Crianças e Transtornos de Humor (Bipolaridade e Depressão)

Uma tempestade no meu cérebro

“Felicidade oculta” – Jackie de 16 anos

“Felicidade oculta” – Jackie de 16 anos 

O que é transtorno de humor?

Às vezes, todo mundo se sente triste, animado ou com raiva. Quando as crianças se sentem muito raivosas, muito agitadas, ou muito tristes, significa que elas podem ter um transtorno de humor.

Um transtorno de humor é uma doença do cérebro. Os sentimentos, pensamentos e comportamentos devidos aos transtornos de humor podem causar problemas na vida de uma criança.

"O humor elevado" - Aaron de 7 anos

“O humor elevado” – Aaron de 7 anos

 O transtorno de humor

Quando o humor está elevado a criança se sente tão forte como um grande dilúvio, um tornado, ou até mesmo como um furacão. Ela pode se manter neste clima de sensações de ser forte durante semanas ou até meses, mas de um momento para outro pode mudar rapidamente desse sentimento ou pensamento para outro, sem qualquer motivo.

O transtorno de humor não deixa que as crianças apreciem coisas como as  situações de ir à escola ou brincar com outras crianças. O humor elevado faz com que as crianças ajam de maneiras que elas sabem serem erradas ou de maneiras que elas ferem a si mesmas ou a alguma outra pessoa.

"O humor para baixo” - Aaron de 7 anos

“O humor para baixo” – Aaron de 7 anos

Como as crianças se sentem quando descobrem que têm um transtorno de humor?

Com medo, envergonhadas, ou com raiva. “Por que eu?” elas pensam.  Ficam tristes porque seus cérebros não estão funcionando como o das outras crianças. Ficam assustadas imaginando se vão melhorar. Ficam agradecidas por saber o que está errado e que há ajuda e esperança.

"Eu bipolar" – Kareem de 13 anos

“Eu bipolar” – Kareem de 13 anos

Posso melhorar?

Sim. Com a ajuda dos seus familiares, amigos e médico, você pode se sentir melhor. O seu médico poderá dar-lhe remédios para tratar a doença em seu cérebro. Algumas vezes você pode precisar tomar mais de um tipo de medicamento ou tentar diferentes tipos para ver qual funciona melhor. Médicos especialistas podem falar com você para ajudá-lo a sentir-se melhor. Outras crianças com transtornos de humor e suas famílias (um grupo de apoio) podem ajudar você e sua família.

"Pagando pelos danos causados" - Gabriel de 8 anos

“Pagando pelos danos causados” – Gabriel de 8 anos

Isso significa que eu sou uma pessoa má?

Não, você não é uma pessoa má. Você não causou a doença. Não é culpa sua. Algumas vezes a doença pode levar você a fazer algo que você sabe que é errado. Isso ajuda você a dizer que está arrependido e que vai tentar não fazer isso de novo.

"Eu sou normal?" -  Chelsea de 11 anos

“Eu sou normal?” – Chelsea de 11 anos

"Boba ... Séria ... Feliz ... Irritada ... Triste" - Samantha de 13 anos

“Boba … Séria … Feliz … Irritada … Triste” – Samantha de 13 anos

O que é mania e como você se sente?

Mania é quando a criança se sente exageradamente animada ou irritada e com muita energia. É uma parte do transtorno bipolar, doença também conhecida de psicose maníaco-depressiva.

No transtorno bipolar o humor varia entre mania (animação ou irritação) e depressão (triste ou de mau humor). Pode também acontecer as duas coisas ao mesmo tempo. Isso é chamado de estado misto.

"Como Monstros" - Jordan de 6 anos

“Como Monstros” – Jordan de 6 anos

Durante a mania você pode:

  • Sentir-se feliz ou bravo com coisas que não fazem a maioria das pessoas sentirem-se felizes ou bravas. Você pode não ser capaz de parar de rir de alguma coisa que ninguém mais acha engraçado ou ficar com raiva de alguma coisa que não deixa qualquer outra pessoa com raiva.
  • Sentir-se como se tivesse poderes especiais, como por exemplo, subir no telhado e voar ou ser diretor da sua escola.
  • Ter muitos pensamentos na sua cabeça ou pensamentos que passam muito rapidamente.
  • Não ser capaz de se concentrar no que está fazendo.
  • Não ser capaz de sentar-se quieto.
  • Não querer dormir muito ou querer ficar acordado a noite toda fazendo coisas.
  • Falar mais rápido ou mais alto do que todas as outras pessoas e ficar bravo se alguém tentar parar você.
  • Fazer coisas perigosas.
  • Não ser capaz de parar de pensar em corpos ou tocar suas partes íntimas.
  • Ouvir vozes dizendo para você fazer alguma coisa ou ver pessoas e coisas que
    realmente não estão lá.
"Que não se enquadra neste Universo” - Rachel de 16 anos

“Que não se enquadra neste Universo” – Rachel de 16 anos

que é a depressão e como você se sente?

“Autoretrato”- Lauren de 9 anos

“Autorretrato”- Lauren de 9 anos. 

Depressão é se sentir muito triste ou de mau humor por muito tempo.

Durante a depressão você pode:

  • Não gostar de qualquer coisa, mesmo coisas que costumavam ser divertidas.
  • Sentir-se muito triste ou chorar muito.
  • Sentir-se irritado.
  • Pensar ou falar sobre o desejo de estar morto.
  • Sentir-se solitário como se ninguém se importasse com você.
  • Ficar facilmente chateado.
  • Não ser capaz de dormir ou dormir demais.
  • Não querer comer ou estar com fome o tempo todo.
  • Ter dificuldade em prestar atenção.
  • Sentir que seu corpo é tão pesado que você mal consegue se mover ou falar.
  • Não ter vontade de ver os amigos ou falar ao telefone.
  • Ter dor de cabeça ou dor de estômago.
“Sem título”- Samantha de 13 anos

“Sem título”- Samantha de 13 anos

 E se eu quiser me ferir ou me matar?

  • Estes pensamentos ou sentimentos são causados ​​pela doença, e irão embora quando você  ficar melhor. Não se esqueça de contar para os seus pais e seu médico quando você tem esses sentimentos.
  • Conte a um adulto imediatamente. Se você não quiser falar com sua mãe ou seu pai, diga para uma tia, tio, amigo da família ou professor. Se não houver ninguém para conversar, no Brasil, você pode ligar para 141 – CVV.
  • Não use álcool, drogas ou comprimidos que não sejam para você.
  • Não fique sozinho, encontre alguém com quem você possa conversar ou sentar-se quietinho ao lado dessa pessoa.
"O que eu sou?" – Maria de 15 anos

“O que eu sou?” – Maria de 15 anos

 O que posso fazer para ficar bem?

  • Siga as instruções do seu médico sobre tomar os remédios.
  • Lembre-se que pode levar algum tempo até você começar a se sentir melhor.
  • Descubra o que a doença faz você fazer, dizer ou pensar. Diga a seus pais e ao seu médico se essas coisas voltarem, para que você possa obter ajuda imediatamente.
  • Faça desenhos ou escreva sobre como você se sente.
  • Converse com outras crianças que têm a mesma doença.
  • Conte aos seus pais ou professores se você estiver preocupado com as coisas que acontecem na escola ou com os amigos.
  • Dê uma caminhada, ande de bicicleta ou dê um mergulho.
  • Coma alimentos saudáveis, faça exercícios e durma bastante.
  • Se você se sentir deprimido, conte para alguém.
  • Vá para fora tomar sol ou assista filmes engraçados.
  • Vá para a cama e acorde na mesma hora todos os dias.
  • Se a sua doença se agravar, lembre-se que você vai se sentir melhor.
  • Nunca perca a esperança.
"Mais dias bons" - Zac de 7 anos

“Mais dias bons” – Zac de 7 anos

Informações para pais e professores

PAIS: O que você pode fazer para o seu filho

  • Saiba mais sobre os transtornos de humor e os tratamentos para depressão, transtorno bipolar e outras doenças que seu filho possa ter.
  • Mantenha um diário de humor do seu filho, anotando sua energia, comportamento, comunicação de preocupações, resposta ao tratamento e sono. Compartilhe isso com o médico.
  • Leve seu filho para ser avaliado por um psiquiatra infantil, com experiência em transtornos de humor de início precoce.
  • Leve seu filho para ver um neuropsicólogo ou psicólogo educacional e ser avaliado sobre as dificuldades ocultas de aprendizagem que possam causar-lhe estresse na escola.
  • Priorize os sintomas e resolva-os por ordem de gravidade.
  • Ajude seu filho a manter uma rotina de sono, refeições e atividades.
  • Antecipe ou evite situações estressantes, limite filmes e programas de TV que sejam amedrontadores e esteja preparado para sair dos eventos mais cedo, se necessário.
  • Evite luzes brilhantes, barulho, lojas grandes e grupos, que possam ser super estimulantes.
  • Nunca dê ao seu filho outros medicamentos (prescritos, que podem ser comprados sem receita ou “naturais”/ fitoterápicos) sem consultar primeiro o médico dele.
  • Use uma música suave, fitas de relaxamento, luzes difusas, banhos quentes e massagem para ajudá-lo a adormecer.
  • Aprenda mais sobre o valor terapêutico de animais de estimação.

PAIS: Coisas para fazer para si mesmos

  • Lembre-se que você não causou o transtorno de humor do seu filho.
  • Ignore comentários críticos feitos por amigos, parentes e estranhos bem-intencionados.
  • Cuide-se fazendo exercícios, comendo direito e dormindo o suficiente.
  • Procure ajuda se você não puder comer ou dormir, ou se desenvolver ansiedade ou sintomas de humor (acontece com muitos pais).
  • Confie em seus instintos. Obtenha uma segunda ou terceira opinião, se o conselho de um profissional não fizer sentido para você.
  • Mantenha a esperança. Encontre consolo espiritual e saídas criativas.
  • Junte-se a um grupo de apoio e encontre outros pais de crianças com transtornos de humor.
  • Dicas para professores

Os transtornos de humor e medicamentos usados ​​para tratá-los pode afetar uma criança no:

  • Comparecimento às aulas.
  • Atenção e concentração.
  • Sensibilidade à luz, barulho e estresse
  • Motivação e energia disponível para a aprendizagem

O funcionamento de uma criança pode variar muito em diferentes momentos ao longo do dia, da estação e do ano escolar. A flexibilidade é importante.

Algumas estratégias úteis:

  • Eduque-se. Saiba mais sobre transtornos de humor e os efeitos colaterais de tratamentos prescritos para seu(s) aluno(s).
  • Identifique e reduza os estressores: forçar muito o uso dos sentidos, tédio, bullying, lição de casa e competição.
  • Sugerir testes psicoeducacionais.
  • Identifique uma pessoa e o local na escola onde a criança possa ir se os sintomas tornarem-se muito fortes.
  • Desculpe atrasos e ausências por fadiga, ansiedade, depressão e outros sintomas.
  • Solicite treinamento sobre estratégias para ajudar os alunos com transtornos de humor.
  • Lembre-se que voz baixa e uma atitude calma são mais eficazes do que o confronto.
  • Facilite a comunicação freqüente entre o lar da criança e a escola usando um caderno vai-e- volta, telefonemas ou e-mail.
  • Forneça à criança acesso ilimitado à água para beber e ir ao banheiro.
  • Incentive a expressão e a aprendizagem por meio da arte, música e escrita criativa.
  • Seja flexível com as atribuições, deveres de casa e técnicas de testes.
  • Para transições mais suaves, permita tempo extra e avise previamente cada mudança de pessoal ou de rotina.
  • Permita movimento físico e pausas freqüentes por necessidade dos alunos.
  • Esteja ciente das mudanças que sinalizam recaída. Pergunte aos pais e ao médico o que observar e como você pode ajudar.
  • Fale sobre os transtornos de humor para todos os seus alunos.
  • Não permita brincadeiras, insultos ou xingamentos.

Fonte: http://www.dbsalliance.org/site/PageServerpagename=education_brochures_storm_in_my_brain

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Destaques

Seja um Voluntário ABRATA

A ABRATA seleciona candidatos para o trabalho voluntário que estão disponíveis para doar seu talento, tempo e trabalho para a prestação do serviço voluntário ao próximo. Não há necessidade de experiência em lidar com os familiares e as pessoas com transtorno bipolar e depressão, basta apenas ter a vontade e o desejo de ajudar.

Campanha “Pode Contar”

A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

2018-02-02T17:13:13+00:00 17 de outubro de 2015|Categorias: Blog, Sem categoria|8 Comentários

8 Comentários

  1. Oscar Büschel 19 de outubro de 2015 às 04:22 - Responder

    Prezada Equipe Abrata, bom dia !

    No texto sobre bipolaridade em crianças é afirmado que a doença (TAB) é do cérebro.
    A literatura sempre enquadra o TAB como uma doença mental .
    Por favor, me esclareçam o que é cérebro e o que é mente ?
    Na minha santa ignorância , parece que cérebro é o hardware e a mente seria o software. Tô muito enganado ?
    Obrigado pela atenção.
    Oscar (bipolar c/ diagnóstico em 1991)

    • Equipe Abrata 6 de março de 2017 às 09:51 - Responder

      Prezado Oscar.

      Relação da mente e do cérebro:

      Durante milhares de anos, milhares de pessoas questionaram-se sobre quais são as funções do cérebro, outros milhares sobre o que era realmente a mente e outros ainda sobre quais as funções da mente. Um pouco mais esclarecidos sobre estes três temas, estas milhares de pessoas depararam-se com um novo problema: qual a relação existente entre a mente e o cérebro?
      O cérebro é uma estrutura física, um órgão, considerado por muitos como o mais importante, que controla tudo o que um indivíduo faz. A mente é um sistema integrador de processos dinâmicos em interação: processos conativos, cognitivos e emocionais. Um pouco confuso não? De uma forma mais simples, a mente constitui o lugar da atividade psíquica, considerada na sua totalidade, englobando operações conscientes e não conscientes, entre elas as emoções e os sentimentos. Assim, a mente é algo imaterial, invisível e, portanto, não palpável.

      O desenvolvimento do cérebro ao longo da nossa vida é condicionado não só pelo meio em que estamos inseridos, mas também pelas experiências que temos. Uma prova disso é o caso das crianças selvagens que vivem num ambiente diferente do comum e têm experiências diferentes das nossas. Como tal, os cérebros destas crianças não se desenvolvem de forma igual à das pessoas comuns.

      Mas, também a mente é capaz de influenciar o desenvolvimento do cérebro do ser humano. O fato de nós exercitarmos mais ou menos a mente, compromete o desenvolvimento do cérebro. Isto significa que o desenvolvimento da mente influencia o do cérebro, da mesma forma que o desenvolvimento do cérebro influencia o da mente.

      Esta última condição é novamente verificada com o caso das crianças selvagens. A essência de uma pessoa está na existência de funções mentais que permitem a ela pensar e perceber, amar e odiar, aprender e lembrar, resolver problemas, comunicar-se através da fala e da escrita, criar e destruir civilizações. Ora, depois de capturadas e estudadas, sabe-se que estas crianças não desenvolvem qualquer tipo de emoções e sentimentos e que a aprendizagem é bastante difícil para elas pois a mente é construída de uma forma diferente da nossa.

      Deste modo, talvez seja errado afirmar que o tipo de cérebro com que nascemos é relevante para o tipo de mente que vamos construir, uma vez que todos nascemos nas mesmas condições mas, dependendo do modo que são usadas, estimuladas, reforçadas e educadas, a mente desenvolve-se de maneira diferente em cada indivíduo. A construção da mente é, portanto, relativa.

      Outro dos aspectos que permite retirar conclusões relativamente à relação entre o cérebro e a mente é o comportamento. Designando por comportamento a manifestação pública dos processos mentais, é possível afirmar que sem mente não existiria o comportamento. Sendo os nossos comportamentos controlados pelo nosso cérebro, a relação entre o cérebro e a mente é realçada.

      O cérebro e a mente estão então inter-relacionados: um influencia o outro de forma mútua. Pode assim afirmar-se que apresentam uma relação de interdependência que poderá ser melhor entendida usando a famosa metáfora do hardware (cérebro) e do software (mente). Tal como sem o hardware o software de um computador não pode existir, sem o cérebro, a mente não pode existir, sem a manifestação comportamental, a mente não pode ser expressada.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  2. silvia borges 19 de outubro de 2015 às 15:58 - Responder

    Olá, sou bipolar achei lindo o que escreveram, será que vocês sabem aonde tem grupos de ajuda, até mesmo sait ou qualquer coisa pra me ajudar, desde já agradeço.

    • Equipe Abrata 19 de outubro de 2015 às 17:50 - Responder

      Prezada Silvia!
      Se você reside em SP,aproveitamos a oportunidade e a convidamos para participar dos Grupos de Apoio Mútuo, para familiares e pessoas com transtornos do humor. São grupos separados, e esta atividade é muito importante, porque as pessoas trocam experiências e aprendem a encontrar soluções a partir do contato com quem conhece o problema.
      Caso queira participar é necessário agendamento pelo telefone (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira das 13:30 às 17:00 horas.
      No nosso site também encontra vários artigos e informações sobre transtornos do humor, link: http://www.abrata.org.br.
      Você será muito bem vinda!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  3. Flávia rosario 18 de novembro de 2015 às 10:24 - Responder

    Bom dia!

    Tenho uma filha com transtorno bipolar de 12 anos, e gostaria de saber se tem algum grupo de apoio aos pais e a própria criança , como o Abrata no Rio de Janeiro, pois moramos nessa cidade.Muito obrigada!

    • Equipe Abrata 18 de novembro de 2015 às 17:19 - Responder

      Prezada Flávia!
      Sugerimos que procure os CAPS da sua região, que são Centros de Apoio Psicossociais. Às vezes eles tem tratamentos e informações sobre transtornos do humor.
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  4. Alice Montgomery 10 de julho de 2017 às 18:53 - Responder

    Olá!
    Eu tenho uma dúvida: eu acho que apresento alguns dos sintomas da bipolaridade. Desde o início da minha adolescência (mais para quando tinha 13 anos) que notei que era capaz de rir como uma louca durante as aulas porque me lembrava de piadas de anos atrás, não me conseguia concentrar num simples exercício que se fazia em três tempos, ficava irritada com uma pequeníssima coisa que as minhas amigas fizessem, entre outras coisas. Sempre pensei que eu fosse simplesmente impaciente, idiota ou até temperamental e insuportável, até porque me diziam que eram as “hormonas” aos saltinhos (comportamento típico de adolescentes) mas reparei que a minha mãe tem um comportamento semelhante, só que nela ainda pior. Ela é capaz de estar uma semana sem se zangar com ninguém e depois, lembrar-se de se pôr aos berros por uma tarefa que eu não tivesse feito e manter isso durante quase três semanas ou ficar agressiva.
    Eu também sou capaz de ficar agressiva, furiosa e deprimida numa questão de minutos. Li que a bipolaridade é um transtorno hereditário. Poderia ser isso ou apenas sermos temperamentais?

    • Equipe Abrata 13 de julho de 2017 às 11:34 - Responder

      Prezada Alice.

      Agradecemos a sua mensagem.
      Procure um médico psiquiatra para que seja diagnosticada apropriadamente e, se for o caso, tratar-se adequadamente, com medicamentos
      e psicoterapia.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

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