Com transtorno bipolar, Maurício Mattar toma remédios e diz: “nada mais me tira do sério”

Após tratamento, Maurício Mattar conta que convive até melhor com a família |Ag News

Após tratamento, Maurício Mattar conta que convive até melhor com a família |Ag News

Depois de sofrer anos com as frequentes oscilações de humor, Maurício Mattar resolveu buscar ajuda médica e afirma que hoje seus relacionamentos “estão maravilhosos”. Diagnosticado com transtorno bipolar, há dois anos, o ator frequenta o psiquiatra e toma remédio. Com o tratamento, ele garante: “nada mais me tira do sério”. Segundo a ABTB (Associação Brasileira de Transtorno Bipolar), estima-se que pelo menos dois milhões de brasileiros sofrem do transtorno.

A bipolaridade não aparece de repente. Você nasce ou não com ela. Na verdade essa é uma característica minha que nunca foi tratada. Maurício Mattar

Segundo a psiquiatra e presidente da ABTB, Angela Scippa, o transtorno bipolar foi considerado pela OMS a sexta causa de incapacitação entre todas as doenças médicas e a terceira entre as psiquiátricas. A médica explica que a origem está ligada a genética e a fatores ambientais, ou seja, influências do meio em que a pessoa vive, que podem agir de forma combinada.

O sintoma principal da doença é agitação excessiva, pensamento e voz acelerados. É comum também a pessoa ter ideias grandiosas e ser muito autoconfiante, além de ter gastos desmedidos. Outros sintomas são a impulsividade, falta de sono, aumento da atividade sexual. É importante esclarecer que o transtorno bipolar tem duas fases, que é a de mania e a de euforia.

Por causa dos sintomas, Mattar disse que “você acaba machucando pessoas por meio das palavras que ficam soltas”.

O que acontecia comigo era que uma hora tudo estava tranquilo e maravilhoso e, às vezes, uma vírgula me fazia perder a paciência. Nessas horas que você perde as estribeiras, fala certas coisas que não gostaria. Logo depois que passa, você se arrepende, como se fosse uma calmaria. Essa oscilação é constante e para eliminar é necessário você dosar com medicamento. De dois anos para cá, consegui conviver melhor nos grupos de trabalho e na minha casa. A relação com minha família foi a primeira a ser notada, se equilibrou.  | Maurício Matar

Diagnóstico tardio

Segundo a médica, a pessoa pode demorar até dez anos para descobrir o diagnóstico do transtorno bipolar. Isso ocorre porque os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como a depressão, por exemplo.

Quando os sintomas do transtorno aparecem de maneira brusca, fica mais fácil identificar e tratar. Mas quando esses sintomas se “arrastam” por anos e surgem aos poucos, fica mais difícil identificar a doença. Assim, em muitos casos as pessoas adquirem fama de encrenqueiras ou de briguentas quando na verdade sofrem de transtorno bipolar. Dra Angela Scippa

Doença de jovens

Geralmente, a doença se manifesta inicialmente na adolescência — 60% dos casos antes dos 20 anos de idade, mas pode ocorrer em qualquer idade. Para Angela, isso acontece, pois é “uma característica da doença”.

O transtorno bipolar pode se desenvolver em qualquer fase da vida, mas geralmente é na adolescência, justamente por ser originada daqueles dois fatores: vulnerabilidade genética e fatores do ambiente. Dra Angela Scippa

Saiba viver bem

Apesar de não ter cura, é possível viver bem e normalmente com o uso de remédio e tratamento complementares, de acordo com psiquiatra do departamento de psiquiatria da Universidade de São Paulo/ Unifesp, Eduardo Tischer. O especialista explica que a pessoa terá que tomar um “estabilizador de humor”, além de fazer um tratamento complementar.

O controle é feito por medicamento, mas não é o único meio. Além da própria medicação, terapia pode ajudar, como melhorar a qualidade de vida fazendo atividade física, evitar ingestão de álcool, por exemplo. Ou seja, todo um conjunto de fatores. Dr  Eduardo Tischer.

 Fonte: http://noticias.r7.com/saude/com-transtorno-bipolar-mauricio-mattar-toma-remedios-e-diz-nada-mais-me-tira-do-serio-27062013

Reporter: Vanessa Sulina, do R7

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2018-02-02T17:16:14+00:00 3 de fevereiro de 2014|Categorias: Bipolar, Blog, Transtornos do Humor - Conceitos|Tags: , , , |151 Comentários

151 Comentários

  1. Liliane 5 de fevereiro de 2014 às 00:33 - Responder

    Boa noite,
    Namoramos há três anos e meio e um dia meu namorado me contou que na adolescência havia sido diagnosticado como maníaco depressivo suícida e que a médica o informou que não saberia como cuidar do caso. Parece que na época tomou um medicamento chamado Donarem. Hoje ele tem 33 anos de idade, não faz tratamento nenhum, sempre reclama muito da vida, irritado com tudo, agressivo principalmente nas palavras, ansioso, sempre pirracento com crises de isolamento. Tem dificuldades em concentrar, bebe muito, fuma demais, sempre muito intolerante com tudo. Há poucos dias me contou que já agrediu pessoas na rua por poucos motivos, do nada. Já se agrediu fisicamente também , ele tem várias cicatrizes nos braços. Eu o amo muito, já falamos em ter uma família, mas estou cansada das ameaças de término, cansada de ouvir que sou a causa dos problemas, que só sirvo para estragar a vida dele, cansada das pirraças quando tento colocar a minha opinião e ele não concorda. Cansada de ‘ficar de castigo” de ser deixada de lado quando ele que ficar sozinho. Hoje quando discutimos pelo telefone ele me disse que devo aceitá-lo como ele é e quando eu o conheci já era assim. Me propus a judá-lo a buscarmos ajuda juntos , ele não aceita, até me perguntou se já tinha desistido desta idéia.
    Me pergunto onde começa o egoísmo ou a doença em querer ver apenas o lado dele?Que família que é esta que quando peço a ele para não beber depois de ter bebido a semana toda, e a própria mãe o incentiva? Que família é esta que quando o vê agressivo fala que é simplesmente um temperamento difícil e acha normal a forma estúpida como ele me trata? Tem horas que me acho um bode expiatório, sinto muita raiva da mãe que acha tudo bonito e não faz nada. Estou muito triste com tudo isto. Não acho que devo simplesmente virar as costas para alguém que amo e gostaria que tivesse a tranquilidade para ver as saídas na vida.
    Me ajudem por favor.
    Muito obrigada.
    BH, MG

    • Equipe Abrata 9 de fevereiro de 2014 às 18:03 - Responder

      Cara Liliane
      Bem vinda a ABRATA!

      O transtorno bipolar é uma doença difícil pois causa problemas em todas as áreas da vida da pessoa. Seu portador apresenta oscilações de humor, os chamados altos e baixos e, dependendo do seu estado de espírito, pode estar afastado de todos e querendo apenas o isolamento, ou afável, gentil, até encantadoramente otimista. O problema é que a pessoa não tem controle sobre esses estados de espírito, e sofre e faz sofrer com essas oscilações.

      Mas, essa situação pode ser controlada, felizmente. Só que apenas o tratamento médico juntamente com o psicológico pode ajudar a pessoa a se recuperar e a ter uma vida produtiva. Não é a conivência resignada das pessoas que vai ajudar o seu namorado, apenas ele pode sair desta situação se ele aceitar o tratamento com um psiquiatra especializado.

      Percebemos a resistência dele em aceitar que deve mudar. Tente fazê-lo ler sobre o transtorno, participar das atividades da ABRATA na internet http://www.abrata.org.br (site, blog, facebook), assistir aos vídeos postados, ler o que outras pessoas escrevem ou conversam sobre o tema e participar também. Se puderem, venham a São Paulo assistir a um encontro psicoeducacional da ABRATA ou mesmo do Progruda (Programa de Transtornos Afetivos da Psiquiatria do Hospital das Clinicas/SP – http://www.progruda.com).

      A sua parte nessa história é tentar sensibilizá-lo para aceitar um tratamento adequado, condição absolutamente necessária para que ele tenha uma vida saudável. Não acredite que você precisa aceitá-lo como ele é, até porque você não conhecia completamente a situação no momento em que o conheceu. À medida que você o conhece melhor, você tem mais condições de avaliar o que você pode e o que não pode fazer, não é mesmo? Você, assim como a família e os amigos, podem aceitar ajudá-lo desde que ele coopere. E a cooperação depende única e exclusivamente dele.

      Grande abraço
      Equipe ABRATA

  2. rosemeire 20 de fevereiro de 2014 às 11:03 - Responder

    Tenho uma cunhada que tem transtorno bipolar do tipo II, ela faz tratamento, já passou por três médicos, quando está boa, aceita a doença, quando fica em crise diz que o meu irmão que inventou esta doença prá ela e que ele comprou o médico. Xinga os médicos. As crises são tão fortes, que parece que mesmo tomando os remédios, eles não fazem efeitos. Meu irmão teve que sair de casa juntos com as filhas, pois tentou matar meu irmão com uma faca, agrediu a filha mais velha, e a menor de 08 anos ficou assustada com as reações dela e agora não quer mais ficar com a mãe. Ela agredi meu irmão, fla que vai contrar alguém pra dar uma surra nele, chinga ele de tudo que é nome. No último medico que estava tratando, parecia estar tudo bem. O médico estava aplicando uma injeção que parecia deixar ela bem calma, mas como sempre, parece que o remédio não faz efeito, ela ficou em crise novamente, foi ao médico e brigou com o médico e disse que não voltaria mais nele, omédico viu o estado paranóico em que ela se encontrava, e solicitou uma internação. Mas pelo público, não interna, só aplica amedicação na hora e manda pra casa, particular é muito caro, como já verificamos, o plano de saúde não cobre. Como fica esta situação, ela precisa ser internada urgente, pois com a crise forte, ela chega até tirar a roupa e costuma ir na delegacia da mulher inventar que o meu irmão agride ela, ele tem vários processos por causa dela, pois sempre que fica assim, fica agressiva e vai na delegacia denunciar sem motivo. Como interná-la pelo SUS, tem alguma clínica em algum lugar que faz esta internação? Diz que que a doença deixa a pessoa depressiva e tenta o suicídio, com ela não acontece isso, ela fica agitada e só pensa em prejudicar o meu irmão, que gasta com remédios e consultas caras para poder ajudá-la, dar assistência em casa mesmo não morando com ela, a família dela não está nem aí, fala que o meu irmão que tem que resolver, é problema é dele e ninguém quer se meter, nem pra ajudar, fica tudo nas costas dele.

    • Equipe Abrata 22 de fevereiro de 2014 às 17:13 - Responder

      Prezada Rosimeire

      Realizamos uma pesquisa para poder lhe dar uma orientação mais precisa sobre a internação pelo SUS. Conforme fomos orientados, a família deve procurar um Pronto Socorro da sua região que tenha psiquiatra. É importante ter o médico psiquiatra no caso da sua cunhada. Veja alguns locais, na cidade de SP, que possui médico psiquaitra, veja qual é o mais próximo do seu bairro: Hospital Waldomiro de Paula, em Itaquera; PS da Lapa; Hospital de Pirituba; Hospital Psiquiátrico da Vila Mariana; Hospital São Paulo, dentre outros.

      Quando a sua cunhada apresentar um quadro de grande agitação, agressividade, como a agressão a filha, ao irmão ou mesmo colocar em risco a sua própria vida, ou de outras pessoas a família pode e deve chamar o SAMU, que é obrigado por lei a atender casos psiquiátricos. Ressaltamos que ao telefonar não deixe de citar o quadro psiquiatrico da sua cunhada quando falar com o SAMU. O SAMU sempre sabe onde tem pronto socorro com psiquiatra (DICA: se o SAMU demorar, é para ficar ligando e chamando, que eles vêm). O encaminhamento para uma internação psiquiátrica somente será feito pelo psiquiatra que avaliar o paciente no PS. Por isso é importante buscar um PS que tem o psiquiatra.

      Rosimeire no site da ABRATA, vc poderá baixar o livro “Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar”. Neste livro vc encontrará muitas dicas sobre como agir em diversas situações, assim como informações sobre a doença.
      Segue o link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Grande abraço! Sucesso no apoio e tratamento! Conte sempre conosco!
      Equipe ABRATA

  3. Flavia 2 de março de 2014 às 12:50 - Responder

    Boa tarde!! Gostaria que me dessem uma orientação. Meu irmão sofre de bipolaridade, ele toma os medicamentos, mas bebe. Ele já agrediu minha mãe várias vezes, física e verbalmente e a mim também. E quando tomado pela fúria quebra tudo e agride tb. Eu resolvi me afastar, desde a ultima crise dele, na qual me agrediu verbalmente e eu decidi cortar relações, pois e sempre a mesma coisa. Gostaria que me informasse sobre o que fazer em relação a ele, pois a situação esta cada vez pior.

    • Equipe Abrata 4 de março de 2014 às 22:37 - Responder

      Prezada Flávia

      O transtorno bipolar, assim como acontece com outros transtornos mentais, acarreta diversos problemas na vida do paciente, dentre eles muitos conflitos nas relações familiares e sociais. Isso complica a já difícil situação destas pessoas e gera sofrimento não só para o indivíduo portador da doença como para aqueles com quem ele convive, e a solução para este complicado problema não é fácil nem depende apenas de orientações.

      Em primeiro lugar, é fundamental que o paciente aceite que tem um transtorno mental e que faça o seu tratamento. Por outro lado, a família também tem dúvidas, dificuldades para lidar com a situação gerada pela crise e pelo comportamento do portador e, também, problemas decorrentes de um tipo de comunicação disfuncional chamada “alta emoção expressa” (um jeito de se comunicar em que todos os membros da família se criticam muito e o tempo todo e ninguém consegue escutar e refletir sobre o que o outro está tentando dizer). Esse ambiente é muito angustiante e é recomendado que a família também seja tratada numa psicoterapia familiar. Muitas vezes, neste processo, a família consegue criar soluções e saídas para os dilemas que enfrenta junto com o doente.

      Outra coisa altamente recomendável é que você venha frequentar os grupos de ajuda mútua da ABRATA, que também tem encontros destinados a familiares, e traga a sua mãe, ela também precisa de acolhimento. Você também pode dizer ao seu irmão que vocês estão buscando ajuda para as dificuldades que estão vivendo com ele e que ele também precisa se deixar ajudar. Enfim, são algumas sugestões de caminho baseadas na experiência de diversas famílias que passaram por situações muito parecidas com a sua, que podem inspirá-la a encontrar mais saídas para a sua família e seu irmão. Quem sabe, daqui a algum tempo, você não vem compartilhar qual foi o caminho que conseguiu encontrar?

      Uma ressalva: em casos de agressão física ou qualquer comportamento que acarrete risco para o paciente ou para terceiros, a família deve chamar um resgate de urgência (tipo SAMU) para levar o paciente para um atendimento em Pronto Socorro e, se for constatada necessidade, para um encaminhamento hospitalar.

      Abraço
      Equipe ABRATA.

  4. Raquel Keller 3 de março de 2014 às 23:52 - Responder

    Fui diagnosticada com transtorno bipolar em 2005 aos 19 anos, desde então faço tratamento, já interrompi o tratamento 3 vezes por estar me sentindo “bem”, mas a recaída é ainda pior, desde 2011 ate hoje com 28 anos, decidi nao trancar mais o tratamento, pois sou consciente q tenho uma doença crônica e terei que tomar remédios a vida toda, frequento o psiquiatra a cada 2 meses, tenho uma vida normal, sou funcionária pública e acabei de me formar em ADM, sou casada e nosso desejo agora é ter um filho.
    Gostaria de saber se poderei realizar este sonho, pois conversei com o psiquiatra e terei q interromper o tratamento qdo ser gestante…corro risco de ter crises??? como devo fazer???

    • Equipe Abrata 4 de março de 2014 às 22:45 - Responder

      Olá Raquel

      Engravidar é sim possível para a portadora de transtorno bipolar, mas a gravidez deve ser discutida e planejada com o psiquiatra que a acompanha para que ele possa avaliar, no seu caso, quais os riscos e possibilidades presentes na sua situação. Sugerimos que você converse com seu psiquiatra sobre seus planos de gravidez e tire suas dúvidas sobre os riscos envolvidos não só em relação às medicações e seus efeitos sobre a criança como também sobre o impacto que uma eventual crise de humor sem tratamento pode ter sobre o feto.

      Um grande abraço,
      Equipe ABRATA

  5. gislene raquel ferreira assis santos 5 de março de 2014 às 16:10 - Responder

    DESCOBRI QUE TENHO TB,EM 1993+OU- FAÇO TRTAMENTO NO CAPS EM BAURU-SP, HOJE NAO ESTOU BEM, ME SINTO MUITO TRISTE, NAO VEJO NADA QUE ME AGRADA, ACHO QUE SOU A ÚNICA PESSOA QUE SINTO ESSAS COISAS OU SENTIMENTOS RUINS POR DENTRO, DOI TANTO QUE EU SO CHORO, AÍ SE SAIO PARA COMPRAR UM MONTE DE COISAS SEJA PARA MIM OU PARA MINHA CASA AÍ EU MELHORO, MAS NO OUTRO DIA COMEÇA TUDO DE NOVO, PODERIA FICAR A NOITE INTEIRA AQUI ESCREVENDO MINHA HISTORIA.

    • Equipe Abrata 6 de março de 2014 às 12:49 - Responder

      Prezada Gislene

      Saiba que vc não é a única pessoa que sente os sintomas que vc decreve. Cerca de 2,5% da população mundial são portadores do transtorno bipolar. Diaramente, aqui na ABRATA, em nossos grupos recebemos dezenas de relatos de portadores da doença.

      Muitas vezes parte-se do princípio de que os sintomas das doenças mentais, como o do transtorno bipolar, se devem a algum tipo de fraqueza ou falha de caráter das pessoa portadora. Tal crença não é verdade! As pessoas que sofrem de doença bipolar escolhem tanto ter essa doença, como as pessoas com diabetes ou artrite.

      A doença bipolar ocorre quando algo de errado se passa no cérebro. Não é culpa de ninguém e ninguém deve ser responsabilizado.

      Viver com a doença bipolar é difícil. Isto é tão verdade para os amigos e familiares, assim como para as pessoas diagnosticadas com a doença. Esta perturbação provoca alterações do humor, desde infelicidade profunda, passando por euforia, a um estado de espírito misto no qual uma energia agitada se combina com sentimentos de tristeza desesperada.

      Estes estados, que podem durar semanas ou meses, vão muito além do tipo de alterações de humor que podem ser consideradas “normais”. Resultam, frequentemente, num comportamento difícil, relacionamentos degradados e fortes restrições ao desempenho escolar ou no local de trabalho. Infelizmente, a doença também carrega um estigma que pode levar a discriminação injusta e ao isolamento. Tudo isto reduz significativamente a qualidade de vida.

      Gislene é essencial que vc relate ao seu médico os sintomas que está sentindo da mesma forma que escreveu para a ABRATA. O seu médico é a sua pessoa de confiança para o seu tratamento. Ele, juntamente com vc irá buscar e lhe direcionar para o melhor caminho na busca da estabilização da doença. O seu relato sugere um quadro depressivo. Cuide-se, não se isole, não fique sozinha, esteja sempre com alguma pessoa de sua confiança ao seu lado. Os pensamentos ruins são desse quadro depressivo. Se eles vierem converse com alguém sobre eles e o que vc está sentindo.

      Continue o seu tratamento! Os pensamentos ruins, dolorosos e as emoções que fazem sua vida parecer tão insuportável são sintomas de uma doença que vai diminuir e desaparecer quando tratados adequadamente. É essencial também, caso vc tenha um psiscólogo, conversar com ele sobre estes pensamentos ruins e dolorosos, assim como com o seu psiquiatra.

      Conte conosco!
      Abraços
      Equipe ABRATA

    • Claudia 19 de março de 2014 às 19:34 - Responder

      Oi Gislene, vc não e a única, hoje mesmo estou arrasada, por que ontem a noite eu tive uma crise, estavamos eu e o meu marido jantando e do nada perdi o controle quebrei copo, gritei, falei palavrões, ele me deu um tapa e eu o mordi no braço que arrancou o pedaço. Hoje estou muito triste. jÁ não agüento mais passar por isso. mas enfim dias melhores viram.
      Bis e fica na paz.

      • Equipe Abrata 21 de março de 2014 às 13:47 - Responder

        Cara Claudia

        É muita generosidade sua compartilhar sua vivência com todos nós. Mas, em vez de ficar se culpando, procure entender que você ainda não está estável e converse com seu médico para ajustar a medicação conforme a sua necessidade e converse também com um terapeuta para procurar descobrir se houve um gatilho psicológico para a sua reação.
        Um grande abraço
        Equipe ABRATA

  6. larissa 4 de abril de 2014 às 20:06 - Responder

    Gente tbm sofro com transtorno bipolar, só DEUS sabe que estou passando, cuido de 2 meninos não é fácil; meu filho as vezes não me compreende diz que estou chata, nervosa aff. Só Jesus, estou na fase depressiva aff, pensamentos ruins demais, mas em nome de JESUS sei que vou vencer.

    • Equipe Abrata 7 de abril de 2014 às 17:26 - Responder

      Larissa

      Ter alguma crença sempre nos ajuda em todos os sentidos da nossa vida! Nos fortalece na hora do sofrimento maior, na angústia, na dúvida, nas inseguranças, no amor e na busca de paz para o bem viver. Vá sempre ao médico, converse sobre os sentimentos que vc tem, sobre a doença. Tire todas as suas dúvidas e para não se esquecer de nada, escreva o que gostaria de perguntar e leve para a consulta.

      Mas, quando existe uma doença diagnosticada não podemos nos esquecer que necessitamos dos cuidados médicos, do uso da medicação, de uma rotina de vida, até para poder desfrutar na fé espiritual. Apresentar momentos de chateações, nervosos, como vc relata, fazem parte da vida de todos os seres humanos. Porém qdo temos uma doença mental, estas situações, às vezes, no ambiente familiar, podem ser mais conflitivas. Se for, possível, que tal buscar um apoio com um psicólogo para lhe ajudar a lidar com os seus filhos em relação a doença. Já pensou que eles também podem estar sofrendo em ver a mãe com dificuldades, saber que vc tem alguma coisa que eles mesmos, provavelmente, não sabem o que vc tem, o que é, e como a doença se manisfesta em vc? Com o apoio de um psicólogo, vc terá uma ajuda, um apoio para lhe orientar em como lidar com a doença e ajudar a si mesma e aos seus filhos nos momentos de conflitos de estresse e no dia a dia.

      Conte concosco!
      Abraços
      Equipe ABRATA

  7. catia 27 de maio de 2014 às 17:54 - Responder

    Tenho TBP e não sou compreendida, tentei fazer faculdade várias vezes e não consegui, me sinto a pior pessoa do mundo, faço tratamento, mas não me sinto totalmente curada.

    • Equipe Abrata 28 de maio de 2014 às 14:05 - Responder

      Olá Catia

      Às vezes demora mesmo a recuperação de um episódio depressivo ou mania. Parece você ainda não apresentou remissão do seu quadro, sugerimos que converse com o seu psiquiatra sobre os sintomas que ainda perssitem, os simtomas residuais e veja que coisas são possíveis na sua situação. Não esmoreça, mantenha a esperança. A depressão é tratável e pode ser controlada, mas depende de paciência e persistência por parte de você e da família até que o resultado esperado seja alcançado.
      O tratamento do transtorno bipolar requer um acompanhamento continuado, não só com o psicólogo como também com o psiquiatra. Mesmo que a pessoa esteja tomando os medicamentos regularmente, pode haver mudanças no humor e na energia e o psiquiatra pode precisar fazer ajustes nos remédios, mesmo que por um tempo limitado.
      Converse sobre essa questão com o seu médico.
      Grande abraço
      Equipe ABRATA

    • Equipe Abrata 7 de junho de 2014 às 16:13 - Responder

      Olá Catia

      Atualmente o tratamento mais indicado para o transtorno bipolar é uma combinação de medicamentos e psicoterapia. Um tratamento apropriado com acompanhamento correto poderá lhe ajudar a ter uma vida produtiva, com qualidade e satisfação. Mas chegar a isso há necessidade de aderir ao tratamento medicamentoso para conseguir a estabilidade. No entanto, saiba, que muitas pessoas têm dificuldade para aceitar que tem uma doença crônica, isto é, a doença estabiliza, mas não tem cura, e que ainda precisam tomar medicamentos continuamente para tratá-la. Algumas formas de psicoterapia associada ao tratamento medicamentoso ajudam diminuir a frequência de nvos espisódios ou crises da doença e também de possíveis hospitalizações e promovm mais qualidade de vida favorecendo a busca de uma atividade produtiva.
      Converse com o seu médico, quem sabe, também há necessidade de ajustar a sua medicação ou ainda caso resida na cidade de SP, venha participar do Grupo de Apoio Mútuo da ABRATA. São grupos constituídos por portadores de transtorno do humor e de familiares cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções de forma solidária, dando apoio e conforto uns aos outros, possibilitando também mais conhecimento sobre a doença. Ligue e faça a sua inscrição, primeiro, no Grupo de Acolhimento. Tel: (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  8. Marina 20 de agosto de 2014 às 10:46 - Responder

    Bom dia

    Tbm fui diagnosticada a pouco mais de um ano, esta sendo muito muito difícil para mim enfrentar isso tudo. Sinto em mim mesma a mudança mas não sinto o reconhecimento das pessoas em minha volta da minha vontade de mudar. Mesmo com os medicamentos esta sendo difícil fingir de não estou vendo não estou ouvindo. Engolir sapos quadrados, faço terapia e acompanhamento psiquiátrico ambos dizem que estou corretíssima em relevar tudo.
    Mas estou a ponto de ter um infarto não poder ser eu mesma, sinto que estão mudando minha personalidade. Estão mudando minha vida meu filme, minha historia de vida, me sinto pressa sufocada. Tenho vontade de sumir ir para onde eu possa ser eu mesma esboçar meu verdadeiro ser deixar cair a mascara que estão colocando em mim. Estou cansada de ameaças que se eu voltar a ser a mesma que era antes eles não vão me aguentar, pior coisa na vida e viver pressa para agradar os outros e infeliz vendo os outros sorrindo felizes.

    • Equipe Abrata 22 de agosto de 2014 às 15:40 - Responder

      Olá Marina

      Não há duas pessoas com doença bipolar iguais. Cada pessoa é um indivíduo único. Cada experiência é diferente. Muitas sofrem da doença há muitos anos e estão recebendo um tratamento eficaz. Outras ainda aguardam por um diagnóstico. Cada um dos portadores terá a sua própria história para contar e o seu próprio caminho a percorrer. Para a maioria, será difícil. Algumas vezes, constituirá um desafio e poderá haver riscos ao longo deste caminho. Felizmente, muitos já fizeram este percurso antes e, com base em suas experiências conhecemos muitas histórias de sucesso, apesar das adversidades.
      Viver com a doença bipolar é difícil. Isto é tão verdade para os familiares, como para as pessoas diagnosticadas com a doença. O transtorno bipolar provoca alterações do humor, desde infelicidade profunda, passando por euforia energética, a um estado de espírito misto no qual uma
      energia agitada se combina com sentimentos de tristeza desesperada.
      Os pensamentos de morte são muito comuns para as pessoas deprimidas e se constituem em pensamentos automáticos, frutos de uma avaliação errônea que a pessoa faz da vida em função do estado de humor alterado. Saiba que esse estado de humor é transitório e passa, principalmente se a pessoa pede ajuda e vai se tratar com um psiquiatra especializado em transtornos do humor. Com o tratamento, os pensamentos diminuem de frequência e intensidade e a pessoa recupera o sentido da própria vida. Então, o importante é o seguinte para vc conversar com com uma pessoa de sua confiança. Saiba que os pensamentos são transitórios e vão passar, mas o suicídio não – este não tem volta!

      Caso resida em SP, que tal para participar dos Grupos de Apoio Mútuo. Tem grupo para o portador da doença e para os familiares. São grupos constituídos por portadores de transtorno do humor e de familiares cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções de forma solidária, dando apoio e conforto uns aos outros, e descobrindo novos caminhos através dos relatos dos participantes do grupo. Ligue e faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento. Convide também os seus familiares. Tel: (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  9. tatiane martens 17 de setembro de 2014 às 12:28 - Responder

    ola, namoro a 1 ano, e depois de muitas coisas, ah 2 meses meu namorado finalmente foi no psiquiatra, que o diagnosticou com transtorno bipolar, ele começou a tomar carbolitium e teve ate uma melhora, ah umas 2 semanas, discutimos, falei em terminar e ele me “ameaçou”, com coisas como não ia deixar e tal, e depois negou e depois assumiu e se disse arrependido, que não ia fazer mais por que realmente não me queria a força com ele, “ok”.
    mas agora dia 11 ele teve nova consulta (a 2a), e o medico alterou a medicação, “dobrou” a dose de lítio pois disse que estava muito baixa.
    ontem discutimos, e ele voltou a ficar muito nervoso (pouco tempo antes, havia tido uma confusão com uns “noias” que tentaram assaltar ele outro dia e ele revidou), depois de um tempo discutindo, ele tentou me beijar a força e eu acabei mordendo ele, e nisso, ele puxou meu cabelo, depois “surtou” disse que não queria ter feito, que não sei como ta difícil pra ele, e que ele não sabe como controlar.
    no inicio desse ano, em uma das piores brigas, ele tentou me “enforcar” e foi tudo muito estranho, ao mesmo tempo que se mostrava “arrependido” tb me culpava.
    ele sempre diz que gostaria de nunca ter feito, que precisa da minha ajuda por que sozinho não consegue.
    mas não sei ate onde vou suportar, e queria saber se o episodio de ontem, tem relação com o fato de a medicação ter sido alterada, ou se ele faz por que quer, não consigo entender.
    quando penso que (ao menos) dessa vez pode ter sido pela medicação, ate sinto um pouco de compreensão, mas realmente não sei ate que ponto isso influencia, pois ele só fez isso comigo entre todos os relacionamentos, mas ele mesmo diz que ninguém nunca se importou com ele a ponto de ligar pras besteiras que ele fazia, então isso acaba o incomodando, e ele sempre teve uma vida difícil, sempre aprontou muito e ninguém “reclamava”, realmente gostaria de uma luz, qualquer que fosse, por que com agressão, fica tudo pior.

    • Equipe Abrata 18 de setembro de 2014 às 19:26 - Responder

      Olá Tatiane

      Esclarecemos que somente o médico poderá esclarecer acerca dos resultados ou efeitos de uma medicação. Sugerimos que procurem agendar uma consulta com o médico, que é o profissional especializado, para obter os esclarecimentos sobre a medicação, e se possível vá junto com o seu namorado. É importante oferecer apoio, levá-lo ao médico, conversar com o médico sobre medicamentos, sobre os efeitos colaterais e considere a possibilidade de ouvir uma segunda opinião.
      Para auxiliar o seu namorado, vc e a família dele também precisam saber o que é e como se trata o transtorno bipolar. Sem o esclarecimento prévio todos terão grande dificuldade em ampará-lo. Também deve compreender que a medicação somente fará efeito se seguir corretamente a orientação médica, ou seja, nas doses prescritas e sem esquecer de tomar. É difícil ficar lembrando que a pessoa está doente, fora de seu estado normal. Nem sempre a família consegue relevar as provocações, insultos ou agressões, mas o portador do TB precisa ser alertado sobre a inadequação de seu comportamento.
      As dificuldades são maiores quando o paciente não aceita ser doente, e em caso extremos é necessário iniciar o tratamento contra a sua vontade. Com o passar do tempo, família e paciente aprendem a identificar os primeiros sinais de uma recidiva, antes que ele perca o senso crítico. Isto é muito importante, porque a intervenção precoce possibilita abreviar e atenuar o novo episódio da doença
      O paciente é a pessoa mais interessada na sua melhora e deve sempre se lembrar de que ele tem uma doença, mas não é um doente. Isto o torna co-responsável pelo sucesso do tratamento e estimula a participação ativa no processo terapêutico como um todo.
      Tatiane é uma decisão pessoal estabelecer limites para se proteger de comportamentos relacionado a doença e que considera inaceitáveis. Tenha em mente que não ode controlar o comportamento da pessoa, mas a forma como lida com isso. Tenha cuidado para não aceitar abusos verbais, emocionais, físicos ou financeiros, simplesmente porque a pessoa está doente.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  10. Sérgio de Souza Vasconcellos 27 de setembro de 2014 às 20:37 - Responder

    Meu médico, mesmo dizendo que tomava Litio durante 8 anos, ele trocou o remédio por outro chamado Valproato de Sódio. Dizendo que não tinha me estava bem, o mesmo no me disse par insistir, suspendeu também. Hoje é o segundo dia que estou apenas com um Diazepam de 2 mg. O nome deste médico é Ednei José Dutra. O que faço?

    • Equipe Abrata 1 de outubro de 2014 às 16:52 - Responder

      Prezado Sérgio

      Se vc não se sente seguro com a prescrição das medicações feitas pelo seu médico, sugerimos que procure uma segunda opinião. O importante é vc se sentir seguro com a medicação que está tomando, e principalmente que mantena estabilidade e atinja a remissão dos sintomas do TH.
      A medicação é quase sempre uma parte fundamental do tratamento eficaz do transtorno bipolar. Os medicamentos para a doença bipolar podem ser divididos em três categorias principais: os usados para estabilização e para prevenir novos episódios; os usados para tratar episódios maníacos ou mistos; e os usados para tratar a depressão.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  11. Sara 3 de novembro de 2014 às 06:22 - Responder

    Olá! Sempre sofri com nervosismo, irritabilidade, depressão, diante disso, para dar um basta, resolvi procurar um médico, que me encaminhou para uma psicologa, que diagnosticou essa doença que eu nem sabia que existia. Enfim, passei com o psiquiatra e ele me indicou litio para eu tomar, foi uma maravilha, foram as melhores duas semanas da minha vida, senti paz, consegui ser eu mesma, de repente, parece que os remédios pararam de fazer efeito e sinto que estou enlouquecendo, estou muito irritada, deprimida, tenho vontade de jogar as coisas, me debater, brigar, isso é mais forte do que eu, e não aguento mais isso, as vezes tenho vontade de morrer pra parar de sofrer com isso, até porque apoio, só tenho da minha mãe e irmão, outras pessoas dizem que isso não é doença nada e que sou assim porque quero e isso me magoa e deixa pior, porque eu não queria ser mais assim, mas isso foge do meu controle, queria tanto ficar bem. Eu nunca agredi ninguém, só tenho vontade de jogar as coisas e de xingar. Minha proxima consulta é daqui 20 dias ainda e não sei se vou aguentar, porque eu to sofrendo muito, me sinto castigada, eu sou infeliz com isso e pior que apoio de quem eu queria, eu não tenho. Gostaria de saber se tem como eu voltar a ficar bem e controlada como estava antes?

    • Equipe Abrata 6 de novembro de 2014 às 20:12 - Responder

      Olá Sara

      Por vezes as pessoas partem do princípio de que os sintomas de doença mental, como o do transtorno bipolar, se devem a algum tipo de fraqueza ou falha de caráter das pessoas afetadas. Tal situação não é verdade. As pessoas que sofrem de transtorno bipolar escolhem tanto ter essa doença, como as pessoas com diabetes ou artrite. A bipolaridade ocorre quando algo de errado se passa no cérebro. Não é culpa
      de ninguém e ninguém deve ser responsabilizado.
      Para algumas pessoas o diagnóstico da bipolaridade oferece uma explicação bem-vinda para a forma como se têm sentido. Para outras é um golpe terrível. Muitas outras têm um misto de sentimentos. Independentemente da forma como se sente acerca do assunto, é natural que
      tenha uma série de dúvidas e perguntas relativamente ao diagnóstico e ao que o mesmo significará para a sua vida. A maioria das pessoas com transtorno bipolar descobre que o seu estado melhora significativamente quando iniciam um tratamento adequado. Não existe “cura” para
      a bipolaridade, mas um tratamento eficaz permitir-lhe-á controlá-la.
      Sara sugerimos que volte a procurar o seu médico e relate os sintomas que está sentindo, desde os novos aos antigos que possivelmente retornaram. Talvez seja necessário um ajuste da medicação. Reveja também se vc está tomando a medicação da mesma forma que tomava no in;ico, quando se sentiu “uma maravilha”. As vezes a tomada fora do horário, o esquecimento de um dia, de uma dosagem, podem afetar o seu organismo a sua resposta a medicação. O lado positivo, que com o diagnóstico, vc está numa posição muito melhor para receber o tratamento mais adequado para a doença, de modo a ajudar a reduzir e a aliviar os seus sintomas. Sem dúvida que isto deverá melhorar incomensuravelmente a sua vida. Por outro lado, é essencial aceitar com o fato de que tem uma doença mental crônica. Isto é, indiscutivelmente, um desafio. Mas com a ajuda e orientação certas, é um desafio que pode ser superado.
      Grande Abraço
      Equipe ABRATA

  12. Runa Oda 10 de dezembro de 2014 às 21:58 - Responder

    Tenho 14 anos e fui diagnosticada com depressão aos 12 anos,agora eu faço acompanhamento em uma psiquiatria voltada para adolescentes, recentemente minha psiquiatra me receitou um remédio a quetiapina (4 comprimidos) e embora desse muito sono eu comecei a voltar a ser eu mesma e deixar de ficar deprimida,porém agora os surtos de raiva aumentaram e em vez de estabilizar meu humor esta fazendo ao contrario.
    a psiquiatra não sabe se eu realmente tenho TAB (transtorno afetivo bipolar)porque segundo ela e a minha psicóloga os testes podem dar um falso positivo porque eu estou em crise.
    ja perdi um ano na escola e ela não sabe ao certo o que eu tenho.
    e agora?

    • Equipe Abrata 24 de dezembro de 2014 às 20:06 - Responder

      Prezada Runa

      O mais imoportante de tudo é que vc está se cuidando e continua em tratamento com uma médica especialista em transtorno bipolar em adolescente. Talvez a sua médica ainda não deve ter falado que para fechar o diagnóstico de TAB, as vezes leva-se cerca de 10 anos. E vc, ainda uma adolecente, esse diagnóstico necessita ser mais criterioso e cuidadoso. Por isso, ela está sendo muito cuidadosa e atenta. Se a medicação no início deu certo, observe se vc a está tomando de acordo com o que a médica prescreveu: sempre nos mesmos horários e ainda buscando ter uma rotina nos seu dia a dia como dormindo no mesmo horário, manter no minímo 08 hs de sono, alimentando bem, fazendo alguma atividade física, evitar bebida alcoolica e cafeínas. Infelizmente, quando estamos doente,a cabamos tendo algumas perdas na vida e no seu caso foi a perda do ano letivo escolar. Mas tenha sempre em mente que vc está se cuidando, e que poderá recuperar este ano, mantenha sempre essa esperança e crença com vc. Converse com a sua psicóloga sobre isso, sobre o sentimento de perda que surge qdo não cumprimos algo que desejamos, como estudar e passar de ano.
      Tem um site, em ingles, que é voltado para crianças e adolescente com TAB. É muito bom. Passe por lá. Link:http://www.thebalancedmind.org/
      Esperamos em 2015 ter grupos de apoio mútuo, aqui na ABRATA, para crianças e adolescentes com TAB. Caso vc resida em SP, poderá participar.
      Conte sempre com a ABRATA!
      Abraços
      Equipe ABRATA

  13. Catia Pereira Betinardi Guimaraes Cruz 1 de janeiro de 2015 às 22:42 - Responder

    Olá há 3 anos fui diagnosticada como bipolar no começo foi difícil, mas a 1 ano não tenho crises pois estou fazendo o tratamento direito .
    E normal quando se toma risperidona o fluxo menstrual sessar a 1 ano não menstruar mais, li na bula que pode ocorrer irregularidades na menstruação? E por isso acontece?

    • Equipe Abrata 25 de fevereiro de 2015 às 11:53 - Responder

      Cara Cátia

      Em primeiro lugar, parabéns por estar tomando a medicação regularmente – isso é mesmo fundamental para alcançar a estabilização.
      De fato, o uso da risperidona pode acarretar alterações menstruais porque ela induz o aumento de uma substância chamada prolactina. Entretanto, recomendamos que você vibre com seu psiquiatra para ver se há algum outro fator clínico que esteja produzindo este sintoma.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  14. Lucia 29 de janeiro de 2015 às 10:05 - Responder

    Bom dia, tenho uma irma com trastorno bipolar!!! Ela já foi internada varias vezes tem medico e quando volta da clinica pra ser tratada em casa não aceita tomar os remédios. Nem ir ao medico,sendo que nossos pais já morreram e ela hoje mora na casa com mais dois irmãos, nem esses que moram dentro do mesmo terreno dela e nem os que são casados querem ajudar a tratar dela, tem alguma lei que eu possa procurar pra resolver o caso??
    Desde já agradeço

    • Equipe Abrata 13 de fevereiro de 2015 às 09:59 - Responder

      Lucia bom dia!

      Infelizmente, o tratamento do transtorno bipolar não é tão simples como gostaríamos que fosse. Necessita de muita dedicação pelo portador da doença, como seguir regras e rotinas no dia a dia, além de tomar a medicação todos os dias, de acordo com as orientações médicas. Saiba também que a medicação só começa fazer efeito depois de três a quatro semanas de uso e muitas vezes necessita de ajustes, isto é mudança de dose, de remédio, até acertar de forma a trazer resultados. E quando o portador da doença, não aceita que tem uma doença grave e crônica essa situação fica bem mais difícil e complexa e estressante para todos: familiares e o próprio doente.
      Essa é uma doença que ainda não tem cura, ela pode ser controlada se a pessoa obedecer as regras, desde tomar os medicamentos, dormir bem, cerca de 08 horas por dia, se alimentar no horário, entre mais cuidados.
      Lidar com a doença e com a pessoa que tem a doença, requer muita paciência, tolerância e ainda incentivar para tomar a medicação e o tratamento como um todo. E como a sua irmã não aceita que tem fazer o tratamento e usar a medicação, de fato tudo torna-se mais difícil e conflitante para os familiares, assim como c bem relata.

      Saiba que o principal responsável pelos cuidados com a saúde é a sua irmã. Vc poderá apoiá-la nos tratamentos, desde que ela aceite que tem uma doença grave, crônica e que terá que cuidar sempre! Precisa querer se cuidar, ser responsável pela sua própria doença. Vc, sozinha, apesar de ser uma irmã cuidadosa, pouco ou nada poderá fazer se ela não aceitar que tem uma doença séria e que precisa fazer o tratamento adequado.
      O tratamento e apoio de uma psicóloga poderá ajudar convence-la a se cuidar e tomar a medicação. Pense nesta possibilidade. Como ela não está tomando a medicação e deve estar com os sintomas da doença, fica mais difícil para os próprio familiares convence-la de que não está bem e precisa se cuidar.

      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares e portadores. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h. No Grupo de apoio, vc poderá ouvir as experiências de outros familiares e quem sabe descobrir novos caminhos para ajudar a sua irmã.
      No site vc também poderá baixar o livro em PDF – Manual para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  15. celia 1 de março de 2015 às 21:48 - Responder

    Sempre q leio depoimentos, penso q o bipolar q vive aqui em casa não é somente bipolar, pois ele fica muito agressivo conosco em todos os sentidos. Faz agressões verbais e ameacas terríveis. Quebra tudo q tem pela frente, não sente remorso e nos culpa por tudo. Sinto q ja fiz mais por ele e ja o compreendi mais do que uma mãe faria por um filho(é marido meu, infelizmente). Seria ele mais q bipolar, um psicopata ou esquizofrênico? Nao aceita tratamento e nem a doenca. Ja parou o tratamento varias vezes. Seria possível interná-lo contra sua vontade? Tenho plano de saúde com hospital psiquiátrico. Abraços

    • Equipe Abrata 2 de março de 2015 às 18:18 - Responder

      Olá Celia

      Vc não relata se o seu marido já foi diagnóstico com bipolar. Mas, parece que sim. Se ele já foi diagnosticado com uma doença mental e não faz o tratamento, os sintomas da doença tendem a se agravar. Em situações que a pessoa colocar em risco a sua própria vida ou a vida de terceiros, sim, a família, poderá conduzi-lo para uma internação involuntária. Ao chegar no hospital psiquiátrico acontecerá uma avaliação médica para confirma o estado clínico do paciente e se ele será ou não internada. Esse é o procedimento das clinicas e hospitais para internação psiquiátrica.
      Há três modalidades de internação: 1. internação voluntária: dá-se a pedido ou com o consentimento da própria pessoa com transtornos mentais; 2. internação involuntária: dá-se sem o consentimento da pessoa com doença mental, a pedido de terceiro; 3. internação compulsória: determinada pela Justiça.
      Em todos os casos o psiquiatra fará uma avaliação clínica para autorizar a internação. os hospitais que atuam com internação psiquiátrica, mantem um profissional de plantão para atender estas emergências.
      Em situação de muito risco, agressões, vc também poderá solicitar o apoio do SAMU e em algumas regiões até do Corpo de Bombeiro.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  16. Lúcia 6 de março de 2015 às 17:07 - Responder

    Boa tarde, meu sobrinho foi diagnosticado como bipolar a cerca de um mês, como ele está nos Estados Unidos, está sendo tratado em, no me informaram a segunda melhor clínica psiquiátrica de Boston, minha preocupação é que já faz um mês que ele está internado e eles ainda não conseguiram ajustar as medicações para ele, é assim mesmo demorado, ele tem 17 anos, e essa semana tentou suicídio, estamos muito preocupados e de mãos atadas por estarmos longe, qualquer esclarecimento seria muito bem vindo

    desde já

    Obrigada

    • Equipe Abrata 9 de março de 2015 às 16:01 - Responder

      Olá Lúcia

      Provavelmente o seu sobrinho está em algum centro referência em tratamento para saúde mental em Boston. Os Estados Unidos estão muito a frente no que se refere ao tratamento em saúde mental. Os procedimentos do Brasil, utilizam a experiência, prática e protocolos americanos para criar os procedimentos de tratamento em nosso país. Quanto a sua dúvida saiba que o ajuste da medicação as vezes poderá ser mesmo demorado, ainda mais quando o paciente é jovem. As medicações psiquiátricas levam de 3 a 4 semanas para apresentar resultados esperados. Os médicos são muito cuidadosos no início, com o jovem mais ainda, fazem a dosagem e observam os resultados. Se caso a pessoa tem envolvimento com drogas o tratamento torna-se mais complexo. Quanto a internação, considerando que ocorreu uma tentativa de suicídio será bem mais saudável e seguro para o sobrinho manter-se internado e seguir as orientações da clínica. A preocupação dos familiares é verdadeira e muito natural, princialmente considerando a distância e o recebimento de notícias por terceiros. Mas saiba, tendo em vista o seu relato, os cuidados que o sobrinho está recebendo estão corretos. A internação, dependendo do caso, e ainda com histórico de tentativa de suicídio, diagnóstico recente, poderá superar mais de um mês de internação.
      No site da ABRATA vc encontrará alguns folhetos sobre a doença. Passe por lá:Link http://www.abrata.org.br/site2018/?p=959&cpage=12#comment-5430
      Se vc reside em SP, aproveitamos a oportunidade e lhe convidamos para participar do Grupo de Apoio Mútuo aos familiares. Eles acontecem na terça, quinta e sábado. Faça a sua inscrição, primeiro para o Grupo de Acolhimento pelo telefone (11) 3256-4831 de 2ª a 6ª feira das, 13h30 às17h. Será muito bem vinda.
      Conte sempre com a ABRATA.
      Abraços
      Equipe ABRATA

      • Lucia 9 de março de 2015 às 18:14 - Responder

        Muito obrigada pelo esclarecimento, não temos nenhum caso similar na família e a novidade assusta muito, ainda mais qdo estamos longe

        Obrigada mesmo

        Lúcia

        • Equipe Abrata 9 de março de 2015 às 20:02 - Responder

          Lúcia

          Que bom, que podemos ajudar! Conte com a ABRATA. Necessitando de apoio, entre em contato novamente.
          Abraços
          Equipe ABRATA

  17. meire 26 de março de 2015 às 19:27 - Responder

    BOA NOITE!!!

    MINHA FILHA TEM COMPORTAMENTO DE PESSOAS QUE SOFREM DEBIPOLAR.
    ELA HOJE PASSA COM PSIQUIATRA NO TRATAMENTO DE DEPRESSÃO.
    FAZ UNS 10 ANOS QUE ELA SE TORNOU UMA PESSOA AGRESSIVA NAS PALAVRAS. ELA É A DONA DA VERDADE E DE UMA HORA ELA ESTA CONVERSANDO NORMAL MAIS UMA PALAVRINHA QUE VC FALA QUE ELA NÃO CONCORDA , PRONTO JÁ É MOTIVOS DE BRIGAS E OFENSA É AUTORITÁRIA. HOJE ELA TRABALHA COMIGO EM UMA PEQUENA EMPRESA QUE EU TENHO 15 ANOS, A CONVIVÊNCIA DELA COM OUTRAS PESSOAS É DIFÍCIL…NA VIDA CONJUGAL DELA, O MEU GENRO TEM QUE TER MUITA PACIÊNCIA COM ELA, É GASTONA, NADA TA BOM PARA ELA, QUANTO MAIS VC FAZ MAIS COBRANÇA VEM…
    TEM DIA QUE É AGRADAVÉL FICAR O LADO DELA MAIS TEM DIA QUE A MINHA VONTADE É SUMIR E VER ELA UMA VEZ NA SEMANA E OLHA LÁ…ELA NÃO SE IMPORTA EM MAGOA AS PESSOAS E SEMPRE FALA MAL DE UM DE OUTRO HORAS, TÁ BEM COM ALTA ESTIMA LÁ EM CIMA E HORAS TA MAL COM ALTA ESTIMA LÁ EMBAIXO…O QUE FAZER , EU DEVO IR ATÉ O PSIQUIÁTRA DELA E FALAR DESSE COMPORTAMENTO DELA..
    ESPERO A RESPOSTA

    ATENCIOSAMENTE
    MEIRE

    • Equipe Abrata 8 de abril de 2015 às 16:46 - Responder

      Olá Meire

      Sim, os familiares podem procurar o psiquiatra tendo em vista emitir opiniões que possam apoiar o tratamento e pedir apoio para cuidar do seu familiar. Que tal ligar para o médico e dizer-lhe que gostaria de conversar sobre a sua filha e sobre os comportamentos e sintomas da doença que ela vem apresentando. Porém também sabemos que alguns médicos tem uma conduta de não falar com os familiares quando tratam de um paciente adulto. Mas vc como mãe poderá entrar em contato e relatar a sua preocupação e dizer que deseja conversar com ele, o médico, para receber orientações de como lidar com os comportamentos da sua filha. Esperamos que o psiquiatra também lhe acolha.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  18. Juliana 1 de abril de 2015 às 21:44 - Responder

    Boa noite, a tia do meu Namorado tem essa doença a mais de 5 anos… Ela vive internada em clínicas, trocam a medicação, mas assim que ela sai da clínica ela entra em crise.
    Acredito que existem outros formas de tratamento, viver viciada em remedio e a cada crise ter que aumentar a dose não e a solução.
    Gostaria, de pedir uma sugestão de onde encontro esses tratamentos, que médicos devem ser consultados para uma avaliação mais profunda .

    Agradeço

    • Neila 27 de abril de 2015 às 20:32 - Responder

      Boa Noite!, a pessoa que tem o transtorno deve tomar as medicações nos horarios certos sem interrupção, caso contrário ela pode surtar… Ela deve controlar o peso pois esses medicamentos aumentam o peso

      • Equipe Abrata 1 de maio de 2015 às 20:24 - Responder

        “Prezada Neila

        É verdade, a pessoa com transtorno bipolar deve tomar as medicações nos horários prescritos pelo psiquiatra pois a regularidade no tratamento diminui drasticamente a chance dela ter novos episódios da doença e, se vier a ter alguma recidiva, recaída, a intensidade dos sintomas será muito mais tolerável e fácil de tratar.
        Com relação ao ganho de peso, isso pode acontecer com diversos medicamentos, não só para o transtorno bipolar. Em todo o caso, quando o benefício do medicamento justifica o seu uso, é recomendável que o paciente faça uma dieta com restrição de calorias e se mantenha fisicamente ativo para controlar o peso e ter todos os benefícios que essa medida traz para a qualidade de vida.
        Um abraço
        Equipe ABRATA

  19. daniela lemos da Silva 4 de agosto de 2015 às 16:45 - Responder

    Olá,minha mãe tem transtorno bipolar há mais ou menos 10 anos ,e fazia tratamento regular com um psiquiatra,estava tomando doses muito altas de muitos medicamentos,depois trocou de psiquiatra ,esta trocou-lhe os medicamentos e ela ficou estabilizada,só que agora ela cismou que está curada e parou de tomar todos os remédios e não tem ninguém nem nada que a convença do contrário. Preciso de ajuda ,o que fazer ?

    • Equipe Abrata 17 de agosto de 2015 às 20:21 - Responder

      Prezada Daniela

      Quando a pessoa que tem um transtorno bipolar abandona a medicação o passo seguinte será o aparecimentos dos sintomas da doença. Infelizmente, isso acontece com muita frequência pq a pessoa que tem a doença, toma a medicação e fica sem os sintomas da doença, acha que está curada. Mas a realidade é outra! Ela está bem pq está tomando a medicação. E o transtorno mental não tem cura. A medicação traz a estabilidade para a pessoa portadora.O que faze? Será expor esta situação para sua mãe, que ela está bem pq toma a medicação e ao abandona os sintomas da doença voltarão. E dizer, que ainda não há cura para a doença. Que a medicação lhe deixa estabilizada. Lamentavelmente, talvez ela só vá entender e aceitar quando os sintomas da doença retornarem. Essa situação de abandonar a medicação pq está sentindo-se bem é bem comum. Somente a conscientização por parte do portador, (processo às vezes demorado) no caso a sua mãe, poderá reverter a situação. Será que vcs conhecem outra pessoas que já passou pela mesma situação da sua mãe para poder conversar com ela. As vezes ouvindo o relado de uma pessoa que tem a mesma doença, facilita a aceitação e o retorno a medicação.

      No site d ABRATA vc também poderá baixar o livro em PDF – Manual para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Além de informações sobre a doença e traz muitas dicas sobre como lidar com o portador em diversas situações. Link: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx
      Abraços
      Equipe ABRATA

  20. Adriane 9 de setembro de 2015 às 23:56 - Responder

    Boa noite! Faz um mês que fui diagnosticada com Transtorno Bipolar, desde 2007 realizava tratamento para Depressão. No momento, estou tomando os seguintes medicamentos: quetiapina (100 mg), lítio (900mg), socian (25 mg) e depakote (750 mg). Sinto que estou igual, melhor da fase depressiva, mas continuo oscilando. É normal receitarem tantos medicamentos e estar muitoooo agressiva?? Tenho vontade de me agredir.
    Obrigada

    • Equipe Abrata 18 de setembro de 2015 às 14:22 - Responder

      Prezada Adriane

      O tratamento medicamentoso do transtorno bipolar é baseado no uso de estabilizadores do humor, como os que você está tomando e é muito comum a associação de medicamentos para se obter a estabilização do quadro. Esse resultado desejado, a estabilidade, pode demorar a ser alcançada, leva cerca de 3 a 4 semana, e o tipo de associação de medicamentos pode variar de pessoa para pessoa, ou mesmo para a mesma pessoa, dependendo da fase em que ela se encontra. Um dos fatores mais importantes para se alcançar um resultado positivo é uma forte aliança entre o médico e a pessoa com transtorno bipolar, na qual a pessoa desempenha um papel ativo no sentido de informar precisamente ao médico quais os efeitos que o tratamento está produzindo e procurar aprender com seu médico (e muitas vezes também com seu psicoterapeuta) informações corretas sobre o transtorno bipolar e como controlá-lo. Pelo que você conta, seu diagnóstico de bipolaridade é recente e seu tratamento ainda está no início. As oscilações de humor ainda estão presentes e é muito importante você manter seu psiquiatra bem informado para que ele possa fazer os ajustes necessários a cada encontro. Além disso, tenha paciência e dê ao tratamento o tempo necessário para que ele manifeste os efeitos esperados.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  21. THALES SANTOS 29 de setembro de 2015 às 14:22 - Responder

    Prezados, faço tratamento de bipolaridade com 900mg de lítio e o meu problema realmente foi resolvido. é raro quando tenho uma oscilação e mesmo assim é pequena. Minha médica acertou na mosca.
    No entanto, surgiu um outro problema. Eu nunca fui triste, desanimado. Hoje minha vida se resume a trabalhar, comer e dormir. Não tenho disposição para mais nada. Até falar ao telefone me da preguiça.
    Eu era tão animado, meus amigos sentiam minha falta quando não estava presente em reuniões de finais de semana. cozinhar e limpar a casa era divertido.
    Hoje não sofro com bipolaridade, mas sou desmotivado, desanimado.
    Moro no interior da Bahia e minha médica é de outra cidade. De pensar em ir nela eu fico cansado. As vezes penso em parar com esse remédio.
    Obrigado.

    • Equipe Abrata 29 de setembro de 2015 às 19:45 - Responder

      Caro Thales!
      Embora você diga que não sofre mais com a bipolaridade, e isso nos deixa muito felizes, mas sugerimos que procure a sua médica, e relate a sua desmotivação, e o se desânimo.
      Mesmo sendo um pouco distante,acreditamos que o esforço será compensatório, visto que já teve um bom resultado.
      Vale a pena também investir em informação, lendo artigos ou livros que falem sobre a doença, fazendo com que vc entenda melhor todo o processo, e naturalmente possa ter uma melhora significativa na sua qualidade de vida.
      No nosso site, http://www.abrata.org.br, você pode encontrar várias publicações e dicas sobre os transtornos de humor.
      Estamos á sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  22. Luciana 24 de outubro de 2015 às 21:29 - Responder

    Olá, fui diagnosticada bipolar, estou tomando aripiprazol 7, 5 mg, será que terei que tomar a vida toda? É gostaria de saber se não posso tomar nada de alcool nem em uma data especial?

    • Equipe Abrata 8 de junho de 2016 às 22:00 - Responder

      Prezada Luciana
      Primeiramente pedimos desculpas pela demora na resposta. A sua mensagem ficou na caixa de spam.
      O transtorno bipolar é uma doença crônica e recorrente que requer tratamento não só para os episódios das crises, mas um tratamento permanente de manutenção que visa reduzir a chance de recorrência de novos episódios e a possibilitar que o portador tenha controle da sua saúde mental. É, portanto, um tratamento para a vida toda. Isso não quer dizer que a pessoa vai tomar a mesma medicação a vida toda, pois somente o psiquiatra durante a consulta individual pode avaliar se o esquema medicamentoso deve ser mantido ou se são necessários ajustes em função de alguma variação no quadro.
      Com relação ao uso de bebidas alcoólicas, elas sempre representam um risco para o equilibrio do quadro e a estabilidade do humor. Isso é uma característica da bebida alcoólica, ela desorganiza a transmissão nervosa e age como um depressor do sistema nervoso central. Naturalmente, a chance de haver mais problema é maior durante os períodos de crise, mas os riscos estão sempre presentes. Recomendamos que você converse com o psiquiatra que acompanha seu caso para avaliar, em cada momento, o grau de risco que você corre em decorrência de um eventual uso de bebidas alcoólicas.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  23. Lia r Ribeiro 29 de outubro de 2015 às 12:53 - Responder

    me mantenha Informação.. Bipolar.. …filhos.. Irmaos ignoram.. Deficil me relational….manter o equilibrium…memo com tudo…

    • Equipe Abrata 30 de outubro de 2015 às 14:13 - Responder

      Cara Lia r Ribeiro!
      Sua mensagem está meio confusa. Você quer informações sobre transtorno bipolar?
      Por favor, pedimos maior clareza nas suas informações, para que possamos tentar ajudá-la ok?
      Estamos a sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  24. jaqueline carlos 5 de novembro de 2015 às 15:42 - Responder

    boa tarde
    meu namorado faz o tratamento para bipolaridade toma varios remedios ,ele pode ter filhos?
    o bebe pode vir com problema?obrigado

    • Equipe Abrata 6 de novembro de 2015 às 18:53 - Responder

      Cara Jaqueline Carlos!
      Como você mencionou, seu namorado está em tratamento, portanto entendemos que está tendo acompanhamento médico. Sendo assim, sugerimos que este profissional avalie a possibilidade dele ter ou não filhos, e se os mesmos poderão eventualmente ter problemas, por conta da medicação.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  25. Jessica 14 de janeiro de 2016 às 09:25 - Responder

    ola..possuo variações de humor muito rápido, mas fui ao psiquiatra e me disseram que era depressão me passaram um medicamento ao qual se eu toma um comprimido fico três dias sem dormi,porem sinto que não tenho depressão, meu problema e que as vezes sou muito grossa ate na maneira de me expressa e todos que convivem comigo se afasta inclusive meu esposo que esta quase também , não e por querer mas são coisas que não percebo. por favor me ajudem! Posso ser bipolar, como faço para consegui o medicamento, e apenas ir em uma farmácia.

    • Equipe Abrata 15 de janeiro de 2016 às 16:39 - Responder

      Prezada Jessica!
      Sugerimos que volte ao profissional que passou o diagnóstico, e relate tudo o que está acontecendo com você, principalmente sobre a dificuldade de sono após o medicamento. Se ainda assim não ficar satisfeita, poderá ir em busca de uma segunda opinião.
      A partir do momento que tiver o diagnóstico mais preciso, o próprio profissional indicará onde encontrar os medicamentos necessários para o seu tratamento.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  26. Mariza Moraes Santana 5 de março de 2016 às 13:36 - Responder

    Olá.
    Uma opinião por favor.
    Meu marido muda muito de humor, parece que as coisas tem que ser do total jeito dele.
    Quando algo não sai como ele realmente quer, vem a furia, o nervoso é grande, as palavras ofenssivas ao extremo, muitas vezes tem atitudes estupidas, agi como louco.
    Ele foi militar, os gostos dele são voltados para esta linha, filho de militar.
    É super preguiçoso, não gosta de ajudar, quando faz, o humor cai.
    Tem uma super anciedade ao ponto de ficar andando pela casa em L , VAI DE JANELA A JANELA FAZENDO ESTE PERCURSO.
    Não admite que tem nada, mesmo sabendo que é super nervoso, paviu curto, não quer saber de ler sobre o assunto, não quer se tratar.
    Isso é bipolaridade? Tem como tratar uma patológia assim com remédios naturais?
    Grata.

    • Equipe Abrata 7 de março de 2016 às 21:44 - Responder

      Cara Mariza!
      Somente um psiquiatra, ou um psicólogo(a), poderá fazer um diagnóstico preciso, assim como prescrever qualquer tipo de medicação. Como você menciona que seu marido não aceita tratamento, sugerimos que participe dos Grupos de Apoio, que são atividades onde as pessoas trocam suas experiências, e aprendem a encontrar novas soluções, à partir do contato com quem tem problemas semelhantes. Conversar com os outros, poderá fazer com que se sinta mais segura e tranquila para que processe todo estresse pelo qual vem passando.
      Caso queira participar, se residir em SP, é necessário agendamento, pelo telefone, (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  27. Tainá 12 de junho de 2016 às 15:31 - Responder

    Olá, possuo um irmão que tem bipolaridade. E o período de euforia e mania se manifesta no começo do ano até a metade, depois disso ele fica no estado dele normal. Isso está assim a uns 4 anos. Nessa ultima crise, ele todo dia bebia, era uma coisa que não podia controlar… depois de umas semanas ele diminuiu a bebida e parou, só que ele começou a fumar bastante, exageradamente (ele nunca fumou). O nosso pai sempre fumou.
    Sempre falamos pra ele parar, só que ele não escuta e continua. Gostaria de saber se devemos ficar preocupada quando ele sair da crise, poder continuar fumando, até porque fumar vicia, independente de doente ou não. A senhora acha que ele pode continuar fumando depois q passar a euforia ou ele deve parar?
    Desde já, grata!

    • Equipe Abrata 1 de agosto de 2016 às 14:56 - Responder

      Prezada Tainá

      O uso de substâncias de abuso, como álcool, drogas e fumo, bem como a plena dependência química a essas substâncias, é muito comum dentre as pessoas com transtorno bipolar. A dependência química é uma doença e sempre deve ser tratada. A dependência ao fumo pode trazer inúmeros prejuízos à saúde e a pessoa deve, sim, ser estimulado a deixar o cigarro, mas isso deve ser feito pelo psiquiatra que acompanha o seu irmão, que é quem poderá avaliar o melhor momento e o melhor método para esse tratamento.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

  28. jose valdir pereira 1 de agosto de 2016 às 07:39 - Responder

    Minha mulher e seus irmãos são bipolares com alterações de humor tanto para depressão quanto para euforia. Isto acontece jã há 20 anos.Os tratamentos normais resolvem por um tempo de depois voltam.No momento minha esposa passa por depressão e também já teve momentos de loucura. Esta muito difícil conviver com esta situação. Ela esta em tratamento há 4 meses no hospital Dia. Neste período ja teve melhoras e pioras. Há saída para isto? Aguardo algum conselho. Obrigado.Valdir.

    • Equipe Abrata 3 de agosto de 2016 às 18:43 - Responder

      Caro José Valdir

      Agradecemos os eu contato conosco.
      Ressaltando sempre a importância da família no apoio a pessoa com bipolaridade precisamos lembrar que é nela que vivemos as primeiras e mais marcantes experiências de nosso desenvolvimento psicossocial. O impacto de uma doença mental, tanto dos familiares quanto da pessoa que recebeu o diagnóstico, na qualidade de vida e no funcionamento social, cognitivo e ocupacional exige emocionalmente fisicamente de todos. Ter bom relacionamento, receber afeto, apoio e atenção são passos importantes na constituição de um indivíduo seguro e feliz. Isso irá favorecer relações sociais, autoconfiança, capacidade de procurar conselho e ajuda nas dificuldades.
      Durante o tratamento a pessoa pode ter fases de melhoras e pioras, é muito comum, quase uma regra. Por isso é importante esperar o tempo mínimo necessário para o efeito pleno de um tratamento dos medicamentos psiquiátricos, entre 4 e 8 semanas. Em geral, bons e maus momentos se alternam, com períodos cada vez mais longos e bem definidos de fases boas. Esse é o resultado esperado. Se a melhora não for plena após o período minimo do tratamento proposto, será necessária uma reavaliação da proposta terapêutica, incluindo avaliação dos remédios indicados e talvez seja necessário um ajuste no tratamento como um todo. Sugerimos que vc converse com os profissionais que estão cuidando da sua esposa no Hospital Dia, ou mesmo converse diretamente com o psiquiatra. As suas observações sobre os resultados do tratamento, sejam eles positivos ou negativos são importantes para o medico avaliar o andamento do tratamento.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  29. Ligianne Dutra 25 de agosto de 2016 às 16:43 - Responder

    É necessário remédio p resto da vida mesmo??? tenho sensação de que a pessoa estar anestesiada pra sempre. Complicado, pq a vida não volta a ser como era antes. Minha irmã de 17 anos teve recentemente e toma medicação, mas ela não tem a vida de antes, sente sono muito cedo, engordou muito.. e às vezes acho que ela nem precisa dos remédios

    • Equipe Abrata 5 de novembro de 2016 às 18:26 - Responder

      Ligianne

      Sim, quando uma pessoa recebe o diagnostico de transtorno bipolar, que é uma doença mental crônica, será necessário fazer uso continuo da medicação para evitar as recaídas, que são as crises, sejam elas de euforia ou depressivas. No inicio do tratamento os efeitos colaterais podem ser mais sentidos pela pessoa. E essa reação de cada de cada pessoa à medicação. Será essencial conversar com o médico sobre o que está acontecendo coma sua irmão em relação aos efeitos colaterais e talvez seja necessário um ajuste nas doses e em alguns casos até a mudança da medicação. Mas ressaltamos que também observe se a sua irmã está tomando medicação cf orientado pelo médico.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  30. Mara Dantas 5 de setembro de 2016 às 22:49 - Responder

    Olá, meu nome é Mara e há 5 anos fui diagnosticada com TBA, já tomei todos os remédios de estabilizador de humor e fico um período bem e depois tenho recaídas.
    Percebo que quando sou pressionada ou contrariadas meu humor muda drasticamente, choro mais incontrolável e fico dias sem me comunicar, isso sempre acontece.
    Chego a pensar que, mesmo tomando os remédios, não vou parar de ter crises.
    Desde que descobri essa doença não tive mais paz, e as pessoas em casa não sabe lidar com a situação, preciso de ajuda urgente, pois tenho pensando em me matar o tempo inteiro.

    • Equipe Abrata 18 de fevereiro de 2017 às 14:29 - Responder

      Querida Mara.

      O tratamento do transtorno bipolar é bastante complexo. Em alguns casos, pode funcionar muito bem por um período, mas não resistir
      a episódios graves de estresse. Situações como brigas, luto, desemprego, cansaço ou até mesmo uma alteração na rotina podem provocar
      uma crise depressiva ou maníaca.
      Assim, um tratamento que resolveu o problema quando um paciente é diagnosticado pode não funcionar em novas crises, pois ele ainda
      não é consistente o suficiente. Neste caso, é preciso fazer ajustes de doze para garantir uma estabilidade, evitando novos episódios
      maníacos ou depressivos.
      Depois de resolver a crise inicial, o processo de adequação do tratamento pode levar até 2 anos para se tornar eficiente. No entanto,
      ainda assim, podem ocorrer recaídas.
      É muito importante que ocorra a adesão ao tratamento para reduzir as chances de recorrência de crises, controle da evolução do
      transtorno, reduzir a chance de suicídio e reduzir a intensidade de eventuais episódios.
      Em caso de persistência de ideação suicida, ligue para o número 141, há sempre alguém de prontidão para conversar com você.

      O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.
      

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  31. vividecanpogrande@gmail.com 11 de setembro de 2016 às 17:27 - Responder

    Oi, boa tarde. Tenho transtorno bipolar e já faço tratamento há 4 anos, porém ainda tenho períodos bem difíceis. Enquanto não sabia deste meu problema, vivia essas oscilações como momentos de coragem e desânimo. Sempre foi tudo muito intenso. Hoje por ter consciência do meu quadro tenho medo todas as vezes que percebo as mudanças de humor. Os medicamentos que me ajudam a estabilizar me deixam mais lenta, quando tento reduzir as mudanças voltam a ficar mais fortes e frequentes. Tenho três filhos adolescentes. Fui aposentada por invalidez mas não recebo meu salário integral. Como posso levar uma vida normal?

    • Equipe Abrata 12 de fevereiro de 2017 às 17:04 - Responder

      Olá Vivi.

      Embora você não se dê conta, já está levando uma vida satisfatória.
      Alguns efeitos colaterais ainda são esperados, mas com o tempo eles desaparecerão.
      O importante é que não abandone o tratamento. Você está estabilizada e isso é uma grande conquista.
      Procure, se for possível, agregar outras atividades ao seu cotidiano, como, por exemplo, exercícios físicos, reuniões com
      amigos, pertencimento a um grupo e assim por diante.
      Você pode melhorar o que já está bom, não é?

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  32. SONIA MARIA DUQUE BEZERRA 30 de setembro de 2016 às 10:53 - Responder

    Desde 2002 fui diagnosticada com Transtorno Bipolar, depois de mais ou menos quatro anos de sofrimento, com três internamentos e duas tentativas de suicídio.
    Tomo “Carbonato de Lítio” ha bastante tempo e me mantenho equilibrada. Faz tempo que a dosagem ficou em 600 mg diárias.
    Como venho apresentando tremores a um certo tempo e já estava ficando com uma certa dificuldade para escrever normalmente, pois trabalho com contabilidade e escrevo muito. Reduzi por conta propria a dosagem para 300 mg diárias, não tomo o comprimido da noite. Não senti alteração no meu comportamento e até agora ninguem reclamou.
    Outra dúvida que tenho é se meu problema é mesmo transtorno bipolar, pois alguns comportamentos que se fala, nunca tive. Tem alguma forma de descobrir se o meu problema é esse mesmo.
    Obrigada!

    • Equipe Abrata 3 de outubro de 2016 às 20:37 - Responder

      Prezada Sonia Maria

      O uso continuado da medicação é essencial para pessoa co diagnóstico de transtorno bipolar, dentre elas a citada por você. Porém ressaltamos que também é essencial vc procurar o seu médico e converse sobre a redução da medicação feita por vc mesma. Também é muito importante manter uma visita periódica ao psiquiatra pq além de avaliar a resposta a medicação utilizada, ele também avaliará se há necessidade ou não de fazer ajustes nas dosagens, assim como os efeitos colaterais provocados, no seu caso os tremores, como vc indica no texto. Durante a consulta converse com o psiquiatra relate da mesma forma que nos e escreveu e questione sobre ter ou não o transtorno bipolar, que uma dúvida que tem. De 2002 para cá, muitos estudos e pesquisas foram realizadas em relação ao transtorno bipolar e isso ajuda muito para buscar um diagnostico mais correto.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  33. Jovana 2 de outubro de 2016 às 07:47 - Responder

    Tenho bipolaridade e a medicação não está surtindo efeito. Estou há oito meses depressiva. Tentei suicídio duas vezes nesse intervalo. As medicações estão fazendo mal para o meu físico. Tenho dores de estômago, frio, tremores e agora alucinações. Me ajuda.

    • Equipe Abrata 10 de fevereiro de 2017 às 18:06 - Responder

      Cara Jordana.

      A adesão ao tratamento medicamentoso é fundamental para conseguir a estabilidade. No entanto, é comum algumas pessoas terem dificuldades
      em aceitar que têm uma doença crônica e que precisam tomar os medicamentos continuamente para tratá-la.
      Outras pessoas com transtorno bipolar abandonam o tratamento por causa dos efeitos colaterais dos medicamentos estabilizadores do humor.
      Na maioria das vezes, é importante saber que é possível diminuir ou interromper os efeitos colaterais com a redução da dose do medicamento
      ou a troca por outro que seja mais bem tolerado.
      Dessa forma, sugerimos que converse com o médico que a acompanha sobre as suas reações aos medicamentos.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  34. Patrick 6 de outubro de 2016 às 21:32 - Responder

    Estou tendo mts alteraçoes no humor … Cedo estou triste ah tarde alegre e assim varia … N sei se sou bipolar ou estou com abstinencia ao cigarro… Me responda por favor… Tenho 16 anos :c

    • Equipe Abrata 30 de janeiro de 2017 às 19:25 - Responder

      Olá Patrick
      Achamos ótima a sua iniciativa de parar de fumar.
      Realmente a abstinência de nicotina pode causar vários sintomas, principalmente nos três primeiros dias: irritação, ansiedade, tremores, sudorese fria nas mãos, fome compulsiva, modificação do hábito intestinal, alterações da arquitetura do sono (insônia ou hipersônia), dificuldade extrema de concentração e alternância de episódios de apatia com outros de agressividade comportamental. Em média, seis meses depois de parar de fumar, a maioria dos ex-fumantes já consegue passar um ou outro dia sem se lembrar da existência do cigarro. Estes pode aparecer num quadro de Transtorno de humor.
      Assim, precisamos saber o tempo que vc está sem fumar e como era o seu humor antes de disto.
      Nossa sugestão é que você procure um psiquiatra para fazer este diagnóstico diferencial, isto é se estas alterações de humor são devido a abstinência do cigarro ou sintomas de uma doença.
      Abs
      Equipe ABRATA

  35. suleir 21 de outubro de 2016 às 08:31 - Responder

    Sou bipolar tipo 2 e meu médico medicou gauss.
    Estou quase ficando louca qdo vi que esse remédio e pra esquizofrênico. Me ajude

    • Equipe Abrata 21 de janeiro de 2017 às 18:01 - Responder

      Prezada Suleir

      Não fique apavorada e nem assustada. Algumas vezes o psiquiatra indica uma medicação que em bula também está indicada para outro diagnóstico que não seja o seu. Isso acontece pq a química da medicação também oferece bons resultados para alguns sintomas que podem ser comum tanto para esquizofrenia ou bipolaridade, por exemplo. Sem necessariamente vc ter o diagnóstico de esquizofrenia. Isso também acontece com algumas medicações que ajudam na estabilização do humor e inicialmente não haviam sido indicados para este fim. O mais importante para observar na sua medicação é a redução e remissão dos sintomas da bipolaridade e a melhoria do seu bem estar e preferencialmente com pouco efeitos colaterais.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  36. wildnan ramalho de oliveira 28 de outubro de 2016 às 01:53 - Responder

    Boa noite, desde 2011 não consigo mais viajar e nem dormir fora de casa, que seja por um dia mesmo e que seja na casa de irmã. Agora estou tomando remédio para dormir e para bipolaridade, mas tem uns 7 meses que meu humor sumiu do nada, estava na sala com meus irmãos e de repente senti uma coisa estranha e a partir desde momento até hoje não tenho vontade de mais nada nem rir de piadas, ir em shopping, ver filmes, ver jogos que eu amava. Tento fingir com a minha família, mas por dentro… É um sacrifício que eu faço bastante grande. Minha irmã já me chamou até de uns nomes, que eu estou fazendo manhã e outras coisas. O que eu posso fazer,trabalhei durante 12 anos mas agora não posso nem olhar para lojas que estão precisando de funcionário(a) que me dá uma coisa ruim. SOU FEMININA. Muito obrigada pela atenção. não publicar, manda para o meu e-mail.

    • Equipe Abrata 8 de março de 2017 às 09:59 - Responder

      Olá Widnan.

      A sua resposta está postada em seu e-mail.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  37. Erisvan Lima 29 de outubro de 2016 às 17:00 - Responder

    Meu marido há 12 anos foi diagnosticado com transtorno bipolar, seguiu o tratamento só durante dois anos após a crise e parou a medicação por conta própria. Nove anos depois, sem ter tido nenhuma crise, devido a um estresse grande no trabalho, passou a não dormir e ficar agitado falar muito etc.. agora iniciou novamente o tratamento, está tomando ácido valpróico a uma semana, ele foi afastado do trabalho por 30 dias, mesmo tomando a medicação ele sai muito para resolver algumas coisas. Isso pode prejudicá-lo?

    • Equipe Abrata 7 de fevereiro de 2017 às 10:05 - Responder

      Olá Erisvan.

      Felizmente, o seu marido retomou o tratamento.
      E esse fato não impede que ele cuide de assuntos do cotidiano, inclusive por ter boa disposição.
      É fundamental que mantenha a rotina dos medicamentos. Com o tempo, ele ficará estável e poderá levar uma vida normal.
      Os médicos têm sugerido a combinação do tratamento medicamentoso com psicoterapia. Se ele estiver disposto a procurar
      um terapeuta será muito importante para o seu restabelecimento.

      Um forte abraço.
      Equipe ABRATA.

  38. Elizabet 29 de outubro de 2016 às 20:09 - Responder

    Fui diagnosticada com transtorno bipolar há uns 8 anos atrás, já tomei de tudo e resolvi por conta própria há uns 3 anos parar com todos os medicamentos .Desde então meu humor estabilizou, sem nenhuma alteração .
    Então, há alguns dias atrás tive uma crise de euforia ,que eu nunca havia tido em todos esses anos .
    E agora todos os dias venho tendo surtos de euforia .
    Já procurei ajuda e tive que voltar a usar outros medicamentos .
    Mas única coisa que não entendo agora ,sãoessas crises de euforia ?
    Pois sem remédios sempre fui calma ,tranquila ,algum especialista poderia me explicar isso ?

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 17:41 - Responder

      Querida Elisabet.

      O transtorno bipolar é uma doença séria e que exige tratamento sistemático e para o resto da vida.
      Entre os portadores, há uma parcela que abandona o tratamento quando se estabilizada na impressão errônea que está livre
      para sempre da doença. Isso acontece até mesmo com aqueles que têm outras doenças crônicas.
      Às vezes, como aconteceu com você, ficou estabilizada por anos mesmo sem medicamentos, o que é mais ou menos raro.
      E agora vêm as crises de euforia chamando a sua atenção para retomar o tratamento.
      Por que advieram as crises? Simplesmente porque a patologia não se cura sozinha … você ficou vulnerável a ter os
      episódios comuns caracterizadores do transtorno bipolar.

      Dessa forma, sugerimos que procure fazer o acompanhamento médico associado à psicoterapia para que a sua vida tenha
      qualidade.
      Contamos com isso, está bem?

      Um forte abraço.
      Equipe ABRATA.

  39. Erisvan Lima 2 de novembro de 2016 às 16:38 - Responder

    Tenho um filho de 17 anos com ele, chego a ficar apavorada com medo de ele adquirir essa doença também, será possível?

    • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 18:10 - Responder

      Olá Erisvan.

      Para os pacientes que sofrem do transtorno maníaco-depressivo e para seus familiares diretos ou próximos, é importantíssimo saber se esta doença é hereditária. A resposta é sim, o fator hereditariedade nesta condição é dos mais altos dentro das doenças psiquiátricas.
      Diversas investigações encontraram que as pessoas que possuem um familiar direto com transtorno bipolar têm até 10 vezes mais possibilidades de sofrer uma doença psiquiátrica, seja a bipolaridade ou outras doenças como depressão ou ciclotimia. No entanto, ainda que o componente hereditário seja importantíssimo, não é necessariamente determinante pois existem outros fatores que podem potenciar o desenvolvimento desta doença e que não têm a ver com o aspecto genético.
      Como os especialistas são conscientes de que o transtorno bipolar é hereditário, atualmente existem estudos e exames para detectar prematuramente esta doença em crianças e adolescentes, com o objetivo de tratá-la a tempo e evitar seus efeitos prejudiciais.

      Em resumo: embora o fator genético tenha grande influência, isso não é uma sentença. Mas como você é mãe, fique atenta aos eventuais sinais.
      Quanto mais cedo for detectado, mais sucesso terá o tratamento para o transtorno bipolar.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  40. Eduardo 20 de novembro de 2016 às 11:44 - Responder

    É possível a pessoa entrar em crise tomando o medicamento regulamente? Qual o intervalo de tempo adequado para ir ao médico psiquiatra?

    • Equipe Abrata 8 de fevereiro de 2017 às 16:43 - Responder

      Olá Eduardo,

      O tratamento do transtorno bipolar é bastante complexo. Em alguns casos, pode funcionar muito bem por um período, mas não
      resistir a episódios graves de estresse. Situações como brigas, luto, desemprego, cansaço, ou até mesmo uma alteração da
      rotina podem provocar uma crise depressiva ou maníaca.
      Assim, um mesmo tratamento que resolveu o problema quando um paciente é diagnosticado pode não funcionar em novas crises,
      pois ela ainda não é consistente o suficiente. Neste caso, é preciso fazer ajustes de dose para garantir a estabilidade
      evitando novos episódios.
      Depois de resolver a crise inicial, o processo de adequação do tratamento pode levar até 2 anos para se tornar eficiente.
      No entanto, ainda assim, pode ocorrer recaídas.
      Por isso, é importante fazer visitas periódicas ao médico, como, por exemplo, de 3 em 3 meses.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  41. Jane 29 de novembro de 2016 às 19:28 - Responder

    Sou muito estressada,pelo motivo do meu humor mudar muito rápido,um pouco eu estou bem e do nada qualquer coisa me tira do sério,e fico furiosa,nem eu sei como eu sou assim.
    Fico triste comigo mesma, porque acabo ofendendo as pessoas que gosto.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 20:12 - Responder

      Querida Jane.

      Procure um médico psiquiatra para avaliar os sintomas que você apresenta e, se for o caso, indicar o tratamento adequado.

      Cuide-se e tudo dará certo.

      Um grande abraço.

      Equipe ABRATA.

  42. André Luis 15 de dezembro de 2016 às 11:32 - Responder

    Eu também sofro com o transtorno bipolar e Ansiedade Generalizada, e preciso ficar isolado das pessoas agora, em casa, mantendo a mente em outros lugares, pois recaídas são terríveis.

    Eu sinceramente não sei o que fazer, com o passar do tempo, as crises ficam mais sérias, e o psiquiatra disse que o meu organismo está perdendo sensibilidade à medicação, então por isso que não faz efeito.

    Olha, quando tenho crise, eu falo demais, imposto a voz, digo coisas bem sujas, desejo a morte das pessoas ao redor, e se me questionar eu parto para cima com palavras que chegam a deixar a pessoa sem graça.

    Agora nem festas gosto mais, pedi para que minha tia não mandasse nenhum parente aqui em casa, não consigo mais conversar, não entro em redes sociais, não uso celular há anos, nunca bebi, nunca fumei na vida e não tive relacionamentos, pois lidar com isso, posso dizer que algo praticamente impossível.

    Agora é só tratar, não sei até quando, preciso de uma cura para isso, porque tenho medo dessa droga virar esquizofrenia ou algo pior, porque sempre foi agressões verbais, mas na minha mente, roda coisas absurdas, pense em uma pessoa agredindo verbalmente, eu sou ela, só que multiplicado em 1000 vezes.

    Será que não existe um estabilizador mais forte? Faço uso agora de clonazepam, Ansitec, Exodus, Bromazepam e outros, estava com outro psiquatra, mas trocava a medicação o tempo todo sem parar, e acredito já ter tomado de tudo, na época o tal de olanzapina me derrubou pela primeira vez, mas na segunda dose, não tem mais efeito, tem sido assim com os demais.

    A ansiedade generalizada é uma tortura 24 horas, é sentir um mal-estar sem nem sequer estar ansioso, e a condromalácia grau 4 nos 2 joelhos dificultam andar sempre,tenho que deixar de molho para poder andar 1 ou 2 dias com mais normalidade.

    Enfim, esse sou eu, se souberem de alguma novidade contra isso, uma estabilização, porque eu me recuso em acreditar que vou morrer logo logo e não poderei conviver com as pessoas, porque agora estou meio que estabilizado, mas logo depois, é outra coisa.

  43. José Sávio de Oliveira 14 de janeiro de 2017 às 18:35 - Responder

    Minha filha tem 43 anos e por questões de relacionamento e separação do marido e ainda uma cirurgia para redução do estômago, teve depressão e segundo o médico isso se transformou num transtorno bipolar. Numa piora dela, ela fugiu onde encontramos 3 dias depois andando pelos matos a 50 km de distância. Internados ela e o diagnóstico parece ser de bipolar e esquizofrenia. Isso é possível? E a depressão pode mesmo levar a esses quadros?
    Grato
    Sávio

    • Equipe Abrata 1 de fevereiro de 2017 às 12:02 - Responder

      Olá José Sávio.
      Encaminhamos a sua mensagem a um voluntário médico para que se lhe ofereça uma resposta adequada.
      Abs.
      Equipe ABRATA.

  44. Marcela 16 de janeiro de 2017 às 01:00 - Responder

    Essa doença é muito ruim. As vezes, preferia não ter nascido. Faço tratamento, mas às vezes tenho recaída. A última crise foi de mania. Engraçado que a gente se coloca em tantas situações de risco que é quase um suicídio. Obrigada a vocês por manter esse espaço.

    • Equipe Abrata 22 de janeiro de 2017 às 23:16 - Responder

      Olá Marcela

      O tratamento para o transtorno bipolar também podem ter altos e baixos. Por mais que a gente possa querer o bem estar, muitas vezes a mudança não acontece do dia prá noite. É normal que você gostaria de se sentir melhor o mais rápido ou se preocupar se você nunca vai se sentir melhor. No entanto, saiba que você pode se sentir melhor, e que, finalmente, você está no comando de sua recuperação. Há muitas coisas que você pode fazer para ajudar a si mesmo.
      O alívio dos sintomas é apenas o primeiro passo no tratamento de depressão ou da bipolaridade. O bem estar e a recuperação, preocupam você – significam o retorno a uma vida. A recuperação ocorre quando a sua doença deixa de ficar no caminho de sua vida. E você decide o que a recuperação significa para você.
      A pessoa com transtorno do humor tem o direito de se recuperar de acordo com as suas necessidades e objetivos. Fale com o seu médico sobre o seu tratamento e o que você precisa para alcançar a sua recuperação. O médico pode lhe informar sobre o tratamento e/ou medicação que melhor funciona para você. Ao longo do caminho, a pessoa tem o direito de fazer perguntas sobre os tratamentos que está recebendo.
      Estabeleça metas – Identificar os objetivos de vida é o coração do processo de recuperação. Quando vislumbramos um futuro para nós mesmos, começamos a sentir mais motivados para fazer tudo o que pudermos para alcançar esse futuro. As metas podem ser grandes ou pequenas, dependendo de onde você está em sua jornada de recuperação.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  45. Paula 20 de janeiro de 2017 às 14:56 - Responder

    Pode um paciente com bipolaridade surtar todos os anos?
    Pode ele ter uma vida normal?
    Obrigada

    • Equipe Abrata 22 de janeiro de 2017 às 22:41 - Responder

      Prezada Paula

      Além da manutenção e aderência ao tratamento medicamentoso indicado pelo psiquiatra, ressaltamos que para uma pessoa diagnosticada com o transtorno bipolar alcançar qualidade de vida e bem estar é extremamente importante manter a rotina do seu sono, dormir e levantar sempre no mesmo horário. Pq as mudanças no padrão do sono são fortes indutores de oscilações do humor e evitá-las fortalecerá seu equilíbrio. Dentre os hábitos ressaltamos a importância de não utilizar álcool e drogas, porque estas substâncias causam desequilíbrio no funcionamento do cérebro. Freqüentemente provocam alterações do humor e do ânimo e interferem diretamente no tratamento. Ressaltamos que deve-se evitar tomar drinques para “melhorar o ânimo” ou “ajudar no sono”, porque só podem piorar. Evitar o uso diário de café, drinques, alguns chás, antialérgicos, antigripais e analgésicos, que podem interferir no sono, no ânimo e nos seus medicamentos. Poderão ser a “gota d’água” para o início de um novo episódio da doença. Este cuidados diários, aliados a medicação colaboram para a remissão dos sintomas da doença e manutenção da estabilidade sem ocorrências de novas crises/episódios. Porém vale ressaltar que observamos em algumas situações de estresse, perdas emocionais e profissionais algumas pessoas com bipolaridade ficam expostas a novas crises apesar de serem cuidadosos com a medicação, tratamento e com a sua rotina diária.
      O paciente é a pessoa mais interessada na melhora e remissão dos sintomas e deve sempre se lembrar de que ele tem uma doença, mas não é um doente. Isto o torna co-responsável pelo sucesso do tratamento e estimula a participação ativa no processo terapêutico como um todo.
      O paciente deve lembrar que cada novo episódio aumenta o risco de seguinte e deve continuar tomando o medicamento, mesmo que esteja bem por vários anos. Aproveitar o tempo de bem-estar para planejar a vida e apreender a diferenciar entre sentimentos naturais e sentimentos patológicos, assim como precisa estar atento aos sinais precoces de um novo episódio. Alterações no sono, irritabilidade, maior sensibilidade, maior atividade ou cansaço fácil, entre outros, podem ser indícios de nova fase da doença. Deve-se consultar imediatamente o médico para reduzir o grau e o tempo de sofrimento.
      Um bom entendimento da doença e do seu tratamento pelo paciente e pelos seus familiares e amigos aumenta a chance de uma vida cada vez mais próxima do normal.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  46. Simone Silva 20 de janeiro de 2017 às 15:18 - Responder

    Olá, tenho 45 anos e desde 2008 recebi meu diagnóstico, mas desde muito tempo percebi que sou uma pessoa não muito ”normal”. Hoje sei que sou bipolar , me conheço e sei exatamente quando estou entrando nas fases. Mas mesmo me conhecendo tão bem tenho algumas dúvidas, pois além de sofrer desse transtorno sou vítima de abuso na infância, queria saber até onde essa mágoa, essa ferida, pode influenciar na minha bipolaridade, pois tenho mais fases depressivas do que de euforia, a sensação de ser “um nada” me persegue, sou solteira até hoje, pois percebi que conheço meus namorados sempre na fase na euforia e do nada começo a me colocar em um papel de vitima, de mulher não amada, total complexo de rejeição, daí começo a perseguir a pessoa , controlar os passos dela …enfim é uma situação horrível e claro acabo ficando sozinha novamente. Outra dúvida e seguindo o mesmo assunto , meus relacionamentos, essas perseguições, pensamentos contínuos de ser rejeitada é considerada uma fase de mania? Isso é a mania que falam nos relatos de bipolaridade? e o lítio ele resolve nessas situações ou o lítio + quetiapina ( que é o que eu deveria tomar e não tomo por conta própria ?)
    Desde já agradeço.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 10:56 - Responder

      Prezada Simone.

      De acordo com um estudo publicado no British Journal of Psychology, quase metade das pessoas diagnosticadas com transtorno bipolar foram abusados ​​quando crianças ou experimentado algum outro tipo de trauma de infância grave. Este estudo foi realizado através de entrevistas com pacientes que estavam sendo tratados em apenas um centro de tratamento para o transtorno bipolar. É possível que uma vez que este estudo é realizado em outros lugares , a freqüência de abuso infantil em pacientes com transtorno bipolar será encontrado para ser maior ou menor.

      Na infância, o abuso tem um efeito negativo sobre a vida das pessoas que passaram por isso. Depressão, insegurança e baixa autoestima podem ocorrer como resultado desse abuso. Isto é verdade para pessoas que nem sequer têm transtorno bipolar , por isso só se que aqueles com transtorno bipolar teria mais problemas. Pessoas com transtorno bipolar que foram abusadas quando crianças são mais propensas a ter um início precoce da doença, ciclagem rápida e tentativas de suicídio freqüentes.

      E como reparar essa situação? Os especialista informam que os sintomas do transtorno bipolar podem ser controlados com a combinação do tratamento medicamentoso com psicoterapia.

      Dessa forma, sugerimos que você encare de frente a sua doença, assim como faria um diabético, e tome a medicação indicada com precisão e disciplina. E para organizar as suas emoções, procure uma terapia. A mais indicada é a Terapia Cognitivo Comportamental.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

      • Simone Silva 6 de fevereiro de 2017 às 09:18 - Responder

        Muito obrigada, foi exatamente isso que meu psiquiatra me recomendou , medicações e terapia cognitiva . Só queria uma segunda resposta

        • Equipe Abrata 6 de fevereiro de 2017 às 18:28 - Responder

          Olá Simone.
          Agradecemos a sua resposta.
          Abs.
          Equipe ABRATA.

  47. Cleo Conde 23 de janeiro de 2017 às 13:17 - Responder

    Além da tricotilomania, os medicamentos fazem meus cabelos caírem… Estou 60% careca e isso tem me apavorado mais a cada dia.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 10:18 - Responder

      Cara Cleo.

      A tricotilomania tem tratamento, como lemos abaixo:

      Alguns tipos de tratamento ajudam a pessoa com tricotilomania a parar de arrancar cabelos completamente. Entre as opções temos:

      Psicoterapia

      Uma das abordagens mais usadas para o tratamento psicoterapêutico da tricotilomania é o treinamento de reversão de hábitos, método da terapia cognitiva comportamental. Ele atua ensinando como reconhecer situações em que você provavelmente arrancaria fios de cabelo e como substituir esse hábito por outros.

      Grupos de apoio também são uma boa pedida para que a pessoa com tricotilomania não se sinta sozinha com esse problema.

      Medicamentos psiquiátricos

      Alguns remédios também podem ser usados no tratamento da tricotilomania. Não existem medicamentos relacionados diretamente ao transtorno, mas antidepressivos (principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina) e medicamentos usados em transtornos de humor podem ajudar a reduzir os sintomas.

      Dermatologia
      O médico dermatologista deve ser consultado.
      Procure ajuda médica.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  48. Valdiney Fernandes de Souza Carmo 25 de janeiro de 2017 às 03:28 - Responder

    Eu já fazia tratamento psicológico à um tempo, depois de alguns surtos, passei a me consultar com um psiquiátra e sempre tive curiosidade de saber o que realmente eu tinha. Ele me respondeu que eu tinha “transtorno bipolar”. No entanto não me preocupei muito, mas depois li as bulas dos remédios e fui me preocupando, aos poucos fui pedindo o psiquiatra pra ir tirando alguns, hoje tomo somente o ácido valpróico, me sinto bem, mas as vezes me esqueço de coisas simples, como por exemplo nomes de pessoas que eu não vi a muito tempo, mas em pessoas que não tenho muito contato também e também uma coisa que eu sempre lembrava e que lembro menos agora são as datas de aniversário. O ácido valpróico(depakene) causa esquecimento? E com esse diagnóstico de transtorno bipolar eu serei um dependente desse remédio pra toda vida? Desde já agradeço.

    • Equipe Abrata 30 de janeiro de 2017 às 21:55 - Responder

      Caro Valdiney

      O acido valproico é usado para o transtorno bipolar tendo em vista favorecer a estabilização do humor, isto é evitar a alterações de humor. É tão eficaz quanto o lítio no tratamento da mania e mais eficaz para remissão de sintomas maniacos. O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é um distúrbio no qual as alterações emocionais são dominadas pela oscilação do afeto. Uma das características mais importantes é a mudança no estado mental entre a euforia anormal (mania) e a depressão, e neste caso o uso desta medicação veio colaborar para a remissão destes sintomas. Os efeitos colaterais variam de pessoa prá pessoa e geralmente reduzem na intensidade após alguns meses de uso.
      Sobre a perda cognitiva, no seu caso cf relata sente dificuldades/prejuízos em relação a memória, poderá ser advinda da própria doença, em fase aos episódios/crises vividas. Encontramos relatos de vários especialistas que, infelizmente a cada crise de mania ou depressão vivenciada pelo pessoa bipolar, importantes partes do cérebro poderão ser danificadas. Repetidas ocorrências de crises podem levar a danos cognitivos, algumas vezes irreversíveis. “O bipolar pode ficar dois anos apresentando sequelas de uma crise ou, em alguns casos, não se recuperar. Sem tratamento, as crises vão piorando e as sequelas se acumulando”, completa Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoce dessa doença crônica são tão importantes”.
      O tratamento mais adequado para a doença inclui psicoterapia, medicamentos para regular o humor e psicoeducação (conscientizar o bipolar e a família sobre o transtorno e ajudá-los a identificar as crises e agir).
      Os médicos são unânimes em afirmar que os remédios não criam dependência química e ressaltam que eles são necessários e indispensáveis. O tratamento deve ser seguido para toda a vida.“O objetivo é não só controlar as crises, mas evitar que elas apareçam e a pessoa mantenha a sua qualidade de vida e bem estar.
      Abraços
      Equipe ABRATA

  49. Lucas 26 de janeiro de 2017 às 17:02 - Responder

    Como conseguir fazer a pessoa diagnosticada com a doença a aceitar o tratamento?
    Minha mãe gosta da fase da euforia, o médico mudou a medicação para ela sair dessa fase e agora ela ameaça parar o tratamento porque fica mais depressiva com essa medicação.

    • Equipe Abrata 5 de fevereiro de 2017 às 10:12 - Responder

      Prezado Lucas.

      O Transtorno Bipolar, como você já sabe, é caracterizado por oscilações do humor: depressão e euforia. Falemos um pouco sobre a Mania.
      Hipomania ou Mania – Alguns pacientes às vezes nem sabem direito do que se trata esses sintomas do transtorno bipolar, apenas sentem energia, momentos de criatividade entre outras coisas que “parecem” serem ótimas para o dia dia. O que eu quero dizer é que muitos bipolares não se tratam porque não querem sair deste estado “alterado” de muita energia. O problema é que a Lei da Gravidade se aplica ao transtorno bipolar, isso é, tudo que sobe, desce. Então, ao passo que os estados eufóricos podem “parecer” bons, os momentos que se seguem não o são, como são os casos de depressão. Mas não é só isso. O problema é maior porque cada crise de euforia que o bipolar vai acumulando ele diminui as chances de uma melhor recuperação global da doença, e só pra constar: ele está “detonando” seu cérebro sem fazer ideia dos prejuízos cognitivos que está acumulando ao longo do tempo. Temos sempre que lembrar que como a doença é cíclica então, com “certeza absoluta” todo o bipolar que se encontre numa fase alterada de humor para cima, num momento seguinte vai experimentar depressão, e elas vão aumentando de intensidade sem tratamento, levando inclusive a ideações suicidas e consequente morte precoce. Para que correr o risco? E um ponto para fechar: é possível sim ser altamente produtivo, criativo e ter energia para encarar seja lá o que for na vida com tratamento adequado.
      Bem, como você já deve ter notado, é muito difícil convencer o ente querido quando está nessa fase. O mesmo não ocorre quando é atingido
      pela depressão. É comum os familiares e amigos encontrarem maiores possibilidades de diálogo na fase depressiva.
      No mais, sugerimos a leitura do livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR, que pode ser baixado gratuitamente no
      seguinte endereço eletrônico: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  50. Ronaldo zanirati 31 de janeiro de 2017 às 21:35 - Responder

    Gostaria de saber se alguém q já tomou lamitor (lamotrigina)melhorou da bipolaridade ou se realmente lamitor realmente é para bipolaridade, porque tomo esse remédio há 3 anos e já resolveu alguma coisa sim só que continuo sempre arrependido de tudo que faço e falo me culpo muito por tudo .

    • Equipe Abrata 1 de fevereiro de 2017 às 10:29 - Responder

      Olá Ronaldo.
      A medicação a que você se refere parece que está dando certo. Então, os médicos que cuidam de pessoas com transtorno bipolar têm aconselhado
      a psicoterapia como coadjuvante do tratamento. Isto porque os medicamentos tratam da parte bioquímica do cérebro e a terapia se presta à organização
      dos sentimentos e das emoções. Dessa forma, a nossa sugestão é para que você inicie um acompanhamento terapêutico.
      Um grande abraço.

  51. leciane maria dos santos 6 de fevereiro de 2017 às 19:49 - Responder

    Quem é bipolar no caso mulheres podem ter filhos?

    • Equipe Abrata 7 de fevereiro de 2017 às 08:45 - Responder

      Prezada Leciane.

      A decisão de engravidar, quando se faz uso de estabilizadores do humor, é uma questão presente e muito importante em grande parte da vida das mulheres. Como toda decisão, é importante que o casal converse abertamente com o psiquiatra que acompanha o caso e avalie quais os riscos envolvidos com o uso de determinada medicação. É importante também saber que as opiniões que damos neste blog não substituem em momento algum a consulta individual. Nossas respostas sempre se referem a um contexto geral, mas as questões particulares só podem ser respondidas individualmente.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  52. Waléria Bueno 22 de fevereiro de 2017 às 14:07 - Responder

    Eu tenho 14 anos, nunca fui a um psiquiatra.
    Eu pedi ajuda á minha mãe mas ela disse que não dependia dela; eu fiquei mal pra caramba, e eu só queria viver bem, mais nada. Essa merda de bipolaridade atrapalha demais minha vida. Eu tento controlar mais não consigo.

    • Equipe Abrata 22 de fevereiro de 2017 às 15:34 - Responder

      Queria Waléria.

      Que jovem consciente que você é! Parabéns!!!

      Vamos lá às nossas sugestões: procure uma pessoa de sua confiança para acompanhá-la à consulta com um psiquiatra.

      NA ABRATA, nós temos a relação dos médicos psiquiatras do Conselho Científico que são especializados em transtorno bipolar.

      Telefone para (11) 3256-4831, de 2ª a 6ª feira, das 13h30 às 17h.

      E você está certíssima nessa busca. O t

  53. Marina 1 de março de 2017 às 22:41 - Responder

    Olá, boa noite, eu gostaria de saber uma coisa: eu sou uma pessoa que perde a paciência por besteiras… grito, falo o que dá na telha, não suporto crítica que já tenho vontade de brigar, mudo de humor de uma hora pra outra. Desde pequena vou a psicólogos. Hoje estou com 24 anos e este ano fui ao psiquiatra e ele me diagnosticou com transtorno bipolar e me passou medicamentos: Valproato de sódio e Sertralina ambos pela manhã e Clonazepam só em casos de extremo estresse… eu preciso ir a outro médico pra saber se sou mesmo bipolar, porque pode acontecer de ele ter dado um diagnóstico errado?

    • Equipe Abrata 2 de março de 2017 às 08:55 - Responder

      Olá Marina.

      Você está fazendo tratamento para o transtorno bipolar há pouco tempo, de acordo com a sua mensagem.
      Os sintomas que ainda estão presentes se devem ao fato do tratamento ser recente e, talvez, ainda não se mostre eficaz.
      É muito importante que as pessoas com transtorno bipolar estejam cientes que a adesão ao tratamento é o melhor recurso
      para conseguir a estabilidade.
      Veja só: com o tratamento, e a sua adesão, são possíveis a redução das chances de recorrência de crises, o controle da
      evolução do transtorno, a redução da chance de suicídio e a redução da intensidade de eventuais episódios.
      A combinação de medicamentos e psicoterapia pode ajudar a pessoa com transtorno bipolar a ter uma vida produtiva, com
      qualidade e satisfação.
      Assim, faça o tratamento prescrito e dê notícias ao seu médico sobre as reações que ainda sente.
      Ele é o melhor conselheiro para dirimir as dúvidas.
      Nada impede, no entanto, que você consulte outro profissional. Tudo depende de como está se sentindo com a medicação
      que lhe foi indicada.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  54. Marina 1 de março de 2017 às 22:48 - Responder

    Quando eu era pequena, sofria com meu pai dentro de casa, ele é alcoólatra bebia e fazia a nossa família passar vergonha.Às vezes íamos dormir na casa de nossas tias, irmãs da nossa mãe, neste caso é um fator ambiental e talvez também não seria genético?
    Pois meu pai se comportava dessa maneira, hoje ele e minha mãe estão separados, ele às vezes age ainda assim só que com a outra mulher dele, ele também tem um gênio bem forte… se puderem me ajudar ficarei agradecida.

    • Equipe Abrata 2 de março de 2017 às 08:40 - Responder

      Cara Marina.

      Você questiona em sua mensagem se fatores ambientais podem desencadear os transtornos afetivos – depressão e bipolaridade.
      Eis algumas informações que podem ajudá-la a entender o processo.

      As causas do transtorno bipolar não são totalmente conhecidas. Fatores genéticos, neuro-químicos e ambientais podem ter um papel no aparecimento e progressão do transtorno bipolar. O pensamento corrente é que esta é uma doença que ocorre predominantemente em nível biológico numa parte específica do cérebro e é devido a um mau funcionamento dos neurotransmissores (mensageiros químicos no cérebro).
      Como uma desordem biológica, ela pode permanecer latente e ser ativada de forma espontânea ou também pode ser desencadeado por estresse da vida.
      Embora ninguém tenha a certeza sobre as causas exatas do transtorno bipolar, os pesquisadores descobriram estas pistas importantes:

      Factores genéticos no transtorno bipolar:

      • O transtorno bipolar tende a ser familiar, o que significa que “está na família.” Cerca de metade das pessoas com transtorno bipolar têm um familiar com um transtorno de humor, como a depressão.

      • Uma pessoa que tem um dos pais com transtorno bipolar tem uma chance de 15 por cento a 25 de ter a doença.

      • Uma pessoa que tem um irmão gémeo não-idêntico com a doença tem uma chance de 25 por cento da doença, o mesmo risco que se ambos os pais terem o transtorno bipolar.

      • Uma pessoa que tem um gémeo idêntico (tendo exatamente o mesmo material genético) com transtorno bipolar tem um risco ainda maior de desenvolver a doença sobre um risco oito vezes maior do que um gémeo não idêntico.

      • Estudos em gémeos adotados (onde uma criança cujo pai biológico tinha a doença é criado em uma família adoptiva pela doença) ajudou os pesquisadores a saber mais sobre as causas genéticas vs causas ambientais e de vida eventos.

      Factores neuro-químicos no transtorno bipolar:

      O transtorno bipolar é primariamente um distúrbio biológico que ocorre em uma área específica do cérebro e é devido à disfunção de certos neurotransmissores, ou mensageiros químicos no cérebro. Estes produtos químicos podem envolver neurotransmissores como a noradrenalina, serotonina e provavelmente outros. Como um distúrbio biológico, pode permanecer latente e ser ativado nele próprio ou pode ser desencadeada por factores externos, como o estresse psicológico e circunstâncias sociais.

      Factores ambientais no transtorno bipolar:

      • Um evento da vida pode desencadear um episódio de humor em uma pessoa com uma predisposição genética para o transtorno bipolar.

      • Mesmo sem fatores genéticos, hábitos de saúde alterados, abuso de álcool ou drogas, ou problemas hormonais podem desencadear um episódio.

      • Entre as pessoas em risco para com a doença, o transtorno bipolar está aparecendo em idades cada vez mais precoces. Este aumento aparente tem ocorrências anteriores e pode ser devido ao sub-diagnóstico da doença no passado. Essa mudança na idade pode ser um resultado de factores sociais e ambientais que ainda não são compreendidos.

      • Embora o abuso de uma substância não seja considerada como uma causa de transtorno bipolar, pode agravar a doença e interferir com a sua recuperação. A utilização de álcool ou tranquilizantes podem induzir uma maior gravidade depressiva.

      Substâncias que podem causar um episódio maníaco incluem:

      • Drogas ilícitas, como a cocaína, ecstasy e as anfetaminas.
      • Doses excessivas de certas drogas, incluindo inibidores de apetite.
      • Medicamentos não-psiquiátricos, como remédio para problemas de tireoide e corticosteroides.
      • Excesso de cafeína.

      Se uma pessoa é vulnerável ao transtorno bipolar, estresse, uso frequente de estimulantes, álcool e falta de sono pode levar ao início do transtorno. Certos medicamentos também podem desencadear um episódio depressivo ou maníaco.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  55. Vanessa 2 de março de 2017 às 18:03 - Responder

    Olá.
    Meu namorado foi diagnosticado com o transtorno bipolar, ele faz tratamento com medicamentos, risperidona, carbamazepina, lítio, seu humor está estabilizado, está calmo, não fica mais nervoso por qualquer motivo, tem certa consciência de sua situação, porém eu tenho muito medo por ele, estou sempre preocupada, um dos grandes problemas dos remédios é a questão da libido que diminui totalmente, isso tem mexido muito com a cabeça dele, ele conversou com a médica a respeito, porém foi feita a pergunta para ele o que é mais importante, a saúde ou desejo sexual?. Ele ficou muito triste, conversei bastante com ele, falei que eu entenderia a situação que ele não pode abandonar tratamento. Estamos aguardando estabilizar a doença, e a médica diminuir os remédios para ver se volta ao normal ou pelo menos parte do vida sexual dele.
    Outra situação que causou a questão sexual é carência afetiva dele, pois se sente inseguro e estéril, não sei se por este motivo, ou é questão da doença mesmo ele passou a conversar com ex- namoradas por mensagens no celular, criou uma situação como se tivesse relação sentimental, se fosse por uma só eu até pensaria que poderia ser sentimento por esta pessoa, no entanto é mais de uma com mesmo sentido de conversa, eu dei basta na relação, porém fico com muita pena, pois ele me procura todos dias desesperado. Eu estou muito mal com tudo isso pois não sei de verdade o quê fazer pois eu amo, porém penso que se isso for assim a vida toda não terei forças para aguentar e ajudá-lo, pois também tenho gênio forte. Se puder me ajudar com informações diante desta situação que exponho agradeço.

    • Equipe Abrata 3 de março de 2017 às 10:38 - Responder

      Querida Vanessa.

      O transtorno bipolar é uma doença complexa mas tem controle por meio do tratamento medicamentoso adequado e psicoterapia. Essa combinação
      fornece ao paciente a possibilidade de levar uma vida produtiva, com qualidade e satisfação.
      É claro que o sucesso do tratamento exige o apoio familiar e de amigos.

      Retiramos um trecho de um artigo publicado no site da ABRATA cujo título é: Descobri que meu companheiro é bipolar … e agora?

      “Com o tratamento o problema já está resolvido? Infelizmente, ainda não. É a regra que os pacientes bipolares sejam inconstantes também na aceitação da doença com fases que aceitam mais e fases que não aceitam, e por conseguinte começam um tratamento e depois largam, sendo esse ciclo pode ocorrer algumas vezes no decorrer da vida. Apenas os pacientes que conseguem se manter em tratamento estável, regular, sem abandonos, que tem a melhor chance de não terem a sua vida e seu futuro prejudicados pela bipolaridade. E ter um tratamento que deixe o paciente realmente bem por um longo prazo pode demorar bastante tempo, até alguns anos de tentativas com diversas medicações. Essa dificuldade em se achar um esquema de tratamento realmente adequado é bem desgastante, tanto para o paciente como para o companheiro, exigindo paciência e persistência, além de muito diálogo e apoio mútuo dos companheiros, e da equipe de tratamento, incluindo todos os profissionais envolvidos, o médico, psicólogo, assistente social e outros. Entretanto, quando se gosta da pessoa, todos esses esforços são recompensados, pois fazendo um bom tratamento, na maioria das vezes a doença fica bem controlada, e o relacionamento conjugal pode ser muito proveitoso e satisfatório. E o companheiro tem um papel fundamental para o sucesso do tratamento, na medida em que ele ajuda o paciente a não abandonar o tratamento, não errar nos medicamentos, não faltar às consultas com os profissionais. Tudo isso demanda um grande esforço, principalmente quando o paciente está entrando numa crise de euforia ou depressão, quando o paciente começa a fazer todos os comportamentos próprios do quadro clínico, como ficar irritado ou agressivo, ou descontrolado em gastos e outras impulsividades, ou depressivo e incapaz de se esforçar, de reagir. O companheiro e os demais familiares precisam considerar que o paciente está fazendo tudo aquilo por estar fora de controle, em crise, e que depois que a crise passa, ele vai voltar ao normal. A culpa pelos comportamentos inadequados é da doença, não do paciente, e é a doença que precisa ser combatida e criticada, não o paciente.

      Portanto, o companheiro de um paciente bipolar precisa se inteirar da melhor forma possível sobre o transtorno bipolar, com informações de boa qualidade e confiáveis, e tentar fazer com que o paciente também as receba e compreenda, além de ajudá-lo a manter o tratamento sem abandoná-lo ou interrompê-lo.

      A título de sugestão, procure por psicoterapia para lidar com as emoções suscitadas pela convivência com o seu companheiro.
      Você não é de ferro, procure ajuda.
      E também sugerimos a leitura do livro GUIA PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TRANSTORNO BIPOLAR que pode ser baixado no site: http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx.

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  56. Tais Campos 20 de março de 2017 às 20:58 - Responder

    Tenho 31 anos e sofro de transtorno bipolar. Há muito tempo já não entro mais na fase de euforia. Porém, os reflexos exacerbados de situações corriqueiras têm sido mais frequentes. É como se eu quisesse destruir tudo o que eu construí. Fico agressiva, e não tenho dó de quebrar minhas coisas. Tenho pena do meu marido. Estamos casados há pouco tempo, e nossa, eu o amo demais… Ele é compreensivo, vai comigo às consultas com meu psiquiatra e minha terapeuta. Mas eu não acho que ele mereça isso tudo… Eu sei que essa é uma característica típica da pessoa bipolar – se menosprezar – Mas fico pensando se ele seria mais feliz caso eu rompesse o relacionamento, mesmo que isso vai me doer mais que tudo. Só estou desabafando. Obrigada.

    • Equipe Abrata 21 de março de 2017 às 07:56 - Responder

      Querida Tais.

      Em um artigo publicado no site da ABRATA pelo dr. Teng Chei Tung, médico psiquiatra, especialista em transtornos afetivos, verificamos
      que a descoberta do diagnóstico de transtorno bipolar pode afetar os relacionamentos, mas quando há tratamento medicamentoso e psicoterapia
      o casal pode levar uma vida normal. Sugerimos que você leia esse artigo que tem como título: DESCOBRI QUE MEU COMPANHEIRO É BIPOLAR … E
      AGORA?
      Um trecho desse escrito revela o seguinte:

      “… Portanto, o companheiro de um paciente bipolar precisa se inteirar da melhor forma possível sobre o transtorno bipolar, com informações de boa qualidade e confiáveis, e tentar fazer com que o paciente também as receba e compreenda, além de ajuda-lo a manter o tratamento sem abandoná-lo ou interrompê-lo.

      O que mantém um casal unido? A ausência de problemas? Certamente não. Possivelmente, uma sensação entre ambos de que lutar juntos nas adversidades é compensador, ambos saem enriquecidos e a relação é fonte de crescimento para os dois lados. Se não for assim, se apenas um dos membros do casal tem que fazer o esforço de cuidar do bem estar comum, certamente é hora de reavaliar a situação.

      E quando se deve desistir da relação? Não existem regras, a sugestão é sempre lutar até as últimas forças, até o último limite, de cada um . Se não der, como acontece com muitas relações, infelizmente o relacionamento acaba, e cada um “sai catando os cacos” e se reconstruindo da melhor forma possível. Entretanto, sempre que possível, deve-se estimular pela manutenção do relacionamento, pois é tão difícil hoje em dia se conseguir ter um bom relacionamento, e desistir de relacionamentos antigos sempre se perde muito.”

      E se seu marido está feliz com você, não procure se sub-estimar. Continue a fazer o tratamento a que está sujeita e aproveita os bons momentos.
      Procure ser feliz, está bem?

      Um grande abraço.
      Equipe ABRATA.

  57. Fernanda 14 de abril de 2017 às 02:22 - Responder

    Faz muito tempo que estou doente, pois só há 6 meses fui diagnosticada com o TB.
    Estou com muita dúvida se realmente tenho esse TB, porque já tomo Lítio há 6 meses e nada de mudanças.
    Durante esses 6 meses, só houve um período de 15 dias em que fiquei tão bem que, nossa, nem acreditei. Porém foram só 15 dias.
    Será que meu diagnóstico pode ter sido errôneo? Ou será que mesmo aumentando as doses de lítio, ele não está fazendo efeito e é bom eu trocar de estabilizador?
    Estou extremamente mal, não aguento me sentir esse lixo humano que estou me sentindo, estou cansada, não fisicamente, até porque não faço nada, não tenho a mínima vontade de fazer algo, o meu cansaço é mental, psicológico, pois não suporto mais estar assim.
    Não suporto olhar pro meu marido e filha e saber que eles precisam de mim, e simplesmente eu sou nada.
    Quero muito viver uma vida normal com eles. Nem sei como meu marido ainda está comigo, pois ele casou com uma mulher fogosa, mas hoje em dia mal ele pode me tocar.
    Preciso muito de ajuda. Aqui já faço terapia e passo pelo psiquiatra do SUS, mas não vejo nenhum resultado.
    Não estou aguentando mais, será que vocês podem me dar uma luz???

    • Equipe Abrata 22 de abril de 2017 às 11:10 - Responder

      Prezada Fernanda,
      O TB é mesmo um transtorno caracterizado por frequentes oscilações de humor e de energia e pode demorar um bom tempo para que o tratamento alcance a desejada estabilidade. Os portadores dessa doença podem ter respostas diferentes e também apresentar outras doenças associadas que dificultam e retardam a melhor recuperação. Somente uma consulta individual com um psiquiatra pode avaliar no seu caso quais os fatores que estão ainda presentes e mantendo a instabilidade do quadro. O lítio é um estabilizador excelente, mas muitas vezes é necessário associar outros medicamentos a ele para que a eficácia aumente.
      Sugerimos que você converse com seu psiquiatra e veja que outras possibilidades de tratamento podem ser necessárias. Acrescentamos ainda que o tratamento do TB não consiste apenas de remédios. É necessário também participar de grupos de ajuda mútua, como os que a ABRATA promove, além de assistir a palestras psicoeducacionais, para se informar melhor sobre como é o transtorno, como tratá-lo, como prevenir recaídas e que mudanças são necessárias fazer no estilo de vida para ajudar a alcançar mais sucesso no tratamento.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA.

  58. Pamela pinheiro 17 de abril de 2017 às 23:38 - Responder

    Eu me chamo Pamela, tenho 20 anos e descobri recentemente que supostamente tenho bipolaridade,mas não sei ao certo o que fazer, como eu posso ter uma vida normal? Eu estou condenada a tomar remédios o resto da vida e rezar para que algum deles faça efeito e me ajude a não destruir minha vida.
    Eu realmente não sei o que eu deveria fazer agora.

    • Equipe Abrata 22 de abril de 2017 às 10:40 - Responder

      Prezada Pamela.

      O Transtorno Afetivo Bipolar é uma doença mental grave caracterizada por alterações do humor, configurando episódios de mania e depressão.
      No contexto psiquiátrico, mania significa um estado de humor exaltado, no qual a pessoa se sente muito bem independente do que acontece ao seu redor.

      As oscilações de humor são comuns em nossas vidas e, em geral, não caracterizam uma condição psiquiátrica. O que diferencia as pessoas bipolares é que essas oscilações são mais intensas, duram mais tempo e são capazes de afetar padrões de sono e energia, assim como desestabilizar a estrutura familiar e as diversas relações dos pacientes. Além disso, enquanto a maior parte das pessoas experienciam mudanças no humor devido a acontecimentos em suas vidas, as oscilações dos pacientes bipolares ocorrem sem motivo aparente.

      O transtorno se manifesta, geralmente, durante o final da adolescência e o começo da vida adulta. Entretanto, existem casos em que a doença começa a se desenvolver já na infância, durante a adolescência ou até mesmo após entrar na terceira idade. Ainda não existe uma cura definitiva para a condição e, por isso, ela tende a durar por muito tempo.Entretanto, é possível mantê-la controlada através de um tratamento adequado.

      As primeiras manifestações da doença podem ser tanto através de episódios maníacos quanto de episódios depressivos, além de também haver a possibilidade de sintomas psicóticos nos quais a pessoa perde o contato com a realidade e pode ser acometida por delírios e alucinações.

      O mecanismo da oscilação não parece obedecer alguma lógica e, por isso, uma pessoa que saiu de um episódio depressivo não necessariamente entra em um episódio maníaco logo em seguida. É possível que o paciente tenha um episódio depressivo e, após um período normal, outro episódio depressivo.

      O tratamento medicamentoso é geralmente feito com estabilizadores de humor, antidepressivos, antipsicóticos e, em casos de urgência, tranquilizantes. Os remédios devem ser prescritos por um profissional da saúde mental e o tratamento não deve ser descontinuado sem o consentimento do profissional.

      Por ser uma doença que dura por um grande período, e pode se tornar invisível (hibernar) durante alguns meses ou anos, há o risco de que pacientes que se sintam bem e acreditem estarem curados e, por isso, pararem de tomar os remédios sem que o médico tenha ciência. É preciso que o profissional explique que a bipolaridade é uma doença crônica e o tratamento é para a vida toda, podendo sofrer alterações e ajustes de acordo com as necessidades do paciente.

      A curto prazo, o efeito dos remédios só é sentido a partir de 2 semanas de uso, podendo se estender para 4 semanas caso ainda não haja resultados significativos. Após a estabilização (melhora completa) do paciente, é preciso ajustar o tratamento para a fase de manutenção. Neste caso, é possível que haja diminuição das doses ou até mesmo troca completa de medicamento. É preciso que o paciente continue tomando o que é prescrito, pois apesar de se sentir bem, a doença está apenas controlada, não totalmente curada.

      Antes da prescrição, o médico precisa saber todos os medicamentos que o paciente faz uso regular, mesmo que não sejam relacionados à saúde mental, incluindo medicamentos sem prescrição, suplementos naturais e terapias alternativas. Isso porque alguns medicamentos e ativos podem interagir com outros, cancelando resultados ou potencializando efeitos colaterais perigosos.

      A combinação do tratamento medicamentoso com a psicoterapia tem sido aconselhada pelos médicos.
      É indicada a Terapia Cognitivo-comportamental. É uma abordagem para o transtorno afetivo bipolar, dentre outros transtornos.
      Uma das possibilidades seria a orientação a este paciente para que vá, aos poucos, se conhecendo de modo a conseguir identificar a mudança de humor para que as fases de mania não sejam confundidas, por si mesmo nem pelos amigos e parentes próximos, como uma “melhora” de humor , pois a aparente disposição para sair de casa, por exemplo, pode ser o inicio de comportamentos exagerados e disfuncionais.

      Um abraço.
      Equipe ABRATA.

  59. Rodrigo 22 de abril de 2017 às 12:44 - Responder

    Olá, meu nome é Rodrigo, tenho 37 anos e fui diagnosticado como bipolar e fumava maconha também. Há 1 ano e meio tive um surto psicótico. Estou em depressão desde então. Tive várias quedas e a minha sociabilidade e parte profissional relação familiar sempre ruim. Hoje não controlo minha mente, passa o filme da minha vida todos os dias na minha cabeça. Não tenho coragem de fazer mais nada . Não tenho perspectiva de voltar a trabalhar. A cabeça tem que estar no presente para qualquer realização. Mas não tenho controle mais dela. Há uns 4 anos fui internado e com as medicações que tomei achava que a minha cabeça tinha voltado para o presente . Desta vez não .Acho que não tem mais volta.

    • Equipe Abrata 23 de abril de 2017 às 09:09 - Responder

      Prezado Rodrigo.

      O transtorno afetivo bipolar é uma das mais frequentes e importantes doenças psiquiátricas na população geral. Trata-se de uma doença crônica, que pode se iniciar em qualquer idade (sendo mais comum o diagnóstico por volta dos 20 aos 30 anos). Acredita-se que entre 3 e 8% da população apresente o transtorno bipolar, sendo alguns de forma mais grave e outros mais leves. Isso contabiliza em média 350 milhões de portadores no mundo (cerca de 15 milhões só no BRASIL). Ocorre em ambos os sexos e em qualquer idade (sendo mais frequente o diagnóstico por volta dos 20-30 anos).

      A característica da doença é uma tendência crônica e intensa a oscilação entre estados depressivos (polo depressivo) e estados patológicos de euforia ou mania. Entre os episódios, o paciente pode apresentar fases de normalidade. Os episódios podem duram semanas a meses e ter gravidade diversa.

      O tratamento do transtorno bipolar inclui medicamentos e psicoterapia. Um tratamento apropriado com acompanhamento correto pode ajudar a pessoa a ter uma
      vida produtiva, com qualidade e satisfação.
      A adesão ao tratamento medicamentoso é fundamental para conseguir a estabilidade. E se acompanhado de psicoterapia, como a Terapia Cognitivo Comportamental, pode
      diminui a frequência de novos episódios da doença e das hospitalizações.

      Se em sua cidade houver grupos de apoio mútuo para pessoas com transtorno bipolar, procure frequentar porque o compartilhamento de experiências auxilia na
      compreensão da doença e na adesão ao tratamento.

      Abs.
      Equipe ABRATA.

  60. Paulo 11 de junho de 2017 às 11:10 - Responder

    Olá, meu nome é Paulo e tenho 19 anos, descobri que tenho bipolaridade há mais 1 ano e meio quando começaram os primeiros sintomas, não controlo mais minha mente, me irrito com muita facilidade, não tenho ânimo mais pra nada. Também não tenho nenhuma perspectiva de trabalhar, nada mais na vida me importa, está tudo um tanto faz, sabe, vem flash da minha vida todos os dias na minha mente de todas as pessoas q eu machuquei,decepcionei e magoei (verbalmente ) que estão interferindo na minha autoestima, que está muito baixa. Troco palavras duras com minha mãe todos os dias, tem dias q estou alegre e na maioria muito triste sem motivo, meu humor muda sem nenhuma explicação. Pensamentos de homicídios violentos e suicidas passam todos os dias em minha mente, sinceramente não sei quem tenho que procurar para me ajudar, mas nem ânimo pra isso tenho.

    • Equipe Abrata 13 de junho de 2017 às 09:32 - Responder

      Caro Paulo.

      O transtorno bipolar é uma doença bastante complexa, você sabe disso, pois ela causa alternância de muito bom humor e períodos de irritação
      ou depressão.
      As chamadas “oscilações de humor” entre a mania e a depressão podem ser muito rápidas e podem ocorrer com muita ou pouca frequência.
      Você recebeu o diagnóstico em tempo de se cuidar e ficar estável. Muitos levam mais de 10 anos para obterem um diagnóstico fechado!
      Desta forma, procure fazer uso dos medicamentos indicados pelo psiquiatra com bastante rigor, disciplina e determinação.
      Também é importante combinar o tratamento medicamentoso com psicoterapia. As chances de estabilização são maiores.
      Tenha disciplina de vida: procure dormir pelo menos durante 8 horas, não use drogas ou álcool, faça exercícios físicos que gostar, tenha
      uma vida social e relacionamentos, enfim “curta” a vida da melhor maneira possível, porque as pessoas com bipolaridade podem levar uma
      vida normal, desde que aprendam a conviver com a doença – por isso a importância da psicoterapia -, e façam a devida adesão ao tratamento –
      requisito fundamental.
      Ah, e veja: muitos e muitos seres humanos convivem com a diabetes, com problemas de pressão e outras patologias e vivem uma boa vida, com
      algumas restrições, por certo. E com o transtorno bipolar ocorre o mesmo, certo?
      Vá à luta, seja resiliente, tenha foco e, com certeza, por ser muito jovem, você vencerá todos os obstáculos que se interpuserem à sua frente!

      Um enorme abraço.
      Equipe ABRATA.

  61. Sandra 18 de junho de 2017 às 22:50 - Responder

    Acabei de ter uma conversa com meu namorado e ele me alertou com o maior carinho do mundo que tenho o transtorno, e já tinha ouvido de outras pessoas mas a forma que ele tratou o assunto comigo dessa vez me fez aceitar. Vou procurar ajuda pois ele é muito especial pra mim e se continuar com essas oscilações de humor vou acabar perdendo um relacionamento maravilhoso. Sempre sofri com isso e outras pessoas me deixaram apenas em estado de extrema irritação com as observações mas dessa vez fui tratada com respeito diante do problema. Confesso que estou envergonhada, estranha, querendo entender até que ponto sou alguém normal, o que seria alguém normal, enfim, preciso de um tratamento e estou disposta a fazê lo. Já tomei antidepressivos e não gostava do comportamento que o mesmo traz, hoje existem drogas que sejam menos agressivas?

    • Equipe Abrata 20 de junho de 2017 às 10:35 - Responder

      Querida Sandra.

      Você encontrou o caminho certo para cuidar-se, que bom!

      Com o tratamento medicamentoso apropriado combinado com psicoterapia, você poderá levar uma vida normal.

      Boa sorte, e um grande e afetuoso abraço.

      Equipe ABRATA.

  62. MAURICIO JARDIM 20 de junho de 2017 às 22:51 - Responder

    SOU PORTADOR DE BIPOLARIDADE E ESTAVA SOB BENEFICIO HÁ UNS 5 ANOS DADO
    PELA JUSTIÇA, SUSPENDERAM MEU BENEFICIO ALEGANDO QUE EU NÃO COMPARECI
    A UMA PERICIA, MAS NÃO RECEBI NENHUMA CARTA OU COMUNICADO QUALQUER, E
    MEU CADASTRO SEMPRE ESTEVE ATUALIZADO.
    POIS BEM MARCARAM UMA PERICIA
    PARA O DIA 8/6/17 EM QUE O PERITO DE ESPECIALIDADE EM GINECOLOGIA
    SEQUER ME FEZ ALGUM TIPO DE PERGUNTA SOBRE A MINHA DOENÇA, EU ESTAVA
    TOTALMENTE DOCUMENTADO E ELE SEQUER OLHOU A NÃO SER PARA OS ATESTADOS,
    E INDEFERIU O MESMO NESTA DATA. QUERIA SABER SE EXISTE UMA LEI QUE O
    PERITO TEM QUE SER ESPECIALISTA NA AREA QUE ELE FOR FAZER A PERICIA NO
    QUAL O BENEFICIÁRIO É ACOMETIDO DA DOENÇA QUE O LEVOU AO BENEFICIO?
    DESDE JÁ AGRADEÇO PELA ATENÇÃO AQUI MEU E-MAIL mauriciojflu@gmail.com

    • Equipe Abrata 21 de junho de 2017 às 08:07 - Responder

      Prezado Maurício Jardim.

      Agradecemos a sua mensagem.
      Vejamos como ajudá-lo.
      Muito embora mereça críticas o Judiciário, em linhas gerais, entende que não é necessário que o exame pericial seja
      realizado por médico especialista na área médica da doença que acomete o segurado, uma vez que a função do médico
      perito é avaliar se o segurado tem condições para retornar ao trabalho.
      A título de sugestão, acesse o site: ÂmbitoJurídico.com.br.
      Você encontrará julgados dos Tribunais de Justiça e outras informações.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  63. Kessoa 6 de julho de 2017 às 21:41 - Responder

    Boa noite! Minha mãe tem transtorno bipolar e síndrome do pânico e já tem mais de uma semana que ela está em crise. Toma os remédios que deixa muito atordoada,vendo coisas,desmaios. Não consegue nem se levantar.Vai ao psiquiatra e ele fala que é normal, mas vejo que esses remédios não fazem bem. Como pode tomar medicamento e não dar conta de se levantar, de fazer nada?Escuta vozes falando para ela tirar sua própria vida.Gostaria de saber o q devo fazer?O que dar?

    • Equipe Abrata 14 de julho de 2017 às 05:39 - Responder

      Cara Kessoa

      O controle da sintomatologia do transtorno bipolar em comorbidade com outros transtornos (como é o caso do transtorno de pânico) pode envolver desafios que retardam a recuperação. Para isso é paciência e um bom vínculo entre o portador e o psiquiatra que o atende, que deve estar sensível às dificuldades inerentes ao caso. Quando as dúvidas persistem, pode ser necessário marcar uma consulta com um outro profissional para uma segunda opinião. Veja se não é esse o caso da sua mãe. A segunda opinião é um direito de todo paciente durante seu tratamento.

      Um abraço,
      Equipe ABRATA”.

  64. Camilla 21 de agosto de 2017 às 20:33 - Responder

    Ola!!
    Há algum medicamento injetavel para ser aplicado no tratamento de transtorno bipolar??
    Munha mae rejeita a medicação oral.
    Qual a chance de uma pessoa que faz o tratamento continuo entrar em crise??

    • Equipe Abrata 26 de agosto de 2017 às 09:50 - Responder

      Prezada Camila,
      Existem medicamentos injetáveis de ação prolongada que, embora não sejam exclusivos para o transtorno bipolar, podem ser usados para ajudar no controle da doença. Seu uso vai depender do quadro clínico do paciente para ver se há ou não indicação de uso dessas medicações em cada caso. Esse tipo de medicamento é bastante útil no caso de pacientes que não aderem ao tratamento e, por causa disso, vivem entrando em crises. Com a medicação injetável, uma aplicação mensal já garante que o paciente fique mais protegido pelo menos durante esse período. O problema é que tais medicamentos não são estabilizadores de humor. São antipsicóticos, que tendem a proteger o paciente contra episódios maníacos. Daí, acontece que o paciente fica mais protegido contra episódios de mania , mas ainda tem chance de ter episódios de depressão. Quando isso acontece, é necessário associar outros medicamentos para tratar a depressão e prevenir que ela retorne.

      Um abraço
      Equipe ABRATA.

  65. Deysner luiz pires 30 de agosto de 2017 às 23:43 - Responder

    Boa-noite ! Meu irmão teve recentemente o terceiro surto psicótico de transtorno bipolar, descobrimos em 2003 e outros surtos: 2003,2010 e 2017. Ele começa o tratamento e depois para, porém desta vez ficou muito agressivo e está demorando para sair da “euforia”.15 dias completaram hoje. Isso pode demorar mesmo por ter tido anteriormente outros “episódios”? Há algum hospital no estado de Sp especializado nesse tipo de tratamento? Obrigado.

  66. Marlucia sousa 9 de setembro de 2017 às 02:10 - Responder

    Boa noite,eu sofro de trastorno bipolar já faz muitos anos.Tomo remédios todos os dias,o meu médico me disse que não tem cura.Não tenho vontade de sair viva no maior desânimo,principalmente agora que estou desempregada. Aí me bate uma tristeza que pareçe não ter fim,mesmo tomando os medicamentos não consigo dormir cedo.Eu gostaria de saber se essa doença interfere na parte da relação sexual.
    Atenciosamente
    Marlucia

    • Equipe Abrata 10 de setembro de 2017 às 09:37 - Responder

      Olá Marlucia.

      Para as pessoas com transtorno bipolar, o seu nível de atividade sexual e sexualidade em geral podem ser afetados. Elas são frequentemente
      confrontadas com a redução ou perda da libido durante os episódios de depressão e de hipersexualidade (apetite sexual excessivo) durante a mania.
      Isso pode causar problemas com a autoestima do portador e em seus relacionamentos íntimos.

      Em um episódio depressivo, as pessoas com transtorno bipolar têm sintomas opostos da hipersexualidade. Eles têm muitas vezes reduzida libido,
      que é a hipossexualidade (forte queda do desejo sexual). A ausência de libido pode levar à depressão, e a depressão pode levar à baixa de libido.
      Isto é particularmente problemático quando o parceiro da pessoa está lutando para entender por que seu parceiro não está interessado em se envolver
      em atividade sexual, o que pode ser prejudicial para a relação pessoal.

      Outras dificuldades podem ocorrer quando o parceiro está experimentando sentimentos de rejeição, confusão e frustração porque o companheiro
      bipolar que tinha sido um presente de comportamento hipersexual e, de repente, pouco ou nenhum interesse tem em sexo.

      Medicamentos prescritos como um tratamento para o transtorno bipolar também pode causar baixa libido como um efeito colateral. Por esta razão,
      algumas pessoas podem parar de tomá-los, o que pode levar a enfrentar um episódio maníaco ou depressivo.

      Sugerimos que você converse com seu médico. Ele poderá explicar-se detalhadamente as causas de um eventual problema com o seu relacionamento
      sexual. Fica, também, a sugestão de fazer psicoterapia. Os grupos de apoio mútuo como os existentes na ABRATA têm auxiliado bastante na
      complementariedade do tratamento para o transtorno bipolar.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  67. Marlucia sousa 10 de setembro de 2017 às 21:56 - Responder

    Boa noite!
    Muito obrigada por tirar minhas dúvidas.

  68. Silvana Luiza 19 de setembro de 2017 às 10:52 - Responder

    Bom dia!
    Preciso de uma ajuda.
    Minha mãe tem 79 anos, tem algumas doenças relacionadas à idade. Toma muitos remédios alopáticos e naturais, como magnésio, D3, B12, coenzima… A questão é que a pressão dela tem subido todos os dias. Geralmente ao cair da noite.
    Ela toma três para pressão, toma Rusovas, sotalol e o Rivotril. Só que ela é muito nervosa, eu acho que isso contribui para o aumento da pressão.
    Ela se irrita com tudo, com a cachorrinha, apesar de gostar dela, se pede algo temos que fazer na hora se não já começa reclamar… Ela não é uma pessoa de difícil convívio, não é uma pessoa chata, mas é reclamona e nervosa.
    O que eu posso fazer para ela ser uma pessoa mais calma, mais serena?…Obrigada!

    • Equipe Abrata 21 de setembro de 2017 às 10:07 - Responder

      Cara Silvana.

      Via de regra, os idosos têm acompanhamento com geriatra e, quando é cabível, consulta com psiquiatra e neurologista.
      Informe-se, está bem?

      Abs.
      Equipe ABRATA

      • Silvana Luiza 21 de setembro de 2017 às 15:19 - Responder

        Obrigada por responder!

  69. Kelen Cristina Will Izidoro 29 de setembro de 2017 às 14:52 - Responder

    Eu descobri que tenho Transtorno Afetivo Bipolar no ano de 2007. Isso foi 4 anos após a minha separação/Divórcio. Tive dois filhos desse casamento.
    No meu casamento vi que tudo era muito difícil, mas nem fazia ideia o por quê?
    Brigas intermináveis, traições, humor oscilando… Tudo muito horrível!
    Até que resolvi jogar a toalha. Acabei com aquilo que achava que não era para mim. Mas na verdade eu já estava doente e não sabia. Na época eu tinha 24 anos.
    Hoje com 38 ainda não consegui ter uma estabilidade financeira. Não me casei de novo. Meu humor ainda oscila, e MUITOOO. Tudo que começo eu não termino. Comecei fazer minha faculdade de Serviço social em 2005 e só terminei em 2014. Tranquei duas vezes. Era tudo que eu queria na minha vida, ser aquela uma pessoa a fazer diferença na vida de alguma pessoa, ou família, mas não consegui. Me formei com muito sacrifício e a base de muito remédio. Conclui meu estágio arrastada. Fiz alguns cursos na minha área online, mas nunca consegui concluir a pós graduação. Com essas mudanças diárias de humor, e depressão profunda, não consegui atuar na minha área. Eu era ótima em tudo que fazia sim, mais não conseguia levar adiante. Não consegui. Com isso, acabei desistindo do meu maior sonho: ser uma Assistente Social de verdade! De coração, pois sempre foi meu sonho. Mas, não posso. Não consigo. E agora falo para as pessoas que me enganei, que não era o que eu queria, rsrs…claro que é mentira. Preciso mentir, para ninguém pegar no meu pé. Pois já foi insuportável abandonar meu sonho.
    Sou na maioria das vezes um verdadeiro amor com as pessoas, mas quando algo explode dentro de mim…Meu Deus! Lagrimas, machuco muita gente.
    Por Deus como eu gostaria de não ser assim! Sofro por ver o que causo e devido a isso tentei tirar minha vida por 6 vezes.
    Já tentei fazer uso de Quetiapina, com Carbolitium, com Depakote ER 500, e? NADA!
    Eu não sei se estou fazendo o uso correto, as vezes paro de tomar a medicação por ver que estou engordando. E meu namorado de 3 anos, gosta que eu fique bem magra, e quando começo a engordar um pouquinho, ele reclama. Meu relacionamento parece que vai acabar a qualquer momento, pois muitas vezes sou controladora e me sinto abandonada quando ele não me liga ou não me manda uma mensagem.
    Tenho 1,70 de altura e meu peso é 64 kg hoje.
    Me sinto feia e odeio a ideia de ter barriga. Por isso acabo abandonando a medicação.
    Não tenho condições de pagar por médicos e não sei o que fazer.
    Agora, nesse exato momento eu resolvi abrir o notebook e olhar na internet o que eu posso fazer, pois sinto que preciso de ajuda.
    Depois de muito tempo sem pensar bobagens de suicídio, sinto como se eu não fosse mais capaz de nada. Que não sirvo mais para nada, não importa o que as pessoas dizem: que sou inteligente, bonita, agradável, boa mãe…para mim não passa de mentiras. Eu não me vejo assim, e chego a pensar que tudo seria melhor sem mim.
    Eu quero morrer!
    Mas não consigo tirar minha vida, a ideia de desagradar a Deus não me permite, mais sinto que já o desagradei, então…o que mais fazer?
    Hoje moro com meu filho de 15 anos e meu filho de 18 mora com a avó, pois nossos temperamentos não dão certo juntos. Mas sinto muito a falta dele, pois às vezes tenho a sensação que só ele me entende. Mal consigo cuidar de mim, da minha casa, mal consigo fazer comida…dias sim, dias não eu até consigo, mas na maioria, são dias bem difíceis. Dou graças a Deus quando meu ex marido pega meu filho para passar o fim de semana com ele, pois sei que lá ela vai ver pessoas, vai poder ir a igreja com o pai, a nova esposa e a irmanzinha, vai ter momentos mais felizes do que me ver jogada pelos cantos ou na cama ou explodindo. Tem só uma coisa boa nisso, eu nunca bato nele, nunca grito com ele, por algum motivo que eu desconheço, consigo me segurar bem com certas pessoas.
    Mas com minha mãe que me abandonou quando eu tinha 10 anos para ficar com o meu padrasto que abusou sexualmente de mim e ela viu, eu não consigo me segurar. Com meu filho mais velho eu acabo dando uns gritos. Com meu ex marido…nossa! Também explodo. Com meu atual namorado, também acabo dando uns gritos com ele. Não é sempre com meu namorado e com meu filho mais velho, mais, mesmo que esporadicamente, eu sofro, pois não queria que isso acontecesse. E sei que os afasto de mim, pois eles não entendem. Já com as demais pessoas na rua, qualquer coisa é motivo para uma explosão, seguida de muitas lagrimas, choro muito. Não suporto injustiça e crueldade, o que me deixa muito mal também.
    Não convivo com minha família (parentes) me afastei de todo mundo para protegê-los de mim. Não sei fingir que estou bem. Minha avó, tadinha, sempre reclama que não ligo para ela, que não vou vê-la, mas não posso, não consigo.
    Parei de falar com meu pai, pois me critica muito e acha que tudo é culpa minha, que eu ponho tudo a perder. Ele também não me entende. Meus 4 irmãos e uma irmã, mal falo. Só falo com dois dos meus irmãos uma ou duas vezes por mês. Eles também não me procuram. A família do meu namorado, também não convivo com eles. Ele parece fazer questão que eu não conviva.
    Disso tudo, sabe o que mais me dói? é meu filho de 15 anos, que é um anjo ter que conviver comigo assim. De não poder ter o meu de 18 anos comigo, por eu ser assim.
    Sério, que vida é essa?
    Tem jeito mesmo?
    Creio que não.

    • Equipe Abrata 30 de setembro de 2017 às 10:50 - Responder

      Querida Kelen Cristina.

      Agradecemos a sua mensagem e, sobretudo, a oportunidade de sugerir-lhe alguns procedimentos que têm como
      objetivo melhorar a sua qualidade de vida.
      Veja bem. O transtorno bipolar é também chamado transtorno afetivo porque se carateriza pelas oscilações de
      humor que vão da depressão para a mania e, eventualmente, a ocorrência de episódios mistos.
      É uma doença séria porém, com o tratamento adequado, os sintomas podem ser controlados.
      Quando falamos em tratamento apropriado queremos enfatizar a necessidade de uso contínuo dos medicamentos
      indicados para o transtorno bipolar, conforme prescrição médica. E a visita frequente ao psiquiatra deve
      fazer parte da rotina das pessoas com transtorno bipolar.
      É importante, também, combinar o tratamento medicamentoso com psicoterapia. A abordagem terapêutica mais
      indicada é a Terapia Cognitivo-Comportamental.
      Lembramos, Kelen, que não é nada fácil conviver com pessoas que têm essa doença porque não estão estabilizadas.
      De modo geral, quando não tratado, o transtorno bipolar afeta os relacionamentos familiares e interpessoais.
      Se você aderir efetivamente ao tratamento, você poderá ter uma vida normal, com qualidade.
      É comum alguns portadores de transtorno bipolar abandonarem o uso de medicamentos por causo do ganho de
      peso ou tremores finos das mãos. Na maioria das vezes, é importante saber que é possível diminuir ou
      interromper os efeitos colaterais do medicamento ou a sua troca por outro que seja mais bem tolerado.
      E a consequente adesão ao tratamento pode, efetivamente, reduzir as chances de recorrência de crises,
      controlar a evolução do transtorno, reduzir a chance de suicídio e reduzir a intensidade de eventuais
      episódios.
      Cuide-se por você e pelos seus entes queridos, concorda?

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

      • Kelen Cristina Will Izidoro 22 de outubro de 2017 às 15:00 - Responder

        Sim concordo!
        Vou procurar me manter no tratamento, pelas pessoas que amo.
        Saibam que é muito importante o apoio de vocês.
        Grande abraço,
        Kelen

        • Equipe Abrata 23 de outubro de 2017 às 08:38 - Responder

          Cara Kelen, agradecemos o seu contato e a maneira carinhoso a que faz referência à ABRATA.
          Um grande abraço.
          Equipe Abrata

  70. Tatiane Aparecida Alves 17 de outubro de 2017 às 14:55 - Responder

    Boa tarde.

    Eu tenho duas dúvidas.Eu sou bipolar faço tratamento há mais de ano.Existe o risco de ter outra crise mesmo tomando medicamento? Quando tentar engravidar mesmo trocando de medicamento existe o risco do bebê ter de má formação? Obrigada.

    • Equipe Abrata 6 de novembro de 2017 às 08:49 - Responder

      Prezada Tatiane,
      A finalidade do tratamento do transtorno bipolar é tirar o indivíduo quando ele está em crise e protegê-lo contra a ocorrência de novos episódios da doença. Idealmente, uma pessoa em tratamento de manutenção com medicamentos apropriados não deveria mais apresentar crises de depressão ou crises de mania ou hipomania ao longo da vida. No entanto, os medicamentos não respondem por cem por cento dos resultados. Para se obter os melhores resultados, a portador do transtorno bipolar precisa cuidar dos fatores desencadeantes de novos episódios e da promoção da mudança de hábitos de vida que ajudam a controlar melhor a doença. Para isso, é necessário que tanto a família quanto o portador participem de palestras psicoeducacionais sobre o transtorno e de grupos de apoio mútuo (como os que a ABRATA promove) para aprender com a experi&eci rc;ncia de outras pessoas que também vivem o problema, além de construir redes sociais de suporte. Para ampliar o controle sobre os fatores de estresse, é importante fazer tratamento psicológico com profissional que tenha conhecimento detalhado sobre a doença e coopere com o tratamento psiquiátrico. Ao cuidar do transtorno em todos os seus aspectos, psiquiátrico, psicossocial e das mudanças de hábitos, a chance de se controlar a doença aumenta muito e, mesmo que a pessoa venha a apresentar episódios, esses tendem a ser brandos e transitórios.
      Com relação à gravidez, é importante saber alguns fatos: nenhuma gravidez é totalmente segura e uma mulher com transtorno bipolar em crise pode ter problemas na gravidez que prejudicam o feto. Isso posto, também é importante dizer que os diferentes medicamentos utilizados no tratamento do transtorno bipolar têm diferentes riscos de acarretar problemas para o feto. Isso deve ser cuidadosamente discutido com o psiquiatra que acompanha o caso e com o obstetra que vai acompanhar a gestação. Como regra geral, é altamente recomendado que a gravidez seja cuidadosamente planejada para que, ao engravidar, a portadora do transtorno esteja estável e utilizando o esquema medicamentoso de menor risco para o feto.

      Um abraço
      Equipe ABRATA”

  71. Ana Paula 24 de dezembro de 2017 às 07:55 - Responder

    Minha filha passou por duas médicas, sendo que uma falou que ela tinha distúrbio, e a outra falou que não, ela começou o tratamento, mas fora o remédio para controlar o seu humor, também passou antidepressivo e remédios para dormir, fico em dúvida é com medo, porque não se conversa, minha filha esquece às vezes de tomar a medicação. É normal tomar outras medicacao fora a do controle, no caso Lamitor?

    • Equipe Abrata 27 de dezembro de 2017 às 08:54 - Responder

      Prezada Ana Paula.

      Converse com o profissional que acompanha a sua filha. Quando o assunto é medicamento, ele é a melhor pessoa para tirar as
      suas dúvidas.
      Um abraço
      Equipe ABRATA

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