Depressão e solidão são ruins para a saúde

Estudos recentes mostram que tanto um quanto o outro são mais perigosos para a sua vida do que a obesidade ou o tabagismo.

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Negar é parte do sofrimento; na maior parte, ninguém quer admitir que está se sentindo para baixo

Aparentemente, a solidão e a depressão são os novos assassinos. De fato, estudos recentes mostram que tanto um quanto o outro são mais perigosos para a sua vida do que a obesidade ou o tabagismo. Descoberta assustadora, pois enquanto mais de 40 milhões de pessoas nos Estados Unidos receberam o diagnóstico de depressão, o número de pessoas que lidam (ou tentam lidar) com a depressão é desconhecido, e sentir-se sozinho é extremamente deprimente.

Para sobreviver a um período difícil, quer você se sinta apenas só ou esteja deprimido e só, em primeiro lugar, dever admitir para você mesmo como está se sentindo. Negá-lo é parte do sofrimento, e, na maior parte, ninguém quer admitir que está se sentindo para baixo. Entretanto, guardar todo o sofrimento para si pode causar problemas físicos também. As pessoas deprimidas em geral têm dificuldade para realizar uma atividade física, manter uma dieta equilibrada ou cuidar de si como as pessoas que não se sentem assim.

Se você está deprimido, é muito importante que receba um diagnóstico especializado, quer a causa da sua depressão seja bioquímica, quer decorra das circunstâncias mesmas de sua vida, como por exemplo a perda de um ente querido. Seu médico e seu terapeuta (isso mesmo, vai precisar dos dois) deveriam trabalhar juntos para criar um tratamento personalizado que funcione para você.

Muitas pessoas têm medo de ouvir a opinião de um profissional de medicina ou de saúde mental, e também têm medo de tomar antidepressivos. É importante notar que nem todas as pessoas deprimidas reagem bem à terapia baseada em medicamentos. Por outro lado, frequentemente pode ser útil uma combinação de mudanças do estilo de vida, terapia e trabalho pessoal (como manter um diário). Outros usam diferentes tipos de medicamentos para ajudar o paciente a fazer frente ao seu tumulto interior. Um caso é diferente do outro, e eu sempre recomendo que o paciente procure ouvir pelo menos duas opiniões.

Enquanto luta para superar estes momentos complicados, consulte profissionais de confiança. Se não gosta do seu médico, procure outro. Se tem uma reação ruim a um medicamento, fale imediatamente ao médico (não tente resistir). Os melhores psiquiatras admitem que costumam prescrever o que acreditam ser a melhor droga existente no momento para seus pacientes, mas, se ela não funciona, tentam outra opção e assim por diante, até encontrar a melhor. O processo pode fazer com que o paciente se sinta uma cobaia. A verdade é que existem apenas um punhado de remédios disponíveis, todos com resultados diferentes e efeitos colaterais.

Ninguém conhece melhor os seus sintomas do que você mesmo. Se está tomando algum remédio, saiba que suas emoções também podem distorcer seus sentimentos, por isso você precisa levar este fato em consideração ao avaliar se a terapia ou o medicamento está funcionando ou não. O conselho de amigos bem intencionados pode ajudar, mas tê-los por perto pode ser mais útil para você do que qualquer outra coisa.

Lembre que conhecimento é poder, e se você não se acostumou a ficar deprimido, irá querer fazer alguma coisa a respeito. Pense nas vezes na sua vida em que você se sentiu feliz, e compare o que está acontecendo agora com o que acontecia então. O que é diferente? As pessoas mudam continuamente. Talvez você tenha sofrido um trauma ou uma experiência negativa, e precise de tempo para se recuperar. Qualquer que seja a causa, nada mudará para melhor se você não tomar as iniciativas necessárias para ajudar a si mesmo.

Autor:  Barton Goldsmith / Psicoterapeuta – Tradução de Anna Capovilla

Fonte: http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/comportamento,depressao-e-solidao-sao-ruins-para

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Destaques

Seja um Voluntário ABRATA

A ABRATA seleciona candidatos para o trabalho voluntário que estão disponíveis para doar seu talento, tempo e trabalho para a prestação do serviço voluntário ao próximo. Não há necessidade de experiência em lidar com os familiares e as pessoas com transtorno bipolar e depressão, basta apenas ter a vontade e o desejo de ajudar.

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A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

2018-02-02T17:13:14+00:00 23 de junho de 2015|Categorias: Blog, Depressão|Tags: , , |2 Comentários

2 Comentários

  1. Camila 9 de setembro de 2015 às 22:51 - Responder

    Gostei deste site, me esclareceu muitas dúvidas. Tomo Depakote e citalopram mas ultimamente não estou me sentindo bem. Muitas coisas aconteceram na minha família e q me entristece muito. Tenho crises de tristezas frequentes tipo 2 vezes por semana e choro e não consigo parar. Fico trêmula, minha cabeça fica estranha leve e não consigo raciocinar bem. Tenho enjoos e 3 vezes assustei c a minha visão ficou turva. Me da um desespero e não sei o q fazer. Fico irritada nervosa. Sinto uma fraqueza q não consigo conversar direito. Se estou estudando perco o foco e perco a atenção. Tá muito ruim mesmo…

    • Equipe Abrata 12 de setembro de 2015 às 21:45 - Responder

      Querida Camila

      Os sintomas que relata são muito desagradáveis mesmo e sugerem a possibilidade de um quadro depressivo assim como também sugerem possibilidade de efeitos colaterais da medicação. Procure pelo seu psiquiatra, e relate a ele todos os sintomas que está sentindo. Somente o seu médico poderá lhe confirmar após ouvir o seu relato e caso seja necessário fazer ajustes em sua medicação. Buscar o apoio da psicoterapia, com um psicólogo poderá promover mais bem estar em vc tendo em vista as tristezas e momentos difíceis que vivenciou no ambiente familiar, além de lhe ajudar a lidar com o sintomas da doença. Reflita sobre essa possibilidade, caso ainda não tenha um psicólogo.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

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