DIA MUNDIAL DO TRANSTORNO BIPOLAR

Junte-se a ABRATA no dia  30 de março de 2015 para divulgar o Dia Mundial Bipolar (WBD) – uma iniciativa da Rede Asiática de Transtorno Bipolar (ANDB), a Fundação Internacional Bipolar  (IBPF) e da Sociedade Internacional de Transtornos Bipolares (ISBD) – desde 2014 este dia vem sendo celebrado todos os anos no dia 30 de março,. Esta data foi escolhida porque é o dia do aniversário do pintor  Vincent Van Gogh, que foi postumamente diagnosticado como tendo provável transtorno bipolar.

A visão da WBD é chamar a consciência mundial para transtornos bipolares e para eliminar o estigma social. Através da colaboração internacional, o objetivo do Dia Mundial Bipolar é levar mais informação a população mundial sobre os transtornos bipolares que poderão educar e melhorar a sensibilidade para a doença.

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Seja um Voluntário ABRATA

A ABRATA seleciona candidatos para o trabalho voluntário que estão disponíveis para doar seu talento, tempo e trabalho para a prestação do serviço voluntário ao próximo. Não há necessidade de experiência em lidar com os familiares e as pessoas com transtorno bipolar e depressão, basta apenas ter a vontade e o desejo de ajudar.

Campanha “Pode Contar”

A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

2018-02-02T17:09:56+00:00 1 de março de 2015|Categorias: ABRATA, AGENDA ABRATA, Blog, Notícias|Tags: |10 Comentários

10 Comentários

  1. denise valente moreira 6 de março de 2015 às 19:24 - Responder

    Tenho transtorno bipolar ha 8 anos, tomo medicamentos,faço tratamento com psiquiatra
    Gostaria de saber o porque existe esta doença, setem cura, tomo 5 medicamentos,
    3 na parte da manhã e 2 a noite, tenho tido muitas crises de depressão, uma variante constante,tenho e sinto as vezes vontade de morrer, não tenho vaidade mais, a minha sorte que no trabalho gosto do que faço, mas me sinto sem vida, sem vontade de fazer nada,vivendo por viver .
    Me ajudem por favor

    • Equipe Abrata 9 de março de 2015 às 19:17 - Responder

      Olá Denise

      Boas notícias vc traz em relação ao seu comprometimento com o tratamento, apesar de apresentar sintomas depressivos.
      Depressão e transtorno bipolar – afetam o humor de uma pessoa, pensamentos, corpo, energia e emoções. Ambas as doenças, especialmente transtorno bipolar, tendem a seguir um curso cíclico, ou seja, eles têm altos e baixos.
      O tratamento para essas doenças também podem ter altos e baixos. Por mais que a gente possa querer o bem estar, muitas vezes a mudança não acontece do dia pra noite. E é normal e natural que você gostaria de se sentir melhor o mais rápido ou se preocupar que você nunca vai se sentir melhor. No entanto, saiba que você pode se sentir melhor, e que, finalmente, você está no comando de sua estabilização.
      De fato, o transtorno bipolar é uma das doenças mentais mais comuns, afetando entre três a cinco por cento dos adultos em todo o mundo. Homens, mulheres e crianças, todos são afetados.
      O TB tem grande influência genética ou hereditária. Fatores psicológicos e sociais podem desencadear o processo, mas a doença é física, biológica. Assim, pessoas que possuem na sua história familiar casos de TB ou de depressão, devem prestar atenção para sinais de manifestação da doença. A primeira manifestação pode ser por causa de uma situação difícil, como a perda de um ente querido, problemas profissionais.
      Denise o transtorno bipolar é uma doença crônica, ou seja, ainda não há cura conhecida, mas existe controle quando tratada, a pessoa chega a estabilização. O diagnóstico é difícil, principalmente porque os pacientes procuram os médicos só quando estão com depressão. É uma doença biológica que se expressa por meio do comportamento da pessoa. Pode ser influenciado por fatores sociais e trazer sérias conseqüências para a vida do paciente e daqueles que o rodeiam, principalmente a família. A doença tem ciclos de mania (euforia) ou hipomania (euforia branda), depressão leve ou profunda ou estados mistos (humor agitado, ansioso e raivoso). A intensidade, a duração e a manifestação variam de pessoa para pessoa.
      Sugerimos que vc procure o seu psiquiatra e fale com ele sobre os sintomas que está sentindo, assim como descreveu para nós, pois sugerem depressão e principalmente fale sobre a vontade de morrer. Talvez necessite de uma ajuste da sua medicação para a remissão dos sintomas.
      Denise caso venha novamente o sentimento ou a ideia de morte entre em contato com Centro de Valorização da Vida/CVV no tel 141 e do outro lado da linha sempre terá uma pessoa para lhe atender. Evite ficar sozinha nestes momentos, procure estar juntos com pessoas da sua confiança.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares e portadores. Traga a sua namorada também. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h, a partir do dia 12 de janeiro.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  2. Thayane 19 de março de 2015 às 16:41 - Responder

    Gostaria de fazer uma pergunta .. só que não sei onde! Gostaria de sabre qual seria A PERCEPÇÃO DO DOENTE PATOLÓGICO EM BIPOLARIDADE?? Agradeceria se tivesse resposta..

    • Equipe Abrata 29 de março de 2015 às 19:22 - Responder

      Prezada Thayane

      Não ficou muito claro para nós qual é exatamente a sua dúvida.
      Se você quer saber como é a percepção sensorial (a dos cinco sentidos, ou seja, visão, audição, paladar, olfato e tato), não existe qualquer evidência de que seja diferente das pessoas que não são bipolares.
      Com relação à percepção do mundo, no sentido do ponto de vista diante da vida, aí é muito comum haver distorções. Se a pessoa estiver deprimida, ela tende a ficar muito pessimista e a enxergar muito mais o lado negativo da vida e a não acreditar nela mesma nem nas pessoas à sua volta. Se ela estiver maníaca (num estado de humor exaltado), ela vai se sentir exageradamente otimista e tende a se sentir muito poderosa, vulnerável, e a confiar que tudo o que deseja vai dar certo.
      Bem, isso em linhas gerais, pode sempre haver diferenças de pessoa para pessoa.
      Não sabemos se esta é a resposta que atende às suas dúvidas. Se não for, tente explicar melhor o que quer saber para vermos se podemos ajudá-lo.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  3. Marcelle Ferr 29 de outubro de 2015 às 13:41 - Responder

    Prezados,

    quero saber se existe um estudo quantitativo sobre os acometidos pelo Transtorno Bipolar no Brasil e no mundo, além das projeções globais de 2% da população.

    Tipo estudos da OMS ou algo parecido.

    Obrigada

  4. Maria Soledade 5 de março de 2017 às 12:41 - Responder

    Ola!
    Gostaria de saber em que data será comemorado o dia de combate ao preconceito contra o transtorno bipolar.

    • Equipe Abrata 6 de março de 2017 às 07:59 - Responder

      Prezada Maria Soledade.

      Damos o nome de estigma quando alguém vê o outro de uma maneira negativa porque o segundo tem uma característica específica que é considerada uma desvantagem. Além dos portadores de distúrbios mentais, há preconceitos de raça, religião, entre outros.

      O preconceito leva à discriminação, seja de forma direta e óbvia ( alguém faz um comentário negativo sobre a doença ou tratamento) ou de forma indireta, sutil ( alguém evita o outro por considerá-lo desequilibrado, perigoso ou violento). O próprio doente pode julgar a si mesmo preconceituosamente.

      Alguns dos efeitos são: o paciente pode demorar a procurar ajuda ou se tratar; falta de compreensão por parte da família, amigos, colegas de trabalho, entre outros; menores oportunidades de trabalho, estudo ou atividades sociais; isolamento; bullying, violência física; crença do portador do transtorno de que ele nunca será capaz de ser bem sucedido e enfrentar desafios ou que não será capaz de lidar com a situação.

      Para combater o estigma é necessário:

      1 – Procure tratamento: às vezes é difícil admitir que estamos doentes. Não deixe que o medo de ser rotulado negativamente impeça que você procure ajuda. O tratamento pode trazer alívio ao identificar o que está errado e reduzir os sintomas;

      2 – Não se envergonhe ou se sinta inferiorizado: talvez você acredite que a sua condição seja um sinal de fraqueza pessoal ou que você deveria ser capaz de se controlar sem ajuda. Procurar ajuda psicológica, informar-se sobre a doença e conhecer outras pessoas com a mesma condição pode ajudar a recuperar a auto estima e autoconfiança;

      3 – Não se isole: sua família e amigos podem te apoiar se souberem da sua doença. Rocure as pessoas em quem você confia para o apoio emocional e compreensão que você necessita;

      4 – Você não é uma doença: em lugar de dizer “sou bipolar”, diga “tenho transtorno bipolar”. Você é muito mais que uma condição médica;

      5 – Procure um grupo de apoio emocional: alguns grupos oferecem programas presenciais e pela internet que ajudam a reduzir o preconceito através da educação do paciente, sua família e o público em geral;

      6 – Manifeste-se contra o estigma através da expressão da sua opinião em eventos públicos ou através da internet. Além de informar o público sobre as doenças mentais, você pode encorajar outros que estejam atravessando desafios semelhantes.

      O julgamento das pessoas está mais ligado a uma falta de compreensão do que falta de informação baseada em fatos. Aprender a aceitar sua condição e reconhecer o que é necessário fazer para tratá-la, procurando ajuda e oferecendo informação aos outros pode fazer uma grande diferença.

      Fonte: folheto informativo da Clínica Mayo USA http://www.mayoclinic.org.

      O Dia Mundial do Transtorno Bipolar é 30 de março. Porém, todos os dias do ano são importantes para o combate ao estigma.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  5. Paula 30 de março de 2017 às 04:19 - Responder

    O Instituto de Psiquiatria do HC-USP promove um – Hoje às 8:30 – 12:00 – um evento sobre o tema:
    https://www.facebook.com/events/1813126002283298/

    O estigma bipolar

    POR DANIEL MARTINS DE BARROS

    O transtorno bipolar hoje em dia é muito conhecido. Para bem e para mal.

    WBD_PORTUGUES

    Dia 30 de março é o Dia Mundial do Transtorno Bipolar. Trata-se de uma data importante, pois mais do que nunca é fundamental aumentar a consciência das pessoas sobre o problema. Embora hoje em dia muita gente já tenha ouvido falar da doença, essa popularização súbita, como tudo na vida, tem dois lados.

    Existe um aspecto positivo, que é o do conhecimento. Quanto mais se fala em determinada doença, mais atentas as pessoas ficam, aumentando a chance de procurarem ajuda. O desconhecimento sempre retarda o diagnóstico e tratamento adequados. No caso do transtorno bipolar, para se ter uma ideia, estima-se que nos Estados Unidos os pacientes demorem cerca de dez anos para descobrir a doença depois que ela dá os primeiros sinais.

    O problema é que quando se começa a falar demais num assunto nem sempre as informações mantêm a qualidade. É o que acontece hoje em dia com o termo bipolar – de uma condição médica séria ele passou a designar, na linguagem cotidiana, coisas que nada têm a ver com a doença. Instável, volúvel, traiçoeiro, infantil, encrenqueiro – muitas características negativas são logo taxadas de bipolaridade. Esse é o lado negativo. E é bastante negativo.

    Essa apropriação indevida de um termo médico para designar comportamentos reprováveis faz com que os pacientes com o transtorno bipolar estejam entre os que mais apresentam estigma internalizado. Funciona assim: de tanto usar indevidamente o termo bipolar para se referir a defeitos, as pessoas passam a acreditar que os pacientes realmente têm tais defeitos, estigmatizando-os. Depois disso, de tanto perceberem esse estigma, os próprios pacientes passam a acreditar nele, piorando sua autoestima, minando sua esperança, atrapalhando o tratamento.

    Então não é suficiente que as pessoas saibam que isso existe. É importante que saibam que é uma doença, não uma ofensa. Que é séria, não é piada. E mais do que tudo, que existe tratamento, e que quando as pessoas recebem o diagnóstico correto podem recuperar plenamente sua qualidade de vida. Não é o que todo mundo quer?

    • Equipe Abrata 4 de abril de 2017 às 09:00 - Responder

      Cara Paula.

      Agradecemos a postagem da matéria a propósito do Dia Mundial do Transtorno Bipolar.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

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