O QUE FAZER QUANDO O PORTADOR NÃO ACEITA O TRATAMENTO?

A aceitação do tratamento não é algo tão simples como pode parecer à primeira vista. Aderir a um tratamento significa entrar em concordância com a conduta proposta pelo médico e equipe terapêutica.

Para que isso aconteça, é necessário que a pessoa doente tenha: Q1ZzRlNIBJqLUKFVKnayeg_pills

  • Capacidade de se perceber doente
  • Aceitação do diagnóstico
  • Informação sobre o transtorno e seu tratamento
  • Aliança terapêutica
  • Psicoterapia e grupos de autoajuda
  • Apoio da família e amigos

A falta de adesão ao tratamento não é exclusiva dos transtornos do humor, acontece com várias doenças. É muito frequente em bipolares – mais de um terço abandonam o tratamento duas ou mais vezes e não comunicam o médico

Pode acontecer de várias maneiras, ou seja, o paciente pode não tomar a medicação, ou tomar de acordo com o que acha melhor, interromper e voltar sem comunicar o médico, etc.

Dentre os fatores associados à falta de adesão, destacamos:

  • Auto avaliação prejudicada em decorrência de episódio da doença
  • Negação da enfermidade
  • Preconceito em relação ao uso de psicofármacos
  • Temor aos efeitos colaterais dos medicamentos
  • Crença na capacidade de controlar o próprio humor
  • Estigma social (opinião do meio social desfavorável ao tratamento)
  • Conflitos familiares e interpessoais (estresse relacional e pouco apoio)

Qual a importância de aderir ao tratamento? São vários os motivos para aderir ao tratamento.  Porque os pacientes que aderem ao tratamento:

  • Reduzem as chances de recorrência da doença
  • Controlam a evolução do transtorno
  • Reduzem a chance de suicídio
  • Reduzem a intensidade de eventuais episódios
  • Constroem uma vida mais saudável

Bem, mas saber de tudo isso muitas vezes não é suficiente para garantir que um portador aceite fazer um tratamento para um transtorno do humor e, não raro, sequer aceita fazer uma consulta com um psiquiatra para ouvir uma opinião.

O que a família ou amigos podem, então, fazer numa situação como essas?

Claro que não há solução mágica, um tratamento só acontece e é efetivo se houver uma participação ativa e concordante por parte do paciente. No entanto, é possível tentar um caminho (muitas vezes árduo e demorado) para tentar sensibilizar alguém que se suspeita sofrer de um transtorno do humor a, pelo menos, admitir que pode estar precisando de atenção especializada.

Destacamos, sempre, que um tratamento médico em geral, e em particular um tratamento em saúde mental só tem chance de ser bem sucedido se for realizado em equipe, pelo portador, pelo psiquiatra e psicoterapeuta, e pela família e amigos. Mas se o portador se encontra numa atitude de recusa do tratamento, é o momento de a família tomar a dianteira e procurar sensibilizar o doente a aceitar ir a uma consulta.

De maneira esquemática, damos a seguir algumas dicas de atitudes que podem inspirar os familiares a como lidar com situações de crise, sabendo que nem sempre isso pode dar conta de todas as dificuldades envolvidas nessas situações. Vejamos:

Atitudes recomendadas à família:

  • Abordar o paciente com precaução e empatia – procurar mostrar aqueles sintomas que ele sente como incômodos: insônia, irritabilidade, inquietação, falta de concentração, dificuldade para realizar bem tarefas de que gosta.
  • Dar instruções de maneira clara e precisa, evitando cenas emocionais desgastantes.
  • Adotar uma atitude solidária: mostre que você também tem problemas e dificuldades na sua vida (evitar a exclusão)
  • Um ambiente familiar tolerante e acolhedor favorece a aceitação da condição de doente e, consequentemente, do tratamento.
  • Alimentar a autoestima do paciente: reconhecer os progressos parciais que ele for conseguindo ao longo do tratamento.

Como a família pode enfrentar uma situação de crise?

  • Num episódio da doença, a capacidade de avaliação e julgamento do doente está comprometida.
  • Não manifeste raiva ou irritação, mantenha controle sobre suas emoções
  • Reduza os estímulos (por exemplo, rádio e/ou TV)
  • Falar tranquilo, com voz suave e de forma simples.
  • Mostrar compreensão pelo que o doente está padecendo.
  • Mesmo diante de situações jocosas ou violentas, mantenha a calma.
  • Se a agitação do doente aumentar, solicite ajuda.

Às vezes, a situação é muito grave e representa risco à vida do portador ou de outras pessoas,

  • Ter presente que, em alguma ocasião, poderá ser necessário internar o paciente.
  • A internação não é castigo – é cuidado numa hora em que a vida do paciente e/ou dos demais corre risco.
  • A internação, em geral, é breve e, após um período de adaptação e tratamento, o paciente deve retornar ao seu meio e ser ajudado a retomar sua vida.

Não existem respostas fáceis, exceto que a família deve ter:

  • Paciência
  • Tranquilidade
  • Interesse
  • Participação
  • Solicitar informação e orientação necessárias.

Persuadir o paciente a se tratar não é tarefa fácil. Requer paciência e compreensão e, muitas vezes, é necessário que se sofra por várias crises até que o portador aceite seu diagnóstico e assuma seu tratamento.

Autora: Dra Rosilda Antonio, psiquiatra e vice-presidente do Conselho Científico da ABRATA

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Seja um Voluntário ABRATA

A ABRATA seleciona candidatos para o trabalho voluntário que estão disponíveis para doar seu talento, tempo e trabalho para a prestação do serviço voluntário ao próximo. Não há necessidade de experiência em lidar com os familiares e as pessoas com transtorno bipolar e depressão, basta apenas ter a vontade e o desejo de ajudar.

Campanha “Pode Contar”

A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

192 Comentários

  1. Rita de Cássia de Sousa Oliveira 4 de maio de 2015 às 17:32 - Responder

    Boa tarde!
    eu ando a procura de ajuda pois estou desesperada, nao sei mais o que fazer com meu filho. Ele tem 29 anos, aparentemente e um menino calmo gosta de cozinhar, faz cada pratos gostosos, descubrir que usa drogas há alguns anos e acho que ele sofre de transtorno bipolar, devido ao comportamento dele, ele é impaciente, tem uma lábia para enganar as pessoas, nao quer ser mandado só quer ser patrão, nao se importa com as pessoas. As vezes acho que ele não tem sentimentos por niguem nem por ele próprio, nos ja conversamos com ele varias vezes explicamos a situação para ele. mas ele nao dar importância. ja ficou internado em uma fazenda para recuperação de dependentes quimicos, mas nada adiantou. imaginam o meu sofrimento, ja perdir meu casamento com o pai dele, nao durmo mais a noite.

    • Equipe Abrata 20 de maio de 2015 às 21:13 - Responder

      Prezada Maria de Cássia

      Para saber se o seu filho é ou não é portador do transtorno bipolar, será necessário procurar o apoio de um psiquiatra. Somente através de uma consulta com este profissional e após o diagnóstico poderá ajuda-lo. Leve-o para uma consulta. Um episódio bipolar pode também ser desencadeado pelo uso das drogas. Buscar o diagnóstico é essencial. Procure por um psiquiatra e leve o seu filho. Assim junto vc poderá receber orientações de como lidar com o seu, caso ele seja portador do transtorno bipolar e dependência química.
      Abraços
      Equipe ABRATA

    • Isabel Conceição 16 de julho de 2015 às 09:39 - Responder

      Rita, gostaria muito falar consigo, tenho problemas complicados com o meu filho, tem 36 anos, são muitas as vezes que não sei como reagir, ler muito, faço constantemente, mas isso não ajuda, quando as situações aconteceu é um “desespero” e perco a esperança em mim própria por não saber como ajudar o meu filho.

      • Equipe Abrata 21 de julho de 2015 às 17:57 - Responder

        Olá Isabel

        Agradecemos os eu contato e esperamos que consiga falar com a Rita.
        Mas, jamais perca a esperança em apoiar ao seu filho e orienta-lo para seguir o tratamento e fazer o uso da medicação.
        É extremamente importante manter a rotina do sono, dormir e levantar sempre no mesmo horário. Mudanças no padrão do sono são fortes indutores de oscilações do humor e evitá-las fortalecerá o seu equilíbrio e estabilidade do seu filho. Oriente ao seu filho para não utilizar álcool e drogas, porque estas substâncias causam desequilíbrio no funcionamento do cérebro. Freqüentemente provocam alterações do humor e do ânimo e interferem diretamente no tratamento. Evitar tomar drinques para “melhorar o ânimo” ou “ajudar no sono”, porque só podem piorar. Evitar o uso diário de café, drinques, alguns chás, antialérgicos, antigripais e analgésicos, que podem interferir no sono, no ânimo e nos seus medicamentos. Pode ser a “gota d’água” para o início de um novo episódio da doença.
        No site vc também poderá baixar o livro em PDF – Manual para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
        Abraços
        Equipe ABRATA

  2. Karine Rocha 25 de junho de 2015 às 13:13 - Responder

    Olá,

    Primeiramente eu gostaria de agradecer pelo artigo, ele é bom e foi de grande valia. Creio que o quadro depressivo do meu esposo vem evoluindo, e às vezes não me sinto segura sobre como ajudá-lo, tenho medo de falar sobre “depressão” e assustá-lo, causar irritabilidade ou afastamento. Ele também tem problema com drogas, mas nesse caso ele busca a droga quando se sente entendiado, quando ele não consegue lidar com o que está sentindo, ele sempre busca a droga e a bebida.
    Antes eu achava que o problema era com a droga, e que ela causava essa instabilidade emocional, mas conhecendo-o como conheço, em relação ao histórico familiar, traumas de infância e a própria dificuldade em lidar bem com a família, além de que a minha sogra também tem problemas psicológicos, descartei a possibilidade dele ser apenas “um adicto”. Ele já esteve em grupos de apoio, em consultas com psicólogo e psiquiatra também, e no começo ele sempre parece empolgado e logo depois vem uma desmotivação, e um tédio sem fim… E ele abandona, já abandonou o remédio pois achou que não surtia o efeito que ele queria, de “se sentir bem”, por isso ele busca a droga, atualmente isso e a bebida é o que deixam ele “bem”, mas no dia seguinte ele se arrepende e o quadro parece ainda mais grave, ele se sente envergonhado e mau humorado.
    Apesar de não saber muito bem como lidar com tudo isso, eu estou tentando, e sites como este ajudam muito.

    • Equipe Abrata 7 de julho de 2015 às 21:43 - Responder

      Olá Karine

      Há muitas razões por que as pessoas evitem começar ou param o tratamento para transtornos do humor. Infelizmente, ainda existe vergonha ou estigma em torno desses transtornos, mesmo que eles tenham uma causa biológica, assim como em pacientes com diabetes ou asma. Embora as pessoas estão se tornando mais informadas sobre a depressão e desordem bipolar, o medo, preconceito e equívocos ainda existem e fazem algumas pessoas relutam em admitir que têm um transtorno de humor. Eles temem que as pessoas irão discriminá-los. Eles podem até acreditar que, se eles buscam tratamento são fracos de vontade, com defeito, ou até mesmo “louco”. Infelizmente, muitas pessoas com essas crenças incorretas preferem sofrer do que procurar ou continuar o tratamento. Algumas pessoas pensam que eles merecem se sentir mal, outro sinal de prejuízo no julgamento. Eles também podem se sentir culpado sobre as questões para as quais não são responsáveis. Outra razão que as pessoas evitem o tratamento tem a ver com os sentimentos e crenças que fazem parte da doença. Aqueles que se sentem horríveis, que estão sempre cansados e acredito que eles sempre vão se sentir mal não pode ter a energia para empurrar-se para obter ajuda.
      Definitivamente o uso de drogas ou álcool contribuem para o agravamento do transtorno bipolar. Infelizmente, número significativo de pessoas que abusam dessas substâncias e estão realmente sofrendo de um transtorno de humor subjacente, como depressão ou transtorno bipolar. Sem perceber, eles podem estar tentando “auto-medicar” seus sintomas de depressão clínica ou transtorno bipolar. Pessoas com transtornos do humor que abusam do álcool ou drogas podem procurar estas substâncias porque eles oferecem temporariamente falso relaxamento, ou uma falsa ideia de que vão ajudá-los a se sentir mais confiantes e enérgicos. Infelizmente, isso é temporário e pode causar a depressão ou transtorno se agravarem, resultando em duas situações graves, em vez de uma, mesmo que sejam de uso esporádico.
      A manutenção do tratamento, o uso da medicação diariamente, conforme orientado pelo psiquiatra é essencial para manter a estabilidade, isto é a ausência dos sintomas da doença.
      Tente estabelecer um diálogo com o seu marido, num momento que ele estiver mais acessível, veja a possibilidade dele retornar ao tratamento medicamentoso e as consultas com o psiquiatra, assim como buscar um tratamento para droga e o álcool.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  3. Carol 22 de setembro de 2015 às 12:45 - Responder

    Boa tarde,
    Estamos suspeitando que a minha mãe tenha o transtorno de personalidade borderline. Ela apresenta as caracteristicas, porém ela não aceita nem ir ao psicologo nem ao psiquiatra para que eles possam dar o diagnostico preciso e começar o tratamento. Está terrível a convivencia para a familia toda com ela. Como agir nesses casos em que o paciente não admite a doença? Como convence-la?

    • Equipe Abrata 24 de setembro de 2015 às 17:37 - Responder

      Prezada Carol! Sugerimos que procure um médico psiquiatra, pois só ele poderá precisar no diagnóstico. Mas como mencionou que existe resistência por parte dela, o que poderá ajudá-la, é participar dos grupos de apoio mútuo, para familiares de portadores, que acontecem na sede da ABRATA, onde se trocam experiências, e aprendem a encontrar novas soluções, a partir do contato com quem conhece o problema de dentro.
      Nosso horário de atendimento, é das 13:30 às 17:00 horas, de segunda à sexta-feira, pelo telefone 3256-4831. Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  4. Rosa 28 de outubro de 2015 às 22:18 - Responder

    Boa noite eu escrevi um comentário sobre o acontecimento com o meu filho de 25 anos , não sei se o consegui enviar. de forma que não vou repetir espero ansiosamente a vossa colaboração e ajuda . se não foi entregue eu reforço . o meu agradecimento desde já .

    • Equipe Abrata 30 de outubro de 2015 às 19:10 - Responder

      Cara Rosa!
      Todos os comentários são respondidos. Como você está mencionando não ter recebido a resposta, é porque provavelmente não recebemos seu comentário.
      Pedimos a gentileza de nos reenviar, se possível.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe Abrata!

  5. Ana Paula 20 de novembro de 2015 às 15:02 - Responder

    Boa tarde vou contar a história do meu irmão e te pedir ajuda, pois não sabemos mais a quem recorrer… Meu irmão sofreu o acidente dia 03/10 – TCE gravíssimo, ficou sem a calota por quase 1 mês, coma induzido, recolocou a calota, e tiraram a sedação.. Teve alta após a recolocação da calota e foi pra casa.. 3 dias depois da alta, voltou a ser internado pq começou um acumulo de líquidos no corte da cabeça.. Foi adotada medida preventiva com antibióticos potentes e ficaria por mais 1 semana no hospital, depois iria pra casa com antibióticos orais..
    Porém antes de finalizar essa primeira semana, ele pediu alta do hospital (claro que contrário a todos os familiares e profissionais), mas não houve como protelar, pois ele conhece seus direitos e se recusou a receber a medicação..
    Desde qdo tiraram a sedação houve a irritação constante, ele não apresenta sequelas motoras, mas essa irritabilidade é uma constante e infelizmente tem se recusado a continuar o tratamento em casa, ele é alérgico a um grupo de penicilinas e sempre teve muitas alergias ao longo da vida.. Temos percebido muita irritabilidade, insônia constante, e muita fraqueza mesmo se alimentando.. Não conseguimos convencê-lo de voltar ao retorno médico, ele se recusa a fazer as reabilitações, dispensou a fisioterapeuta, ainda apresenta algumas confusões mentais (algo muito sutil, tende mais a ser fantasioso em relação a alguns aspectos como viagens, situação financeira, sobre conversas que escuta e distorce muito), mas o aspecto que não temos conseguido lidar é essa resistência a tudo.. não quer falar com médicos e outros profissionais de saúde, não quer tirar os pontos… e precisaria ser avaliado.. mas não sabemos como lidar com isso.. ele fica muito irritado quando tentamos fazer ou conversar com alguém pra ajuda-lo.. Nossa situação financeira é complicada, eu moro em SP, eles em Minas, ele está com aversão a mim (pois fui a cuidadora maior parte do processo) e ele está completamente traumatizado com o neurologista dele e com o hospital onde ficou internado.. Sugeri uma terapia ou um psicólogo… nada ele aceita, e nada funciona.. consegue me ajudar?? Estamos desesperados, paciência nós temos, mas é muito difícil quando vc quer ajudar alguém que não aceita ajuda.. Há algo que possamos fazer?? Muito obrigada se puder ajudar..

    • Equipe Abrata 20 de novembro de 2015 às 22:12 - Responder

      Cara Ana Paula!
      Como você mencionou que reside em SP, sugerimos que participe dos Grupos de Apoio Mútuo. Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam suas experiências, e aprendem a encontrar novas soluções, à partir do contato com quem conhece o problema.
      Para participar, é necessário agendamento, pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  6. Isabel degan 21 de janeiro de 2016 às 10:48 - Responder

    Sou casada a cerca de 1 ano e estou morando fora do Brasil.
    Achava estranhas algumas atitudes do meu marido mas até a pouco tempo achava que era por ter sido mimado pela familia. Ele nunca aceitava os erros próprios e sempre arrumava um jeito de colocar a culpa em mim. Sua fisionomia ficava nesses momentos desfigurada e nada do que eu falasse o fazia ver os absurdos que estava dizendo, coisas totalmente fora da realidade.
    Bem, mas as suas atitudes começaram a me preocupar. A irritabilidade com qualquer palavra que ele entendesse errado virava uma briga interminável a ponto de perder totalmente o controle. Dai fui percebendo que algo estava errado, muito errado. Sua família já havia me sinalizado que ele era uma pessoa muito difícil e nervoso ao extremo, mas não imaginava que ele seria uma pessoa que tivesse o transtorno bipolar.
    Por todos os sintomas posso deduzir que ele o tenha.
    Já li bastante a respeito. Tento conversar com ele e mostrar que suas crises são devidas a esse transtorno mas ele não aceita, diz que eu estou exagerando e não estou falando sério.
    Não sei como lidar com suas crises pois são muito fortes, nem no trabalho ele consegue se conter. Quando sai do sério, seus ânimos vão se alterando e parece que ele se alimenta da raiva e do ódio e cada vez se insulfla mais até chegar num limite de extremos.
    Gostaria de saber como lidar com tudo isso, fazer com que aceite que precisa de ajuda e como ajudá-lo nessa situação de negação
    Aguardo uma resposta
    Obrigada

    • Equipe Abrata 21 de janeiro de 2016 às 15:29 - Responder

      Prezada Isabel!
      Aproveitamos a oportunidade e a convidamos para participar dos Grupos de Apoio Mútuo caso resida em SP.Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam suas experiências e aprendem a encontrar novas soluções à partir do contato com quem vive os mesmos problemas, conversar com os outros poderá ajudá-la a encontrar uma saída.
      Aos poucos você entenderá melhor a doença, o que poderá facilitar na busca por um tratamento.
      Se quiser participar, é necessário agendamento, pelo telefone, (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  7. Nildimar Rabelo 18 de fevereiro de 2016 às 16:47 - Responder

    Boa tarde meu nome é Nildimar tenho um filho de 21 anos ele é completamente per tubado não trabalha a alto estima dele é la embaixo largou de estudar não tem amigos só conversa pela internet me agride o tempo todo não aceita tratamento venho lutando a muitos anos ele ficou assim por causa da rejeição do pai ele tomou aversão de mim me culpa de tudo acha que eu sou responsável porque seu pai não quis saber dele e tem muita raiva por eu ser pobre e o pai dele ter dinheiro e não ter ajudado ja tentei de tudo caps posto procurei a defensoria a ultima vez que caps foi na minha casa ele me deu um monte de murro tem espirito de grandeza não aceita sua condição de pobre eu não aguento mais vou ter de abandonar ele não aceita nada tentei interna-lo o caps não autorizou por favor neste caso que devo fazer pior que ja estou a ponto de enlouquecer eu to doente por causa dele me ajudem .

    • Equipe Abrata 20 de fevereiro de 2016 às 20:12 - Responder

      Cara Nildimar!
      Existem alguns profissionais, que atendem a preços populares, e que talvez poderão ajudá-la.
      Sugerimos que entre em contato, no nosso atendimento telefônico, no número (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas, e peça maiores informações.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  8. lidiane 23 de abril de 2016 às 16:51 - Responder

    Ola boa tarde.
    Venho por meio deste solicitar auxilio de como devo prosseguir. Tenho uma prima que esta sofrendo de transtornos psicológicos já tem mais de um ano. Qualquer pessoa que não seja relativamente à favor do que ela fala ou supõe de que seja verdade torna-se um inimigo a ser “abatido”. A coisa chegou a um ponto tão extremo que o marido e um dos filhos dela tiveram que sair de casa com medo de morrer. Pois ela estava ameaçando acabar com a vida dos dois e chegou a empunhar uma faca para o filho. Ela não aceita que ninguém fale com ela e com a filha (que também esta transtornada). Não aceita ajuda da mãe, do pai e nem dos irmãos e parentes mais próximos. Nosso medo maior é que ela tente mais uma vez em tirar a vida de alguem, como ela tanto ameaça. O que devemos fazer?

    • Equipe Abrata 28 de abril de 2016 às 16:08 - Responder

      Prezada Lidiane

      O primeiro passo a ser tomado será levar a sua prima para uma consulta com médico psiquiatra, antes que a situação torne-se mais complexa do que já está, conforme o relatado por você. Somente assim a família saberá o que está ocorrendo com a sua prima e poderá ajuda-la. Necessita-se saber o que está acontecendo, qual o diagnóstico, pra tempos buscar qq intervenção, seja medicamentosa, psicológica e de cuidados dos familiares. Os comportamentos que ela apresenta segundo o seu relato merecem toda atenção e cuidados médicos.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  9. Ricardo 25 de abril de 2016 às 09:56 - Responder

    Minha esposa não aceita sob hipótese alguma comentar que tem transtorno Bipolar…Ela prefere afirmar que sofre de depressão. Como devo agir…concordo com ela. Porém ela toma a medicação e sabe que precisa dela. Na última consulta com o psiquiatra ela concordou que está muito melhor e se sente bem agora. Que está equilibrada sem mais crises de ódio, irritação ou tristeza acentuada. E admite que esses resultados se deram em função da medicação. Esse aspecto é bom…Mas ela não quer mais fazer terapia e os colaterais do remédio são muito terríveis. ela engordou assustadoramente em poucos meses…E pelo que tenho lido toda medicação possui muitos colaterais terríveis. Existe com o tempo uma adaptação melhor ao medicamento e possibilidade da pessoa levar uma vida normal???

    • Equipe Abrata 28 de abril de 2016 às 15:52 - Responder

      Prezado Ricardo

      Muitas medicações tem efeitos colaterais. Essa questão não refere-se somente a medicação psiquiátrica, muitas vezes erroneamente vista desta forma. As medicações que provocam efeitos colaterais geralmente apresentam-se com maior incidência no início do tratamento e com o decorrer do uso e também da adaptação da dosagem os efeitos colaterais diminuem e alguns até desaparecem. Porém ressaltamos que será muito importante comunicar ao médico da sua esposa quais os efeitos colaterais que estão ocorrendo para ela receber a orientação correta de como lidar ou mesmo minimizar estes efeitos.
      Quanto ao fato dela não aceitar fazer a psicoterapia torna-se uma situação delicada, tendo em vista a necessidade do querer da pessoa para estar com um psicólogo até para este tratamento traga resultados na vida da pessoa. Que tal vc conversar com ela, sugerindo que procure o psicólogo para ajudá-la quanto aos efeitos colaterais da medicação e também será um meio dela conhecer mais sobre a doença, os sintomas que ela tem quando está em crise, ou entrando numa crise e principalmente descobrir quais são os fatores de estresse que podem leva-la a uma crise de transtorno.
      Como citado por vc, ela não aceita que comente que tem transtorno bipolar. E nesta questão será necessário respeita-la. Neste momento o importante é ela aceitar a a medicação e evitar as crises. Com o passar do tempo a pessoa vai compreendendo mais sobre a sua doença e naturalmente aceita ter a doença e quqndo perceber comentará sobre isso com as pessoas em quais confia.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  10. Ricardo 29 de abril de 2016 às 09:35 - Responder

    Bom dia, muito obrigado pelo retorno. De fato, concordo com tudo isso que foi dito e, novamente agradeço pela atenção. O que me preocupa muito e de fato são os colaterais da Rispiridona, mas nunca minha esposa esteve tão equilibrada, lúcida quanto agora sob o efeito desse medicamento. Mas muito me preocupa que ela venha a melhorar do aspecto psiquiátrico e adoecer gravemente outros órgãos por causa dos colaterais. nosso psiquiatra é um médico muito sério e respeitável. Ele me disse que devo me despreocupar disso que em toda a prática médica dele nunca viu algo muito importante com relação aos colaterais em nenhum paciente. Farei exatamente isso…irei me acostumando com o fato de sim, ela precisa muito se medicar até para poder viver melhor e ter contato com a realidade. Eu amo muito ela e quero o melhor para ela.

    • Equipe Abrata 20 de maio de 2016 às 21:47 - Responder

      Caro Ricardo

      O carinho e amor que vc nutre pela sua esposa teve ser o melhor remédio que ela recebe! Os familiares muitas vezes assustam-se com a medicação, mas ela é necessária, principalmente se esta trazendo qualidade de vida e bem estar. isso é natural. Mas o tratamento medicamentoso de qq outra doença crônica também há necessidade de medicação e muitas vezes várias. Para as doenças do cérebro, é a mesma situação.
      Conte sempre com a ABRATA.
      Grande abraços
      Equipe ABRATA

  11. Wanessa cristina de jesus gomes 10 de maio de 2016 às 17:17 - Responder

    Boa Tarde? eu sou casada ha 19 anos, meu esposo sempre foi problemático, foi usuário de drogas fortes tipo crack e outras, é adcto, o comportamento agressivo, estourado, super nervoso. A família dele desestruturada, e com pessoas com problemas mentais. Ele ficou internado, em comunidades terapêuticas que fala muito em religião que é evangélica, ele esta fanático na religião, e esta apresentando surtos psicóticos delírios, alucinações. Não se aceita doente de jeito nenhum, não aceita tratamento de maneira alguma. Eu preciso urgente mesmo interna lo para que ele comece um tratamento para tomar medicação, pelo menos. Estou desesperada por que estou correndo risco em casa. Tenho 3 filhos pequenos e um irmão síndrome de Down. me ajudem por favor me indiquem como tentar uma internação compulsória.

    • Equipe Abrata 2 de julho de 2016 às 21:02 - Responder

      Olá Wanessa

      Vc está passando por um momento muito difícil, sofrido e lidando com situações bastantes complexas com seus familiares. O seu marido é a pessoa mais interessada na melhora e deve sempre se lembrar de que ele tem uma doença, mas não é um doente. Isto o torna co-responsável pelo sucesso do tratamento e estimula a participação ativa no processo terapêutico como um todo. Isso seria o ideal neste relato que vc traz. Mas sabemos que as dificuldades são infinitamente maiores quando o pessoa não aceita ser doente, não aceita a doença, faz uso de drogas. E nesta situação e em caso extremo é necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade. Algumas vezes pedir será necessário pedir o apoio ao SAMU ou Corpo do Bombeiro quando o seu marido está pondo em risco a sua vida ou a vida de terceiros, para encaminhar para a internação involuntária. Quando a esposa poderá assumir a responsabilidade pela internação, caso o médico identifique a necessidade da internação. De acordo com a legislação vigente, a internação compulsória é determinada pelo juiz competente, que levará em conta o laudo médico especializado, as condições de segurança do estabelecimento,
      quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.o psiquiátrica.
      A internação compulsória, prevista em lei, é uma medida tomada em casos pontuais e específicos, respaldada por ordem judicial, indicada apenas quando a pessoa está pondo em risco sua própria vida ou a de terceiros e quando já se esgotaram todos os outros recursos de intervenção.
      Falando em serviço público, geralmente a pessoa deve ser encaminhada, assim que possível, para um CAPS: os CAPS III funcionam 24 horas; nos municípios onde ainda não
      existem, é preciso garantir atendimento integral à pessoa com transtorno mental nos Hospitais Gerais e, se for necessária a internação, deve ocorrer pelo tempo estritamente necessário.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  12. Eni Duarte 11 de maio de 2016 às 22:06 - Responder

    Tenho uma irmã que não vai ao médico,não toma remédio nenhum.Ela esta cada vez mais magra.Não conseguimos leva-la médico, um psicologo esteve com ela por 3 vezes,mas depois ela não quis mais.Ela dá um trabalho danado, se joga no chão,não deixa filha sair sozinha,qdo sai fica esperando no lugar. O pai morreu ha um mês e ela parece piorar. Resumindo, estamos perdido sem saber a quem recorrer e o que fazer. Isso vem aumentando ha uns 20 anos e nesse tempo ela esteve bem mas nada a fez ir ao médico. Sabemos que tem dores no corpo, nos ossos. a magreza é tanta que so se senta em cima de almofada por estar tão magra. O que podemos fazer? Obrigada

    • Equipe Abrata 29 de julho de 2016 às 20:13 - Responder

      Olá Eni

      Vc não relata se a sua irmã tem transtorno bipolar. Mas vamos lá. Infelizmente não temos a receita especial para lhe dizer como convencer a sua irmã a trata-se, mas enviamos informações, que possam ajuda-la a encontrar caminhos. As dificuldades são maiores quando a pessoa não aceita ser doente, seja qual doença for. E em caso extremos pode ser necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade. Com o passar do tempo, família aprende a identificar os primeiros sinais de uma recidiva, antes que pessoa perca o senso crítico. Mas as vezes apesar da família perceber os sintomas da doença, não consegue agir, intervir pq o familiar não aceita e nega-se a qualquer apoio e intervenção. A intervenção precoce possibilita abreviar e atenuar o novo episódio da doença.
      Muitas vezes, a pessoa não aceita que possa ter um doença qualquer ou um a doença mental, e por isso faz questão de não tomar conhecimento do diagnóstico, evitando o contato. Outros pessoas ficam muito impressionadas com o diagnóstico recebido, e pela ansiedade e medo da realidade da doença, acabam evitando se cuidar e fazer o tratamento. A sua irmã é a pessoa mais interessada na sua melhora e deve sempre se lembrar de que ela tem uma doença, que afeta a sua vida, sua relação com os familiares. Isto a torna co-responsável pelo sucesso do tratamento e estimula a participação ativa no processo terapêutico como um todo. Esse seria o ideal! Porém também sabemos que não é fácil aceitar qualquer doença que exige um tempo prolongado de tratamento, como é o caso da hipertensão, do diabetes, das doenças cardíacas e também do transtorno bipolar. E, no caso do transtorno bipolar a dificuldade aumenta, porque a pessoa só em algumas épocas e às vezes nem percebe. Isto aumenta a negação pelo tratamento, o risco de abandono do tratamento e precipita as conseqüências já citadas. Na maioria das vezes, também acontece que a pessoa suspende a medicação por supor sentir-se bem e achar que pode controlar sozinho, porque lhe falta a excitação ou mesmo por causa dos efeitos colaterais.
      Sugerimos buscar no site da ABRATA o livro em PDF, vc também poderá baixar – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com a pessoa acometida pela doença em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  13. Andreza 25 de maio de 2016 às 10:07 - Responder

    Olá. Tenho um filho de 20 que sofreu de 2013 para 2014 um forte trauma emocional. Desde então não foi mais o mesmo. Outubro de 2015 surtou, se isolou completamente, não falava nenhuma palavra, abandonou os estudos, karatê, convívio social e familiar. Não se alimentava, não dormia direito e não se concentrava no trabalho, só rezava, inclusive no trabalho. Nunca aceitou que tinha algo errado com ele. Eu fui ao psiquiatra, expliquei o que estava acontecendo e esse me passou uma medicação injetável, já que de forma alguma ele tomaria. Contratamos um profissional que fez a administração do remédio à força. Foi uma situação muito agressiva, pois ele se machucou e machucou o enfermeiro, pois meu filho possui uma graduação alta no karatê. Dois dias depois ele começou a melhorar, mas nunca aceitou o benefício da medicação, diz que ficou bom por vontade própria. Agora ele começa com o mesmo processo, abandonou o karatê, chega direto do trabalho e se tranca no quarto, reza da hora que chega até a hora de dormir. No trabalho faz o mesmo. Não desempenha suas funções. Não faz nenhuma refeição em casa, não conversa absolutamente nada conosco. As raríssimas vezes que consigo vê-lo, e falo alguma coisa, apenas me escuta e muitas vezes sem olhar para mim. Estou angustiada e me sinto perdida sem saber o que fazer, pois meu filho está hostil, prepotente e completamente recluso. Penso que se tiver que fazer qualquer coisa será à força e mais agressivo do que foi da outra vez, pois ele não fica mais com a porta destrancada!

    • Equipe Abrata 5 de março de 2017 às 10:28 - Responder

      Prezada Andreza.

      Se de um lado o seu filho manifesta uma atitude recorrentemente hostil em relação a você, por outro ele dá continuidade à sua vida
      profissional, ou seja, não é negligente com o seu trabalho.
      Se se tratar de uma pessoa com transtorno bipolar, o não tratamento pode oferecer algumas consequências graves.
      Se não for tratado, o transtorno bipolar tende a piorar, e a pessoa tem episódios completos de mania e depressão. É importante saber que, com tratamento, o estado maníaco ou depressivo passa mais rápido, sem deixar sequelas.

      Pessoas que sofrem de transtorno bipolar levam em média oito anos antes de serem diagnosticadas e/ou receberem tratamento adequado. Nesse período, os pacientes tiveram sofrimento físico e psíquico imensurável e podem ter acumulado perdas irreversíveis nos relacionamentos afetivos, nos estudos e no trabalho. Isso significa separações, repetência, incapacidade de adquirir uma profissão, perda do emprego, invalidez precoce ou mesmo morte.

      Na depressão, tudo se torna difícil e custoso: estudar, trabalhar, conviver com as pessoas. Comprometem-se relacionamentos afetivos, na família, com o cônjuge ou com colegas e amigos. Para atenuar o sofrimento, muitos se tornam usuários de tranquilizantes, álcool ou drogas. Além das perdas já mencionadas, a pessoa pode correr risco de vida por negligenciar cuidados com a saúde ou por suicídio.

      Durante a mania, a pessoa sente-se ótima e não consegue avaliar as consequências da irritabilidade, da desinibição e da sociabilidade na esfera pessoal. Atitudes tomadas durante a (hipo)mania podem resultar em rompimentos conjugais, com familiares e com amigos ou em ruína financeira e endividamentos. Há risco de adultério, de gravidez indesejada, de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Os pacientes podem perder o emprego, arruinar sua reputação, passar a abusar de álcool e/ou drogas. A combinação com o álcool é desastrosa, pelo risco de acidentes, de violência ou de problemas com a polícia.

      TRATAMENTO

      OBJETIVOS

      – Eliminar ou diminuir a intensidade dos sintomas da doença, e propor¬cionar, o mais rápido possível, que o paciente retome sua vida normal.
      – Evitar a ocorrência de novas crises, aumentar o intervalo entre elas, diminuir sua frequência e o número de internações.

      COMO TRATAR ALGUÉM COM TRANSTORNO BIPOLAR?

      O aparecimento do Transtorno bipolar deve-se a uma combinação de fatores, em que aspectos biopsicossociais desempenham papel importante no desencadeamento da doença. Assim sendo, tratamentos medicamentosos, orientações sobre a doença e orientação psicológica estão indicados. O segredo está no encontro da combinação ideal para cada paciente.

      Há vários tipos de tratamento disponíveis para as Doenças Afetivas. Podem ser usados isoladamente ou associados, dependendo da gravidade da doença.

      a) Hospitalização – Indicada quando a gravidade dos sintomas durante as crises ameaçam o bem estar do paciente. Nestes casos, hospitalizado, o paciente receberá cuidados mais constantes por uma equipe especializada. Muitas vezes, porém, nas crises menos graves, o paciente pode ser tratado no ambulatório.

      b) Medicamentos – São usados tanto para controlar a crise como para prevenir recaída. Na Doença Afetiva Bipolar, os medicamento mais utilizados são o carbonato de lítio e estabilizadores do humor.

      c) Psicoterapias – A associação de psicoterapia melhora a eficácia, a aderência ao medicamento e diminui as recaídas. Podendo os(as) pacientes serem encaminhados para atendimento individual, de casais e/ou de família ou grupo de pacientes.

      d) Orientação psicoeducacional – Se o medicamento não for tomado, de nada adianta receitá-lo para aumentar o sucesso do tratamento. É preciso esclarecer ao paciente e aos familiares sobre os sintomas da doença, suas causas, como ela pode seguir durante a vida da pessoa, quais os riscos, que atitudes tomar durante a depressão e na mania, como se preparar para as recorrências e assim por diante.

      Estas são as informações que julgamos importantes para você.
      E uma sugestão relevante: procure cuidar-se, acercando-se de tratamento psiquiátrico e psicoterápico para minimizar os efeitos de uma difícil convivência.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA,

  14. Denise 30 de maio de 2016 às 20:14 - Responder

    Boa Noite,
    Concordo com o que foi colocado no texto acima. A minha preocupação tem haver com a família do paciente, que vem sofrendo muito com o transtorno. As filhas (3) e a esposa, não estão tendo qualidade de vida. O emocional das crianças estão no limite. Não conseguem conviver com o pai, o qual tem um pavio muito curto. Este não aceita o transtorno, e o pior, não leva o tratamento farmacológico a sério, o que tem dificultado, em muito, a terapia. Ele já está no seu terceiro casamento.
    Já pensei em cancelar as sessões de terapia com ele, mas a família diz que a terapia é a única coisa que tem aliviado as tensões em casa. Realmente, me sinto entre a cruz e a espada. Estou muito preocupada com o comportamento do paciente e o sofrimento da família.

    • Equipe Abrata 15 de junho de 2016 às 18:25 - Responder

      Olá Denise

      O seu relato não esclarece se vc é uma profissional da saúde mental ou não. Vc fala em ” cancelar as sessões de terapia com ele”. Caso vc seja uma profissional sugerimos buscar o apoio de uma supervisão para lhe oferecer suporte neste processo psicoterapêutico ou mesmo indicar outro profissional para dar continuidade ao tratamento. Também observamos que situações como a relatada por vc, a família também necessita de um apoio. A psicoterapia torna-se essencial na orientação ao paciente acerca da necessidade do uso da medicamento, no esclarecimento dos sintomas da doença e principalmente que o conjunto de apoios será importante para conseguir estabilidade e alcançar a qualidade de vida pessoal, emocional, profissional, familiar e social.
      Caso a família resida em SP, vc poderá sugerir que venham participar das atividades psicoeducacionais oferecidas pela ABRATA e que complementam o tratamento clínico. Aproveitamos a oportunidade convidamos para participarem do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares para a pessoa com doença bipolar. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h.
      Abraços
      Equipe ABRATA

      • Denie Vieira de Mattos 25 de junho de 2016 às 21:23 - Responder

        Boa Noite,
        Agradeço pela gentileza em responder ao meu email. Sou psicóloga TCC e moro em Aracaju. O paciente passou por uma psicoeducação de seu transtorno e dos efeitos que ela trás quando o paciente não adere ao tratamento, assim como, os benefícios que ele encontraria ao levar o tratamento a sério . Conversei com ele a respeito de encaminhá-lo a outro profissional que desse continuidade ao tratamento, mas este disse que não iria mais procurar nenhum outro terapeuta.
        A família tem participado de um grupo de apoio, o que tem fortalecido os laços familiares.
        De qualquer forma,
        Agradeço.

        • Equipe Abrata 27 de junho de 2016 às 14:41 - Responder

          Prezada Denise

          Agradecemos a gentileza do seu retorno.
          Infelizmente sabemos que de nada adianta o médico prescrever o remédio correto se o paciente não tomá-lo, ou mesmo receber o apoio psicoterapêutico se nega a doença, o seu diagnóstico e tratamento. A educação do paciente e da família sobre a doença, suas conseqüências e tratamentos é crucial para aceitar a doença e perder o preconceito.
          O psicoterapeuta busca sempre educar acerca da doença, mas a aceitação pode levar anos. As dificuldades são maiores quando o paciente não aceita ser doente, e em caso extremos, também sabemos que as vezes será necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade. E sem perder a esperança, desejamos que com o passar do tempo, família e paciente aprendam a identificar os primeiros sinais de uma recidiva, antes que ele perca o senso crítico. Isto é muito importante, porque a intervenção precoce possibilita abreviar e atenuar o novo episódio da doença. Mas, lamentavelmente apesar de todos os esforços da equipe de apoio os resultados de sucesso esperados levarão muito anos e consequentemente as perdas poderão ser irreversíveis.
          Mas a boa notícia é continuidade da família e buscar apoio, apesar da negação do familiar ao tratamento.
          Abraços
          Equipe ABRATA

  15. La 5 de julho de 2016 às 16:49 - Responder

    Boa tarde, meu pai já foi diagnosticado com transtorno bipolar, porém parou o tratamento há uns 6 anos, e minha mãe foi diagnosticada com mania de perseguição, porém, no caso dela, não sabe o diagnóstico por medo de se falarmos para ela e achar que estamos perseguindo-a e que estamos diminuindo sua autoestima. Mas, no final de semana passado, houve um ocorrido em que meu pai agrediu fisicamente o meu namorado, sem motivos, somente porque eu disse que iria a um casamento com ele e eles não gostam do meu namorado, também sem motivos aparentes para isso. Agora meu namorado está com medo de que meu pai vá atrás dele novamente. E eu também estou com medo e não sei o que fazer para que os meus pais voltem a se tratar, poderiam me dar uma luz?

    • Equipe Abrata 25 de fevereiro de 2017 às 10:27 - Responder

      Cara La.

      Não existe fórmula mágica para convencer alguém com transtorno bipolar e demais distúrbios a procurar
      ajuda médica.
      Normalmente, o exemplo parte dos familiares que começam a estimular os demais a se tratarem, pois
      cada um é o principal interessado e responsável pelo sucesso do tratamento.
      A sugestão é, enfim, que você procure um psicólogo para trabalhar as suas emoções, fortalecendo-a
      para cuidar de seus pais.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  16. Melissa 13 de julho de 2016 às 11:05 - Responder

    Olá.
    A minha sogra está com sérias dificuldades de aceitar que precisa de um tratamento. Já tentamos de todas as formas convencê-la a ir a uma consulta, porém é só falar sobre o assunto que ele fica nervosa e agressiva. Já chamamos duas vezes o SAMU em dias de crises sérias e o SAMU não apareceu. A família dela é somente meu noivo, ela não tem mais ninguém. Esta semana ela agrediu meu noivo e o expulsou de casa, não quer mais abrir a porta e não sabemos como proceder já que não adianta chama o SAMU e não podemos tocar no assunto médico que ela fica agressiva.
    O que devemos fazer? Um médico a domicilio pode fazer uma consulta mesmo sem ela aprovar essa situação? Gostaríamos de pelo menos tentar iniciar um tratamento para analisarmos se pode haver melhoras ou qual seria o diagnóstico. Estamos completamente perdidos.

    • Equipe Abrata 23 de fevereiro de 2017 às 19:17 - Responder

      Prezada Melissa.

      O SAMU não intervém em casos de internação de pacientes psiquiátricos. Normalmente, em casos de
      intervenção, a família contrata os serviços de uma ambulância particular para conduzir o paciente
      a um hospital psiquiátrico.

      Informações sobre a internação psiquiátrica:

      A psiquiatria é baseada no diálogo direto entre o paciente e seu psiquiatra. Por meio de conversas e análises, o médico é capaz de tratar pacientes com diversos transtornos e distúrbios psicológicos. Normalmente, os encontros acontecem em consultório e, em alguns casos, podem ser prescritos medicamentos para auxiliar no tratamento.

      Quando o transtorno psiquiátrico chega a um nível muito extremo, em que o paciente passa a representar uma ameaça para todos a sua volta e para si mesmo, recorre-se a internação psiquiátrica. Nesses casos, o paciente é colocado em um hospital psiquiátrico, onde receberá um tratamento mais intenso, com maior acompanhamento dos médicos.

      Um indivíduo pode ser hospitalizado de maneira voluntária, ou seja, ele próprio está ciente da sua situação e se dispõe a entrar em um tratamento mais intenso. Já em situação onde o paciente se nega a buscar ajuda e ignora a gravidade da sua situação, pode ocorrer a internação involuntária, quando amigos ou familiares induzem a hospitalização, mesmo sem o consentimento do paciente.

      Ficam esses esclarecimento se a situação de sua sogra se agravar.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  17. Patricia 20 de julho de 2016 às 14:06 - Responder

    Boa Tarde

    Meu pai tem TOC gravíssimo e não consegue enxergar de maneira nenhuma. A situação está muito ruim. A família não consegue mais ficar perto. Ele está afastando todo mundo. Ele se acha a pessoa mais legal do mundo, logo ele não vê motivos para que faça tratamento. E por mais que mostremos fatos pra ele de que o que ele acredita não é real, ele não consegue enxergar. Ele já está fazendo coisas irracionais. Eu sinceramente não sei mais o que fazer. Tinha até conversado com uma médica de família, para tentarmos uma intervenção, porém ela não deu continuidade. Após uma conversa com meu pai, ela disse que não adiantaria. Eu preciso de ajuda. Há alguma coisa que pode ser feita? Alguma outra abordagem?

    • Equipe Abrata 23 de fevereiro de 2017 às 19:02 - Responder

      Olá Patricia.
      A ABRATA é uma associação civil que tem por objetivo oferecer apoio psicossocial a pessoas com
      transtorno bipolar e depressão, bem como a seus familiares e amigos.
      Por essa razão, sugerimos que você solicite informações no seguinte site:

      Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo – ASTOC.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  18. camila 28 de julho de 2016 às 14:02 - Responder

    Boa tarde
    Minha mãe ficou 30 dias internada por conta de um problema pulmonar, porém na 3 semana de internação ela surtou… começou a dizer que era Jesus, jogou comida na cama e no chão, gritou, puxou cabelo. Precisando de intervenção psiquiátrica. A psiquiatra entrou com medicação forçada pra conter o surto e depois quetiapina 300mg / dia. So que semana passada minha mãe teve alta e agora em casa se recusa a tomar a medicação alegando que da muito sono e que ela não quer ficar dormindo o dia todo… a psiquiatra mudou a medicação pra clopixol depot, mas não posso falar isso pra minha mãe pq ela se lembra que a psiquiatra receitou injeção no hospital… e se ela não quer tomar nem comprimido imagina injeção receitada pela médica… medica essa que agora minha mãe quase odeia… estou desesperada com medo de ela surtar novamente pela falta da medicação… pensei em administrar escondido mas tenho medo de ela descobrir e ai nunca mais eu vou conseguir dar nada… por favor me ajudem…

    • Equipe Abrata 8 de agosto de 2016 às 17:12 - Responder

      Prezada Camila,

      A situação com sua mãe é mesmo delicada, mas você não deve ficar refém dos sintomas dela. A prioridade é sempre cuidar da saúde. Só que essa não é uma situação fácil e você não deve lidar sozinha com tudo isso. Converse com a psiquiatra que atendeu sua mãe e peça orientações sobre quais as possibilidades de tratamento dela. A melhor conduta deverá ser dada por um profissional que vai orientar você de acordo com as peculiaridades da situação e do momento. Certamente, sua mãe deve ser medicada e, num primeiro momento, talvez nem possa escolher entre aceitar ou não esse tratamento, se ela estiver sem condições de julgar a própria situação e de tomar decisões. Neste caso, você (ou outra pessoa da sua família) deverá tomar a decisão, mas baseada numa orientação profissional que a ajude a ver quais os riscos e benefícios específicos no caso da sua mãe.
      Um abraço
      Equipe ABRATA.

  19. Juranilda T. Rosas 15 de agosto de 2016 às 10:28 - Responder

    Tenho um filho que está com 32 anos e desde os 16 anos tem problemas. O psiquiatra disse que ele tem transtorno bipolar, porém ele não quer levar o tratamento a sério e isso afeta a nossa saúde que está no limite, pois somos idosos. Ele vive nos ameaçando e nos extorquindo dinheiro para viver farreando com os amigos, pois ele tem um porte grande e nós somos pequenos. Ele nos aterroriza… o que devemos fazer? Solicito sua orientação pois sempre nos hostiliza e ameaça acabar conosco por favor como podemos agir.

    • Equipe Abrata 24 de fevereiro de 2017 às 11:07 - Responder

      Querida Juranilda.

      Em sua família, ou entre os amigos de vocês, há pessoas com as quais o seu filho tem diálogo?
      É que, ao que tudo indica, vocês não estão conseguindo orientá-lo a se tratar.
      Ele está sofrendo, por certo e vocês, mais ainda.
      O transtorno bipolar é uma doença complexa, que exige cuidados médicos e psicológicos.
      Vocês precisam do apoio de outras pessoas, inclusive para avaliarem as decisões legais: internação e interdição.
      Tentem conversar com o médico que acompanhava o seu filho para que possa oferecer opções.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  20. Welton 26 de agosto de 2016 às 15:44 - Responder

    Olá, boa tarde.

    Em casa é minha mãe que apresenta os sintomas da depressão e, no momento, o que é mais evidente é a irritabilidade.
    O tempo todo ela fala sozinha xingando os vizinhos e algumas vezes a gente aqui de casa.
    Quando ela sai à rua é um problema, pois ela xinga os vizinhos e em alguns momentos ameaça atacar pedras.
    No texto acima e nos outros que já li, vejo que o caminho é ter paciência e conversar com a pessoa de forma calma para tentar mostrar a ela que o tratamento é necessário. Mas tenho dificuldade para seguir essa dica, pois se tento falar com a minha mãe no mesmo segundo ela se irrita, sai andando e xingando.
    Não sei o que fazer, pois ela não aceita ir ao médico quando eu a convido.
    Ainda não falei com nenhum profissional da área e não sei se adiantaria se eu não conseguir levá-la.
    Minha principal dificuldade para aplicar as dicas é conversar, pois não sei puxar assunto.

    • Equipe Abrata 13 de fevereiro de 2017 às 09:48 - Responder

      Prezado Welton.

      Muitas vezes a pessoa que apresenta algum transtorno mental não consegue identificá-lo como algo diferente de si mesma. Acredita que aquelas características façam parte de sua personalidade. E muitas vezes sentem até um estranhamento, se por conta do uso de medicações, aquelas características forem suprimidas. Ou seja, não sabem experimentar a vida de outra forma.

      Antes de mais nada é muito importante uma relação sincera de afeto e confiança para que aos poucos esta pessoa vá quebrando as resistências e se aproximando de um tratamento.
      Veja entre suas relações quem seria a pessoa mais indicada para fazer essas tentativas de abordagem, e também qual o melhor momento.

      Em relação ao tratamento, o ideal seria a combinação de medicamentos e psicoterapia, mas não importa se isso não acontecer de imediato. O mais importante é que o tratamento se inicie e que aos poucos as resistências sejam quebradas.

      Este processo de aceitação e envolvimento pode levar muito tempo, então não esqueça de cuidar de si mesmo e de sua saúde mental, se a convivência for muito difícil.

      E, por fim, entenda as suas próprias limitações. Peça a alguém próximo de sua mãe para convencê-la a se tratar.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  21. Ronize Lopes 2 de setembro de 2016 às 08:13 - Responder

    Meu irmão foi diagnosticado com esquizofrenia tem uns 30 anos e além disso é usuário de drogas. Minha mãe quando em vida cuidava dele e amenizava estas situações, forçava com os remédios e injeções. Mãe desencarnou a 05 anos e o meu irmão se viu sozinho em casa. Minha irmã mora do lado dele, ela tenta cuidar mas não dá conta. Eu moro em outro estado e a outra irmã mora em outro, modos que a única que fica perto dele não dá conta. Ela tenta o que pode mas não consegue. Ele não é agressivo, parou com os medicamentos a muito tempo, não quer tomar, e é usuário de crack. Mora sozinho e a única coisa que a gente faz é tentar não deixar ele passar fome. Vive na sujeira não aceita comida dos outros, só a que ele faz. O que fazer visto que não moramos lá e ele não aceita o tratamento.

    • Equipe Abrata 5 de novembro de 2016 às 18:18 - Responder

      Prezada Roziane

      A situação relatada é bem complexa, principalmente qdo a pessoa não aceitar e não que fazer tratamento. E a família sofre muito, pq quer ajudar, apoiar mas não consegue.
      Sugerimos que seus familiares procure pela ABRE – http://www.abrebrasil.org.br/web/ e participe das atividades para os familiares. Assim participando de grupos de apoio poderão identificar ideias para lidar com o seu irmão e minimizar os sofrimentos.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  22. Helen 24 de setembro de 2016 às 21:07 - Responder

    Olá, equipe.
    Gostaria de saber se há algum trabalho mostrando a relação do não tratamento do TB com demência, perda neuronal ou perda cognitiva ?
    Se sim, podem me passar o título?
    Obrigada.

    • Equipe Abrata 28 de janeiro de 2017 às 19:17 - Responder

      Prezada Helen,

      Desculpe-nos pela demora em lhe responder. Passamos por um período sem voluntários para essa atividade.
      A relação entre a evolução do transtorno bipolar não tratado e demência, deficits cognitivos e perda neuronal é um campo bastante atual de pesquisa. Sugerimos que faça uma busca sobre o tema (bipolar disorder and dementia) no pubmed – https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed , um dos mais importantes banco de dados de publicações médicas do mundo. Lá você poderá encontrar diversas publicações sobre o tema.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  23. Andrea 26 de setembro de 2016 às 23:44 - Responder

    Li o seu texto e gostei muito, mas pra minha família a situação é muito complicada. Meu irmão é doente há anos e não aceita essa condição, nunca consultou um médico e sequer aceita que digamos alguma coisa. Não sei o diagnóstico, ele reside com minha mãe que já é idosa e está muito cansada do comportamento dele, ele não suporta barulho, fica crítico à noite pois não tolera latidos de cachorro , sequer barulho do portão do vizinho, inicia proferindo palavras de baixo calão e termina jogando pedras no quintal do vizinho. Isso se repete há anos, muda- se o vizinho e o problema logo aparece. Ele não ouve ninguém, não sabemos mais o que fazer, minha mãe tá sofrendo muito.

    • Equipe Abrata 10 de fevereiro de 2017 às 18:32 - Responder

      Cara Andrea.

      Atitudes recomendadas à família quando a pessoa doente não aceita o tratamento:

      – Abordar o paciente com precaução e empatia – procurar mostrar aqueles sintomas que ele sente como incômodos: insônia, irritabilidade, inquietação, falta de concentração, dificuldade para realizar bem tarefas de que gosta.
      – Dar instruções de maneira clara e precisa, evitando cenas emocionais desgastantes.
      – Adotar uma atitude solidária: mostre que você também tem problemas e dificuldades na sua vida (evitar a exclusão)
      – Um ambiente familiar tolerante e acolhedor favorece a aceitação da condição de doente e, consequentemente, do tratamento.
      – Alimentar a autoestima do paciente: reconhecer os progressos parciais que ele for conseguindo ao longo do tratamento.

      Como a família pode enfrentar uma situação de crise?

      – Ter presente que, em alguma ocasião, poderá ser necessário internar o paciente.
      A internação não é castigo – é cuidado numa hora em que a vida do paciente e/ou dos demais corre risco.
      A internação, em geral, é breve e, após um período de adaptação e tratamento, o paciente deve retornar ao seu meio e ser ajudado a retomar sua vida.
      Não existem respostas fáceis, exceto que a família deve ter:

      Paciência
      Tranquilidade
      Interesse
      Participação
      Solicitar informação e orientação necessárias.
      Persuadir o paciente a se tratar não é tarefa fácil. Requer paciência e compreensão e, muitas vezes, é necessário que se sofra por várias crises até que o portador aceite seu diagnóstico e assuma seu tratamento.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  24. Douglas Ursi 10 de outubro de 2016 às 21:59 - Responder

    Gostaria de saber se existe algum remédio para transtorno bipolar que seja de longa duração ou em doses únicas , pois minha esposa de recusa a seguir o tratamento , só toma os remédios por um período muito curto e somente com muita insistência que me desgasta emocionalmente. Ela foi diagnosticada com bipolar tipo II , é consciente da doença,mas mesmo assim se recusa a um tratamento com remédios. Ela teria que tomar DEPAKENE , mas logo desiste, e eu já cansei em tentar enganar,dissolvendo em sucos e comida. Ela já percebe o gosto e não “cola” mais.

    Fiquei sabendo de uma injeção que é tomada em uma unica dose e o efeito é de longa duração. Isto é possivel,se for qual o nome do remédio e onde procurar ? Por favor preciso de ajuda !

    • Equipe Abrata 20 de fevereiro de 2017 às 16:50 - Responder

      “Prezado Douglas,
      Existem medicamentos injetáveis de ação prolongada, os chamados antipsicóticos, que podem ser usados em portadores de transtorno bipolar, embora não sejam específicos deste transtorno. Como há uma certa variedade deles e com efeitos terapêuticos e colaterais diversos, não há como indicar algum especificamente para a sua esposa, somente um psiquiatra num atendimento individual pode avaliar se algum deles e qual deles estaria mais indicado para sua esposa. Mas é importantíssimo que ela coopere minimamente, pelo menos aceitando ir às consultas pois não há tratamento do transtorno bipolar que dispense a avaliação periódica para controle e manutenção. Recomendamos também que você e ela participem dos grupos de apoio mútuo da ABRATA, para portadores e para familiares, para mais esclarecimentos sobre o transtorno e as imensas dificuldades que ocorrem com os seus acometidos.
      Um abraço
      Equipe ABRATA”.

  25. Alves 28 de outubro de 2016 às 12:07 - Responder

    Bom dia. Preciso de uma orientação, a minha sogra tem depressão há 14 anos após tem perdido um filho de acidente e, ante o ocorrido, já estava um pouco depressiva. A mãe dela também tinha depressão e quando morreu havia surtado e corria para o mato. Ela nunca aceitou o tratamento, passa 3 meses boa, passeia… cuida do que gosta….porém fica muito eufórica,fala alto e só ela tem razão…sabe mais que os outros.
    Na outra fase,ela fica de 3 a 4 meses deprimida em casa, não sai para rua, não quer ver ninugém, fala que está suja, doente, que não consegue caminhar, que tem câncer, que as juntas doem, pés estão inchados (mas não esta) que não dorme mais dorme. já levamos em vários psiquiatras mas ela não toma os remédios, aceita que está doente mas fala que a gente quer que ela tome os remédios porque queremos que ela morra. Já não sabemos mais o que fazer, nos ajude. E agora já tem 3 dias que não come nada porque a garganta estreitou. Levamos ao hospital para tomar soro com vitamina mas fica furiosa conosco. Fala só em morte, que ela vai morrer todas as vezes que fica assim.

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 18:17 - Responder

      Prezado Alves.

      A depressão é uma doença grave e necessita de acompanhamento médico sistemático.
      Se não for adequadamente tratada, a depressão pode apresentar os seguintes sintomas:
      – sensação persistente de tristeza, angústia e/ou vazio;
      – desânimo e choro;
      – desesperança e pessimismo;
      – perda da capacidade de sentir prazer;
      – inquietação, ansiedade ou irritabilidade;
      – falta de sentido da vida;
      – baixa autoestima;
      – preocupação com doenças;
      – delírios e alucinações em casos graves;
      – pensamentos sobre morte ou suicídio;
      – plano ou tentativa de suicídio.

      Em casos mais graves, alguns médicos indicam a internação psiquiátrica para que o tratamento seja aplicado.
      Hoje em dia, quase todos os tratamentos psiquiátricos podem ser levados avante em consultórios ou ambulatórios, com os pacientes permanecendo nas suas residências e até se mantendo em suas atividades habituais.

      Há alguns anos, como não existiam tratamentos eficazes, pacientes psiquiátricos eram segregados do convívio social, internados e deixados evoluir livremente em hospícios, nos quais alguns chegavam a estados de profundas alterações. Esses tempos acabaram e a internação psiquiátrica vem enfrentando fortes críticas do movimento antimanicomial, embora os leitos hospitalares venham sendo substituídos por ofertas alternativas ainda muito deficitárias. Acabaram também os antigos hospícios, manicômios e hospitais psiquiátricos, hoje no máximo substituídos por alas especiais em hospitais gerais. Alguns pacientes podem mesmo ser tratados nas alas comuns de um hospital geral, em meio aos pacientes de outras especialidades.

      Com os tratamentos e controles modernos dos últimos cinquenta anos, os quadros psiquiátricos não evoluem mais como antigamente e quase nunca os pacientes precisam ser internados. Contudo, alguns casos ainda demandam internação, em razão de precisarem de tratamentos e cuidados especiais, por serem agressivos consigo mesmos ou com outras pessoas, pelo risco de provocarem situações perigosas ou pelo risco de suicídio.

      Para esta última situação, a internação pode ser indispensável, já que para os pacientes gravemente deprimidos os psicofármacos exigem um lapso de tempo para que seu efeito se manifeste e a eletroconvulsoterapia, quando indicada, exige o regime hospitalar. Mas não devemos confundir a internação com o antigo confinamento asilar. A internação deixou de ser um fim, passando a ser um meio para o tratamento mais adequado de alguns aspectos das doenças mentais.

      Em geral, a hospitalização de alguns casos facilita um cuidado mais intensivo e possibilita a utilização de métodos e instrumentos terapêuticos especiais. Ela deve representar o menor comprometimento possível dos vínculos sociais ou familiares do paciente e ser o mais curta possível.

      O que sugerimos é que a família converse entre si a fim de encontrar mecanismos de convencimento à adesão ao tratamento, que é menos
      traumático.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  26. carla 28 de outubro de 2016 às 20:45 - Responder

    Boa noite, meu esposo sempre teve um temperamento explosivo, bebia, mas parou de beber há mais de 8 anos e continua com esse comportamento, toma rivrotril todos os dias, vive nervoso fala de todo mundo, das pessoas que trabalham no condomínio em que vivemos, fala mal de todos, tudo é motivo para sua mudança de humor, ele foi policial está aposentado,foi professor de português também há mais de 20 anos, não sei o que fazer, não tolero falar mal dos outros, porque eu sei que ele foca demais nos defeitos das pessoas e quase nunca vê qualidades, tem mania de está sendo perseguido e observado, acha que todos estão contra ele,não reconhece, que isso é um transtorno , não quer ir ao médico. Outra coisa se acha melhor que todos, e sua conversa é sempre se auto-elogiando, falando dos seus feitos do passado, ou de coisa que ainda pode fazer, se exaltando pela sua patente civil, ou até mesmo pelo que sabe, seus cursos e línguas, não sei como agir!

    • Equipe Abrata 7 de fevereiro de 2017 às 09:23 - Responder

      Prezada Carla.

      Procure conversar com o médico que receitou o medicamento denominado Rivotril para um nova consulta e procure indagar qual foi o motivo indicado para o uso da medicação citada, assim como relatar os sintomas que vc relata sobre o comportamento do seu marido. Assim o médico poderá avaliar são ou não sintomas de algum transtorno mental.
      Claro que ele terá de passar por consulta, é a melhor maneira de ter acompanhamento médico. Sugerimos a leitura sobre o assunto, incluindo algumas “dicas” para lidar com o seu marido.
      São elas:
      Apoie o paciente em momentos difíceis. Mantenha os medicamentos na dose certa e no horário prescrito;
      Seja firme e tenha paciência. Isso porque o relacionamento com o paciente em euforia pode ser desgastante;
      Detecte com o paciente os primeiros sinais de uma recaída; se ele considerar como intromissão, afirme que seu papel é auxiliá-lo;
      Fale com o médico em caso de suspeita de ideias de suicídio e desesperança;
      Estabeleça regras de proteção durante fases de normalidade do humor, como retenção de cheques e cartões de crédito em fase de mania;
      Auxilie a manter boa higiene de sono e programe atividades antecipadamente.
      Não exija demais do paciente e não o superproteja; auxilie-o a fazer algumas atividades, quando necessário;
      Evite demonstrar sinais de preconceito que favoreçam ao abandono do tratamento;
      Aproveite períodos de equilíbrio para diferenciar depressão e euforia de sentimentos normais de tristeza e alegria;
      Participe de terapias familiares em grupo, conjugal e orientações psicoeducacionais.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  27. AJR 1 de novembro de 2016 às 19:38 - Responder

    Tenho uma tia que está na crise. Ela foi diagnosticada pelo psicólogo com transtorno de bipolaridade e agora,além de machucar a todos com palavras e gastar demais, não aceita mais o psicólogo e não quer psiquiatra. Nos aconselharam levá-la ao psiquiatra sem ela saber, dizer que é outro médico. Isso pode funcionar?

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 17:49 - Responder

      Olá AJR.

      Realmente, o médico que tem formação especializada para avaliar os sintomas de bipolaridade é o psiquiatra.
      Quanto à aceitação para fazer o tratamento, leia algumas informações:

      Aceitação – o paciente bipolar ainda não aceitou ou se recusa aceitar que tem uma doença que é para vida inteira. Esse ponto é importante, porque realmente o bipolar tem razão, é para vida inteira, porém tem tratamento. O bipolar quer passar a vida inteira sofrendo com os altos e baixos, ou quer ter uma vida melhor? Uma vida mais produtiva? Uma vida onde se possa sonhar. São questões para ouvir e compreender por parte do cuidador. Devemos tentar entender e compreender que o medo da doença assusta, mas não precisamos ficar assustados pelo o resto da vida certo? Se a doença é certa para a vida, muitas outras coisas também o são, como a morte por exemplo. Decidir viver, e viver de uma maneira onde impere o equilíbrio a felicidade e os momentos de gratificação é possível com o tratamento, para tanto a aceitação se faz necessária antes de tudo. Este são os argumentos que vocês podem usar para convencê-la a se cuidar.
      Fica, também, a indicação do livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR. Você pode baixá-lo gratuitamente no seguinte endereço
      eletrônico: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  28. Gabriela 3 de novembro de 2016 às 14:17 - Responder

    Boa tarde, me vejo de mãos atadas em relação ao caso de minha mãe. Em 2014 ela descobriu ter câncer de mama, iniciamos o tratamento e procedemos com todas as indicações feitas pelos médico, porém ela tinha muita dificuldade em aceitar que estava doente. No período da quimioterapia ela apresentava crises , eu acreditava que fossem devido ao tratamento por ser muito forte. Quando ela terminou o tratamento do câncer as crises aumentaram, e as forças que eu e meu pai tinhamos de cuidar dela acabaram também. Tudo que falamos ela não escuta, faz tudo somente do seu jeito. Recentemente descobri que ela fazia um tratamento psiquiátrico desde de jovem, porém ao achar que estava melhor abandonou o tratamento e seguiu . Penso que a forma como ela está seja devido ao fato de não ter seguido com o tratamento até os dias atuais, hoje percebo o porque ela não tem interesse em prosseguir com o tratamento de câncer., ela não aceita e nem nunca aceitou está doente. Há um grande desgaste físico e mental, tenho apenas 19 anos e não sei como prosseguir ou como aguentar passar por este momento, qual só tenho ajuda de meu pai, além dele descontar o estresse em mim. Preciso de alguma ajuda em saber como prosseguir com os cuidados de minha mãe, pois não estou encontrando mais saídas para suportar tudo isto, além do tratamento de câncer que já é difícil, junto aos transtornos mentais que ela acumula desde sempre com seu pico depois da doença. Não consigo mais cuidar dela, nem tenho psicológico para conseguir vê-la como está, muito menos nem cuidar de mim consigo.

    • Equipe Abrata 18 de fevereiro de 2017 às 12:47 - Responder

      “Prezada Gabriela,
      Pelo que você colocou não ficou muito claro qual o tratamento psiquiátrico que sua mãe fazia e nem durante quanto tempo e qual o diagnóstico, se foi depressão ou transtorno bipolar.

      A ABRATA é uma associação de familiares, amigos e portadores de transtornos afetivos, seu trabalho é voltado para ajudar pessoas com depressão ou transtorno bipolar, se for esse o problema psiquiátrico de sua mãe, podemos te ajudar e ajudá-la através dos grupos de apoio que temos para familiares e pessoas com depressão ou transtorno bipolar, através deles você vai entender melhor o que sua mãe tem e poderá trocar informações com outros familiares e saber como lidar melhor com a situação.
      Se você puder fazer uma psicoterapia para te ajudar a passar essa fase difícil, também seria bom, de fato cuidar de uma pessoa doente não é fácil e é muito estressante, muitas faculdades de psicologia oferecem atendimento gratuito. Além disso, converse com o médico da sua mãe e explique o que está acontecendo, ele pode ajudar a diagnosticar se ela está com depressão, muitas vezes o quadro piora depois de uma doença como o câncer, não é fácil aceitar que se está doente, ele pode indicar um bom psiquiatra para ela.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA”

  29. Morgana Aparecida Nuernberg 20 de novembro de 2016 às 10:31 - Responder

    Acho que deveria ser mais divulgação na TV pois ainda tem gente que acha que somos loucos, se eu mesma me chamo de doida imagina quem tá de fora! Acho que a medicação leva muito tempo para dar algum retorno, odeio ser o que sou faço tratamento mas não gosto de ficar trêmula e todos me olhando, odeio tudo.

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 10:05 - Responder

      Olá Morgana.

      A ABRATA, por meio de seus dirigentes, fornece entrevistas, escreve artigos, com o objetivo de divulgar o apoio que oferece
      a pessoas com transtorno bipolar e depressão, bem como a seus familiares.
      Lembramos que a questão do estigma também está presente em nossa missão.
      Agradecemos as sugestões.

      Morgana, você pode conversar com o seu médico sobre os efeitos colaterais da medicação. Embora não seja de seu agrado, o
      tratamento medicamentoso é a base da estabilização do paciente, evitando, assim, a repetição de novos episódios de depressão
      ou de mania.

      Um forte abraço.
      Equipe ABRATA.

  30. daniel 25 de novembro de 2016 às 13:43 - Responder

    Ate onde eu li até agora parece que tudo gira em torno de convencer o doente que ele precisa se tratar, mas a própria doença em si (esquizofrenia) mexe com sua percepção da realidade, mas aí vai um questionamento: que direito tem uma pessoa que tem doença mental fazer a vida de sua familia um verdadeiro inferno? Será que não existem medidas legais que auxilie a familia em questão? Será que para salvar um pode se destruir vários? Do ponto vista medico a da não internação compulsória é algo pacifico, mas nas pessoas que sofrem pela alienação o que se faz? Como os médicos se posicionam diante de tal questão? Antes que haja uma má interpretação de minha fala, ela não é uma crítica e sim um desabafo de alguém que está perdido e sem saber o que fazer, mas desde já agradeço a atenção e qualquer informação nesse sentido será muito útil, obrigado.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 20:34 - Responder

      Caro Daniel.

      Solidarizamo-nos com a sua dor e com sua luta.

      Não podemos responder aos seus questionamentos porque a ABRATA é uma associação que ministra apoio a pessoa com
      transtorno bipolar e depressão, bem como a seus familiares e amigos.

      Dessa forma, em se tratando da Esquizofrenia, indicamos um outro caminho: procure a ABRE – Associação Brasileira
      de Esquizofrenia, no site: http://www.abrebrasil.org.br.

      Um grande abraço.

      Equipe ABRATA.

  31. Marcelo de sousa Gurgel 28 de novembro de 2016 às 22:32 - Responder

    Boa noite, estou precisando de ajuda pois a minha esposa está com depressão e eu estou ficando muito abalado pois ela é reincidente e que eu mais quero é que ela se recupere para que nós continuemos com a nossa felicidade. Ela está em tratamento mas não está respondendo. Por favor me dê uma luz, nós temos 2 filhas maravilhosas eu só quero uma Luz amais para ajudar a minha querida esposa.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 20:29 - Responder

      Prezado Marcelo.

      Podemos sugerir que sua esposa troque de médico psiquiatra, uma vez que o tratamento não está dando certo.

      A depressão é uma doença crônica, grave e que necessita de acompanhamento médico.

      Também ajuda procurar uma psicoterapia para organizar os sentimentos e emoções, porém nada substitui
      o tratamento medicamentoso.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  32. Paola CD 1 de dezembro de 2016 às 22:26 - Responder

    Boa noite!
    Minha mãe sofre de transtorno ezquizoafetivo há mais de 20 anos, ela teve várias crises ao longo desses anos, no ano passado teve um surto importante, tomava apenas 2amp de Haldol decanoato a cada 30 dias, nesse surto precisou de internação 2 dias apenas, dizia que era filha de Jesus falava em latim, dizia histórias bem desconexas, desde março deste ano 2016 ela não toma mais nada se recusa a fazer tratamento, teve uma discussão importante com minha avó e precisamos leva-lá ao hospital geral, isso foi domingo 27/11 desde então ela está bem transtornada falando coisas sem sentido minha família está com medo da convivência com ela, ela não vai mais ao psiquiatra que a acompanhou todos esses anos, a médica da emergência disse para minha mãe procurar o CAPS ela se recusa a ir. Estou bem cansada da doença é muito difícil ver sua mãe doente, agressiva e se recusando a ficar melhor. O que podemos fazer?

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 19:02 - Responder

      Cara Paola.

      Você pode escrever para a Associação Brasileira de Esquizofrenia, no seguinte endereço eletrônico:
      http://www.abrebrasil.org.br.

      Conheça um pouco de sua história:

      A ABRE teve seu nascimento dentro de um contexto muito especial. A Associação Mundial de Psiquiatria lançou em 1999 um programa de combate ao estigma da esquizofrenia, Open The Doors, hoje em 20 países. Em 2001 o Brasil entrou neste programa através da Associação Brasileira de Psiquiatria e do PROESQ Programa de Esquizofrenia da UNIFESP, sob o nome de S.O.eSq.

      Serviço de Orientação Esquizofrenia. Desde seu início o S.O.eSq. teve a vocação de envolver em todas as suas atividades profissionais, familiares e pessoas com esquizofrenia, gerando um novo campo de possibilidades para todos, através do protagonismo no combate ao estigma.

      Ao final do ano de 2002, um grupo de familiares ligados ao S.O.eSq., a partir da constatação de que não existia uma associação brasileira que procurasse estruturar uma rede nacional voltada especificamente para esta doença, constituiu a ABRE.

      Em 2005, procurando ter maior sinergia e devido sintonia de propósitos, a ABRE e o S.O.eSq. se fundiram numa só associação.

      Desde sua criação a ABRE/S.O.eSq vem desenvolvendo sua missão. Atuou na defesa dos direitos, desenvolveu e disseminou um conhecimento sobre a doença do ponto de vista das pessoas com esquizofrenia e seus familiares, estimulou a atuação em rede com outras organizações e instituições de saúde mental, atuou junto aos meios de comunicação e na sociedade para eliminar o estigma da doença e desenvolveu conhecimentos e estratégias para melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  33. camila 14 de dezembro de 2016 às 21:22 - Responder

    Boa noite. Tenho um parente muito próximo que sofre de transtornos psicológicos. Ele vai ao psiquiatra apenas para pegar o remédio e não faz nenhum tipo de tratamento psicológico, pois acha que só o remédio resolve. Ela tem ficado cada vez mais agressiva com a família e pessoas próximas, principalmente mãe, filho e marido. Já tentamos de tudo para convencê-la do tratamento e não sabemos mais como fazer. Vocês tem algum direcionamento para me dar ? Obrigada.

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 18:52 - Responder

      Olá Camila.
      Você não esclarece qual o transtorno psiquiátrico de sua parente.
      De qualquer maneira, ela está fazendo o tratamento medicamentoso. Embora a psicoterapia tenha um papel muito importante no tratamento,
      há que se aguardar o momento para conversar sobre isso com ela.
      As coisas com as pessoas que sofrem de transtornos afetivos funcionam quando elas estão estabilizadas e propícias ao aconselhamento.
      Muita paciência e amor nessa hora!
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  34. Geisa 17 de dezembro de 2016 às 22:25 - Responder

    Meu marido surtou tem dois meses não abre a porta para ninguém, nem pra mae
    Recusa tratamento. Ma rua finge que não nos conhece, o quê fazer?

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 18:33 - Responder

      Olá Geisa.
      Você deve dar tempo ao tempo. Enquanto ele não está atentando contra a própria vida e nem a dos demais, você terá de esperar
      a poeira baixar e conversar com ele.
      Se ele está em crise de euforia, não escutará seus conselhos, nem tampouco de outros familiares.
      Talvez a situação fique mais calma se seu marido tiver um episódio de depressão. E aí que o desconforto da doença dá ensejo
      à procura de ajuda médica.
      Entretanto, se ele permanecer por muito mais tempo em crise, talvez seja interessante procurar um médico psiquiatra para
      autorizar eventualmente a internação hospitalar.
      Estamos à disposição para mais informações.
      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  35. Daniela Machado 24 de dezembro de 2016 às 12:09 - Responder

    No ano passado, após um surto minha mãe, foi diagnosticada com transtorno bipolar, ficou internada e fez o tratamento por alguns meses e depois parou. Agora há cerca de dois meses os sintomas voltaram a aparecer, tristeza seguida de desconfiança, agitação e perda do senso critico. Foi difícil mas conseguimos convencê-la a ir ao medico. Ela tomou a medicação por algumas semanas e a resposta ao tratamento foi boa.
    Mas agora não quer tomar os remédios, voltou a ficar agitada e se irrita fácil.
    Minha vontade é parar de insistir e deixar ela perceber sozinha que precisa de um tratamento, mas sinceramente não aguento mais passar por isso perto dela. Atualmente moramos no mesmo quintal e tenho pensado em mudar de casa. Não sei o que seria pior.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 11:34 - Responder

      Cara Daniela.

      A base do tratamento do transtorno bipolar são os medicamentos. Sem eles, a tendência é a repetição de novos
      episódios de depressão ou de euforia. A adesão ao tratamento medicamentoso é o primeiro passo para se adquirir a estabilidade.

      As pessoas que abandonam o tratamento, sejam por esta ou por aquela razão, estão mais sujeitas às crises.
      A família e os amigos próximos, quando devidamente esclarecidos sobre a doença em si e suas manifestações por meio de sintomas, podem
      colaborar muito na continuidade, manutenção e desenvolvimento do tratamento.
      Em caso de negativa do ente querido, às vezes é necessário deixá-lo sofrer algumas crises para pedir ajuda. Em em casos extremados,
      onde o paciente coloca em risco a própria vida e a dos demais, pode ser necessários interná-lo.

      Há um livro que você pode baixar gratuitamente que se chama GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR.
      O endereço eletrônico é: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  36. Ilmo 29 de dezembro de 2016 às 13:07 - Responder

    Meu irmão está com depressão .e não quer ir no medico que eu faço

    • Equipe Abrata 22 de janeiro de 2017 às 23:47 - Responder

      Ilmo

      Há muitas razões por que as pessoas evitem começar o tratamento para depressão. Infelizmente, ainda existe vergonha ou estigma em torno desses transtornos, mesmo que eles tenham uma causa biológica, assim como em pacientes com diabetes ou asma. Embora a sociedade está gradualmente se tornando mais informada sobre a depressão e desordem bipolar, o medo, preconceito e equívocos ainda existem e fazem algumas pessoas relutam em admitir que têm um transtorno mental. Eles temem que as pessoas irão discriminá-los. Eles podem até acreditar que, se eles buscam tratamento serão considerados fracos de vontade, com defeito, ou até mesmo “louco”. Outra razão que as pessoas evitem o tratamento tem a ver com os sentimentos e crenças que fazem parte da doença. Aqueles que se sentem horríveis, que estão sempre cansados e acredito que eles sempre vão se sentir mal não pode ter a energia para empurrar-se para obter ajuda. E ainda, no caso da depressão, as limitações impostas pela doença, a falta de energia para tomar decisão, imposta pela própria doença impedem de buscar tratamento.
      No site vc também poderá baixar o livro em PDF – Manual para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Assista também aos vídeos da ABRATA sobre diversos temas relacionados ao transtorno bipolar e depressão. LinK: https://www.youtube.com/user/abrataorg
      Abraços
      Equipe ABRATA

  37. DANIELA GONCALVES 9 de janeiro de 2017 às 15:07 - Responder

    Boa Tarde
    tenho um amigo que tomava medicamento, foi usuário de drogas,tratou-se , porém agora nao quer mais tomar a medicação necessária e muda de comportamento sempre , ficando mau humorado. Enfim, fala coisas de passado , que não fazem sentido muitas vezes. É um cara super inteligente!!! Como conseguir que volte a tomar o medicamento? Os pais nao sabem mas que fazer!! obrigada. Ajude- nos.

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 11:33 - Responder

      Olá Daniela.
      Postamos algumas informações destinada àquelas pessoas que enfrentam as dificuldades de um ente querido não dar continuidade
      ao tratamento.

      Como a família e amigos podem enfrentar uma situação de crise?

      – Num episódio da doença, a capacidade de avaliação e julgamento do doente está comprometida.
      – Não manifeste raiva ou irritação, mantenha controle sobre suas emoções
      – Reduza os estímulos (por exemplo, rádio e/ou TV)
      – Falar tranquilo, com voz suave e de forma simples.
      – Mostrar compreensão pelo que o doente está padecendo.
      – Mesmo diante de situações jocosas ou violentas, mantenha a calma.
      – Se a agitação do doente aumentar, solicite ajuda.
      – Às vezes, a situação é muito grave e representa risco à vida do portador ou de outras pessoas,

      Ter presente que, em alguma ocasião, poderá ser necessário internar o paciente.
      A internação não é castigo – é cuidado numa hora em que a vida do paciente e/ou dos demais corre risco.
      A internação, em geral, é breve e, após um período de adaptação e tratamento, o paciente deve retornar ao seu meio e ser ajudado a retomar sua vida.
      Não existem respostas fáceis, exceto que a família deve ter:

      – Paciência
      – Tranquilidade
      – Interesse
      – Participação
      – Solicitar informação e orientação necessárias.
      – Contar as vantagens resultantes do tratamento, tais como: redução dos episódios, condução de uma vida satisfatória e normal.
      Persuadir o paciente a se tratar não é tarefa fácil. Requer paciência e compreensão e, muitas vezes, é necessário que se sofra por várias crises até que o portador aceite seu diagnóstico e assuma seu tratamento.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  38. Adriana Coelho Costa 12 de janeiro de 2017 às 12:07 - Responder

    Meu pai está internado em uma clinica psiquiátrica. Ele era alcoólatra e acabou por ficar esquizofrênico.
    minha mãe é falecida a 10 anos, meu irmão não gosta dele.. pois ele tentou mata lo. Ele me liga quase todos os dia para retira lo da clinica ele ja esta la a um mês… mas percebo que ainda não esta bem do psíquico dele…. o que devo fazer? tira lo de la ou não? não tenho apoio de ninguém da família… só me cobram mas nunca ajudam… o que devo fazer? estou ficando doente tbm pois nunca acho uma solução!

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2017 às 17:59 - Responder

      Olá Adriana

      Ser responsável por alguém querido, no caso o seu pai que necessita internação psiquiatria, não é uma situação muito confortável e fácil de lidar. Sugerimos que ouça a orientação dos médicos. Quem decide pela internação não é a família, ou não foi você. Os médicos que avaliaram o seu pai decidiram que p melhor prá ele, neste momento é estar internado. Não traga prá vc essa decisão de mante-lo ou não internado. É natural que o seu pai peça prá sair. Afinal ninguém deseja estar internando numa hospital, seja qual for a doença. Para acalma-lo diga que irá conversar com os médicos e que são eles que decidem. Conceda este período em que os eu pai está internado para cuidar-se, se fortalecer. Pq qdo ele tiver alta, com certeza vc vai precisar das suas forças.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  39. RAYANE 18 de janeiro de 2017 às 15:07 - Responder

    Olá! Tenho um amigo que surtou, porém ele não aceita a condição e nem ajuda. Nesta casos, como devemos proceder?

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 11:12 - Responder

      Olá Rayane.
      Nem sempre é fácil ajudar aquele que está apresentando os sintomas de um transtorno mental.
      A aceitação do tratamento não é algo tão simples como pode parecer à primeira vista. Aderir a um tratamento significa entrar em concordância com a conduta proposta pelo médico e equipe terapêutica.

      Para que isso aconteça, é necessário que a pessoa doente tenha:

      – Capacidade de se perceber doente
      – Aceitação do diagnóstico
      – Informação sobre o transtorno e seu tratamento
      – Aliança terapêutica
      – Psicoterapia e grupos de autoajuda
      – Apoio da família e amigos.

      Se os amigos e familiares se unirem com o propósito de auxiliar alguém que, com certeza, está diante de um grande sofrimento mental,
      o ente querido poderá ser tratado e ter os sintomas controlados.
      A importância do acompanhamento psiquiátrico e psicoterapêutico tem conduzido a um resultado muito positivo quanto à qualidade de
      vida dos pacientes.
      Continue interessada em seu amigo, procure médicos para diagnosticá-lo e, com suavidade e amor, chegará a um bom resultado.
      Abraços.
      Equipe ABRATA.

  40. Bete 19 de janeiro de 2017 às 14:22 - Responder

    Há 9 anos a minha mãe tem sintomas de esquizofrenia, nunca aceitou a doença e toda vez que a abordava ela dizia que preferiria morrer ao tomar o medicamento, ela é da área médica e não aceita a doença. Dentre várias crises eu e meus irmãos ficamos preocupados com as atitudes dela, pois ela se isolou e mora sozinha. Daí resolvemos interná-la em uma clínica para tratamento após recomendação médica. Ela está internada hoje, mas questionando muito a internação e diz aos médicos que prefere a morte ao tomar a medicação. Estou muito preocupada com a sua reação e ao mesmo tempo com uma enorme angústia e sentimento de culpa por tê-la internado.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 10:59 - Responder

      Prezada Bete.

      Você fez o que achava o melhor para a sua mãe. Às vezes são necessárias medidas mais drásticas para conter os sintomas da doença e proteger a pessoa que amamos.

      Sugerimos a você a ABRE – Associação Brasileira de Esquizofrenia.
      Entre em contato através do site: http://www.abrebrasil.org.br.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  41. Juliana tagliafero 2 de fevereiro de 2017 às 23:31 - Responder

    Olá! Minha mãe é portadora de esquizofrenia, ela não aceita que tem a doença e sempre volta ao assunto que irá parar de tomar o medicamento pois se sente mal.Há algum tempo o remédio não está fazendo mais efeito, voltando a ter crise e alucinação,ela se recusa a ir ao médico. O que devo fazer?
    Obs: desde que foi internada há 4 anos em uma clínica psiquiátrica nunca mais foi ao especialista pois é relutante contra a doença e ao medicamento.

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 19:59 - Responder

      Olá Juliana.

      Você pode, por gentileza, acessar o site: http://www.abrebrasil.org.br/
      Conheça um pouco da história da Associação Brasileira de Esquizofrenia:

      A ABRE teve seu nascimento dentro de um contexto muito especial. A Associação Mundial de Psiquiatria lançou em 1999 um programa de combate ao estigma da esquizofrenia, Open The Doors, hoje em 20 países. Em 2001 o Brasil entrou neste programa através da Associação Brasileira de Psiquiatria e do PROESQ Programa de Esquizofrenia da UNIFESP, sob o nome de S.O.eSq.

      Serviço de Orientação Esquizofrenia. Desde seu início o S.O.eSq. teve a vocação de envolver em todas as suas atividades profissionais, familiares e pessoas com esquizofrenia, gerando um novo campo de possibilidades para todos, através do protagonismo no combate ao estigma.

      Ao final do ano de 2002, um grupo de familiares ligados ao S.O.eSq., a partir da constatação de que não existia uma associação brasileira que procurasse estruturar uma rede nacional voltada especificamente para esta doença, constituiu a ABRE.

      Em 2005, procurando ter maior sinergia e devido sintonia de propósitos, a ABRE e o S.O.eSq. se fundiram numa só associação.

      Desde sua criação a ABRE/S.O.eSq vem desenvolvendo sua missão. Atuou na defesa dos direitos, desenvolveu e disseminou um conhecimento sobre a doença do ponto de vista das pessoas com esquizofrenia e seus familiares, estimulou a atuação em rede com outras organizações e instituições de saúde mental, atuou junto aos meios de comunicação e na sociedade para eliminar o estigma da doença e desenvolveu conhecimentos e estratégias para melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  42. Denize aparecida dantas de oliveira 19 de fevereiro de 2017 às 23:01 - Responder

    Meu filho tem 27 anos e teve surto e não aceita o tratamento. O que eu faco nesta situação?

    • Equipe Abrata 20 de fevereiro de 2017 às 08:18 - Responder

      Cara Denize.

      Se alguém com transtorno bipolar se recusa a se tratar é importante que os cuidadores – familiares, amigos etc – consigam “ouvir” e “observar” cada detalhe daquilo que o bipolar está comunicando – ou tentando comunicar.

      Os principais motivos que você deve levar em conta quando um bipolar não quer se tratar são:

      Aceitação – o paciente bipolar ainda não aceitou ou se recusa aceitar que tem uma doença que é para vida inteira. Esse ponto é importante, porque realmente o bipolar tem razão, é pra vida inteira, porém tem tratamento. A pessoa com transtorno bipolar quer passar a vida inteira sofrendo com os altos e baixos, ou quer ter uma vida melhor? Uma vida mais produtiva? Uma vida onde se possa sonhar. São questões para ouvir e compreender por parte do cuidador. Devemos tentar entender e compreender que o medo da doença assusta, mas não precisamos ficar assustados pelo o resto da vida certo? Se a doença é certa para a vida, muitas outras coisas também o são, como a morte por exemplo. Decidir viver, e viver de uma maneira onde impere o equilíbrio a felicidade e os momentos de gratificação é possível com o tratamento, para tanto a aceitação se faz necessária antes de tudo. Aceitar ser portador de transtorno bipolar, fará toda a diferença. Temos de lembrar que a pessoa não é a doença bipolar…

      O transtorno bipolar não define quem a pessoa é!

      Estigma – Alguns pacientes se recusam a se tratar porque tem medo do estigma, do preconceito que o transtorno bipolar pode gerar em suas vidas. A primeira coisa que se pode fazer é conversar a respeito e que ninguém precisa saber que o paciente sofre de transtorno bipolar. Ele ou ela conta se quiser e para quem quiser. Talvez para pessoas de confiança pode ser um caminho ameno para encarar isso.

      Também é importante falar a seu filho que o tratamento pode reduzir as crises, evitar a intensidade dos episódios e mantê-lo estável.

      É uma questão de paciência. Às vezes o próprio doente acaba acatando a ideia do tratamento quando percebe que as crises vêm e vão com uma frequência
      insuportável.

      Se você quiser, procure uma psicoterapia para ajudá-la a enfrentar esses momentos com mais tranquilidade.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  43. Leidiana Erika 2 de março de 2017 às 22:07 - Responder

    Olá, meu esposo tem 27 anos e sofre de transtorno bipolar. Estamos casados tem 2 anos. Nesse tempo ele já saiu e voltou para casa várias vezes. Ele não aceita ajuda de ninguém. Ele pára de tomar os remédios do nada. Ele fica nervoso à toa. Machuca a si mesmo. Queria saber se, como esposa dele, consigo interná-lo à força para poder ajudá-lo . Porque ele não aceita. E ele vai acabar se matando. Temo pelo meus esposo. O quê posso fazer?

    • Equipe Abrata 3 de março de 2017 às 10:18 - Responder

      Prezada Leidiana.

      Vamos informá-la a respeito dos tipos de internação psiquiátrica que existem.

      Internação Voluntária – quando o paciente concorda em ficar internado, devendo assinar um termo de consentimento no ato da admissão.

      Internação Involuntária – quando uma terceira pessoa solicita a internação à revelia do paciente, devendo o Ministério Público ser comunicado pelo hospital no prazo de 72 horas.

      Internação Compulsória – contra a vontade do paciente e por determinação da Justiça.

      A internação psiquiátrica voluntária ou involuntária só pode ser determinada pelo médico devidamente habilitado e registrado no CRM. O médico avaliará, dentre outras coisas, se o estado mental do paciente oferece risco a si próprio ou a terceiros, a principal prerrogativa para uma internação involuntária. Um dos problemas é que a avaliação do risco é subjetiva e depende do julgamento do profissional, que muitas vezes colide com a opinião da família. Podemos especificar três tipos de risco:

      Risco iminente à vida – casos em que o paciente é violento contra si próprio (auto-agressão, suicídio, overdose de drogas) ou contra terceiros, quando não aceita se alimentar ou ingerir líquidos ou quando ameaça o lar (atear fogo na casa, destruir móveis, p.ex.).

      Risco social – quando o paciente se expõe a situações que levam a riscos potenciais à vida ou à integridade por falta de autocrítica ou de controle do comportamento, como fugas repetidas de casa, frequentar locais violentos, envolver-se com marginais ou traficantes, promiscuidade, brigas ou discussões na rua, etc.

      Risco à saúde – quando protelar o tratamento traz consequências negativas para a saúde mental e física do paciente. Todos os pacientes em crise se enquadram neste tipo de risco, pois o prolongamento de sintomas agudos de qualquer doença mental pode prejudicar a recuperação posterior do paciente, trazer complicações médicas e interferir com o funcionamento social e familiar.

      Você precisa então: verificar se há vaga no hospital psiquiátrico para onde desejar encaminhar o seu marido. Também deve providenciar a devida remoção para o
      hospital.
      Procure pelo apoio de sua família e de amigos.
      Nesses momentos mais difíceis, é importante não estar sozinha, está bem?
      Desejamos a você muita força e coragem.
      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  44. Vania ribeiro Leandro 3 de março de 2017 às 19:07 - Responder

    Olá eu sou bipolar… Já faço o tratamento há 6 anos , no momento com 1000 mg de depakene , 400 topiramato , 100 quetiapina e 10 gotas haldol… mais engordei 10 kilos nos últimos 3 meses … fora uma longa história de obesidade que já tenho … vou parar o tratamento. .. pois não aguento mais tanto remédio e sem apoio da família ! Estou bem e creio que assim continuarei!

    • Equipe Abrata 4 de março de 2017 às 06:36 - Responder

      Querida Vania.

      É fundamental que a pessoa com transtorno bipolar faça o tratamento medicamentoso para controlar os sintomas da doença.
      Abandonar o tratamento significa ficar sujeito às chances de recorrência de crises, aumento da intensidade de eventuais
      episódios, maior chance de suicídio, etc.
      Vamos conversar um pouco sobre os efeitos colaterais dos medicamentos:

      Efeitos colaterais – Isso não se aplica apenas aos pacientes com transtorno bipolar. Tomar medicações parece ser o fim da linha, ou seja, será uma experiência de “dopagem” sem fim. Irá danificar o corpo, a mente, a alma para sempre! E pior: sem reversão. É o que pensam… Engano! Não tomar as medicações para o tratamento bipolar é que trará consequências imensuráveis e danosas para todo o organismo. Lembrando que o cérebro é que controla o corpo, então, ter uma doença que afeta os mecanismos químicos dele – do cérebro – é pedir para o corpo não funcionar direito. Isso claro reduz a expectativa de vida. Em estudos já é possível afirmar que bipolares vivem entre 10 a 15 ano menos que pessoas sem a doença. Isso é claro, sem tratamento.Como dizem: “mente sã, corpo sã”. A maior parte dos efeitos colaterais das medicações para transtorno bipolar são toleráveis, ficam numa faixa de administração de riscos por parte dos profissionais de saúde mental e “nem sempre” ocorrem com a gravidade que se prega por aí. Tudo depende de doses, tempo, e acertos.

      E quem entende disso é o médico. Se fosse para deixar o paciente numa situação pior do que ele se encontra, eu tenho certeza que médicos psiquiatras já nem existiriam mais em nossa sociedade. Pense nisso.

      Veja, é possível sim lidar com os efeitos colaterais, que são bem menores que os danos no cérebro que controla todo o corpo. Avaliar custo versus benefícios de um tratamento para transtorno bipolar é uma atitude inteligente para viver dias melhores e preservar o que há de mais importante num corpo: o cérebro.

      É importante saber que é possível diminuir ou interromper os efeitos colaterais com a redução da dose do medicamento ou a troca por outro que seja mais bem
      tolerado.
      Algumas formas de psicoterapia associadas ao tratamento medicamentoso ajudam a diminuir a frequência de novos episódios da doença.

      E você pode procurar ajuda com um nutrólogo para controle da alimentação e da manutenção do seu peso. Para tudo há uma solução.
      Repense a paralisação da medicação.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  45. danielle 6 de março de 2017 às 20:47 - Responder

    Boa Noite!

    A minha irmã está com transtorno psicológico, não aceita tratamento e tem 2 filhos. Não sei mais o que fazer. ela persegue o menor quando ele vai brincar ela fica atrás dele direto. Não queria que as crianças estudassem, quer ficar na escola com eles. Queria sua opinião sobre o quê devemos fazer.

    • Equipe Abrata 7 de março de 2017 às 08:14 - Responder

      Cara Danielle.

      Todos os transtornos mentais têm uma característica em comum: fazem sofrer. E tanto o paciente quanto quem está à sua volta sofre com a doença. A questão é o quanto e quando conseguimos perceber esse sofrimento.

      Em grande parte das vezes, só se percebe a doença através dos prejuízos que ela provoca, como piora do rendimento no trabalho ou nos estudos, as discussões frequentes em casa, o afastamento dos amigos… Também nesse campo, nem sempre é fácil distinguir causa e efeito. Será que ‘ficamos deprimidos’ porque estamos em dificuldades financeiras ou estamos em dificuldades financeiras porque, devido à depressão, já não conseguimos trabalhar como antes? O consumo de álcool aumentou devido à crise no casamento ou a relação se desgastou porque a bebida começou a tomar o lugar do afeto?

      Saber a hora de procurar um psiquiatra é como saber a hora de procurar qualquer outro especialista. Quanto antes, melhor.

      Psiquiatras são médicos especialistas, ou seja, cursam a Faculdade de Medicina por 6 anos e depois, um programa de residência médica em Psiquiatria, por mais 3 anos. O diagnóstico e a indicação do tipo de tratamento a ser seguido é feita por esse profissional.

      Assim, sugerimos que converse com a sua irmã sobre a possibilidade de ser consultada por um psiquiatra. Talvez a tentativa seja frustrante na primeira
      vez, há que se ter paciência.
      Não há fórmula mágica para convencer o ente querido que precisa de ajuda. Como dissemos acima, a paciência e o carinho são grandes aliados no
      momento de conversar com o familiar que esteja apresentando sintomas de algum transtorno.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  46. marcella 6 de março de 2017 às 22:27 - Responder

    Olá,minha mãe é bipolar,tem depressão e início de esquizofrenia. Ela descobriu as doenças há uns 15 anos atrás,mas já faz algum tempo que ela se recusa a tomar os remédios. O único que ela toma e o Rivotril. Ultimamente ela anda muito nervosa, elétrica e esta com obsessão compulsiva em comprar. Estamos sem saber o quê fazer. O que vocês nos indicariam nessa situação? Desde já agradeço a atenção!

    • Equipe Abrata 7 de março de 2017 às 08:06 - Responder

      Prezada Marcella.

      Os transtornos do humor são distúrbios mentais nos quais o sintoma central é a alteração do humor ou do afeto, e se dividem em depressão e transtorno bipolar.
      Diversas áreas da vida do indivíduo (profissional, familiar, social…) podem ser afetadas, tais como: relacionamentos interpessoais, familiares e conjugais, desempenho profissional, econômico e segurança das pessoas com as quais a pessoa com depressão transtorno bipolar convive.
      Não se classifica como transtorno do humor quando a alteração de humor seja causada por outra doença ou por medicamentos. Nesse caso, ela será apenas um sintoma.
      TRANSTORNO BIPOLAR.
      É uma doença psiquiátrica e crônica. Caracteriza-se pela alternância, às vezes súbita, de episódios de depressão com os de euforia (mania ou hipomania) e de períodos assintomáticos entre eles. As crises podem variar de intensidade (leve, moderada e grave), frequência e duração.
      Em geral, essa perturbação do humor se manifesta tanto em homens como em mulheres entre os 15 e 30 anos, mas pode afetar também as crianças e idosos.
      O transtorno bipolar ocorre em pessoas de todas as condições sociais. Ainda não foi determinada a causa dos transtornos do humor, mas já se sabe que fatores genéticos, alterações em certas áreas do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores estão envolvidos.
      Da mesma forma, alguns eventos podem precipitar a manifestação desse distúrbio do humor nas pessoas geneticamente predispostas. Entre eles, destacam-se episódios frequentes de depressão decorrentes do puerpério, estresse prolongado, remédios inibidores de apetite (anorexígenos e anfetaminas) e disfunções da tireóide.

      A primeira coisa que um cuidador de paciente bipolar deve avaliar é se o o ente querido está muito doente, isto é, se os sintomas que são apresentados no dia dia estão afetando o funcionamento da pessoa.

      Como o bipolar esta funcionando na vida? Como tem têm sido as relações sociais? Está trabalhando? E sim, existem queixas ou rendimento abaixo do esperado e/ou nível de estresse é alto? Como tem sido em casa? Consegue relaxar? Se isola com facilidade? Faz grosserias com muita frequência?

      Isso tudo tem que ser avaliado para determinar a urgência de intervir imediatamente, ou aguardar um momento em que as crises estão mais controladas, para conversar. Não vai adiantar. Repito: não vai adiantar o cuidador fazer de tudo para convencer o bipolar de que ele precisa de tratamento – que portanto precisa se cuidar -, se ele não aceitar isso como verdade. Bipolares infelizmente em crises, são teimosos e sem senso crítico apurado. Portanto, deve-se esperar a “poeira” baixar para abordar as questões deste artigo por exemplo. A não ser que o caso seja grave, daí os familiares devem intervir, e buscar os meios legais para isso. Quando o bipolar estiver melhor, estou certo que ele compreenderá as decisões tomadas.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  47. Karoline Meleiro do Nascimento 8 de março de 2017 às 07:41 - Responder

    Olá, eu tenho uma mãe diagnosticada com depressão e transtorno bipolar,faz tratamento há dez anos, porém ela se recusa a tomar os remédios. Ela não é agressiva, entretanto é extremamente manipuladora e usa da doença como desculpa para tudoe nos culpa por tudo. Eu estou exausta,ela está nos sugando.O que fazer?

    • Equipe Abrata 8 de março de 2017 às 09:00 - Responder

      Prezada Karoline.

      As pessoas que têm em casa alguém com transtorno bipolar sabem o quanto a convivência pode se tornar tensa. É um andar sobre ovos o tempo todo com medo de quebrá-los e desencadear uma crise. O bipolar adoece a família toda junto com ele. Não é simples conviver com alguém que em um momento está aparentemente feliz e eufórico e em outro momento está chorando,pensando em se matar ou tentando realmente tirar a própria vida.
      O bipolar, quando não tem acompanhamento médico, não aceita ser contrariado, domina todos e exige que tudo saia como ele deseja. Quando isso não acontece, dramatiza até que os outros cedam aos seus caprichos.
      O transtorno bipolar é caracterizado por fases de mania,depressão ou fases assintomáticas. É um transtorno crônico que ocorre de forma isolada ou mista. O tratamento é realizado com o objetivo de manter o paciente sem sintomas.
      O paciente bipolar deve ser tratado pelo psiquiatra e pelo psicólogo concomitantemente. O psiquiatra tratará da remissão dos sintomas e o psicólogo atuará na redução dos sintomas de risco de recorrência, melhorando a adesão do paciente ao tratamento, propiciando pequenas e grandes mudanças no estilo de vida e nas dificuldades interpessoais.
      Bem, sugerimos que você procure ajuda, uma terapia é bem oportuna.
      Leia, também, o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que vc. poderá baixá-lo no site: hppt://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  48. simary 8 de março de 2017 às 21:35 - Responder

    Boa noite.O meu filho já foi internado dezenove vezes e não aceita o tratamento. Ele tem transtorno bipolar.

    • Equipe Abrata 9 de março de 2017 às 10:48 - Responder

      Querida Simary.

      Existem casos em que o paciente bipolar está tão doente que não tem uma percepção acurada sobre os prejuízos que está causando a si – e porque não também à família ou os envolvidos na situação? Eles, é claro, precisam de tratamento urgente. O senso de realidade e o pensamento coerente ou natural está afetado pelos sintomas da doença. Nestes casos recomenda-se que os familiares conversem com um médico sobre alguma alternativa de ajudar nesses casos.

      O paciente bipolar que ainda não aceitou que tem uma doença é o mais difícil de se lidar. Afinal, chega a ser uma atitude muito comum que a dos doentes em geral.
      Porém, sem a aceitação, os sintomas do transtorno bipolar ficarão mais acentuados, podendo ocorrer episódios intensos de depressão ou mania (euforia).

      É O PRÓPRIO BIPOLAR QUE TEM QUE PROCURAR AJUDA.
      ( não tem como o familiar obrigá-lo, pois se não ele não vai aderir de forma adequada ao tratamento)

      O 1ª Passo da recuperação é aceitar o diagnóstico. Se o paciente não aceita que tem uma doença a dificuldade é bem maior, pois ele vai permanecer mais tempo doente e alem disso, pode piorar ainda mais a sua situação, pois, a doença sem tratamento, é progressiva, ou seja fica pior com o tempo.
      Sugerimos que você procurar uma psicoterapia para trabalhar com esse turbilhão de emoções.
      Leia, também, o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode baixá-lo gratuitamente pelo site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  49. Denize 9 de março de 2017 às 12:31 - Responder

    Meu filho não aceita os remédios. O que eu faco? Não aceita ir ao medico, fica rindo sozinho conversa sozinho, anda sem parar.Já não sei o que fazer.

    • Equipe Abrata 12 de março de 2017 às 08:08 - Responder

      Prezada Denize.

      A insistência de familiares e amigos em fazer com que a pessoa reconheça a necessidade de ajuda, é tratada como um exagero e, por vezes, os que tentam ajudar são hostilizados. Não há uma solução mágica a ser prescrita.

      Há situações que não podem esperar, cabe ressaltar que, quando uma pessoa põe em risco a vida ou segurança de si mesmo ou de terceiros, cabe ao serviço de saúde internar ou medicar mesmo que involuntariamente, nestas situações há previsão legal para esta atuação (Lei federal 10.216 de 2001).

      Geralmente eventos extremos impulsionam pessoas resistentes a procurar ajuda, só aceitaram tratamento após terem a vida em risco, prisões, processos judiciais, agressões a pessoas que amavam, quando se deprimiram, dentre outras situações. Lamentavelmente, alguns só aceitam ajuda quando estão próximo ao “fundo do poço”.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  50. Denize 12 de março de 2017 às 22:55 - Responder

    Mas se ele nao quer aceita que esta doente o que eu faco .estou dando as medicacao dele escondido

    • Equipe Abrata 13 de março de 2017 às 09:15 - Responder

      Olá Denize.

      Entendemos a sua preocupação.
      Aconselhe-se com o médico que acompanha o seu companheiro e explique que está ministrando a medicação escondido dele.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  51. Andreson LCR 21 de março de 2017 às 01:55 - Responder

    Prezados,

    Um familiar passa por situação que julgamos merecer acompanhamento médico psiquiátrico, sendo de nossa parte caso de internação pelo elevado grau de agitamento que esse familiar/paciente apresenta em momentos de surtos. Já cumprimos várias etapas supramencionadas até chegarmos à conclusão de que ele deveria ser internado. Fizemos uma ligação ao SAMU/Corpo de Bombeiros que não pôde nos atender de imediato. Nesse momento, nosso familiar reagiu com ameaças de suicídio ou de atentar contra a vida daqueles que tentassem interná-lo. Minutos mais tarde, houve o retorno da chamada por parte do SAMU mas a mãe do paciente, talvez com medo da situação de ameaça, informou que não precisava mais do auxílio e que naquele lar não se encontrava nenhum paciente em estado de surto psicótico. O problema é que os surtos (gritos e berros seguidos de xingamentos à “entidades espirituais” e murros contra paredes e mesas) se repetem diariamente e o serviço do SAMU avaliou uma nova tentativa de nossa parte como “trote”. O que fazer nesse caso? Como conseguir uma intervenção médica e interná-lo involuntariamente? O Hospital de Clínicas de nossa região, que presta atendimento nessa área, não oferece esse serviço. Qual seria a recomendação diante dessa situação que convivemos e que nos consome a saúde mental e deteriora cada vez mais o quando de nosso parente?

    • Equipe Abrata 21 de março de 2017 às 07:37 - Responder

      Prezado Andreson.

      Existem situações médicas que exigem o tratamento em um ambiente diferenciado. Por diversas razões, este tratamento precisa ser realizado em um meio que ofereça condições de melhor enfrentamento da mencionada situação médica. Em princípio, este ambiente especial é o hospital, que facilita um cuidado mais intensivo ou possibilita a utilização de métodos e instrumentos terapêuticos especiais. Isto é verdadeiro para um tratamento clínico ou cirúrgico – cada um possibilitando o uso de algum método de difícil execução fora do ambiente hospitalar. Esta é uma realidade que também é verdadeira no que diz respeito ao tratamento psiquiátrico: é verdade que estamos há anos-luz do que ocorria há séculos ou mesmo há poucas décadas – a internação deixou de ser um fim, passando em uma minoria de casos a ser um meio para o tratamento mais adequado de alguns aspectos das doenças mentais. Nos últimos cinquenta ou sessenta anos, o atendimento psiquiátrico se tornou, como nunca antes, uma atividade majoritariamente ambulatorial.

      A internação involuntária está prevista na Lei 10.216, de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras
      de transtornos mentais diz em seus artigos:

      Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.

      Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:

      I – internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;

      II – internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e

      III – internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

      Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento.

      Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

      Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.

      § 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.

      § 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.

      Você deverá tomar as seguintes providências:
      – verificar se há vaga em hospital psiquiátrico de sua região;
      – contratar o serviço de uma ambulância para levar o paciente.

      Esclarecemos que o SAMU pode ajudar nas seguintes condições:
      Quando chamar o SAMU 192.

      Na ocorrência de problemas cardio-respiratórios;
      Em casos de Intoxicação exógena;
      Em caso de queimaduras graves;
      Na ocorrência de maus tratos;
      Em trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto;
      Em casos de tentativas de suicídio;
      Em crises hipertensivas;
      Quando houver acidentes/traumas com vítimas;
      Em casos de afogamentos;
      Em casos de choque elétrico;
      Em acidentes com produtos perigosos.

      SAMU e Corpo de Bombeiros | Em quais casos chamar?

      O SAMU e o Corpo de Bombeiros funcionam 24 horas, todos os dias da semana, para atender a população. O acesso a estes serviços é feito pelos números 192 e 193, respectivamente. A ligação é gratuita e pode ser realizada por qualquer telefone fixo ou móvel local.
      SAMU: O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência realiza o atendimento de urgência e emergência, por intermédio de ambulâncias, em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas. A equipe reúne médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.

      O programa SAMU tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência e, com isso, o Governo Federal está reduzindo o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as sequelas decorrentes da falta de socorro precoce.

      Além das ambulâncias, o SAMU também conta com UTIs móveis, motos, lanchas e helicópteros para atendimentos. Também fazem parte da frota veículos de transportes equipados para suporte básico, para casos simples e intervenções rápidas.

      Corpo de Bombeiros: Tem a missão de proteção de vidas, patrimônio e meio ambiente e busca ser referência para a sociedade pela excelência dos serviços prestados, por meio da qualificação dos seus integrantes, da gestão estratégica da Instituição, do constante reequipamento e da inovação tecnológica.

      O corpo de bombeiros tem a atribuição de proporcionar a proteção pessoal e patrimonial da sociedade e do meio ambiente, por meio de ações de prevenção, combate e investigação de incêndios urbanos e florestais, salvamento, atendimento pré-hospitalar e ações de defesa civil. Além de realizar vistorias, análise de projetos, hidrantes urbanos, certificar-se da segurança contra incêndios e receber denúncias.

      Principalmente em casos de quedas, a indicação é não retirar a vítima do local do acidente. Nesta tentativa, o quadro de saúde do paciente pode se agravar. Ligue para o socorro e aguarde!

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

      • Andreson LCR 18 de abril de 2017 às 17:26 - Responder

        Prezados,

        Muito obrigado pela resposta e atenção prestada. Além de nos esclarecer, nos conforta e incentiva irmos em busca da melhor solução ao problema que enfrentamos.

        Um afetuoso abraço.
        Andreson

        • Equipe Abrata 17 de julho de 2017 às 06:28 - Responder

          Caro Andreson

          Agradecemos a sua resposta.
          Um grande abraço
          Equipe ABRATA

  52. Douglas Ursi 21 de março de 2017 às 08:53 - Responder

    Por favor, e quando não se consegue nem uma internação voluntária ou involuntária.
    No meu caso aqui em São Vicente – São Paulo, eu tentei internar a minha esposa que é diagnosticada com transtorno bipolar .. Está em surto grave e não consigo interná-la. Só consegui,com muito custo, e a ajuda de um médico o Dr.Flavio Braum que me ajudou com um auxílio de internação no CREI aqui de São Vicente ,mas com muitas dificuldades. Enfim, era para ser uma internação de emergência ambulatorial e a possível transferência para uma unidade especializada chamada CAPS , mas depois de 15 dias no CREI, sem poder ficar sozinha(sempre tem que ter um acompanhante), eu fiquei dormindo no chão, sem comer, sem trocar de roupa,sem tomar banho,pois não podia ir para casa, eles davam remédio para ela e para os outros 12 pacientes (todos no mesmo quarto) que dormiam o dia todo e não passava um médico para avaliar a situação, e isto por 15 dias . . . eu mesmo tive que ir atrás e buscar pacientes que quando acordavam para comer ( e muitas vezes nem comiam porque estavam dormindo) levantavam e simplesmente saiam pela porta da frente (mesmo vestidos com camisolas) os atendentes e enfermeiras olhavam e não faziam nada,simplesmente deixam eles irem embora…e dizem que não é problema deles que é obrigado a sempre ter um acompanhante ( o que entendo perfeitamente) , mas os acompanhantes tem que comer,trabalhar,tomar nanho, enfim esperam um revezamento e quando chega alguém para render se revezam ( mas ficam algumas lacunas,por exemplo quando tem que ir ao banheiro e se livrar daquela comida horrível) neste ínterim se fogem ninguémno CREI impede mesmo vendo o que está acontecendo , pedem para você ir até a policia e fazer um BO ou ajudar a procurar. Você vai à policia e eles dizem que tem que esperar 48 horas . . . é um desespero total .. no meu caso, eu não tenho ninguém para revezar comigo, sou sozinho e preciso trabalhar, estou desempregado e trabalho por conta própria , com internet, mas ficar afastado por 15 dias,sem poder vir para casa me prejudicou muito, contas atrasadas,luz,água,condomínio,mercado,etc.. virou uma bola de neve. E após 15 dias, eu ainda não tinha nenhuma posição, e a médica só passou um vez nestes 15 dias, e nem foi ao quarto , só assinou um papel e nada de transferência para este tal DE CAPS ( que alegava falta de médicos,enfermeiros,material,etc) enfim minha esposa ficou sem atendimento, só tomando remédios para dormir . . e no fim destes 15 dias me disseram que não existia ainda um previsão para transferência para o CAPS e que eu tinha que ter paciência e aguardar . .. hora como eu poderia aguentar mais alguns dias que fosse, se já estava lá a 15 dias, simplesmente não aguentei e a tirei do CREI , sem assinatura alguma,pois nem a alta quiseram me dar, ninguém quis se responsabilizar ou me fornecer um prontuário da internação. estou neste momento tentando trabalhar com internet,para ganhar algum dinheiro para sobreviver (comer) tendo que cuidar dela, sem remédios,com ela causando diversos problemas no prédio aonde moramos,incomodando as pessoas, tendo surtos psicóticos que me impedem de dormir e trabalhar. Então pergunto como posso conseguir uma INTERNAÇÃO JUDICIAL (sem a assinatura de nenhum médico) já que estes não medicam nenhuma vez mesmo após estes 15 dias) O que fazer,quais os procedimentos a seguir, quem procurar,quem pode me ajudar ? Por favor, estou quase eu ficando doente também , á estou sem forças para cuidar dela sozinho e ter que sobreviver. me ajudem por favor.

    Douglas Ursi (11) 9 9660.4576

    • Equipe Abrata 22 de março de 2017 às 09:40 - Responder

      Prezado Douglas.

      A Lei nº 10216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadores de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial
      em saúde mental, diz em seu artigo 9ª:

      Art. 9o A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários,

      Os documentos necessários para requerer a internação compulsória são os seguintes:

      Cópia da Carteira de Identidade e CPF (do requerente e requerido);
      Comprovante de renda (cópia do contracheque, benefício do INSS, declaração de isento do IR ou declaração de IR) ;
      Cópia de comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone);
      Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento do requerente;
      Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento da pessoa a ser internada;
      Atestado médico atualizado informando a doença e a CID e necessidade da internação ou atestados de internações hospitalares.

      Como a sua esposa não possui um médico psiquiatra para elaborar o laudo, solicite em juízo uma perícia médica para substituir esse documento.

      Consulte a Defensoria Pública de sua cidade sobre a medida judicial que deseja solicitar.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  53. Ana Paula 27 de março de 2017 às 19:45 - Responder

    Gostaria de saber como poderia agir diante a postura de um paciente que não quer tomar a medicação …Posso deixá-lo ir embora?

    • Equipe Abrata 5 de abril de 2017 às 10:04 - Responder

      Cara Ana Paula.

      Recortamos um trecho de um artigo publicado no Blog da ABRATA de autoria da dra. Rosilda Antonio, médica psiquiatra.

      Quando a pessoa não aceita o tratamento.

      Atitudes recomendadas à família:

      Abordar o paciente com precaução e empatia – procurar mostrar aqueles sintomas que ele sente como incômodos: insônia, irritabilidade, inquietação, falta de concentração, dificuldade para realizar bem tarefas de que gosta.
      Dar instruções de maneira clara e precisa, evitando cenas emocionais desgastantes.
      Adotar uma atitude solidária: mostre que você também tem problemas e dificuldades na sua vida (evitar a exclusão)
      Um ambiente familiar tolerante e acolhedor favorece a aceitação da condição de doente e, consequentemente, do tratamento.
      Alimentar a autoestima do paciente: reconhecer os progressos parciais que ele for conseguindo ao longo do tratamento.
      Como a família pode enfrentar uma situação de crise?

      Num episódio da doença, a capacidade de avaliação e julgamento do doente está comprometida.
      Não manifeste raiva ou irritação, mantenha controle sobre suas emoções
      Reduza os estímulos (por exemplo, rádio e/ou TV)
      Falar tranquilo, com voz suave e de forma simples.
      Mostrar compreensão pelo que o doente está padecendo.
      Mesmo diante de situações jocosas ou violentas, mantenha a calma.
      Se a agitação do doente aumentar, solicite ajuda.
      Às vezes, a situação é muito grave e representa risco à vida do portador ou de outras pessoas,

      Ter presente que, em alguma ocasião, poderá ser necessário internar o paciente.
      A internação não é castigo – é cuidado numa hora em que a vida do paciente e/ou dos demais corre risco.
      A internação, em geral, é breve e, após um período de adaptação e tratamento, o paciente deve retornar ao seu meio e ser ajudado a retomar sua vida.
      Não existem respostas fáceis, exceto que a família deve ter:

      Paciência
      Tranquilidade
      Interesse
      Participação
      Solicitar informação e orientação necessárias.
      Persuadir o paciente a se tratar não é tarefa fácil. Requer paciência e compreensão e, muitas vezes, é necessário que se sofra por várias crises até que o portador aceite seu diagnóstico e assuma seu tratamento.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  54. Jorge 4 de abril de 2017 às 07:28 - Responder

    Tenho o meu pai de quase 94 anos de idade e está nesse momento doente. Fizemos uma consulta e ele se nega a ir mais ao tratamento dizendo que o seu corpo já negou a cama e que não é necessário tratar e adiar o que é certo ( morrer em paz) na sua casa. Queria levá-lo para fazer consulta na urologia mas negou terminantemente que não precisa porque ele já sentiu que a hora dele já chegou e não tive alternativa senão acatar a sua decisão. Gostaria de saber se agi bem ou devia obriga-lo a ir ao médico.
    Aguardo uma resposta para poder saber o que fazer.

    • Equipe Abrata 4 de abril de 2017 às 08:58 - Responder

      Olá Jorge.

      Entendemos perfeitamente a situação colocada em sua mensagem. Porém, o nosso blog é destinado a pessoa com transtorno bipolar e depressão.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  55. Leonel Simões 16 de abril de 2017 às 17:53 - Responder

    Boa Noite
    Obrigado pela oportunidade que me dão para expor a minha preocupação.
    Tenho um filho que sofre de P.O.C, vertente de contaminação, desde os 15 anos. Trabalha como informático para uma firma que dá apoio à UE em Bruxelas.Fez vários tratamentos quase todos incompletos até se ausentar para a Bélgica com a sua namorada faz 6 anos.Passou um período de 5 anos mais ou menos controlado e sem medicação. Chegamos a acreditar que ele milagrosamente tinha ultrapassado a doença.Quando se deu o atentado no metrô,ele ficou bastante perturbado, uma vez que foi precisamente na composição que ele todos os dias se deslocava para o trabalho, que o acidente aconteceu,felizmente nesse dia ele teria se atrasado 5 minutos e nada lhe aconteceu.
    Desde então parece que tudo voltou ao princípio, no que diz respeito à sua patologia. Para complicar mais, a sua namorada ficou grávida e deu à luz uma menina.Neste momento as coisas estão muito complicadas.Não consegue tocar na filha.Tem medo de a contaminar.Em casa é um inferno.A relação com a namorada está seriamente em risco. Rejeita categoricamente consultar um psiquiatra.
    Estamos cansados de tentar convence-lo a tratar-se.Será que os senhores me podem aconselhar?O que devo fazer nesta situação?
    Já esgotamos todos os meios para o convencer.Neste momento tomei uma posição.Não vou mais falar-lhe do assunto.Será que estou a agir bem?
    Agradeço uma resposta se for possível.
    Obrigado
    Leonel Simões

    • Equipe Abrata 17 de abril de 2017 às 09:11 - Responder

      Olá Leonel.

      Em sua mensagem, você se refere à Perturbação Obsessiva Compulsiva, é isso mesmo?
      Podemos apenas indicar um endereço eletrônico para que você obtenha informações porque não é a nossa área de atuação, visto que
      a ABRATA é uma associação que ministra apoio psicossocial a pessoas com transtorno bipolar e depressão, bem como a seus familiares
      e amigos.
      Segue a sugestão:•
      ASTOC – Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo
      Web: http://www.astoc.org.br /
      E-mail: astoc@astoc.org.br

      Abs.
      Equipe ABRATA.

      • Leonel Simões 17 de abril de 2017 às 16:29 - Responder

        Boa Noite
        Agradeço a vossa resposta e tentarei entrar em contacto com o endereço que me indicaram.
        Mais uma vez os meus agradecimentos.
        Leonel Simões.

  56. valquiria dias 17 de abril de 2017 às 19:48 - Responder

    Ola boa noite.Tem uma pessoa na família que sofre de transtorno bipolar,ela se trata há 3 anos,mas não obteve sucesso.ela esta afastada pelo inss,atualmente esta cursando faculdade,mas não se dedica como no começo. Já começou outros cursos,mas em nenhum conseguiu terminar. Não conversa com ninguém, só fica deitada,não tem interesse em nada,tem compulsão por compras,inclusive esta endividada,ela só tem uma mãe e uma irma,queria ajuda,estamos desesperados,o que fazer?como agir?
    aguardo resposta.

    • Equipe Abrata 22 de abril de 2017 às 10:58 - Responder

      Cara Valquiria.

      O Transtorno Afetivo Bipolar pode ser difícil de lidar tanto para o portador quanto para os amigos e familiares. Por isso, algumas medidas devem ser tomadas para conviver com a doença durante o período de tratamento mais intenso, assim como após o controle, durante a manutenção.

      O paciente deve se ajudar comprometendo-se ao tratamento e tomando os medicamentos na hora certa. Lembre-se de que o tratamento é para a vida toda e não pode ser parado quando o paciente se sentir bem ou quando achar que não está fazendo efeito – mesmo que já tenha passado anos desde o início do tratamento. No caso do tratamento ter perdido a eficácia, é preciso informar o médico e pedir ajustes.

      Manter uma rotina estabelecida de sono e refeições pode ajudar o paciente a controlar a doença. Também é recomendado que o paciente se abstenha do consumo de álcool e outras substâncias, pois mexem diretamente no cérebro, podendo desencadear um novo episódio. É importante também que o paciente não se automedique com tranquilizantes, antigripais, antialérgicos e analgésicos, pois os ativos podem se misturar com os medicamentos regulares e causar efeitos adversos indesejados.

      Ao perceber sinais de que um novo episódio de humor está se iniciando, é de extrema importância que o paciente fale com seu médico, relatando seus pensamentos e vontades sem preconceitos. Só assim o médico saberá o que realmente se passa e poderá ajudar corretamente.

      O paciente deve aproveitar os períodos em que se sente bem para se conhecer melhor, descobrir como normalmente sente a tristeza e a alegria, observar sua disposição e comportamentos normais, pois isso ajuda muito na hora de identificar uma nova crise.

      Como os familiares e amigos podem ajudar?
      É importante que a família e pessoas próximas saibam que, muitas vezes, a doença fala mais alto que seu portador, sendo necessário compreensão e paciência durante as crises. É preciso que as pessoas entendam que os sintomas são a doença e não características da pessoa em si, pois isso alivia sentimentos de culpa da pessoa bipolar.

      O apoio ao tratamento é fundamental, principalmente no que tange a medicação. Auxiliar o paciente a lembrar dos horários e doses dos medicamentos a serem tomados contribui para que não haja uma nova crise, uma vez que a ausência dos mesmos por poucos dias é o bastante para que os sintomas voltem.

      Nos períodos de mania, o paciente pode alegar que os familiares estão o acusando e recusar as orientações. Nessas fases, é importante apontar os sintomas de maneira compreensiva, sem julgar, para que o paciente entenda o que está acontecendo.

      Caso o paciente gaste muito dinheiro durante os períodos de mania, uma maneira de contornar isso é conversar com ele enquanto ele estiver bem e entrar em acordo de tirar dele cartões de crédito ou débito durante esses episódios.

      Enquanto o paciente estiver em períodos depressivos, os familiares e amigos devem prestar atenção em ideações suicidas, especialmente se o paciente fala abertamente sobre isso. É importante não deixar o paciente sozinho, assim como tirar de perto dele objetos e utensílios que ele possa usar para tentar tirar a própria vida.

      É importante, também, que a família não exija demais nem proteja em demasia o paciente. O primeiro pode causar muito estresse e desencadear um episódio, enquanto o segundo pode fazer com que o paciente se acomode e não tente sair da “zona de conforto”, evitando lutar contra a doença.

      A psicoterapia é outro recurso importante no tratamento da bipolaridade, uma vez que oferece suporte para o paciente superar as dificuldades impostas pelas características da doença, ajuda a prevenir a recorrência das crises e, especialmente, promove a adesão ao tratamento medicamentoso que, como ocorre na maioria das doenças crônicas, deve ser mantido por toda a vida.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  57. Olá 24 de abril de 2017 às 18:06 - Responder

    Olá, por favor ajude-me. Tenho um irmão que diz ser portador de T.B. De um certo tempo para cá começou a dar trabalho, não consegue trabalhar , vive mudando de emprego e fica pouco tempo, pede dinheiro para meus pais sempre e os manipula, mente muito dizendo a outras pessoas que está trabalhando e fazendo faculdade. Ele também se engrandece muito e gosta de humilhar as pessoas. Na verdade sempre foi assim. Ele já ficou internado em 2 clínicas de desintoxicar. A vida dele se resume assim, vai para uma cidade e volta para casa de meus pais. Quando está na casa de meus pais quer fazer o que quer e controlar tudo. Não gosta que outras pessoas vão para lá, fica agressivo e não respeita ninguém. Está trancado no quarto parece que esta dormindo, levanta para comer e come muito. Mente para meus pais que vai voltar para sua cidade, e que esta ali por alguns dias, mas é mentira , ele sempre faz isso, inventa coisas para ficar. Meu pai sente medo porque já o roubou. Ele não aceita ajuda a não ser da maneira dele, tudo deve ser do seu jeito, ele só fala com minha mãe e faz ela pedir dinheiro a meu pai. Eu temo pela segurança de meus pais, por enquanto estou na casa deles, mas em breve irei embora, sei que minha presença o incomoda porque ele sabe que já tentei interná-lo. Meus irmãos acham que ele é mimado e não fazem nada, apenas criticam meus pais. Eu fico doente com isso e sofro, pois sei que cada vez esta ficando pior, e é agressivo. O que faço por favor? Posso intervir com ação judicial ou algo? Não quero esperar ele surtar ter que interná-lo depois de acontecer algo horrível…ele já surtou uma vez e saiu correndo na rua….ajuda-me por favor.
    Grata.

    • Equipe Abrata 26 de abril de 2017 às 11:09 - Responder

      Cara Olá.

      No transtorno bipolar, a pessoa alterna períodos de euforia e depressão extremos e desproporcionais aos fatos, o que pode, depois de um tempo, levar a um estado de desgaste perigoso. Um surto psicótico, desencadeado na fase de euforia, é uma emergência que pode exigir a internação, pois há risco de autoagressão, suicídio, atitudes violentas que requerem cuidados específicos.
      O transtorno não tem cura, mas o tratamento com psiquiatras e psicólogos ajuda a pessoa com transtorno bipolar a levar uma vida melhor, mais tranquila, inclusive reassumindo atividades que possam ter sido interrompidas pelo transtorno.

      Um pessoa que não aceita tratamento e está descompensada, apresentando comportamentos limítrofes que geram situações de auto e heteroagressão, planejamento de auto- extermínio e estado depressivo grave, necessita de atendimento emergencial com possibilidade de internação para diminuição da crise e estabilização do humor.

      A internação é uma decisão importante e depende dos familiares. Infelizmente, os familiares frequentemente não tem condições para conviver com a pessoa por falta de paciência, falta de respaldo, falta de fôlego, tendo que trabalhar, segurar o dinheiro, etc. e a situação em casa se dramatiza até produzir uma “ameaça” à vida de alguém.

      A internação psiquiátrica involuntária é aquela realizada sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Habitualmente, são os familiares que solicitam a internação do paciente.
      A família solicita a internação involuntária e um médico psiquiatra faz a justificativa por escrito caso seja confirmada a necessidade. O Ministério Público é informado sobre a internação em até 72 horas, tanto na rede privada como na pública.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  58. Roberta 26 de abril de 2017 às 23:35 - Responder

    Olá, meu filho foi diagnosticado com tcb, e foi internado pela primeira vez . Mas está dando trabalho na clínica, tenho medo que volte para casa e tente contra a vida dele e a nossa pois ele diz que odeia a mim .
    Estou completamente perdida, tudo é muito novo, não sei o que fazer, preciso de ajuda !

    • Equipe Abrata 1 de maio de 2017 às 11:15 - Responder

      Olá Roberta

      Na clínica psiquiátrica o seu filho será medicado corretamente, conversará sobre transtorno bipolar com o médico responsável pelo
      tratamento e será conscientizado que precisa de acompanhamento médico por muito tempo, afinal são esses os propósitos da internação.
      Informe-se o mais que puder sobre o transtorno bipolar em matérias que são publicadas em nosso site, blog e facebook.
      Pesquise sobre grupos de apoio para familiares em sua cidade.
      Sugerimos, ainda, que leia o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA COM TRANSTORNO BIPOLAR que você pode baixar gratuitamente pelo
      site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  59. Bernadete 10 de maio de 2017 às 07:26 - Responder

    Bom dia , tenho um filho de 25 anos com PC e doença psiquiatra juntos.
    Não sabemos se é porque não aceita sua condição ou é doença mesmo, como se Ele fosse sem DEFICIÊNCIA.
    O pior é que tem surtos e é internado, sofremos muito, eu e ele,pois os hospitais psiquiátricos não estão preparados para atender pessoas com transtornos mentais e com deficiência física.
    O que faço, ele não quer tomar a medicação e grita,me bate,eu fico nervosa pois faço tratamento também.

    • Equipe Abrata 13 de maio de 2017 às 12:54 - Responder

      Prezada Bernadete.

      A melhor maneira de convencê-lo a fazer uso de alguma medicação é encontrando algum ponto de concordância, algum sintoma que ele reconheça como prejudicial à sua saúde e bem-estar, como por exemplo, a insônia ou estar muito nervoso.

      Para alguns casos, uma boa solução é tratar do paciente com medicamento de depósito, que são medicamentos de uso intramuscular que podem ser aplicados até com periodicidade mensal, período em que estará atuando no organismo. Informe-se com o médico psiquiatra que acompanha o seu filho.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA;

  60. Daniel 13 de maio de 2017 às 17:24 - Responder

    Olá, tenho um caso na família de uma pessoa que sofre de transtorno bipolar. Nos últimos anos tem se tornado agressiva, chegando ao limite com a sua própria saúde e de quem está ao seu redor. Ela não aceita tratamento médico e não aceita medicamento de forma alguma e se diz uma pessoa normal. Qual seria a decisão correta ? Internação à força?

    • Equipe Abrata 14 de maio de 2017 às 12:39 - Responder

      Olá Daniel.

      Nem sempre é tarefa fácil convencer a pessoa que sofre de transtorno bipolar a aceitar o tratamento médico correspondente.
      No mais das vezes, é porque não aceita o diagnóstico e, por via de consequência, não se trata adequadamente.
      O transtorno bipolar é uma doença que necessita de tratamento contínuo e pode durar por muito tempo. Ainda não há
      cura mas os sintomas podem ser controlados, as crises podem ser menos intensas e a pessoa pode levar uma vida normal.
      O ideal é que as pessoas próximas conversem com o seu ente querido quando ele estiver tranquilo e mais receptivo.

      A internação involuntária em psiquiatria ocorre quando os pacientes estão se colocando em risco de vida ou colocando outras pessoas em risco.
      No transtorno bipolar as principais causas que levam a uma internação psiquiátrica são as fases de mania, no qual os pacientes podem ficar muito agitados
      e se colocam em risco devido à euforia, ou a depressão, que pode levar a ideação suicida.
      O Ministério Público deve ser comunicado após 72 horas da internação.

      Equipe ABRATA.

  61. Aurinete 16 de maio de 2017 às 20:32 - Responder

    Olá,tenho uma prima que viveu muitos anos sozinha na Espanha e,ao que parece, adquiriu (acho eu) esquizofrenia lá…sempre nos pareceu normal a vida dela…ela se recusa a se tratar, diz que não é louca mas agride física e verbalmente a própria mãe.Diz que a sua mãe nunca cuidou dela (o que é verdade)…mas enfim, ela grita no meio da noite dizendo que vai tacar fogo na casa da mãe, chora muito,não sabemos o que fazer…já foi chamado o Samu muitas vezes e eles também não fazem nada,como posso ajudá-la? ? Ajudem-me…

    • Equipe Abrata 17 de maio de 2017 às 10:08 - Responder

      Prezada Aurinete.

      Hoje, após várias pesquisas que investigam as causas da esquizofrenia, sabe-se que a genética é responsável por cerca de 50% da chance de adoecer, cabendo a outra metade aos fatores ambientais. A maior evidência disso são estudos com gêmeos idênticos (e que, portanto, possuem DNA iguais), que revelaram uma concordância de apenas 50% no diagnóstico de esquizofrenia. Isto significa que, quando um dos gêmeos desenvolve a doença, o outro também adoece em 50% dos casos. Em resumo, pode ser que a
      sua prima já tivesse uma predisposição genética e que determinados fatores ambientais serviram de gatilho para as crises.
      Porém, sem um diagnóstico, as coisas ficam apenas no terreno teórico.
      Não sabemos exatamente se os seus familiares já pensaram na possibilidade de internação psiquiátrica. Há que se levar em conta que é uma medida traumática para
      todos os envolvidos.

      A internação psiquiátrica é atualmente indicada para casos graves quando foram esgotados os recursos extra-hospitalares para o tratamento ou manejo do problema.
      São considerados casos graves situações em que há presença de um transtorno mental com, no mínimo, uma das seguintes condições: risco de auto-agressão, risco de heteroagressão, risco de agressão à ordem pública, risco de exposição social, incapacidade grave de autocuidado. A sua finalidade centra-se na estabilização do paciente, minimizando riscos, levantando necessidades psicossociais, ajustando o tratamento psicofarmacológico e a reinserção social do paciente em seu meio.

      “Quando uma pessoa não quer se internar voluntariamente, pode-se recorrer à internação involuntária ou à internação compulsória. São dois tipos diferentes de internação.

      A Lei 10.216/2001 define três modalidades de internação psiquiátrica:

      a) internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;
      b) internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro;
      c) internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

      Internação voluntária.
      A pessoa que solicita voluntariamente a própria internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. O término da internação se dá por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico responsável. Uma internação voluntária pode, contudo, se transformar em involuntária e o paciente, então, não poderá sair do estabelecimento sem a prévia autorização.

      Internação involuntária.
      É a que ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Geralmente, são os familiares que solicitam a internação do paciente, mas é possível que o pedido venha de outras fontes. O pedido tem que ser feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra.
      A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público do estado sobre a internação e os motivos dela. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a cárcere privado.

      Internação compulsória.
      Nesse caso não é necessária a autorização familiar. A internação compulsória é sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido formal, feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. O juiz levará em conta o laudo médico especializado, as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários”.
      Fontes: Lei 10.216/2001, Ministério da Justiça; Associação Brasileira de Psiquiatria; Cartilha Direito à Saúde Mental,
      do Ministério Público Federal e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão; governo do estado de São Paulo.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  62. Elizangela 22 de maio de 2017 às 14:49 - Responder

    Tenho um irmão que está com problemas, já passou em diversos hospitais e indicaram tratamento psiquiátrico, tanto mental como por uso de drogas e álcool.

    Tentamos o CAPS e ele foi apenas três vezes e abandonou o tratamento. Recentemente, tentamos levá-lo novamente ao CAPS e ele se recusou, brigou com o médico e diz que não é louco.

    A minha mãe está desesperada pois não sabe como obrigá-lo a fazer o tratamento ou se internar.
    Como devemos agir?

    • Equipe Abrata 23 de maio de 2017 às 09:03 - Responder

      Prezada Elizangela.

      Postamos alguns esclarecimentos a respeito dos transtornos afetivos – bipolaridade e depressão, para que possa entender melhor a doença.
      Ressalvamos, porém, que, por desconhecermos o diagnóstico de seu irmão, os assuntos aqui abordados dizem respeito apenas aos transtornos
      afetivos. Não valem para a esquizofrenia e outros transtornos.
      Muitos psiquiatras afirmam que o uso de drogas e álcool pode despertar a condição genética do bipolar e faz com que transtorno se manifeste precocemente.
      A bipolaridade é um transtorno do humor genético que consiste em alterações entre períodos de extrema euforia e outros de depressão profunda.
      O uso de drogas pode antecipar a manifestação do problema e também tem o poder de intensificar seus sintomas.
      São características do transtorno bipolar as oscilações entre depressão profunda e euforia excessiva.
      “As drogas, tomando como exemplo a maconha, podem ‘acordar’ a genética e fazer com que a pessoa com predisposição genética manifeste a bipolaridade muitos anos antes, em média 10 anos antes do que isso aconteceria”, alerta o dr.Teng Chei Tung, médico psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da USP.
      “A bipolaridade, por muitas vezes, pode iniciar-se na adolescência por reflexo desse uso ou abuso de drogas. Mais do que na vida adulta, o diagnóstico na infância e adolescência é demorado. Em todas as fases, porém, o transtorno pode ser confundido com uma depressão comum ou até mesmo com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)”, diz o dr. Teng.
      A condição é hereditária. “Ninguém vira bipolar sem predisposição genética”, afirma o dr. Antônio Geraldo da Silva, da Associação Brasileira de Psiquiatria, explicando que “o transtorno pode se manifestar em todas as fases da vida, inclusive na infância”.
      E continua: “É preciso desconfiar quando o paciente tem uma depressão que não responde a medicamentos. Esses pacientes podem ter o transtorno bipolar, e só melhorarão com remédios corretos para este fim.
      Os especialistas em saúde mental reclamam da ideia popular em torno da psiquiatria e também do estigma que recai sobre aqueles que necessitam dessa ajuda médica.
      O dr. Teng cita como exemplo as novelas. “Se você reparar, a personagem com transtorno bipolar normalmente é cleptomaníaco ou alguém que causa muita confusão”, conta, explicando que o paciente pode levar uma vida normal.
      Os psiquiatras afirmam que transtorno bipolar pode ser tratado e tem grandes chances de ser controlado e o paciente passar a viver uma vida normal.
      Entenda as duas fases da bipolaridade: depressão e euforia (mania).
      Depressão.
      Quando a depressão é profunda, os sintomas são intensos. A pessoa fica triste na maior parte do tempo, não tem mais capacidade de sentir prazer nas coisas, experimenta uma falta de esperança e pensamentos suicidas.
      Com a ajuda médica, aceitação da doença e a respectiva adesão ao tratamento, os sintomas da depressão podem ser controlados.
      Na euforia, as pessoas com transtorno bipolar não dormem, ou dormem apenas uma ou duas horas por noite, e não sentem necessidade de repousar, ficam extremamente irritados e agressivos, a energia aumenta para todas as atividades, falam demais, tem compulsão por compras, sexo, atividade de risco e ficam distraídos. Essa euforia também aumenta o consumo de drogas e álcool.
      Quando o transtorno psiquiátrico chega a um nível muito extremo, em que a pessoa passa a representar uma ameaça para todos a sua volta e para si mesmo, recorre-se à internação psiquiátrica. Nesse caso, a pessoa é colocada em um hospital psiquiátrico, onde receberá um tratamento mais intenso, com maior acompanhamento dos médicos.
      A internação involuntária é a que ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Geralmente, são os familiares que solicitam a internação mas é possível que o pedido venha de outras fontes. O pedido tem que ser feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra.
      A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público do estado sobre a internação e os motivos dela. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a cárcere privado.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  63. Fernanda Silva 5 de junho de 2017 às 13:06 - Responder

    Minha mãe foi diagnosticada com depressão com sintomas psicóticos, com possibilidade de ser Bipolaridade. Ela não aceita a doença e os tratamentos. Está muito nervosa e brigando com todos da família. Ela está apresentando um quadro maníaco, buscando incansavelmente mudar de casa para padrões fora da realidade. Está em condição financeira ruim, quer tomar empréstimos em bancos, comprar móveis para a casa nova. O pensamento está muito acelerado, muito agitada. O psiquiatra mudou a medicação, e agora o novo remédio a deixou dopada. Ele ficou com o corpo cansado e fraco, mas a mente continua acelerada. Tudo que fazemos é seguir as ordens médicas, mas ela briga conosco dizendo que estamos tentando matá-la, que queremos o mal dela. Temos medo das consequências da internação involuntária. De ser pior para ela. Mas estamos chegando no nosso limite. Não sabemos mais o que fazer.

    • Equipe Abrata 6 de junho de 2017 às 10:05 - Responder

      Querida Fernanda.

      Os sintomas do transtorno bipolar variam conforme a fase em que a pessoa se encontra. Quando o indivíduo apresenta uma fase maníaca (eufórica) mostra: humor eufórico, distração, exaltação, gastos excessivos, irritabilidade, impaciência, intolerância (pavio curto), pensamento acelerado, aumento de energia e disposição, otimismo exagerado, aumento da autoestima, ideias grandiosas, redução do sono, falta do senso crítico, às vezes hipersexualidade.
      Em casos mais graves podem ocorrer: abuso de álcool e ou drogas, delírios e alucinações, desinibição exagerada, comportamentos inadequados e ideias de suicídio.
      Quando um indivíduo apresenta uma fase depressiva, mostra: sentimento de medo, tristeza, insegurança, desespero e vazio, isolamento social e familiar (esconde-se das pessoas, fica no quarto, não atende o telefone), apatia desmotivação, desânimo, cansaço mental, dificuldade de concentração, esquecimentos, aumento ou diminuição do sono, aumento ou diminuição do apetite, pessimismo, sentimentos e ideias de culpa e ruína, baixa autoestima, redução da libido.
      Em casos mais graves podem ocorrer: dores e problemas físicos como cefaleia, sintomas gastrintestinais, dores no corpo, pressão no peito e ideias e tentativas de suicídio, delírios e alucinações.
      O transtorno bipolar, tanto a fase maníaca quanto a depressiva, pode ser: leve, moderado e grave e a forma grave, tanto a maníaca quanto a depressiva, pode se apresentar sem sintomas psicóticos ou com sintomas psicóticos.
      Percebendo-se as alterações em alguém da família deve-se tentar convencê-lo a aceitar a ajuda, estimulá-la a tomar os remédios corretamente, a não faltar nos retornos e outros tratamentos recomendados e aprender a identificar quando está iniciando uma recaída, pois a intervenção precoce pode debelar mais fácil a recaída e evitar hospitalização psiquiátrica.

      A internação psiquiátrica está reservada a casos nos quais o indivíduo perdeu sua capacidade de autodeterminação ou a capacidade de se autogerir. Há situações que a perturbação mental coloca o indivíduo de tal forma alterado, que passa a representar uma ameaça a si próprio ou então para a sociedade.
      Para o paciente e família a internação é algo traumático.
      Por isso Fernanda, pensem bem, conversem bastante e decidam o que é melhor para todos.

      Modalidades de internação psiquiátrica previstas na lei federal nº 10.216/2001:

      1 – VOLUNTÁRIA
      Ocorre por iniciativa ou com o consentimento do usuário, que assina uma declaração de que optou pelo tratamento. Deve ser justificada por laudo médico.

      2 – INVOLUNTÁRIA
      Ocorre sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; deve ser autorizada por um médico e comunicada ao Ministério Público em até 72 horas.

      3 – COMPULSÓRIA
      É determinada pela Justiça, também com base em um laudo médico.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA.

      • Fernanda Silva 7 de junho de 2017 às 15:19 - Responder

        Muito obrigada! Continuaremos nos empenhando para ajudá-la.

  64. Laelson santos de Santana 6 de junho de 2017 às 18:48 - Responder

    Olá boa noite.
    Eu e minha família estamos com 3 meses de sofrimentos, pois meu irmão ultimamente está com depressão, o problema é que ele não aceita que está doente, com isso estamos com uma dificuldade imensa de levá-lo ao médico. Já marquei várias vezes com o psiquiatra mas infelizmente não consigo convencê-lo a ir.

    O comportamento dele cada dia que passa vem piorando, ele fica no sol sem camisa paralisado,não dorme,fica falando coisa por coisa, às vezes chega até tirar toda a roupa e ficar pelado dentro de casa,não obedece ninguém, eu trabalho e dinheiro para ele não existe mais!!!!

    É muito difícil!

    Quais os procedimentos que tenho que tomar para conduzi-lo ao médico?

    Grato!

    • Equipe Abrata 7 de junho de 2017 às 06:27 - Responder

      Prezado Laelson.

      Agradecemos seu contato.

      Não existe uma fórmula pronta para o convencimento de alguém que não quer se tratar. Às vezes, com muita paciência e comiseração, os familiares vão aos poucos mostrando o lado bom do tratamento. Porém, é preciso encontrar o momento certo para a conversa com o doente.
      Em uma crise maníaca, por exemplo, de nada adiantarão os argumentos, por melhor que sejam. Em um episódio depressivo pode ser mais fácil porque a pessoa está à mercê dos cuidadores.
      Veja bem, Laelson, o seu irmão pode ter ido de um polo a outro, ou seja, da depressão para a mania, o que caracterizaria o Transtorno Bipolar.
      Se um indivíduo apresentar apenas episódios de mania (euforia) embora esteja ausente o polo depressivo, mesmo assim também é portador de Transtorno Bipolar.
      Neste Transtorno, a pessoa alterna períodos de euforia e depressão extremos e desproporcionais aos fatos, o que pode, depois de um tempo,levar a um estado de desgaste perigoso.
      Um surto psicótico, desencadeado na fase de euforia, é uma emergência que pode exigir a internação, pois há risco de autoagressão, de heteroagressão, suicídio, atitudes violentas, que requerem cuidados específicos.

      Vamos aos tipos de internação psiquiátrica previstos na Lei 10.216/2001:
      1) Internação Voluntária
      (de livre e espontânea vontade)
      A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

      2)Internação Involuntária
      (contra a vontade do doente)
      A internação involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta. O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.

      3) Internação Compulsória
      (determinada pela Justiça)
      A internação compulsória é determinada, de acordo com a lei 10.216, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  65. Luana Gomes 8 de junho de 2017 às 15:47 - Responder

    Olá, serei direta..
    Meu sogro tem esquizofrenia,e este diagnostico já tem tem há 20 anos,porem o proprio nao aceita a doença..ja foi internado mais o medico disse que ele nao poderia ficar la se nao quisesse,entao me pergunto como é que ele pode ter esse direito..
    Ele alem de nao aceitar a doença,ainda tem mania de perseguiçao e sempre acha os remedios e substitui por agua,esta aposentado por ser doente,vive bebado pois o remedio quando minha sogra consegue dar a ele,nao faz mais efeito.. ele diz que foi feito uma experiaencia com ele e que ele é da policia federal,que eles mandam ele fazer muitas coisas..porem sabemos que isso é parte da doença.. gostaria de saber como podemos fazer para interna-lo e que ele nao fuja ou que algum medico diga que ele nao tem nada.. Ate porque os filhos homens dele todos tem o mesmo problema..
    fico no aguardo.
    Obrigada.

    • Equipe Abrata 19 de junho de 2017 às 08:36 - Responder

      Cara Luana,

      Agradecemos a sua mensagem.

      A ABRATA oferece apoio psicossocial a pessoas com transtorno bipolar e depressão, bem como a seus familiares e amigos.
      Para saber mais sobre a esquizofrenia, sugerimos que conheça a ABRE – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e
      Portadores de Esquizofrenia através do site http://www.abrebrasil.org.br

      Um abraço,
      Equipe ABRATA.

  66. Juliana 11 de junho de 2017 às 10:19 - Responder

    Oi bom dia, estou sofrendo muito. Meu irmão surtou já faz mais de um ano, ele teve uma melhora no começo mas daí os remédios já não faziam tanto efeito e, para completar, parou de tomá-los de vez. Agora a família não sabe mais o que fazer ele não está mais fugindo como da 1 vez, mas não que come, não toma banho, fica o tempo todo no quarto isolado, não quer ninguém na casa dele nem a própria família. Não liga para os filhos, quando a filha de 6 anos leva alguma coleguinha pra casa ele bate na filha, sai na rua com as mãos na cabeça correndo de um lado para o outro atordoado. A gente tenta convencê-lo a tomar o remédio mas não tem jeito, ele diz que está muito bem. Enfim, ele já era esquisito desde adolescente mas a gente achava normal porque na idade adulta conseguia leva uma vida social normal, trabalhava e tudo o mais. Ele tem os seus talentos, é escultor, restaurador, pintor, carpinteiro, marceneiro,etc.Como posso ajudá-lo? Não quero perder o meu irmão.

    • Equipe Abrata 13 de junho de 2017 às 08:54 - Responder

      Querida Juliana.

      Não é nem um pouco fácil ver um ente querido passar por tudo isso. Dói na alma, no coração … Solidarizamo-nos com você, é sofrido mesmo!

      As pessoas com transtorno bipolar podem levar uma vida normal quando se tratam apropriadamente. Caso contrário, sofrem e fazem sofrer aqueles que
      as cercam. E no caso de seu irmão, como de outros tantos bipolares, que são talentosos, inteligentes, amorosos, a família fica ainda mais aturdida.
      Sem a adesão ao tratamento, ou seja, o ato de comprometer-se a prosseguir com a medicação após o diagnóstico, não se pode falar em estabilidade.
      O doente continua na gangorra de emoções, oscilando para cima e para baixo, da mania para a depressão.

      Pois bem.
      Você, familiares, devem pensar em interná-lo, muito embora seja uma medida traumática para todos. Por isto, faz-se necessária uma conversa
      bem franca e objetiva.
      Existem situações médicas, como parece ser o caso de seu irmão, que exigem o tratamento em um ambiente diferenciado.
      Por diversas razões, este tratamento precisa ser realizado em um meio que ofereça condições de melhor enfrentamento da situação médica do doente.
      Em princípio, este ambiente especial é o hospital, que facilita um cuidado mais intensivo.
      Mas deixemos bem claro: estamos falando de internação com claras indicações médicas, em instituição médica regida por padrões (ou protocolos)
      médicos … Qualquer outra coisa, que fique claro, não é delas que estamos tratando.
      A indicação da internação em psiquiatria se fundamenta na necessidade de tratar um estado doentio que ameace o bem estar do portador ou das
      pessoas ao seu redor, ou de ambos.

      A internação pode ser voluntária (por mais que o leigo não o imagine, existem internações em que o paciente chega à recepção da instituição
      e expressa sua intenção e necessidade de tratamento em regime de permanência por tempo integral de reclusão – o que evidencia sua capacidade
      preservada de julgamento).

      Involuntária (quando por qualquer motivo o paciente não está em condição de se auto determinar em consequência de estados alterados das suas funções
      mentais, o que o impede de exercer sua capacidade de percepção da realidade e a partir desta – como se viu no exemplo anterior – decidir a seu favor
      de forma adequada).

      E a compulsória (nesta versão a sociedade determina a reclusão para fins de tratamento contra a vontade do indivíduo e em
      princípio no sentido de sua preservação ou do seu meio – neste caso a sociedade é representada pelo poder judiciário, leia-se Ministério Público,
      com o suporte do conhecimento médico.

      Se necessitar de mais informações, conte conosco!
      Um enorme abraço.
      Equipe ABRATA.

  67. Bruno 19 de junho de 2017 às 02:35 - Responder

    Olá,
    Meu pai tem 55 anos e possui esquizofrenia, até seus 50 anos de idade ele tinha poucos surtos psicóticos e fazia o tratamento com medicação sem problemas. Porém de uns anos pra cá ele tem mudado muito o comportamento, se isolando cada vez mais em seu quarto. Ele sempre foi capaz de tomar seus remédios sozinho e não aceita que outra pessoa os controle, só que ultimamente ele tem tomado mais remédios do que deveria e acaba ficando dias sem medicação, que ele recebe do SUS. Os surtos psicóticos tem aumentado e ele já tentou suicídio duas vezes em menos de um ano, algumas vezes ele diz ouvir coisas e já chegou afirmar que nossa casa estava cheia de macacos, uma alucinação clara. Preciso de ajuda pois só moramos eu(21 anos) e ele, não temos outros parentes que poss nos ajudar, por favor gostaria de ajuda com as seguintes questões.
    1 – Quando ele se recusa comparecer à consulta psiquiátrica, eu posso ir sozinho e explicar ao médico como ele tem se comportado?
    2 – Eu sou a única pessoa que mora com ele e muitas vezes não sei como ajudá-lo e ele se recusa a comparecer em unidades de atendimento como o CAPs, onde posso buscar ajuda?
    3 – Eu acabei saindo de um emprego para ficar mais próximo dele porém preciso trabalhar e estou cursando o ensino superior, é difícil ter que dar conta de trabalho e estudo sendo que sou a única pessoa que se importa com a doença do meu pai, ele pode ficar sozinho quando estiver controlado?
    4- Existe alguma ajuda psiquiátrica domiciliar?

    Estou muito confuso e estressado, já me vi com paranóias pela preocupação com meu pai e isso tem afetado meu corpo/saúde.
    Desde já agradeço a atenção e desejo boas energias para todos.

    • Equipe Abrata 20 de junho de 2017 às 10:31 - Responder

      Prezado Bruno.

      Procure, por favor, a ABRE – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia.
      Acesse o site: http://www.abrebrasil.org.br

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  68. layany costa 14 de julho de 2017 às 15:31 - Responder

    Minha avó tem 67 anos ta com câncer de pele faz 5 anos e nao quer se tratar. O quê fazer?

    • Equipe Abrata 16 de julho de 2017 às 06:47 - Responder

      Cara Layany

      Assim como ocorre com os demais doentes, convencer alguém a se tratar é uma tarefa que exige carinho e paciência,
      Converse com os demais membros de sua família para ajudá-la no trato com a sua avó. Os familiares devem envolver-se
      com frequência, é responsabilidade é de todos, não somente sua.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  69. julio silverio 26 de julho de 2017 às 18:10 - Responder

    Minha esposa perdeu o interesse em viajar,ir a uma igreja,receber pessoas.
    Já sugeri irmos de avião para o nordeste ou mesmo em nosso carro pois assim, curtiríamos a natureza,cidades, enfim tudo de bom.
    Disse que seria um passeio sem pressa de voltar,mas nada a motivou.
    Minha sogra tem sérios problemas mentais e sempre acusa filhos de a terem furtado e, também, alega estar precisando de coisas e enquanto os filhos não dão.
    Estou temendo que minha esposa venha ter as mesmas crises de sua mãe.
    0 que eu faço? Obrigado

    • Equipe Abrata 27 de julho de 2017 às 08:44 - Responder

      Prezado Julio Silverio

      Sugerimos que leve sua esposa a um psiquiatra para avaliar os sintomas que vem apresentando.
      Com o diagnóstico adequado e tratamento apropriado ela poderá levar uma vida satisfatória, com
      qualidade.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  70. Julio Cesar dos Santos 8 de agosto de 2017 às 17:13 - Responder

    Tenho esquizofrenia e não quero o tratamento pelo simples motivo de não conseguir realizar as tarefas diárias comuns. Fico dopado, sonolento, com muita fome. Hoje estaria pesando uns 130kg. É como se eu tivesse uma dengue permanente. Gostaria de ver a minha opinião publicada, pois geralmente não somos ouvidos nem antes, nem durante o tratamento.
    Eis alguns motivos, na visão de quem tem um transtorno e chegou a tentar quase todos os antipsicóticos.

    • Equipe Abrata 11 de agosto de 2017 às 09:56 - Responder

      Olá Julio Cesar
      Agradecemos o contato.

      A ABRATA é uma associação que ministra apoio a pessoas com transtorno bipolar e depressão.

      Procure a ABRE – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia.
      http://www.abrebrasil.org.br/web/index.php/esquizofrenia

      Abs.
      Equipe ABRATA

  71. Ernani Areal 24 de agosto de 2017 às 11:01 - Responder

    Preciso de ajuda, minha mulher não aceita que está doente desse mal. No momento ela se encontra isolada, cercada de quadros religiosos. Não sei que fazer, apesar de ter lido vários artigos sobre o assunto.Sinto -me impotente.

    • Equipe Abrata 26 de agosto de 2017 às 10:16 - Responder

      Prezado Ernani

      Você já deve ter ouvido falar que não há fórmula mágica para convencer o doente a se tratar.
      De fato, é uma tarefa que exige paciência por parte dos cuidadores.
      Sugerimos que converse com sua esposa quando ela estiver mais acessível. Pode demonstrar o seu interesse em
      ajudá-la visto que tem lido vários artigos sobre o transtorno afetivo; realce que, com o tratamento apropriado,
      ela poderá ficar estável e funcional.
      Há casos em que a pessoa, que não aceita tratamento, oferece riscos à sua própria integridade física ou à das
      pessoas com quem convive. Um exemplo, são momentos de agressividade, e nesses casos é importante obter ajuda de
      outras pessoas e não lidar sozinho com ela.

      Ao perceber que sua esposa apresenta sinais de ideação suicida, é preciso avisar a todas as pessoas próximas,
      pois é necessário prestar atenção e zelar por sua integridade, deixando inclusive, o ambiente o mais seguro possível.
      Avisar a um especialista também é extremamente importante, pois ele poderá orientar às medidas que deverão ser adotadas
      e os locais em sua região/cidade que podem auxiliar a lidar com o portador.
      Considerar uma internação também pode se fazer necessário em alguns casos, pois pode se tratar de uma medida emergencial e
      uma forma de evitar que algo mais grave ocorra, especialmente quando há uma situação de risco para o paciente ou pessoas
      próximas.
      É preciso entender que nestes momentos, a internação não deve ser vista como castigo ou sofrimento, e sim como forma de cuidado,
      de zelo.
      Essa internação normalmente ocorre por um curto período, até que o paciente esteja adaptado ao tratamento. Após, é essencial
      prosseguir com o acompanhamento psicológico, psiquiátrico e, claro, o apoio da família/amigos.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  72. Eliezer dias de Souza 14 de setembro de 2017 às 08:25 - Responder

    Meu filho tem 21 anos e está em surto,está com raiva dos irmãos, falando muito palavrão, não quer procurar o médico. Está agressivo,não sabemos o que fazer, ele não aceita que está doente

    • Equipe Abrata 16 de setembro de 2017 às 08:05 - Responder

      Prezado Eliezer
      Agradecemos a sua mensagem.
      Às vezes, é necessária uma ação mais efetiva para auxiliar o doente a tratar-se em ambiente adequado, com acompanhamento médico apropriado.
      A família pode pensar a respeito da internação psiquiátrica.
      A indicação da internação em psiquiatria se fundamenta na necessidade de tratar um estado doentio que ameace o bem estar do portador ou das pessoas ao seu redor, ou de ambos. A internação como hoje se entende e pratica pode se fazer em três instâncias, dependendo do estado doentio considerado: a internação pode ser Voluntária (por mais que o leigo não o imagine, existem internações em que o paciente chega à recepção da instituição e expressa sua intenção e necessidade de tratamento em regime de permanência por tempo integral de reclusão – o que evidencia sua capacidade preservada de julgamento),Involuntária (quando por qualquer motivo o paciente não está em condição de se auto determinar em consequência de estados alterados das suas funções mentais, o que o impede de exercer sua capacidade de percepção da realidade e a partir desta – como se viu no exemplo anterior – decidir a seu favor de forma adequada) e Compulsória (nesta versão a sociedade determina a reclusão para fins de tratamento contra a vontade do indivíduo e em princípio no sentido de sua preservação ou do seu meio. A sociedade é representada pelo poder judiciário, leia-se Ministério Público, com o suporte do conhecimento médico.

  73. Viviane Cristina Dutra 16 de setembro de 2017 às 16:37 - Responder

    Meu marido é muito estressado não gosta das pessoas, xinga muito ,não aceita procurar ajuda, diz que é normal,não aceita ninguém dar um conselho, é agressivo nas palavras,’ fala que as pessoas ficam desafiando-o, coisas desse tipo que não tem nada a ver, falar de alguma religião então ele fica nervoso ao extremo não se pode nem tocar no assunto… o que eu faço, ele não aceita nem ir a uma consulta para saber o que é, ele precisa de ajuda e a família também, nos ajude!

    • Equipe Abrata 17 de setembro de 2017 às 09:02 - Responder

      Prezada Viviane

      É comum a família e cuidadores de pessoas com algum transtorno psiquiátrico ficarem doentes também, visto que a convivência
      e o relacionamento nem sempre fácil, ainda mais quando o doente não quer se tratar.
      Assim, sugerimos que você procure ajuda psicológica para fortalecer-se emocionalmente para ajudar o seu marido.
      Acreditamos que um ambiente familiar mais tranquilo facilite uma conversa tranquila também.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  74. Alberto Carlos da Silva Carreira 4 de outubro de 2017 às 22:47 - Responder

    Minha filha de 23 anos tem Diabetes tipo 1 e não aceita a doença.
    Ela não aceita o tratamento e já teve internada 8 vezes sendo 3 na UTI
    devido a complicações da doença. Está internada no momento na UTI e desta vez chegou a entrar em como por um dia.
    Não sei o que fazer e como lidar com essa situação.
    Gostaria da ajuda de alguém que saiba se existe uma clínica que cuide de forma integrada de todos os aspectos referente a doença e suas complicações, como: Nutrição, psicologia, neurologista, psiquiatra, endocrinologista entre outras áreas para que ela possa ser reabilitada e consiga lidar com este terrível problema.
    Falo de internação.
    Me ajudem por favor !!!!!!
    Preciso salvar ela..

    • Equipe Abrata 8 de outubro de 2017 às 10:41 - Responder

      Prezado Alberto Carlos.

      Sugerimos que você converse com os médicos que assistem a sua filha para que indiquem clínicas ou hospitais
      que tratem da Diabetes tipo 1.
      A ABRATA oferece apoio a amigos, familiares e portadores de transtorno bipolar e depressão através de
      palestras e grupos de apoio mútuo.
      Não nos parece que seja o caso de sua familiar.

      Abs.
      Equipe ABRATA

  75. David Silva 9 de outubro de 2017 às 20:54 - Responder

    Minha mãe tem esquizofrenia mas não aceita o tratamento. Nesse caso deve ter internação? Se for o caso,qual a melhor clínica recomenda?

    • Equipe Abrata 10 de outubro de 2017 às 08:29 - Responder

      Olá David.

      A ABRATA oferece apoio psicossocial a familiares, amigos e portadores de transtornos afetivos – transtorno bipolar
      e depressão.
      Para informações sobre esquizofrenia, indicamos este site: http://www.abrebrasil.org.br/web/index.php/esquizofrenia.

      Abs.
      Equipe ABRATA

  76. Maiara 16 de outubro de 2017 às 21:45 - Responder

    Acho que minha mãe tem transtorno de Borderline, mas não sei o que fazer.
    Esse ultimo ano percebi que as pessoas, principalmente da família, como minha tia, estão cada vez mais se afastando dela. Está insuportável conviver com ela, e eu até sairia de casa, mas eu tenho um irmão mais novo, de 16 anos, que tem problemas como TOC, ansiedade e TDAH (que em minha opinião foi causado pela minha mãe) e que toma remédios, e que é constantemente subjugado e destratado por ela, seja por ameaças, como “Eu vou acabar com você! Vou destruir sua cara!” (ela nunca bateu nele, apenas em mim e meu irmão 1 ano mais novo que eu). Ela fala essas coisas em casa, e até na frente de pessoas não da família (que começaram a se afastar dela e de nós). É muito insensível e fria com ele (ela nunca foi afetuosa e carinhosa comigo e meus irmãos, só com pessoas fora de casa, a última vez que eu dei um abraço nela foi há 3 anos atrás).
    Quem é apenas conhecido, acha que ela é um amor de pessoa, mas dentro de casa, a cada dia que passa, eu vejo meu pai cada vez mais cansado, meu irmão do meio que é muito zen para se irritar, o caçula com problemas cada vez mais acentuados, e não tem um dia que ela não discuta com alguém da casa.
    Se eu tento dizer algo para o caçula, ela diz que o filho é dela e ela o trata como quiser. Ela diz para as pessoas que é uma mãe carinhosa e que nós é quem somos filhos terríveis, mesmo comparando-nos (algo que ela adora fazer) com pessoas realmente horríveis.
    Não sei o que fazer. Eu não quero olhar mais para a cara dela. Mas não posso abandonar meu irmão caçula com ela.

    • Equipe Abrata 21 de outubro de 2017 às 08:09 - Responder

      Prezada Maiara.

      A ABRATA é uma associação que tem como missão oferecer apoio psicossocial a familiares, amigos e portadores de
      transtorno bipolar e depressão através de palestras, grupos de apoio mútuo e outros trabalhos.
      E fornecemos, com excelência, informações sobre os transtornos do humor em nosso site, blog e facebook.
      Sabe-se que, em muitos casos, o transtorno de personalidade borderline pode ser uma comorbidade do transtorno
      bipolar, isto é, pode ocorrer a coexistência dos dois transtornos em um mesmo indivíduo.
      É importante o diagnóstico médico psiquiátrico para garantir o devido tratamento.
      Sugerimos, ainda, que procurem fazer psicoterapia, seja individual ou familiar.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  77. Simone Ferreira Silva 24 de outubro de 2017 às 01:10 - Responder

    Tenho depressão profunda e um filho diagnosticado como bipolar, TOD, TDH é uma suposta psicopatia. É muito difícil de conviver com ele, somos só nós dois em casa, só que hoje descobri que ele não estava tomando as medicações, ele anda extremamente irritado e mal humorado, já acorda xingando e reclamando de tudo. Agora ele se recusa a tomar remédios. Não sei o que fazer, pois ele não aceita mais frequentar o Psicólogo, (já passou por vários psiquiatras e Psicólogos), tenho medo dele fazer alguma maldade com alguém, até mesmo comigo. O que eu faço, pedi a medicação de depósito para o médico, mas ele não quis receitar.

    • Equipe Abrata 24 de outubro de 2017 às 09:09 - Responder

      Querida Simone.

      O tratamento medicamentoso é de extrema importância para controlar os sintomas do transtorno bipolar. Sem essa providência,
      as crises podem ficar mais intensas e com menor intervalo de recorrência, além do risco de suicídio.
      Sugerimos, assim, que você converse com o médico que o acompanha para saber como agir diante do quadro que você descreve
      em sua mensagem e se é o caso de uma intervenção hospitalar, uma vez que é possível que ele se torne agressivo em algum
      momento, tanto para si, como para com os outros (incluindo você).
      Procure, ainda, manter o seu tratamento para a depressão. Procure o seu médico se perceber que está muito deprimida.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  78. Mercia 27 de outubro de 2017 às 02:43 - Responder

    Olá, peço ajuda a quem para saber a que órgão procurar para auxiliar o meu filho. Tenho um filho de 18 anos,percebo que ele está surtado e não quer ir ao médico, tem pensamentos perturbadores, não dorme direito, fala em matar pessoas, eu sempre o aconselho mas estou preocupada atualmente e não sei onde procurar ajuda já que ele se recusa a ir ao médico. Quem sabe o órgão que posso buscar para internação, se for o caso, me ajudem.

    • Equipe Abrata 27 de outubro de 2017 às 11:53 - Responder

      Querida Mercia.
      Agradecemos a sua mensagem.
      A internação como hoje se entende e pratica pode se fazer em três instâncias, dependendo do estado doentio considerado: a internação pode ser Voluntária (por mais que o leigo não o imagine, existem internações em que o paciente chega à recepção da instituição e expressa sua intenção e necessidade de tratamento em regime de permanência por tempo integral de reclusão – o que evidencia sua capacidade preservada de julgamento),Involuntária (quando por qualquer motivo o paciente não está em condição de se auto determinar em consequência de estados alterados das suas funções mentais, o que o impede de exercer sua capacidade de percepção da realidade e a partir desta – como se viu no exemplo anterior – decidir a seu favor de forma adequada) e Compulsória (nesta versão a sociedade determina a reclusão para fins de tratamento contra a vontade do indivíduo e em princípio no sentido de sua preservação ou do seu meio – neste caso a sociedade é representada pelo poder judiciário, leia-se Ministério Público, com o suporte do conhecimento médico.
      A internação Involuntária segue um procedimento regulamentado pela Lei 10.216 de 06 de abril de 2001. Esta internação pode ocorrer não apenas com autorização dos familiares como também, de um médico atestando a real necessidade desta internação, caso contrário, a internação não pode ser realizada. Quando realizado o procedimento de internação involuntária, a clínica tem um prazo de 72 horas para comunicar o Ministério Público que o paciente se encontra no ambiente da instituição, em tratamento.
      Você deve procurar uma instituição psiquiátrica em sua cidade, particular ou pública conforme o caso, ou nas proximidades,para verificar se há vaga para a internação de seu filho e promover o deslocamento até o local, como uma ambulância, por exemplo.
      Solicite todas as informações necessárias para tal providência.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  79. Rosimeire Nunes Mateus 29 de outubro de 2017 às 00:58 - Responder

    Tenho bipolaridade e não consigo procurar ajuda

    • Equipe Abrata 1 de novembro de 2017 às 10:29 - Responder

      Olá Rosimeire.

      O transtorno bipolar tem tratamento e deve ser prescrito por médico psiquiatra.
      Se não conseguir procurar ajuda sozinha, solicite a um familiar ou amigo para
      acompanhá-la.
      Com o tratamento apropriado, você poderá levar uma vida normal.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  80. Ana Oliveira da Silva 31 de outubro de 2017 às 17:52 - Responder

    Por favor, gostaria de receber orientação sobre como proceder em relação ao caso de minha irmã que a família, por já ter pessoas da família esquizofrênicas, estamos acreditando que o caso dela se trata algo bipolar.Tudo começou há quase um ano e seis meses atrás quando ela começou a se queixar que o marido rasgava as roupas dela e ninguém entendia como isso acontecia porque o marido negava.Ela sempre se queixando do marido, que não aguentava mais a convivência com ele. Um casamento de 28 anos.Cada vez as queixas aumentavam em relação ao marido dela.Até que um certo dia ela deu entrada no divórcio e chegou com os papéis para ele comparecer a fim de oficializar o divórcio o que, por sinal, deixou o marido dela muito surpreso.Ela criou um ódio pelo marido que ninguém entende.Depois da separação ela surgiu com um interesse pela internet que antes não tinha.Em seguida surgiu a notícia dada por ela que estava namorando via internet com um cantor famoso. Ela anda fazendo inimizades por conta desse famoso.Fica dizendo que a filha dela está querendo tomar o namorado dela e fica irritada com a filha que já está ficando depressiva por não ter paz em casa sendo xingada pela mãe, que acusa a filha de está interessada no suposto namorado famoso que nunca deixou indícios nenhum de que conheça a minha irmã,levando a todos da família acreditar que isso tudo não passa de um delírio dela.A mesma se recusa a ir no psiquiatra.Alega não está doente.Devemos procurar interná-la sem que ela aceite?Esses sintomas é de uma pessoa bipolar?

    • Equipe Abrata 1 de novembro de 2017 às 11:28 - Responder

      Olá Ana Oliveira.

      A análise dos sintomas apresentados por sua irmã terão que ser avaliados por um psiquiatra, não há como orientá-la de outra forma.
      Quanto à internação psiquiátrica, é interessante que se reúnam informações importantes para avaliar o seu cabimento ou não.
      A internação psiquiátrica está reservada a casos nos quais o indivíduo perdeu sua capacidade de autodeterminação, ou a capacidade de se autogerir. Há situações em que a perturbação mental coloca o indivíduo de tal forma alterado, que passa a representar uma ameaça a si próprio ou então para a sociedade. Nestes casos também está indicada a internação psiquiátrica.
      Existem situações médicas que exigem o tratamento em um ambiente diferenciado. Por diversas razões, este tratamento precisa ser realizado em um meio que ofereça condições de melhor enfrentamento da mencionada situação médica. Em princípio, este ambiente especial é o hospital, que facilita um cuidado mais intensivo ou possibilita a utilização de métodos e instrumentos terapêuticos especiais.
      De modo geral, a indicação da internação em psiquiatria se fundamenta na necessidade de tratar um estado doentio que ameace o bem-estar do portador ou das pessoas ao seu redor, ou de ambos. A internação como hoje se entende e pratica pode se fazer em três instâncias, dependendo do estado doentio considerado:
      a internação pode ser Voluntária, quando o próprio doente procura ajuda hospitalar, Involuntária, quando, por qualquer motivo, o paciente não está em condição de se autogerir ou de autodeterminar-se em consequência de estados alterados e Compulsória. Neste último tipo, a sociedade determina a reclusão para fins de tratamento contra a vontade do indivíduo e em princípio no sentido de sua preservação ou do seu meio.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  81. sandra 6 de novembro de 2017 às 16:47 - Responder

    olá, eu tenho um irmão que não trata da própria higiene corporal, não corta cabelo, barba, banho, a casa fede. Ele nega tudo isso veementemente. fica dentro do quarto, vai á rua muito raramente, prefere ficar dentro do quarto no computador. Não tem mais amigos, não os visita. Ele nos culpa, eu e minha irmã (e meus pais) de estarmos sempre errados com relação a todos os assuntos do cotidiano e mesmo nas nossas especialidades (eu sou advogada e minha irmã trabalha com saúde). Ele prefere perguntar a pessoas de fora sobre o que nós sabemos do que confiar na gente. Acusa-nos de tudo. Fica o máximo possível sem falar conosco como se nós o maltratássemos. Quando falamos com ele a respeito do seu problema, ele nega e diz que nós é que possuímos tais problemas. Eu não sei mais o que fazer. Isso vem piorando com os anos. Ele já está assim há mais de dez anos e vejo a situação cada vez piorando. Tenho medo de um futuro em que ele surte com todos. Meu pai faleceu há quase dois anos e agora ele só fala com minha mãe, nós nos tornamos duas estranhas para ele. Peço, além de opinião, ajuda para poder fazer alguma coisa em seu benefício, obrigada.

    • Equipe Abrata 8 de novembro de 2017 às 10:26 - Responder

      Prezada Sandra.

      É praticamente impossível afirmar que seu irmão tem este ou aquele transtorno mental. Quem pode fazer tal diagnóstico é o psiquiatra.
      Em sua narrativa, você informa que ele e sua mãe mantêm algum diálogo. Cremos que é importante uma conversa entre ambos visando à
      possibilidade de um tratamento, se for o caso, para melhorar a qualidade de vida de todos os envolvidos.
      Não é uma tarefa fácil, e dependerá de muita paciência e compreensão.
      Como, ao que parece, ele não corre risco de vida e nem tampouco expõe a vida de terceiros, também não é recomendada a internação pois
      a indicação da internação em psiquiatria se fundamenta na necessidade de tratar um estado doentio que ameace o bem estar do portador
      ou das pessoas ao seu redor, ou de ambos.
      Gostaríamos de sugerir a leitura do artigo publicado em nosso blog de autoria da dra. Rosilda Antonio, médica psiquiatra e presidente
      do Conselho Científico da ABRATA sob o título: “O que fazer quando o portador não aceita o tratamento?” abrata.org.br/blogabrata/?p=1879.
      Lembre-se que o material disponibilizado pela ABRATA, de conteúdo técnico-científico, pode ser acessado em nosso site e facebook, além do
      blog.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  82. Jessica Bernardo de Morais 14 de novembro de 2017 às 21:56 - Responder

    Por favor, gostaria de receber informações do que fazer com minha mãe.
    Em 2011, minha mãe teve depressão, ela tinha mania de perseguição, e não se cuidava e não queria tomar remédios. Em 2015, com muita persistência, ela começou a tomar remédios (tarja preta), ela ficou muito bem, ficou ótima, voltou a ser a mãe de antes. Em 2016 no mês de Setembro ela recebeu alta da psiquiatra pois estava grávida e, para não prejudicar o bebê, ela parou de tomar remédios. Este ano no final do mês passado ela começou a ter novamente a crise de depressão, mas dessa vez está bem mais forte, ela fica xingando as pessoas (ninguém fez nada para ela), chama as pessoas de demônios, ela coloca coisas na cabeça que não tem nada haver, ela se esqueceu do bebê pequeno, ela fala que tudo ela está certa e os outros estão errados, ela fala coisas que não tem nada haver, e fora outras coisas, ela não quer aceitar o tratamento, não sabemos mais o que fazer pois a cada dia ela está pior.

    • Equipe Abrata 16 de novembro de 2017 às 08:56 - Responder

      Cara Jessica.

      Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de transtornos
      que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa,
      pode ser um alerta para o transtorno bipolar.
      É fundamental o acompanhamento médico para um diagnóstico correto e um tratamento adequado.
      E como convencê-la a procurar ajuda?
      Procure conversar com a sua mãe em um momento de tranquilidade, onde ela poderá compreender a importância da ajuda profissional.
      Relate que com o tratamento medicamentoso apropriado, ela poderá ficar estável e levar uma vida normal.
      Por outro lado, se ela estiver colocando em risco a própria vida ou a dos demais e, como diz você, negligenciando os cuidados com o bebê,
      é importante que a família considere uma possível internação.
      A internação psiquiátrica é um instrumento de tratamento que tem como finalidade garantir a melhora do estado mental do portador de doença
      mental com seu retorno o mais rápido possível ao seu meio e às suas atividades de rotina, tudo isto com o menor comprometimento de seus
      vínculos sociais ou familiares.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  83. Yasmin 12 de dezembro de 2017 às 22:49 - Responder

    Boa noite, gostaria de saber como proceder com minha irmã. Ela tem dezessete anos e é diagnosticada como bipolar e boderline, não aceitando o tratamento e fazendo o uso de drogas ilícitas. Minha mãe, diagnosticada há dez anos como bipolar não tem mais condições e nem mesmo o resto da família tem conseguido efeito no contato com ela. Ela não aceita uma intervenção e só aparece em casa para comer e tomar banho
    Uma internação forçada seria o caso? E, se sim, como devo proceder quando não se tem mais o que fazer?

    • Equipe Abrata 9 de janeiro de 2018 às 09:52 - Responder

      Prezada Yasmin.

      A família deve ter presente que, em alguma ocasião, poderá ser necessário internar o paciente.
      A internação não é castigo – é cuidado numa hora em que a vida do paciente e/ou dos demais corre risco.
      A internação, em geral, é breve e, após um período de adaptação e tratamento, o paciente deve retornar ao seu meio e ser ajudado a retomar sua vida.

      A internação involuntária, contra a vontade do paciente, é comum na psiquiatria quando o paciente não possui consciência de sua doença ou do estado de gravidade, mas precisa ser hospitalizado para sua proteção e tratamento. Esta realidade atinge não só dependentes químicos, como também portadores de doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar.

      Internação involuntária. É a que ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Geralmente, são os familiares que solicitam a internação do paciente, mas é possível que o pedido venha de outras fontes. O pedido tem que ser feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra.
      A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público do estado sobre a internação e os motivos dela. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a cárcere privado.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  84. Juliana 17 de dezembro de 2017 às 23:22 - Responder

    Boa noite,
    Não sei mais o que fazer com meu pai, ele foi diagnosticado com bipolaridade, já fez tratamento por um tempo mas agora não quer mais ir ao médico e está tendo muitas crises recorrentes. Agora toma os remédios por conta própria, tem ameaçado muito minha mãe e eu. Não sabemos mais como lidar. O que podemos fazer??

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2018 às 09:09 - Responder

      Prezada Juliana

      Há situações que ensejam uma intervenção mais rigorosa, como a internação involuntária, para evitar que o doente corra risco de vida ou
      exponha terceiros a riscos.
      Assim, os familiares devem ter presente que, em alguma ocasião, poderá ser necessário internar o paciente.
      A internação não é castigo – é cuidado numa hora em que a vida do paciente e/ou dos demais corre risco.
      A internação, em geral, é breve e, após um período de adaptação e tratamento, o paciente deve retornar ao seu meio e ser ajudado a retomar sua vida.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  85. Jordana Eid 31 de dezembro de 2017 às 15:30 - Responder

    Boa tarde,
    Também estou precisando de ajuda, pois minha mãe está com algum transtorno de personalidade mas não quer buscar diagnóstico e tratamento. Gostaria de saber qual é o procedimento para internação.
    Obrigada,
    Jordana

    • Equipe Abrata 17 de janeiro de 2018 às 09:50 - Responder

      Olá Jordana.

      Há três tipos de internação psiquiátrica, são eles: voluntária, que é feita a pedido do doente, involuntária, quando terceiros promovem
      a internação em casos em que o doente não tem consciência de seu estado e pode correr risco de vida ou de expor terceiros a riscos, e a
      compulsória,quando há uma ordem judicial autorizando a internação.

      A internação involuntária está indicada quando o paciente representa risco para si ou para terceiros e está doente de tal maneira a ponto
      de comprometer seu juízo de realidade. Situações comuns de risco são quando paciente apresenta agressividade, ideação suicida, abandono de
      tratamento, exposição social, prejuízo importante nos auto cuidados, entre outros. O Ministério Público deve ser avisado no prazo de 72
      horas por meio do laudo médico elaborado pelo profissional que oferece assistência ao doente.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  86. Fábio 9 de janeiro de 2018 às 04:29 - Responder

    Boa noite, preciso urgentemente saber como agir , pois há cerca de 8 anos estou casado com uma pessoa que foi diagnosticada com transtorno bipolar, fez o tratamento mas resolveu abandonar por si mesmo. Hoje a convivência é algo muito difícil. Como devo agir ? Agora temos um filho e eu achei que seria diferente mas parece que pior ficou. Sofro muito com isso e não tenho a mínima ideia do que devo fazer. Não posso fazer nem um tipo de brincadeira, tenho que pensar muito bem no que dizer, parece que tudo é motivo pra mudança de humor e brigas sem sentido.

    • Equipe Abrata 23 de janeiro de 2018 às 11:22 - Responder

      Olá Fábio.

      A sua esposa deve conscientizar-se que o transtorno bipolar é uma doença séria e que necessita de tratamento permanente e consecutivamente.
      Ela deve retomar o tratamento para ficar estável e ter uma vida com qualidade ao lado de seus familiares.
      Procure ajudar de amigos ou familiares para convencê-la a buscar ajuda.
      Lembramos, ainda, que uma pessoa bipolar, sem acompanhamento apropriado, e em face das mudanças de humor, pode prejudicar a relação com seu
      filho.
      Não custa nada rememorar que a ausência de tratamento pode gerar recorrências de episódios depressivos e de mania com maior intensidade, podendo
      ocasionar, dentre outros efeitos, as ideações suicidas. Além do mais, estudos recentes destacam que o cérebro de um portador, sem o devido
      acompanhamento médico, pode sofrer danos.
      A pessoa com transtorno bipolar pode ter cada vez mais dificuldades para administrar o transtorno. Além do prejuízo psicológico e social,
      há o aumento de fatores inflamatórios e um estresse oxidativo que, juntos, aumentam o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas, como obesidade
      e diabetes.

      Abs.
      Equipe ABRATA

  87. Stenio Vieira 11 de janeiro de 2018 às 20:05 - Responder

    Boa Noite!
    Gostaria de receber maiores informações referente ao distúrbio de Bipolaridade, pois o meu pai tem e neste momento está internado devido a um forte crise que houve no final do ano 2017.

  88. Lucélia de Oliveira 15 de janeiro de 2018 às 12:36 - Responder

    Olá, estou com muita dificuldade em levar minha mãe à consulta psiquiátrica. Ela se nega a ser consultada e tomar qualquer medicação. Umas formas de me aproximar foi em vão.
    Ela chega a discutir com ela mesma e afirma coisas que não existe.

    • Equipe Abrata 27 de janeiro de 2018 às 11:23 - Responder

      Prezada Lucélia

      Sugerimos que solicite a outras pessoas que sejam próximas de sua mãe para ajudar a convencê-la a se cuidar.
      Quando o portador não aceita o tratamento ficará mais vulnerável a ter crises mais intensas.
      Às vezes acontece de ocorrer uma crise mais forte que obriga o doente a buscar auxílio.
      Há que ter paciência e compreensão.
      Boa sorte.

      Abs.
      Equipe ABRATA

  89. Arnaldo Marcelino 17 de janeiro de 2018 às 09:44 - Responder

    Bom dia,
    Minha esposa-companheira, foi diagnosticada com transtornos mentais. Faço de tudo para ajudá- la 24 horas por dia, porém, ela não quer aceitar o problema e diz que não tem doença nenhuma, passa o dia falando sozinha sobre todos os problemas ( financeiro, afetivo, etc) e, pior, não quer seguir o tratamento proposto pelo médico psiquiatra. Qual o melhor maneira de convencê-la, sem que isso agrave o seu quadro?

    Antecipo meus agradecimentos.
    Arnaldo Marcelino
    Manaus – AM

    • Equipe Abrata 27 de janeiro de 2018 às 11:46 - Responder

      Prezado Arnaldo.

      A principal razão pela qual os pacientes recusam o tratamento é que eles têm preocupações sobre isso. Essas preocupações podem variar de não pensar que o procedimento é necessário até ter medo de que os procedimentos possam causar-lhes algum mal. É importante levar essas preocupações à luz para que você possa conversar com a sua esposa sobre elas. Se ela tem medo de um procedimento ou remédio, você pode falar com calma e racionalidade sobre os efeitos colaterais e os benefícios. O paciente tem o direito de tomar decisões sobre seus cuidados, mas você precisa garantir que as decisões sejam informadas.
      Algumas preocupações podem não ser fundamentadas. Por exemplo, certas crenças religiosas impedem que as pessoas recebam transfusão de sangue e seria um desserviço tentar conversar sobre isso. Claro, eles devem saber as consequências da recusa de tratamento, mas a recusa deve ser respeitada quando tiver certeza de que é uma decisão informada.
      Ao usar suas habilidades de comunicação e tentar ver a situação do lado do paciente, você pode ajudar a superar seus medos e tomar a melhor decisão possível para os cuidados. Se essa decisão incluir recusar cuidados, então todos devem aceitar a decisão, não importa o quanto vocês possam discordar.
      Boa sorte!

      Abs.
      Equipe ABRATA

  90. GEAN PAULO DE ALMEIDA 18 de janeiro de 2018 às 23:25 - Responder

    Gostaria de saber se como genro posso ter voz ativa de não aceitar mais na minha casa quando eu perceber que a minha sogra esta pondo a minha familia em risco.
    Tem uns 12 anos que ela tem a depressão e só na minha casa ela já passou uns 7 anos , já fizemos de tudo para ajudá-la.
    Ela já tentou furar com uma tesoura as costas da minha esposa , e outros fatos.
    O que posso fazer judicialmente para recusar a presença dela em casa.
    Pois as atitudes dela são de destruir qualquer pessoa que tente ajudar.
    Grato a todos.

    • Equipe Abrata 30 de janeiro de 2018 às 11:21 - Responder

      Prezado Gean Paulo.

      Vocês familiares já pensaram na possibilidade de hospitalização de sua sogra?
      A internação em hospital psiquiátrico é indicada para aquelas pessoas que não têm consciências dos prejuízos que causam a
      si próprios e a terceiros quando não aceitam o tratamento médico convencional. Tais pacientes podem correr risco de vida e
      podem expor terceiros aos riscos também.
      A Lei 10.216/2001, que prevê a proteção e os direitos de pessoas com transtornos mentais, permite a internação involuntária.
      § 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público
      Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado
      quando da respectiva alta.
      § 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando
      estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.
      Assim, será melhor que sua sogra obtenha um tratamento adequado. Quaisquer outras medidas não são aconselhadas porque seria
      deixar à deriva quem precisa de ajuda.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  91. Monica 23 de janeiro de 2018 às 09:58 - Responder

    Bom dia! Tem um irmão que precisa muito de ajuda, mas não aceita tratamento e está muito agressivo e apresentando ameaça pra nós. Como devemos proceder neste caso? Obrigada

    • Equipe Abrata 28 de janeiro de 2018 às 11:03 - Responder

      Prezada Monica.

      Há situações que exigem cuidados específicos, tais como a internação involuntária para pessoas que estão colocando
      em risco a própria vida e/ou a dos demais.
      É uma medida que pode ser pensada pela família.
      A internação involuntária ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Geralmente, são os familiares que
      solicitam a internação do paciente, mas é possível que o pedido venha de outras fontes.
      A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao
      Ministério Público do Estado sobre a internação e os motivos dela. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação
      ser utilizado para a cárcere privado.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  92. Anônimo 22 de maio de 2019 às 16:12 - Responder

    Olá. Vi em outras respostas sobre a internação involuntária. Creio que seja o caso pra nós, pois além da agressividade, ausência de coerência nas falas e atitudes e total recusa na aceitação de qualquer tratamento, recentemente a referida pessoa quase foi atropelada por sair correndo na rua. Se a família considerar esta possibilidade, qual o primeiro passo? Entendi que é necessário que o s reponsáveis técnicos do estabelecimento de saúde precisam informar ao Ministério Público, mas quem são estes responsáveis técnicos? Onde os encontro? Existe um serviço público disso? Grato.

    • blogabrata 27 de maio de 2019 às 15:35 - Responder

      Caro Anônimo

      A Lei 10.216, de 06/4/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, e
      redireciona o modelo assistencial em saúde mental, diz o seguinte:

      Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.

      Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:

      I – internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;

      II – internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e

      III – internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

      Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento.

      Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

      Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.

      § 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.

      § 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.

      Abraços
      EQUIPE ABRATA

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