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Aguardamos vocês em nossa nova casa!



Anorexia e Bulimia

Entrevista Anorexia e Bulimia
Entrevista realizada por Adenéa Gil de Martins, pela ABRATA, com:
Dr. André Broking Negrão, psiquiatra e Christina Marcondes Morgan, psicóloga.

Quais as diferenças entre anorexia nervosa e bulimia nervosa?
Embora sejam síndromes distintas, a anorexia nervosa e a bulimia nervosa encontram-se intimamente relacionadas pela presença de um aspecto central: a preocupação excessiva com o peso e a forma do corpo e um pavor intenso de engordar.

Na anorexia nervosa este pavor leva os indivíduos a manter o seu peso abaixo do normal através de dietas extremamente restritivas. Estes indivíduos também apresentam uma perturbação na maneira como vivenciam o próprio peso, seja exagerando sua importância ou negando que ele esteja baixo. Em mulheres estes sintomas são acompanhados por uma interrupção dos ciclos menstruais.

Assim como aqueles com anorexia nervosa, indivíduos com bulimia nervosa também apresentam uma preocupação excessiva com o peso (e a forma corporal), mas o mantém dentro da faixa da normalidade. Estes indivíduos descrevem episódios em que comem descontroladamente uma quantidade excessiva de alimentos e recorrem a comportamentos inadequados para evitar o ganho de peso, como vômitos, abuso de laxantes ou jejuns.

A anorexia nervosa e a bulimia nervosa também podem ser classificadas em subtipos. A extrema restrição alimentar típica da anorexia nervosa pode ser acompanhada por episódios bulímicos e comportamentos compensatórios (anorexia nervosa do tipo purgativo) em contraposição à anorexia nervosa apenas restritiva. Já a bulimia nervosa pode ser classificada em purgativa e não purgativa de acordo com a presença de vômitos, abuso de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos (métodos purgativos de controle do peso) ou de jejuns e exercícios (métodos não purgativos de controle do peso).

Muitos indivíduos com problema de obesidade também dizem que comem compulsivamente. Estas pessoas também são consideradas bulímicas?
Não. Existe uma terceira categoria de transtorno alimentar, chamada de transtorno da compulsão alimentar periódica, que inclui os indivíduos que relatam episódios de perda do controle e consumo exagerado de alimentos, mas que não recorrem a métodos compensatórios de controle do peso. Esta é uma categoria provisória que ainda está em fase de pesquisa. Enquanto ela não for oficializada, considera-se que estes indivíduos apresentam um transtorno alimentar não especificado, assim como todos os que tiverem sintomas parciais de anorexia nervosa ou bulimia nervosa.

Muitos falam em uma epidemia de transtornos alimentares nos dias de hoje. Isso é verdade?
As pesquisas revelam que é errônea a idéia de que os transtornos alimentares atingiram dimensões epidêmicas. Estes são, ainda hoje, quadros relativamente raros. A bulimia nervosa ocorre em aproximadamente 1% das mulheres jovens ocidentais, enquanto a anorexia nervosa ocorre em menos de 0.5% destas mulheres. O transtorno da compulsão alimentar periódica atinge cerca de 2% da população em geral, mas chega a ocorrer em 15%-30% dos indivíduos obesos em tratamento para perda de peso.

Apesar de serem até hoje síndromes raras, há informações indicando um aumento na incidência (número de casos novos por ano) de anorexia e bulimia nervosa por volta da metade do século XX, mas este número tem se mostrado estável nas últimas décadas. Não há informações sobre a incidência do transtorno da compulsão alimentar periódica.

Os transtornos alimentares só ocorrem em mulheres?
Não. A anorexia e a bulimia nervosa são mais freqüentes em mulheres, mas elas também ocorrem entre os homens. Estudos indicam que a proporção de homens entre as pessoas com transtornos alimentares é 10%, ou seja a cada 10 pessoas com transtorno alimentar, uma é do sexo masculino. Alguns pesquisadores, no entanto, consideram que este número está subestimado pelas dificuldades de reconhecimento do problema em homens.

Apesar dos transtornos alimentares serem bastante similares em pacientes do sexo feminino e masculino, existem algumas peculiaridades de sua apresentação em homens. Estes costumam estar expressar sua preocupação com o peso através de um desejo de ser mais musculoso. Têm muito medo de se tornar gordos, mas desejam aumentar de peso e tamanho através do aumento da massa muscular.

Um regime pode causar um transtorno alimentar?
Indivíduos diagnosticados com transtornos alimentares freqüentemente relatam que seu problema alimentar começou com uma dieta para emagrecer. As pesquisas revelam que a dieta é, de fato, o fator desencadeante mais comum dos transtornos alimentares, mas ela sozinha não explica o desenvolvimento da síndrome completa. É preciso lembrar que, nas sociedades ocidentais ou ocidentalizadas, uma enorme proporção de indivíduos faz dietas para emagrecer, mas apenas uma pequena parcela destes desenvolve um transtorno alimentar.

Na verdade, os transtornos alimentares são causados por uma combinação de múltiplos fatores, que incluem predisposições genéticas, traços de personalidade e padrões de relação familiar. A dieta pode exacerbar dificuldades preexistentes e, em combinação com mudanças de vida e acontecimentos estressantes, pode levar indivíduos suscetíveis a desenvolverem o transtorno. A restrição alimentar pode favorecer o aparecimento das compulsões alimentares e iniciar o ciclo compulsão/purgação em indivíduos cuja auto-estima esteja excessivamente baseada na aparência física. Alguns indivíduos em restrição alimentar, no entanto, conseguem aumentar cada vez mais a restrição sem ter compulsões, possivelmente porque o emagrecimento diminui sua sensação de impotência e baixa auto-estima. Assim se instala a desnutrição, que aumenta a distorção da imagem corporal e os pensamentos obsessivos sobre comida, levando a um aumento vicioso da necessidade de controle e do medo de engordar , típicos da anorexia nervosa.

Como é o tratamento?
O tratamento dos transtornos alimentares envolve necessariamente uma equipe multidisciplinar especializada, composta geralmente por psiquiatra, clínico geral, nutricionista e psicólogo. O tratamento clínico tem como meta o restabelecimento de um peso adequado e da condição física do indivíduo, assim como uma normalização da rotina alimentar. Do ponto de vista psicológico, a psicoterapia tem o objetivo de abordar os receios e angustias subjacentes aos sintomas propiciando a busca por soluções mais satisfatórias e adaptadas para o indivíduo. Muitas vezes, é necessário também abordar a família e os padrões de interação que propiciam o aparecimento e a perpetuação dos sintomas alimentares.

Comorbidade, depressão e transtornos alimentares podem acontecer ao mesmo tempo?
Infelizmente, sim. As pessoas com transtornos alimentares freqüentemente sofrem de sintomas depressivos, particularmente aquelas com bulimia nervosa. Em alguns estudos, até 46% das mulheres com bulimia nervosa também tinham o diagnóstico de depressão maior. Os sintomas como tristeza, oscilação do humor, desesperança, culpa, irritabilidade, falta de concentração e problemas no sono parecem surgir como conseqüência do estado de desnutrição e da perda de controle sobre a alimentação. Na maior parte da vezes, estes sintomas diminuem de intensidade após a recuperação do peso e da recuperação de um comportamento alimentar mais equilibrado. Algumas vezes, é necessário o uso de medicamentos antidepressivos para controle dos sintomas depressivos. Cabe ressaltar que 10% das pessoas com transtorno bipolar também sofrem de transtornos alimentares, assim sendo, o uso de antidepressivos para controle de sintomas depressivos deve ser feito com cautela uma vez que é sabido o efeito dos antidepressivos nas viradas de humor e na piora da ciclagem nas pessoas com transtorno bipolar.





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