Lidando com a irritabilidade quando se tem transtorno bipolar

Ter transtorno bipolar pode ser complicado, e lidar com a irritabilidade é um problema recorrente pelo qual passo por ter este transtorno. Em alguns momentos, me sinto extremamente com os nervos à flor da pele e parece que nada está indo bem no meu dia. A menor perturbação pode me desestabilizar, então me sinto frustrada e chateada por essas pequenas coisas. Mesmo com o diabo da irritabilidade tentando tirar o melhor de mim, estou sempre aprendendo novas técnicas para lutar contra esse sentimento, e existem muitas coisas que podemos fazer para lidar com a irritabilidade.

 

Minha vida parece devastadora quando a irritabilidade toma conta

Fico cada vez mais irritável quando consumo qualquer quantidade de cafeína; o café não é um aliado do meu transtorno bipolar. Se eu tomo cafeína de manhã em um dia qualquer, mesmo uma xícara, isto pode levar meu cérebro a entrar no modo irritável. Ao invés disso eu encho minha garrafa de água e digo para mim mesma que preciso de água para manter meu cérebro funcionando da melhor maneira, então a hidratação muitas vezes ajuda a diminuir os sentimentos devastadores.

Apesar de viver em cidades grandes ter seus benefícios, o trânsito muitas vezes pode intensificar minha irritabilidade e costumo correr com o carro, xingar e gritar inúmeras vezes quando estou atrás do volante. Na maioria dos dias sou uma pessoa calma, mas quando uma pessoa me corta no trânsito, eu posso muitas vezes, levar para o pessoal.

Para piorar, eu costumo ouvir música alta no carro, o que contribui para a minha ira, mas uma estação de rádio de música clássica ajuda a acalmar, enquanto uma música com batida eletrônica encoraja minha irritabilidade. Também já aconteceu de eu ficar irritada com os nervos à flor da pele enquanto estava na fila esperando por um café e, nessa hora não entendo porque demora 10 minutos para prepararem o meu pedido, mesmo quando há uma fila grande de clientes esperando. Eu esqueço que o mundo não gira em torno de mim e que é melhor ter paciência com os outros.

Quando estou me sentindo irritável, fico furiosa se as pessoas não retornam um sorriso.  Talvez eu não deva levar isso para o pessoal, devo pensar que a reação deles não tem nada a ver comigo, mas é um mero reflexo de como o dia deles está indo.

 

Dicas para lidar com a irritabilidade

É impossível apenas parar de se sentir irritado, assim como é impossível apenas parar de se sentir depressivo ou em mania. Apesar disso, desenvolvi algumas estratégias ao longo dos anos e pensei em dividi-las com outras pessoas, já podem ajudar a diminuir a irritabilidade:

  • Evite lugares cheios, filas e dirigir a qualquer custo, pois isso pode piorar o humor irritável. Considere pedir a amigos para fazer coisas para você que envolvam filas, como por exemplo ir ao mercado.
  • Para nós mulheres que temos tensão pré-menstrual (TPM), é melhor tentar fazer um esforço para cuidar de nós mesmas a fim de aliviar os sintomas, o que, sem sombra de dúvida, contribuir para diminuir a irritabilidade.
  • Evite fazer coisas que vão exigir uma grande estimulação, pois elas podem causar grande desconforto.
  • Seu chuveiro pode se tornar seu melhor amigo e você pode usá-lo para entrar em água quente e tentar ficar lá por 15 minutos ou mais, para acalmar sua cabeça.
  • Tente se exercitar, mesmo que isso queira dizer apenas dar a volta no quarteirão para relaxar um pouco.
  • Se você conseguir trabalhar, então se permita fazer pequenas pausas, pois “dar um tempo” e sair do seu lugar por um tempo curto pode acalmar a irritabilidade.
  • Tente manter uma rotina de sono que tenha pelo menos 7-8 horas por noite e tente o máximo que puder não tirar cochilos, já que manter uma rotina de sono é muito importante.
  • Tente focar em tarefas que não precisa pensar, pois sua concentração pode ser afetada, então pode ser melhor limpar a casa do que, por exemplo, fazer seu imposto de renda naquele dia.
  • Lembre-se de respirar fundo e estar consciente do que o cerca, pois a irritabilidade pode fazer seu cérebro sair totalmente do controle.
  • Pense se estar sozinho não seria melhor para você, já que tendemos a explodir com outras pessoas, e assim podemos acabar deixando-as chateadas.

Se você está se sentindo irritável o tempo todo, então discuta este problema com seu médico, pois lembre-se que irritabilidade é muitas vezes um dos sintomas do transtorno bipolar. Nós às vezes temos apenas que deixar as coisas irem e termos a certeza de que podemos lidar com estes sentimentos através de autocontrole e estratégias para nos ajudar nestas irritações. Eu descobri que a irritabilidade passa, eventualmente, e não precisa tomar conta de nós, pois temos o poder de controlar isso, mesmo quando parece impossível.

 

Por: Andrea Paquette – fundadora e diretora executiva da Stigma-Free Society (Sociedade Livre de Estigma – tradução livre), portadora de transtorno bipolar e palestrante sobre o tema, para jovens e adultos no Canadá.

 

Fonte: http://www.bphope.com/blog/dealing-with-irritability-when-you-have-bipolar-disorder/

 

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Destaques

Seja um Voluntário ABRATA

A ABRATA seleciona candidatos para o trabalho voluntário que estão disponíveis para doar seu talento, tempo e trabalho para a prestação do serviço voluntário ao próximo. Não há necessidade de experiência em lidar com os familiares e as pessoas com transtorno bipolar e depressão, basta apenas ter a vontade e o desejo de ajudar.

Campanha “Pode Contar”

A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

2019-01-10T21:36:51+00:00 9 de janeiro de 2019|Categorias: apoio ao tratamento, Bipolar, Blog, Comportamento, Prevenção, Transtornos do Humor - Conceitos|4 Comentários

4 Comentários

  1. Say 3 de julho de 2019 às 15:28 - Responder

    Gritei com meu superior hierárquico hoje porque ele é um tapado. Estou me sentindo muito mal, as pessoas não nos respeitam e fazem as coisas para irritar de propósito. Não consigo controlar meu gênio, nem os estabilizador de humor consegue. Não queria ser tão pavio curto, não queria ser bipolar.

    • blogabrata 4 de julho de 2019 às 09:41 - Responder

      Olá Say, agradecemos seu contato.

      Os medicamentos utilizados para o controle dos sintomas do Transtorno Bipolar são muito importantes para o
      tratamento propriamente dito, sem o qual o portador terá oscilações constantes que podem levar ao desgaste
      familiar e interpessoal.
      Postamos matéria publicada no Blog da ABRATA, leia, por gentileza.
      TRANSTORNO BIPOLAR: UM PROBLEMA QUE AFETA OS RELACIONAMENTOS
      Parceiros ansiosos e irritáveis, com foco no imediato e que sofrem com seus atos impulsivos. Um ciclo que passa pela depressão de maneira prolongada, pela culpa projetada em terceiros e finalmente na reincidência do mesmo tipo de comportamento. Esse tipo de rotina pode ser indício do transtorno bipolar, mas na grande maioria das vezes é difícil de ser diagnosticado.
      Ao contrário da ideia geral de que os indivíduos bipolares convivem apenas com picos de irritabilidade e depressão, o transtorno pode muitas vezes passar despercebido e ser considerado característica da personalidade. O que poucas pessoas sabem é que o transtorno bipolar pode ter ciclos curtos – até mesmo diários – e que os sintomas não necessariamente são distintos: hipomanias, irritabilidade, ansiedade e depressão podem conviver conjuntamente, o que dificulta até mesmo o trabalho dos profissionais de saúde mental para identificar o problema.
      “É bom ter em mente que o transtorno bipolar pode ser dividido em dois tipos: o tipo I, que é o mais raro, e onde os ciclos são bastante nítidos e em determinado momento os cônjuges, amigos ou familiares acabam indicando o tratamento para o indivíduo”, explica Doris Hupfeld Moreno, médica psiquiatra, especialista do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora ligada ao Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) no mesmo instituto.
      “Já o que chamamos de tipo II é mais leve nos períodos mais ativos e acelerados – ou euforias – que caracterizam as hipomanias. À diferença da depressão, não são percebidas como problemáticas – pelo contrário, a pessoa acha que está muito bem –, e nem sempre são facilmente identificado por pessoas próximas. Frequentemente são tidas como ‘da pessoa’, ou seja, fazendo parte da personalidade dela e, portanto, normal”, completa. Vale ter em mente que as depressões nos tipos I ou II são igualmente leves, moderadas ou graves e são o tipo de episódio que mais predomina durante a vida.
      De acordo com a pesquisadora, nos indivíduos com transtorno bipolar os sintomas de ambos os polos podem ser superpostos, – aceleração com ativação e depressão combinadas, por exemplo, podem gerar um sentimento de desespero, angústia e desassossego – e mesmo os estados de hipomania podem se traduzir em impulsividade aumentada para compras, libido, ou ficar obstinado com alguém ou alguma coisa, pensando demais naquilo, sem sair da cabeça, com atitudes compulsivas. Isso tudo muitas vezes é visto pelas outras pessoas, incluindo cônjuges, como “pequenas manias”, e por definição, não trazem consequências significativas. Se houver grande impacto na vida, trata-se de mania e não mais de hipomania.
      “Mas se entendermos que essas pessoas, na verdade, estão vivendo com uma percepção alterada da realidade, é possível que percebamos onde está o perigo disso tudo. Os indivíduos bipolares acabam convivendo com esse atropelo de pensamentos. Estão sempre acelerados – seja focando as coisas de uma forma muito positiva ou muito negativa – e são impulsivos nas suas atitudes. Pensamentos grandiosos fazem parte do quadro clínico e acabam muitas vezes achando que sempre têm razão, são mais inteligentes, são melhores, etc, e se imaginam superiores em alguns ou muitos aspectos, aponta Doris Hupfeld.
      Nesse ponto, diz a especialista, é difícil até mesmo convencer esses indivíduos a procurarem ajuda, pois eles também justificam suas atitudes de forma bastante lógica. E como as alterações entre os humores podem ser rápidas – acordar com sentimentos depressivos e ter dificuldades para dormir por não conseguir desligar dos pensamentos ou sempre encontrar nova atividade, por exemplo – tanto os amigos como os parceiros não conseguem definir exatamente o que acontece.
      Fato é, que geralmente ocorre uma irritabilidade, uma impaciência, uma pressa – o chamado “pavio-curto” – que costuma não ser identificado pelo paciente e que gera um desgaste contínuo. O parceiro não sabe como encontrará o paciente, se querendo se isolar, cansado e desanimado, se de bem com a vida ou dificultando tudo e encrencando com detalhes, ou ainda estourando. O pior é que o bipolar sempre responsabiliza outros ou condições da vida pelos que lhe acontece.
      “Esse otimismo exagerado, esse efeito de ter ideias novas o tempo todo – e de ter resolvido algum problema de forma melhor que os outros – também são acompanhados pelo hábito de achar que a culpa por uma determinada falha nos seus planos foi devido a erros de terceiros: alguém errou, o mercado não estava preparado para a qualidade de determinado serviço, a crise econômica aconteceu. Nunca é culpa dele”, afirma a psiquiatra e pesquisadora.
      Desgaste – Mas esse tipo de oscilação causada pelo transtorno leva a um desgaste. Em especial ao desgaste da relação com o cônjuge. Se em algum momento esse comportamento é visto como algo da personalidade da pessoa, aos poucos os ciclos se tornam claros. Mas pode acontecer o contrário – inicialmente os ciclos serem espaçados e bem definidos e com o passar dos anos se tornarem mais constantes e contínuos.
      As obstinações, antes vistas como sinônimo de determinação, tornam-se claramente desproporcionais. O sentimento de perseguição e de desconfiança – que muitas vezes acompanham o transtorno – costumam se refletir na família do parceiro ou parceira. Círculos de amizade podem ficar comprometidos e o isolamento social, em determinados períodos, pode trazer grande sofrimento. “Esse comportamento é comum a todos os bipolares: a sensibilidade exagerada aos acontecimentos, ao estresse, ao que se diz e à opinião alheia e, consequentemente, ao isolamento.”
      É nesse ponto que as “pequenas manias” se mostram incapacitantes. “A hipomania pode, claro, se refletir em outros tipos de comportamento que parecem saudáveis, como obstinação por exercícios físicos ou então, como dissemos, compras. Mas existem outros tipos de comportamentos que trazem grande sofrimento. Da mesma forma que os humores se alteram, a libido também pode ficar aumentada. Isso pode levar a traições ou comportamento sexual de risco, por exemplo”, exemplifica Doris Hupfeld.
      Outro comportamento que leva a grandes sofrimentos para a relação é o abuso de álcool e drogas. “Essas pessoas com transtorno bipolar acabam usando o álcool e as drogas como um meio de ‘se soltarem’, encontrar a descontração no meio de uma alteração negativa do humor. Mas o polo inverso é a euforia ou mesmo comportamentos violentos, irritabilidade”, pontua a especialista.
      Tratamento – O início do tratamento desses indivíduos se dá, usualmente, quando os sintomas da depressão são preponderantes. Durante o período de hipomania, o trabalho de convencimento é mais complicado.
      “Um cônjuge, para tentar convencer o parceiro a iniciar o tratamento, tem de passar por um processo longo e muitas vezes fazer um trabalho de aproximação de profissional e paciente. E mantê-los em tratamento também é complicado, pois ao menor sinal de melhora, eles podem abandonar o tratamento”, afirma Doris.
      A especialista lembra também que quando se fala de tratamento, duas questões são especialmente complicadas. Primeiro, quando a visita ao psicólogo ou psiquiatra se inicia no período depressivo, muitas vezes o quadro de transtorno bipolar não é identificado. Isso pode levar a tratamentos medicamentosos baseados em antidepressivos. Esse tipo de confusão acaba levando a quadros de euforia ou grave irritabilidade. Por isso é preciso muita atenção.
      Uma segunda questão levantada pela especialista e pesquisadora é sobre a interrupção do tratamento para o transtorno bipolar de forma muito brusca, por abandono do paciente ou por condições como a gravidez.
      “Observamos também que muitos pacientes que passam por esse período de mania ou hipomania muitas vezes demonstram uma perda da sensibilidade e de sentimentos, uma superficialidade e frieza nas relações antes amorosas e de carinho. Há um distanciamento interior, por mais que os sentimentos exagerados e patológicos estejam à flor da pele. Precisa ficar claro que os sintomas levam a uma perda de liberdade intensos, pois eles são determinados pela doença, não mais pela sua vontade”, explica Doris Hupfeld.
      A surpresa fica por conta do contraste desse tipo de comportamento com a ideia geral de que o tratamento medicamentoso é que poderia “mudar a personalidade”. “A medicação não muda a personalidade de ninguém. Ela ajuda as pessoas a deixarem de pensar de modo distorcido, por meio de uma lógica alterada pelo transtorno. É comum os pacientes reavaliarem seus comportamentos após algum tempo do início das consultas à medida que os medicamentos fazem efeito, e passarem a agir de forma mais centrada”, explica a psiquiatra.
      O perigo, então, estaria em interromper um processo que ajuda no equilíbrio do indivíduo, pois isso poderia contribuir para que o transtorno tome outros contornos e que o tratamento, que já é um processo difícil de ser iniciado, se torne ainda mais distante do paciente e que possa trazer mais sofrimento para o cônjuge e para sua família.
      Fonte: http://mulherbipolar.blogspot.com.br/2011/01/transtorno-bipolar-um-problema-que.html

      Sugerimos que combine o tratamento medicamentoso com psicoterapia.
      Abs
      EQUIPE ABRATA

  2. Anna 26 de setembro de 2019 às 06:10 - Responder

    Olá, meu marido tem essa maldição de doença, eu sempre percebi traços a mais de 18 anos de casados, mas a 3 anos atras desde que ele surtou e entrou na medição, confesso que ficou pior do que quando não tomava nada. Ele parecia o marido e pai perfeito, nosso lar era de paz plena, sempre nos tratamos bem e eu sempre tive paciência com as crises, respeitei, acompanhei no psiquiatra, sofri, perdi 8 quilos, se ele não dormia eu também não dormia, estive do lado dele nos momentos mais difíceis… Hoje, eu e minha filha de 13 anos perdemos o direito a felicidade, ele não quer visitar a família, não vai a nenhuma comemoração, se afastou da família dele, está me afastando da minha família, não gosta de nada, não gosta de alegria, só pensa em morrer, o sonho dele é morrer, disse que só não tira a própria vida porque é muito religioso. Hoje, o que mais me incomoda é a irritabilidade dele, as vezes dura uma semana, se tornou um homem estúpido, altamente grosso e eu não mereço isso depois de tudo que já passei com ele. E o pior de tudo é que quando ele sai por aí é a pessoa mais meiga, educada, gentil e simpática que existe, isso me irrita ainda mais, porque ele só desconta em mim? Porque trata todo mundo bem e consegue desfalçar a irritabilidade e comigo não, eu sempre sou o saco de pancadas? Ele faz um inferno em casa por coisas bobas e na rua aguentaria até um tapa na cara! Por onde anda é ajudando os idosos, distribuindo ração para cães de rua, dando dinheiro no semáforo, ele é o melhor ser humano!!! Fica difícil conviver assim, não sei até onde vou suportar, sinto que estou adoecendo, sempre fui muito tranquila e ele me causa inúmeras chateações, no dia seguinte estou acabada, cheia de dores, mas quem me entende? Afinal, ele é sempre o doentinho, fez do transtorno dele um travesseiro, não precisa mudar, nem melhorar, se tornou egoísta, não enxerga a nossa vida, a nossa necessidade de felicidade, de interação, de família e amigos… Quando falo sobre isso, ao invés dele se conscientizar e melhorar, fica dizendo que é melhor morrer e não é isso que a gente quer, não é isso que resolveria nossa vida. Minha filha chora muito e pede a Deus o pai de volta, é difícil pra ela enteder porque ele não quer ficar com a gente. Consegui uma psicóloga ótima para ela, mas eu por enquanto não posso pagar pra mim, na verdade acho que nós deveríamos fazer terapia familiar, mas ele é muito resistente a isso, acha que ele não precisa e nós… que se dane! Eu assisto vários vídeos da Abrata para entender melhor o problema dele, os médicos contam relatos de pacientes que tem tanto esforço, tanta força de vontade, mas ele não é assim. Parece que ele só ficou com dois pólos, o depressivo e a irritabilidade, antes ele era muito eufórico, pelo menos era mais alegre e a gente conseguia ser uma família feliz, mesmo que aquela euforia fosse uma doença.

    • blogabrata 5 de outubro de 2019 às 11:06 - Responder

      Prezada Anna.
      Conviver com pessoa que possui um transtorno mental sem tratamento é muito difícil, para não dizer impossível.
      Baixe o Guia para Cuidadores de Pessoa com Transtorno Bipolar, está no site da ABRATA: http://www.abrata.org.br
      É interessante também que você procure ajuda, em geral os familiares e cuidadores podem desenvolver algum
      distúrbio por causa da convivência com pessoas doentes e sem o devido tratamento.
      Um abraço
      EQUIPE ABRATA

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