A ABRATA está em novo endereço

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Rua Dr Diogo de Faria 102, Vila Clementino
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São Paulo | SP

Os atendimentos oferecidos a população serão mantidos nos mesmos horários e dias da semana.
Aguardamos vocês em nossa nova casa!



Menopausa, Depressão, e Terapia de Reposição Hormonal

A menopausa causa depressão?
O número de mulheres na menopausa vem crescendo com o aumento da expectativa de vida e a depressão é uma das enfermidades psíquicas mais comuns. Como o mito de que há depressão na menopausa é arraigado na sociedade ocidental, até mais de 2/3 das mulheres temem apresentá-la, embora este temor não esteja associado à forma como elas virão a vivenciar o climatério ( período de vida da mulher logo após a ultima menstruação). Os fatores psicossociais são os que têm sido mais associados à depressão e seriam: mudanças nos papéis familiares, eventos estressantes da vida, envelhecimento e perda do papel reprodutivo / feminilidade. Ainda influenciam normas e valores culturais e quanto a mulher investe na valorização das alterações fisiológicas desse período. O "efeito dominó" (o aparecimento dos sintomas físicos na perimenopausa levando as alterações do humor) de maneira isolada e de maneira generalizada não explicaria a depressão na menopausa, mas poderia ser significativa em mulheres vulneráveis.

É importante ressaltar que alterações do humor como tristeza, angústia, crises de choro e irritabilidade são sintomas que fazem parte do inicio do climatério. São sintomas que também ocorrem na depressão, mas isoladamente não significam que a mulher está deprimida.

Como a depressão ocorre na menopausa?
O mecanismos fisiológico que se propõe para explicar a depressão no climatério até o momento seria o déficit de estrógenos ( hormônios femininos, por suas repercussões no sistema nervoso central (SNC). Pesquisas tem associado o estrógeno como estimulador dos sistemas serotoninérgicos e adrenérgicos (sistemas que estão deficientes na pessoa deprimida), facilitador da resposta aos antidepressivos e estimulante de um hormônio que esta relacionado com o crescimento de neurônios. A depressão não ocorres somente devido a um fator, e sim uma serie de fatores, lembre-se esse é só um mecanismo que pode explicar a depressão na menopausa. Muitos estudos devem ser feitos ainda para que se tenha uma resposta definitiva.

Existe um fator de risco para a depressão na menopausa?
Um período prolongado de perimenopausa (período de corresponde a aproximadamente 1 ano antes e depois da última menstruação) aumentaria moderadamente o risco para depressão, enquanto a perimenopausa por si aumentaria discretamente. Um episódio depressivo prévio, depressão puerperal, depressão induzida pelo uso de anticoncepcionais orais e transtorno disfórico pré-menstrual (TPM) também aumentariam o risco.

E a menopausa cirúrgica, a que ocorre depois de uma cirurgia para retirada do útero e/ou ovários, pode levar a depressão ?
A menopausa cirúrgica não estaria associada a depressão. A depressão nesses casos seria secundária a uma série de fatores, tais como: episódio depressivo prévio, uso nocivo/ dependência de álcool, baixo nível educacional, alto nível de estresse psicológico prévio e história de doença psiquiátrica. Podem ocorrer sintomas depressivos, não sendo necessariamente depressão, e sim sintomas relacionados a diminuição da produção de estrógenos (semelhantes a uma menopausa natural).

Qual o papel da terapia de reposição hormonal na menopausa?
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) utilizada no tratamento dos sintomas da menopausa pode ser um coadjuvante no tratamento da depressão na menopausa. Estudos comprovam a melhora dos sintomas vasomotores ( "fogachos" - ondas de frio e calor seguidas de suor intenso), lubrficação vaginal, a qualidade do sono, a libido, diminuição da osteoporose e a incidência de doenças cardiovasculares (infarte agudo do miocárdio - IAM e acidentes vasculares cerebrais - AVC) e teria provável efeito protetor contra a doença de Alzheimer.

A TRH não estaria isenta de riscos ( por exemplo: câncer de mama e endométrio e litíase biliar). A associação com progesterona poderia diminuir esses riscos, mas em contrapartida haveria um possível efeito desestabilizador do humor contrapondo os efeitos positivos dos estrógenos. O papel dos andrógenos (hormônios masculinos) ainda é pouco estudado, havendo indícios com bem-estar e humor.

A melhora dos sintomas físicos melhoraria também a irritabilidade, ansiedade e libido. Quanto aos aspectos cognitivos (atenção, memória e habilidades de comunicação), a TRH com estrógenos também parece trazer benefícios, embora mais estudos sejam necessários para que se comprovem essas observações.

A TRH pode ajudar no tratamento da depressão na menopausa?
Apesar dos poucos trabalhos publicados na área, há evidências de que a TRH teria propriedades antidepressivas ou aumentaria a eficácia dos antidepressivos. O potencial benefício da TRH como coadjuvante no tratamento da depressão necessita mais estudos para que seja estabelecido, principalmente quanto ao papel dos hormônios andrógenos. Deve-se lembrar que as reações à TRH variam de mulher para mulher, portanto não podem ser padronizadas.

A avaliação de sintomas depressivos na mulher nessa fase da vida deve ser criteriosa avaliando-se toda a vida reprodutiva e psiquiátrica para que se estabeleça o tratamento mais adequado.

Mulheres sem história prévia de transtornos do humor, apresentando sintomas depressivos ou depressões leves/moderadas e com sintomas vasomotores poderiam ser tratadas somente com TRH. Se os sintomas persistirem por mais de 1 mês deve ser feita a associação com antidepressivos. Depressões graves devem ser sempre tratadas com antidepressivos. A colaboração entre psiquiatras e ginecologistas é de fundamental importância para o bem estar da mulher nesse período de sua vida.

Dr. Rodrigo da Silva Dias





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