Psiquiatras falam sobre crise na internação psiquiátrica para o jornal O Globo

A matéria  mostra que o número de leitos públicos para atendimento de doentes mentais caiu de 120 mil para 32 mil em 14 anos, após a lei que reformou o sistema psiquiátrico em 2001. Dessa forma, quem necessita de internação é obrigado a procurar uma clínica particular e os que não possuem contam com a sorte de achar a internação em uma clínica pública.

Leia a matéria abaixo:

RIO — Imagine a cena: um garoto bipolar, com crise de mania, que cria situações fantasiosas e que de tão eufórico não dorme e torra o patrimônio da família, ao “embarcar em suas viagens”. Gustavo (nome fictício) perdeu a noção de si mesmo e o controle de suas ações em três oportunidades. Numa achou que chegaria ao estrelato, depois à Presidência do Brasil, e por último já se considerava Deus. Precisou de internação psiquiátrica em duas delas e optou por clínicas particulares por considerar as públicas “inadequadas”.
— Tive sorte de contar com a ajuda dos meus irmãos, que pagaram tudo. Não dava para ficar em outro local, era tudo muito ruim — lamentou o fotógrafo, de 33 anos, que há seis anos não interrompe o tratamento medicamentoso para evitar crises e gastos em torno de R$ 15 mil por 15 dias. — Hoje sei conviver com a minha doença.

Casos como esse são mais comuns do que se pensa. E, em alguns deles, internações breves auxiliam nas crises, trazendo o paciente para a “normalidade”. Independentemente da doença mental, quando uma pessoa coloca em risco sua vida ou a vida de outro, deve ser internada. Portadores de transtornos psiquiátricos, como a esquizofrenia, mas também como depressão, ansiedade, bipolaridade, alcoolismo e dependência de outras drogas, sofrem preconceito e têm dificuldades para internação.

Segundo Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), há uma defasagem entre demanda e leitos para internações em hospitais gerais no país. Ele afirma que há cerca de 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental. E que essas são doenças crônicas, altamente prevalentes e que contribuem para a incapacitação e mortalidade precoces. Segundo números do governo federal, há apenas 32 mil leitos para atendimento de doentes mentais no Brasil. Antes da lei de 2001, que reformou o sistema psiquiátrico e culminou com o fechamento dos manicômios, eram 120 mil, diz Silva.
— O que ocorre num surto de depressão? Não sei onde os familiares devem pedir auxílio. Acabam batendo na porta dos consultórios particulares. Nossa demanda é grande e não deveria ser.

Dartiu Xavier, professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo e especialista em transtornos do controle dos impulsos, comorbidades psiquiátricas e dependência química, afirma que é preciso ter mais opções para tratamento em hospitais gerais.
— Não se trata de defender o modelo antigo, em que os leitos eram carcerários e as internações, longas. Mas o abuso anterior não justifica a falta de leitos de hoje em dia. Precisamos de mais deles nos hospitais gerais, além de olhar para esse problema como uma questão médica.
Xavier, um dos consultores da Prefeitura de São Paulo para o programa Braços Abertos (para usuários de drogas, na região da Cracolândia) afirma que não se usam mais internações longas porque não são eficientes:
— Na maioria das vezes não são necessárias. Internação longa só serve para enriquecer dono de clínica particular. Muita gente enriqueceu com o cárcere para doentes mentais. E a especialidade como um todo ainda é estigmatizada.

A ABP luta por um modelo de atenção integral no Brasil principalmente após a lei de 2001, que trata da proteção e dos direitos das pessoas com transtornos mentais.
— A lei não é aplicada por não garantir o tratamento ao cidadão. Devido a um viés ideológico, houve ênfase no fechamento de leitos psiquiátricos e de ambulatórios especializados sem a contrapartida de serviços comunitários.
De acordo com Fábio Barbiratto, chefe da Psiquiatria Infantil da Santa Casa, no Rio, quando a internação é para adolescentes, o quadro é pior. Em caso de jovens em surto, ele encaminha à emergência do Instituto Municipal Phillipe Pinel “e reza”. Afirma que, na maioria das vezes, tem dificuldade para encontrar vagas para internação. Mesmo que a depressão e a bipolaridade sejam frequentes em jovens de 8 a 15 anos.

— Há o estigma de que adolescente é rebelde e que surtos não são decorrentes de uma doença. Além, é claro, do fato de que nesse caso é preciso leito com espaço para o responsável também — explicou o psiquiatra. — Na prática, há situações desgastantes em que a medicação não é suficiente. E são poucas as famílias que têm dinheiro para pagar um enfermeiro para ficar com o doente em suas casas ou internar em locais particulares. Rezo por muitos deles.

VOLTA POR CIMA APÓS PARAR NA RUA

Elizabeth dos Santos, de 56 anos, não teve a mesma sorte que Gustavo. De família humilde e abandonada pelos irmãos, contou com a ajuda de um desconhecido em sua primeira crise, quando tinha 23 anos e descobriu que era bipolar.
— Fui parar na rua. Um senhor me levou a um psiquiatra e exigiu a internação porque eu não tinha para onde ir. Não foi fácil, mas conseguimos (no Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro).
Após indas e vindas, foi internada no Instituto de Psiquiatria (Ipub) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde esteve em várias crises, entre 1999 e 2003.

— Como já me conheciam, conseguia vaga com menos sacrifício. Mas agora acho que é mais difícil. Principalmente para o pessoal da Baixada Fluminense, onde moro. Eles não conseguem vir para cá (Zona Sul). E lá os lugares são piores — contou Elizabeth, que hoje trabalha no Ipub como voluntária.
Segundo a psiquiatra Maria Tavares Cavalcanti, diretora do Ipub, o local está sempre cheio e há rodízio constante de internos. São 106 vagas, sendo que 18 são ocupadas por “pacientes moradores”. A média de internação foi de 57 dias em 2014. Para ela, o ideal é que essas pessoas possam ser internadas nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), não em hospitais.
Os CAPS III, indicados para municípios com população acima de 200 mil habitantes, são unidades de funcionamento 24 horas. Já os CAPSI (até 70 mil habitantes) não têm a obrigatoriedade de contar com psiquiatras.

Segundo o Ministério da Saúde, há no país 2.209 CAPS, onde o atendimento é próximo à família. Nesses locais também há possibilidade de internação, de curta duração, em caso de orientação médica. No Brasil, são 32.290 leitos psiquiátricos, em hospitais especializados (178) e gerais. Desde 2011, foram criados 858 leitos de saúde mental em hospitais gerais, além do funcionamento de 61 unidades de acolhimento. O investimento no período no SUS foi de R$ 3,1 bilhões.

As secretarias municipal e estadual de saúde do Rio explicaram que o objetivo é consolidar o modelo de saúde mental com atenção psicossocial, em unidades de serviços comunitários. Ainda há no estado 28 hospitais psiquiátricos com 4.239 leitos. Destes, sete são públicos e os demais, com leitos conveniados ao SUS. Cerca de 50% desses leitos estão ocupados por pacientes “moradores”. E a taxa de ocupação é de 100% (não ficam ociosos). Já o município conta com 28 CAPS, seis deles 24 horas. A cidade tem 1.324 leitos destinados à internação em 13 unidades (incluindo as conveniadas ao SUS). Desse total, 659 estão ocupadas por pacientes de longa permanência. A taxa média de ocupação dos restantes é de 90%.

Fonte: http://www.abp.org.br/portal/psiquiatras-falam-sobre-crise-na-internacao-psiquiatrica-para-o-jornal-o-globo/

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26 Comentários

  1. tay 17 de abril de 2015 às 16:33 - Responder

    Incrível o trabalho de vocês.

    • Equipe Abrata 19 de abril de 2015 às 19:29 - Responder

      Olá Tay

      Agradecemos. Conte sempre com a ABRATA.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  2. marcia 7 de maio de 2015 às 20:13 - Responder

    Eu já fiquei internada na ala psiquiatra, ficamos misturados com todo tipo de doente e até mesmo com os agressivos.
    É algo horrivel e os remédios que tomamos nos deixa totalmente dopadas,sem nenhuma interação com o mundo. Eles não trata do disturbio bipolar e sim com remédio que dopa.hoje eu temo precisar de uma internação,pois sei que não terei tratamento adequado.

    • Equipe Abrata 20 de maio de 2015 às 21:07 - Responder

      Querida Márcia

      A internação psiquiátrica às vezes é necessária. Apesar de muitas vezes não ser bem-vinda pela pessoa com transtorno bipolar Por diversas razões, em função dos sintomas durante um episódio de mania(euforia) ou mesmo de depressão grave este tratamento precisa ser realizado em um meio que ofereça condições de melhor enfrentamento e remissão dos sintomas, que em algumas situações não será possível manter o pessoa em casa. E ela somente ocorre quando há indicação dada pelo médico psiquiatra quanto há ameaça da qualidade de vida e bem estar da pessoa e é um meio de tratamento. Infelizmente, as vezes essa experiência de internação psiquiátrica não é bem sucedida no sentido dos maus tratos que alguns pacientes relatam.
      A internação psiquiátrica também tem como objetivo de promover o retorno da pessoa o mais rápido possível ao seu meio ambiente e às suas atividades de rotina, tudo isto com o menor comprometimento de seus vínculos sociais ou familiares. Lamentamos muito a experiência ruim relatada por vc. A internação deve ser um momento de apoio e proteção ao paciente que está debilitado. Esperamos muito que vc se mantenha o mais tempo possível estável, fazendo uso da sua medicação e visita mensal ao seu médico e que não seja necessário buscar o recurso da internação. Mas, caso isso seja necessário, busque informações sobre a clínica, qual metodologia ela usa e se possível converse com outras pessoas que estiveram internadas. Sempre lhe trarão informações mais assertivas, ou mesmo dialogue com o seu médico, ele poderá ser um bom mediador neste processo.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  3. marcus 28 de outubro de 2015 às 17:21 - Responder

    olá, eu gostaria de saber como posso internar a minha mãe? Porque ela tem o que chamam de esquizofrenia, ela tem momentos calmos onde so fica falando coisa com coisa. Nos reconhece normalmente. Porem quando fica “atacada” ela e muito agressiva nao com nos familiares e sim, com as pessoas na rua. Ela grita, chinga, taca pedra e outras coisas. As pessoas daqui onde moram mesmo sabendo do problema dela, ficam mexendo com ela. Ja brigamos com muitas pessoas. Eu particularmente já nao sei o que fazer. Ela tem esta doença desde os meus 12 anos. Segundo meu pai, ele levou a em varios lugares. Tentou interna la, porem nunca conseguiu. Ela atualmente nao toma e nao deixa dar remedio a mesma. Nao sai mais conosco para as consultas. Uma vez conseguimos atraves de uma ambulancia. No entanto, a medicaram e liberaram dizendo que nao podia interna la. Foi pedido na epoca que pelo menos um psiquiatra a avaliasse para ao menos termos um laudo atestando a doenca, para que possamos correr atras. Ela mora com meu pai,meu irmao e eu que voltei a morar com eles a pouco tempo e tenho visto essa situacao. Preciso de ajuda, porque as pessoas aqui nao querem saber se ela e doente ou nao. Particularmente tenho medo que façam algo com ela, que a machuquem por exemplo. Trabalhamos o dia todo nao temos como controlar ela de longe. Agradeço pelo espaço. E me desculpem o desabafo.

    • Equipe Abrata 2 de novembro de 2015 às 18:40 - Responder

      Prezado Marcus!
      Como o problema da sua mãe se trata de esquizofrenia, indicamos o projeto Fênix, onde você encontrará orientações mais específicas.
      Link: http://wwwfenix.org.br.
      De qualquer forma, não é possível internar uma pessoa em uma clínica, sem avaliação de um médico psiquiatra.
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  4. veronica 2 de dezembro de 2015 às 08:02 - Responder

    ola me ajude ou indique uma clinica meu filho e escrezofenico retardo mental e autismo e esta muito agressivo os remedios nao resolve precisa de tratamento obrigada

    • Equipe Abrata 3 de dezembro de 2015 às 19:40 - Responder

      Cara Veronica!
      A Abrata não trata de assuntos relacionados a esquizofrenia. Como você menciona que ele toma medicamentos, entendemos que já deva estar fazendo tratamento. Sugerimos que se informe com o profissional responsável pelo caso dele.
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  5. caio augusto bellini 12 de janeiro de 2016 às 00:15 - Responder

    ola minha mae tem poblema de psiquiatria mas eu levo nos hospitais publico eles so pedem pra ela tomar um remedio mas nada muda
    como internar ela em uma clinica que dar um resultado
    pq nos hospital publico so dao remedio mas nada muda

    • Equipe Abrata 12 de janeiro de 2016 às 19:06 - Responder

      Prezado Caio!
      Sugerimos que entre em contato com nosso atendimento telefônico no número (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas, para maiores informações sobre profissionais que atendem a preços populares.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe Abrata!

  6. Liz 21 de janeiro de 2016 às 14:04 - Responder

    Como faço para me internar? Tenho 17 anos e sou portadora de depressão crônica e transtorno de ansiedade generalizada. Obrigada

    • Equipe Abrata 3 de maio de 2016 às 23:59 - Responder

      Oi Liz

      Obrigada por nos escrever. Primeiramente pedimos desculpas pela demora em lhe responder. A sua mensagem ficou presa na caixa de spam.
      Achamos importante esta sua questão principalmente por ser ainda uma adolescente.
      Pelo que você escreveu não dá para saber se faz ou não tratamento. A internação, atualmente é o último recurso, quando todas as outras abordagens não resolveram.
      Assim, seria interessante uma consulta com o psiquiatra se você não estiver em tratamento ou então conversar com o profissional que esta lhe atendendo para discutir a necessidade de internação. Muitas vezes o aumento ou a troca de medicação já resolve problema.
      Outra orientação é procurar o atendimento de uma psicóloga para ajudar neste momento.
      O apoio de uma associação como a ABRATA, também é importante. Se você morar em São Paulo – capital poderia frequentar o Grupo de adolescentes.
      Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h
      Abraços
      Equipe ABRATA

  7. Wagner da silva Marcondes 3 de fevereiro de 2016 às 12:20 - Responder

    Ola, meu sobrinho esta sofrendo de esquizofenia e uso de drogas, esta em uma situacao que esta colocando em risco a sua vida e das pessoas que estao ao lado dele, nao aceita internacoes e nem tomar remedios, por favor preciso de algum auxilio mesmo que seja informativo. Sou de Lorena, Estado de SP, Vale do Paraiba

    • Equipe Abrata 3 de fevereiro de 2016 às 16:27 - Responder

      Prezado Wagner!
      Como você menciona, seu sobrinho já deve ter tido o diagnóstico de esquizofrenia. Sugerimos então que procure este profissional, e relate ao mesmo tudo o que está se passando com seu sobrinho. A partir daí, serão tomadas as providências necessárias, até mesmo uma internação involuntária, se for para a segurança de todos.
      Você poderá também, procurar uma segunda opinião, caso veja necessidade.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  8. Daniel Pessanha Grijo 22 de junho de 2016 às 20:59 - Responder

    Olá, tenho um irmão esquizofrênico tenho 20 anos ele tem 25 moramos com a nossa mãe que tem 54, ele já se trata no caps só que os remédios que ele toma não faz efeito algum já pedimos ao médico que se possível para mudar os remédios e nao obtivemos retorno, meu irmão é agressivo anda em crise e ninguém consegue segura-lo ele quebra tudo agride a mim e a minha mãe, eu moro em comunidade ele é como em toda comunidade existe bandidagem ele está xingando o bandidos colocando sua própria vida em risco e a nossa Tbm, não temos dinheiro para interna-lo, precisamos de uma ajuda ele precisa se internar urgentemente, me ajuda por favor .

    • Equipe Abrata 30 de julho de 2016 às 19:23 - Responder

      Querido Daniel

      Imaginamos a sua aflição e desejo em ajudar ao seu irmão. Mas de acordo com o seu relato somente o médico poderá indicar a internação para o seu irmão e geralmente isso é feito quando a pessoa é atendida no pronto socorro psiquiátrico. No caso de uma situação que o seu irmão estiver colocando a sua vida em risco ou colocando em situação de risco a vida da sua mãe e a sua, como vc relata, sugerimos que peça o apoio do SAMU ou mesmo ao Corpo de Bombeiros da sua cidade. Assim eles o encaminharão para o pronto socorro psiquiátrico público. Jamais tente, sozinho, contê-lo em situações que possam ocorrer alguma violência ou agressividade.
      As medicações para a doença do seu irmão não fazem efeito de imediato. São medicações que levam de quinze a vinte dias para funcionarem. Por isso não pode desistir de dar o rmédio ao seu irmão e ter paciência para esperar fazer efeito. Essas medicações não como os remédio para dor de cabeça, toma e logo passa. Necessitam cerca de duas semamnas para fazerem efeitos e os sintomas da doença diminuirem. E mesmo quando o seu irmão melhorar tem que continuar tomando a medicação, não pode parar. São remédios para a vida toda e todos os dias
      Sugerimos que acesse o site e leia sobre esquizofrenia. http://www.abrebrasil.org.br/web/index.php/esquizofrenia
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  9. Tatiana 5 de agosto de 2016 às 05:18 - Responder

    Eu sempre tive depressão sem tratamentos eficazes porem de uns tempos prá cá estou piorando. No SUS é difícil se tratar e eu estou surtando. Queria me internar mas não sei onde no ES pois eu fico em crise de pânico e com pensamentos suicidas e assassinos. Tenho um bebê de 2 meses e Quando me dá um acesso de loucura nao levo meu bb em consideracao e preciso ser internada amarrada na camisa de força urgente. Me ajudem

    • Equipe Abrata 13 de agosto de 2016 às 19:05 - Responder

      Querida Tatiana

      Vc está passando por um sofrimento muito grande e necessita urgente buscar ajuda tanto de apoio médico como do apoio dos seus familiares e amigos. Sendo possível, procure por um psiquiatra, mesmo que vc vá ao pronto socorro psiquiátrico. Caso não consiga um psiquiatra procure por um médico clínico geral ou mesmo o seu ginecologista, ambos poderão fazer o encaminhamento para um psiquiatra.
      Tatiana vc fala do diagnóstico de depressão e que não fez tratamento eficazes e ainda fala de seu parto recente. O período pós-parto pode desencadear os sintomas de depressão. Algumas mulheres experimentam esses sintomas da depressão com mais intensidade, dando origem à depressão pós-parto. Raramente, pode ocorrer uma forma extrema de depressão pós-parto, conhecida como psicose pós-parto. Será essencial, considerando o seu relato vc procurar por um psiquiatra. O tratamento imediato pode ajudar-la a superar os sintomas depressivos e ajuda-la a gerir os seus sintomas e principalmente desfrutar amorosamente de seu bebê.
      Como vc cita um histórico de depressão e neste momento que vc deve estar sendo privada de sono relaxantes e sofrendo algum tipo de estresse por causa do bebe, acaba entrando numa pressão psicológica, fazendo como vc tenha problemas e dificuldades para lidar com situações do dia a dia, essas situações o que favorece o aprecimentos dos sintomas que vc relata.
      É importante ressaltar que uma situação de possível depressão pós-parto não é uma condição que você pode tratar/cuidar por conta própria, mas enquanto aguarda a consulta médica você pode fazer algumas mudanças e tr alguns cuidados que podem ajudá-la e o tratamento a ser mais efeito. Veja: Faça escolhas de vida saudáveis, como praticar atividade física, manter uma dieta equilibrada e evitar vícios como tabaco e álcool Não coloque cobranças excessivas em cima de você. Arranje um tempo para si mesma. Se concentre em manter seus pensamentos positivos. Evite o isolamento. Lembre-se, a melhor maneira de cuidar de seu bebê é cuidando de si mesma.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  10. Emerson 6 de agosto de 2016 às 18:49 - Responder

    Sofro desta doença e queria ir pra um hospital com internação permanente

    • Equipe Abrata 13 de agosto de 2016 às 19:34 - Responder

      Caro Emerson

      Na ultima década os tratamentos para o transtorno bipolar tem apresentado excelentes resultados e eficácia, evitando na maioria das vezes a internação. E evidenciando cada vez o retorno ao ambiente familiar e ao convívio social. E mesmo quando a internação acontece procura-se que ela seja o mais breve possível. A indicação da internação em psiquiátrica se fundamenta na necessidade de tratar um estado doentio que ameace o bem estar da pessoa ou das pessoas ao seu redor, ou de ambos. Por lei, é necessária uma prescrição médica para internação psiquiátrica. Mesmo quem vai voluntariamente para um estabelecimento é avaliado por um psiquiatra para saber se é autorizado ou não a ser internado, ou seja, nenhuma internação pode ser realizada sem um laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos. Há três modalidades: 1. internação voluntária: dá-se a pedido ou com o consentimento da própria pessoa com transtornos mentais; 2. internação involuntária: dá-se sem o seu consentimento, a pedido de terceiro; 3. internação compulsória: determinada pela Justiça.
      Quando a pessoa que está internada e não tem laços familiares ela também tem direito a ser desinternado. O fato de não ter família não o impede de ser beneficiado com a desinternação. As residências terapêuticas existem justamente para receber essas pessoas. Além disso, para que a desinternação se dê em condições favoráveis aos pacientes, as saídas terapêuticas antes dela devem priorizar o contato sócio-cultural em equipamentos comunitários, como clubes, associações, etc.
      Mas sugerimos que vc procure antes de tudo consultar-se com um psiquiatra e relatar que deseja uma internação para beneficiar-se das condições oferecidas por essa condição. E caso o seu psiquiatra recomende a internação vale ressaltar que as internações, atualmente, acontecem somente por determinado período, o mais breve possível, visando a remissão dos sintomas da doença e posterior orientação para que os cuidados de manutenção acontecem em sua residência.
      Caro Emerson se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo para s pessoas com transtorno bipolar. Traga a sua família, São grupos separados. A participação nos grupos poderá lhe ajudar a lidar com a doença, os sintomas e uso da medicação. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento e Integração pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  11. Carla Regina Matheus 12 de janeiro de 2017 às 01:54 - Responder

    Já tentei pular do prédio e todos os dias só penso em morrer, quero ser internada, não aguento mais escutar o choro do meu bebê.

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2017 às 17:44 - Responder

      Prezada Carla

      Sugerimos que vc procure o apoio de um profissional da saúde, de preferência um psiquiatra. Vc deve estar passando por momentos muitos sofridos e necessita de ajuda urgente. Como vc ainda tem um bebê, estes sentimentos ruins, mal estar e pensamentos suicidas podem estar associados a uma depressão pós-parto. Procure urgente um apoio de um médico, mas também peça ajuda a alguém da sua família em que vc confia. Evite ficar sozinha. Outra sugestão é ligar para o telefone 144, do CVV. Centro de Valorização da Vida. Sempre terá alguém para escutá-la. No período da tarde vc também poderá ligar para o atendimento telefônico da ABRATA. Também terá alguém para conversar com você.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  12. Claudia Andrade 27 de fevereiro de 2017 às 20:57 - Responder

    Estou farta de ser internada! Internação psiquiátrica é SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO! Recentemente tive um surto por uso indevido de Puran T4. Eu tinha saído do surto e a minha mãe resolveu que eu não deveria ficar só na observação. Eu já não estava mais sob o efeito do excesso de Puran T4. Fui encaminhada para a ala psiquiátrica de um hospital geral. Lá, fui vítima de tentativa de estupro. Estou com Transtorno de Estresse Pós-Traumático. A psiquiatra de plantão disse que o agressor estava “trabalhando” e eu internada! Quanto à minha “querida mãe”, quero que ela se dane! Estou farta de ser internada por ela! Ela tem 70 anos e nem ligo quando ela é agredida por uma irmã minha que também tem transtorno bipolar. Se a minha mãe ficar acamada, nem cuidarei dela! Atualmente, não moro mais com ela. Ela nunca se importou com os meus sentimentos. Eu também não me importo mais com ela!

    • Equipe Abrata 28 de fevereiro de 2017 às 10:08 - Responder

      Prezada Claudia.

      O mais importante é que você continue o seu tratamento para o transtorno bipolar a fim de ficar estável.

      Com o acompanhamento médico apropriado e psicoterapia as pessoas com transtorno bipolar podem levar uma

      vida satisfatória, com qualidade.

      A psicoterapia poderá ajudá-la a organizar os seus sentimentos e tem sido um ingrediente a mais na

      recuperação de pessoas com o tb.

      Cuide-se, está bem?

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  13. Wagner 19 de maio de 2017 às 10:15 - Responder

    A Clínica Viver Sem Drogas oferece toda infra-estrutura aos seus pacientes voluntários. Confira mais em: http://www.viversemdroga.com.br/internacao-voluntaria.php

    • Equipe Abrata 15 de junho de 2017 às 16:34 - Responder

      Olá Wagner.

      Agradecemos a informação.
      Realçamos que os interessados devem solicitar mais esclarecimentos porque não conhecemos o trabalho que oferecem.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

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