Amar Alguém Com Transtorno Bipolar

Jennifer Marshall (depoimento)

amar alguem

Eu serei a primeira a admitir que amar alguém com transtorno bipolar amar é fácil. Meu marido vai ser a segunda pessoa a dizer-lhe isso. Nós certamente tivemos a nossa quota de grandes altos e baixos, mas conseguimos fazê-lo ao longo dos últimos oito anos e meio da minha vida até agora, com bipolar, e estou confiante de que, se nós chegamos até aqui, vamos estar nele para durante longo percurso.

Eu fui diagnosticada com transtorno bipolar com a idade de vinte e sete anos, depois de ter experimentado dois episódios maníacos graves separados por duas semanas de intervalo, sendo que ambos me levaram a um hospital psiquiátrico.  A vida antes da doença mental era boa – muito boa. Meu marido e eu estávamos casados ​​há dois anos, nós tínhamos comprado a nossa primeira casa, assim como as nossas carreiras profissionais estavam indo excepcionalmente bem. Mas então, de repente, era como se nós fossemos jogados ao mar sem um bote salva-vidas ou um navio de resgate à vista.

Era nadar ou afundar.

Graças a Deus o meu marido era campeão de natação na escola e eu joguei polo aquático durante quatro anos no clube na faculdade.

Porque com o amor e o forte apoio do meu marido, juntos, nós fomos para a terra seca.

“Na doença e na saúde …”

Essas palavras nunca tocaram mais verdadeiramente para nós, do que durante o primeiro ano após o meu diagnóstico. Eu caí na mais intensa e dolorosa depressão que me fez sentir como se eu tivesse me perdido. Uma vez corajosa, impulsionada, feliz e cheia de paixão para a vida, o brilho nos meus olhos se foi. Eu chegava em casa do meu trabalho e um tempo após, a cada noite, eu entraria em colapso no sofá em frente à TV, as lágrimas fluindo rápido e duramente. Meu marido estava lá, sempre para ouvir. Ele me envolvia amorosamente em seus braços para me dizer que ia ficar tudo bem, como se fosse a primeira vez. Ele nunca se queixou sobre a minha doença. Nem uma vez.

Eu precisava dele e ele estava lá para mim. Ele manteve o seu voto de casamento, e mesmo quando os dias se passavam e parecia que eu nunca poderia ficar melhor, permaneceu. Ele ouviu a minha luta, ele me confortou quando eu não era mais capaz de encontrar alegria nas coisas que eu costumava amar, e ele não desistiu.

Com o tempo, eu encontrei o meu caminho para a recuperação e meu marido estava ali comigo, em cada passo do caminho. Sem o seu amor incondicional e encorajamento, eu tenho certeza que eu não teria feito isso. Para nós, isso é a chave para manter o foco em nossa promessa de um ao outro, para ser rocha do outro, não importa o quê. Com um forte sistema de apoio, quer se trate de um conjuge, amigo próximo ou membro da família, eu acredito que qualquer um pode superar o diagnóstico da doença mental.

Fonte: http://ibpf.org/blog/loving-someone-bipolar-disord

« Voltar

Destaques

Seja um Voluntário ABRATA

A ABRATA seleciona candidatos para o trabalho voluntário que estão disponíveis para doar seu talento, tempo e trabalho para a prestação do serviço voluntário ao próximo. Não há necessidade de experiência em lidar com os familiares e as pessoas com transtorno bipolar e depressão, basta apenas ter a vontade e o desejo de ajudar.

Campanha “Pode Contar”

A campanha "Pode Contar", é uma iniciativa do Laboratório Sanofi-Medley, com o apoio da ABRATA, que visa ajudar, com empatia, pessoas que lhe sejam próximas e colaborando para o enfrentamento da depressão. É também um canal de ajuda para quem apresenta depressão, fornecendo informações sobre os sintomas, causas, como lidar, e acima de tudo: como fazer para pedir ajuda e não se "sentir sozinho".

Campanha “Depressão Bipolar, está na hora de falar sobre isso”

Depressão bipolar: está na hora de falar sobre isso” é a mais nova campanha da Daiichi Sankyo, que tem o apoio da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O objetivo é conscientizar a população em geral sobre a importância da depressão bipolar, doença que atinge mais de seis milhões de brasileiros e depende de melhor diagnóstico e tratamento adequado.

59 Comentários

  1. Zípora Prado 9 de junho de 2014 às 20:08 - Responder

    Puxa, eu tbm passei e passo por isso todos os dias e tenho o amparo do meu marido. Só eu sei como é difícil viver assim. Vamos pedir força a Deus. Tenho certeza que Ele nos ajudará. Eu tbm sou bipolar e sei muito bem do que vc tá falando. Força e acredite mais em vc. Bjs!

  2. Alexandre 9 de junho de 2014 às 20:11 - Responder

    Olá ! Moro em Criciúma, SC. Infelizmente, comigo, foi tudo ao contrário. Eu vivia na euforia e tive a crise depressiva aos 25 anos. Era 1998 e ninguém entendia minha mudança de comportamento. De R$ 10 mil por mês, passei a nada. (perdi tudo).
    Minha mulher foi a primeira a me abandonar. Passei nove terríveis anos sentindo a falta dela, pois nunca guardei rancor.

    Hoje, aos 41, estou eutímico desde 2006 (com medicação e psicoterapia). Passei em primeiro lugar num disputado concurso público e arrumei minha vida.

    Mas, talvez tenha sido melhor assim. Mas que o estigma, a indiferença e a falta de amor arrebentam com um homem, sim,; fazem um estrago na vida do cara.

    Quem ‘comprou minhas ações’ na época de baixa, hoje ganhou lucros até hoje, pois há muito não incomodo ninguém, sou independente em todas as áreas e vivo tranquilo.

    • Equipe Abrata 24 de junho de 2014 às 17:56 - Responder

      Olá Alexandre

      Agradecemos o seu relato de superação a uma doença e à problemática que o transtorno do humor pode ocasionar na vida de um portador. Quando a pessoa com o transtorno bipolar “descobre” que o seu estado melhora significativamente quando inicia um tratamento adequado, apesar de não existir uma “cura”, reduz as dificuldades, supera os estigmas sociais e familiares e concentra-se num tratamento eficaz que promoverá e será prossível chegar a estabilização com uma vida produtiva e afetiva de qualidade.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  3. Ronaldo Andrioli Fogaça 9 de junho de 2014 às 21:45 - Responder

    Amei demais sua história de amor com aquele probleminha que nós temos para deixar a gente mais esperto. E digamos a verdade, sofrer pra burro!
    Eu faço tratamento para depressão há 6 anos. Há 2 anos me diagnosticaram como bipolar e minha medicação mudou um pouco. Hoje, meu diagnóstico é transtorno de humor persistente não identificado. Eu sinto apenas a depressão. Ela já causou todos estragos possíveis. Falando em amor, perdi 2 relacionamentos que poderiam dar certo se eu não ficasse tão irritado em minhas crises e xingasse tanto. Agora já consigo ser mais controlado. Minha depressão passou a ser degenerativa. Eu faço tratamento há 6 anos e não deu resultado. Estou com prejuízo cognitivo e tende a piorar.
    Mas o que me animou é o fato de que existem pessoas que gostariam de poder ser meus companheiros. Revisando que eu prejudicava muito as pessoas que me amassem, eu optei por não ter mais relacionamentos.
    Com seu depoimento, me encorajei a tentar novamente e espero que o próximo companheiro só separe de mim na hora da morte. Afinal, todo mundo é muito esquisito. E eu não dou trabalho quando estou em crise. Apenas não gosto de dar risada. kkkkk Nessas horas quem quer nos ajudar tem a idéia de ver um filme de comédia. É horrível. Você não acha nada engraçado e tá a fim de assistir um drama para chorar junto a uma lição de vida aprendida.
    Obrigado por compartilhar conosco parte íntima de sua vida. Desejo que sejam sempre serenos não importa o sofrimento que há. E seu marido é muito fofo e aprendeu a lidar com suas crises.
    Boa vida a vocês,
    Ronaldo

    • Equipe Abrata 13 de junho de 2014 às 16:07 - Responder

      Caro Ronaldo

      A ABRATA agradece a sua colaboração e depoimento!
      Compartilhar vivências, buscar soluções de forma solidária, dando apoio e conforto uns aos outros, portadores da bipolaridade e familiares, e ainda possibilitando o desenvolvimento do sentimento de pertencimento nos fortalece e aumneta as forças e disposição para seguir adiante, apesar de uma doença e descobrir novos rumos para vida.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  4. Guto Guedes 10 de junho de 2014 às 14:18 - Responder

    Felizmente, existem pessoas que tem coração. Eu, com minhas dificuldades do TAB, tenho contra pessoas que só enxergam seu próprio umbigo. E uma dessas pessoas, mãe da minha filha, usa contra mim na justiça.

  5. Andrea 11 de junho de 2014 às 17:47 - Responder

    Minha mãe é bipolar e só foi diagnosticada há uns vinte anos, aos cinquenta e poucos anos, após ter sido internada em hospital psiquiátrico por tres meses, como esquisofrenica. Meus pai, seu file companheiro nunca a abandonou e os dois viveram um casamento feliz por cinquenta e quatro anos, quando uma simples dengue levou meu pai. Hoje minha mãe esta com 77 anos, com a doença controlada e super bem. Por isso te digo que é super possível amar alguém com transtorno bipolar, pois meu pai a amou até o fim e nós, seus dez filhos a amamos e sempre a amaremos.

    • Equipe Abrata 27 de junho de 2014 às 12:24 - Responder

      Andrea

      Agradecemos o comovente depoimento!

      Abraços
      Equipe ABRATA

  6. Anatália Carvalho 12 de junho de 2014 às 23:23 - Responder

    Acredito que meu marido tenha tratorno bipolar e eu não etou sabendo lidar com a situação. Uma das razões é que na nossa relação há muitas coisas mal resolvidas e a outra é porque sempre que ele entra em crise, sou alvo de acusações, chantagens e ameaças, sem falar que sou vítima de calúnias por motivo de ciúmes. Isso me desestabiliza emocional e psicologicamente e fico sem condições de ajudá-lo a superar os episódios de mania. Gostaria muito de saber como lidar com essa situação, se estou envolvida pelo sentimento de culpa e de impotência.

    • Equipe Abrata 27 de junho de 2014 às 12:38 - Responder

      Prezada Anatália

      Antes de ajudar ao seu marido, vc precisa procurar ajuda para vc mesma. Procure apoio em uma psicoterapia com um psicólogo ou mesmo marcando um consulta com um psiquiatra para orientá-la como lidar com as diversas situações que vc relata. Primeiro vc precisa se fortalecer para depois ajudar ao seu marido.
      Vc supõe que o seu marido tem um transtorno mental! Que tal, se for possível, vcs irem juntos ao médico, ou mesmo sugerir que ele também procure por um médico. Fazer um diagnóstico é extremamente importante. O transtorno bipolar não é uma doença que se deva tentar dignosticar sozinha. Para obter um dignóstico correto terá de consultar um médico. Existem várias doenças que podem ter sintomas semelhantes ao transtorno bipolar, portanto se está preocupada com a saúde mental do seu marido e mesmo com a sua saúde, é importante que consulte um médico.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  7. Bruno Galicia 22 de julho de 2014 às 15:03 - Responder

    Fui diagnosticado há 8 meses desse problema de transtorno de humor… muito difícil viver com isso, minha esposa cobra muito de mim por mudanças, já tomo os remédios e as vezes tento sair da situação que vai desabilitar e muitas vezes minha esposa me cutuca e dá o gatilho para eu estourar. (quebro as coisa dentro de casa, ofendo com palavras , um vai pra cima do outro com agressão e me vergonho disso é muito difícil saber que estar errado e não conseguir me controlar…
    minha esposa fala que vou morrer sozinho… as vezes unica coisa que penso e sim em queria a melhor alternativa para isso por que nao seria mais um péssimo marido , péssimo pai , filho e irmao e amigo. Nao sei mais o que faço . Minha psicologa, acho que não está me ajudando, teve uma vez que fui em psicóloga logo depois que fiquei sabendo do meu problema que ela brincou perguntando se eu nao iria quebrar nada ali? 80% do meu momento sou calmo, alegre e não sei exatamente porque as pessoas nao querem ficar perto de mim … mil desculpa precisava me desabafar, nao sei o que faço! preciso de ajuda .

    • Equipe Abrata 2 de agosto de 2014 às 17:11 - Responder

      Caro Bruno

      Apesar do recente diagnóstico, vc parece que está tendo uma boa compreensão acerca da doença bipolar e de como ela se manisfesta em vc. Porém, saiba que o impacto do diagnóstico é muito forte tanto para vc, portador da doença, quanto para o familiar, no caso a sua esposa. Às vezes, os familiares necessitam de mais tempo para aceitar o diagnóstico, aceitar a própria doença e ainda aceitar que um ente querido é portador de uma doença crônica. Nenhum de vcs sabe, ainda, lidar bem com a situação de uma doença crônica como o transtorno bipolar, lidar com s crises, com o tratamento que não pode ser interrompido e que leva algum tempo para se obter os benefícios esperados. Muitas vezes, também, a negação da doença, seja pelo familiar ou pelo portador, faz com esse percurso seja um pouco mais difícil, gerando descompassos no apoio familiar e atrasos no controle da doença. O esclarecimento da família sobre a doença, a busca do conhecimento sobre a doença, aumenta a possibilidade de reduzir o estresse familiar.

      Procure o seu médico e fale com ele sobre os gatilhos que estão acontecendo quando “cutucado” e mesmo sobre a forma agressiva que vc reage. Procure por um psicólogo especialista que em transtorno bipolar, com mais tempo de experiência e prática. fazer a psicoterapia também é importante para o tratamento.

      Se vcs residem em SP, aproveitamos a oportunidade para convidá-los para participar das atividades da ABRATA. Oferecemos Grupos de Apoio ao portador e ao familiar. São grupos constituídos por portadores de transtorno do humor e de familiares cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções de forma solidária, dando apoio e conforto uns aos outros. Primeiro vc precisa fazer a inscrição para o Grupo de Acolhimento através do telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  8. Sabrina da silva graffitti 5 de agosto de 2014 às 17:32 - Responder

    Meu nome é Sabrina, mantenho relacionamento com uma pessoa portadora de TAB, gostaria que me ajudasse na questão de localizar em Porto Alegre-Rs um grupo ou associação que pudesse nos receber em palestras, reuniões ou qualquer coisa que ajudasse meu marido a se recuperar e eu a entender melhor os sintomas e maneiras de ajudar sem agredir o paciente. Estamos separados, pois ele não me aceita em casa, estou sofrendo muito ele vem sendo tratado e foi diagnosticado por um psiquiatra de nossa cidade, mas sinto que necessitamos de mais entendimentos.

    No aguardo de um breve auxilo.
    Sabrina

    • Equipe Abrata 10 de agosto de 2014 às 21:20 - Responder

      Olá Sabrina

      Em Porto Alegre – GAPB (grupo de apoio aos parentes e pacientes bipolares), no Hospital de Clínicas de PORTO ALEGRE.
      Não é necessário inscrição, mas chegar 15 minutos antes do início.
      Grupo de Apoio a pacientes com Transtorno Bipolar (GAPB)
      Reuniões mensais na terceira terça-feira, às 19h – Sala 160, térreo (em frente ao Banco do Brasil)
      Informações: http://gapb.wordpress.com/
      Telefone: (51) 3359.8846 e-mail: contatogapb@gmail.com
      Basta chegar 15 min antes das 19h, apresentar-se na recepção central do hospital e pedir para ser direcionado para a reunião do GAPB – na sala 160.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  9. Luciana Azeredo da Costa Barros 20 de agosto de 2014 às 09:01 - Responder

    Olá! Sou do Rio de Janeiro. Minha irmã depois de anos de procura, de psicologo em psicologo, foi ao psiquiatra e teve diagnóstico de depressão e transtorno bipolar. Ela tem 32 anos é solteira e mora com meu pai de 73 anos. Não temos condições de arcar com os custos de um tratamento. Ela passa por um tempo de extrema alegria e um tempo maior ainda de profunda depressão. Ela não consegue trabalhar, estudar, sair… ter uma vida dentro dos limites mesmo com suas dificuldades. Os namorados vão embora assim que ela começa uma crise. No momento (20/08/2014) ela está em plena crise, há 3 dias sem tomar banho, sem escovar os dentes, se recusa a se alimentar (está pesando 38kg), chora muito, grita, pede para ser internada, para chamar um exorcista, qualquer coisa, diz que vai acabar com a própria vida, não sabemos o que fazer, como agir, que lugar aqui no RJ podemos encontrar ajuda gratuita para ela.

    • Equipe Abrata 21 de agosto de 2014 às 19:55 - Responder

      Olá Eliana

      No Brasil temos o CAPS – Centro de Apoio Psicossocial para atendimento às pessoas com doenças psiquiátricas. É importante vc pesquisar onde tem um posto mais próximo do seu bairro e da sua residência e contatar para saber como é procedimento de atendimento. Se precisar ou não de um encaminhamento ou se basta marcar uma consulta. Sua irmã está mesmo precisando de ajuda!
      Quando e medicação o SUS tem um programa que se chama Farmácia para medicação de auto custo, o qual fornece as medicações, após o cadastramento. Procure em sua cidade, onde funciona o Posto mais próximo dessa farmácia e veja quais são os procedimentos para entrar no programa.

      No RJ tem um Grupo de Apoio a pessoa bipolar, quem sabe vc poderá participra das reuniões e conviver com outros familiares de pessoas com depressão e ter acesso a novos caminhos.
      Segue o contato: GABrio – Grupo Afetivo Bipolar Rio – Local: Rio de Janeiro.
      Esse grupo é dedicado a portadores, pais, familiares e amigos, profissionais das áreas de saúde e a todos que se interessarem em saber mais sobre o Transtorno de Humor Bipolar. Mais informações: (21) 2576- 5198
      Av 28 de Setembro, 389 – Sétimo Andar – Auditório. Ed. Vila Trade Center – Vila Isabel – RJ
      Sucesso nestas buscas!

      Abraços
      Equipe ABRATA

  10. LAURA 29 de outubro de 2014 às 10:49 - Responder

    Tenho 25 anos e sou casada a exatamente 1 ano. Todos devem imaginar que o 1 ano de casamento é mágico… não deixa de ser, mais tenho problemas com meu marido desde então… começamos terapia de casal a menos de 1 mês, pois sou agredida verbalmente e fisicamente sempre pelo meu marido, moro longe da minha família e eles não sabem exatamente o que acontece conosco. O único apoio que tenho é da psicóloga, a menos de 1 mês. Meu marido largou o emprego a 3 meses e não faz nada desde então, fica em casa atoa no computador o dia inteiro, quem paga as despesas da casa e cuida de tudo sozinha sou eu, ele não acredita na melhora dele e que eu estou do lado dele pro que der e vier. Inicio do mês vamos ao psiquiatra pra entrar com medicação. Ele já cortou o braço uma vez e fala o tempo todo em morrer, e que a vida não tem sentido. Estou cansada e fragilizada, ele tem ciumes e diz não confiar em mim… Tenho esperanças de que ele vai ficar bem, mais ele não. As vezes penso em abandonar tudo, mais fiz um juramento na saúde e na doença e mais ele se afastou de todos da família e amigos… o pai e a mãe tentam aproximar mais ele não da espaço… bom foi um desabafo…. as mudanças de humor dele são demais… tenho fé que as coisas vão se organizar….

    • Equipe Abrata 6 de novembro de 2014 às 19:15 - Responder

      Olá Laura

      Solidarizamos com o seu relato. Um dos aspectos lamentáveis, em relação à doença mental, é que muitas pessoas
      passam anos com um diagnóstico errado ou mesmo sem qualquer diagnóstico. Isto significa que o seu tratamento é inadequado ou inexistente. O seu estado mental deteriora-se, a sua saúde física também pode sofrer consequências, além de que as suas vidas e as vidas daqueles que as rodeiam podem sofrer danos incalculáveis. Viver com a transtorno bipolar é difícil. Isto é tão verdade para os prestadores de cuidados, omo vc, amigos e familiares, como para as pessoas diagnosticadas com a doença.
      Mas, ressaltamos que vc precisa se cuidar também. É muito importante que busque realizar atividades de lazer e prazerosas. Desfrute de um momento exclusivo a vc. Precisa-se se cuidar para manter-se saudável e feliz. Por mais que o seu necessite de apoio, vc também precisa de um tempo prá vc. Senão toda a sua energia esgotará e poderá adquirir um estresse ou outra doença.
      Procurar o psiquiatra é essencial!! Vá em frente!
      O transtorno bipolar ocorre quando algo de errado se passa no cérebro. Não é culpa de ninguém e ninguém deve ser responsabilizado. Estes estados de espírito, que podem durar semanas ou meses, vão muito além do tipo de alterações de humor que podem ser consideradas “normais”.
      Resultam, frequentemente, num comportamento difícil, relacionamentos degradados e fortes restrições ao desempenho escolar ou profissional. Infelizmente, a doença também carrega um estigma que pode levar a discriminação injusta e isolamento. Tudo isto reduz significativamente a qualidade de vida. A boa notícia é que logo que a doença bipolar seja diagnosticada, todas estas consequências negativas podem ser resolvidas. Existem tratamentos eficazes que conseguem controlar as intensas variações de humor. O que, por sua vez, permite que os doentes e as pessoas que os rodeiam comecem a recompor as suas vidas.
      Caso vc resida em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo para familiares. São grupos constituídos por portadores de transtorno do humor e de familiares cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções de forma solidária, dando apoio e conforto uns aos outros. Faça a sua inscrição, primeiro, para o grupo de Acolhimento e paós essa participação está liberada para o grupo de Apoio Mútuo. Quando o seu marido estiver sem os sintomas da doença poderá convidá-lo para participar do Grupo de Apoio aos portadores.
      Veja no site da ABRATA, o livro online GUIA para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Ele tem muitas dicas além de mais informações sobre a doença. http://www.abrata.org.br

      Grande Abraço
      Equipe ABRATA

    • Lígia 8 de novembro de 2014 às 23:31 - Responder

      Sou Lígia, moro em Fortaleza-CE, tenho distúrbio Afetivo ,desde 1989,quando morava fora de minha Cidade com marido e dois filhos bebê . Não queria aceitar na época, mas houve até internação. Desde daí já me senti rejeitada pelo marido, ele não era carinhoso comigo, e atualmente é que está ficando cada vez mais difícil. Temos 36 anos de casados, mas já era no meu ver, para ter acontecido uma separação. Sou muito emotivas,o afetivo , vai lá para cima, choro muito, ele não conversa comigo, não me acompanha, as minhas angústias , solidão. Bem só não caio, porque ele deixa eu sair, vou ao meu trabalho, gosto de caminha, bicicleta, dançar…… Atualmente, só penso em deixa-lo, e procurar uma pessoa que saiba me dar amor, diálogo, atenção….. Não faço terapia, mas a medicação de Lítio , sim todo dia e os exames para dosagem, tá bem.
      Acho que é ele que tem de se informar da doença. Para me tratar bem.
      Lígia

      • Equipe Abrata 13 de novembro de 2014 às 22:17 - Responder

        Olá Lígia

        De fato quanto mais conhecemos acerca do transtorno bipolar, mas fácil será lidar com a doença ou mesmo com a pessoa portadora. Ao longo dos anos, com os avanços no tratamento das doença médica, incluindo os transtorno mentais, promoveram mais qualidade de vida os portadores passaram a vivenciar. Apesar dos impactos negativos no funcionamento familiar, profissional é essencial sempre buscar a recuperação da qualidade de vida, que muitas vezes vai além do desparecimentos dos sintomas da doença. Dentre eles se envolver em atividades de lazer e em atividades de apoio psicossocial para maior conhecimento da doença. Ressaltamos também que buscar o apoio com uma psicóloga é um caminho que fortalece a pessoa, além de promover o esclarecimentos acerca dos sintomas da doença, melhorar as relações familiares e aumentar o bem-estar.

        Lígia no site da ABRATA temos folhetos que esclarece sobre a doença, os quais poderá imprimir e sugerir ao seu marido que leia. Segue o link:
        http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

        Abraços
        Equipe ABRATA

  11. Leandro 17 de novembro de 2014 às 09:01 - Responder

    Depois de lutar muito tempo contra o diagnóstico que já me havia sido dado há alguns anos, estou mudando muito a maneira como eu percebo a mim mesmo e às outras pessoas.

    Durante toda a minha vida, sempre tentei ser como eu imaginava que os outros queriam que eu fosse, para assim agradá-los e ser aceito socialmente.

    Agora, penso que, se eu devo esperar ser aceito e amado por alguém, deve ser por mim mesmo. Ser como eu mesmo sou, gostar do que eu gosto, e reconhecer que tenho valor por eu ser único na minha individualidade.

    • Equipe Abrata 19 de novembro de 2014 às 21:23 - Responder

      Caro Leandro

      Ao receber o diagnóstico de uma doença mental, de fato pode ser muito assustador e naturalmente a primeira reação será negar a doença e o próprio diagnóstico. Mas a evolução da medicina na área da saúde mental trouxe mais qualidade de vida para as pessoas com transtorno bipolar. Os efeitos das colaterais das medicações reduziram significativamente, permitindo que a pessoa continue com o seu ritmo natural de vida e mantenha a sua vida de forma produtiva. A redução do estigma social, o preconceito em relação a doença mental e ao tratamento psiquiátrico, muito tem favorecido a busca pela qualidade de vida pessoal, profissional, social e afetiva dos portadores.
      Agradecemos o seu depoimento de sucesso e adesão ao tratamento o que é essencial para outros portadores perceberem que podem chegar onde desejam – manter a qualidade de vida, apesar de uma doença mental.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  12. Michelle 30 de março de 2015 às 12:51 - Responder

    Bom…meu marido foi diagnosticado com Transtorno Bipolar. Ele já até começou a usar a medicação, mas pelo pouco tempo (uma semana) ainda não vi resultados, o psiquiatra pediu para aguardar um mês. Na consulta, ele foi só, e o médico explicou tudo sobre a doença e instruiu a ele que não tomasse nenhuma decisão enquanto o tratamento não estiver fazendo efeito, pois ele tem o senso de julgamento debilitado devido as oscilações de temperamento. Porém na mesma semana, ele pediu divórcio.
    Infelizmente passamos por problemas em decorrência, principalmente, da doença. Por falta de conhecimento não buscamos ajuda médica antes, e já duram 4 anos, estou extremamente cansada de lutar para manter o casamento, mas infelizmente ele não enxerga. Me dispus a ajudá-lo sempre, e sempre passei por cima de toda irritabilidade exagerada por acreditar que ele iria melhorar, pois ele não era assim.
    Conviver com uma pessoa com este diagnóstico é muito difícil, ainda assim não desisti, vou continuar a tentar a judá-lo. Ele tem vivido em crises de mania uma atrás da outra, o que dificulta ainda mais, então acredito que quando os medicamentos começarem ao menos fazerem efeito, poderemos conversar melhor.
    Tenho buscado saber sobre o assunto, me informar o máximo. E também busquei ajuda médica, pois com tantos problemas fico muito ansiosa.
    Tenho fé que Deus fará um milagre, em nome de Jesus!

    • Equipe Abrata 8 de abril de 2015 às 14:57 - Responder

      Olá Michele

      As orientações dadas pelo psiquiatra em elação medicação estão corretas, assim como para o seu marido evitar tomar qualquer decisão enquanto ele estiver com os sintomas do transtorno bipolar.
      De fato os sintomas resultam, frequentemente, num comportamento difícil, relacionamentos desagastados e fortes restrições ao desempenho escolar ou no local de trabalho.
      Infelizmente, a doença também carrega um estigma que pode levar a discriminação injusta e isolamento. Tudo isto reduz significativamente a qualidade de vida. A boa notícia é que logo que a doença bipolar seja diagnosticada, todas estas consequências negativas podem ser resolvidas. Existem tratamentos eficazes que conseguem controlar as intensas variações de humor. O que, por sua vez, permite que os portadores e as pessoas que os rodeiam comecem a recompor as suas vidas. Na verdade, reconstruir a vida pode constituir um desafio tão grande como tratar a própria doença. E sempre pode ser necessário aprender novas competências e efetuar alterações ao estilo de vida. Para combater o preconceito é necessário coragem e perseverança.
      Com uma boa orientação e gestão inteligente das medicações, viver com a transtorno bipolar pode passar a ser viver a vida, bem mais do que viver a doença.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  13. juliana 14 de abril de 2015 às 14:38 - Responder

    Sou casada com um maníaco depressivo há 13 anos; ao longo deste anos foram 5 crises, 3 internações, muitos altos e baixos, realmente não é nenhum um pouco fácil, mas quando não está em crise nossa vida e maravilhosa, nos temos filhos e saímos, passeamos, viajamos, ou seja, tudo normal.
    Fazer a opção de permanecer casada com alguém assim não é nada fácil, quando a crise começa a primeira pessoa que ele começa a implicar sou eu, minha casa se torna um ambiente pesado e cansativo, o pos crise tb é complicado, pois requer um certo tempo para que tudo volte a normalidade. A sensação que eu tenho é que adoeço junto, porque esse processo me consome.
    Essa doença parece um fantasma na minha vida, quando está tudo bem e eu já estou até esquecendo, ela vem e me desestabiliza sem aviso prévio.

    Bem é isso, meu objetivo era retratar um pouco como é o outro lado.

    • Equipe Abrata 19 de abril de 2015 às 21:03 - Responder

      Olá Juliana

      Agradecemos a oportunidade de um depoimento sobre o “outro lado”.
      Viver com o transtorno bipolar é difícil. Isto é tão verdade para os cuidadores, amigos e familiares, como para as pessoas diagnosticadas com a doença.
      Esta perturbação provoca alterações do humor, desde infelicidade profunda, passando por euforia energética, a um estado de espírito misto no qual uma
      energia agitada se combina com sentimentos de tristeza desesperada. Resultam, frequentemente, num comportamento difícil, relacionamentos degradados e fortes restrições ao desempenho escolar ou no local de trabalho. Infelizmente, a doença também carrega um estigma que pode levar a discriminação injusta e isolamento. Tudo isto reduz significativamente a qualidade de vida, as vezes de toda a família. A boa notícia é que logo que a doença bipolar seja diagnosticada, todas estas
      consequências negativas podem ser reduzidas. Existem tratamentos eficazes que conseguem controlar as intensas variações de humor. O que, por sua vez, permite
      que os doentes e as pessoas que os rodeiam comecem a recompor as suas vidas. Na verdade, reconstruir a vida pode constituir um desafio tão grande como
      tratar a própria doença. Pode ser necessário aprender novas competências e efetuar alterações ao estilo de vida do portador e do familiar. Para combater o preconceito é necessário coragem e perseverança.
      Nesse processo é muito importante e essencial que o familiar, ou o cônjuge que desempenha o papel de cuidador também deve procurara, sempre se cuidar para não adoecer!
      Como cuidador, o familiar precisa tomar conta de si próprio além da pessoa, caso contrário poderá sentir-se oprimido e completamente esgotado. Embora alguns cuidadores/familiares reportem alguns aspectos positivos em cuidar de alguém, essa função pode ser muito estressante em determinados momentos. Os cuidadores têm um risco acrescido de ficarem deprimidos e de desenvolverem outros problemas de saúde.
      O cuidador/familiar pode sentir que toda sua energia é canalizada para ajudar a pessoa. No entanto, caso negligencie a própria saúde e bem-estar, poderá desenvolver
      problemas de saúde. Além disso, não será capaz de dar todo seu apoio caso a sua saúde esteja comprometida.
      Sugerimos a leitura do livro Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar que está disponível no site da ABRATA.
      Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

  14. Silvana Fernandes 29 de maio de 2015 às 10:08 - Responder

    Vivo uma vida de casada há 25 anos infernal com meu marido. Ele é muito esquisito e não aceita o fato de ter algum problema. Brigamos toda semana e ficamos dias sem se falar. Ele implica com tudo, parece doido. Não sei como aguentei até hoje. Todo mês ele diz que vai em embora e ano passado ele foi, mas voltou. Ele não tem ânimo pra nada, não tem sonhos, não se empolga comigo, não se preocupa. Vivo um inferno mas gostaria que ele se cuidade ou se tratasse e ele dia que não tem nada…claro que tem. O pai dele era estranho, o primo toma remédio controlado…Não sei mais o que fazer.

    • Equipe Abrata 18 de junho de 2015 às 18:20 - Responder

      Prezada Silvana

      De fato deve ser muito estressante viver os dias em estado de tensão. Vc já pensou na possibilidade de sugerir ao seu marido uma consulta com um psiquiatra para conversar sobre essas situações estressantes que vivem? Reflita sobre essa possibilidade de dialogar com ele neste sentindo.
      Pode ser que ele não aceite, mas tente conversar. Há muitas razões por que as pessoas evitem começar um tratamento com um médico psiquiatra. Infelizmente, ainda existe vergonha ou estigma em torno de procurar um psiquiatra. Embora s sociedade está gradualmente se tornando mais informada sobre procurar um psiquiatra por causas das situações de estresse, o medo, o preconceito e equívocos ainda existem e fazem algumas pessoas relutam em admitir a possibilidade de consultar-se. Eles temem que as pessoas, os amigos irão discriminá-los. Eles podem até acreditar que, se eles buscam tratamento com um psiquitra serão considerados fracos de vontade, com defeito, ou até mesmo “louco”. Infelizmente, muitas pessoas com essas crenças incorretas preferem sofrer do que procurar tratamento.
      Caso, o seu marido não queria ir ao médico, procure algum apoio seja com um psicólogo ou mesmo de um médico para ajuda-la a enfrentar essa situação que relata.
      Abraços
      Equipe ABRATA

    • Fatima 21 de março de 2016 às 11:07 - Responder

      Silvana Fernandes , gostaria de conversar mais com você. Meu marido faz o mesmo.

  15. Pedro 4 de outubro de 2015 às 09:14 - Responder

    Olá, tenho 25 anos, sou casado há 1 ano e meio, mas estou com essa pessoa há 6 anos e meio. Já no começo do relacionamento eu percebia que havia algo errado, sempre pedi para ela procurar ajuda, mas acabavamos nos entendendo. Achava que era imaturidade e que o tempo resolveria.
    Eu estava num momento de ascensão na multinacional em que trabalho, havia acabado de ser contratado e foi quando eu vi restante do Iceberg. Ou seja, aquela enorme parte que você não via. Como meu plano de saúde é muito bom, resolvi adiantar tudo e em um mês nos casamos. Ela teve que sair do emprego após as primeiras crises e não conseguiu mais voltar ao mercado. Hoje eu seguro as pontas sozinho, pagando $250 de psiquiatra e $150 na psicanalista. (Descobri que convênio não é muito bom pra isso).
    Antes que eu esqueça, eu estava no último semestre da faculdade, quase não terminei devido os socorros que eu tinha que fazer e hoje eu me desdobrou para conseguir fazer a pós.
    Voltando. Com essas despesas que ninguém espera pagar na vida, meu salário saiu de bom para suficiente. Perdi uma oportunidade de promoção, pois minha chefe sabia do caso da minha esposa e não permitiu a promoção, pois teríamos que nos mudar e eu ficaria a semana viajando. Assim, lá se vai o necessário aumento de salário.
    Falando sobre o problemas dela, ela já foi diagnosticada com. Depressão severa, borderline e bipolaridade. Não sei ainda o que é. Mas na prática, perdi a conta de cortes que ela fez no braço, ou da vez que os bombeiros foram tirar ela da sacada do prédio com um dedo dilacerado, ou das vezes que puxei ela da janela ou dos termos de responsabilidade dos prontos socorros.
    Hoje minha vida se resumo a ter dois empregos, Analista e Cuidador. Sem intervalos, sem descanso e ninguém com quem contar.

    • Equipe Abrata 13 de outubro de 2015 às 08:28 - Responder

      Prezado Pedro,

      Pelo que vemos, você não traz necessariamente uma questão, mas sim um depoimento e um desabafo. É evidente seu desgaste e sofrimento, independente do diagnóstico da sua esposa. Naturalmente, é muito importante que ela seja avaliada, inclusive por outro profissional para uma segunda opinião, se for o caso (isso é muito comum nos diversos campos da Medicina). Com um diagnóstico mais confiável e um tratamento mais adequado, as chances de controlar o quadro dela são muito maiores.
      Mas não é só dela que se trata. Quem cuida e convive com uma pessoa com transtorno mental tem um nível de sofrimento muito intenso, como você bem o descreve, e é fundamental que você também se cuide para que você não adoeça também. Sugerimos que você procure um psicoterapeuta para conversar sobre a sua situação e poder construir novas maneiras de lidar com a sua situação. Cuidar da família é tão importante que a ABRATA também tem dentro das suas atividades grupos de ajuda mútua de familiares de portadores de transtorno bipolar e depressão. Nestes grupos, os familiares trocam depoimentos e experiências sobre suas dificuldades e isso ajuda a aprender novas maneiras de lidar com os problemas. Portanto, não se esqueça, é fundamental cuidar de quem cuida.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  16. Nadia 10 de outubro de 2015 às 13:20 - Responder

    Olá, estou lendo o site e estou passando por este problema recentemente. Estou morando com meu namorado há 5 meses e estes meses foram perfeitos. Este ultimo mes, ele teve uma crise de bipolaridade, me xingou muito. O prazer dele era me insultar. Foram 3 dias sem parar. Ele deixa de tomar o remédio e se descontrola, e não aceita ir em psiquiatra.
    Faz uma semana que coloquei ele pra fora de casa, mas ele esta pedindo pra voltar.
    Tenho medo de acontecer novamente, e sei que vai.
    Mas também tenho um carinho enorme por ele. Ele foi meu primeiro beijo, meu primeiro namorado e nos reencontramos agora.
    Sinceramente, não sei como fazer com ele queira se tratar e entenda os problemas que esta causando na nossa relação.
    Não sei como lidar com esta situação.

    • Equipe Abrata 10 de outubro de 2015 às 22:48 - Responder

      Cara Nadia!
      Sugerimos que em primeiro lugar, procure ajuda para você, e esta pode ser, psicológica, ou grupos de apoio, onde os familiares e portadores trocam experiências, e aprendem a encontrar novas soluções, a partir do contato com quem conhece o problema.Isto não é fácil e requer paciência e persistência. Conversar com outros bipolares e familiares, pode ajudá-la a construir uma saída. Assim aos poucos, você tenta sensibilizar seu namorado, para que ele faça um tratamento continuado e regular.
      Sugerimos também, que leia o artigo, DESCOBRI QUE MEU COMPANHEIRO É BIPOLAR…E AGORA? Muito interessante! Link: abrata.org.br/blogabrata.
      Você será muito bem vinda para participar das nossas atividades. Nosso horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00, horas pelo telefone (11) 3256-4831.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  17. roberto 10 de junho de 2016 às 01:12 - Responder

    Olá boa noite.
    sou casado há 12 anos, pois minha mulher é bipolar, já nos separamos 3 vzs.
    Tenho 2 filhos, eu a amo, ela é uma pessoa boa, mais ela me mandou embora de novo.
    Nesses últimos meses ela surtou, ela toma remédio, mas sempre surta.
    Eu passei os piores momentos da minha vida, mais eu a amo.
    Eu amo meus filhos demais, mais como ela me mandou embora pela terceira vez, não quero pedir pra voltar.
    Minha dúvida será que ela por ser bipolar se arrepende do que faz, e tenta reatar o casamento.
    Eu a amo , mas nao quero me humilhar.

    • Equipe Abrata 6 de julho de 2016 às 22:11 - Responder

      Caro Roberto

      O seu relato sugere que a sua mulher está numa crise da doença, apresentando os sintomas de oscilação de humor, apesar de estar tomando os remédios. Será importante verificar se ela está mesmo tomado os remédios nos horários orientados pelo médico, todos os dias e na dose certa. Se ela não tomar corretamente a medicação, ela ficará alterada, irritada, de mau humor. isto é com todos os sintomas da doença. Além de tomar decisões que poderá prejudica-la.
      Algumas pessoas que são bipolares relatam que depois que passa a crise lembram-se das coisas desagradáveis que fizeram ou falaram. E arrependem-se. pq elas fizeram isso quando estavam numa crise da doença. Já outras pessoas, dependendo da intensidade da crise não se recordam do que aconteceu.
      Sugerimos que vc observe se a sua esposa está tomando os remédios como o medico receitou. Todos os dias e nos horários, sem pular nenhum. Isso é essencial. Caso ela esteja tomando certinho, mas continua com crises, será necessário voltar rapidamente ao médico e dizer a ele o que está acontecendo.
      Que tal vc dois procurarem o apoio de um psicólogo? Pois ele poderá orienta-los além de ajuda-los a superar as dificuldades no casamento e no tratamento. Assim a sua esposa poderá entender melhor a doença, os sintomas e a importância de tomar a medicação corretamente.
      No site da ABRATA vc também poderá baixar o livro em PDF – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  18. Laila Luz 8 de julho de 2016 às 13:20 - Responder

    Olá,
    Meu nome é Laila, me apaixonei por uma pessoa diagnosticada com Transtorno Bipolar. Nos conhecemos na Internet, nos apaixonamos e conheci o melhor de um ser humano. Muitos sinais indicavam uma doença mental, mas eu achava lindo, por ignorância, não pesquisei sobre a doença e nem imaginava a sua gravidade. Grande erro, talvez o pior que já cometi.
    Ele constantemente assumia várias personalidades, afirmava que me amava o tempo todo, sempre namorou muito, mulheres com comportamentos estranhos, visuais diferentes, destoava da sua classe social (rica), quanto menos classe e atributos de beleza a pessoa tinha, mais o atraia. Me achava bonita e educada demais, isso o irritava constantemente, assumia minha personalidade e usava minuciosamente todas, eu disse todas as coisas que lhe confessei. Ouvia música altíssima, era músico e tinha um QI muito elevado, sem foco, investigativo, eufórico, nunca dormia…
    Pedia pra eu falar palavrão, dizia que gostava de vagabunda, falou que foi traído por todas as mulheres, que elas faziam orgias entre outras coisas, ora amava, noutras odiava meu jeito carinhoso. Fazia planos de casar e ter filhos, depois voltava atrás. Me apresentou pra família inteira.
    Aos poucos foi me podando, gastava muito o dinheiro do pai, não me deixava pagar nada.
    Falava sobre tudo, acreditava em todos santos e em qualquer religião, sempre contestou a bíblia.
    Me apaixonei por ele sem imaginar, a família omitiu parte da doença,
    De príncipe virou sapo. Sem classe, pudor, filtro.
    Me levou para um casal de campo, achei que fosse uma lua de mel, mas foi o maior pesadelo. Além de bipolar mostrou um comportamento de esquizofrênico.
    Do nada disse que eu era uma bandida, xingou minha mãe, me pediu documento pra checar quem eu era, disse coisas muito pesadas, me trancou pra fora da casa e chamou toda a polícia local para me prender, claro que os policiais perceberam na hora o equívoco . Criou um história fantasiosa e teve um comportamento esquizofrênico, ele tinha certeza que a casa estaria sendo invadida. Mudou todos os móveis de lugar, criou barreiras, encheu uns 30 preservativos com água e colocou estrategicamente em lugares diferentes, tudo organizado, achou que fez granadas. O maior objetivo dele era ficar acordado. E ficava até de manhã.
    Criou um sentimento de ódio por mim, decidiu terminar e eu concordei facilmente, o que deixou ele mais nervoso ainda. Retirou todas as fotos da rede social que pudesse lembrar de mim, puxa assunto comigo por msg, uma vez carinhoso, noutras ofensivo, me ofende pq acredito na bíblia, percebe-se que ainda lembra de mim.
    Deixou em aberto uma possibilidade de volta, da minha parte Deus queira que não. Eu o amo, ele disse que me ama mas que não confia em mim, que a confiança vem em primeiro lugar.
    Oro por ele todos os dias, ele deve sofrer muito.
    Se me arrependo?
    Não, por trás dessa doença maligna, conheci a pessoa mais incrível, o amor da minha vida, estou certa de que um dia, em algum lugar que Deus destinar, possamos viver esse amor impossível. Pra Deus nada é impossível!

    • Equipe Abrata 30 de julho de 2016 às 18:42 - Responder

      Prezada Laila

      Vc encerra o seu depoimento com uma frase muito verdadeira: “…por trás dessa doença maligna, conheci a pessoa mais incrível,”. Em cada individuo que recebe o diagnóstico de qualquer doença crônica grave, há antes de tudo uma pessoa, um ser humano que é muito maior do a doença, do que um diagnóstico médico. E infelizmente quando falamos em doença crônica que necessitará de um tratamento continuado e controle cotidiano nem sempre a aceitação é fácil, seja para a pessoa, seja para a família e para os amigos. No caso de uma doença mental essa situação torna-se mais complexa, para todos.
      O seu relato sugere que o seu namorado, na época relatada, estava apresentando os sintomas da doença, no caso a mania(euforia) e ainda parece que ele não fazia uso de medicação ou mesmo a acompanhamento psiquiátrico. E devido aos sintomas da mania/euforia, por exemplo, como falta de senso crítico, desinibição e hipersexualidade, energia e otimismo aumentado, a pessoa avalia a realidade de modo distorcido, achando sempre que tudo vai dar certo. A pessoa não consegue controlar os seus impulsos e irrita-se toda vez que alguém o contraria. Além de se endividar e provocar brigas, durante um episódio maníaco a pessoa pode vir a colocar em risco ou destruir seu casamento, perder o emprego e os amigos, abandonar os estudos, comprometer sua reputação e credibilidade ou arruinar-se financeiramente.
      Atualmente as pessoas que que aceitam e fazem o tratamento apresentam estabilidade necessária para que recupere os estudos, o trabalho, as relações afetivas e familiares e ainda resgatem o relacionamento com as pessoas, bem como lhe oportuniza uma chance de independência financeira no futuro.
      Há muitas razões por que as pessoas evitem começar o tratamento para transtornos bipolar e a depressão. Infelizmente, ainda existe vergonha ou estigma em torno desses transtornos, mesmo que eles tenham uma causa biológica, assim como em pacientes com diabetes ou asma. Embora a sociedade está gradualmente se tornando mais informada sobre a depressão clínica e desordem bipolar, o medo, preconceito e equívocos ainda existem e fazem algumas pessoas relutaram em admitir que têm um transtorno mental. Eles temem que as pessoas irão discriminá-los. Eles podem até acreditar que, se eles buscam tratamento são fracos de vontade, com defeito, ou até mesmo “louco”. Infelizmente, muitas pessoas com essas crenças incorretas prefiro sofrer do que procurar tratamento. Algumas pessoas pensam que eles merecem se sentir mal, outro sinal de prejuízo no julgamento. Eles também podem se sentirem culpados sobre as questões para as quais não são responsáveis. Outra razão para que as pessoas evitem o tratamento tem a ver com os sentimentos e crenças que fazem parte da doença. Aqueles que se sentem horríveis, que estão sempre cansados e acreditam que sempre vão se sentir mal não pode ter a energia para empurrar-se para obter ajuda.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  19. Vera Lucia Rezende 21 de setembro de 2016 às 18:18 - Responder

    Gente, socorro! O que é isso?! Meu “marido” é bipolar. Demorei anos pra entender que as coisas que ele fazia e falava não tinham sentido.As crises são constantes a cada semana, pelo menos 2. Foi por isso que percebi que é doença. O desgaste emocional na vida conjugal é muito grande. Não parava em emprego (só meses). Não conserva nenhuma amizade. Ele não sabe viver em paz. E nem tenta aprender. Depois de muitos anos, admitiu que tem Transtorno do humor e se tratou por uns 10 meses. Mas, depois, se deu alta. E, dizendo pra mim que estava curado. Não durou 1 mês e, outra crise. Há poucos anos, ele se aposentou e passou a me atormentar porque ainda trabalho. Parece que tem inveja…Passa o dia na internet…Não faz nada a não ser, assistir TV, filmes. E, repetições destes filmes, coisas que não faz sentido. Assiste o mesmo filme dezenas de vezes. Muito inseguro, ciumento, machista. Quer me isolar do mundo. Nunca se predispõe a passear, a aproveitar a vida. Só quer comer, dormir, ter relações. Nunca está disposto a conversar ou ouvir. É curioso… O mau humor é uma constante. A fase da Mania, da Euforia, é em maior parte. Ele se acha. E por lado, é inseguro demais. Duvida até da própria sombra. Não toma remédio. Nunca tomou. Não quer se tratar. Vivemos juntos por 7 anos. Os primeiros 5 anos foram bons. Mas os últimos anos têm sido terrível para mim. Amo este homem pelo que ele foi. Hoje, não tenho paz. Ainda assim, sinto a falta dele. Do marido que tive no passado recente. Tínhamos uma vida organizada, prazer do convívio, até ele se aposentar. Não ter nada para fazer e passar a me atormentar; a mim e a família dele. Ninguém aguenta. Hoje, idoso, 61 anos e eu, 57. Essa doença dele está acabando com a minha paz. Ele foge de conversar. Passa dias até meses sem falar comigo. Já nos separamos 5 vezes e depois ele volta. E eu, aceito. Que doença horrível de lidar, meu Deus. Penso que, com a chegada da 3a idade, o não ter nada para fazer, o não querer fazer nada, tem sido muito doloroso tanto para ele quanto pra mim, que tenho que conviver com esse mau humor e complexo de homem incapaz. Sinto que ele não quer voltar a se ocupar. A trabalhar. Mas também, não para mesmo em lugar nenhum…Alguém me ajuda?! Será que isso vai ter fim? Ou somente se ele tomar remédios? É muita confusão mental! Socorro!!!

    • Equipe Abrata 11 de fevereiro de 2017 às 11:42 - Responder

      Prezada Vera Lucia.

      O transtorno bipolar é uma doença séria, que necessita de acompanhamento médico frequente.
      Além do tratamento medicamentoso, é importante a psicoterapia.
      As fases da doença são as seguintes:

      Depressão: humor deprimido, tristeza profunda, apatia, desinteresse pelas atividades que antes davam prazer, isolamento social, alterações do sono e do apetite, redução significativa da libido, dificuldade de concentração, cansaço, sentimentos recorrentes de inutilidade, culpa excessiva, frustração e falta de sentido para a vida, esquecimentos, ideias suicidas.

      Mania: estado de euforia exuberante, com valorização da autoestima e da autoconfiança, pouca necessidade de sono, agitação psicomotora, descontrole ao coordenar as ideias, desvio da atenção, compulsão para falar, aumento da libido, irritabilidade e impaciência crescentes, comportamento agressivo, mania de grandeza. Nessa fase, o paciente pode tomar atitudes que reverterão em danos a si próprio e às pessoas próximas, como demissão do emprego, gastos descontrolados de dinheiro, envolvimentos afetivos apressados, atividade sexual aumentada e, em casos mais graves, delírios e alucinações.

      Hipomania: os sintomas são semelhantes aos da mania, porém bem mais leves e com menor repercussão sobre as atividades e relacionamentos do paciente, que se mostra mais eufórico, mais falante, sociável e ativo do que o habitual. Em geral, a crise é breve, dura apenas uns poucos dias. Para efeito de diagnóstico, é preciso assegurar que a reação não foi induzida pelo uso de antidepressivos.

      Tratamento.

      Transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, tais como o fim do consumo de substâncias psicoativas, (cafeína, anfetaminas, álcool e cocaína, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e sono e redução dos níveis de estresse.

      De acordo com o tipo, gravidade e evolução da doença, a prescrição de medicamentos neurolépticos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, ansiolíticos e estabilizadores de humor, especialmente o carbonato de lítio, tem-se mostrado útil para reverter os quadros agudos de euforia e evitar a recorrência das crises. A associação de lítio com antidepressivos e anticonvulsivantes tem demonstrado maior eficácia para prevenir recaídas. No entanto, os antidepressivos devem ser utilizados com cuidado, porque podem provocar uma guinada rápida da depressão para a euforia, ou acelerar a incidência das crises.

      A psicoterapia é outro recurso importante no tratamento da bipolaridade, uma vez que oferece suporte para o paciente superar as dificuldades impostas pelas características da doença, ajuda a prevenir a recorrência das crises e, especialmente, promove a adesão ao tratamento medicamentoso que, como ocorre na maioria das doenças crônicas, deve ser mantido por toda a vida.

      Recomendações aos familiares:

      Portadores de transtorno bipolar e seus familiares precisam estar cientes de que:

      * seguir o tratamento à risca é a melhor forma de prevenir a instabilidade emocional e a recorrência das crises, o que assegura a possibilidade de levar vida praticamente normal;

      * os remédios podem não fazer o efeito desejado logo nas primeiras doses que, muitas vezes, precisam ser ajustadas ao longo do tratamento;

      * crises depressivas prolongadas sem tratamento adequado podem aumentar em 15% o risco de suicídio nos pacientes bipolares;

      * o paciente pode procurar alívio para os sintomas no álcool e em outras drogas, solução que só ajuda a agravar o quadro;

      * alternar a fase de depressão com a de mania pode dar a falsa sensação de que a pessoa está curada e não precisa mais de tratamento;

      * a família pode precisar também de acompanhamento psicoterápico, por duas diferentes razões: primeira, porque o distúrbio pode afetar todos que convivem diretamente com o paciente; segunda, porque precisa ser orientada sobre como lidar no dia a dia com os portadores do transtorno.

      Da leitura, presume-se que você, como cuidadora, deve se cuidar também. Faça psicoterapia.
      Leia também o livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOA BIPOLAR, que você pode baixar no site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  20. Mariana 26 de setembro de 2016 às 12:33 - Responder

    Sou diagnosticada com transtorno bipolar desde minha adolescência, meu pai tem o mesmo diagnóstico e também é borderline e usuário de drogas. Tenho 22 anos e tive meu primeiro surto aos 21 onde precisei ser internada por 30 dias.
    Semana passada tive uma psicose muito forte sozinha no meu apartamento. Ouvia vozes dentro da minha cabeça e também lá na rua. Dias depois me sentia extremamente irritada e a ponto de explodir com tudo. É muito difícil manter o controle e a calma. É Muito difícil não alterar a voz. Cada psiquiatra me dá um medicamento diferente em uma dosagem diferente e eu não sei o que tomar e em quem acreditar. É muito ruim pois acabo machucando quem eu mais amo, meu amor e minha família. Preciso de ajuda. Tenho medo de morrer pois nas vezes que estive em crise tive certeza que ia morrer.

    • Equipe Abrata 2 de outubro de 2016 às 19:53 - Responder

      Querida Mariana

      Os momentos que vc descreve produzem muitos sofrimentos e angustias e depois sentimentos de culpa e menos valia, além dos danos nas relações interpessoais e as vezes econômicas. É essencial vc continuar fazendo uso da sua medicação, por são elas que estabilizam o humor, reduzem as possibilidades de crise e do aparecimento do surto psicótico. Sem a medicação os sintomas da doença não desaparecem e tendem a aumentarem em intensidade e frequência. Procure ajuda, busque em psiquiatra em que vc confia e possa a cada vez fortalecer essa confiança. Converse com o seu médico da mesma forma que escreveu para nós. Relata os seus sintomas assim como vc fez aqui. Assim, o médico poderá lhe ajudar com mais eficácia e cada vez mais ajustar a medicação de forma que lhe atenda e lhe traga qualidade de vida.
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo para as pessos que apresentam trasnrono bipolar e depressão.. Traga também os seus familiares. Temos grupos para os familiares. São grupos separados. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às 17h.
      No site da ABRATA vc também poderá baixar o livro – Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidarcom a doença, assim como dicas para vc lidar com o seu pai. . Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

  21. Vanessa dos Santos Moraes 17 de novembro de 2016 às 00:28 - Responder

    Oi meu marido tem isso me ajudem pois o amo e sou muito estressada.

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 11:05 - Responder

      Olá Vanessa.

      Você está estressada porque o seu marido está sem tratamento, o que ocasiona um desgaste no relacionamento.
      Sugerimos que, com a devida tranquilidade, você o convença a procurar ajuda de um médico psiquiatra.
      Demonstre a ele quais são os benefícios que o tratamento traz:
      – redução das crises;
      – menor risco de ideação suicida;
      – mais estabilidade;
      – melhor qualidade de vida.

      E você pode ler o livro chamado GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode baixar no seguinte
      endereço eletrônico: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  22. Maria 23 de dezembro de 2016 às 20:30 - Responder

    Tenho um namorado de longa data que surta por qualquer coisa. Em uma discussão altera logo a voz e às vezes é agressivo. Depois eu vejo que ele se arrepende, mas não pede desculpa. Eu fico depressiva, com raiva também, com vontade de desistir dá relação. Mas acontece que não tenho coragem. Quando ele está de bom humor é uma pessoa maravilhosa, é totalmente bipolar. Se eu falo que ele tem a doença ele surta, como nunca foi diagnosticado por um médico, nunca irá admitir, e nem procurar ajuda. Enquanto isso eu vou morrendo aos poucos.

    • Equipe Abrata 4 de fevereiro de 2017 às 19:54 - Responder

      Olá Maria.

      Cuidar de alguém com transtorno afetivo não é tarefa fácil.
      Para tanto, o familiar deve ter muito amor, muita paciência e um grande conhecimento sobre a doença.
      Indicamos a você um livro que pode ser baixado no endereço eletrônico http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx. Chama-se GUIA PARA
      CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR.
      Verifique, ainda, se na cidade onde você reside há grupos de apoio mútuo para pessoas com transtorno bipolar e depressão.
      Um detalhe importante: o cuidador deve cuidar-se também. Procure tarefas que lhe dão prazer e uma boa qualidade de vida.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  23. Ana lucia adriano 8 de fevereiro de 2017 às 12:26 - Responder

    Gente, eu vivo há dois anos com um bipolar.
    E quero dizer que é enlouquecedor!
    Já li muito,já procurei muita ajuda e ainda posso dizer que pouco sei.
    O meu toma remédios mas acho que de não adianta pois ele bebe muito. Esta sempre em crise sempre para baixo. E me trata muito mal. Estou pensando em largar esse barco!

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 16:29 - Responder

      Querida Ana Lucia.

      O tratamento do transtorno bipolar exige uma rotina, muita disciplina e boa vontade.

      Variações na rotina, principalmente dos horários de comer, dormir e acordar, podem influenciar diretamente no curso da
      doença, piorando o quadro e até desencadeando crises eufóricas ou depressivas. Portanto, é muito importante que a
      pessoa bipolar tenha disciplina e siga uma rotina com horários controlados.

      Quando há desvios de comportamento,como o uso de bebidas ou drogas, a situação pode piorar bastante.

      O abuso de bebidas alcoólicas é tema recorrente em muitos consultórios médicos e psicológicos.

      A principal constatação é, no entanto, que a bebida agrava o prognóstico e pode antecipar o início da doença. Os profissionais da saúde têm observado também que os pacientes que apresentaram os dois tipos de transtorno – bipolar do humor e por uso do álcool – tiveram maior número de internações psiquiátricas ao longo da vida. Em geral, os portadores que usam bebidas alcoólicas não seguem o tratamento corretamente. Além disso, o álcool anula o efeito do medicamento.

      Em conseqüência, ocorre o que os especialistas chamam de efeito de Kidling. Com o aumento do número de ocorrências não tratadas pode haver crises cada vez mais graves e frequentes.

      Infelizmente, seu companheiro não se deu conta da importância da adesão ao tratamento, que é fundamental para alcançar-se a estabilidade.

      Desejamo-lhe muita força.
      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  24. Laércio almeida 29 de abril de 2017 às 23:11 - Responder

    Sofro com essa doença há 3 anos, procurei tratamento há 1 ano, não aceitava minha doença. Por estar sofrendo muito com as crises que aumentavam de 3 em 3 meses, tentei buscar ajuda. Após 3 meses na face maníaca onde tudo ia “bem”, eu entrava na fase depressiva. Na fase depressiva chegou a durar 45 dias. Eu me sentia com medo de todos, sensível a qualquer barulho, falta de energia, não conseguia trabalhar, me alimentava em horários inadequados, pensamentos suicidas, pensamentos deturpados, baixa autoestima, isolamento social…
    Já na fase maníaca eu era o rambo,o super man rs, compulsões por atividades físicas, sexo e autoestima muito elevada…Nessa fase eu já sabia que o tombo seria grande p a fase depressiva.
    Nesse último ano resolvi procurar ajuda psiquiátrica e comecei a tomar o remédio quetiapina, senti que ele me sufocava e dava desânimo e por conta própria cometi um grande erro em parar de tomar e abandonei o tratamento, logo vieram novas crises mais intensas e com duração maior, a última chegou quase há 2 meses.
    Com ajuda de familiares procurei tratamento, então lembrei da Associação Abrata, frequentei 2 reuniões e tive a indicação de um psiquiatra especializado em bipolaridade, depressão…Agora estou tomando remédio adequado para minha doença já que um psiquiátrica anterior me receitou remédio inadequado ( luvox, apraz, estilnox e venlift ) os mesmos pioraram minha situação. Atualmente estou tomando olanzapina, me adaptei muito bem a esse remédio. Venho tento muitas melhoras!
    Aos que possuem essa doença aconselho a procurar a equipe Abrata e não se entregarem à doença.

    • Equipe Abrata 30 de abril de 2017 às 11:02 - Responder

      Olá Laércio.

      Agradecemos a sua mensagem e lembramos que a missão da ABRATA é propagar informações sobre a depressão e o transtorno bipolar, promovendo
      a compreensão sobre essas doenças, a redução do preconceito, do estigma e as dificuldades dos familiares em lidar com seus entes queridos.
      As ações da ABRATA complementam o trabalho do psiquiatra e do psicoterapeuta por meio da informação, facilitando a adesão ao tratamento.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  25. Fernando D. 11 de maio de 2017 às 10:49 - Responder

    Quando perdi o controle de mim mesmo, de meus pensamentos, dos meus sentimentos? Não sei. Na verdade, não sei se um dia os tive…
    Lutar com sua própria mente é a pior e mais inglória das lutas no meu ponto de vista. É um inimigo que está sempre ao seu lado, sem tréguas, sem um segundo de paz. Nem mesmo no sono me sinto livre, isso quando durmo de verdade.
    Um constante pensar, um constante questionamento que perturba, irrita, faz sofrer e até querer por fim a tudo de uma vez. Um sofrimento debilitante que interfere em tudo que se faz. Que causa uma dor lancinante e um desamparo horrendo mesmo quando se tem todo o apoio possível.
    Eu sei tudo que tenho, eu sei dessa doença maldita, e parece que não consigo fazer ela ceder um milímetro se quer. Nenhum remédio alivia, nenhuma palavra decifra, nenhum ombro ampara.
    As perdas ao longo da vida dilaceram, trazem desesperança e castigam ainda mais minha mente. Não saber amar, ou amar demais, sem controle, como se não houvesse amanhã, como se tivesse que dar e receber todo amor do mundo de uma única vez, algo impossível, inconcebível, e que acaba por corroer todas as relações que tive.
    Sinto-me incapaz de ser feliz, mesmo quando a felicidade está gritando na minha frente. Não me sinto merecedor de alegria, de paz, mas sim de dor e sofrimento. Ansiosamente busco a dor, não me permito um segundo de paz, mesmo implorando por alívio. Como pode isso meu Deus? Como pode alguém ser assim? Autopiedade? Não sei. Acredito não ter pena de mim, mas tenho muita pena de quem me cerca. Os que sofrem por me ver sofrer. Ah, se pelo menos por um dia eu pudesse ter paz, pudesse organizar meus pensamentos e tentar achar a saída desse inferno…
    Quando enfim essa fase cede, me sinto capaz de tudo, me sinto controlado e eufórico, e aí sim sinto mais medo então. Porque sei que ali adiante vem o turbilhão e que a queda será terrível. Essa montanha russa me esgota, dilacera minha alma e trás rios de lágrimas sem sentido.
    Como agora, em que pela quarta vez encontrei uma pessoa bacana e pronto, em menos de um mês, entreguei meus sentimentos mais intensos, e fui correspondido. Uma alegria gigantesca que trouxe sentido a tudo, me fez sonhar com o futuro, com filhos, com uma casa, uma vida em comum. Mas aí, como não sei ser feliz, entrei na montanha russa outra vez. E sem motivo algum minha mente traiçoeira se enche de ansiedade, se insegurança e de um sentimento de perda antecipada por saber que ali na frente minha mente vai me trair, meu comportamento torto vai afastar quem tanto amo.
    Sem motivo algum vou encher minha cabeça de idéias mirabolantes sobre perda, sobre dor, sobre ser doente e afastar as pessoas.
    Eu, um bipolar diagnosticado por 3 psiquiatras e 2 psicólogos, hoje consciente da doença, só posso rezar e implorar misericórdia divina, porque remédios, conversa e abraços já não trazem alívio. Começam novamente os pensamentos suicidas, o fim fatal do sofrimento,a cura que talvez não exista, nem neste, nem no outro mundo.

    • Equipe Abrata 13 de maio de 2017 às 12:20 - Responder

      Prezado Fernando D.

      Para um depoimento longo e específico, reservamos uma resposta que pretende ser esclarecedora.

      De que tipos de crises (acessos ou fases) sofrem as pessoas com o transtorno bipolar? Com que frequência voltam a ter recorrências, a sofrer novas crises?
      Algumas pessoas têm um número igual de crises de euforia ou excitação irritável (mania) e de depressão. Outras têm principalmente crises de um tipo, de depressão ou de euforia. Em média, uma pessoa que sofre de Doença Bipolar tem quatro crises durante os primeiros 10 anos da doença. Embora possa haver um intervalo de anos entre duas ou três primeiras crises, a sua frequência é maior se não se fizer o tratamento estabilizador apropriado. As crises podem corresponder às mudanças de estação em padrões variáveis, no “rebentar” e no “cair” da folha, no Inverno e no Verão. Algumas pessoas têm crises frequentes ao longo do ano, por vezes, mesmo, ciclos ininterruptos de euforia e depressão. As primeiras crises podem ser desencadeadas por factores emocionais ou stress, mas à medida que a doença evolui, se a pessoa não fizer o tratamento estabilizador (preventivo), as crises podem surgir com maior frequência e sem factores precipitantes dignos de relevo.

      As crises podem durar dias, meses ou mesmo anos. Em média, sem tratamento, as fases de mania e hipomania (euforia leve) duraram poucos meses, enquanto as depressões arrastam-se muitas vezes por mais de seis meses.

      Naturalmente, as indicações que aqui ficam são as essenciais para o reconhecimento da doença pelo doente e os familiares, mas não devem levar a minimizar o papel do médico psiquiatra, elemento chave no tratamento. Pelo contrário, o melhor conhecimento e reconhecimento da doença e dos aspectos gerais do tratamento visa a permitir uma colaboração mais ativa entre todos, doente, família, médico psiquiatra, psicólogo.

      No tratamento da Doença Bipolar há que se ter em conta, por um lado, as fases agudas e, por outro, a estratégia de prevenção das crises. Quando o doente sofre uma crise de depressão, de mania, hipomania, ou mista, precisa de ser tratado na fase aguda com a terapêutica apropriada antidepressiva, anti-maníaca ou antipsicótica, sendo necessária, em muitos casos, a hospitalização no período crítico. Depois de tratada a fase aguda e na continuidade do seu tratamento, inicia-se a terapêutica preventiva das crises para evitar que voltem a ocorrer. Para que o tratamento seja eficaz é necessária uma medicação (tanto para a fase aguda como para a estabilização da doença), acompanhada de uma educação do doente e dos familiares (sobre a doença, os medicamentos, a necessidade de aderir ao tratamento, modificação de hábitos nocivos).
      Pode ser benéfico um apoio psicológico para o doente e seus familiares (como lidar com os problemas e o stress, etc)…

      Fonte: Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares.

      Vamos falar um pouco sobre a psicoterapia para pessoas com transtorno bipolar e depressão.
      Os médicos psiquiatras têm recomendado a combinação do tratamento medicamentoso com a psicoterapia.
      Especificamente, a Terapia Comportamental Cognitiva é a mais indicada para as pessoas com transtornos afetivos.

      Quais são os objetivos dessa terapia:

      1) Educar pacientes e familiares sobre o Transtorno Bipolar, seu tratamento e suas dificuldades.

      2) Ensinar métodos para monitorar a ocorrência, a gravidade e o curso dos sintomas maníaco-depressivos. Facilitar a aceitação e a cooperação com o tratamento. Oferecer técnicas não medicamentosas para lidar com sintomas e problemas. Ajudar a enfrentar fatores de estresse que estejam interferindo no tratamento. Estimular a aceitação da doença e diminuir o estigma associado ao diagnóstico.

      3) A pessoa aprende a reconhecer padrões de comportamento e pensamento, a ter papel mais ativo no tratamento, a lidar com os problemas que produzem estresse e a reconhecer os sintomas que indiquem que uma recaída pode acontecer, para agir preventivamente.

      E, por fim, levamos à sua reflexão uma das maneira para lidar com pensamentos suicidas:

      Os pensamentos suicidas podem surgir quando as sensações de desamparo, isolamento e desespero se tornam fortes demais para suportar. A sobrecarga da dor pode fazer parecer como se o suicídio fosse o único modo de se livrar do fardo que se tem carrega.
      Saiba que é possível conseguir ajuda e lidar com o que está sentindo:
      1) ENTRE em contato com um profissional de saúde mental para recuperar o seu bem-estar,
      embora isso esteja parecendo impossível.
      2) Caso esteja apresentando pensamentos suicidas e precise de ajuda imediata, entre em contato com o serviço de emergência através do telefone 190;
      3) Entre em contato com o CVV – Centro de Valorização da Vida pelo número 141. Os profissionais treinados estão disponíveis 24 horas para conversar com você.

      O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  26. steph 16 de julho de 2017 às 23:59 - Responder

    Fui casada com uma pessoa com TB, o relacionamento acabou depois de um surto que ela teve, tinhamos terminado uma primeira vez também depois de um surto com duração de mais de uma semana ela estava fria, não tinha mais paciência, gritava e brigava comigo por coisas bestas e ai ela disse que nao me amava mais e terminou comigo. Depois disso voltamos e ela estava bem de novo, era doce,estava feliz, estava bem mas há 4 dias atrás ela teve mais um surto, disse novamente que nao me amava, que nao sentia nada por mim. Eu li algumas coisas e conversei com minha psicóloga e ela disse que isso pode ser um sintoma do TB.

    • Equipe Abrata 17 de julho de 2017 às 05:57 - Responder

      Prezada Steph

      Agradecemos a sua mensagem.
      Os psiquiatras diferem de psicólogos pois são médicos com formação médica que se especializam em questões de
      saúde mental.
      Os psiquiatras, ao contrário de outros profissionais de saúde mental, têm a capacidade de escrever prescrições
      para medicamentos psiquiátricos para tratar doenças mentais, como ansiedade, depressão, transtorno bipolar, etc.
      Seu conhecimento da química do cérebro e sua influência nos comportamentos e doenças de pacientes o capacita a atuar
      como um profissional capacitado a ajudar o paciente a chegar ao equilíbrio comportamental adequado para viver uma
      vida com qualidade.
      Os psiquiatras especialistas em transtornos mentais sugerem a combinação do tratamento medicamentoso com psicoterapia.
      Sugerimos uma conversa entre vocês para esclarecer que o relacionamento pode ficar melhor com o tratamento apropriado.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  27. Victor 1 de novembro de 2017 às 15:58 - Responder

    Estou casado há quase um ano, mas o relacionamento com ela tem mais de dois. A conheci fazendo tratamento, mas sempre desconfiada do diagnóstico do transtorno e reclamando demais das reações adversas da medicação.

    No começo do ano passado, em razão de algo diagnosticado como parkinsionismo medicamentoso e por problemas no fígado e também por estar aparentemente estável, o último psiquiatra que a atendeu a liberou da medicação. Durante o tratamento anterior, ela passou por vários psiquiatras.

    Ela ficou um ano e meio estável, cheia de vida e planos. Nos casamos, nosso filhinho nasceu, mas de agosto para cá a crise voltou com força. Ela já esteve internada em clínica terapêutica, duas vezes no hospital, mas nada parece fazer isso passar. E o foco tem sido eu: as agressividades, humilhações, dificuldade de diálogo…

    Confesso que estou mentalmente muito cansado. No meio disso tudo temos um bebê e eu quero e preciso muito estar com ele, mas ela monopoliza o meu tempo e minha cabeça. Já não sei mais o que fazer. Ela não aceita fazer psicoterapia e me acusa de a estar “envenenando” ao adquirir as medicações prescritas para o seu tratamento.

    • Equipe Abrata 7 de novembro de 2017 às 09:47 - Responder

      Caro Victor.

      O transtorno bipolar é uma doença que exige acompanhamento médico contínuo, com medicamentos apropriados e conversas frequentes
      com o psiquiatra a fim de que ele avalie tanto a medicação quanto os efeitos colaterais e demais ocorrências.
      Aqueles que, por esta ou aquela razão, não seguem um tratamento adequado combinado com psicoterapia, correm o risco de terem
      episódios mais frequentes e com maior intensidade. A medicação é para conduzir a pessoa à estabilidade de seu humor.
      Assim, com paciência e muito diálogo, você pode convencer a sua esposa a procurar ajuda profissional.
      E quanto a você, sugerimos que também procure auxílio de médico e/ou terapeuta. A sobrecarga dos cuidadores/familiares que
      tratam de seus entes queridos com transtornos do humor, pode levá-los a modificarem seus projetos de vida porque podem ter que
      estabelecer uma rotina diferente da almejada.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  28. Márcio 20 de novembro de 2017 às 17:10 - Responder

    Olá, sou casado há 8 anos.
    Desde o início do nosso relacionamento, minha esposa apresentava sintomas de bipolaridade. Mesmo assim, decidi encarar os fatos. Logo no início ela engravidou, não gostou muito da ideia, chegava a chorar bastante. Mas com o passar do tempo foi diminuindo a ideia de não querer a gravidez. Passamos por altos e baixos financeiramente, mas superamos. Passei em um concurso público onde melhorou bastante nossas vidas. Acontece que tudo está ruim, nada está bom. Hoje temos uma vida financeira que pode considerar-se estável. De todos os médicos, psicólogos em que ela já foi, todos ela considera como loucos, loucos pela medicação prescrita, por diagnosticá-la com bipolaridade. Ela é orgulhosa demais, não aceita opinião, nunca dá o braço a torcer. Nesses oito anos por várias vezes disse querer se separar, e eu sempre tentando segurar a onda. O problema maior é que não é só eu e ela, temos uma filha. E ela acaba ficando neste fogo cruzado. Já tentei fazia terapia de casal, mas ela na hora H pulou para trás. Todo emprego que ela teve era ruim. Começou duas faculdades e parou, agora está na terceira e numa Federal e chegou em pensar parar também. Eu só tenho defeitos. Saio cedo de casa, trabalho o dia inteiro, chego em casa faço alguns afazeres domésticos para ajudá-la, busco nossa filha na escola, também faço faculdade, não saio pra beber, jogar bola, faço tudo em prol da família e escuto que isso não é mais do que obrigação. Sinceramente, estou cansado emocionalmente. Não desejo a separação, ela e minha filha são muito importante para mim. A ideia da separação me corrói, não ver minha filha ao ir trabalhar, só vê-la durante alguns dias da semana. Sinto falta dos momentos felizes que já tivemos a dois. Desculpe-me pelo desabafo…

    • Equipe Abrata 21 de novembro de 2017 às 08:33 - Responder

      Caro Márcio.

      As pessoas diagnosticadas com transtorno bipolar devem fazer o tratamento medicamentoso para controlar os sintomas da doença.
      Não há outra alternativa. Sem a adesão ao tratamento, as crises podem ser mais intensas e recorrentes, além de aumentar o
      risco de suicídio.
      Muitas vezes, a pessoa que apresenta algum transtorno mental não consegue identificá-lo como algo diferente de si mesma.
      Acredita que aquelas características façam parte de sua personalidade. E muitas vezes sentem até um estranhamento, se por conta
      do uso de medicações, aquelas características forem suprimidas. Ou seja, não sabem experimentar a vida de outra forma.
      Antes de mais nada é muito importante uma relação sincera de afeto e confiança para que aos poucos esta pessoa vá quebrando as
      resistências e se aproximando de um tratamento.
      Veja entre suas relações quem seria a pessoa mais indicada para fazer essas tentativas de abordagem, e também qual o melhor momento.
      Em relação ao tratamento, o ideal seria a combinação de medicamentos e psicoterapia, mas não importa se isso não acontecer de imediato.
      O mais importante é que o tratamento se inicie e que aos poucos as resistências sejam quebradas.
      Este processo de aceitação e envolvimento pode levar muito tempo, então não se esqueça de cuidar de si mesmo e de sua saúde mental,
      se a convivência for muito difícil.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  29. MmmMMmmmmmmmmmmmm 18 de outubro de 2018 às 16:08 - Responder

    Olá, eu adoro ler os comentários e presto muita atenção nas respostas. Estou num relacionamento com um bipolar, ele toma medicamentos e faz psicoterapia, mas mesmo assim vêm apresentando oscilações semanalmente. Ele é muito prestativo e me apoia em tudo, tenho um filho autista do meu primeiro casamento, daí vem o motivo das explosões dele. Do nada ele fica falando do meu passado, rebaixando e questionando as decisões que tomei no passado, e como principal vem a escolha do meu primeiro marido.O fato de ter sido casada com esse fulano, é sempre motivo de discórdia. Ás vezes chego a pensar que ele não gosta do meu filho porque tudo ele culpa o meu primeiro casamento, e do meu primeiro casamento veio meu filho autista. Ressalto, ele só apresenta isso semanalmente, onde ele afirma que ficou assim devido ter esquecido de tomar o estabilizador. O fato é que vivo em estresse constante na luta diária com meu filho de 5 anos autista, na maratona de terapias, e já estou ficando sem paciência.Ele vivia me dizendo que queria um filho, que com um filho ele acabaria com esse ciúme.Tô grávida de 4 meses e ainda assim ele tem essas explosões, não respeita nem o meu estado. Fica agressivo, esmurrando as paredes… Fora esses momentos, ele é excelente,e realmente o amo muito. Ele também me dá suporte pra lutar com meu filho, é um pai pra ele. Gostaria de saber se mesmo ele tomando os remédios direito, vai apresentar essas oscilações constantemente? E se realmente essa postura dele é devido a doença? Obrigada!

    • blogabrata 9 de fevereiro de 2019 às 13:50 - Responder

      Olá leitora

      Você indaga se um portador de transtorno bipolar, mesmo tomando medicamentos adequados e frequentes, pode ter
      alguns sintomas da doença.
      Isso é comum entre aqueles que não levam ao conhecimento de seu médico as ocorrências, principalmente o
      descontrole da agressividade. Às vezes um reajuste da medicação pode ser suficiente.
      É importante, também, a psicoterapia combinada ao tratamento psiquiátrico.
      Procurem ajuda terapêutica.
      Boa sorte.
      Abs.
      Equipe ABRATA

Deixe o seu comentário