falar já é motivos para despertar uma fúria muito grande, recentemente perdi um relacionamento devido ao fato de querer tudo do meu jeito, na minha hora e nunca querer ouvir o que falam. Sinto também um nível de ansiedade muito grande, sempre me deixando inquieto e muito estressado até que seja resolvido.

    • Equipe Abrata 17 de outubro de 2017 às 07:48 - Responder

      Olá Alisson.

      Sugerimos que procure um psiquiatra para diagnosticá-lo e prescrever o tratamento apropriado.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  55. Jaqueline 22 de outubro de 2017 às 19:09 - Responder

    Além de me identificar com os sintomas, eu tenho uma tristeza sem motivos para ter esses sentimentos . Não estou fazendo nenhum tratamento. Aonde eu devo ir e como começar um tratamento?

    • Equipe Abrata 23 de outubro de 2017 às 08:10 - Responder

      Prezada Jaqueline.

      Procure consultar-se com um psiquiatra que avaliará os sintomas apresentados por você.
      A partir do diagnóstico, o médico recomendará o respectivo tratamento.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  56. Larissa 22 de outubro de 2017 às 23:51 - Responder

    Olá.
    Ha algum tempo tenho notado mudanças em mim, de uma hora para outra. No começo, as pessoas falavam para mim que eu tinha que ir ao psicólogo porque o que eu tinha não era normal, eu levava na ignorância, mas venho percebido realmente que mudo de humor em questão de segundos, venho me notando bastante agressiva, tem horas que eu mesma não me aguento, não sei o que fazer, é difícil para mim poder aceitar, e não sei que medidas devo tomar com isso.

    • Equipe Abrata 23 de outubro de 2017 às 08:37 - Responder

      Cara Larissa.

      A tarefa de diagnosticar alguém e indicar o devido tratamento é do psiquiatra. Com o tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia,
      a pessoa portadora de transtornos do humor – transtorno bipolar e depressão, poderá conduzir a sua vida de maneira satisfatória, produtiva
      e com qualidade.
      A aceitação do diagnóstico não é fácil para ninguém, seja de que doença se trate. Porém, há maneiras e maneiras de controlar os sintomas a
      partir do aprendizado consigo mesma, em terapia e, se possível, com a participação grupos de apoio mútuo como os que são oferecidos pela
      ABRATA, bem como a frequência em palestras psicoeducacionais.
      A psicoeducação preocupa-se, sobretudo, com a importância da adesão à medicação. Ela visa dar aos pacientes informações sobre a natureza e
      o tratamento dos transtornos do humor, provendo ensinamentos teóricos e práticos para que o paciente possa compreender e lidar melhor com a
      sua doença. Possibilita, ainda, que a pessoa seja capaz de compreender as diferenças entre as suas características pessoais e as características
      do transtorno psicológico que precisa enfrentar. Dessa forma, conhecerá detalhadamente as consequências e os fatores desencadeantes e mantenedores
      dos problemas que apresenta.
      Sugerimos que baixe gratuitamente o guia de apoio publicado pela Associação de Apoio a Doentes Depressivos e Bipolares, que está
      localizado em Portugal, com o título: “Aprendendo a conviver com o transtorno bipolar”, e se encontra no site:
      http://www.adeb.pt/files/upload/guias/bipolar-aprender-a-viver.pd
      E acesse outras imprescindíveis informações publicadas no nosso site, blog e facebook.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  57. Lucas 23 de outubro de 2017 às 23:58 - Responder

    Excelente artigo. Me identifiquei com tudo que foi dito pela autora, é como se estivesse lendo um depoimento meu.
    Nunca fui de ler muito sobre o assunto, hoje resolvi dar uma pesquisada e achei essa publicação.
    Fui diagnosticado com o transtorno bipolar à alguns anos, mas só hoje estou encarando isso como um fato.
    Gostaria de poder participar da comunidade para saber mais sobre o assunto, isso vai me ajudar bastante.
    Desde já sou grato pela iniciativa da associação, é bom saber que existem grupos de orientação e ajuda.

    • Equipe Abrata 24 de outubro de 2017 às 08:59 - Responder

      Prezado Lucas.
      Agradecemos a sua mensagem e informamos a ABRATA oferece Grupos de Apoio Mútuo para familiares, amigos e portadores de
      transtornos afetivos – bipolaridade e depressão, bem como outras atividades de psicoeducação.
      Se você residir na cidade de São Paulo ou em Santos, litoral paulista, poderá participar dos nossos trabalhos ligando
      para (11) 3256-4831 ou (11) 3256-4698, de 2ª a 6ª feira, das 13h30 às 17h.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  58. Лия 27 de outubro de 2017 às 17:24 - Responder

    Olá! Tenho depressão e não sei dizer desde quando ..Talvez a vida toda…Sempre estive rodeada de pessoas que diziam que isto era outra coisa..O depressivo é sempre rotulado da pior maneira..Antes eu era muito agressiva mesmo..J quebrei a cozinha inteira..Meu armário do quarto ficou destruído e dei socos em janela e cortei meu pulso com isso,foi profundo e precisei de pontos.Hoje eu estou menos assim e ainda me irrito facilmente mas não quebro mais nada nem agrido ninguém ..No lugar disso vieram os sintomas da crise de ansiedade que estão cada dia mais horríveis..Não uso drogas nem bebidas e cigarro,por isto estou tomando remédio à base de valeriana que não tem adiantado muito(eu não quero meter drogas viciantes em meu corpo..Já somos rotulados como drogados sem ter nunca usado nada na vida.) E eu ultimamente tomei ódio de certas repartições do governo como assistentes sociais .. psicólogos…conselho tutelar..enfermeiros …pediatras….Eles ficam com aqueles relatórios só anotando a vida da pessoa para depois prejudicá-las..eu não confio neles..se passam por bons mas estão querendo prejudicar ..Desculpe pelo desabafo…não converso com quase ninguém sobre isto…se fosse alguém inteligente que entende do problema e não me julgasse tudo bem, eu falaria mas só encontro pessoas insensíveis que não me ajudam.

    • Equipe Abrata 1 de novembro de 2017 às 10:23 - Responder

      Olá leitor.

      Infelizmente, ainda há muito preconceito com relação aos transtornos mentais. Nisso você tem toda a razão. Mas nem por força disso o portador de depressão ou de outro transtorno
      deve deixar de procurar ajuda profissional e fazer o respectivo tratamento para ficar estável.
      No site da ABRATA encontramos a seguinte informação, que foi elaborada por seu Conselho Científico formado por psiquiatras e psicólogos:
      “A depressão se caracteriza por um estado em que o humor fica deprimido, melancólico, “para baixo”.
      O indivíduo sente angústia, ansiedade, desânimo, falta de energia e, sobretudo, uma tristeza profunda. Às vezes tédio e apatia sem fim. No mundo inteiro, a depressão atinge um número cada vez maior de pessoas, e dentre todos os distúrbios psiquiátricos, ela ocupa o terceiro lugar em prevalência.
      O sofrimento que esta doença causa é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico, e pior, o tratamento. Isso, porque o portador da depressão, geralmente, não sabe como, onde ou com quem procurar auxílio e, outras vezes, porque durante a doença, o indivíduo não tem energia ou vontade para agir.
      Alguns indivíduos não sabem que, com a ajuda de tratamentos adequados, não há a necessidade de suportar tamanha dor em silêncio. O importante é saber que existe tratamento e não há necessidade das pessoas ficarem tolerando tanto sofrimento.
      COMO RECONHECER A DEPRESSÃO
      Em geral, a pessoa com depressão percebe não estar bem, mas não aceita o diagnóstico. Ela pode apresentar alguns destes sintomas:
      • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade.
      • Desânimo, cansaço mental, dificuldade de concentração, esquecimento;
      • Incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades que antes da depressão eram agradáveis;
      • Tendência ao isolamento tanto social como familiar;
      • Apatia, desinteresse, falta de motivação;
      • Falta de vontade, indecisão;
      • Sentimentos de medo, insegurança, desespero, vazio;
      • Pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, falta de sentido na vida, inutilidade, fracasso;
      • Ideias de morte e até suicídio;
      • Dores e outros sintomas físicos geralmente não justificados por outros problemas médicos, tais como, cefaleias, sintomas gastrintestinais, dores pelo corpo, pressão no peito;
      • Alterações do apetite;
      • Redução da libido, insônia ou aumento do sono.
      COMO DIFERENCIAR A TRISTEZA NORMAL DA DEPRESSÃO?
      A pessoa deprimida percebe que seus sentimentos diferem de uma tristeza anteriormente sentida. Na depressão grave, ela se isola, perde o interesse por tudo. Algumas pessoas procuram ocupar-se ao máximo para distrair-se e afastar o mal-estar sentido. Podem ficar mal-humorados, sempre insatisfeitos com tudo. Lutam contra a depressão sem saber que sofrem dessa doença. Essa luta lhes rouba a pouca energia que lhes sobra. Com isso, ficam piores, mais irritados e impacientes.
      RISCOS E CONSEQUÊNCIAS DA DEPRESSÃO.
      Podem ser apontados alguns mais importantes:
      • Perda do emprego;
      • Problemas no relacionamento conjugal e familiar;
      • Risco de adquirir doenças cardíacas;
      • Suicídio.
      FORMAS DE TRATAMENTO:
      O tratamento mais indicado atualmente para a depressão é uma combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, realizada por psicólogos e psiquiatras.”
      A adesão ao tratamento é de fundamental importância para o controle dos sintomas da depressão. Em consequência, o portador poderá levar uma vida normal.
      O desconhecimento sobre a depressão e o tratamento, uso inadequado da medicação, preconceito no uso de psicofármacos, crença na capacidade do autocontrole da depressão e medo dos efeitos colaterais são fatores que podem comprometer a segurança do portador no seguimento da terapêutica medicamentosa.
      Há muitos esclarecimentos sobre o assunto. Se houver interesse de sua parte, acesse o nosso site, blog e facebook.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  59. Suze 9 de novembro de 2017 às 18:56 - Responder

    Boa tarde
    Foi muito bom encontrar esse artigo, ver uma profissional competente falando abertamente sobre a doença, escancarando nossas verdades, sem medo.
    Me reconheci nele.Tenho problemas de memória,me esforço para ser organizada, admito que já senti sintomas de agressividade intensa e as vezes me imagino num grande tribunal ou que tudo vai desabar.

    Fui diagnosticada há cerca de 7 anos. e, geralmente não digo que sou Bipolar. As pessoas tem medo e muito preconceito. Até mesmo na área medica, quando disse que era bipolar numa consulta com pneumo, ele peguntou se eu era agressiva com meus pacientes (sou Fisioterapeuta)..
    Sempre fui depressiva, melancólica. Mas consegui estudar me formar em fisioterapia, fazer pós graduação e trabalhar na minha profissão. Tive um Linfoma e por um milagre me recuperei (fiz tratamento com quimioterapia associado ao tratamento natural) e 5 anos depois tive uma filha sem necessidade de tratamento

    Vivi com o pai da minha filha um relacionamento extremamente abusivo, sofri violência psicológica, era explorada financeiramente. Foi aí que os sintomas da Bipolaridade ficaram evidentes. Perdi minha identidade pessoal e profissional.
    Ao procurar tratamento psicológico, a terapeuta aceitou me acompanhar com a condição de que eu buscasse tratamento psiquiátrico.

    Demorou muito até me adaptar a um esquema de medicação.
    Mas acabei me estabilizando. Estou num novo relacionamento há 5 anos, namoramos, noivamos e nos casamos há 3 anos. Um homem trabalhador. responsável, que me ama e tem minha filha como dele.

    Foi difícil admitir pra mim mesma a minha bipolaridade, estou aprendendo a reconhecer os sintomas. A fé em Deus, o acompanhamento psiquiátrico, terapêutico e eventualmente o tratamento com acupuntura me ajudam a seguir em frente.Aprendi a importância de manter o uso dos medicamentos diariamente.

    Atualmente atuo muito pouco na área da Fisioterapia, terminando uma Pós Graduação em Docência Universitária me questiono se vou ser capaz ou não de atuar na área. É muito difícil lidar com a pressão e os problemas do dia a dia.
    É difícil lidar com as crises.

    • Equipe Abrata 12 de novembro de 2017 às 11:06 - Responder

      Olá Suze

      Agradecemos a sua mensagem que se constitui, também, em um depoimento corajoso sobre como é conviver com o transtorno bipolar.
      Nas atividades desenvolvidas pela ABRATA, procuramos realçar a importância da adesão ao tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia.
      As pessoas com transtorno bipolar e depressão têm mais chances de levar uma vida satisfatória quando aceitam o transtorno e seu respectivo
      tratamento, com o acompanhamento médico adequado. Não quer dizer que, necessariamente, estarão livres de eventuais episódios.
      Mesmo com o tratamento apropriado pode advir alguma crise. E o médico deve ser consultado para controlar os sintomas.
      E procure frequentar Grupos de Apoio Mútuo como os que são oferecidos pela ABRATA. Muito embora não se configurem em psicoterapia, possuem
      um efeito terapêutico em virtude do compartilhamento de experiências de vida.
      Se residir na cidade de São Paulo ou em Santos, telefone para: (11) 3256-4831 ou (11) 3256-4698, de 2ª a 6ª feira, das 13h30 às 17h.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  60. Renata 16 de novembro de 2017 às 08:48 - Responder

    Bom dia, conheço uma pessoa que às vezes está bem , logo se irrita e começa uma discussão do nada. Pode ser considerado transtorno bipolar?

    • Equipe Abrata 20 de novembro de 2017 às 08:43 - Responder

      Olá Renata.

      Ninguém melhor do que o médico psiquiatra para diagnosticar eventuais transtornos mentais.
      Assim, considere a possibilidade de sugerir à pessoa que se consulte com um profissional.

      Abs
      Equipe ABRATA

  61. Mari 24 de novembro de 2017 às 03:29 - Responder

    Olá, eu apresento alguns sintomas psicológicos que tenho dificuldade em “classificar”. Quero saber se alguém pode me ajudar a entendê-los:eu me irrito facilmente e perco o controle com coisas pequenas, o que faz com que eu seja muito rude e agressiva com as pessoas, isso prejudica meus relacionamentos. Depois me sinto muito mal por isso e me machuco (literalmente, com as unhas) e é algo que eu realmente não consigo controlar, eu tenho pensamentos um tanto perturbados e às vezes sinto como se não conseguisse “realizar” nada porque não consigo me concentrar por tempo suficiente para nada. Às vezes acho que consigo fazer um milhão de coisas, começo tudo mas nunca consigo terminar e quando fico estressada tenho uma mania irritante de olhar para cantos, qualquer canto ou quina ou duas linhas que se encontrem, ou pontos. Eu desvio meu olhar do que quer que eu esteja fazendo para olhar em algum canto e eu não faço a menor ideia do porquê, e as pessoas a minha volta estão começando a perceber. E de uma hora pra outra isso some e eu sou uma pessoa normal de dezoito anos, que sai com amigos, vai pra festas, estuda.. e de repente tudo volta e eu fico a madrugada toda pensando no que é que pode ter de errado comigo. Meu pai tinha transtorno bipolar, ele morreu há algum tempo, mas ainda me lembro de como ele era, e meu jeito se parece muito com o dele, o que me assusta um pouco por causa do fator genético. Eu tenho certa dificuldade em procurar ajuda profissional, o que me deixa mais perdida… Mas esses sintomas se enquadram no transtorno bipolar??

    • Equipe Abrata 26 de novembro de 2017 às 09:27 - Responder

      Prezada Mari,

      Pode ser que os sintomas a que você faz referência tenham a ver com o transtorno bipolar. Porém, é fundamental que um médico psiquiatra
      os avalie para fornecer-lhe um diagnóstico e o respectivo tratamento, se for o caso.
      Para seu conhecimento, o transtorno bipolar se caracteriza pela alternância do humor. As oscilações de humor são comuns em nossas vidas e,
      em geral, não caracterizam uma condição psiquiátrica. O que diferencia as pessoas bipolares é que essas oscilações são mais intensas, duram
      mais tempo e são capazes de afetar padrões de sono e energia, assim como desestabilizar a estrutura familiar e as diversas relações dos portadores.
      Além disso, enquanto a maior parte das pessoas experienciam mudanças no humor devido a acontecimentos em suas vidas, as oscilações dos pacientes
      bipolares ocorrem sem motivo aparente.
      O transtorno se manifesta, geralmente, durante o final da adolescência e o começo da vida adulta. Entretanto, existem casos em que a doença
      começa a se desenvolver já na infância, durante a adolescência ou até mesmo após entrar na terceira idade. Ainda não existe uma cura definitiva
      para a condição e, por isso, ela tende a durar a vida inteira. Entretanto, é possível mantê-la controlada através de um tratamento adequado.
      Fica a nossa sugestão: procure o quanto antes um profissional porque o diagnóstico precoce possibilitará a retomada de uma vida normal, com
      qualidade.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  62. Marcia silveira 5 de dezembro de 2017 às 11:03 - Responder

    Tenho transtorno bipolar diagnosticado há alguns anos. Sou advogada mas não consigo exercer minha profissão já que os episódios de mania e depressão se intercalam com frequência. Na mania sinto uma ansiedade paralisante e nos episódios de depressão uma imensa falta de energia que me faz ter dificuldade de sair da cama. Apesar de ter consciência disto me sinto 6 e responsável por não insistir em resistir a esses sintomas. Sofro uma pressão externa e interna por não exercer minha profissão e por ser taxada como folgada,preguiçosa e mentirosa, o que muitas vezes acredito ser porque vejo as pessoas superando suas dificuldades por força de vontade e sinto que não me esforço para tal. As pessoas da minha família não acreditam na doença, provavelmente por ela nunca ter se manifestado da forma mais severa, então não sou digna de ter o reconhecimento de ter uma doença. Me sinto culpada porque durante muitos anos fingi não sofrer esses sintomas e apesar de todas as dificuldades segui em frente, o que me fez, apesar de não ser nem de longe uma aluna interessada ou estudiosa, concluir um curso universitário ,mesmo que seja este a única atividade que de fato tenha seguido adiante sem desistir ,mesmo que vontade para isso não tenha me faltado inúmeras vezes.
    Sempre fui taxada como uma pessoa que esquece tudo, ao ponto de tentar utilizar agendas sem sucesso porque depois de um breve período esquecia inclusive de ler o que tinha dentro. As pessoas passaram a aceitar essa condição por perceber que eu era assim mesmo.
    Agora estou em tratamento ,mas , mesmo tendo consciência desses sintomas ainda sinto que se me esforçasse teria como supera-los sem ajuda medica e que no fundo isso tudo esconde a minha frescura.
    Tenho 41 anos e dependo economicamente de minha mãe de 81, o que me faz sentir um desespero e sensação de que não sobreviverei quando eles partir porque não teria suporte para tal.

    • Equipe Abrata 27 de dezembro de 2017 às 08:39 - Responder

      Prezada Marcia.

      O transtorno bipolar é uma doença e, como tal, depende de tratamento contínuo.
      Sem a medicação, a pessoa pode ter mais episódios e com maior intensidade.
      Não descuide desse importante aliado, que é o medicamento.
      Sugerimos, ainda, a ajuda de um psicoterapeuta.
      Um abraço.
      Equipe ABRATA

  63. Ester 29 de dezembro de 2017 às 15:58 - Responder

    Eu não sei o que eu tenho. Mas eu conheço os episódios, já passei por muitos, duradouros e curtos, porém, não consigo lembrar do que me acusam, não consigo lembrar do que fiz e nem as coisas que eu bati ou quebrei. Eu sou calma, geralmente, mas tenho pavio curto e tenho medo de perder o controle e acabar machucando alguém. Estou no inicio da minha adolescência, mas passo por isso tudo desde que sou capaz de lembrar. Minha mãe diz que isso que acontece comigo…é porque eu estou…segundo ela, em um estado de possessão. Eu não sou louca não é ? Eu não sei o que fazer…estou esperando as aulas voltarem pra ver se consigo falar com a psicóloga da escola..isso é o certo ? Eu estou tentando sozinha pois, meus pais, preferem me exorcizar do que assumir que eu tenho algo.

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2018 às 09:21 - Responder

      Prezada Ester.

      É uma providência muito importante conversar com algum profissional, e a psicóloga de sua escola poderá ajudá-la
      a saber o que fazer.
      Uma medida também importante é envolver os seus pais em algum encontro com a psicóloga, afinal você está entrando
      na adolescência e eles são responsáveis por você.
      Fique bem.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  64. vanessa 29 de dezembro de 2017 às 16:10 - Responder

    Oi.Ainda nao sei se tenho esse transtorno,mas me encaixo nos sintomas. Meu medico falou que nao,mas preciso falar com ele sobre isso,pq sinto td isso ,só nao fico muito agressiva ,mas ja tive brigas com pessoas da família,como saber se tenho esse transtorno?Marquei psicóloga ela pode me ajudar,?Preciso de respostas ,me separei por causa disso,meu filho e família sofrem com isso e eu mais ainda,desde já agradeço…

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2018 às 09:26 - Responder

      Cara Vanessa.

      Para saber se você é portadora do transtorno bipolar é indicado que procure um médico psiquiatra.
      A psicoterapia ajuda muito mas o diagnóstico e o tratamento devem ser feito por psiquiatra, como dissemos acima.
      Com o tratamento adequado você poderá levar uma vida normal.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  65. daniel lacerda maciel 10 de janeiro de 2018 às 19:03 - Responder

    Fui diagnosticado com Transtorno Bipolar Afetivo. Cada dia, apesar da medicação, sinto como se a minha situação ficasse cada vez pior. Não possuo mais minha criatividade, minha vontade de fazer as coisas legais que eu fazia (além de militar do exército, sou desenhista, design gráfico, amante de literatura fantástica: Tolkien em especial) não me consegue superar a minha incapacidade de manter uma linha de raciocínio. Venho realizando consultas regulares no HGEF em Fortaleza-CE, mas somente aumentam a minha dosagem em medicação e não vejo melhoras para o meu quadro, uma vez que nunca quis e nem quero ficar afastado das atividades físicas do batalhão. No entanto, todo o ambiente pressionador do 23ª Batalhão de Caçadores tem me prejudicado e eu tenho prejudicado outros por não conseguir exercer minhas funções, eu tento, me esforço, brigo comigo mesmo para tentar, mas não consigo. Por vezes, durante a fase depressiva já quis tirar minha vida e só não o fiz por temer o que Deus faria comigo no pós vida. Durante minhas fases maniacas eu tive casos extraconjugais onde me dava prazer mentir para as amantes e para as suas famílias…levei uma delas a tentar o suicídio e senti prazer nisso…Drª, peço de coração que a Srª me ajude a resolver essa situação. Como devo proceder, como me afastar desse ambiente?

    • Equipe Abrata 23 de janeiro de 2018 às 11:48 - Responder

      Prezado Daniel.

      A nossa sugestão é que siga à risca o tratamento prescrito, ainda que tenha que requerer uma licença médica para tal fim, o que nos
      parece ser o mais indicado tendo em vista o ambiente estressor de seu trabalho.
      Durante a licença, você poderá dedicar-se ao que mais gosta de fazer.
      Priorize a sua saúde. Com o acompanhamento apropriado, você poderá ficar estável, sem as mudanças de humor.
      E, se possível, faça psicoterapia.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  66. Juliana 22 de janeiro de 2018 às 10:24 - Responder

    Meu marido tem 32 anos e foi diagnosticado bipolar aos 24.
    Ele está em crise de mania desde início de Outubro 2017. Diz ter sido curado e não toma mais medicamentos. Estamos separados desde então, pois temos uma filha de 11 meses e não tinha como ficarmos juntos. Ele estava muito agressivo e se tornou insuportável.
    Todas as vezes que pedíamos para que ele usasse os medicamentos ele tomava vários comprimidos de uma vez, nos deixando assustados. Fugiu do CERSAM e tem se envolvido com pessoas do meio do crime.
    Chegou a aterrorizar a própria mãe passando uma faca do lado contrário do corte no pescoço dela e espetando em sua cintura.
    Resolveu morar na favela, onde se sente bem.
    Gostaria de saber se o fato dele se envolver e se sentir bem no meio de pessoas com relação com o crime é da doença ou dele mesmo?

    • Equipe Abrata 28 de janeiro de 2018 às 11:17 - Responder

      Prezada Juliana.

      Uma pessoa portadora de transtorno bipolar que não receba o devido tratamento pode apresentar comportamentos muito complicados.
      Dessa forma, os familiares/cuidadores, uma vez exauridas as chances de ajudar, podem se afastar do convívio como meio de sobrevivência.
      A agressividade não é necessariamente um sintoma do transtorno bipolar. Já a psicose, é um sintoma muito sério.
      Acesse o vídeo ora indicado para ter mais conhecimento sobre a doença e suas consequências:
      O paciente Bipolar pode se tornar agressivo? – YouTube. Dr.Doris Moreno.
      Vídeo para bipolar agressivo▶ 1:37
      https://www.youtube.com/watch?v=kDxf3yjrvag.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  67. ALEX PIRES 28 de janeiro de 2018 às 02:27 - Responder

    É verdade que muitas vezes a mania não se manifesta como um estado de euforia agradável, de exaltação do humor? E que muitas vezes o estado maníaco pode se caracterizar por um humor irritável, agressivo e explosivo?

    • Equipe Abrata 28 de janeiro de 2018 às 10:00 - Responder

      Olá Alex.

      Leia a definição de mania/euforia proposta pela ABRATA, definida assim pelos médicos psiquiatras que compõem o seu Conselho Científico:
      “A EUFORIA É um estado de exaltação do humor, com aumento de energia, sem qualquer relação com o momento que o indivíduo está vivendo. Nesse período do transtorno bipolar, o paciente não está deprimido nem alegre por motivo especial, mas apresenta humor eufórico ou irritável. Em geral, a mudança do comportamento na euforia é súbita, mas o indivíduo não percebe sua alteração ou a atribui a algum fator do momento. O senso crítico e a capacidade de avaliação objetiva das situações ficam prejudicados ou ausentes”.

      Abs.
      Equipe ABRATA

  68. karina morais 30 de janeiro de 2018 às 12:49 - Responder

    Fui diagnosticada com bipolaridade I , estou em tratamento há 1 ano com remédios, cheguei a tentar me matar em uma das crises de depressão. Hoje estou com picos mais leves que não passaram totalmente. Acordo cada dia com um humor. Utilizo muletas , como o cigarro e o álcool. Sinto como se tivesse um urso enfurecido dentro de mim , que todos os dias tenho que controla-lo com cordas finas e frágeis. Me sinto melhor …. mas também sei que tenho um longo processo. Escondo de todos os familiares e amigos, não sabem do meu problema , dos remédios do cigarro , das bebidas …. nada. Costumo colar um sorriso no rosto e poucas palavras para não ter muitas perguntas, que não quero responder. Vejo fantasmas o tempo todo. Alguns deles vem me visitar à noite, me abraçam , conversam comigo….uns tentam me matar. Mas já aprendi a conviver com eles. Queria ter alguém para conversar além da minha psicologa e da psiquiatra. Alguém que não me visse como louca, ou achasse que estou inventando para chamar a atenção….Alguém que não me olhasse com olhos de alfinete .

    • Equipe Abrata 1 de fevereiro de 2018 às 10:28 - Responder

      Querida Karina
      Agradecemos a sua mensagem.
      Você pode participar de Grupos de Apoio Mútuo para pessoas com transtorno bipolar, nos moldes dos oferecidos pela ABRATA.
      O compartilhamento de experiências e vivências em grupo ajuda muitíssimo a criar a sensação de pertencimento. Por muitas
      vezes os transtornos afetivos causam distanciamento das atividades sociais antes tão prazerosas.
      Quanto à ingestão de álcool, é importante que você saiba que os medicamentos combinados com álcool podem causar náuseas e
      e tonturas e até mudanças rápidas de humor.
      O transtorno bipolar é uma doença grave, mas pode ser controlada com mudanças no estilo de vida e medicação. Uma mudança
      no estilo de vida que realmente pode ajudar é cortar o álcool ou até mesmo abandoná-lo inteiramente. Se você achar que está
      tendo problemas para parar de beber álcool sozinha, fale sobre o vício com outras pessoas,de preferências profissionais,
      como psicólogos, que podem ajudá-lo da melhor forma.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

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