DEPOIMENTO: J.B. – Como conviver com as mudanças que o diagnóstico de transtorno bipolar provoca em nossa vida.

É com alegria que tenho este lugar e apoio para poder falar um pouco desta triste e grave doença, que muitos falam, mais somente as pessoas que como eu que são portadores da doença, para realmente saber o quanto ela é grave e danosa para a vida das pessoas.
Hoje tenho 46 anos de idade, fui diagnosticado em Maio/2008, período este que tive que ser internando em uma clínica psiquiátrica  na Cidade de Campinas-SP, cidade que resido até hoje.
Até então eu tinha uma vida aparentemente normal, eu sentia que algo em mim não era normal, pois tinha uma pressa em fazer as coisas, comprava muitas coisas sem necessidade, e uma energia fora do normal, pois trabalhava demais durante a semana, e nos finais de semana não tinha energia, passando as vezes muitos finais de semana deitado de tanto cansaço no corpo.
O diagnóstico foi muito difícil de eu aceitar, e só fiquei sabendo depois de um ano de tratamento, pois eu estava muito ruim, e não tinha condições de saber o que realmente tinha, pois estava mergulhado em uma Depressão profunda, que a mente e o cérebro não articulava nada, ou seja, mesmo que as pessoas me falasse da doença não iria entender nada.
Desta forma, os médicos e a família acharam melhor esperar eu melhorar da grave Depressão, para depois me contar o que realmente eu tinha.
Acredito que foi o dia mais difícil da minha vida, pois quem me contou foi a minha psiquiatra que foi muito clara e não escondeu nada da doença, e me disse que o meu quadro era  o mais agressivo da doença, pois me levou a mania, em achar que era Deus e ouvir vozes.

Bipolar-Disorder-in-MenNeste momento chorei muito, e fiz a seguinte pergunta para ela se a doença tinha cura, e ai veio a noticia mais difícil de ouvir que não tinha, e que existe muitos estudos sobre as causas, mais não existe uma confirmação, e que teria somente tratamento e controle por parte do paciente.
Neste momento ela me emprestou um livro que falava tudo da doença, e as suas consequências para a vida, e os tratamentos recomendados.
Li todo os livro varias vezes, e a cada vez que eu lia o livro mais revoltado eu ficava, e com a ajuda dela, da psicóloga e da família aos poucos fui reagindo e voltando a encarar a doença e buscar retomar a minha vida. Foram quase (03) anos de Depressão, muitos remédios, vários tipos de estabilizadores, pois no meu caso por ser o mais agressivo não se encaixa qualquer tipo de remédios, pois o meu cérebro é muito acelerado.
Me recuperei da Depressão no final de 2010, e voltei a trabalhar, abrindo uma empresa de Consultoria Financeira, pois a minha carreira profissional foi de bancário por mais de (22) anos, tendo inclusive chegado a Gerente Geral de Agencia, em um grande banco internacional aqui no Brasil, perdendo o emprego devido a doença, pois os meus superiores perceberam que algo estava acontecendo de errado comigo, pois o meu desempenho caiu muito no ano de 2007, e no inicio de 2008, resolveram me desligar do banco.
Era casado desde Junho/04, e o casamento acabou em Junho/2011, muito em função da doença, pois a minha ex-esposa, me ajudou muito mais chegou em um determinado momento que acho que ela cansou. Temos uma filha linda e maravilhosa que vai fazer 10 anos este ano, e que amo demais, e ela também me ama muito. Todos os dias me manda mensagens no watsapp com vários corações e inúmeras frases dizendo que me ama muito. Isto me ajuda demais, pois me motiva a continuar lutando e buscando retomar a vida novamente. Tenho uma outra filha de 25 anos , que foi do primeiro namoro, que não suportou me ver cair da forma que cai, pois sempre me viu forte e firme, que pouco vem me visitar, embora sei que me ama muito, mais não aguenta me ver sem animo, pois acompanhei todo o seu crescimento e desenvolvimento.
Os danos que a doença me causou foram muitos, sempre fui uma pessoa muito alegre e passeava muito, conheci vários lugares do Brasil, pois sempre trabalhei em boas empresas, e tinha um bom salário.
Infelizmente em função da doença tudo isto acabou, hoje moro com a minha mãe, sendo esta que me ajuda muito, pois o resto da família sabe que tive e tenho Depressão, nunca me aprofundei com ninguém sobre a meu verdadeiro diagnostico.
O nosso maior desafio e suportar o preconceito das pessoas, muitas vezes da própria família, das empresas, em achar que somos loucos, ou incapazes de desenvolver nosso trabalho.
Faço o tratamento certinho, vou todos mês na psiquiatra e faço terapia individual. já fiz por vários anos em grupo, e isto me ajudou bastante.
Resolvi participar das missas da igreja aqui perto da minha casa, e fui convidado pelas pessoas a participar do terço que ocorre as terças e quintas feiras nas casas em nosso bairro, e isto tem me ajudo muito, pois ajudo as pessoas com leituras no terço, e fico feliz em estar convivendo novamente em sociedade aos poucos novamente.
Neste período de 2012 a 2015, acabei engordando 35 kg, devido os remédios e a falta de trabalho a de atividade física, mas com orientação médica, e com nutricionista comecei a fazer caminhada, e de outubro/15, já emagreci 18 kg, estando me sentindo aos poucos outra pessoa.
Mais a doença e ingrata e judia demais do nosso corpo, pois as pessoas acha que ela ataca somente o cérebro, mais na verdade ataca todo o nosso organismo, nos tirando muita  energia para fazer as coisas simples do dia-a-dia.
O meu desejo e sonho seria voltar a ser aquela pessoa alegre, cheia de vida e energia, mais as vezes acho que isto não vai acontecer mais, pois a doença trava os comandos que nos estimula ter estes sentimentos.
Sinto muita falta dos amigos, do trabalho, dos passeios, enfim, as coisas mudaram muito.
Se quiserem publicar este meu depoimento, pode ficar a vontade, pois acredito que pode ajudar outras pessoas que passam pelos mesmos desafios meus no dia-a-dia.
Que Deus ajude os especialistas a encontrar a cura, e que voltemos a sermos felizes em nossas vidas.
Um forte abraço a todos da ABRATA.

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Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

35 Comentários

  1. Zípora Prado 31 de março de 2016 às 16:52 - Responder

    Olá! Eu tbm sofro com o transtorno bipolar e às vezes, penso que nunca mais vou ser a pessoa que era antes. Cada dia é um novo dia pra mim, quase não tenho rotina e fazer as coisas cotidiana é muito difícil. Eu engordei muito durante minha vida e com ajuda psiquiátrica e de nutricionista eu emagreci de 89 ou 86 Kilos não lembro para 66 Kilos e estou tentando perder mais 6 kilos. No momento estou em melancolia. Sou muito presa ao passado e me distraio facilmente com pensamentos negativos; com coisas ruins que fiz no passado e que agora não tem mais jeito de consertar. Falo com Deus sobre os meus problemas e tento me entender. Há momentos que penso que vou ter meus sonhos de volta, outros eu perco a esperança. Mas não deixo de tomar meus remédios. Espero que a Ciência desenvolva remédios que consigam desacelerar minha mente pois penso muito o tempo todo. Por um lado é ruim saber que você está com esta doença terrível, por outro fico feliz de saber que isso não aconteceu só comigo, que não estou sozinha. Que Deus nos ajude e melhoras pra você!

    • Equipe Abrata 31 de março de 2016 às 22:11 - Responder

      Cara Zípora!
      Ficamos felizes em saber que você continua com o tratamento, e toma seus remédios com disciplina. Os transtornos do humor requerem muita paciência e adesão total para que o processo terapêutico tenha êxito.
      Com certeza esta luta não é só sua, mas o importante como você mesma diz, é não perder as esperanças, e olhar para as vitórias que teve, e as que, ainda estão por vir.
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  2. Michelle Cristina 31 de março de 2016 às 18:45 - Responder

    Eu recebi o diagnóstico de transtorno afetivo bipolar em janeiro/2016, realmente é uma doença muito triste. Depois do diagnóstico muitas coisas fizeram sentido, está última semana estou num quadro depressivo muito forte tenho chorado muito penso em tirar minha vida ingerindo uma dosagem maior dos remédios que o psiquiatra receitou me sinto perdida não sei o que fazer. Fico sozinha em casa todos os dias sentada numa cadeira da sacada tentando entender por que isso tá acontecendo comigo, já não tenho mais amigos, minha família mora em outra cidade e meu marido não sabe como lidar comigo e a doença. A quetiapina e o valium me deixam como se fosse uma morta viva durmo a maior parte do dia quando acordo me sinto irritada já engordei 7 kg o que tem me deixado pior. Não tenho energia não tenho forças não tenho vontade alguma passo horas e horas na minha própria e infeliz companhia. Tenho vontade de gritar, um sentimento ruim me sufoca sensação de um rolo compressor está passando por cima de mim. Tenho ido a cada dia 15 dias no psiquiatra mas sinto que não tem sido suficiente. Nesta mesma semana cheguei a ficar sem falar “totalmente muda” por 3 dias desliguei meus telefones e deixava meu marido falando sozinho, quando ele pegava no sono eu chorava incontrolavelmente cheguei a tomar dosagem dobrada da que o médico receitou. Momentos de alegria são raros acho que duram algumas horas. Tudo que gostaria e dormir e acordar num lugar melhor.

    • Equipe Abrata 31 de março de 2016 às 22:26 - Responder

      Prezada Michele!
      Seu diagnóstico, é muito recente. Todo começo é bem complicado, você terá que ter uma boa dose de paciência, e disciplina.
      Sugerimos que tome a medicação da forma que seu médico prescreveu, e caso sinta qualquer alteração, de peso, sono, pensamentos, ou seja qualquer coisa que considere fora do habitual, relate com detalhes. Seu médico tem que ser seu parceiro, principalmente no começo, que é onde se faz os ajustes no tratamento, ou seja onde ele estará avaliando o que é mais adequado, para que você tenha uma qualidade de vida bem satisfatória.
      A longo prazo tudo ficará mais claro e suave. Continue firme e verá que valeu a pena.
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  3. J R 1 de abril de 2016 às 00:37 - Responder

    J. B.
    Fiquei comovida com seu depoimento e espero te trazer um pouco de esperança com o meu. Fui diagnosticada em 2006 com TAB, há dez anos atrás. Quando fui diagnosticada tinha chegado ao fundo do poço, minha carreira profissional estava prejudicada, meu noivo me abandonou, minha família e amigos não me suportavam mais. Mas Deus colocou em minha vida um anjo, minha psiquiatra, que propôs tratamento medicamentoso e terapia. Como não tinha mais nada a perder comprometi-me 100% com o tratamento proposto. Busquei informações sobre a doença e quanto mais eu aprendia sobre a doença, mais aprendia sobre mim e o quanto a doença me influenciava. Aprendi também a importância do auto conhecimento pois desejava muito saber o que era EU e o que era a DOENÇA. Nunca faltei nenhuma consulta, nunca deixei de tomar meu medicamento corretamente e segui a risca todas as orientações da médica. Em quatro anos tive alta da terapia e nos últimos seis anos estou sob controle apenas fazendo consultas para controlar minha medicação. Reconstruí minha vida, hoje sou casada, tenho uma família normal e estável, sou uma profissional respeitada em minha cidade, motivo pelo qual adotei apenas iniciais de meu nome, pois acredito que não seja construtivo que as pessoas saibam de minha condição devido ao estigma deturpado da doença. Chego a pensar ás vezes que a doença foi um presente na minha vida, pois me obrigou a ser extremante auto crítica com minhas atitudes, algo que as pessoas “normais” nem sempre fazem. Sempre me pergunto antes de tomar uma atitude se sou eu ou a doença agindo. Enfim, quero dizer que eu não tenho uma doença que me controla, mas que eu tenho uma doença que eu luto pra controlar.
    Espero que você consiga dominar a doença, confie em seu médico, confie em Deus
    Um grande abraço
    JR

    • Equipe Abrata 20 de abril de 2016 às 23:21 - Responder

      Prezada JR

      Agradecemos o seu depoimento acerca da sua doença e de como enfrentou o tratamento com coragem, força, responsabilidade e comprometimento em buscar qualidade de vida apesar da presença de uma doença crônica.
      Abraços
      Equipe ABRATA.

  4. Luciana 2 de abril de 2016 às 21:38 - Responder

    Tenho passado por isso e entendo perfeitamente. Depois de 6 anos de acompanhamento e tratamento é que fui diagnosticada.
    Gostaria de saber o nome do livro que você leu.

  5. Elisangela 6 de abril de 2016 às 11:52 - Responder

    O pior preconceito é o que a gente mesmo vive não tenho coragem de conversar com ninguém sobre a doença, na sexta vou começar, a fazer terapia.Hoje dia 6/abril estou muito bem, o primeiro dia, depois de crises horríveis… só to com medo que seja uma tranquilidade falsa….

    • Equipe Abrata 6 de abril de 2016 às 16:14 - Responder

      Cara Elisangela!
      Você tem razão quando diz que o pior preconceito é o da gente mesmo, é a gente não aceitar o diagnóstico seja ele qual for. A partir do momento da aceitação, tudo fica mais calmo, à ponto de você conseguir ir até fazer terapia. Isso te ajudará muito.
      Não tenha medo, essa tranquilidade não é falsa como você diz. Os transtornos do humor são assim, um dia a gente está bem, e em outros nem tanto.
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

    • Gabriela Marchiorato 29 de junho de 2016 às 20:00 - Responder

      Olá Elisangela, sou portadora de THB, sendo a doença crônica, tive-a a vida inteira, uns anos atrás fui diagnosticada, comecei tratamento, parei, tive uma crise muito forte e agora estou estabilizada e estudando sobre a doença! Se você tiver interesse podemos conversar, posso lhe esclarecer dúvidas e podemos compartilharmos experiências. Qualquer coisa procure-me via e-mail: marchioratogabriela@gmail.com

      • Equipe Abrata 2 de julho de 2016 às 21:42 - Responder

        Gabriela
        Agradecemos os eu contato.
        Abraços
        Equipe ABRATA

  6. Rafaela F. 14 de abril de 2016 às 11:29 - Responder

    Por favor, preciso de ajuda. Namoro há 10 anos um rapaz que fez 27 anos recentemente. Ha cerca de dois anos ele surtou. Tomou raiva de mim, disse para todos que nunca mais queria me ver que eu era uma megera controladora e começou a beber descontroladamente. Dois meses depois (e muita oração) parece que ele teve um estalo e veio atras de mim se dizendo arrependido, dizendo que eu era tudo pra ele e que jamais voltaria a fazer aquilo. Ótimo. Voltamos a namorar. Ficamos bem pr cerca de 1 ano. Agora a cerca de 40 dias ele comecou a apresentar os mesmos sintomas do surto anterior. Fez planos de viagem de comigo, de noivado. Disse que voltaria a correr( coisa que ele ama fazer e não consegue por falta de tempo) e o stress dobrou. Viagens estressantes a trabalho, compras compulsivas, chefe chato e minhas cobranças. Não deu outra: surtou, encheu a cara e sumiu da minha casa. Nos primeiros 20 dias conversava comigo aparentava depressão e ha uns 20 dias tem estado agitado e em alguns momentos se isola. Acabou de dizer que eu desejo o mal dele, que não quer mais nada comigo e devo seguir a minha vida. Ele não aceita tratamento mas eu não tenho dúvidas de se tratar de um bipolar. Quero ajudá-lo. Quero realmente mas sei que nesse momento de irritação ele não vai permitir nada. O que eu faço? Espero a crise passar? Será que vai passar ou vai durar anos a fio nesse estado??? Eu não sei o que fazer. Me ajudem.

    • Equipe Abrata 4 de maio de 2016 às 01:11 - Responder

      Prezada Rafaela

      A pessoa com transtorno bipolar ou qualquer outra doença é a pessoa mais interessada na sua melhora e deve sempre se lembrar de que ele tem uma doença, mas não é um doente. Isto o torna co-responsável pelo sucesso do tratamento e estimula a participação ativa no processo terapêutico como um todo. As dificuldades são maiores quando a pessoa não aceita ser doente, e em caso extremos é necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade. De acordo com o seu relato, o seu namorado está apresentando alterações de comportamento que sugerem a presença e um distúrbio psiquiátrico. Pouco ou quase nada você poderá fazer neste momento. A não ser tentar sugerir a consulta com um psiquiatra, num momento que ele estiver mais acessível a um contato seu. Você também poderá identificar uma outra pessoa da confiança do seu namorado para conversar e sugerir a ele que procure um psiquiatra. Somente o psiquiatra poderá confirmar ou não a sua suspeita da presença de um transtorno bipolar.
      Nos períodos sintomáticos de um patologia psiquiátrica em geral, o grau de responsabilidade sofre interferências, de acordo com a fase da doença. Por meio do uso da medicação indicada pelo psiquiatra, a pessoa readquire-se a capacidade de responsabilizar-se, entretanto, é comum que as pessoas demorem muito tempo para resgatar a credibilidade e confiança perdidas durante períodos de oscilações de humor.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  7. Marcos 18 de abril de 2016 às 23:00 - Responder

    Boa noite!
    Minha esposa foi diagnosticada com transtorno de humor.
    Ela ainda não aceitou bem o diagnóstico, mas vêem de mantendo seguindo medicação passada pelo psiquiatra.
    Apresentou melhorar siginificativas, mas ainda as fases de variação de humor são bem definidas.

    Notei que os períodos de euforia (mal humor) ficam mais fortes com o consumo de bebidas alcoólicas?
    Está minha percepção é clinicamente coerente?

    • Equipe Abrata 28 de abril de 2016 às 16:38 - Responder

      Caro Marcos

      A sua percepção está perfeitamente coerente. O uso de bebidas alcoólica, somente colaboram para a gravar os sintomas da doença da sua esposa. Devido a medicação, ela também não deve fazer uso da bebida alcoólica.
      Para a sua esposa, será extremamente importante manter a rotina do seu sono, dormir e levantar sempre no mesmo horário. Mudanças no padrão do sono são fortes indutores de oscilações do humor e evitá-las fortalecerá seu equilíbrio. Caso ela tenha dificuldades se houver problemas para dormir ou se permanecer acordado.
      Recomenda a ela para não utilizar álcool, porque estas substâncias causam desequilíbrio no funcionamento do cérebro. Freqüentemente provocam alterações do humor e do ânimo e interferem diretamente no tratamento. Evitar tomar drinques para “melhorar o ânimo” ou “ajudar no sono”, porque só podem piorar. Outra sugestão: Evitar o uso diário de café, drinques, alguns chás, antialérgicos, antigripais e analgésicos, que podem interferir no sono, no ânimo e nos medicamentos. Essas situações podem ser a “gota d’água” para o início de um novo episódio da doença.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares e portadores. Traga a sua esposa também. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento e Integração pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  8. Ricardo 25 de abril de 2016 às 09:39 - Responder

    Boa tarde, tenho entrado no site e blog da Abrata buscando consolo. Minha esposa foi diagnosticada com TAB acerca de um ano atrás. Ela passou por um surto psicótico violentíssimo e teve de ser medicada. Saiu de casa, abandonou a família. Eu e meus filhos. Eu custei muito tempo para entender que o que acontecia com ela de fato era de fundo orgânico. Levava ela nos melhores terapeutas e clínicas onde ela sempre abandona va aterapia depois de algum tempo. Especificamente quando começava a enchergar coisas que lhe incomodavam, enfim…Depois desse surto ela nunca mais foi a mesa..por vezes fica com o olhar vago, distante…como se não estivesse entendendo a realidade. O dr. diz que isso faz parte da psicose. Porém depois que começou a se medicar voltou a ser uma pessoa quase que absolutamente normal em todos os aspectos. Porém a dose de medicação que lhe devolveu a estrutura mental é a mesma que lhe prejudica o corpo com reações adversas terríveis. Tentei auxiliá-la a reduzir a medicação para ver como se sairia e ai as crises de psicose começaram a se instalar novamente. Uma personalidade mais tristonha, depressiva se apodera dela. O que me preocupa muito, demais, é que todo o medicamento apresenta um grande e perturbador quadro de efeitos colaterais muito nocivos. Será que é possível a pessoa depois de algum tempo conviver com esses colaterais de maneira adequada ou a pessoa sempre fica meio “fora da normalidade”, apática meio catatônica quando medicada??? Não tenho experiência disso gostaria de alguma orientação. tudo isso é muito novo para nós…gostaria de informações…saber como lidar com essa doença melhor, alguma literatura para poder compreender isso melhor…
    Obrigado….

    • Equipe Abrata 3 de maio de 2016 às 23:55 - Responder

      Prezado Ricardo,

      Você não especificou qual medicamento sua esposa está usando para o tratamento. De maneira geral, os antipsicóticos mais antigos apresentam como efeito colateral um aspecto robotizado, como se a pessoa estivesse com uma lentificação nos movimentos e uma certa anestesia afetiva. Os antipsicóticos de nova geração, também chamados de antipsicóticos atípicos tendem a ter esses efeitos muito reduzidos e, inclusive, podem melhorar a comunicação e socialização dos pacientes, principalmente os pacientes esquizofrênicos, que tendem a ter uma apatia afetiva após os surtos psicóticos. Mas também acontece que a vivência do surto psicótico é muito intensa e pode deixar marcas cognitivas, afetivas e afetar o relacionamento da pessoa. Enfim, as alterações do comportamento da sua esposa podem estar relacionadas não apenas a efeitos da medicação como a sintomas residuais psicóticos ou mesmo depressivos. Uma coisa podemos garantir, jamais tome a iniciativa de modificar o esquema medicamentoso dela sem orientação de um psiquiatra, para não colocar a saúde mental dela em risco. Mas converse extensamente com o profissional para ver que outras abordagens podem ser necessárias para ajudar na recuperação dela. Pode ser necessário buscar outros medicamentos ou associar psicoterapia individual ou até mesmo familiar. É importante você e sua família saberem que o tratamento não se resume ao tempo do surto ou da crise, mas é um trabalho para o longo da vida.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

    • Gabriela Marchiorato 29 de junho de 2016 às 19:55 - Responder

      Olá Ricardo, tenho THB assim como sua esposa. Estou lendo algumas literaturas que podem auxiliar no esclarecimento de várias questões da doença. Me envie um e-mail, posso lhe passar os nomes dos livros!! É extremamente necessário estudar sobre a doença e seu tratamento, estais no caminho certo!
      Contato: marchioratogabriela@gmail.com

  9. Luiz Neto 6 de maio de 2016 às 00:26 - Responder

    Depoimento impressionante, parabéns pela coragem.

    Tenho 25, diagnostico ha um ano, creio que estou entrando em outra crise, se apegue na FÉ, isso já me tirou de muitos buracos, hoje não consigo ter firmeza espiritual mais, talvez da medicação. E como um padre fala, A fé e uma vela, que precisa de ter uma essência pra queimar. Mas o santo terço e maior que nossas misérias. Que Deus te de o consolo irmão!

  10. Celsa G F Rodrigues 7 de maio de 2016 às 02:56 - Responder

    Em meados de 2007 fui diagnosticada como Bipolar, porém não sabia direito o que era e não dei nem inicio ao tratamento, hoje quase 10 anos depois, me vejo tentando tirar minha vida por várias vezes devido a tristeza que se instala (depressão) e 7 dias depois estou eufórica,quero dançar,viajar,criar coisas…. sinto uma culpa muito grande por tudo e sou muito impulsiva. Tenho outras doenças que surgiram anos mais tarde como miocardiopatia dilatada e ano passado,várias doenças auto imunes. Devido a meu grande custo mensal c medicação,queria saber se existe esse programa no Rio de Janeiro,ou um especialista que aceite Sul America aqui, pois já tenho 48 anos e o meu sofrimento é grande demais, como também para meus filhos e familiares.
    Um diz que tenho que ir para igreja me libertar porque é espiritual, outros que sou fraca, outros que sou mimada, outros que sou desequilibrada, outros que não tenho limites qdo bebo ou fumo meu cigarro… enfim, o que sou?
    Nem eu sei mais, sou bancária há 29 anos e estou licenciada desde 2012 por depressão, não posso tomar doses elevadas de nenhum remédio pq crio meus filhos menores, o que faco? Por isso que as vezes tento fazer a pior escolha, finalizar esse sofrimento.

    • Equipe Abrata 2 de julho de 2016 às 19:59 - Responder

      Querida Celsa

      Muitas novidades aconteceram em relação ao tratamento para bipolaridade de 2007 até hoje. Vc não se cuidou na época, mas agora poderá se cuidar. Procure um psiquiatra para fazer uma nova avaliação e verificar qual será a medicação ideal prá vc. Atualmente tem novas medicações nos mercado, que provocam poucos efeitos colaterais e poderá continuar cuidando dos seus filhos.
      No RJ indicamos o Grupo GABRio. Seguem os contatos. GABrio – Grupo Afetivo Bipolar Rio – Local: Rio de Janeiro.
      Esse grupo é dedicado a portadores, pais, familiares e amigos, profissionais das áreas de saúde e a todos que se interessarem em saber mais sobre o Transtorno de Humor Bipolar. Mais informações: (21) 2576- 5198 Av 28 de Setembro, 389 – Sétimo Andar – Auditório. Ed. Vila Trade Center – Vila Isabel – RJ. Converse com a psiquiatra Dra Evelyn Vinocur e veja se ela atende o seu Plano de Saúde. Diga que foi a ABRATA que indicou ela a você. Mas participe também das atividades dos grupos, pq não tem custos e será muito bom prá vc e pra sua família.
      Celsa vc está precisando de cuidados e dos tratamento para a bipolaridade. Somente isso! Cuidando-se vc poderá ter uma vida com mais qualidade. Mas será necessário seguir as orientações do psiquiatra, para poder melhorar. E deverá evitar tomar bebidas alcoólicas, que só lhe trarão mais prejuízos.
      No site da ABRATA vc também poderá baixar o livro em PDF – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  11. CARLA CARDOSO BATISTA 14 de maio de 2016 às 12:37 - Responder

    EU TENHO TRANSTORNO BIPOLAR E ESTOU PASSANDO MAL AGORA EM MINHA CASA, ESTOU SEM TRATAMENTO E NÃO ESTOU RECEBENDO PAGAMENTO. ME MUDEI PARA OUTRA CIDADE PARA FICAR PERTO DA MINHA FAMÍLIA MAS ELES NÃO ESTÃO ME AJUDANDO. SOU PROFESSORA DE HISTÓRIA DA REDE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO E ESTOU EM LICENÇA SEM VENCIMENTO SEM RECEBER SALÁRIO, SEM MEDICAÇÃO E SEM TRATAMENTO. MINHA MÃE TEM DEPRESSÃO E VEIO EM MINHA CASA ESTES DIAS E TROUXE UM REMÉDIO QUE ELA TOMA, UM ANTIDEPRESSIVO QUE EU SÓ PIOREI. ANTI DEPRESSIVO SOZINHO SÓ ME FAZ PIORAR POIS MEU TRATAMENTO É TRADICIONAL E EU TOMO UM CONJUNTO DE REMÉDIOS. POR FAVOR, EU PRECISO DE AJUDA!!!!!!!

    • Equipe Abrata 2 de julho de 2016 às 21:22 - Responder

      Olá Carla

      Vc está mesmo precisando de ajuda! Procure por uma pessoa da sua confiança, seja um familiar ou não, uma amiga, que possa estar com vc nestes momentos ruins. E neste momento somente podemos orientá-la a procurar a farmácia de alto custo do serviço público para obter a sua medicação gratuitamente. Mas antes será necessário passar por psiquiatra para fornecimento da receita e dos formulários necessários. Evite tomar medicação que não foi prescrita para vc e que antemão já sabe que não lhe fará bem. Procure o serviço do CAPs em sua cidade, ou mesmo um pronto socorro psiquiátrico, se houver. Caso contrário procure o Pronto Socorro geral.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  12. Airton 27 de maio de 2016 às 01:14 - Responder

    Tive um relacionamento com uma mulher de 49 anos que foi diagnosticada com TAB. Eu percebi que algo estava muito errado com ela quando, após uns 20 dias de relacionamento, ela foi ficando deprimida e acabou o namoro sem mais nem menos. Passados uns 20 dias, ela voltou a mandar mensagens e voltamos. Foram 5 surtos depressivos com uma agressividade enorme. Durante os surtos, ela se afastava e não respondia aã minhas mensagens, não atendia os telefonemas e não queria me ver. Tivemos conversas sobre o assunto e eu pedi que ela fosse ao psiquiatra, quando ela foi diagnosticada, mas não quer tomar remédios porque diz que fica parecendo um vegetal. Ela não se dá com ninguém da família e nem com a única filha e genro. Todos se afastam dela. Na 6.a vez que ela surtou, se afastou de mim e me maltratou, sendo agressiva e ordenando para eu esquecê-la. Passado 1 mês ela voltou a falar comigo, porém eu rompi, educadamente, o relacionamento explicando os motivos para ela. Notei um distanciamento, uma frieza, uma falta de afetividade como se eu fosse um inimigo dela. É triste, porém ela não manifesta carinho e afeto para comigo, o que torna o relacionamento impossível.

    • Equipe Abrata 5 de março de 2017 às 10:15 - Responder

      Olá Airton.

      O transtorno bipolar é uma das doenças mentais mais tratáveis. Porém, a falta de adesão ao tratamento é o grande problema.
      As pessoas com o transtorno bipolar desconhecem que o tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia pode fornecer uma
      vida produtiva, com qualidade e satisfação.
      Enquanto não houver essa conscientização, vão sofrendo e fazendo sofrer quem os cerca.
      Acreditamos que você tenha feito o possível para ajudá-la … mas não surtiu efeito, não é mesmo?
      E saiba também que os relacionamentos ficam afetados quando a pessoa com transtorno bipolar se nega a se tratar. É muito
      comum.
      E há também a desistência do tratamento por causa dos efeitos colaterais dos medicamentos. Muitos desconhecem que o psiquiatra
      pode diminuir a dose ou trocar o medicamento por outro que seja bem mais tolerado.
      Desconhecem, ainda, que a adesão ao tratamento reduz as chances de recorrência de crises, controla a evolução do transtorno,
      reduz a chance de suicídio e reduz a intensidade de eventuais episódios.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  13. Milena Falcão 18 de junho de 2016 às 10:31 - Responder

    Bom dia!
    Neste momento estou passando por um sério problema….procuro alguém que me entenda e que possa conversar…não sei nem por onde começar..nem sei se esse é o lugar certo pra isso…como cheguei ao abrata depois de muito pesquisar sobre problemas que enfrento a mais de 3 anos….digamos que através de pesquisas cheguei a conclusão de que ou sofro de depressão ou transtorno bipolar…tbm não sei se uma coisa tem haver com a outra…a verdade é que preciso de ajuda…preciso conversar com pessoas que me entendam…a cada ano que passa…eu sempre penso que esse problemas foram superados..mas a cada ano há situações que me provam o contrario como essa que estou passando neste momento… Ontem fiz parte de um ensaio fotográfico…e hoje essas fotografias foram postadas nas redes sociais…porque eu autorizei….e todos amaram o ensaio….EU ESTOU NO CHÃO JÁ CHOREI MUITO PORQUE ESTOU ME SENTINDO A PESSOA MAIS FEIA DO UNIVERSO,ESTOU NERVOSA,TREMENDO MUITO, EU ODIEI AS FOTOS. Eu não estou me compreendendo…eu tirei as fotografias ontem..me diverti muito..hoje estou no chão por causa delas….todo momento que penso nelas sinto vontade enorme de chorar e ir embora pra casa.. me trancar…. ESCREVO ESTA MENSAGEM NO MEU LOCAL DE TRABALHO. Eu já passei por varias outras situações…nunca fui a um medico…e hoje eu não acho que essas situações sejam normais. (ESCREVO ESSA MENSAGEM COMO MUITA VERGONHA…ME SENTINDO UMA LOUCA E REZANDO PRA QUE MEUS FAMILIARES NÃO VEJAM….ISSO TBM NÃO É NORMAL).
    Qualquer ajuda,qualquer opinião,qualquer consolo que vier através deste depoimentos,AGRADEÇO.

    • Equipe Abrata 5 de julho de 2016 às 16:38 - Responder

      Querida Milena

      Quando sofremos por qualquer situação na vida o ideal será sempre buscar o apoio. Agradecemos a sua confiança em nos procurar. Imaginamos que vc seja ainda muito jovem e que a ambivalência de sentimentos seja em parte natural. Mas, se os sentimentos, a alteração de humor está lhe fazendo mal, maltratando-a, considere com carinho a possibilidade de procurar um médico psiquiatra. Os médicos existem para nos ajudarem a ter uma fica com mais qualidade, mais saúde e bem estar. Jamais sinta vergonha dos seus sentimentos ou mesmo das dificuldades que surgem para entender o que se passa com vc e para aceitar as inúmeras situações que a vida nos impõe. Cuide-se é a palavra que queremos lhe deixar. Cuide-se com muito carinho! Ninguém melhor do que vc mesma para cuidar, procure a ajuda de um médico ou mesmo de um psicólogo.
      estamos por aqui.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

      • Milena Falcão 16 de julho de 2016 às 11:00 - Responder

        Bom dia,equipe!
        Fico muito agradecida pela resposta! Obrigada pelo espaço importantíssimo que voces nos dão!
        Procuro sempre estar lendo os depoimentos e me identifico muito.
        Realmente sempre achei que fosse questão de idade,porem já estou com 19 anos , e todo esse tormento não vem de hoje.
        Quando escrevi a primeira mensagem chorei muito e agr escrevendo essa a emoção toma conta de novo ( e acho que isso tbm não é normal),mas apenas essa mensagem já me causa um grande alivio.
        Esqueci de dizer que há alguns anos quando tudo começou e cheguei a pensar no pior ( prefiro não escrever a palavra,pois me causa um aperto imenso ) recorri a Fé que tenho em Deus e no Amor pela minha Familia,Já passei por varias situações que me levam a pensar que isso tudo não é normal, por exemplo uma vez eu Tive que pegar condução um pouco tarde da noite pra voltar pra casa…e tive que pegar a condução sozinha…um certo momento comecei a chorar desesperada e pedi pra que o motorista parece o ônibus eu senti um medo muito grande um aperto enorme no peito,liguei pra meu pai ir me buscar naquele mesmo instante cheguei em casa chorando e só queria abraçar meus pais e deitar em minha cama,coração a mil por hora. SIM TUDO ASSIM DO NADA SEM PORQUE.
        Sinto muito alivio só de escrever essa mensagem. é muito bom saber que não sou unica que sofre com coisa do tipo.
        Obrigada de coração! Com toda certeza vou procurar ajuda! Obrigada mesmo!

        • Equipe Abrata 17 de julho de 2016 às 10:44 - Responder

          Querida Milena

          O essencial é que vc está percebendo que necessita de ajuda e pretende buscá-la. Cuidar-se é uma ato de amor para com vc mesma. Siga em fente neste caminho.
          Estamos por aqui e apareça quando desejar.
          Grande abraço.
          Equipe ABRATA

  14. Celsa G F Rodrigues 2 de julho de 2016 às 20:17 - Responder

    Obrigada, vou entrar em contato com a psiquiatra e informar que foi indicacão de voces. Preciso saber onde ocorrem os encontros no Rio de Janeiro

  15. Zípora Prado 5 de julho de 2016 às 21:13 - Responder

    Puxa! Queria tanto te ajudar! Não tem nenhum Caps perto da sua casa? Vá ao posto de saúde , a um hospital! Não fique em casa sofrendo! Procure um a gente de Saúde! Melhoras!

    • Equipe Abrata 6 de julho de 2016 às 20:08 - Responder

      Olá Zipora

      Agradecemos o seu contato e manifestação de apoio.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  16. Cristiane 12 de setembro de 2016 às 23:43 - Responder

    Olá, moro no Paraná, fui diagnosticada há 3 anos, mas sofro com a doença desde que tive meu filho há sete anos.
    Faço consultas mensais e sessões com psicólogo. Não tem sido fácil, até me encontro afastada de meu trabalho.
    Mas acima de tudo, independente de crença , sabemos que não temos cura mas tratamento.
    Pare e pense, apesar de todo o sofrimento somos tão fortes, que nos tornamos seres mais que especiais.
    As recaídas vem, mudanças de medicações acontecem, mas SOMOS ESPECIAIS!

    • Equipe Abrata 12 de fevereiro de 2017 às 16:55 - Responder

      Olá Cristiane.

      Agradecemos a sua mensagem, que transparece a sua força e um desejo de se estabilizar.
      Parabéns!
      Abs.
      Equipe ABRATA.

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