A ABRATA está em novo endereço

Prezados Amigos!

Temos a satisfação de informar-lhes que a partir do dia 08 de maio de 2017, segunda-feira estamos em nosso novo endereço.

Rua Dr Diogo de Faria 102, Vila Clementino
Tel. (11) 3256-4831 / 11 3256-4698 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h
São Paulo | SP

Os atendimentos oferecidos a população serão mantidos nos mesmos horários e dias da semana.
Aguardamos vocês em nossa nova casa!



TRATAMENTOS PSICOSSOCIAIS PARA O TRANSTORNO BIPOLAR
Dra Rosilda Antonio


Apesar de ser prioritário, o tratamento medicamentoso não é suficiente, pois, uma vez controlados os fatores biológicos, faz-se necessário trabalhar com o indivíduo para ele recuperar sua capacidade funcional e lidar com os prejuízos acarretados pelas consequências de seu transtorno (perdas de emprego, de relacionamentos, de oportunidades, da autoestima e construção de uma visão negativa da vida, entre outros). Para tratar das consequências psicológicas e sociais dos transtornos de humor são indicados os tratamentos psicossociais, ou seja, as diversas formas de psicoterapias. Um fator importante, qualquer que seja o tipo de abordagem psicossocial, é que o terapeuta tenha conhecimento do transtorno e possa reconhecer os seus sintomas e sinais significativos, a fim de orientar-se na condução da psicoterapia.

As abordagens psicossociais mais pesquisadas para o tratamento dos transtornos do humor são descritas a seguir:
• Terapia cognitivo-comportamental (TCC): ajuda pessoas com transtorno bipolar a aprender a modificar padrões de pensamento e comportamentos inadequados ou negativos associados à doença.
• Psicoeducação: propõe-se ensinar as pessoas com transtorno bipolar a respeito da doença e seu tratamento e como reconhecer os sinais de recorrência , de modo que se possa procurar uma intervenção imediata, antes que ocorra um episódio franco da doença. A psicoeducação também pode ser indicada para os membros da família. Constitui-se, em geral, de uma palestra sobre um tópico relativo ao TB seguido por um compartilhamento dos participantes tanto de dúvidas como de vivências.
• Terapia Focada na Família: é uma abordagem familiar criada por David Miklowitz, psicólogo americano, que usa estratégias psicoeducacionais, exercícios e também role playing, para reduzir o nível de angústia na família, identificar e modificar padrões disfuncionais de comunicação que tornam o ambiente familiar com alto nível de emoção expressa e que podem contribuir para os sintomas da pessoa ou, ao contrário, ser decorrente dos mesmos.
• Terapia interpessoal e do ritmo social: ajuda pessoas portadoras de transtorno bipolar tanto a melhorar as relações sociais como a regularizar suas rotinas diárias. Rotinas diárias e horários de sono regulares podem ajudar o paciente a evitar episódios maníacos.

Apesar de suas diferenças, todas elas têm como objetivo comum:
a) o controle dos fatores de risco associados à ocorrência e à recorrência de episódios, especialmente à não aderência ao tratamento farmacológico; e
b) a diminuição dos prejuízos e consequências psicossociais causados pelos transtornos e que não melhoram apenas com a redução da sintomatologia.

Segundo a Associação Psiquiátrica Americana, a maioria dos pacientes com TB enfrenta algumas das seguintes dificuldades:
• Conseqüências emocionais dos episódios de mania, depressão ou misto;
• Consciência de ter uma doença crônica;
• Contato com o estigma da doença;
• Prejuízos no desenvolvimento;
• Medo da recorrência de episódios;
• Dificuldades interpessoais no casamento, ambiente familiar e social;
• Problemas ocupacionais;
• Conseqüências legais e sociais decorrentes de comportamento inadequado ou violento durante as crises.

Todas essas dificuldades fogem do âmbito do tratamento medicamentosos e demandam intervenções psicossociais com vistas a dar instrumentos para o indivíduo portador lidar com seu transtorno e a participar ativamente de seu tratamento.

Bibliografia consultada
1. American Psychiatry Association (APA) – Diretrizes para o Tratamento dos Transtornos Psiquiátricos – Porto Alegre: Artmed, 2005
2. ROSO, M. C.; MORENO, R. A. Aspectos Psicossociais da Terapêutica In: MORENO RA, MORENO D H. Da psicose maníaco – depressiva ao espectro bipolar. 3ª. ed. São Paulo: Segmento Farma, p.457-478, 2008.
3. Colom F, Reinares M, Tratamientos psicológicos eficaces en los trastornos bipolares. In: Vieta E. Novedades en el tratamiento del Trastorno Bipolar. Madrid: Médica Panamericana, pp 73-84, 2003.
4. Justo LP, Calil HM, Intervenções Psicossociais no transtorno bipolar. Revista de Psiquiatria Clínica 31, n. 2, pp. 91-99, 2004.

Rosilda Antonio
CRM 45154
Psiquiatra e psicoterapeuta
Membro do Conselho Científico da ABRATA





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Charles L. Bowden, MD

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TRATAMENTOS PSICOSSOCIAIS PARA O TRANSTORNO BIPOLAR
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TRANSTORNO BIPOLAR, DOENÇA MENTAL GRAVE, OCORRE MAIS NO ADULTO JOVEM
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Médico psiquiatra, membro do Conselho Científico


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DOENÇA DEPRESSIVA E ESTIGMA
Dra. Denise Gama e Dra. Giuliana Cividanes
Psiquiatra


ANOREXIA E BULIMIA
Dr. André Broking Negrão e Christina Marcondes Morgan
Psiquiatra / Psicóloga


ESPECIAL - PRESTON GARRISON
Preston J. Garrison
Secretário Geral


PSICOTERAPIA COGNITIVA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO E DO TRANSTORNO BIPOLAR
Dr. Francisco Lotufo Neto
Professor


GRUPOS PSICOEDUCACIONAIS PARA FAMILIARES
Juliana Yacubian
Professora Doutora em psiquiatria


A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES
Maly Delitti
Psicóloga


MENOPAUSA, DEPRESSÃO, E TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
Dr. Rodrigo da Silva Dias
Psiquiatra


RISCO DO USO DE PSICOFÁRMICOS EM ACIDENTES DE TRÂNSITO
Doris Hupfeld Moreno
Psiquiatra










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