PERGUNTAS MAIS FREQUENTES ACERCA DO TRANSTORNO DO HUMOR

A proposta da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), ao divulgar estas questões contendo perguntas e respostas mais frequentes sobre o transtorno bipolar do humor (TBH), é fornecer informações básicas aos portadores, familiares e cuidadores de modo geral. São perguntas que surgiram durante as nossas atividades e eventos. Boa leitura!

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Parte I

 1. O que é transtorno bipolar do humor?

É uma doença que se caracteriza pela alternância de humor: ora ocorrem episódios de euforia (mania), ora de depressão, com períodos intercalados de normalidade. Com o passar dos anos, os episódios repetem-se com intervalos menores, havendo variações e existindo até casos em que a pessoa tem apenas um episódio de mania ou depressão durante a vida.

A pessoa com transtorno bipolar do humor pode apresentar grandes oscilações no seu estado de humor, atrapalhando muito o andamento de sua vida no trabalho, nas relações afetivas e familiares. É um transtorno frequente acometendo de 0,5% a 1% da população em geral. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o TBH é a sexta maior causa de incapacitação no mundo.

2. Quais são as características do transtorno bipolar do humor?

Os episódios depressivos se caracterizam por humor deprimido, melancolia, com duração de pelo menos duas semanas. Os pacientes apresentam angústia, ansiedade, desânimo e falta de energia, pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, inutilidade e fracasso. Em geral, queixam-se de alteração do sono e do apetite. Podem apresentar ideias de morte e até suicídio.

Os estados de euforia/mania/hipomania se caracterizam por exaltação do humor e aumento de energia, pensamento acelerado, ideias de grandeza, impulsividade, aumento da disposição física, diminuição da necessidade de sono e falta de crítica. Os casos mais graves podem apresentar delírios e alucinações.

Os episódios mistos se caracterizam pela presença concomitante de sintomas depressivos e de exaltação de humor.

3. É uma doença hereditária?

A hereditariedade é um importante fator de vulnerabilidade para o desenvolvimento do TBH. Cerca de 50% dos portadores apresentam pelo menos um familiar com esse transtorno. No entanto, a doença pode não se manifestar imediatamente de uma geração para a seguinte, pulando uma geração, e não necessariamente surgir em todos os membros da família.

4. É possível identificar sinais precoces de TBH em crianças e adolescentes?

Numerosos trabalhos recentemente publicados têm mudado a afirmativa de que o transtorno bipolar com início na infância e adolescência seria extremamente raro ou mesmo uma condição clínica inexistente. Isso se explica pela dificuldade em identificar os sintomas nessa faixa etária e por sua superposição com outros quadros mais bem estudados na população pediátrica. Crianças e jovens apresentam quadro clínico diferente dos adultos, muitas vezes surgindo como a primeira manifestação do transtorno um episódio de depressão em crianças sem nenhum transtorno prévio.

Podemos suspeitar de um TBH quando a criança ou o adolescente apresentar: humor elevado ou expansivo; grandiosidade; humor irritado ou explosivo; aumento da energia e nível de atividade; pensamento abundante e acelerado; comportamento desinibido; tagarelice; hipersexualidade; brincadeiras e risos inapropriados; envolvimento em situações arriscadas.

5. Qual é o papel da família no diagnóstico e na adesão ao tratamento?

Sendo o relacionamento interpessoal um dos possíveis gatilhos desencadeadores de sintomas, a família e as pessoas mais próximas dos portadores são peças fundamentais na aderência, no aumento de prognósticos positivos ao tratamento e na diminuição do preconceito.

Os familiares, assim como os cuidadores, podem favorecer muito que o portador seja visto como um ser humano, para além da sua doença.

6. Quais são os tratamentos medicamentosos?

Existem vários tipos de substâncias usadas no tratamento do transtorno bipolar, dependendo do estado em que o paciente se encontra: estabilizadores do humor, antidepressivos, antipsicóticos e tranquilizantes.

Para tratar uma crise de depressão pode ser necessário o uso de antidepressivos, se os estabilizadores do humor não forem suficientemente eficazes; numa (hipo)mania, apenas estabilizadores do humor podem resolver ou se adiciona antipsicóticos e tranquilizantes. Esses são os tratamentos de fase aguda.

Quando a pessoa já teve pelo menos três crises ou uma muito séria e tem o diagnóstico de transtorno bipolar do humor, é aconselhável não adiar o tratamento de manutenção, para evitar ou reduzir a gravidade de novos períodos de doença. Os estabilizadores do humor podem bastar para controlar uma (hipo)mania ou estado misto, mas são os remédios ideais para o tratamento de manutenção ou preventivo de novos episódios do transtorno bipolar.

Fonte: Folhetos ABRATA – Autora: Dra. Sonia Palma – Psiquiatra infantil, doutoranda do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP – SP, Voluntária e Presidente do Conselho Científico da ABRATA.

 

 

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Destaques

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A ABRATA seleciona candidatos para o trabalho voluntário que estão disponíveis para doar seu talento, tempo e trabalho para a prestação do serviço voluntário ao próximo. Não há necessidade de experiência em lidar com os familiares e as pessoas com transtorno bipolar e depressão, basta apenas ter a vontade e o desejo de ajudar.

Campanha “Pode Contar”

A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

28 Comentários

  1. marilene viegas 17 de novembro de 2013 às 11:26 - Responder

    Minha filha 16 anos esta fazendo tratamento thb. Mas não vejo melhora ,estou cada vez mais insegura. Ela já se cortou 3x.Às vezes parece que no vou suportar. Não sei mais como ajuda-la .esta sendo atendida por psiquiatra e psicologa,mas é muito resistente a tudo. se poder me ajudar. Obrigada.

    • Equipe Abrata 18 de novembro de 2013 às 10:44 - Responder

      Prezada Marilene
      Obrigada pelo seu contato conosco.

      É compreensível seu sofrimento com a situação de sua filha. Cuidar de uma pessoa com transtorno bipolar pode ser muito difícil principalmente quando essa pessoa não reconhece seu estado e dificulta o próprio tratamento. Não espere resultados rápidos e não pense que você vai resolver o problema sozinha. O bom andamento da situação depende de todos fazerem cada qual a sua parte. Você faz a sua, sua filha faz a dela e a equipe terapêutica faz a parte que lhe cabe também. Compartilhe com o médico e com a psicóloga sobre suas dúvidas e angústias mas entenda que boa parte da situação vai depender também do amadurecimento de sua filha. Faça o que for recomendado, mas cuide de si também, procure você também um espaço de acolhimento e elaboração da sua situação. Isso vai ajudá-la a ficar mais forte e a lhe dar condições de descobrir saídas para a situação que, no momento você não v ê.
      Recomendamos também que você frequente grupos para familiares de bipolares, uma atividade que você vai encontrar aqui na ABRATA – trocar com pessoas que vivem o mesmo que você pode dar luz e ajudá-la a seguir em frente melhor apesar das adversidades.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  2. jacson faleiro taborda 22 de novembro de 2013 às 23:19 - Responder

    Preciso de ajuda tenho 33 anos e descobri que sou bipolar em 1 grau . Agora estou numa fase critica, perdi ate minha namorada. Sou taxista e ate meus colegas não querem mais trabalhar comigo por motivos de picos de humor que chegam a ser de forma estúpida e agressiva. Por favor não sei mais o que faço procurei ajuda médica na minha cidade eles receitam Fluoxene, não ta adiantando. Poderiam me indicar algo por favor. ta ficando cada vez pior

    • Equipe Abrata 25 de novembro de 2013 às 15:47 - Responder

      Prezado Jacson

      O Transtorno do humor ocasiona flutuações imprevisíveis do humor. Os indivíduos portadores do TH evoluem a partir de um estado emocional elevado (conhecido como mania) para um estado baixo( conhecido como depressão). A doença evolui por ciclos entre altos e baixos.
      Os sintomas descritos por vc de fato podem interferir no trabalho assim como tornar as interrelações difíceis. Na mania, os indivíduos podem colocar em risco a si próprios ou os outros indivíduos, atuando por impulsos e não tendo conhecimento sobre a forma perigosa de suas ações.
      O passo seguinte é vc procurar um médico psiquiatra, ele é um profissional habilitado para cuidar de vc.
      O tratamento, após o diagnóstico preciso pelo psiquiatra, é medicamentoso, envolvendo uma classe de medicações chamadas estabilizadores do humor. A carmabezepina, oxcarbazipina, o carbonato de lítio e o ácido valpróico se mostram eficazes. Veja isso, se o psiquiatra identificar transtorno do humor.
      Atenção: somente o médico poderá prescrever a sua medicação!
      O acompanhamento psiquiátrico deve ser mantido por longo período, sendo que algumas formas de psiscoterapia e participar de reuniões de psicoeducação podem colaborar para o tratamento.
      O diagnóstico envolve um exame psiquiátrico minucioso. Uma entrevista com o psiquiatra, observando-se que uma história detalhada dos sintomas é extremamente útil.
      O envolvimento e apoio da sua família poderão lhe auxiliar nos momentos das crises cf vc descreve.
      Caso resida em SP lhe convidamos para participar das atividade da ABRATA, onde poderá conhecer um pouco mais acerca da doença.
      Abraços fraternos
      Equipe ABRATA

  3. MANUELMA 20 de maio de 2014 às 09:52 - Responder

    Fui diagnosticada, como bipolar a mais ou menos 1 ano. Só que tem mais de 6 anos que tenho os sintomas, só q/ não sabia o q/ era. Fui a vários médicos e eles diziam q/ era depressão, passavam remédios e nada adiantava. Agora que tou fazendo uso do remédio corretamente, e já me sinto bem melhor. O problema é que meu marido não concorda que eu tome os remédios, muito menos que procure ajuda psiquiátrica. Vou ao médico escondida dele, e tomo os remédios, sem que ele saiba. Só que é muito chato além da doença ser horrível, ainda tenho que lidar com a resistência de meu marido em aceitar meu tratamento. Não sei mais o que fazer. Aqui em casa esse assunto é Proibido, ele não aceita nem conversar a respeito. Tenho medo que a gente acabe se separando por isso. Porque minha saúde tem que estar em primeiro lugar. Preciso de um conselho. URGENTE! OBRIGADA.

    • Equipe Abrata 20 de maio de 2014 às 21:53 - Responder

      Prezada Manuelma

      Muito delicada a situação que nos relata. Mas saiba, sempre haverá um caminho a seguir, apesar das dificuldades no ambiente familiar.
      Com o avanço das medicações no tratamento dos transtornos de humor, diminuiu o tempo de internação, quando necessário, da pessoa com transtorno bipolar e foi designado à família – e em alguns casos aos amigos mais próximos – o papel de “Cuidador”.
      A família e os amigos próximos, quando estão devidamente esclarecidos sobre a doença em si e suas manifestações por meio de sintomas, podem colaborar muito na continuidade, manutenção e desenvolvimento do tratamento. Isso parece ser algo que vc já tem conhecimento, mas infleizmente há uma resistência do seu marido ao tratamento. Talvez essa resistência ou negação da doença, ocorra por total desconhecimento sobre a doença ou mesmo por ainda existir estigma social e familiar em relação às doenças psiquiátricas. Ou ainda por ele não relacionar os seus sintomas como resultado de um estado de doença, ou causados por uma doença. Infelizmente também encontramos no ambiente familiar, a resistência em ter um psiquatra como médico de um ente querido, ainda que seja por preconceito e desconhecimentos. O que acaba gerando a situação que vc relata. O desonhecimento, ou que ainda é desconhecido, geralmente, torna-se algo ameaçador e assustador e enfrentar esse medos, essa ameaça na maioria das vezes é de fato muitas vezes mais difícil do que enfrentar do que a própria doença. Negá-los parece ser uma caminho mais fácil.

      Manuelma sugerimos vc conversar com o seu marido, num momento de mais sossego, acerca do que vc sente, apesar dele negar a doença. Diga-lhe que você é a principal interessada no tratamento, e que somente se tratando, se cuidando poderá ter uma vida com mais qualidade, fazer as suas atividades cotidianas, e principalmente evitar as possíveis crises ou alterações de humor, como também o agravamento do seu “estresse” e consequentemente essas situações virem a atrapalhar o relacionamento de vcs. Reforce que o quevc sente são sintomas de uma doença que vc tem, é que é como qualquer outra doença crônica, como um diabetes, problemas do coração, pressão alta etc. São doenças que necessitam de tratamento constante e continuado. Asim como todos cuidam do coração, de uma diabetes, vc precisa cuidar do seu cérebro. Que vc necessita da medicação para fazer uma ajuste químico em seu corpo e para isso precisa se consultar com um psiquiatra.

      No site da ABRATA vc encontrá folhetos que falam sobre TB e vc poderá imprimir e oferecer para ele ler. Também tem um livro online dedicado aos familiares. Que tal sugerir a leitura prá ele, e até mesmo prá vc. Ao adquirir mais conhecimentos sobre o assunto, vc terá mais condições de argumentar durante um diálogo.

      Aproveitando a oportunidade, caso vc resida em SP, e convidamos vc e seus familiares para participarem dos grupos de apoio mútuo para familiares e portadores que a ABRATA oferece. Estes grupos acontecem, nas terças, quintas e sábado. Temos também as palestras de psicoeducação. Primeiro vc precisam participar do Grupo de Acolhimento. Veja a agenda deste mes no site. Link: http://www.abrata.org.br/new/agenda.aspx

      Abraços
      Equipe ABRATA

  4. Andre 22 de setembro de 2014 às 20:55 - Responder

    Boa Noite! Minha namorada a 20 dias sofre do TH, teve os surtos na 1 semana e foi internada 2x, hoje parece que voltou a ser crianca, está fazendo o uso diario do Haldol, Litio, neozine e clorazepan. A minha pergunta é a seguinte, qual o tempo medio que os remedios vão fazer efeito para ela voltar totalmete ao normal?
    Ela sabe do problema dela, toma os remedios direito, mas quando converso com ela, ela informa que esses transtornos são mais forte que ela e ela não consegue controlar.

    Obrigado!

    • Equipe Abrata 24 de setembro de 2014 às 12:43 - Responder

      Caro Andre

      A terapêutica para estabilização e prevenção de novos episódios destina-se a ser tomada a longo prazo. Nem sempre começa a atuar de imediato e é possível que não note grandes melhorias nos seus sintomas durante as primeiras duas a três semanas. No entanto, deve continuar a tomar a medicação, já que esta é normalmente mais eficaz se for tomada de forma contínua, em vez de intervalada. A longo prazo, a continuação da medicação deve ajudar a prevenir recaídas.

      Ao fim de duas ou três semanas, os seus sintomas devem começar a melhorar. Se tal não acontecer, informe ao médico da sua namorada sobre este fato. Talvez seja necessário um reajuste da medicação. Logo que os sintomas comecem a melhorar, o objectivo seguinte do tratamento é
      mantê-lo sem sintomas durante o máximo de tempo possível. Estes períodos livres de sintomas são conhecidos por “remissão” e ajudá-la a recuperar e a viver a vida com mais qualidade.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  5. LÍVIA QUEIROZ 21 de outubro de 2014 às 19:18 - Responder

    Tenho muita dificuldade de aprender e quando parto para estudar quero me dedicar o dia inteiro, sei que me desgasto muito fico sem tempo para mim, não me dedico a outra coisa, não vivo vegeto. Há mais de dois anos fui diagnosticada com bipolaridade, já mudei de medico muitas vezes porque o tratamento não estava dando certo. agora com este medico talvez o tratamento engate. não sei como resolver a questa da minha auto-estima sei que não esta ligada a aparência, mas sim a falta de motivação que vem de dentro e eu não estou conseguindo ir la no fundo do meu ser para resgatar esse animo movido pela motivação, devido a isso ando perdida sem saber o que fazer da minha vida, não tenho uma profissão definida, e não sei como buscar e muito menos encontrar.fiz direito até o sexto período e tive que trancar, pois estava esgotada não conseguia assimilar nada. por isso tive que trancar e aqui estou eu depois de três anos sem saber o que quero da vida. Já fiz terapias com quatro psicologo, nenhum soube me ajudar, a me dar uma direção tenho que descobrir sozinha. por eliminação sei que não dar para eu ter uma profissão que tenha que ser subordinada de alguém, não é arrogância quando falo isso, é que não sei trabalhar sobre pressão, onde se exige cumprimento de prazos, tentei fazer bijuterias, só sei fazer o básico, tentei vender mas não sei ser vendedora não tenho paciência de esperar mais de um mês para receber ou de ficar atras cobrando muitas vezes a mesma pessoa acabo me estressando e fico chateada. na verdade não sei mais o que fazer.por favor me ajude!!!

    • Equipe Abrata 27 de outubro de 2014 às 15:41 - Responder

      Olá Livia

      Como vc deve saber o transtorno do humor bipolar provoca algumas dificuldades na vida das pessoas, como a capacidade cognitivas: capacidade de raciocinar, de memorizar, de focar a atenção; Velocidade das reações motoras: aumento ou diminuição dos movimentos; Desestabilizar os ritmos biológicos: insônia ou excesso de sono; Alterar o apetite: falta ou excesso e oscilação no peso; Alterações impulsivas: agressividade, desejos suicidas, dentre mais algumas dificuldades. Mas a boa noticia é que com o avanço das pesquisas na área da psiquiátrica muitos destes aspectos citados poderão ser reduzidos mas, desde que a pessoa aceite a doenças, faça um tratamento,aceita a tomadas diária da medicação, mantenha um rotina de vida, como horário para dormir, alimentar-se, etc.
      Lidar com uma doença mental sozinha será muito difícil e ainda sem o apoio do psiquiatra e de um psicólogo, tudo poderá torna-se mais complexo. Com apoio dos especialistas, apesar de vc relatar que é uma pessoa muito sensível e perceptiva, a vida poderá ficar mais suave, menos sofrida e dolorosa. Continue na sua busca de um bom médico e psicólogo, não desista no meio do caminho e tenha um pouco mais de solidariedade com o seu tempo pessoal e com vc. Hoje, na psicologia há um processo que se chama reabilitação cognitiva, muito recomentado para os estudantes que são portadores de bipolaridade. Converse com o seu médico ou mesmo com a psicóloga sobre isso.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo para portadores. São grupos constituídos por portadores de transtorno do humor e de familiares cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções de forma solidária, dando apoio e conforto uns aos outros. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Entre em contato através do telefone e faça a sua inscrição, primeiro, para o Grupo de Acolhimento. Tel: (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  6. LÍVIA QUEIROZ 29 de outubro de 2014 às 15:53 - Responder

    ola! como distinguir traços da personalidade com caracteristicas da bipolaridade? fico muito confusa sem saber o que é de mim e o que é da doença. quem pode me ajudar a aprender distinguir seria a terapia cognitiva,ou quando a doença estiver estabilizada vou aprender a diferenciar, ou as reportagem da internet vai ajudar ?me ajude por favor e se estiver alguma informação que possa me ajudar mande por favor, ate mesmo o endereço de algum site, ou seja qualquer coisa que possa diminuir esta confusão que me mata.

    • Equipe Abrata 6 de novembro de 2014 às 20:44 - Responder

      Olá Livia

      O profissional especializado para lhe ajudar na busca deste diagnóstico diferencial que deseja é o psiquiatra. Tentar buscar esse diagnóstico diferencial sozinha, de fato, não é o caminho ideal. O diagnóstico de qq doença mental, necessita de uma observação cuidadosa, de uma entrevista criteriosa, além de critérios médicos rigorosos e às vezes necessita de várias consulta. Muitos sintomas na área da psiquiatria são muito parecidos. Quanto o mais breve buscar o apoio médico, mais cedo poderá se cuidar e buscar qualidade de vida. No caso do bipolaridade, a terapia cognitiva comportamental é recomendada. Converse com o seu médico, buscar o conhecimento acerca da doença é importante, mas esclareça com o médico oi com o psicólogo. No site da ABRATA disponibilizamos em FOLHETOS, documentos que poderá consultar, assim como vídeos.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  7. Wellington Oliveira 11 de junho de 2017 às 09:02 - Responder

    Sou portador de transtorno bipolar há vários anos. Sinto vontade de participar desse grupo da abrata mais moro muito longe, em João Pessoa. Tem como facilitar esse encontro com portadores que moram aqui mais próximo?

    • Equipe Abrata 13 de junho de 2017 às 08:09 - Responder

      Prezado Wellington.

      Os Grupos de Apoio Mútuo oferecidos pela ABRATA são grupos cujo objetivo fundamental é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar
      soluções e se ajudar de forma solidária, dando suporte, apoio e conforto às pessoas com transtorno bipolar e depressão, seus familiares e amigos.
      Ainda não temos Grupos de Apoio Mútuo em outros estados, há estudos em andamento para a expansão da associação.
      Não promovemos encontros à distância, ao menos neste momento.

      Se você falar inglês, poderá inscrever-se no grupo online da DBSA – Depression and Bipolar Support Alliance, Veja mais no site:
      wikicomo.xyz

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  8. Germano Ferrari 7 de julho de 2017 às 09:38 - Responder

    Equipe ABRATA, meu pai teve um surto psicótico de mania com 16 anos de idade, onde ficou muito estressado estudando para o vestibular e surtou. Ficou internado na época e foi diagnosticado como Bipolar. A vida inteira a mãe dele deu Haldol escondido pra ele, pois ele nunca aceitou a doença. Ele sempre foi controlado ou ”parcialmente’ controlado dessa forma.

    Depois desse surto, ele nunca mais entrou em crise, até este ano quando ficou internado numa clinica psiquiátrica e está se recuperando clinicamente e psiquiatricamente.

    Será que depois ele vai ficar normal? No hospital ele está causando problemas e não pode voltar pra clinica psiquiatrica ate melhorar clinicamente (pois la tem mais equipamentos)

    • Equipe Abrata 19 de julho de 2017 às 06:20 - Responder

      Prezado Germano,

      O fato de seu pai ter tomado medicação escondida, em vez de assumir um tratamento e tomar os medicamentos mais indicados para o caso dele, pode sim ter feito com que ele não ficasse plenamente estável e, sim, com mais predisposição a crises. A crise atual tem intensidade grave, o que é comum quando o paciente não se trata ou faz um tratamento incompleto. Quando o paciente assume o tratamento, ele também aprende sobre sua doença e aprende também a reconhecer os primeiros sintomas de uma crise e, assim, pode procurar um atendimento mais precocemente. Muitas crises são evitadas devido a esse comportamento.
      Bem, com relação ao quadro atual, não dá para afirmar algo definitivo, só o médico que o acompanha pode ter uma ideia melhor. Mas, o mais provável é que ele se recupere, desde que seja medicado adequadamente. A não ser que tenha outros problemas associados, que podem cronificar o quadro.. O fato dele estar agitado e dando problemas é comum em crises mais graves, principalmente em quadros de mania. Pode demorar algumas semanas até uma resposta mais eficaz do tratamento. De qualquer maneira, é importante que você e sua família mantenham contato com o médico que está fazendo o tratamento do seu pai e que vocês procurem se informar sobre o transtorno e programar um tratamento de manutenção após a alta. Isso é fundamental para que seu pai fique mais controlado, estável e todos vocês com mais qualidade de vida.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  9. Lis 20 de setembro de 2017 às 10:01 - Responder

    Meu namorado sofre de Bipolaridade , faz tratamento há mais de 10 anos e tem pelo menos 1 crise no ano, ele não tem casos na família de nenhum transtorno. Agora a pergunta é: nós temos muita vontade de ter filhos e eu gostaria de saber se tem a possibilidade de nossos filhos terem Bipolaridade?
    * Por favor me responda é muito importante.

  10. Lis 24 de setembro de 2017 às 09:48 - Responder

    Olá, meu namorado que tem bipolaridade mas na família dele não tem ninguém com nenhum transtorno. Eu gostaria de saber se os filhos que ele venha a ter pode vir com bipolaridade?

    • Equipe Abrata 24 de setembro de 2017 às 10:49 - Responder

      Prezada Lis,
      Agradecemos a sua mensagem e a oportunidade de esclarecer com mais informações a sua indagação.
      O transtorno bipolar é causada por uma série de fatores, dentre os quais está a herança genética. O fato de alguém ter herança para a bipolaridade não significa que vai necessariamente desenvolver o transtorno. Isso é verificado quando se comparam gêmeos idênticos, que têm a mesma carga genética. A concordância da bipolaridade entre gêmeos idênticos é de cerca de 70%. Se a causa fosse somente genética, a concordância seria de 100%, ou seja, se um gêmeo tem transtorno bipolar, o outro gêmeo também teria. Isso ocorre porque o desenvolvimento do transtorno depende de que a pessoa tenha uma carga genética para o transtorno bipolar e também seja exposta a outros fatores de risco, como situações de abuso na infância, falta de rotina de sono, alimentação e atividades, uso de álcool e dr ogas (principalmente com início na adolescência), doenças clínicas (como alterações da tireóide), etc
      Estamos dizendo isso para que você saiba que, mesmo que você tenha um filho com herança genética para o transtorno bipolar, isso não significa que ele vai desenvolver o transtorno. Se um dos pais tem o transtorno, a chance do filho de ter a doença é de cerca de 25%. Se vocês decidirem ter filhos, sugerimos que conversem extensamente com o psiquiatra dele e, também, com um psiquiatra infantil especializado em transtorno bipolar para terem orientações sobre como reduzir os fatores de risco que podem favorecer o desencadeamento da doença.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  11. Lis 24 de setembro de 2017 às 15:40 - Responder

    Muito Obrigada mesmo de todo o meu coração.

  12. ray 22 de dezembro de 2017 às 12:10 - Responder

    Quem não tem bipolaridade pode tomar algum estabilizador como forma de prevenção ou se tomar o estabilizador pode fazer algum mal?E se não pode tomar,qual mal poderia fazer ?obrigada desde já.

    • Equipe Abrata 27 de dezembro de 2017 às 09:23 - Responder

      Olá Ray.

      O tratamento para o transtorno bipolar deve ser prescrito por um psiquiatra.
      A menos que você apresente algum sintoma, não vemos a possibilidade de ser indicado como forma de prevenção.
      Na dúvida, consulte um médico.
      Abs.
      Equipe ABRATA

  13. Cássia F. Moreira 28 de dezembro de 2017 às 11:56 - Responder

    Bom dia, tenho um filho que vai fazer 18 anos em agosto, diagnosticado como bipolar, fazendo tratamento desde os 15 anos, está em depressão profunda há dois anos, alternando com vários episódios de hipomania, fica extremamente agitado e irritado, não estuda mais, não sai de casa, não vive. Como ele vai fazer 18 anos, e não estuda vai perder o plano de saúde que é dependente meu, gostaria de orientação quanto a a possibilidade de interdição, já que ele não faz nada sozinho, o raciocínio dele é muito lento, não se localiza, age como uma criança, mas os médicos dizem que é normal.

    • Equipe Abrata 9 de janeiro de 2018 às 09:58 - Responder

      Olá Cássia.

      Procure um advogado para informar-lhe sobre a interdição de seu filho.
      0
      Ddinahz há 4 anos
      “”” …Interdição

      O que é interdição?
      É um direito da pessoa com deficiência para lhe garantir proteção. É uma medida judicial que declara a falta de capacidade da pessoa para gerir seus negócios e atos decorrentes da vida civil. A interdição pode ser total ou parcial e será nomeado curador para representar a pessoa interditada.
      A interdição é um instrumento judicial necessário para se obter a curatela.
      Como proceder à interdição?
      É um processo judicial que se inicia com um pedido dirigido ao Juiz, por meio de petição inicial apresentada por advogado ou defensor público.
      O pedido deve ser apresentado no juízo do domicílio da pessoa e conter: a prova da legitimidade do autor da ação e a prova da incapacidade do interditando para exercer os atos da administração de seus bens.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  14. Padmé 8 de janeiro de 2018 às 20:05 - Responder

    Boa noite!
    Eu suspeito que eu seja bipolar já faz alguns anos. Eu tentei procurar ajuda com psicólogos mas não obtive sucesso, e nunca fui diretamente a um psiquiatra por causa da minha familia que me tacharia como louca. Eu gostaria de saber se tem alguma forma de eu mesma me ajudar… seja com medicamentos fitoterápicos ou qualquer outro método acessível para uma pessoa não diagnosticada.

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2018 às 11:13 - Responder

      Olá Padmé.

      Inicialmente, você precisa passar por um consulta psiquiátrica para obter um diagnóstico seguro.
      Se se tratar de transtorno bipolar, a única maneira de ficar estável é seguir o tratamento medicamentoso
      juntamente com psicoterapia.
      O transtorno bipolar é uma doença séria e complexa, mas com tratamento o portador poderá ter uma vida
      normal.
      Esqueça um pouco o preconceito e cuide-se.

      Abs.
      Equipe ABRATA

  15. ANA CARLA VIVEIROS 26 de janeiro de 2018 às 15:14 - Responder

    Olá!
    Fui diagnosticada como transtorno de humor. Aceitei a ida ao psiquiatra quando ouvi : “que era um demônio, que roubava a felicidade em todos os lugares que passava”. Sei que é uma fala dura, mas me conduziu a reflexão. De fato conviver comigo não era uma tarefa fácil! As pessoas viviam preocupadas, buscando estratégias para falar ou tomar alguma atitude.
    Acordava bem, e, passando algumas horas ,parecia está com toda a raiva do mundo contida em meu interior! Era tanta raiva que explodia por motivos banais. Quem mais sofre são os diretamente envolvidos, minha mãe, filha e marido.
    Minha mãe sempre disse: você é assim desde criança, precisa de ajuda! O diagnóstico veio apenas com três décadas e meia. Triste! Pelo sofrimento que vivi ,sofri e causei!
    Li bastante sobre a Bipolaridade, a dificuldade em diagnosticá-la. A ausência de marcadores biológicos ( alguns exames) que possam efetivar o diagnóstico. Pois, trata-se de uma doença crônica que parece crescer vertiginosamente .
    Abracei o diagnóstico e estou seguindo as orientações do psiquiatra. VAMOS QUE VAMOS!

    • Equipe Abrata 28 de janeiro de 2018 às 10:38 - Responder

      Olá Ana Carla

      Agradecemos a sua mensagem e a publicaremos a título de encorajamento destinado àqueles que
      não aderem ao tratamento.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

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